Perguntas do paciente (150)
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O uso do lítio associado com risperidona,causa desmaio?
O uso do lítio associado com risperidona,causa desmaio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa pergunta — e a preocupação faz sentido, principalmente se isso tem acontecido com você ou alguém próximo.
Desmaio não é o efeito mais característico dessa combinação, mas pode acontecer por alguns mecanismos: a risperidona tem efeito conhecido de baixar a pressão arterial, especialmente ao mudar de posição (a chamada hipotensão ortostática), o que pode causar tonturas e até síncope. O lítio, por sua vez, pode contribuir indiretamente em situações de desidratação ou variação dos seus níveis no sangue. E quando os dois estão juntos, esses efeitos podem se somar.
Há também outras possibilidades que precisam ser descartadas: alterações cardíacas, ajuste inadequado das doses, interação com outras medicações, e questões como hidratação e alimentação. Desmaio nunca é "normal" e merece investigação — não é algo para ignorar.Se isso está acontecendo, sugiro procurar seu psiquiatra com prioridade e, dependendo da frequência e da intensidade, também uma avaliação clínica com checagem de pressão e eletrocardiograma. Em consultório dá para reavaliar o esquema e ajustar com segurança.
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comecei a tomar escitalopram 10 mg de manhã e quietiapina 25 mg de noite faz 2 dias, porém sinto uma
comecei a tomar escitalopram 10 mg de manhã e quietiapina 25 mg de noite faz 2 dias, porém sinto umas sensações de estar no lugar mas com a mente fora, ou como se a mente e o corpo se separassem, pode ser por conta das medicações?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo tem nome: chama-se despersonalização — essa sensação estranha de estar presente fisicamente, mas com a mente "deslocada", como se mente e corpo não estivessem totalmente conectados. É uma experiência incômoda, às vezes assustadora, e entendo que esteja preocupada.Em apenas 2 dias de tratamento, há duas explicações possíveis. A primeira é o próprio quadro ansioso ou depressivo que motivou a prescrição — despersonalização é um sintoma psiquiátrico, não apenas efeito de medicação, e às vezes ele aparece justamente nas fases iniciais, antes do remédio fazer efeito. A segunda é que escitalopram, nos primeiros dias, pode produzir sintomas dissociativos transitórios em algumas pessoas, geralmente passageiros.O que me chama atenção é o conjunto: escitalopram + quetiapina já no início é uma combinação que faz sentido em quadros específicos, e a forma como você responder a essas primeiras semanas vai dizer muito sobre o ajuste correto da dose e da estratégia.Não suspenda nada por conta própria. Mantenha contato próximo com o psiquiatra que prescreveu para reportar essas sensações nos próximos dias. Se piorar, se aparecerem ideias estranhas ou se a sensação se tornar muito intensa, procure avaliação antes da próxima consulta.Se quiser fazer essa avaliação comigo, ou se sentir que precisa de acompanhamento mais próximo nesse início, estou à disposição no consultório. Começo de tratamento é o período em que vale ter o psiquiatra acessível.
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Minha mãe tomou pela primeira vez o uso do clonazepam de 2 mg ela ficou sedada , foi prescrito pelo
Minha mãe tomou pela primeira vez clonazepam de 2 mg, ela ficou sedada , foi prescrito pelo médico e ela dorme e não responde a nada , sedou literalmente, o que faço? suspendo seu uso??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o susto — ver alguém que amamos profundamente sedado, sem responder, é assustador, ainda mais se foi a primeira dose. Vou te ajudar a pensar com clareza.Primeiro, o mais importante: se sua mãe está com dificuldade para acordar mesmo com estímulo, respiração lenta ou irregular, lábios ou extremidades azuladas, ou se você simplesmente não consegue despertá-la o suficiente para garantir que ela está bem — isso é emergência. Leve ao pronto-socorro ou chame o SAMU (192) agora. Não espere.Se ela está sedada mas responde quando você chama, consegue acordar e voltar a dormir, respira normalmente e está estável — provavelmente é o efeito esperado de uma dose alta de clonazepam para alguém que nunca usou. Clonazepam de 2 mg é uma dose considerável para início de tratamento em paciente "virgem" da medicação, especialmente se for idosa. A sedação intensa nas primeiras doses é comum e tende a diminuir com o uso continuado, conforme o organismo se adapta.Sobre suspender por conta própria: eu não recomendo decidir isso sozinha. Entre em contato com o médico que prescreveu, hoje mesmo, descreva exatamente o que está acontecendo e siga a orientação dele — pode ser ajuste de dose, troca de horário ou troca de medicação. Suspender abruptamente também tem seus problemas, principalmente se houver risco de a próxima dose ser repetida sem o ajuste necessário.Como observação geral: em pacientes que nunca usaram benzodiazepínico, e especialmente em idosos, eu prefiro começar com doses bem menores e ajustar conforme tolerância. Se sua mãe não conseguir falar com o médico que prescreveu, ou se você quiser uma segunda opinião sobre o tratamento dela, estou à disposição no consultório. É o tipo de situação que se resolve melhor com acompanhamento próximo.
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Tomo cronazepam e posso bebê cerveja só final de semana será que causa algum problema
Tomo clonazepam e posso beber cerveja só final de semana? será que causa algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pergunta honesta, e merece resposta honesta.
A combinação de clonazepam com álcool, mesmo "só no final de semana", não é segura. Os dois agem no mesmo sistema cerebral (o GABA), e quando somados o efeito não é apenas dobrado — é potencializado de forma imprevisível. Os riscos incluem sedação excessiva, lapsos de memória (você pode fazer coisas e não lembrar no dia seguinte), perda de coordenação, depressão respiratória em casos mais graves, e — algo que muita gente subestima — desinibição comportamental, com decisões e atitudes que você normalmente não tomaria.
Há ainda dois pontos práticos: o efeito do álcool sobre quem usa clonazepam é mais intenso do que sobre quem não usa, então a mesma quantidade que você bebia antes pode te derrubar agora. E o "uso recreativo" combinado com benzodiazepínico aumenta significativamente o risco de desenvolver dependência tanto do álcool quanto da medicação ao longo do tempo.Eu sei que "só final de semana" parece controlado, e é uma pergunta que muita gente faz justamente porque busca uma forma de manter algum prazer social sem abrir mão do tratamento. Mas a resposta médica honesta é que essa combinação cria riscos que ultrapassam o benefício social do "drink do fim de semana".
O que vale a pena conversar com calma é o seguinte: por que você está usando clonazepam? Por quanto tempo? É o tratamento certo para o seu caso, ou poderia haver uma medicação que tratasse melhor a sua ansiedade e te desse mais liberdade na vida social? Em muitos casos, dá para chegar a um esquema terapêutico em que o álcool ocasional não é um problema porque o clonazepam não está mais na rotina. Se quiser olhar isso com profundidade, marque uma consulta — é o tipo de coisa que se resolve bem com avaliação individualizada.
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Sofro de ansiedade e tenho insônia, sou hipertenso, e diabético ambos sobre controle, Tomo clonazepa
Sofro de ansiedade e tenho insônia, sou hipertenso, e diabético ambos sobre controle, Tomo clonazepam mas estou querendo fazer o desmame, passei a tomar de 1 por conta própria, mais sinto algumas irritações, estou fazendo o correto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A intenção de reduzir o clonazepam é boa — é exatamente o caminho que recomendo para a maioria dos pacientes que usa benzodiazepínicos por longo prazo. Mas a forma como está sendo feito é o problema.As "irritações" que você está sentindo provavelmente não são "do nada": clonazepam tem meia-vida longa e gera dependência física mesmo em doses terapêuticas. Quando você reduz por conta própria, o organismo entra em abstinência — e os sintomas mais comuns são exatamente irritabilidade, ansiedade rebote (às vezes pior do que a original), insônia, tremores, sensibilidade aumentada a luz e som, tontura, e em casos mais graves pode haver complicações sérias, especialmente em quem tem hipertensão como você. Diabetes e hipertensão tornam o desmame mal feito ainda mais arriscado, porque a abstinência ativa o sistema autonômico e mexe com a pressão arterial.O desmame correto é feito de forma gradual, geralmente em semanas a meses dependendo da dose, do tempo de uso e da sua resposta individual. Em alguns casos, é útil trocar primeiro para um benzodiazepínico de meia-vida mais longa antes de reduzir, ou introduzir outra medicação que ajude na ansiedade e na insônia para que você não fique "sem rede" durante o processo. E enquanto isso, é fundamental tratar a ansiedade e a insônia de base — porque se elas voltarem com força, a chance de voltar ao clonazepam é alta.Você está no caminho certo na intenção, mas precisa de orientação para que dê certo de verdade. Se quiser, podemos planejar esse desmame juntos no consultório, de forma segura e com acompanhamento da sua resposta. Tirar clonazepam bem feito é totalmente possível — só não é para fazer sozinho.
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Boa noite estou tomando esc 20mg 10gotas mais não sinto melhoras é normal já estou no segundo vidro
Boa noite estou tomando esc 20mg 10gotas mais não sinto melhoras é normal já estou no segundo vidro e até agora nada e tive dor de cabeça no começo e agora estou com medo de continuar e estou soando muito a noite e aí mesmo tempo sinto frio por quanto ainda vou ter que tomar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Posso imaginar o cansaço de estar nesse processo — tomando medicação há semanas, sentindo efeitos colaterais e ainda sem a melhora que você esperava. É uma situação que abala a confiança no tratamento, e é totalmente compreensível que você esteja com medo de continuar.
Vou tentar te ajudar a entender o que está acontecendo. O escitalopram em gotas (a apresentação de 20 mg/mL) costuma ter tempo de resposta de 4 a 6 semanas, às vezes até 8, para que o efeito principal apareça de forma consistente. As primeiras semanas costumam ser as mais difíceis: efeitos colaterais como dor de cabeça, suor excessivo, alterações de temperatura corporal, ansiedade aumentada — tudo isso é comum no início e tende a melhorar, mas exige que você atravesse essa fase com acompanhamento.
Dois pontos importantes. Primeiro: a dose de "10 gotas" precisa ser conferida com seu psiquiatra, porque a concentração varia entre apresentações e 10 gotas pode corresponder a doses bem diferentes. Se a dose estiver baixa para o seu caso, a resposta vai demorar mais ou simplesmente não vir. Segundo: suor noturno persistente com sensação de frio merece atenção — pode ser efeito da medicação, mas também pode ter outras causas que precisam ser investigadas.
Por favor, não interrompa sozinha — isso pode complicar o quadro. Mas também não suporte em silêncio: você precisa de uma reavaliação para definir se aumenta a dose, troca a medicação, ou aguarda mais um pouco. Uma consulta presencial te daria essa clareza, e provavelmente um plano que faça você sentir que está sendo cuidada de verdade.
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Tomo risperdal consta 50 e não tenho esquizofrenia este medicamento causa impotencia sexual e libido
Tomo risperdal consta 50 e não tenho esquizofrenia, este medicamento causa impotência sexual e libido baixa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a risperidona é um dos antipsicóticos com maior impacto sobre a função sexual — pode causar redução de libido, dificuldade de ereção e ejaculação, além de outros efeitos hormonais (como elevação da prolactina, que potencializa essas queixas). É um efeito conhecido e que merece ser levado a sério.
Como você está em uso da apresentação injetável de longa duração (Risperdal Consta), qualquer ajuste precisa ser planejado com cuidado, mas há alternativas: existem antipsicóticos com perfil bem melhor para função sexual, e em muitos casos é possível fazer essa transição mantendo o controle do quadro de base.
Se quiser conversar sobre opções e fazer essa revisão, estou à disposição no consultório. Qualidade de vida sexual faz parte do tratamento — não é detalhe secundário.
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Tomo depakote 1000 MG e não tenho epilepsia este medicamento causa impotencia sexual e libido baixa?
Tomo depakote 1000 MG e não tenho epilepsia, este medicamento causa impotência sexual e libido baixa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é importante e merece resposta direta: sim, o ácido valproico (Depakote) pode causar redução de libido e disfunção sexual, especialmente em doses mais altas como 1000 mg. Não é o efeito colateral mais comum, mas acontece e impacta muito a qualidade de vida — por isso vale ser conversado, não suportado em silêncio.Antes de qualquer mudança, é importante avaliar: o Depakote está fazendo o efeito esperado no quadro para o qual foi prescrito? Há outras medicações associadas que também possam estar contribuindo? Em muitos casos, dá para ajustar a dose, trocar para outro estabilizador com melhor perfil sexual, ou manejar o sintoma sem comprometer o tratamento.Se quiser revisar isso com cuidado, estou à disposição no consultório. Disfunção sexual por medicação tem solução — não precisa ser conviver com ela.
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Minha mãe toma Rivotril, ela não bebe nenhuma bebida alcoólica, porém comprei uma garrafa de vinho e
Minha mãe toma Rivotril, ela não bebe nenhuma bebida alcoólica, porém comprei uma garrafa de vinho e ficou com vontade rs, apenas meia taça de vinho teria algum perigo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que carinhoso esse cuidado com sua mãe — e você fez muito bem em perguntar antes. Mas preciso ser direto com você: a resposta é não. Sua mãe não deve tomar essa meia taça de vinho enquanto estiver em uso de Rivotril.
Vou te explicar o porquê, porque é importante que você entenda a seriedade. O clonazepam (Rivotril) e o álcool agem no mesmo sistema do cérebro, e quando combinados o efeito não é apenas somado — é potencializado de forma imprevisível. Os riscos vão desde sedação intensa, perda de coordenação e quedas (especialmente preocupantes em pessoas mais velhas, com risco de fraturas graves), até efeitos mais sérios como depressão respiratória. Em alguém que nunca bebe, a tolerância ao álcool é praticamente zero, o que torna a reação ainda mais imprevisível. "Meia taça" pode ter um efeito muito maior do que parece.
Existem ainda mortes documentadas pela combinação benzodiazepínico mais álcool, mesmo em quantidades aparentemente pequenas, mesmo em uso terapêutico correto da medicação. Não é exagero meu — é por isso que toda bula de Rivotril traz essa contraindicação de forma destacada.
Se a sua mãe quer aproveitar uma ocasião especial, vale conversar com o psiquiatra dela com antecedência. Em alguns casos é possível planejar uma pausa segura na medicação para um evento específico, mas isso precisa ser orientado por quem prescreve — não dá para fazer por conta própria, porque parar Rivotril abruptamente também tem seus riscos.
E aproveito para deixar uma reflexão: se sua mãe toma Rivotril continuamente, especialmente se for por bastante tempo, vale revisar esse tratamento com o psiquiatra dela. Uso prolongado de benzodiazepínico, particularmente em pessoas mais velhas, é tema que merece avaliação periódica — existem hoje opções de tratamento melhores e mais seguras na maioria dos casos.
Você foi ótima em perguntar. Continue cuidando dela com essa atenção.
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Olá, eu estou confusa quanto a mim mesma, eu consigo manipular as pessoas ou as formas como elas vêe
Olá, eu estou confusa quanto a mim mesma, eu consigo manipular as pessoas ou as formas como elas vêem as coisas para ter o que quero, e as vezes faço isso sem nem mesmo perceber, e na maior parte do tempo penso como deve ser matar outra pessoa, enterrar um corpo, ou até ser presa, penso em matar meu pai, nao sei se seria capaz mas é um pensamento frequente, a anos, tenho um rancor muito grande por ele que só aumenta, tenho medo do que posso fazer, o que tudo isso poderia ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de qualquer coisa, quero dizer que percebo a coragem que foi escrever isso. Esse tipo de pensamento costuma ser carregado em silêncio por anos, justamente por medo de julgamento — e o fato de você estar buscando entender o que se passa dentro de você, e principalmente o "tenho medo do que posso fazer", é um sinal importante e saudável. Mostra que você tem consciência, preocupação, e procura ajuda.
Vou te responder com cuidado. O que você descreve não é uma coisa só, são várias dimensões diferentes acontecendo ao mesmo tempo: uma capacidade de leitura social que você descreve como "manipulação", pensamentos intrusivos persistentes envolvendo violência, e uma relação afetiva muito difícil com seu pai, com rancor crescente. Cada uma dessas coisas tem leituras possíveis, e nenhuma delas se responde por mensagem na internet — não porque eu não queira, mas porque seria irresponsável tentar diagnosticar à distância algo tão importante. O que posso te dizer é que existem possibilidades muito diferentes para o que você descreve, e várias delas têm tratamento e melhora real.
Uma coisa, porém, eu posso afirmar com firmeza: você precisa de acompanhamento. Não amanhã, não quando der — agora, no sentido de marcar isso como prioridade da sua vida. Pensamentos frequentes de violência contra alguém específico, especialmente com medo do que você possa fazer, são motivo legítimo para buscar avaliação psiquiátrica e psicoterapia. Isso não te torna "um monstro" — te torna uma pessoa carregando algo pesado que precisa de espaço terapêutico para ser elaborado.
Você não vai ser presa por ter pensamentos. Pensamentos não são atos. Mas eles merecem ser entendidos, e o sofrimento por trás deles merece cuidado. Procure um psiquiatra e um psicoterapeuta de confiança — esse é exatamente o tipo de situação que se transforma muito quando se encontra o espaço certo para falar.
Se a qualquer momento sentir que está perto de agir em algum desses pensamentos, procure pronto-socorro psiquiátrico ou ligue para o CVV (188) — eles atendem 24h e podem te ajudar a atravessar momentos difíceis.
Você fez bem em escrever. Continue buscando ajuda.
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Boa tarde Tomei sertralina por vários anos e parei derrepente.. nossa estou sem apetite. Náusea e p
Boa tarde
Tomei sertralina por vários anos e parei de repente.. nossa estou sem apetite. Náusea e pareço um Zumbi, é normal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é a chamada síndrome de descontinuação dos antidepressivos, e infelizmente é bastante comum quando se para a sertralina de uma vez, especialmente após anos de uso. Os sintomas que você descreve — sensação de estar "zumbi", náusea, falta de apetite — fazem parte desse quadro, e podem vir acompanhados de tontura, sensações elétricas na cabeça ("zaps"), insônia, irritabilidade e ansiedade rebote.
A boa notícia é que tem solução, e relativamente rápida. O ideal é retomar a medicação em dose menor e fazer um desmame gradual, em semanas, para que o organismo se adapte. Parar abruptamente, depois de anos, raramente dá certo desse jeito.
Procure seu psiquiatra o quanto antes para ajustar isso. Se não tiver acompanhamento atual, estou à disposição no consultório — esse tipo de situação se resolve bem com plano estruturado.
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Amitriplina causa impotencia sexual e libido baixa e a imipramina também?
Amitriplina causa impotencia sexual e libido baixa? e a imipramina também?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, ambas. A amitriptilina e a imipramina pertencem à classe dos antidepressivos tricíclicos, e essa classe está entre as que mais comumente causam disfunção sexual: redução de libido, dificuldade de ereção, retardo ou ausência de orgasmo. Os efeitos podem aparecer logo no início do tratamento ou se acentuar com o tempo.
Esses medicamentos têm seu lugar — são úteis em algumas situações clínicas específicas, como dor crônica, enxaqueca, alguns quadros de depressão refratária —, mas o perfil de efeitos colaterais (incluindo sexuais, mas também sedação, ganho de peso, alterações cardíacas) faz com que, hoje, raramente sejam primeira escolha quando há alternativas com perfil mais favorável.
Se você está em uso de uma dessas medicações e os sintomas sexuais te incomodam, vale revisar com seu psiquiatra: faz sentido o tricíclico no seu caso, ou seria possível uma transição para uma alternativa? Em muitos casos, sim — e a mudança pode trazer melhora significativa na qualidade de vida sem perder o controle do quadro.
Uma avaliação individualizada esclarece o melhor caminho para você.
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Rivotril causa impotencia sexual e libido baixa e ausência de orgasmo ?
Rivotril causa impotencia sexual e libido baixa e ausência de orgasmo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o clonazepam (Rivotril) pode contribuir para todos esses sintomas que você descreve — embora seja menos discutido do que os efeitos sexuais de outras classes de psicofármacos, é uma questão real.
Os benzodiazepínicos atuam diminuindo a excitação do sistema nervoso central, e isso pode se traduzir em redução do desejo, dificuldades de ereção ou lubrificação, e prejuízo da capacidade orgásmica. Em uso contínuo e prolongado, esses efeitos tendem a se acentuar. Vale lembrar também que ansiedade e depressão, que muitas vezes são o motivo do uso do Rivotril, também impactam a função sexual — então é importante diferenciar o que vem da medicação, do quadro de base, ou de ambos.
Há uma questão maior que sua pergunta toca: o Rivotril, sozinho, raramente é o tratamento adequado para ansiedade a longo prazo. Quando outras estratégias são consideradas — medicação de base, psicoterapia, e desmame planejado do clonazepam —, frequentemente os sintomas sexuais melhoram junto.
Vale uma reavaliação para revisar seu plano terapêutico de forma mais ampla. Você pode estar tendo solução para um problema que aceitou como inevitável.
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Quietepina e olanzapina causa impotência sexual e libido baixa?
Quietepina e olanzapina podem causar impotência sexual e libido baixa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, ambas podem — e essa é uma queixa que muitos pacientes têm vergonha de levantar, então fico feliz que você esteja perguntando.A quetiapina e a olanzapina são antipsicóticos atípicos que, por mecanismos diferentes, podem impactar a função sexual: alteração do desejo, dificuldades de excitação, redução da capacidade de orgasmo. A quetiapina tende a ter perfil um pouco mais favorável do que a olanzapina nesse aspecto, mas ambas podem produzir esses efeitos, especialmente em doses mais altas ou em uso prolongado.O ponto importante: isso não precisa ser suportado em silêncio. Há várias estratégias possíveis — ajuste de dose, troca para outro antipsicótico com perfil sexual mais favorável, ou manejo dos sintomas mantendo o tratamento. A escolha depende do quadro de base que está sendo tratado e da sua resposta atual.Função sexual faz parte da qualidade de vida e do tratamento, não é detalhe. Vale conversar com seu psiquiatra ou buscar uma reavaliação para olhar isso com cuidado.
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Minha filha começou a tomar carbamazepina 2ml, qtos dias vai demorar pra fazer efeito?
Minha filha começou a tomar carbamazepina 2ml, qtos dias vai demorar pra fazer efeito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a ansiedade de mãe esperando ver melhora — é totalmente natural querer saber quando o sofrimento da filha vai aliviar.
A resposta depende de para que a carbamazepina foi prescrita, porque o tempo de resposta varia bastante conforme o quadro tratado. Em situações como controle de crises convulsivas, o efeito começa em dias. Em estabilização do humor ou controle de irritabilidade, pode levar de 2 a 4 semanas para que o efeito se estabeleça. Para alguns usos específicos, pode demorar mais.
Há também um ponto importante: a carbamazepina exige monitoramento — exames de sangue periódicos, atenção a possíveis efeitos colaterais (sonolência, alterações na pele, alterações hematológicas), e ajustes de dose conforme a resposta. O médico que prescreveu deve estar acompanhando isso de perto.
Minha sugestão: tire essa dúvida diretamente com quem prescreveu, porque ele conhece o caso específico da sua filha e sabe o que esperar. E observe nesse período: sonolência intensa, reações na pele, febre ou qualquer sintoma novo merecem comunicação imediata ao médico. Acompanhamento próximo nas primeiras semanas faz toda a diferença.
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Comecei fazer uso de Venlift OD, queria saber se posso tomar bebidas alcoólicas em momentos especiai
Comecei fazer uso de Venlift OD, queria saber se posso tomar bebidas alcoólicas em momentos especiais.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pergunta justa, e fico feliz que esteja considerando antes de simplesmente beber.
A combinação venlafaxina e álcool não é uma proibição absoluta, mas exige cautela. Em quantidade pequena e ocasional (uma taça em um evento especial, não com frequência), a maioria dos pacientes tolera sem grandes problemas. O que evitar: doses maiores, uso frequente, e álcool no início do tratamento ou em fases de ajuste de dose, quando você ainda está se adaptando à medicação.
Vale lembrar que a venlafaxina pode intensificar o efeito do álcool — uma dose que antes parecia leve pode te afetar mais. E em quem trata depressão ou ansiedade, o álcool tende a piorar o quadro no dia seguinte, contrariando o efeito do tratamento.
Se estiver bem estabilizada e for realmente em momentos especiais, com moderação, costuma ser viável. Qualquer dúvida sobre o seu caso específico, vale conversar com seu psiquiatra ou agendar uma avaliação.
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Oq acontece se inalar cloridrato de fluoxetina? Algum efeito colaterail
Oq acontece se inalar cloridrato de fluoxetina?
Algum efeito colateral?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vou te responder com honestidade e sem julgamento.
A fluoxetina é um medicamento desenhado para ser absorvido pelo trato gastrointestinal, não pela mucosa nasal. Inalar não traz nenhum benefício terapêutico — não acelera, não potencializa, não causa efeito "diferente" do uso oral. O que pode causar é dano local: irritação da mucosa nasal, queimação, sangramentos, e a longo prazo lesões mais sérias. Além disso, a absorção por essa via é errática e imprevisível, o que pode levar a efeitos colaterais sistêmicos sem benefício algum.
Mas quero te perguntar algo de outro lugar, com cuidado: o que está por trás dessa pergunta? Às vezes esse tipo de questão aparece quando alguém está experimentando formas de uso de medicações em busca de algum efeito — para dormir, para acalmar, para "sentir alguma coisa", para escapar de algo difícil. Se for esse o caso, não estou te julgando — só quero que você saiba que isso geralmente é sinal de que algo no seu mundo interno precisa de atenção, e existe ajuda para isso que não passa por se machucar.
Se for curiosidade pura, ótimo, agora você sabe a resposta. Se tem algo mais, conversar com um profissional pode fazer muita diferença. Você não precisa enfrentar nada sozinha.
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Estou tomando bromazepan pra ansiedade posso fazer o uso do suplemento pré treino.
Estou tomando bromazepan pra ansiedade, posso fazer o uso de suplemento pré treino?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa pergunta — e o cuidado de checar antes de combinar mostra responsabilidade com seu próprio corpo.A combinação merece atenção. O bromazepam é um benzodiazepínico, que age no sistema nervoso reduzindo a excitabilidade e podendo causar sedação, queda da frequência cardíaca e da pressão. Os pré-treinos, na maioria, são justamente o oposto: contêm cafeína em doses altas, beta-alanina, estimulantes do sistema nervoso central, vasodilatadores. Combinar os dois cria um cabo de guerra dentro do seu organismo — taquicardia, picos de pressão, palpitações, ansiedade rebote e, em algumas pessoas, crises de pânico paradoxais. Há ainda casos em que o estímulo do pré-treino "neutraliza" parte do efeito do bromazepam e leva a pessoa a aumentar a dose por conta própria, o que abre uma cascata problemática.Mas há um ponto que merece olhar mais amplo: ansiedade tratada com bromazepam de forma contínua não é o ideal de tratamento. Benzodiazepínico sozinho alivia o sintoma, mas não trata a causa — e quem treina pesado em geral está buscando vitalidade, energia, qualidade de vida, justamente o que o uso prolongado de bromazepam tende a comprometer.Vale uma reavaliação do tratamento como um todo. Há esquemas terapêuticos que tratam a ansiedade sem incompatibilidade com vida ativa e treinos.
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posso tomar cerveja no dia que não tomar o escitalopram?
posso tomar cerveja no dia que não tomar o escitalopram?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o raciocínio, mas vou ser honesto com você: essa lógica de "pular o dia para beber" não funciona como parece intuitivo.O escitalopram tem meia-vida longa — cerca de 30 horas. Isso significa que, mesmo no dia em que você não tomou, ele continua ativo no seu organismo em níveis terapêuticos. Não existe um "dia limpo" da medicação só porque você não engoliu o comprimido naquele dia. Tomar um e pular outro também não é estratégia segura: pode comprometer o efeito terapêutico, gerar sintomas de descontinuação intermitente, e em alguns casos piorar o quadro.A pergunta mais útil é outra: você pode tomar uma cerveja, ocasionalmente, mesmo tomando escitalopram normalmente? Em pequena quantidade, em momento social e com tratamento estável, a maioria dos pacientes tolera sem problemas significativos. O escitalopram é dos antidepressivos com perfil mais tranquilo quanto à interação com álcool — não é proibição absoluta, é questão de bom senso e moderação.O que evitar mesmo: doses maiores, uso frequente, e pular doses do antidepressivo para tentar "compensar" o álcool. Além disso, o proprio alcool é uma substancia neurotoxica, que agrava os quadros de transtornos mentais, e nao tem dose segura. Usar alcool vai piiorar o que você está tentando melhorar com o escitalopram. Se quiser conversar com mais profundidade sobre seu tratamento e como a vida social se encaixa nele, uma consulta dá essa clareza.
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Estou tomando fluoxetina há 1 ano, e percebi que engordei bastante, e também sinto muito sono. Porém
Estou tomando fluoxetina há 1 ano, e percebi que engordei bastante, e também sinto muito sono. Porém, melhorei em relação ao tratamento psiquiátrico ao qual busquei, que era para me sentir mais calma, conseguir controlar mais minhas emoções e não ser agressiva. Gostaria de saber por qual motivo eu tenho engordado tanto e porque tenho tanto sono? Isso me incomoda muito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que bom que o tratamento te trouxe mais calma, controle emocional e menos agressividade — isso é resultado importante, e mostra que algo está funcionando. Mas o ganho de peso e o sono excessivo são incômodos legítimos, e merecem ser olhados com atenção. Você não precisa escolher entre estar bem emocionalmente e estar bem fisicamente.
Sobre o ganho de peso: a fluoxetina, dentro dos antidepressivos da sua classe, costuma ser uma das mais neutras nesse aspecto — em geral não causa ganho expressivo, e em alguns casos chega a reduzir apetite no início. Quando alguém engorda bastante em uso de fluoxetina por um ano, vale investigar várias possibilidades: mudanças no apetite que apareceram conforme a melhora da depressão ou ansiedade, alterações metabólicas, função tireoidiana (que pode estar mascarada pelos sintomas psiquiátricos), padrão de sono, atividade física, e às vezes a própria estabilização emocional muda a forma como a pessoa se relaciona com a comida.
Sobre o sono excessivo: também é menos típico da fluoxetina, que costuma ter perfil mais ativador. Sonolência diurna pode indicar que o horário da medicação precisa ser revisto, que há algo no sono noturno que não está funcionando bem (apneia, sono fragmentado), que há outros fatores envolvidos, ou eventualmente que essa medicação específica não é a melhor para o seu perfil.
A boa notícia é que dá para preservar o ganho terapêutico (a calma, o controle emocional) e ainda assim trabalhar nesses incômodos. Pode ser ajuste de dose, troca para uma medicação com perfil melhor para você, exames complementares, ou ajustes no estilo de vida. Mas precisa ser avaliado individualmente — não é "preço a pagar".
Vale conversar com seu psiquiatra ou buscar uma reavaliação para olhar isso por inteiro. Você merece um tratamento que cuide de você por completo.
Perguntas frequentes
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Qual é o melhor tratamento para dermatite na região do períneo.
A dermatite na região do períneo pode ter diferentes causas, como irritação…