Perguntas do paciente (109)

  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Querer mais suporte não é exagero — é você reconhecendo que o que tem não está sendo suficiente. Isso precisa ser comunicado.

    No CAPS: relate exatamente o que está vivendo e peça acompanhamento mais intensivo. O CAPS dia é uma opção antes da internação, você passa parte do dia em suporte terapêutico.

    Internação: é válida e pode ser solicitada pelo próprio CAPS ou por uma UPA. Não precisa esperar crise aguda para pedir avaliação.

    Medicação: se não está fazendo efeito suficiente, informe o psiquiatra pode ser ajustada.

    O próximo passo é ir ao CAPS e dizer exatamente isso: não estou conseguindo o básico e preciso de mais. Eles têm obrigação de te ouvir.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O que você descreve tem elementos comuns: comparação com padrões externos, o impulso de anotar e o alívio temporário que isso traz seguido de ansiedade. Isso não é incomum, mas merece atenção.

    O fato de você saber que "não é real" mas sentir o impulso mesmo assim é exatamente o que diferencia um pensamento automático de uma escolha consciente. A mente ansiosa busca formas de se organizar, anotar pode ser uma tentativa de controlar algo que parece fora do controle.

    O ponto que vale explorar é a ansiedade por trás disso: o que está por baixo dessa comparação constante? Baixa autoestima, sensação de não ser suficiente? Esse é o trabalho que a psicoterapia ajuda a fazer, não só com o comportamento, mas com o que o alimenta.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O que você descreve é um conflito real: ter qualidades que valoriza, mas contê-las para não ser alvo de julgamento. Isso tem um custo, você abre mão de ser quem é para evitar uma reação que pode nem acontecer. O medo de rejeição por se destacar costuma ter raízes em experiências anteriores onde mostrar-se trouxe consequências negativas. A mente aprende a se proteger escondendo o que pode gerar inveja ou zombaria, mesmo quando o contexto atual é diferente.

    Na TCC, trabalhamos isso em duas frentes: questionando as crenças por trás do medo ("se eu me mostrar, serei rejeitado") com base em evidências reais, e testando gradualmente situações onde você se permite ser visto, acumulando experiências que contradizem a crença.

    Vale também explorar o que está por trás da necessidade de aprovação: quanto do seu bem-estar depende de como os outros te percebem? Esse é um trabalho profundo e transformador que a psicoterapia ajuda a conduzir.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A ordem da pergunta já diz muito: primeiro para si mesmo, depois para os outros. Essa é exatamente a direção certa.

    Pessoas interessantes e atraentes geralmente têm em comum não uma lista de qualidades ensaiadas, mas uma relação genuína consigo mesmas, elas conhecem o que valorizam, cultivam o que as move e não dependem da aprovação externa para se sentirem inteiras.

    Na prática, isso se constrói:
    - Investindo em curiosidade: pessoas que se interessam genuinamente por coisas e por outras pessoas naturalmente se tornam mais interessantes. O que te fascina? O que você quer aprender?
    - Desenvolvendo autoconhecimento: saber quem você é, o que defende e o que não abre mão gera uma presença que as pessoas percebem.
    - Reduzindo a dependência de aprovação: quanto menos você precisa que os outros te achem interessante, mais naturalmente isso acontece.

    A psicoterapia ajuda muito nesse caminho, não para te transformar em outra pessoa, mas para remover o que impede você de ser quem já é com mais liberdade.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Sim, é possível mudar crenças centrais e intermediárias disfuncionais, a TCC tem evidência sólida nisso. Mas é importante entender o que "mudar" significa na prática.

    Crenças não são apagadas como arquivos de um computador. O que acontece é que a crença antiga perde força e uma crença mais funcional ganha espaço, mas a antiga continua existindo em algum grau, especialmente em momentos de estresse, cansaço ou situações que lembram as experiências que a formaram. Por isso recaídas acontecem: não porque o trabalho foi ineficaz, mas porque o cérebro tende a acessar rotas conhecidas em momentos difíceis.

    Isso não significa que a mudança não é real — significa que ela precisa ser mantida. Assim como alguém que mudou hábitos alimentares pode escorregar em períodos de estresse, o trabalho com crenças também pede continuidade e autoconsciência ao longo do tempo.

    Por isso a TCC inclui prevenção de recaídas: o paciente aprende a identificar os sinais precoces e a retomar as ferramentas antes que o ciclo antigo se reinstale por completo. A recaída não apaga o progresso, ela faz parte do processo.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Obrigada por trazer isso e sim, você deveria procurar ajuda. Não porque o que sente seja "anormal", mas porque você está carregando algo pesado demais para ficar sozinho com isso.

    O que você descreve o vazio que não passa, os momentos felizes que parecem distantes de você, o tempo que pesa, a sensação de que o futuro assusta — são sinais de sofrimento real que merecem atenção profissional.

    Você mencionou pensamentos de "acabar com tudo". Isso é importante e preciso perguntar diretamente: você está tendo pensamentos de se machucar ou de tirar sua própria vida? Se sim, por favor, entre em contato agora com o CVV — Centro de Valorização da Vida: ligue 188 (gratuito, 24h) ou acesse cvv.org.br.

    Buscar um psicólogo é o caminho certo e quanto antes, melhor. O que você sente tem nome, tem explicação e tem tratamento. Você não precisa continuar carregando isso sozinho.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O raciocínio faz sentido e provavelmente nasceu de dor real. Quando investimos em vínculos e as pessoas vão embora repetidamente, a mente aprende que se aproximar é arriscar se machucar. O isolamento vira uma estratégia de proteção.

    O problema é que essa estratégia tem um custo alto. A necessidade de conexão é humana e não desaparece por decisão, ela fica lá, produzindo um vazio que a autossuficiência não consegue preencher. Pesquisas na área de saúde mental mostram consistentemente que o isolamento prolongado agrava quadros de ansiedade e depressão.

    A questão talvez não seja "por que investir se as pessoas vão embora", mas o que está por trás dessa dor quando elas vão e como desenvolver uma relação com os vínculos que não dependa de eles serem permanentes para terem valor.

    Esse é exatamente o tipo de trabalho que a psicoterapia ajuda a fazer. Não para te convencer a confiar em todo mundo, mas para que você possa escolher se conectar sem que a possibilidade de perda seja insuportável.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O receio que você descreve é legítimo e infelizmente nem todos os terapeutas estão igualmente preparados para acolher relacionamentos não-monogâmicos sem julgamento ou sem tentar "resolver" a abertura como se fosse o problema.

    A boa notícia é que esse cenário vem mudando. Hoje existem profissionais que trabalham explicitamente com diversidade afetiva e sexual, e buscá-los faz diferença não porque a abertura precise ser o foco da terapia, mas porque garante que ela não seja um obstáculo ao trabalho.

    Uma forma prática de filtrar: antes de marcar, entre em contato com o profissional e pergunte diretamente se tem experiência com relacionamentos abertos ou não-monogamia consensual. A resposta e o tom dela já diz muito. Indicações de pessoas em dinâmicas semelhantes também são um bom caminho. Vocês merecem um espaço onde a relação seja respeitada como ela é.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Embora pareçam problemas separados, baixa autoestima, ansiedade social e depressão costumam ter uma raiz em comum: crenças negativas sobre si mesmo, formadas ao longo da vida e que a pessoa passou a tratar como verdade absoluta. A TCC trabalha exatamente isso.

    Na prática, o processo envolve três movimentos principais:

    Identificar os pensamentos automáticos: aqueles que surgem rapidamente em situações do dia a dia, como "estão me julgando" ou "sou inútil", muitas vezes sem que a pessoa perceba o quanto eles influenciam como se sente.

    Questionar as crenças por trás deles: a TCC não ignora esses pensamentos, mas convida a examinar as evidências: o que sustenta essa crença? Ela é um fato ou uma interpretação? Existe outra forma de ver a situação?

    Construir novas experiências: por meio de experimentos comportamentais e exposição gradual, a pessoa vai acumulando evidências concretas que contradizem as crenças antigas e isso muda como ela se vê.

    Os pensamentos que você listou são exatamente o tipo de material trabalhado em terapia. Se você se identifica com eles, buscar um psicólogo especializado em TCC pode fazer uma diferença real no seu bem-estar.


  • Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c

    Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    A TCC entende a depressão como um ciclo que se retroalimenta: pensamentos negativos levam ao isolamento e à inação, que por sua vez reforçam os pensamentos negativos. O tratamento atua em várias frentes ao mesmo tempo.

    Para a anedonia, falta de motivação e energia, uma das primeiras ferramentas é a ativação comportamental, a ideia de que não precisamos esperar a motivação aparecer para agir. Pequenas ações planejadas, mesmo sem vontade, começam a restaurar o senso de prazer e capacidade gradualmente.

    Para as crenças, a TCC trabalha em duas camadas:

    Crenças intermediárias, regras e suposições como "se eu falhar, não presto" ou "preciso ser perfeito para ser aceito". São mais acessíveis e costumam ser trabalhadas primeiro, questionando a rigidez dessas regras e construindo alternativas mais flexíveis.

    Crenças centrais, convicções mais profundas sobre si mesmo, como "sou incompetente" ou "não sou amável". São mais enraizadas e levam mais tempo, mas também mudam por meio de reestruturação cognitiva, experimentos comportamentais e, em alguns casos, técnicas complementares como o trabalho com esquemas.

    O processo é gradual, mas os resultados são consistentes. Se você se identifica com esse quadro, buscar um psicólogo especializado em TCC é um passo importante.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Antes de qualquer coisa: o que você está sentindo não te torna uma má pessoa nem uma má mãe. Sentir ambivalência em relação à gravidez, inclusive raiva, medo ou sensação de perda é muito mais comum do que se fala, e não significa que você não vai amar seu filho.

    O que você descreve, a sensação de que ele será amado e você não, de que a vida que você ainda não teve agora nunca será sua fala de algo que existia antes da gravidez: uma dificuldade em se sentir merecedora de amor e de uma vida própria. A gravidez não criou isso, ela trouxe à tona.

    Esse pensamento de que "a vida será dele, não minha" é doloroso, mas não é verdade. Maternidade e identidade própria não são opostos e trabalhar isso agora, durante a gestação, faz toda a diferença para você e para o bebê.

    Você está passando por muita coisa ao mesmo tempo gravidez, mudança, isolamento, questões com sua mãe. Acompanhamento psicológico nesse momento não é luxo, é cuidado essencial. Se puder, busque esse suporte o quanto antes.


  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Medicamento sozinho raramente resolve a ansiedade social, sem psicoterapia, o padrão de evitação continua, porque o cérebro não aprende que as situações temidas são seguras só com remédio.

    Quanto às experiências anteriores com TCC: a terapia para ansiedade social tem um componente essencial que é a exposição gradual, enfrentar as situações temidas de forma progressiva. Sem isso, o alívio é temporário. Se algo não funcionou antes, vale comunicar isso claramente a um novo terapeuta para que essa tentativa seja diferente.

    O que você descreve tem tratamento. Três anos é tempo demais para continuar esperando.


  • A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá

    A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Sim e esse é justamente um dos grandes diferenciais da TCC. O objetivo não é criar dependência do terapeuta, mas ensinar o paciente a se tornar seu próprio terapeuta ao longo do tempo.

    Na prática, o psicólogo ensina ferramentas concretas: como identificar pensamentos automáticos, questionar sua validade, rastrear as crenças intermediárias e centrais que os alimentam e construir respostas mais equilibradas. Com o tempo, o paciente passa a aplicar esse processo sozinho, fora das sessões.

    Crenças centrais são mais profundas e levam mais tempo, dificilmente mudam só com leitura ou esforço individual sem suporte. Mas o processo terapêutico bem conduzido constrói essa autonomia progressivamente, de forma que o paciente termina a terapia com recursos reais para continuar o trabalho por conta própria.


  • Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid

    Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O medo do julgamento, da crítica e da rejeição, junto com a necessidade de agradar, geralmente têm uma raiz em comum: a crença de que seu valor depende da aprovação dos outros. A TCC trabalha isso em etapas:

    - Identificar os pensamentos automáticos: em situações concretas, como numa partida ou numa interação social, o que passa pela sua cabeça? Esses pensamentos são mapeados e examinados.

    - Questionar as crenças: "eu tenho que agradar todo mundo" é tratada como uma hipótese, não uma verdade. O que acontece de fato quando você não agrada alguém? A catástrofe que a mente prevê realmente ocorre?

    - Exposição gradual: pequenas situações onde você age sem buscar aprovação, acumula experiências reais que contradizem a crença e reduz a ansiedade progressivamente.

    - Construir tolerância à crítica e à rejeição: não para não se importar com nada, mas para que a opinião dos outros deixe de ter poder paralisante sobre você.

    Nos esportes isso aparece com muita força — o medo de errar na frente dos outros é exatamente esse padrão em ação. A terapia ajuda a separar desempenho de valor pessoal, o que transforma não só a vida social, mas também a experiência no esporte.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Essa é uma das questões centrais da psicologia existencial. Liberdade e responsabilidade são dois lados da mesma moeda: ter liberdade para fazer escolhas significa, ao mesmo tempo, ser responsável por elas e isso pode pesar.

    Esse peso aparece na clínica com frequência. Muitas pessoas evitam escolhas justamente para não assumir a responsabilidade pelo que vem depois. É mais fácil culpar as circunstâncias ou os outros do que reconhecer que temos um papel ativo na construção da nossa vida.

    Na psicoterapia, trabalhar essa relação ajuda a pessoa a sair de um lugar de passividade e desenvolver mais autonomia, escolhendo de forma mais consciente e lidando melhor com as consequências dessas escolhas.


  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O uso compulsivo de pornografia é um comportamento que pode se tornar difícil de controlar mesmo quando a pessoa percebe que está causando prejuízo nas relações, na autoestima ou no dia a dia. Reconhecer isso já é um passo importante.

    Psicologicamente, esse padrão costuma estar ligado a gatilhos emocionais como ansiedade, tédio, solidão ou baixa autoestima e o conteúdo pornográfico funciona como uma forma de alívio rápido que, com o tempo, reforça o ciclo.

    A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental, é uma abordagem eficaz para esse tipo de comportamento compulsivo. Nela é possível identificar os gatilhos, desenvolver estratégias de enfrentamento e trabalhar o que está por trás do padrão. Se isso está te causando sofrimento, buscar um psicólogo é o caminho mais indicado.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    O que você está sentindo é muito mais comum do que parece e o fato de você querer entender seus sentimentos em vez de simplesmente agir por impulso já diz muito sobre o cuidado que tem com essa relação. A perda da animação inicial não significa necessariamente que o amor acabou. Relacionamentos passam por fases, e a intensidade do início tende a se transformar com o tempo isso é natural. A questão é entender o que está por trás dessa mudança: se é algo passageiro ligado a um momento de vida, ansiedade, distanciamento emocional ou algo mais estrutural.

    A ansiedade em torno dessa dúvida pode inclusive dificultar o acesso aos próprios sentimentos quando a cabeça está muito acelerada tentando "resolver" o que sente, fica difícil simplesmente sentir.

    A psicoterapia é um espaço muito indicado para esse tipo de questão. Não para te dizer o que fazer, mas para ajudar a organizar o que está sentindo e tomar decisões mais alinhadas com quem você é. Sim, é possível reconectar — mas isso começa pelo autoconhecimento.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Você evoluiu muito e isso fica claro na sua própria descrição. Seis meses atrás estava travada; hoje fala o que quer falar. Isso é progresso real, mesmo que comentários alheios façam você duvidar disso.

    Esses comentários doem porque tocam numa ferida antiga a do bullying, do silêncio forçado, da sensação de não pertencer. O problema não é você ser quieta; é que aprendeu, ao longo da vida, que ser como é não era suficiente. Trabalhar isso é parte do processo.

    Sobre sua pergunta o que é se curar? Não é virar uma pessoa extrovertida ou parar de ser quieta. É deixar de sofrer por ser quem você é. É falar quando quer falar, sem se sentir errada por não falar mais. Você parece estar caminhando exatamente nessa direção.

    A sensação de não pertencimento e a dificuldade em confiar na própria evolução são pontos que valem ser trabalhados em psicoterapia, há muito a ganhar com esse acompanhamento.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Antes de qualquer coisa: o que você está vivendo é muito pesado, e reconhecer isso e pedir ajuda tem valor real.

    O que aconteceu com você é um ciclo bem conhecido: a mente ansiosa busca informação para se sentir no controle, mas cada sintoma lido vira um novo gatilho e o que era para ajudar acaba alimentando o medo. Não foi fraqueza, foi o funcionamento da ansiedade.

    O primeiro passo agora é parar as pesquisas. Não porque a informação seja errada, mas porque nesse momento ela está sendo processada por uma mente em sofrimento — e isso distorce tudo. Cada pesquisa reforça o ciclo.

    Sobre não conseguir fazer terapia online: entendo que parece difícil agora, mas vale comunicar isso ao psiquiatra que te acompanha, ele pode ajustar o suporte enquanto você não consegue acessar a psicoterapia. Você não precisa resolver tudo sozinho.

    Se o momento estiver muito difícil e você precisar de alguém para conversar agora, o CVV atende 24h pelo 188 ou em cvv.org.br — não só para crises, mas para qualquer momento de sofrimento intenso.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Luana Nunes

    Sim, pesquisar sintomas atrapalha e o que você descreveu ilustra isso muito bem. Quando lemos sobre sintomas de forma repetida, nosso cérebro começa a identificá-los com mais intensidade, como se a atenção direcionada para o medo o tornasse maior. É um ciclo: pesquisa → foco no sintoma → ansiedade → mais sintomas → mais pesquisa.

    Esse padrão é muito comum em pessoas que já têm ansiedade ou depressão, e não é fraqueza é o funcionamento da mente ansiosa tentando se proteger do que teme.

    Sobre o escitalopram: medicamentos para ansiedade e depressão costumam levar algumas semanas para mostrar efeito. Se ainda não sentiu diferença, é importante manter contato com o psiquiatra que prescreveu para acompanhar a evolução.

    E sim, a terapia pode te ajudar muito. A TCC trabalha justamente esse ciclo de evitação e os pensamentos que alimentam o medo de sair de casa de forma gradual e segura, sem te jogar de frente com o que teme. Se você ainda não tem acompanhamento psicológico, esse é um bom momento para buscar.


Perguntas frequentes

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