Perguntas do paciente (109)
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Quanto tempo dura o medo existencial? .
Quanto tempo dura o medo existencial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há um tempo fixo, o medo existencial, aquele ligado a questões como morte, propósito ou incerteza sobre o futuro, faz parte da experiência humana e pode aparecer em diferentes fases da vida. Em alguns momentos ele surge de forma pontual, ligado a uma situação específica, e passa naturalmente. Em outros, pode se tornar persistente e começar a interferir no dia a dia, no sono, nas relações, na capacidade de aproveitar o presente. Quando isso acontece, é sinal de que vale buscar apoio. A psicoterapia ajuda a desenvolver uma relação diferente com essas questões, não necessariamente respondendo a todas elas, mas reduzindo o sofrimento que causam.
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Quais são as estratégias de enfrentamento para o medo existencial ?
Quais são as estratégias de enfrentamento para o medo existencial ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Algumas estratégias que ajudam a lidar com o medo existencial no dia a dia:
- Ancoragem no presente: o medo existencial costuma nos projetar para um futuro incerto. Práticas como mindfulness ajudam a trazer a atenção de volta para o que está acontecendo agora.
- Nomear o medo: colocar em palavras o que se está sentindo reduz a intensidade da angústia. Escrever ou conversar sobre isso ajuda a organizar o pensamento.
- Reconectar-se com sentido: identificar o que tem valor para você (relações, projetos, crenças) cria um contrapeso ao vazio que o medo existencial provoca.
- Limitar a ruminação: reservar um momento específico do dia para refletir sobre essas questões evita que elas tomem conta de todo o resto.
Quando o medo é intenso e persistente, a psicoterapia é o caminho mais indicado, é nela que essas estratégias ganham profundidade e são adaptadas à sua história.
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Como o medo existencial se relaciona com a saúde mental?
Como o medo existencial se relaciona com a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo existencial relacionado à morte, ao sentido da vida ou à incerteza, é uma experiência humana natural. O problema surge quando ele deixa de ser uma reflexão pontual e passa a ocupar a mente de forma intensa e constante.
Nesse ponto, ele pode alimentar ou intensificar quadros como ansiedade, depressão e insônia. A pessoa começa a evitar situações, perde o prazer nas coisas do dia a dia e sente uma angústia difícil de nomear. A psicoterapia é um espaço importante para trabalhar essas questões, não com o objetivo de eliminar o medo, mas de construir uma relação mais saudável com ele, reduzindo o sofrimento que causa.
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Qual é a relação entre desequilíbrio emocional e análise existencial ?
Qual é a relação entre desequilíbrio emocional e análise existencial ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A análise existencial é uma abordagem que entende o sofrimento emocional como algo muitas vezes ligado a questões mais profundas, falta de sentido, dificuldade de se relacionar consigo mesmo ou com o mundo, conflitos com a própria liberdade e responsabilidade.
Sob essa perspectiva, o desequilíbrio emocional, como ansiedade, tristeza persistente ou sensação de vazio, pode ser um sinal de que algo nessas camadas mais internas está pedindo atenção. Não necessariamente um "problema a resolver", mas uma questão a ser compreendida.
Essa relação é trabalhada em psicoterapia, onde é possível explorar o que está por trás do sofrimento e construir um caminho mais autêntico. Se você sente esse tipo de desequilíbrio, buscar um psicólogo é um bom ponto de partida.
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. Qual o impacto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) na identidade e autoimagem de um paciente ?
. Qual o impacto do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) na identidade e autoimagem de um paciente ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicológico, receber um diagnóstico de doença crônica como o LES pode impactar profundamente a forma como a pessoa se vê e se relaciona com o próprio corpo. Alguns dos efeitos mais comuns:
Ruptura na identidade: a pessoa precisa reorganizar sua autoimagem a partir de uma nova realidade, muitas vezes marcada por limitações que antes não existiam.
Relação com o corpo: sintomas visíveis e o imprevisível da doença podem gerar estranhamento em relação ao próprio corpo, afetando a autoestima.
Luto: é comum um processo de luto pela vida que se tinha antes do diagnóstico, com sentimentos de tristeza, raiva e negação.
Impacto nas relações: mudanças nos papéis sociais e a dependência de cuidados podem gerar conflitos internos sobre autonomia e autossuficiência.
O acompanhamento psicológico é uma parte importante do cuidado integral nesses casos. Para questões clínicas sobre o LES, o reumatologista é o especialista indicado.
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Como a liberdade e a responsabilidade se relacionam com a existência?
Como a liberdade e a responsabilidade se relacionam com a existência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma das questões centrais da psicologia existencial. Liberdade e responsabilidade são dois lados da mesma moeda: ter liberdade para fazer escolhas significa, ao mesmo tempo, ser responsável por elas, e isso pode pesar. Esse peso aparece na clínica com frequência. Muitas pessoas evitam escolhas justamente para não assumir a responsabilidade pelo que vem depois. É mais fácil culpar as circunstâncias ou os outros do que reconhecer que temos um papel ativo na construção da nossa vida. Na psicoterapia, trabalhar essa relação ajuda a pessoa a sair de um lugar de passividade e desenvolver mais autonomia, escolhendo de forma mais consciente e lidando melhor com as consequências dessas escolhas.
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Como posso encontrar propósito e sentido enquanto lido com meus pensamentos obsessivos e compulsões?
Como posso encontrar propósito e sentido enquanto lido com meus pensamentos obsessivos e compulsões?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com pensamentos obsessivos e compulsões pode fazer com que a vida pareça girar apenas em torno do controle da ansiedade, o que dificulta a sensação de propósito e sentido. É importante lembrar que pensamentos obsessivos não definem quem você é, nem anulam seus valores, desejos ou potencial de viver uma vida significativa.
Encontrar sentido nesse contexto envolve aprender a separar o que é sintoma do que é escolha. Mesmo com a presença de pensamentos intrusivos, é possível se aproximar de atividades, relações e valores que são importantes para você, sem esperar que a ansiedade desapareça completamente. O propósito não nasce da ausência de sofrimento, mas da possibilidade de agir apesar dele.
O acompanhamento psicológico ajuda a reduzir o impacto das obsessões, fortalecer a autonomia emocional e ampliar a percepção de sentido para além do transtorno. Viver com mais propósito não é eliminar os sintomas à força, mas construir uma vida que não seja governada por eles.
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Quais são os problemas de saúde mental que a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) pode
Quais são os problemas de saúde mental que a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) pode tratar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta (ERP) é uma técnica amplamente utilizada no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Ela ajuda a pessoa a se expor gradualmente às situações que geram ansiedade, enquanto aprende a não realizar os rituais ou compulsões.
Além do TOC, a ERP também pode ser utilizada no tratamento de transtornos de ansiedade, como fobias específicas, ansiedade social e transtorno do pânico, quando há comportamentos de evitação relacionados ao medo.
O objetivo da técnica é reduzir a ansiedade ao longo do tempo e fortalecer a tolerância ao desconforto, quebrando o ciclo entre medo, evitação e alívio temporário.
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É possível fazer a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) sozinha?
É possível fazer a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) sozinha?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Exposição e Prevenção de Resposta (ERP) pode envolver exercícios práticos que a pessoa realiza no dia a dia, mas o ideal é que seja conduzida ou orientada por um profissional de saúde mental.
A presença de um terapeuta ajuda a definir exposições seguras, graduais e adequadas, além de oferecer suporte para lidar com a ansiedade que pode surgir durante o processo. Fazer ERP completamente sozinho pode ser mais difícil e menos eficaz.
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Quais são os padrões de comunicação que surgem em torno dos rituais e pensamentos obsessivos?
Quais são os padrões de comunicação que surgem em torno dos rituais e pensamentos obsessivos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No TOC, é comum surgirem padrões de comunicação marcados por busca repetida de confirmação, pedidos de garantia e necessidade de que outras pessoas validem que “está tudo certo”. A pessoa pode fazer as mesmas perguntas várias vezes ou precisar relatar o pensamento obsessivo para aliviar a ansiedade.
Também podem aparecer explicações longas, tentativas de justificar rituais e dificuldade de encerrar o assunto, porque a dúvida retorna. Em alguns casos, há evitação de certos temas por medo de ativar obsessões.
Esses padrões não são “manipulação”, mas tentativas de reduzir o desconforto interno. No tratamento, trabalha-se comunicação mais funcional e redução da dependência de garantias externas.
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Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira. Isso tá
Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira.
Isso tá me atrapalhando bastante, principalmente porque deixo de fazer as coisas que preciso fazer e “deixo para depois”. Mesmo que eu quero parar eu não consigo. Faço tudo na ultima hora ou nem faço. Qual a melhor orientação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A procrastinação nem sempre está ligada à preguiça ou falta de vontade. Muitas vezes, ela é um sinal de sobrecarga emocional, ansiedade, autocrítica excessiva ou medo de falhar. Quando a mente associa tarefas a cobrança, pressão ou expectativa elevada, o corpo tende a evitar, mesmo atividades que antes eram prazerosas.
O fato de você querer fazer e ainda assim não conseguir indica que há um bloqueio emocional, não falta de interesse. Deixar tudo para a última hora costuma funcionar como uma forma de aliviar temporariamente a ansiedade, mas mantém o ciclo de estresse e frustração.
A melhor orientação é buscar compreender o que está por trás dessa evitação: medo de não dar conta, perfeccionismo, cansaço acumulado ou dificuldade de organizar prioridades. O acompanhamento psicológico ajuda a identificar esses padrões e a construir estratégias mais saudáveis de ação, sem depender da pressão extrema para funcionar.
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Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?
Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tanto a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) quanto a Terapia do Esquema podem ser eficazes no tratamento da ansiedade social, mas atuam em níveis diferentes do problema.
A TCC foca principalmente nos sintomas atuais. Trabalha a identificação e modificação de pensamentos automáticos (como medo de julgamento ou rejeição), a redução de comportamentos de evitação e o treino gradual de exposição a situações sociais. É uma abordagem mais estruturada e orientada para o presente.
Já a Terapia do Esquema aprofunda a compreensão das origens emocionais da ansiedade social. Ela investiga padrões emocionais antigos, crenças formadas na infância ou adolescência (como esquemas de inadequação ou rejeição) e a forma como esses esquemas continuam sendo ativados nas relações atuais.
De forma resumida: a TCC ajuda a lidar com como a ansiedade social funciona hoje; a Terapia do Esquema ajuda a entender por que esse padrão se formou e se repete. A escolha depende da história emocional da pessoa, da intensidade dos sintomas e dos objetivos do tratamento.
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A relação entre transtornos alimentares e Transtorno Obsessivo Compulsivo (Toc) faz parte do Transto
A relação entre transtornos alimentares e Transtorno Obsessivo Compulsivo (Toc) faz parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A presença de transtornos alimentares e TOC não indica automaticamente que a pessoa faça parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA). São condições diferentes, com critérios e origens distintas.
Embora possam coexistir em alguns casos, a relação entre elas deve ser avaliada considerando a função dos comportamentos, a história do desenvolvimento e o contexto emocional. Uma avaliação clínica cuidadosa é fundamental para um diagnóstico adequado.
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Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conex
Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conexão um com o outro. Conversas, olhares e outras coisas nem se fala.
Somos dois estranhos morando na mesma casa, eu vivendo para o trabalho e ela para nosso filho.
Já falamos algumas vezes sobre separação mas nunca conseguimos chegar a um senso comum.
Não há mais demonstrações de carinho, afeto, atenção e gratidão entre nós.
Pensar em separação se torna complexo pois temos um filho juntos. Em nossa relação estamos tristes como casal, eu realmente não estou feliz com essa situação e acredito que ela também não.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A chegada de um filho costuma provocar mudanças profundas na dinâmica do casal, especialmente no primeiro ano de vida do bebê. É comum que a relação conjugal fique em segundo plano enquanto as demandas do cuidado, do trabalho e do cansaço ocupam quase todo o espaço emocional. Quando isso acontece por um período prolongado, muitos casais passam a se sentir exatamente como você descreveu: distantes, desconectados e vivendo mais como parceiros de função do que como casal.
O ponto central aqui não é apenas a possibilidade de separação, mas o fato de que ambos estão tristes e insatisfeitos com a forma como a relação está hoje. A ausência de diálogo, carinho e reconhecimento costuma gerar um afastamento silencioso, que se intensifica quando não há espaço para olhar para o vínculo com cuidado.
Antes de qualquer decisão definitiva, pode ser importante criar um espaço para compreender o que se perdeu nessa relação, quais necessidades ficaram sem voz após a chegada do filho e se ainda existe abertura para reconstrução, seja por meio de conversas mais profundas ou com o apoio de acompanhamento psicológico individual ou de casal. A presença de um filho torna tudo mais complexo, mas também reforça a importância de decisões feitas com clareza emocional, e não apenas no cansaço ou na dor do momento.
Buscar ajuda não significa que a separação é inevitável, nem que o casal “falhou”, mas sim que existe sofrimento que precisa ser escutado e compreendido. Isso vale tanto para o casal quanto para cada um individualmente.
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Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?
Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As relações interpessoais têm papel fundamental na saúde mental porque somos seres relacionais: vínculos seguros oferecem apoio emocional, sensação de pertencimento e proteção contra estresse e sofrimento psicológico.
Relações saudáveis favorecem regulação emocional, autoestima e capacidade de enfrentar dificuldades. Já relações marcadas por conflito, rejeição ou isolamento podem aumentar o risco de ansiedade, depressão e sobrecarga emocional.
Mais do que quantidade de contatos, o que protege a saúde mental é a qualidade dos vínculos, relações com respeito, escuta e reciprocidade. Quando há dificuldade em construir ou manter relações, o acompanhamento psicológico pode ajudar a desenvolver habilidades emocionais e relacionais.
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Minha namorada se sente inferior, como se ela não fosse "boa o suficiente" pra estar comigo. Ela diz
Minha namorada se sente inferior, como se ela não fosse "boa o suficiente" pra estar comigo. Ela diz que se sente me privando de um relacionamento bom, e que estou acorrentado a ela, que é "doente"
Já tentei dizer pra ela começar acompanhamento psicológico mas ela diz que isso não vai resolver e que esse pensamento não vai mudar.
O que eu posso fazer pra resolver essa situação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma pessoa se sente constantemente “inferior” ou “não boa o suficiente”, geralmente estamos diante de baixa autoestima e sofrimento emocional real, não de falta de argumento lógico. Por isso, tentar convencer apenas com explicações costuma não ser suficiente para mudar o sentimento dela.
O que você pode fazer é manter uma postura de apoio sem assumir o papel de terapeuta: validar que ela está sofrendo, mostrar como isso impacta a relação e reforçar que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de cuidado. Evite discutir para provar que ela está errada, foque em expressar como você percebe o valor dela e como a dor dela merece atenção profissional.
Você não consegue “resolver” isso sozinho nem mudar a crença dela à força. Mas pode incentivar, com respeito, a busca de acompanhamento psicológico e, se necessário, também buscar orientação para você sobre como sustentar a relação sem se sobrecarregar. Relações saudáveis não se constroem com culpa, e sim com cuidado compartilhado.
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Olá Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando a
Olá
Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando acontece algo, meu nome vai estar envolvido.
As vezes tenho sonhos que fui demitido e voltei a trabalhar no meu antigo emprego, ou que fui demitido.
Como lidar com isso?
Essa sensação de que sempre é sobre mim ou eu fiz algo de errado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação constante de que estão falando de você, de que algo errado sempre estará ligado ao seu nome, assim como sonhos recorrentes de demissão, costumam estar relacionadas à ansiedade associada à autocrítica, medo de avaliação e hipervigilância. Nesses casos, a mente permanece em estado de alerta, interpretando situações neutras como ameaças pessoais.
Quando isso acontece, é comum que o pensamento funcione em torno de ideias como “algo vai dar errado”, “vou ser responsabilizado” ou “estão me observando”, mesmo sem evidências concretas. Esses padrões tendem a se reforçar com o estresse do trabalho, cobranças internas elevadas e dificuldade de descanso mental, o que explica inclusive a repetição desses temas nos sonhos.
Lidar com esse tipo de ansiedade envolve aprender a diferenciar fatos de interpretações, reconhecer padrões de pensamento que antecipam problemas e compreender de onde vem essa necessidade constante de vigilância e controle. Ignorar ou tentar “pensar positivo” costuma não funcionar a longo prazo.
Buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar esses gatilhos, reduzir a autocrítica e construir uma relação mais segura com o trabalho e com a própria performance. Quando a ansiedade começa a ocupar esse espaço mental constante, é um sinal importante de que algo precisa ser cuidado.
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Boa tarde, depois que me tornei mãe me sinto incapaz de trabalhar fora, é como se eu não fosse conse
Boa tarde, depois que me tornei mãe me sinto incapaz de trabalhar fora, é como se eu não fosse conseguir exercer nenhuma atividade, como se eu não fosse saber fazer nada. Isso me causa uma sensação de nervoso e aceleramento. Possuo duas filhas a 1a eu trabalhava e voltei ao trabalho de forma normal a segunda eu saí do meu emprego e não me sinto capaz de voltar. Incapacidade, medo, nervoso tudo eu sinto. Fiz varias entrevistas mas acho que meu estado de nervos me atrapalharam. E minha cabeça só diz que eu não consigo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após a maternidade, é comum que a ansiedade aumente e que a confiança profissional fique abalada. Os pensamentos de incapacidade e o nervosismo que você descreve costumam estar ligados a um bloqueio emocional, não à falta real de competência, especialmente considerando que você já trabalhou antes.
A ansiedade faz a mente entrar em estado de alerta e reforça ideias como “não consigo”, o que acaba atrapalhando entrevistas e decisões. O acompanhamento psicológico pode ajudar a reorganizar esses pensamentos, fortalecer a autoconfiança e diferenciar medo de incapacidade. Você não perdeu sua capacidade, ela apenas está encoberta pelo medo.
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O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?
O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O objetivo do psicólogo não é simplesmente “mudar a forma de pensar” do paciente, especialmente na depressão. O foco do tratamento psicológico é compreender como pensamentos, emoções e comportamentos se organizam, como eles se influenciam e de que forma estão contribuindo para o sofrimento.
Na depressão, é comum que a pessoa desenvolva pensamentos mais negativos, rígidos ou autocríticos, mas esses pensamentos não surgem isoladamente. Eles estão ligados à história de vida, às emoções, às experiências de perda, frustração ou esgotamento. O trabalho terapêutico busca ampliar consciência, questionar padrões que mantêm o sofrimento e construir formas mais funcionais de lidar com a realidade sempre respeitando o ritmo e o momento do paciente.
Mais do que “pensar positivo”, a psicoterapia ajuda a pensar com mais clareza, reduzir a autocrítica, recuperar sentido e fortalecer recursos emocionais. Em muitos casos, o acompanhamento psicológico pode ser associado ao tratamento psiquiátrico, quando necessário.
Cada processo é único, e o cuidado deve ser sempre individualizado.
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Desde criança sempre tive um medo absurdo de fazer as coisas de forma errada e acabar sendo avaliada
Desde criança sempre tive um medo absurdo de fazer as coisas de forma errada e acabar sendo avaliada negativamente. Isso me afeta em qualquer situação, seja do cotidiano, da faculdade, relacionamentos, interações... Sempre deixo de fazer as coisas porque não me sinto capaz, fico insegura. Meu relacionamento deu errado porque eu deixava de fazer coisas simples, tinha medo de fazer algo errado na frente dele. Não conseguia beija-lo direito porque tinha muito medo de beijar errado e sempre acabava sendo horrível. Fazem 3 anos que não beijo ninguém por medo, nunca tive 1 experiência boa. Deixo de fazer atividades de lazer, como uma brincadeira, porque acho que estou fazendo errado, fico com vergonha. Não consigo me apresentar trabalhos direto, deixo de ir em locais. Uma vez me perdi e fiquei horas sentada em um lugar desconhecido porque não tive coragem de perguntar a alguém como voltar. São nas situações mais simples possíveis. Já me pediram para abrir uma embalagem e eu não tive coragem por medo de abrir errado. Fico muito nervosa e tudo acaba virando um desastre. Não aguento mais viver assim, me sinto paralisada.
Gostaria de saber se isso é normal. Sei que todos possuem inseguras, mas acho tudo isso muito extremo. O que posso fazer para mudar isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você relata vai além de uma insegurança comum do dia a dia. Quando o medo de errar e de ser avaliada negativamente passa a paralisar ações simples, evitar vínculos, comprometer estudos, lazer e autonomia, estamos diante de um padrão de funcionamento que gera sofrimento significativo e isso não é fraqueza nem “exagero”.
Esse tipo de insegurança costuma estar ligado a um medo intenso de julgamento, autocrítica rígida e experiências precoces em que errar não era permitido ou era associado a vergonha, rejeição ou punição. Com o tempo, o corpo aprende a reagir com ansiedade extrema diante de qualquer situação de exposição, mesmo as mais simples. A evitação surge como tentativa de proteção, mas acaba ampliando a sensação de incapacidade e aprisionamento.
É importante destacar: isso não define quem você é, nem significa que você seja incapaz de se relacionar, se expressar ou viver com mais liberdade. Significa que você desenvolveu estratégias de sobrevivência emocional que hoje já não estão te ajudando.
O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender a origem desse medo, trabalhar a autocrítica, fortalecer sua segurança interna e, gradualmente, reconstruir a confiança em si mesma. Mudanças reais não acontecem pela força de vontade, mas com cuidado, compreensão e apoio adequado.
O fato de você reconhecer que não aguenta mais viver assim já é um sinal importante de que algo pode, e merece, ser cuidado. Você não precisa enfrentar isso sozinha.
Perguntas frequentes
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É obrigatório estar tomando anticocepcional para fazer uso do roacutan?
Para pessoas que possam engravidar é necessário o uso de método contraceptivo…