Perguntas do paciente (109)
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é muito comum após a pandemia e faz sentido. O excesso de telas, a quebra de rotina e o impacto emocional desse período afetaram a capacidade de concentração de muita gente. Não é falta de esforço ou disciplina.
O cérebro se acostuma com estímulos rápidos e constantes das redes sociais, e atividades que exigem atenção sustentada como a leitura passam a parecer mais difíceis e menos recompensadoras. É um efeito real, não uma fraqueza.
Algumas estratégias que ajudam:
-> Reduza o atrito com a leitura: comece com períodos curtos, 10 a 15 minutos, sem exigir que seja uma grande sessão. O prazer volta gradualmente.
-> Crie barreiras para o celular: deixá-lo em outro cômodo ou usar apps de bloqueio durante o estudo reduz a tentação sem depender só de força de vontade.
-> Estruture blocos de tempo: alternar períodos de foco com pausas programadas (técnica Pomodoro, por exemplo) é mais eficaz do que tentar se concentrar por horas seguidas.
Se mesmo com essas estratégias a dificuldade persistir e continuar impactando sua vida acadêmica, vale buscar um psicólogo
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida legítima e mais comum do que parece. A transferência é um fenômeno bem conhecido na psicoterapia, acontece quando sentimentos que pertencem a outras relações importantes da nossa vida (figuras de cuidado, amor, admiração) são direcionados ao terapeuta. É natural, e faz parte do processo.
Na prática, a transferência costuma ter uma qualidade idealizada e dependente, você valoriza muito a presença dela, sente falta entre as sessões, quer aprovação, se sente especial ao ser atendido. Já um interesse genuíno tenderia a existir independentemente do papel que ela ocupa, e não estaria tão ligado à dinâmica de cuidado.
Mas mais importante do que tentar descobrir sozinho é levar essa dúvida para dentro da sessão. Falar sobre isso com sua psicóloga não é constrangedor é exatamente o tipo de material que a terapia sabe trabalhar, e pode gerar um entendimento muito rico sobre seus padrões afetivos.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desejo de conexão genuína não é fraqueza nem frescura é uma necessidade humana real. Sentir angústia por não tê-la é completamente compreensível.
Aos 25 anos você não está atrasado. Não existe um prazo para ter respondido essas questões, e a ideia de que "já deveria saber" é uma cobrança que só aumenta o sofrimento sem ajudar em nada.
Sobre esperar a vida estabilizar para buscar alguém: essa equação raramente funciona. Estabilidade e relacionamento não são etapas sequenciais, pessoas se encontram em todas as fases da vida. O que vale mais a pena é entender o que tem dificultado conexões mais profundas até agora, independente de carreira ou circunstâncias externas.
As perguntas que você traz, quando serei feliz, como me conectar de verdade, são exatamente o tipo de questão que a psicoterapia ajuda a trabalhar. Não com respostas prontas, mas construindo autoconhecimento suficiente para que você mesmo encontre as suas.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de você estar fazendo essa pergunta já diz muito, quem realmente rejeita um filho raramente se questiona sobre isso com essa preocupação.
Não aceitar a ideia de ter um bebê, especialmente no início da gestação, é muito mais comum do que se fala. A gravidez traz mudanças enormes: no corpo, na identidade, nos planos, nas relações. Sentir medo, ambivalência ou até distância emocional do bebê nesse momento não significa rejeição, significa que você é humana diante de algo que transforma tudo.
O vínculo com o bebê não nasce automaticamente com a gravidez, ele se constrói, muitas vezes de forma gradual, ao longo da gestação e depois do nascimento. Não senti-lo agora não define o que você será como mãe.
Se esse pensamento está te causando sofrimento, é importante buscar acompanhamento psicológico durante a gestação. Esse cuidado é para você e indiretamente, também para o bebê.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quem já teve depressão desenvolve, com o tempo, redes de pensamento muito bem estabelecidas no cérebro, padrões de interpretação negativos que ficam "adormecidos", mas que eventos difíceis podem reativar com mais facilidade do que em quem nunca teve o transtorno. É um fenômeno real, não fraqueza.
Além disso, a depressão anterior muitas vezes deixa algumas vulnerabilidades ativas: crenças sobre si mesmo, formas de lidar com o estresse, tendência ao isolamento. Quando a vida bate, essas rotas conhecidas são as primeiras que o cérebro acessa.
A boa notícia é que isso não significa que a recaída é inevitável, significa que o cuidado precisa ser contínuo. A psicoterapia, mesmo nos períodos de bem-estar, ajuda a fortalecer recursos internos para que esses momentos difíceis não virem uma nova crise. Se você sente essa vulnerabilidade, vale considerar retomar ou manter o acompanhamento.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a psicoterapia pode ajudar e o que você descreve merece atenção. O padrão de impulsividade, dificuldade de sustentar o foco no trabalho e perfeccionismo frequentemente andam juntos, e podem estar relacionados a ansiedade ou a características de TDAH, que muitas vezes passa despercebido na vida adulta.
O "vício" em livros e cursos também costuma ter uma função: pode ser uma forma de evitar a tarefa principal, especialmente quando o perfeccionismo está presente e entregar algo "imperfeito" gera desconforto. Consumir mais conteúdo dá a sensação de estar fazendo algo útil sem o risco de errar.
A TCC trabalha exatamente esses padrões, identificando os gatilhos da distração, as crenças por trás do perfeccionismo e desenvolvendo estratégias concretas para sustentar o foco. Além disso, vale uma avaliação para investigar se há TDAH, já que isso muda o direcionamento do tratamento.
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Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva
Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva?
Preciso de ajuda, pois estou cada vez mais pra baixo com essas situações. Tenho uma dificuldade mt grande em sair da zona de conforto, principalmente relacionado à algo social ( conversar com quem Nao conheço, abordar uma mulher na rua, na minha cabeça é impossível). O que posso fazer, qual especialista procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve vai além da timidez, pode ser ansiedade social, que é muito comum e tem tratamento eficaz. O especialista indicado é o psicólogo, e a abordagem com maior evidência para esse tipo de dificuldade é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Nela, trabalhamos exatamente esse ciclo de evitação e os pensamentos que alimentam o medo. Buscar ajuda é o primeiro passo e você já está dando ele ao reconhecer esse padrão.
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. O que é "comportamento de busca de atenção" e como lidar com isso?
. O que é "comportamento de busca de atenção" e como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O “comportamento de busca de atenção” acontece quando a pessoa tenta obter validação, cuidado ou reconhecimento de forma indireta ou intensificada seja por meio de exageros, impulsividade ou necessidade constante de aprovação.
Mais do que “querer aparecer”, geralmente isso está ligado a necessidades emocionais que não foram bem atendidas ao longo da vida. Ou seja, é uma forma aprendida de tentar ser visto e acolhido.
Para lidar com isso, o ideal é validar a emoção sem reforçar o comportamento, e ajudar a pessoa a desenvolver formas mais diretas e saudáveis de expressar o que sente e precisa algo que pode ser trabalhado em psicoterapia.
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Qual a importância de o terapeuta manter uma postura neutra?
Qual a importância de o terapeuta manter uma postura neutra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A postura neutra é essencial porque cria um ambiente onde o paciente pode:
- se expressar com liberdade
- refletir com profundidade
- construir autonomia
- se desenvolver emocionalmente de forma genuína.
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. Como o vínculo terapêutico pode ajudar pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
. Como o vínculo terapêutico pode ajudar pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O vínculo terapêutico tem um papel central no cuidado de pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline porque funciona como uma base emocional segura dentro do processo.
Pacientes com TPB, muitas vezes, viveram relações marcadas por instabilidade, medo de abandono ou invalidação emocional. Quando encontram, na terapia, uma relação consistente, previsível e sem julgamento, começam a experimentar algo diferente: a possibilidade de confiar, se expressar e ser acolhidos sem precisar se proteger o tempo todo.
Além disso, esse vínculo permite que padrões de relacionamento apareçam na própria relação com o terapeuta como idealização, medo de rejeição ou oscilações emocionais e possam ser compreendidos e trabalhados de forma segura. Com o tempo, isso contribui para maior regulação emocional e construção de relações mais estáveis fora da terapia também.
Ou seja, mais do que um “apoio”, o vínculo terapêutico é, muitas vezes, o próprio caminho de mudança.
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Como a terapia pode ajudar um adulto que tem comportamentos muito imaturos, pode haver mudanças?
Como a terapia pode ajudar um adulto que tem comportamentos muito imaturos, pode haver mudanças?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia pode ajudar o adulto a compreender de onde vêm esses comportamentos, muitas vezes ligados a padrões aprendidos ao longo da vida, dificuldades emocionais ou formas antigas de lidar com frustrações.
No processo terapêutico, a pessoa desenvolve mais consciência, regulação emocional e responsabilidade pelas próprias atitudes, aprendendo formas mais maduras de se posicionar e se relacionar.
Sim, mudanças são possíveis, mas acontecem de forma gradual, com prática e comprometimento. A terapia não “muda a pessoa”, mas oferece ferramentas para que ela construa novas formas de agir e lidar com a própria vida.
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A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser útil no tratamento Transtorno de Personalidade Bor
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ser útil no tratamento Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser útil no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Ela ajuda a identificar padrões de pensamento, emoções intensas e comportamentos impulsivos, desenvolvendo estratégias para maior regulação emocional.
Além disso, abordagens derivadas da TCC, como a Terapia Dialética Comportamental (DBT), são amplamente utilizadas no TPB, com foco em habilidades como tolerância ao estresse, controle de impulsos e melhora nos relacionamentos.
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Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda na regulação emocional?
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda na regulação emocional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda na regulação emocional ao trabalhar a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Ela ensina a identificar pensamentos automáticos que intensificam emoções, questioná-los e desenvolver formas mais equilibradas de interpretar as situações. Além disso, inclui estratégias práticas, como técnicas de respiração, exposição gradual e resolução de problemas. Com isso, a pessoa aprende a responder às emoções com mais consciência e menos impulsividade, aumentando o controle emocional no dia a dia.
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Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a lidar com a reatividade emocional no Tra
Como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a lidar com a reatividade emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda a lidar com a reatividade emocional no TPB ao trabalhar a identificação de gatilhos, pensamentos automáticos e padrões de comportamento que intensificam as emoções.
A pessoa aprende a reconhecer sinais de ativação emocional, questionar interpretações impulsivas e desenvolver respostas mais reguladas. Também são utilizadas estratégias práticas, como técnicas de pausa, respiração, tolerância ao desconforto e treino de habilidades emocionais. Com o tempo, isso permite reduzir a intensidade das reações, aumentar o controle sobre os impulsos e melhorar os relacionamentos.
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Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?
Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe um “tempo certo” para começar a namorar. Cada pessoa tem seu ritmo, e nunca ter tido um relacionamento aos 28 anos não significa que há algo errado. Pode ser importante olhar para alguns pontos: como estão suas habilidades sociais, sua autoestima, seus ambientes de convivência e possíveis medos ou inseguranças em relação à aproximação afetiva. Muitas vezes, a dificuldade não é falta de oportunidade, mas barreiras internas ou pouca exposição a contextos sociais.
Investir em ampliar círculos sociais, desenvolver comunicação e, se necessário, buscar terapia pode ajudar a entender melhor esses aspectos e aumentar a segurança nas relações. Relacionamentos se constroem com prática, tentativa e aprendizado ao longo do caminho.
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Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionai
Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionais, sou visto como uma pessoa fria, principalmente em atividades que fogem do currículo do trabalho, como reuniões ou bate papos casuais, prefiro evitar tais encontros porque não contribuo nelas e, sinceramente não vejo o ponto de socializar com meus colegas de trabalho que não tenho amizade. Minhas amizades também aos poucos parecem me evitar, ou eu não tenho interesse suficiente para manter elas... Sempre me questionei se eu simplesmente não sinto falta de pessoas ao meu redor, se não consigo sentir saudades e acabo esquecendo amigos e família. Não é que eu não reconheça a emoção que eu deveria estar sentindo, eu simplesmente não sinto e acabo sozinho ou não consigo networkings necessários para conseguir oportunidades na minha profissão...
Vistos esses comportamentos e entre outros (Sempre fui calado, desde criança; Algumas sensibilidades que não vejo em outras pessoas e que me irritam muito; Ansiedade que por vezes me causam problemas intestinais e inflamações na pele; Poucas memórias do meu passado; Pessoas as vezes dizem que eu tenho um tom agressivo, mesmo sem eu ter a intenção ou me sentir irritado; Já tomei medicamentos para TOC para pensamentos obsessivos, por não conseguir dormir ao não controlar meus pensamentos), me pergunto se eu possa ter um diagnóstico de TEA... Gostaria de saber opiniões e como eu conseguiria conversar com um profissional capaz de afirmar ou negar minhas dúvidas. Isso tem afetado demais minha vida e não consigo lidar comigo mesmo. Obrigado!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode, sim, estar relacionado ao TEA, especialmente pelas dificuldades sociais, sensoriais e padrões desde a infância. No entanto, esses sinais também podem aparecer em outros quadros, então não é possível confirmar apenas pelo relato. O mais indicado é buscar uma avaliação com psicólogo ou neuropsicólogo, preferencialmente com experiência em TEA em adultos. Você pode dizer diretamente que tem essa dúvida e quer investigar. Independentemente do diagnóstico, essas dificuldades podem ser compreendidas e trabalhadas em terapia. Você não precisa lidar com isso sozinho.
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Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente
Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.
Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.
Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.
O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.
Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.
Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.
O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve, sensação de estar no “automático”, emoções mais neutras, perda de prazer nas coisas e preocupação com o impacto da pornografia, é algo que muitas pessoas relatam quando estão tentando interromper um comportamento que era usado como forma de regulação emocional.
A pornografia, para algumas pessoas, pode funcionar como uma maneira rápida de aliviar tensão, ansiedade ou solidão. Quando ela é retirada, o cérebro precisa se reorganizar e reaprender outras formas de lidar com emoções e buscar recompensa. Durante esse período, algumas pessoas sentem exatamente o que você descreveu: apatia, sensação de vazio ou dificuldade de sentir prazer. Esse processo pode levar um tempo para se equilibrar novamente.
Além disso, você menciona que já passou por crises fortes de ansiedade no passado e que atualmente sente falta de motivação e prazer. Esses sinais também podem aparecer em quadros de esgotamento emocional, ansiedade persistente ou sintomas depressivos, o que merece atenção cuidadosa.
Um ponto importante do seu relato é que você já está em acompanhamento psicológico e continua indo às sessões, mesmo quando sente vontade de desistir. Isso mostra um esforço real de cuidado consigo mesmo. Justamente por isso, pode ser muito útil tentar falar com seu terapeuta sobre essa parte que ainda é difícil de trazer. Muitas vezes, quando evitamos um tema na terapia, é justamente ali que existe material importante para ser trabalhado.
Algumas direções que podem ajudar nesse momento:
continuar com o acompanhamento psicológico e tentar abordar abertamente essa dificuldade com pornografia e suas emoções;
manter rotinas que incluam atividade física, contato social e atividades significativas, mesmo quando a motivação está baixa;
compreender que recuperar sensibilidade emocional costuma ser um processo gradual, não imediato.
O fato de você continuar presente na faculdade, no relacionamento e nas responsabilidades mostra que você ainda está se movimentando na direção da sua vida, mesmo enfrentando essa batalha interna.
Se os sentimentos de vazio, apatia ou perda de prazer persistirem ou se intensificarem, pode ser importante conversar com seu terapeuta sobre uma avaliação mais ampla do seu estado emocional, para entender melhor o que está acontecendo e quais intervenções podem ajudar. Você não precisa atravessar esse processo sozinho.
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Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem
Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costuma ser bastante utilizada nesses casos, pois ajuda a identificar gatilhos, pensamentos automáticos e padrões que mantêm o comportamento compulsivo, além de desenvolver estratégias de controle.
Vale lembrar que fetiches não são necessariamente um problema clínico. O tratamento é indicado quando o comportamento causa sofrimento ou interfere na vida e nos relacionamentos.
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Sou estudante de psicologia estou no 8° semestre, estou muito preocupada com essa nova abordagem poi
Sou estudante de psicologia estou no 8° semestre, estou muito preocupada com essa nova abordagem pois estudamos 5 anos aprendemos muitas abordagens, estudamos vários teóricos fazemos atendimentos supervonados com muito cuidado e ética e muita responsabilidade.Fui informada que para ser um terapeuta TRG o curso dura no máximo um um ano e meio e a pessoa está apto para atender e popodendo cobrar por sessão cerca de $ 150,00 minha reflexão, vale a pena os 5 anos estudando para enfim se deparar com essa situação??...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua inquietação é compreensível e, na verdade, muitos estudantes e profissionais de psicologia fazem essa mesma reflexão quando se deparam com formações rápidas que prometem habilitar pessoas a atuar como “terapeutas”.
A formação em Psicologia envolve cinco anos de estudo aprofundado, incluindo bases científicas do comportamento humano, psicopatologia, desenvolvimento, ética profissional, métodos de avaliação e prática supervisionada. Essa formação existe justamente porque trabalhar com sofrimento psíquico exige responsabilidade técnica, preparo teórico e supervisão clínica.
Cursos mais curtos podem oferecer técnicas específicas ou métodos complementares, mas não substituem a formação universitária que prepara o profissional para compreender a complexidade do funcionamento psicológico e para atuar dentro de parâmetros éticos e científicos. Além disso, no Brasil, o exercício profissional da psicoterapia dentro da psicologia é regulamentado e vinculado à formação em Psicologia e ao registro no Conselho Regional de Psicologia.
Por isso, a questão talvez não seja comparar tempos de formação, mas entender que a graduação em Psicologia oferece uma base ampla e sólida para avaliar, compreender e intervir de forma responsável na saúde mental. Esse preparo tende a fazer diferença na qualidade do cuidado oferecido às pessoas ao longo da carreira.
É natural que existam diferentes práticas e formações no campo do cuidado emocional, mas a psicologia se sustenta em formação científica, ética e compromisso com a saúde mental, algo que dificilmente se constrói em cursos muito breves.
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Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu
Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu namorado porque fui elogiada por outra pessoa; como isso nunca tinha acontecido antes, ouvir aquelas palavras foi maravilhoso para mim. Comecei a me relacionar com essa pessoa, mas logo percebi que tudo aconteceu porque busco incessantemente a aprovação alheia.
Meu namorado me elogia e sempre faz minhas vontades, mas parece que nada é suficiente para suprir o que carrego desde a infância. Sofri muito com críticas da família e de outras pessoas sobre o meu corpo. Agora, além desse trauma, enfrento outra crise: meu namorado descobriu a traição e me perdoou, mas sinto que o amor acabou e eu não consigo parar de pensar na outra pessoa.
Apesar disso, não consigo terminar por medo de ficar sozinha, já que sinto uma necessidade de 'atenção total'. Além disso, tenho medo de terminar meu curso e ficar ociosa, pois quando não estou ocupada, começo a ter pensamentos ruins. Para completar, sinto dificuldade em conseguir um emprego por ser excessivamente tímida. É um mix de emoções e não tenho ideia do que fazer para melhorar tudo isso..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve mostra um sofrimento emocional complexo, ligado principalmente à forma como sua autoestima foi construída ao longo da vida. Quando alguém cresce recebendo muitas críticas ou rejeições, especialmente sobre aparência ou valor pessoal, é comum desenvolver uma forte necessidade de validação externa. Nesse contexto, elogios ou atenção podem gerar uma sensação muito intensa de reconhecimento e pertencimento.
Isso não significa que você seja “fraca” ou “inconstante”, mas que existe uma carência emocional importante que ainda não foi elaborada. Quando a autoestima depende muito da aprovação dos outros, a pessoa pode se sentir constantemente insegura, com medo da solidão e com dificuldade de sustentar decisões nos relacionamentos.
Outro ponto que aparece no seu relato é a dificuldade de lidar com momentos de vazio ou ociosidade, quando pensamentos negativos surgem com mais força. Isso costuma indicar que algumas emoções antigas ainda precisam ser compreendidas e trabalhadas.
Mais do que tentar resolver tudo sozinha ou tomar decisões impulsivas sobre o relacionamento, o caminho mais saudável seria buscar acompanhamento psicológico. A psicoterapia pode ajudar a compreender as origens dessa necessidade de validação, fortalecer sua autoestima e desenvolver formas mais seguras de se relacionar consigo mesma e com os outros.
Cuidar dessas questões internas tende a trazer mais clareza para suas escolhas, inclusive sobre seus relacionamentos, carreira e projetos de vida.
Perguntas frequentes
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É obrigatório estar tomando anticocepcional para fazer uso do roacutan?
Para pessoas que possam engravidar é necessário o uso de método contraceptivo…