Perguntas do paciente (109)
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda de uma mãe, especialmente de forma repentina, costuma gerar um luto profundo, e cada pessoa vive esse processo em um ritmo diferente. Tristeza, saudade, choro frequente e momentos de vazio são reações esperadas ao longo do luto.
No entanto, quando os sentimentos de culpa, falta de prazer nas atividades, cansaço constante e dificuldade para retomar a rotina se mantêm por muito tempo e passam a interferir significativamente no trabalho, nas relações e no dia a dia, pode ser um sinal de que o luto está se tornando mais complicado ou associado a um quadro depressivo.
A diferença nem sempre é simples de identificar sozinho. Em geral, no luto a pessoa ainda consegue ter momentos de conexão com lembranças e afetos, mesmo em meio à tristeza. Já na depressão, costuma haver uma sensação mais persistente de vazio, desesperança e perda de interesse pela vida como um todo.
Diante do que você descreve, buscar acompanhamento psicológico pode ser muito importante. A psicoterapia pode ajudar a elaborar a perda, trabalhar a culpa e reconstruir gradualmente um sentido para a vida após essa ausência. Pedir ajuda nesse momento não significa que você não esteja lidando com o luto, mas que está cuidando da sua saúde emocional enquanto atravessa esse processo.
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Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao tra
Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao trabalho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando toda a identidade fica muito ligada ao trabalho, qualquer dificuldade profissional pode ser sentida como um fracasso pessoal, e não apenas como um desafio de carreira. Isso acontece porque o trabalho passa a ser a principal fonte de valor, reconhecimento e sentido.
Um passo importante é diferenciar desempenho de identidade. Problemas profissionais não definem quem você é como pessoa. A carreira é uma parte da vida, mas não precisa ser a única base de autoestima ou pertencimento.
Também pode ajudar ampliar as fontes de significado como relações, interesses pessoais, aprendizado e outros papéis na vida. Isso não diminui a importância do trabalho, mas evita que ele carregue sozinho todo o peso da identidade.
O acompanhamento psicológico pode auxiliar nesse processo, ajudando a compreender como essa associação se formou e a construir uma relação mais equilibrada entre identidade pessoal e vida profissional.
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Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sent
Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sentir isso ou preciso de tratamento urgente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir exaustão, ambivalência ou até arrependimento momentâneo diante da rotina da maternidade é mais comum do que muitas pessoas imaginam. A maternidade envolve mudanças profundas na rotina, nas responsabilidades e na identidade, e é natural que, em alguns momentos, apareçam sentimentos de cansaço, frustração ou sobrecarga.
Ter esses pensamentos não significa falta de amor pelos filhos. Muitas mães amam profundamente seus filhos e, ao mesmo tempo, sentem o peso das demandas diárias, da privação de descanso e da perda de tempo para si.
No entanto, quando o cansaço, a culpa ou a tristeza se tornam muito frequentes, intensos ou começam a afetar o bem-estar, pode ser importante buscar apoio psicológico. A psicoterapia pode ajudar a organizar esses sentimentos, reduzir a sobrecarga emocional e encontrar formas mais saudáveis de lidar com as demandas da maternidade.
Cuidar da própria saúde mental também faz parte do cuidado com os filhos.
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Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda da mãe e do padrasto em um intervalo curto, ainda na infância, é uma experiência muito impactante emocionalmente. Mesmo quando o sofrimento não aparece imediatamente, ele pode surgir ou se transformar anos depois, especialmente na adolescência, que já é uma fase de muitas mudanças internas e busca de identidade.
Algumas mudanças de comportamento nessa idade são esperadas como alterações no jeito de se vestir, maior necessidade de autonomia e oscilações de humor. No entanto, quando existe uma história de perdas importantes, essas transformações podem vir acompanhadas de sentimentos de tristeza, raiva, confusão ou dificuldade para expressar o que sente.
O mais importante nesse momento é tentar manter diálogo, escuta e acolhimento, sem críticas imediatas ou confrontos constantes. Muitas vezes, comportamentos mais bruscos ou mudanças externas podem ser uma forma de lidar com emoções difíceis que ela ainda não consegue nomear.
Buscar acompanhamento psicológico pode ser muito benéfico, não porque necessariamente exista algo “errado”, mas porque a terapia pode oferecer um espaço seguro para ela elaborar o luto, compreender suas emoções e atravessar essa fase com mais apoio.
Portanto, manter o vínculo afetivo em casa e, se possível, considerar a ajuda de um psicólogo especializado em adolescentes pode ser um caminho importante para cuidar da saúde emocional dela.
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Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista
Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista. Ele disse que sofro de hipervigilância e que devo tratar isso com psicoterapia. Não entendi ainda o que é essa hipervigilância e como a psicoterapia pode me auxiliar nisso. Poderiam me ajudar, por favor? Agradecido.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A hipervigilância é um estado em que o cérebro permanece em alerta constante, monitorando excessivamente sensações do corpo e do ambiente em busca de sinais de ameaça. No caso da TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente), essa vigilância costuma se voltar principalmente para sensações de equilíbrio, movimento e posição do corpo.
Quando isso acontece, o cérebro passa a interpretar pequenos estímulos normais como movimento visual, mudança de postura ou sensação corporal como se fossem sinais de perigo. Isso aumenta a ansiedade e faz com que a pessoa fique ainda mais atenta às sensações de tontura, criando um ciclo de atenção excessiva, desconforto e preocupação.
A psicoterapia pode ajudar justamente a reduzir esse estado de alerta constante. No tratamento, trabalham-se estratégias para diminuir a atenção excessiva às sensações corporais, lidar melhor com a ansiedade associada e reeducar a forma como o cérebro interpreta esses sinais. Com o tempo, isso pode ajudar o sistema nervoso a voltar a um padrão mais equilibrado de percepção e resposta.
Em muitos casos, o tratamento psicológico é parte importante do manejo da TPPP, pois auxilia a quebrar o ciclo entre ansiedade, hipervigilância e sintomas de tontura.
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O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir
O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir falar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na primeira sessão de terapia não existe uma forma “certa” de falar ou um roteiro que você precise seguir. Muitas pessoas chegam com essa mesma preocupação, e é totalmente compreensível. O início do processo costuma ser justamente um momento de acolhimento e entendimento da sua história.
Você pode começar contando o que te fez procurar terapia agora, quais situações têm causado incômodo ou quais sentimentos têm aparecido com mais frequência. Mesmo que pareça confuso ou difícil de explicar, isso já ajuda o profissional a compreender o que está acontecendo.
Também é comum falar um pouco sobre sua rotina, relações, momentos importantes da sua vida e expectativas em relação à terapia. E se você sentir dificuldade para falar, pode simplesmente dizer isso. O próprio terapeuta conduz a conversa com perguntas e apoio.
A terapia não exige que você chegue pronta ou com tudo organizado. O processo começa justamente a partir do que você consegue trazer naquele momento.
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Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos
Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?
obrigado pela ajudaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é muito doloroso, e é compreensível que exista confusão, esperança e medo ao mesmo tempo. Quando um relacionamento longo muda de forma tão brusca, a sensação pode ser de perda de chão, principalmente quando ainda existe amor de um lado.
Pelo que você descreve, sua esposa parece ter passado por um processo interno de distanciamento que começou antes de você perceber, e hoje ela já se encontra em um ponto diferente do seu no processo de luto da relação. Enquanto você ainda está tentando compreender e salvar o casamento, ela parece já ter tomado uma decisão emocional sobre o vínculo. Isso não significa que o que vocês viveram não teve valor, mas mostra que, neste momento, vocês estão em lugares emocionais muito diferentes.
Quando apenas uma pessoa tenta sustentar a reconciliação, isso costuma gerar ainda mais sofrimento. Insistir continuamente pode acabar colocando você em uma posição de humilhação emocional, como ela mesma chegou a mencionar, e isso tende a desgastar ainda mais sua autoestima.
Amar alguém e, ao mesmo tempo, perceber que a relação pode não continuar é uma das experiências mais difíceis que existem. Nesse momento, talvez seja importante começar a deslocar o foco da pergunta “como fazer ela voltar?” para “como cuidar de mim e das minhas filhas diante dessa realidade?”. Independente do que aconteça entre vocês como casal, você continua sendo pai, e seu vínculo com suas filhas permanece.
Também é importante lembrar que você não tem controle sobre as escolhas dela. Esperar que ela “quebre a cara” ou se arrependa pode prender você em um lugar de espera que prolonga o sofrimento. Às vezes, o processo mais saudável é aceitar que o outro tomou um caminho diferente, mesmo que isso doa profundamente.
Buscar apoio psicológico pode ajudar muito neste momento. Um espaço de escuta pode te ajudar a atravessar o luto do relacionamento, reorganizar a vida familiar e tomar decisões com mais clareza e dignidade.
Você não está perdendo tudo. Seu casamento pode estar mudando, mas sua história, seu valor como pai e sua capacidade de reconstruir a vida continuam existindo. E esse processo não precisa ser enfrentado sozinho.
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Mantras como AUM tem poder de fazer relaxar profundamente o corpo mesmo sem sono e entrar em ondas c
Mantras como AUM tem poder de fazer relaxar profundamente o corpo mesmo sem sono e entrar em ondas cerebrais mais lentas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mantras como “AUM” podem, sim, favorecer um estado de relaxamento profundo, mesmo sem induzir sono. A repetição rítmica de sons, aliada à respiração lenta e focada, tende a reduzir a ativação do sistema nervoso simpático (relacionado ao estresse) e estimular o sistema parassimpático, responsável pela sensação de calma.
Estudos indicam que práticas meditativas com repetição sonora podem estar associadas à diminuição da frequência cardíaca, redução da ansiedade e aumento de ondas cerebrais mais lentas, ligadas a estados de relaxamento e atenção focada. No entanto, a experiência varia de pessoa para pessoa.
Embora possa ser uma estratégia complementar útil para manejo de estresse e ansiedade, não substitui tratamento psicológico ou médico quando há sofrimento emocional significativo.
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A meditação apenas usar só a imobilidade sem focar na respiração também induz ondas lentas? A imobil
A meditação apenas usar só a imobilidade sem focar na respiração também induz ondas lentas? A imobilidade sozinha sem pressão de sono e também se estiver sem sono a imobilidade sozinha faz descer as ondas cerebrais??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A simples imobilidade corporal pode reduzir estímulos externos e favorecer relaxamento, mas não garante, por si só, a indução consistente de ondas cerebrais mais lentas. A diminuição da atividade mental costuma estar mais relacionada à combinação de fatores como foco atencional (por exemplo, na respiração), repetição de mantras ou estados meditativos estruturados.
Estar imóvel pode ajudar o corpo a diminuir a ativação fisiológica, especialmente se houver redução de estímulos sensoriais. No entanto, se a mente permanecer ativa ou ansiosa, as ondas cerebrais podem continuar em padrões associados à vigília alerta.
Em geral, práticas meditativas que envolvem atenção direcionada e regulação da respiração tendem a produzir efeitos mais consistentes na desaceleração do ritmo cerebral do que a imobilidade isolada.
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Dia 11/03 de 2025 terminei um relacionamento de cerca de 4 anos, relacionamento conturbado, problema
Dia 11/03 de 2025 terminei um relacionamento de cerca de 4 anos, relacionamento conturbado, problemas que eu mesmo criei. Após isso, cerca de 2 meses depois, conheci uma pessoa, com quem comecei a ficar, e entramos num relacionamento, poucos dias atrás, terminamos, de forma idêntica ao relacionamento anterior, eu achei que não iria me sentir tao mal, mas agora, estou tão mal quanto da primeira vez, sensação de morte, fico pensando que provavelmente foi por que entrei em um outro relacionamento de cara, e não devia ter feito isso, mas dói muito, é como se eu estivesse revivendo aquilo tudo de novo... Medo de entrar em um quadro depressivo, tendo em vista que em menos de 1 ano, passei por 2 términos extremamente dolororos e praticamente igual, tudo igual... parece um filme que se repetiu. Esse quadro está me fazendo passar por sintomas psicológicos horríveis, me sinto mal, sozinho, a solidão é a pior coisa, perda da rotina, e etc...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é compatível com um luto relacional intenso. Mesmo que o segundo relacionamento tenha sido mais curto, ele pode ter reativado emoções que ainda não estavam totalmente elaboradas do término anterior. Quando entramos rapidamente em outra relação após uma ruptura dolorosa, às vezes buscamos aliviar a dor, mas isso não significa que o sentimento anterior tenha sido processado.
A sensação de “reviver tudo de novo” costuma ocorrer quando padrões emocionais se repetem e feridas ainda estão abertas. O medo de desenvolver um quadro depressivo é compreensível, especialmente diante de dois términos semelhantes em pouco tempo. No entanto, sofrimento intenso não é automaticamente depressão, é um sinal de que algo importante precisa ser compreendido.
Esse momento pode ser uma oportunidade de olhar para os padrões que se repetiram, para suas escolhas e para o que essas relações representaram para você. A solidão, a quebra de rotina e a sensação de vazio tendem a aumentar o impacto emocional, por isso é importante buscar apoio, seja de pessoas próximas ou acompanhamento psicológico.
Você não está “fraco” por estar sofrendo dessa forma. Mas enfrentar isso sozinho pode tornar o processo mais pesado. Cuidar desse momento agora pode evitar que ele se transforme em algo mais profundo no futuro.
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Problemas de audição podem ser confundidos com fibrofog?
Problemas de audição podem ser confundidos com fibrofog?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, podem ser confundidos, mas são coisas diferentes. O “fibrofog”, comum na Fibromialgia, afeta o processamento cognitivo: a pessoa ouve, mas tem dificuldade de compreender ou acompanhar o que foi dito. Já os problemas de audição envolvem dificuldade real em captar os sons.
Na prática:
Fibrofog → “ouço, mas não entendo bem”
Audição → “não ouço direito”
A avaliação profissional é importante para diferenciar e indicar o melhor cuidado.
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A avaliação neuropsicológica ajuda a guiar o tratamento para a Fibromialgia? .
A avaliação neuropsicológica ajuda a guiar o tratamento para a Fibromialgia? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ajudar e bastante.vA avaliação neuropsicológica investiga funções como atenção, memória e velocidade de processamento, que costumam ser afetadas no “fibrofog” da Fibromialgia. Com isso, é possível:
Diferenciar o que é dor, fadiga ou dificuldade cognitiva
Direcionar intervenções mais específicas (como estratégias cognitivas e psicoterapia)
Acompanhar a evolução do tratamento
Ou seja, ela não trata diretamente a dor, mas ajuda a tornar o cuidado mais preciso e individualizado.
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A fibromialgia causa desorientação espacial? .
A fibromialgia causa desorientação espacial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fibromialgia não é conhecida por causar desorientação espacial como sintoma principal. No entanto, muitas pessoas com fibromialgia relatam dificuldades cognitivas, popularmente chamadas de “fibro fog”, que incluem lapsos de memória, dificuldade de concentração e sensação de confusão mental.
Essas alterações podem dar a impressão de desorganização ou leve desorientação, especialmente em momentos de dor intensa, fadiga ou privação de sono. Caso a desorientação espacial seja frequente ou significativa, é importante buscar avaliação médica para investigar outras possíveis causas.
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O que significa "fibro fog" (névoa mental)? .
O que significa "fibro fog" (névoa mental)? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
“Fibro fog” é um termo utilizado para descrever as dificuldades cognitivas relatadas por pessoas com fibromialgia. A expressão significa literalmente “névoa mental” e se refere a sintomas como falhas de memória, dificuldade de concentração, lentidão no raciocínio e sensação de confusão.
Essas alterações não indicam perda de inteligência, mas refletem o impacto da dor crônica, da fadiga e das alterações do sono no funcionamento cerebral. Quando os sintomas são intensos ou persistentes, é importante buscar avaliação médica para acompanhamento adequado.
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Canhotos podem ter problemas de orientação espacial?
Canhotos podem ter problemas de orientação espacial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ser canhoto, por si só, não causa problemas de orientação espacial. A lateralidade (ser destro ou canhoto) está relacionada à organização cerebral, mas não significa automaticamente dificuldade cognitiva.
Algumas pessoas sejam canhotas ou destras podem apresentar dificuldades de orientação espacial por fatores ligados ao desenvolvimento cognitivo, atenção ou processamento visuoespacial. Quando essas dificuldades são persistentes e impactam a rotina, uma avaliação neuropsicológica pode ajudar a compreender melhor o funcionamento cognitivo.
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A sinestesia pode ser detectada em exames de imagem?
A sinestesia pode ser detectada em exames de imagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sinestesia não é diagnosticada por exames de imagem. Ela é identificada principalmente por relato consistente da pessoa e por testes comportamentais que avaliam a estabilidade dessas associações ao longo do tempo (por exemplo, sempre ver a mesma cor ao ouvir um som).nExames como a ressonância magnética podem ser usados em pesquisas e já mostraram padrões de ativação diferentes no cérebro, mas não servem como diagnóstico clínico individual.
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A compreensão de figuras de linguagem como a metáfora depende de qual função cognitiva superior?
A compreensão de figuras de linguagem como a metáfora depende de qual função cognitiva superior?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A compreensão de metáforas e outras figuras de linguagem depende principalmente da capacidade de abstração, uma função cognitiva superior ligada ao raciocínio simbólico. Ela permite ir além do sentido literal das palavras e compreender significados implícitos.
Também participam desse processo as funções executivas, a linguagem e a cognição social (interpretação de contexto e intenção comunicativa). Alterações nessas funções podem dificultar a compreensão de linguagem figurada.
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Dificuldade em entender ironia e metáforas é sinal de qual disfunção cognitiva?
Dificuldade em entender ironia e metáforas é sinal de qual disfunção cognitiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade em entender ironia e metáforas costuma estar relacionada a alterações na capacidade de abstração e na pragmática da linguagem, que é a habilidade de compreender significado implícito, contexto e intenção do falante.
Também pode envolver funções executivas e cognição social. Esse padrão pode aparecer em diferentes condições do neurodesenvolvimento ou neurológicas, mas não define um diagnóstico isoladamente, precisa sempre de avaliação clínica completa.
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. Como a "interpretação abstrata" se relaciona com a memória?
. Como a "interpretação abstrata" se relaciona com a memória?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A interpretação abstrata envolve a capacidade de compreender significados além do literal, identificar padrões e extrair ideias gerais de uma informação. Para que isso aconteça, o cérebro utiliza a memória, especialmente a memória de trabalho e a memória semântica.
A memória de trabalho permite manter e manipular informações enquanto a pessoa analisa uma situação ou linguagem figurada. Já a memória semântica fornece o repertório de conhecimentos e experiências que ajudam a dar sentido ao que está sendo interpretado.
Assim, a interpretação abstrata depende da memória para acessar referências anteriores, comparar informações e construir significados mais complexos.
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O que é a "avaliação funcional" dentro da neuropsicologia?
O que é a "avaliação funcional" dentro da neuropsicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na neuropsicologia, a avaliação funcional é o processo que investiga como as funções cognitivas e emocionais da pessoa se refletem no seu funcionamento prático do dia a dia como estudar, trabalhar, se organizar, tomar decisões e se relacionar.
Ela não analisa apenas resultados de testes, mas o impacto real das habilidades (ou dificuldades) na vida cotidiana. O objetivo é compreender como a pessoa funciona na prática e orientar intervenções e estratégias de apoio mais adequadas.
Perguntas frequentes
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É obrigatório estar tomando anticocepcional para fazer uso do roacutan?
Para pessoas que possam engravidar é necessário o uso de método contraceptivo…