Perguntas do paciente (151)

  • A síndrome do impostor é uma doença mental? .

    A síndrome do impostor é uma doença mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    A síndrome do impostor não é uma doença mental no sentido clínico — ou seja, não aparece como um transtorno formal nas classificações diagnósticas. Ela é entendida como um padrão de pensamento e sentimento, em que a pessoa duvida das próprias capacidades, minimiza conquistas e vive com medo de ser “descoberta” como inadequada.

    Mesmo não sendo um diagnóstico, esse funcionamento pode gerar muito sofrimento: ansiedade, autocobrança extrema, dificuldade de reconhecer méritos e até evitar oportunidades por medo de falhar.


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Sim, faz todo sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto. A perda de alguém querido é uma das experiências mais profundas e desorganizadoras da vida humana. O luto não é uma doença, mas um processo emocional intenso, que exige tempo, espaço e acolhimento para ser vivido. No entanto, nem sempre a pessoa encontra, sozinha ou com sua rede de apoio, um caminho possível para atravessar essa dor — e é justamente aí que o acompanhamento psicológico pode fazer toda a diferença.

    A psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, pioneira nos estudos sobre a morte e o morrer, descreveu o luto como um percurso que envolve diferentes estágios — negação, raiva, barganha, depressão e aceitação —, ainda que eles não aconteçam de forma linear. A contribuição de Kübler-Ross foi mostrar que cada reação diante da perda tem um sentido: a negação protege do impacto inicial, a raiva expressa o desamparo, a barganha busca um sentido, e a tristeza permite elaborar a ausência. A aceitação, que não é conformismo, vem quando a pessoa começa a encontrar uma nova forma de se relacionar com a lembrança e com a vida que continua.

    A médica e escritora Ana Claudia Quintana Arantes, que também trabalha com cuidados paliativos, aprofunda essa visão ao lembrar que o luto é, antes de tudo, um ato de amor — a forma mais humana de reconhecer que algo foi importante o suficiente para deixar saudade. Ela nos convida a compreender que elaborar o luto não significa “superar” ou “esquecer”, mas integrar a perda à própria história, dando novo significado ao vínculo que permanece, mesmo após a morte.

    O psicólogo, nesse contexto, oferece um espaço seguro onde o enlutado pode falar livremente sobre a dor, sem precisar reprimi-la para confortar os outros ou para se encaixar na expectativa social de “seguir em frente”. A terapia não apressa o tempo do luto, mas o sustenta — ajuda a pessoa a reconhecer o que sente, a legitimar a própria tristeza e, pouco a pouco, a reconstruir um sentido de continuidade possível.

    Buscar ajuda, portanto, não é sinal de fraqueza, mas de coragem. É o gesto de quem entende que a dor precisa ser acolhida para poder se transformar. O luto não passa simplesmente com o tempo; ele se transforma com o cuidado — e a escuta profissional pode ser uma parte essencial desse cuidado.


  • TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Em

    TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Emocional, como ansiedade, medo da solidão, do abandono no fim de um relacionamento etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    O ChatGPT disse:

    Tanto a TCC quanto a Psicanálise podem ajudar muito em casos de dependência emocional — cada uma de maneiras diferentes. A TCC costuma ser mais estruturada e focada no presente, ajudando a identificar padrões de pensamento ligados à ansiedade, ao medo da solidão e à necessidade de validação. Já a Psicanálise trabalha em outra direção: investiga a história emocional, as experiências precoces e os vínculos que moldaram a forma como a pessoa se relaciona hoje.

    Nenhuma é “melhor” de forma absoluta. A escolha depende do que você busca: intervenções mais diretas e práticas, ou um processo mais exploratório e profundo. Em muitos casos, ambas podem ser igualmente eficazes — o mais importante é sentir-se acolhida(o) e compreendida(o) pelo profissional.


  • Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    Qual é a importância das relações interpessoais na saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    As relações interpessoais são fundamentais para a saúde mental porque o ser humano se constitui no vínculo. Estudos e classificações clínicas, como o CID-11 da Organização Mundial da Saúde, reconhecem que o isolamento social e a fragilização dos laços estão associados ao agravamento de quadros como depressão e ansiedade. Relações seguras oferecem reconhecimento, pertencimento e apoio emocional, ajudando a regular emoções e a dar sentido às experiências. A psicologia também mostra que é no encontro com o outro que construímos nossa identidade e autoestima. Quando os vínculos são pobres, instáveis ou violentos, o sofrimento psíquico tende a se intensificar; quando são acolhedores, tornam-se fatores importantes de proteção e cuidado.


  • Fui diagnosticada com crise de ansiedade, e tenho medo de ficar doente/passar mal, e fico nervosa qu

    Fui diagnosticada com crise de ansiedade, e tenho medo de ficar doente/passar mal, e fico nervosa quando falam de alguma doença, achando que posso ter essa condição.
    Este medo esta relacionado com a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Sim, esse medo costuma estar diretamente relacionado à ansiedade. Em quadros ansiosos, é comum que a mente fique em estado de alerta constante, interpretando sensações corporais ou informações sobre doenças como sinais de perigo iminente. Isso intensifica o medo de passar mal, adoecer ou “não dar conta”, criando um ciclo de preocupação e vigilância do corpo. Esse sofrimento é real e tratável. A psicoterapia ajuda a compreender esses medos, reduzir a hipervigilância e devolver mais segurança interna, para que você possa viver com menos angústia e mais tranquilidade.


  • Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de cas

    Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de casa. Minha dúvida é se a depressão faz a pessoa ficar confinada em casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    É compreensível que você se questione sobre isso. De acordo com o CID-11, a depressão envolve alterações profundas de energia, motivação e interesse pelas atividades, o que pode gerar retraimento social e necessidade de permanecer mais tempo em casa. Esse confinamento não significa falta de esforço da sua parte, mas sim um efeito do adoecimento. Ainda assim, é importante conversar com seu psiquiatra e incluir acompanhamento psicológico, para que pouco a pouco possa compreender o que sustenta esse isolamento e ajudá-lo a retomar o contato com o mundo no seu ritmo.


  • Bom dia, a ansiedade pode causar sensações de vazio e de desrealização/despersonalização?

    Bom dia, a ansiedade pode causar sensações de vazio e de desrealização/despersonalização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Sim — a ansiedade pode, em alguns casos, gerar sensações de vazio, desrealização ou despersonalização. No Transtorno de Ansiedade Generalizada (CID-11), o corpo e a mente ficam em estado de hiperalerta contínuo, o que pode provocar uma espécie de “desconexão” temporária como forma de proteção frente à sobrecarga emocional.

    Essas experiências costumam ser muito angustiantes, mas são compreensíveis dentro de um quadro ansioso. Ainda assim, é importante buscar acompanhamento psicológico para compreender o que mantém esses sintomas e, se necessário, avaliação psiquiátrica para manejo clínico.


  • O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    A psicoterapia não é sobre corrigir sua cabeça, e sim entender como ela funciona. Ao longo do processo, mudanças acontecem, inclusive na forma de pensar, mas como consequência de você se conhecer melhor — não porque alguém te disse: “O certo a se pensar é isto”.

    A ideia é ampliar seu repertório: perceber padrões, questionar certezas muito duras e encontrar formas mais possíveis de lidar com o que você vive. Não é o psicólogo pensando por você, é você aprendendo a se escutar com mais clareza.


  • Meu filho de 10 anos Me falou q gostava de uma menina Ah 1 mês atrás Agora soube que ele disse na

    Meu filho de 10 anos
    Me falou q gostava de uma menina
    Ah 1 mês atrás
    Agora soube que ele disse na escola q gostava de um menino
    Como temos bom diálogo questionei se era verdade
    Ele disse que sim
    Mas que não gostava mais
    Com essa idade eles já sabem sobre sua orientação sexual
    Ele disse que é bissexual
    Como agir e abordar esse assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    É completamente natural que crianças nessa idade explorem sentimentos, curiosidades e preferências sem que isso signifique uma orientação sexual já definida. Aos 10 anos, o mais importante não é “rotular”, mas oferecer segurança emocional. Quando ele diz que gostou de uma menina, depois de um menino, e que se identifica como bissexual, ele está tentando encontrar palavras para nomear o que sente — e isso só acontece porque ele confia em você.

    A melhor forma de agir é manter exatamente esse espaço aberto: ouvir sem julgamento, validar que sentimentos podem mudar, e reforçar que não há nada de errado em gostar de quem ele gosta. Você pode explicar que a infância é um tempo de descoberta e que ele não precisa ter todas as respostas agora. O essencial é que ele saiba que está acolhido, que pode falar com você sempre e que seus sentimentos são respeitados.


  • Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?

    Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Crises de pânico diárias não são consideradas normais e merecem atenção. Esse padrão indica um nível de sofrimento que ultrapassa o esperado para respostas de ansiedade. Procurar um profissional — psicólogo ou psiquiatra — é um passo importante para compreender o que está acontecendo e iniciar um cuidado que alivie esses episódios.


  • Minha filha tem 14 anos,e só agora veio me contar q é Pansexual gosta de menino e menina, q devo faz

    Minha filha tem 14 anos,e só agora veio me contar q é Pansexual gosta de menino e menina, q devo fazer?seria uma fase?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    É muito importante que ela tenha sentido segurança para contar isso a você — essa confiança já diz muito sobre a relação de vocês. Aos 14 anos, é comum que jovens estejam descobrindo quem são, incluindo afetos, desejos e identidade. Isso pode mudar com o tempo, ou pode já ser algo que faça sentido para ela agora; não há como “prever”, e tudo bem.

    O mais acolhedor que você pode fazer é escutar sem pressa, agradecer por ela ter compartilhado, e reforçar que seus sentimentos são legítimos. Em vez de focar em “fase” ou “definição”, priorize o diálogo: pergunte como ela se sente, do que precisa e como você pode apoiá-la. Jovens florescem quando não têm medo de serem quem são.


  • Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas n

    Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas não vão de fato gostar de mim, sempre me acho inferior. Devo buscar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    É importante levar esses sentimentos a sério. A vontade constante de se isolar, a percepção de inferioridade e a sensação de não ser interessante não são “fraquezas”, mas sinais de sofrimento emocional que merecem cuidado. Esses pensamentos podem estar ligados a baixa autoestima, ansiedade ou até quadros depressivos, e não precisam ser enfrentados sozinho.

    Buscar ajuda é, sim, recomendável — um psicólogo ou psicanalista pode ajudar você a entender de onde vêm essas experiências e construir formas mais gentis de se perceber e de se relacionar.

    Você merece cuidado.


  • O que é ansiedade? Quais o sintomas? Quando procurar ajudar?

    O que é ansiedade? Quais o sintomas? Quando procurar ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Ansiedade, no sentido clínico, é quando a preocupação deixa de ser um movimento natural da vida e passa a ocupar tudo, como descreve o CID-11 no Transtorno de Ansiedade Generalizada. É uma tensão constante, acompanhada de sintomas como inquietação, dificuldade de relaxar, irritabilidade e cansaço fácil. Quando essa sensação se torna persistente, difícil de controlar e começa a limitar seu dia a dia, é o momento de procurar ajuda profissional.


  • olá! eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sint

    olá!
    eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sintomas do toc, como pensamentos compulsivos, isso atrapalha muito meu dia a dia, não consigo
    mais estudar, não consigo mais viver sem me sentir culpada por causa desses pensamentos
    parece que eu nunca vou conseguir me livrar deles, é uma angústia enorme...

    posso fazer terapia para que isso melhore?..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Sim, você pode — e deve — buscar terapia para lidar com isso. No TOC, a mente produz ideias intrusivas que surgem contra a sua vontade, geram culpa e medo, e acabam tomando espaço da vida cotidiana. Isso não significa que você concorde com esses pensamentos, mas que está sofrendo com eles.

    A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender esse funcionamento, reduzir a culpa e aprender a não se aprisionar nesses ciclos mentais. Com acompanhamento adequado, é possível aliviar a angústia, retomar os estudos e a vida. Buscar ajuda é um passo muito importante de cuidado consigo mesma.


  • Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me

    Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Essa é uma dúvida muito comum. A ansiedade nem sempre precisa de um “motivo claro” para existir. Ela é, antes de tudo, uma resposta do corpo e da mente a uma sensação de ameaça — que pode ser externa, mas também interna, como pensamentos, memórias, expectativas ou conflitos que nem sempre são conscientes.

    Não é um defeito. É um funcionamento que, em algum momento, pode ter sido útil (como tentar se proteger, prever problemas, evitar frustrações), mas que ficou mais sensível ou ativado do que o necessário.

    Fatores biológicos, experiências de vida, estilo de pensamento e até o ambiente atual influenciam. Às vezes, a pessoa aprende a viver em estado de alerta sem perceber.

    O mais importante não é “achar a causa única”, mas entender como isso funciona em você. A terapia ajuda justamente a dar sentido a essa ansiedade e encontrar formas mais sustentáveis de lidar com ela.


  • O que seria depressão especificamente ? queria muito saber Grata

    O que seria depressão especificamente ? queria muito saber
    Grata

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    A depressão é uma experiência profundamente humana e, ao mesmo tempo, muito difícil de traduzir em palavras. Não se trata apenas de tristeza, desânimo ou cansaço — ainda que esses sentimentos façam parte dela. A depressão é uma forma de sofrimento psíquico que altera a maneira como a pessoa sente, pensa e se relaciona com o mundo, como se algo essencial dentro dela perdesse a cor e o sentido. O escritor e jornalista Andrew Solomon, em seu livro O Demônio do Meio-Dia, descreve a depressão como “o demônio que rouba o significado das coisas”. Ele fala sobre esse estado não apenas como uma doença, mas como uma espécie de eclipse da alma — um apagamento interno em que até os gestos mais simples parecem exigir um esforço descomunal.

    Solomon mostra com muita sensibilidade que a depressão não é preguiça, fraqueza ou falta de vontade. É, antes de tudo, uma condição que mistura aspectos biológicos, psicológicos e existenciais. Há uma dimensão química — relacionada a alterações nos neurotransmissores, que podem afetar o humor e a energia —, mas há também uma dimensão emocional, ligada a experiências de perda, frustração, culpa ou solidão profunda. O que torna a depressão tão complexa é justamente essa sobreposição: ela envolve o corpo, a mente e o sentido de existir.

    Para quem vive esse estado, o tempo parece se distorcer. As manhãs custam a chegar, os dias se arrastam e o futuro perde a forma. O que antes trazia prazer deixa de ter importância, e as palavras de encorajamento dos outros soam distantes, como se não alcançassem o lugar onde a dor está. Andrew Solomon descreve isso de forma muito tocante quando diz que a depressão é “a ausência de esperança”, uma espécie de silêncio interior que consome a vitalidade.

    O papel do psicólogo, nesse contexto, é ajudar a pessoa a reconstruir um sentido de continuidade, a reencontrar, aos poucos, o fio da própria vida. O processo terapêutico permite compreender o que a depressão está tentando comunicar — porque, embora dolorosa, ela muitas vezes revela conflitos que estavam silenciados, necessidades emocionais não atendidas, ou mesmo a exaustão de um modo de viver que já não faz mais sentido.

    Buscar ajuda é um gesto profundamente corajoso, porque implica reconhecer que não se está bem e permitir que alguém caminhe junto na travessia. A depressão pode ser sombria, mas não é imutável. Como o próprio Solomon escreve, “a opressão pode ser aliviada, e o demônio pode ser domado”. Com escuta, cuidado e tratamento adequado — que pode envolver psicoterapia, suporte médico e o tempo necessário —, é possível reencontrar o brilho das coisas e, sobretudo, o desejo de viver.


  • A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?

    A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Sim, a depressão pode afetar significativamente o raciocínio. Tanto o CID-11 quanto o DSM-5-TR descrevem que, no Transtorno Depressivo, é comum haver lentificação do pensamento, dificuldade de concentração, prejuízo na memória e sensação de “mente nublada”.

    Andrew Solomon, em O Demônio do Meio-Dia, também relata como a depressão compromete a clareza mental e a capacidade de tomar decisões. Isso não é falta de esforço, mas um efeito direto do adoecimento. Com tratamento adequado, esses prejuízos cognitivos tendem a melhorar gradualmente.


  • Autoestima baixa pode estar relacionada com depressão?

    Autoestima baixa pode estar relacionada com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    A autoestima baixa pode, sim, se relacionar com a depressão, conforme descrito no CID-11, mas não é por si só um diagnóstico. Quando uma pessoa começa a se perceber de forma muito negativa, sentir culpa excessiva, desesperança ou perda de interesse pelas coisas, isso pode apontar para um quadro depressivo. Porém, é sempre a constelação de sintomas, sua duração e o impacto na vida que permitem uma avaliação adequada.

    Se você tem se sentido assim com frequência, vale muito a pena procurar um profissional.


  • Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Autoestima baixa pode aparecer na depressão, mas não significa, por si só, que seja depressão. Às vezes, ela está ligada a histórias de crítica, rejeição ou comparações constantes, que vão sendo internalizadas ao longo do tempo.

    Aumentar a autoestima não é “pensar positivo” à força, mas mudar a forma como você se relaciona consigo. Isso envolve reconhecer suas qualidades, questionar pensamentos muito duros, construir experiências em que você se sinta capaz e, principalmente, desenvolver uma relação mais respeitosa consigo.

    Em muitos casos, a psicoterapia ajuda a entender de onde vem essa visão negativa e a reconstruir, aos poucos, um senso de valor mais estável — que não dependa apenas da aprovação dos outros.


  • Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz

    Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lucas Teixeira

    Esse desânimo, o choro frequente e a falta de vontade de fazer as coisas costumam ser sinais de um sofrimento importante, que merece cuidado e atenção.

    Você não precisa de um “tipo específico” de psicólogo. Um profissional de psicologia, de forma geral, já está preparado para acolher e trabalhar questões como essas. O mais importante é encontrar alguém com quem você se sinta à vontade, seguro(a) para falar sobre o que está vivendo.

    A psicoterapia pode te ajudar a compreender o que está por trás desse estado e, aos poucos, recuperar energia, sentido e interesse pela vida.


Perguntas frequentes

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