Perguntas do paciente (151)
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Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?
Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dúvidas, inseguranças e medos podem se intensificar em diferentes fases da vida, e na terceira idade isso muitas vezes aparece ligado a mudanças importantes: rotina, corpo, perdas, sensação de dependência ou até questionamentos sobre o próprio lugar no mundo.
Não é algo que precise ser enfrentado sozinho(a), nem um “sinal de fraqueza”. Um psicólogo pode ser um bom ponto de apoio para falar sobre essas questões com mais liberdade e cuidado, ajudando a organizar pensamentos e emoções nesse momento.
Dependendo da situação, também pode ser importante um acompanhamento médico, mas o espaço da escuta — onde você pode ser ouvido(a) sem pressa — já costuma fazer bastante diferença para atravessar essa fase com mais segurança e menos angústia.
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Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vo
Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vontade de socializar. Qual o especialista indicado para meu caso? Quem devo procurar? Psicólogo,psiquiatra ou psicanalista? estou receosa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível sentir receio, sobretudo quando os sintomas são tão intensos. Psicólogo e psicanalista trabalham pela via da escuta, ajudando você a compreender a origem dessa angústia e a elaborar o que está transbordando — são, em geral, os profissionais mais recomendados para iniciar o cuidado. O psiquiatra atua pela via médica, avaliando a necessidade de medicação quando o sofrimento está muito agudo. Você pode começar com psicólogo ou psicanalista e, se necessário, incluir o psiquiatra no processo.
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não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n
não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Parece que, na hora da conversa, sua mente resolve fazer um pequeno passeio sem avisar — e quando você volta, a conversa já foi para outro lugar. Isso é mais comum do que parece, especialmente quando estamos cansados, preocupados ou pouco conectados com o momento.
Mais do que “falta de assunto”, pode ser uma dificuldade de presença. Às vezes, não é sobre ter algo interessante para dizer, mas conseguir realmente escutar. Pequenos ajustes ajudam: tentar se dar conta quando “desliga”, pedir para ela repetir sem vergonha, fazer perguntas simples sobre o que ela disse.
Também vale observar: isso acontece só com ela ou em outras situações? Entender o contexto pode ajudar bastante. Se for frequente, a terapia pode ajudar a trabalhar atenção, ansiedade e até a forma como você se envolve nas relações.
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tarde, tudo bem? Interessante você mencionar que não é "só sobre ansiedade", pois é justamente isso que o estudos sobre ansiedade nos revelam: os sintomas ansiosos patológicos (crises de ansiedade, crises de pânico, sintomas de ansiedade generalizada) surgem após situações sociais críticas (sejam vivências de violência, processos de trabalho exaustivos, traumas focais como separação ou luto, entre muitas outras causas possíveis). A partir de situações críticas, a ansiedade deixa de ser um mecanismo normal de regulação das emoções e começa a surgir em momentos que não deveria ocorrer, em intensidade muito discrepante da situação vivida (como por exemplo, a sensação de crise de ansiedade diante de um momento normal da rotina, como logo antes de dormir ou durante um almoço tranquilo). É devido ao fato da ansiedade patológica ser uma resposta a processos ansiogênicos que já ocorrem há algum tempo que uma avaliação psicológica com acompanhamento adequado é recomendável, para avaliar as possíveis causas dessa ansiedade, assim como auxiliar a/o paciente a lidar com os sintomas e promover uma reorganização dos fatores estressantes que gere uma diminuição da ansiedade.
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Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontad
Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontade de se isolar das pessoas e só dormir, sentir muito medo, isso pode ser diagnosticado como depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve podem aparecer na depressão, mas, sozinhos, não são suficientes para fechar um diagnóstico de Transtorno Depressivo Maior. Ainda assim, eles merecem atenção: indicam sofrimento significativo e precisam ser investigados por um profissional para compreender causa, intensidade e duração.
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Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul
Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito comum, e é ótimo que você a traga, porque o primeiro passo para cuidar da saúde mental é justamente reconhecer que algo precisa de atenção. Quando alguém sente que pode estar com ansiedade, depressão, ou simplesmente não entende bem o que está acontecendo internamente, o mais importante é procurar um psicólogo — independentemente da abordagem específica, ele é o profissional capacitado para avaliar e acompanhar esse processo. A escolha da especialidade pode vir depois, conforme você for conhecendo melhor o seu jeito, suas necessidades e o vínculo que se estabelece com o terapeuta.
Existem várias linhas dentro da Psicologia, e cada uma tem uma forma própria de compreender o ser humano. A Psicanálise, por exemplo, parte da ideia de que somos movidos por conteúdos inconscientes — desejos, fantasias, traumas e repetições que influenciam nossas escolhas sem que percebamos. O psicanalista convida o paciente a falar livremente, permitindo que o discurso revele o que está por trás dos sintomas. O objetivo não é eliminar o sintoma de imediato, mas compreender o sentido que ele tem na história de vida da pessoa. É um processo mais reflexivo, voltado ao autoconhecimento e à elaboração profunda daquilo que causa sofrimento.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por outro lado, é mais estruturada e objetiva. Ela parte do princípio de que nossos pensamentos influenciam diretamente nossas emoções e comportamentos. O terapeuta ajuda o paciente a identificar padrões de pensamento distorcidos, crenças negativas e formas automáticas de reagir ao mundo, propondo estratégias concretas para lidar melhor com situações do dia a dia. É uma abordagem muito utilizada em casos de ansiedade e depressão, pois oferece ferramentas práticas para o manejo dos sintomas, sem deixar de lado a reflexão sobre o que os sustenta.
Já a Neuropsicologia é uma área um pouco diferente: ela une os conhecimentos da Psicologia e das Neurociências para compreender como o funcionamento do cérebro se relaciona com o comportamento, as emoções e as capacidades cognitivas, como memória, atenção e linguagem. O neuropsicólogo costuma realizar avaliações e testes específicos para entender melhor como a pessoa está funcionando cognitivamente — algo muito útil em casos de suspeita de transtornos de atenção, dificuldades de aprendizagem, lesões cerebrais ou mesmo para complementar diagnósticos de depressão e ansiedade quando há dúvidas sobre a origem dos sintomas.
O mais importante é saber que você não precisa escolher tudo sozinho. Um bom ponto de partida é marcar uma primeira conversa com um psicólogo — ele pode te ouvir, entender o que está acontecendo e te orientar sobre qual abordagem pode ser mais adequada. Às vezes, o mais transformador não é encontrar a linha “certa”, mas encontrar um espaço de confiança, onde você possa falar de si sem julgamento e começar, de fato, a se escutar.
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Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de
Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso — é muito angustiante viver com esse medo constante. Esses sintomas físicos (aperto no peito, sensação de desmaio, medo de morrer) são comuns em crises de ansiedade, mesmo parecendo algo grave no momento. E o fato de você evitar sair pode estar ligado a esse medo de ter novas crises.
Isso não significa que você “não vai voltar ao normal”. Significa que seu corpo está em estado de alerta e precisa de cuidado.
O caminho envolve acompanhamento psicológico para entender esses gatilhos e aprender formas de regular a ansiedade, além de manter o seguimento com o médico. Pequenos passos, no seu ritmo, já são importantes. Você não está sozinha — e isso pode melhorar com o suporte adequado.
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Tenho 18 anos, e demorei a começar a me aceitar como trans a partir do momento que negava que eu era
Tenho 18 anos, e demorei a começar a me aceitar como trans a partir do momento que negava que eu era.
Devo procurar um psicologo antes do inicio do tratamento hormonal, devo procurar um endocrinólogo, qual seria o correto a se fazer ?
( sou uma pessoa muito confusa e leiga de tudo, sinceramente estou meio perdida nesse caminho )RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É totalmente compreensível se sentir perdida nesse início. O mais importante é não caminhar sozinha. Geralmente, começar conversando com um psicólogo pode ajudar muito — não para “validar” quem você é, mas para te oferecer um espaço seguro onde você possa se escutar, organizar dúvidas e fortalecer sua autonomia. Paralelamente, quando você se sentir pronta, um endocrinologista especializado em saúde trans poderá orientar com clareza sobre o tratamento hormonal, exames e cuidados. Não há uma ordem “correta”; há o ritmo que respeita você.
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Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin
Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tarde, tudo bem? Sinto muito que esteja passando por esta situação, que indica uma vulnerabilidade na qual é compreensível aparecerem esses tipos de sintomas ansiosos e depressivos. Cuidar de outra pessoa em sofrimento mental é desafiador e imagino que seja por este motivo que seja psiquiatra recomendou a psicoterapia: para que você possua uma rede com vários profissionais de apoio, em uma rede de cuidados interprofissional que une a eficácia do tratamento médico com a do tratamento psicoterápico.
Dito isso, é importante te lembrar que cada processo terapêutico é singular, possuindo tanto as especificidades da abordagem (seja psicanálise, TCC, humanista, neuropsicologia, entre outras) quanto as competências da/o psicóloga/o que te tratou. Creio que será importante você se questionar: por quais razões essas experiências foram negativas? Seria o estilo da/o profissional, a abordagem? A partir dessas questões, você pode entender o que tornou essas experiências negativas e tentar uma outra abordagem ou um outro estilo de profissional, buscando entender quais as características do processo terapêutico que o tornarão seguro, confortável e transformador para você. Não deixe de tentar mais uma vez, pois a psicoterapia pode ser um grande apoio para você nesse momento.
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fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep
fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece. Esse movimento de “quero perto, depois quero longe” muitas vezes está ligado a ambivalências afetivas: uma parte sua busca vínculo, enquanto outra teme se machucar, perder autonomia ou repetir dores antigas.
Não é que você “não se entenda”, mas talvez existam conflitos internos que ainda não foram nomeados. Voltar e recomeçar pode ser uma tentativa de fazer dar certo algo que ficou em aberto, mas sem compreender esse padrão, o ciclo tende a se repetir.
O medo de dar errado faz sentido — ele carrega sua experiência. Mais do que decidir rapidamente, pode ser importante se observar: o que te aproxima? O que te afasta? Terapia pode ajudar a organizar isso e construir uma relação mais consciente, com ele e com você mesma.
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Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!
Como superar os pensamentos intrusivos?
Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensamentos intrusivos costumam ser muito assustadores, principalmente quando aparecem em fases sensíveis como a gestação. Eles não dizem sobre quem você é, nem sobre o que você deseja fazer — dizem mais sobre um aumento de ansiedade e de responsabilidade, como se a mente tentasse antecipar perigos o tempo todo.
O ponto difícil é que, quanto mais você tenta afastar ou “controlar” esses pensamentos, mais eles tendem a voltar. Em vez de lutar diretamente contra eles, o caminho costuma ser aprender a reconhecê-los como pensamentos, e não como intenções.
Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante nesse processo, especialmente para entender o que está sendo mobilizado nesse momento da sua vida e desenvolver formas mais gentis de lidar com isso, sem se culpar ou se assustar ainda mais.
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Perguntas frequentes
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Estou tomando sertralina tem 28 dias, estou sentindo minha cabeça dormente e formigando e as vezes q
Formigamentos e alterações de sensibilidade podem ocorrer durante a adaptação…