Perguntas do paciente (231)

  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim, o excesso de pesquisas pode intensificar uma ansiedade já existente, fazendo com que você fique mais atento aos sintomas e aos medos. Além disso, o período em casa pode ter reforçado a dificuldade de sair sozinho.
    É importante compreender o que está por trás dessa mudança e trabalhar esses medos de forma gradual. Caso queira, fico à disposição para te acompanhar nesse processo.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Pelo que você relata, existe um desgaste emocional importante, marcado por mágoas acumuladas, perda de confiança, conflitos frequentes e também pelo medo da separação e de suas consequências.
    Na perspectiva psicanalítica, mais do que dizer se você deve permanecer ou sair desse casamento, é importante compreender o que sustenta esse vínculo, quais padrões afetivos podem estar se repetindo e por que, mesmo diante do sofrimento, tomar uma decisão parece tão difícil.

    A perda de respeito e a repetição constante de conflitos são aspectos importantes a serem olhados, principalmente quando começam a afetar emocionalmente o casal e os filhos. A terapia pode ajudá-lo a diferenciar o que ainda é desejo de reconstrução do que pode estar sendo sustentado pelo medo da solidão, culpa, dependência emocional ou receio de perder a convivência com os filhos.
    Esse é um processo que merece ser compreendido com cuidado e sem julgamentos. Caso queira, fico à disposição para acompanhá-lo nesse momento e ajudá-lo a compreender melhor seus sentimentos, seus vínculos e suas escolhas.


  • “Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na

    “Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na perspectiva psicanalítica, e qual a função da escuta analítica em articulação (ou não) com a psiquiatria?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A psicanálise e psiquiatria podem atuar de forma complementar, respeitando as atribuições de cada profissional. O objetivo da escuta analítica não é simplesmente eliminar manifestações do TPB, mas possibilitar que o sujeito compreenda seus modos de funcionamento, reconheça suas repetições, amplie sua capacidade de simbolizar os afetos e construa formas menos destrutivas de se relacionar consigo e com o outro.


  • É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç

    É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Esse estado de não se sentir exatamente triste, mas também não conseguir sentir alegria ou vontade de fazer outras coisas, merece ser acolhido e compreendido. Na perspectiva psicanalítica, essa “neutralidade” pode representar um momento de esgotamento emocional ou até uma forma de se proteger de sentimentos que estão difíceis de elaborar.
    Quando a vida passa a ser vivida apenas no cumprimento das obrigações, é importante olhar com cuidado para o que pode estar acontecendo internamente, especialmente se isso tem se prolongado.
    Na terapia, podemos compreender o que essa ausência de desejo e de interesse está comunicando sobre o momento que você está vivendo. Se quiser conversar sobre isso com mais profundidade, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.


  • Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz

    Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.

    E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse peso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Percebo que você encontrou no mercado financeiro algo que lhe trouxe propósito, foco e uma perspectiva de futuro, e isso é significativo. Ao mesmo tempo, existem dificuldades que parecem se repetir em outras áreas da sua vida, principalmente no trabalho e nos relacionamentos.
    Na perspectiva psicanalítica, seria importante compreender não apenas por que você não consegue permanecer nos empregos ou se envolver afetivamente, mas o que acontece emocionalmente quando esses vínculos começam a exigir permanência, adaptação ou maior proximidade.
    Muitas vezes, aquilo que sentimos como uma “bagunça” pode revelar padrões que ainda não conseguimos compreender sozinhos. A terapia pode ser um espaço para investigar essas repetições e entender o que está por trás delas, buscando construir relações e escolhas mais satisfatórias.
    Se desejar iniciar esse processo, fico à disposição para te acompanhar.


  • Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi

    Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim, é possível mudar. Mesmo quando a insegurança e o ciúme parecem fazer parte da nossa personalidade, isso não significa que sejam características imutáveis.
    Na perspectiva psicanalítica, buscamos compreender de onde vêm esses sentimentos, quais medos estão por trás deles e por que determinadas situações despertam tanta insegurança. Muitas vezes, o ciúme está relacionado ao medo da perda, da rejeição ou a experiências anteriores que continuam influenciando os vínculos atuais.
    O fato de você reconhecer esse padrão já é um ponto importante. A terapia pode ajudá-la a compreender essas questões e construir maneiras mais saudáveis de se relacionar consigo mesma e com o parceiro. Se desejar trabalhar isso, fico à disposição para te acompanhar nesse processo.


  • E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de p

    E se eu não gostar do meu analista nas primeiras sessões? Devo insistir ou é melhor trocar logo de profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A psicanálise não exige que você suporte um analista com quem não se senta minimamente acolhida (o). O processo analítico depende de uma base de confiança. Sem isso, o trabalho fica comprometido. Se desejar, posso te orientar sobre o que observar nas primeiras sessões para avaliar se o vínculo tem potencial clínico.
    E, caso esteja buscando atendimento, também me coloco à disposição para oferecer um espaço ético, sigiloso e respeitoso, onde seu tempo e sua subjetividade serão prioridade.


  • Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar c

    Minha família é muito tóxica e me sinto culpada por querer me afastar. A psicanálise ajuda a lidar com essa culpa sem me forçar a perdoar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A análise oferece um espaço para que você possa falar livremente, sem julgamento e sem direcionamentos sobre o que “deveria” sentir ou fazer. Ao elaborar essas experiências, torna-se possível diferenciar o que é responsabilidade sua e o que pertence à história e às dinâmicas familiares. O afastamento, quando necessário, pode deixar de ser vivido como “traição” e passar a ser compreendido como movimento de preservação psíquica.

    A psicanálise não força o perdão. Ela favorece a elaboração. E elaborar não significa justificar ou minimizar o que foi vivido, mas dar novos sentidos à experiência, reposicionando-se subjetivamente diante dela. À medida que a culpa é compreendida em sua origem e função, ela pode perder sua intensidade paralisante.
    Se você desejar, coloco-me à disposição para atendimento. Será um espaço ético, sigiloso e acolhedor, onde poderemos trabalhar essas questões no seu tempo e a partir da sua singularidade.


  • Sentir muita vontade de ficar nu na praia, na cachoeira ou mesmo numa chuva é normal? Obs.: não faç

    Sentir muita vontade de ficar nu na praia, na cachoeira ou mesmo numa chuva é normal?
    Obs.: não faço isso, por respeito às regras e porque morro de vergonha do meu corpo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sentir vontade de ficar nu em contextos como praia, cachoeira ou debaixo de chuva é, sim, algo que pode ser considerado humano e compreensível. Na perspectiva psicanalítica, a nudez está ligada a dimensões muito primitivas e simbólicas da experiência psíquica: retorno à natureza, sensação de liberdade, contato com o próprio corpo e, em alguns casos, desejo de suspensão das exigências sociais.
    A roupa, culturalmente, cumpre uma função de proteção não apenas física, mas também psíquica. Ela marca o lugar do sujeito na cultura, organiza a diferença entre o íntimo e o público e participa da construção da imagem corporal. Quando surge o desejo de despir-se em ambientes naturais, pode haver aí uma busca por reconexão com algo mais essencial, menos mediado pelo olhar do outro e pelas normas sociais.
    Ao mesmo tempo, você menciona a vergonha do próprio corpo. A vergonha é um afeto profundamente ligado ao olhar aquilo que imaginamos que o outro vê e julga.
    Colocar em palavras o que se sente permite compreender de onde vêm certos desejos e afetos, e como eles se articulam à própria história.
    Fico à disposição, como profissional, caso queira aprofundar essa reflexão em um espaço ético, sigiloso e de escuta qualificada.


  • Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?

    Quanto tempo dura uma psicoterapia da área da psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Há processos que podem durar alguns meses, especialmente quando a demanda é mais focal ou quando o sofrimento está relacionado a uma situação específica da vida. No entanto, quando se trata de uma análise propriamente dita, voltada para transformações mais profundas na estrutura do funcionamento psíquico, nos padrões repetitivos de relação, nos sintomas e nos impasses subjetivos, o trabalho tende a ser de médio a longo prazo. Isso porque não se trata apenas de suprimir sintomas, mas de compreender suas raízes inconscientes e produzir novas formas de elaboração.
    Na psicanálise, o tempo não é apenas cronológico; ele é também lógico. Há momentos de maior intensidade, resistências, repetições, avanços e elaborações. O próprio percurso analítico revela quando certas questões foram suficientemente trabalhadas e quando um processo pode se encaminhar para o encerramento. A decisão de finalizar uma análise é, inclusive, um momento importante e também analisável.
    Mais do que a duração em si, a questão central é: o que você deseja transformar, compreender ou ressignificar em sua vida? É a partir dessa escuta da demanda que se pode começar a delinear um possível percurso.
    Caso deseje conversar mais profundamente sobre sua situação específica e avaliar a possibilidade de iniciar ou dar continuidade a um processo psicoterapêutico, coloco-me à disposição como profissional para um atendimento ético, sigiloso e fundamentado na clínica psicanalítica.


  • Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não

    Pessoal, eu terminei com minha ex namorada já faz quase 1 ano, foi um relacionamento muito bom, não tive do que reclamar, mas infelizmente acabou, apesar de ter sido bom, houve desgaste emocional e falta de propósito, estávamos vivendo no automático, eu tinha o objetivo de casar, construir uma família, mas estava em uma fase que vivia em constantes crises depressivas, com dificuldades financeiras e problemas em casa, isso as vezes afetava o namoro, ela dizia que não sentia segurança nenhuma pra casar comigo e ter uma família, ela falava que sentia que eu ia jogar tudo pra cima dela e se o bebê chorasse, ia deixar pra ela resolver... Isso é um pensamento absurdo, porque eu nunca fui irresponsável com minhas coisas, quanto mais em relação a uma vida de uma criança que precisa de cuidado. Nós seguimos sendo amigos por um tempo mas depois nos afastamentos completamente e não temos mais vínculo nenhum. Apesar do término, da distância e do tempo, essa pessoa continua sendo um grande amor da minha vida. Ainda gosto dela e não sai da minha cabeça.

    Esse 1 ano de término eu não fiquei sem fazer nada, foquei na faculdade, trabalho, academia, meus hobbys, conheci outras pessoas, tive encontros casuais, foquei nas minhas coisas. Mesmo assim ela me visita na mente todos os dias, tem dias que dói mais do que outros, e eu já não sei mais o que fazer. Faço terapia desde o início do término e venho melhorando bastante, só que a pessoa nunca sai da minha cabeça, não importa o que eu esteja fazendo, penso sempre nela. Eu sonho com ela, fico conversando internamente com ela, simulando conversas, sinto vontade de vê-la para dar um abraço e saber como ela está. Só que ela deixou claro que não queria absolutamente contato nenhum, então eu não insisti e respeitei o espaço dela.

    Só queria superar isso e esquecer... Quais seus conselhos? Confesso que sinto um profundo desejo de um dia retomar o relacionamento, eu a amo bastante e já me conheci o suficiente para saber que isso que sinto não é apego. Só não sei o que fazer, talvez ela esteja com outro... Talvez não... Mas eu realmente me sinto muito triste por não tê-la mais em minha vida. Eu sou um cara sozinho e com poucos amigos, ela tem uma família enorme, um ciclo social gigantesco, tem irmãos, pais, avós... Eu não tenho absolutamente ninguém, moro sozinho e não tenho família, meu único ciclo social é a academia e o pessoal da faculdade, e mesmo assim, não são pessoas próximas com quem eu posso contar verdadeiramente. Acho que todo homem está fadado a viver sozinho e aceitar isso sem reclamar... não sei mais o que dizer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Quando alguém permanece “na mente todos os dias”, mesmo após um ano, não significa necessariamente incapacidade de seguir em frente. Na psicanálise, entendemos que o trabalho de luto é um processo psíquico complexo. O luto não acontece só porque o tempo passou; ele exige elaboração. As conversas internas que você simula, os sonhos, o desejo de abraçá-la , tudo isso pode ser entendido como tentativas do seu psiquismo de manter vivo o vínculo, talvez porque algo ainda não foi totalmente simbolizado ou porque ela ocupa um lugar muito estruturante na sua economia afetiva.
    [16:48, 20/02/2026] Ludmila Larissa: O desejo de retomar não invalida o processo que você fez. Você investiu em si, estudou, treinou, trabalhou, conheceu pessoas. Isso mostra vitalidade psíquica. O fato de ainda amá-la não significa estagnação; significa que o laço foi significativo. A questão talvez não seja “como esquecer”, mas: o que exatamente ela representa na sua história? Que lugar ela ocupa na sua fantasia de completude? O que dela é insubstituível a pessoa real ou o que ela simboliza?
    Se em algum momento sentir necessidade de ampliar essa elaboração em outro espaço de escuta, coloco-me à disposição como profissional para um trabalho sério, ético e sigiloso.


  • Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele n

    Olá, meu marido não faz sexo oral em mim, não toca nas minhas partes intimas, peço uma posição ele não faz, diz q não gosta q peço. Tento dialogar ele nao quer, e isso vem ocorrendo ha bastante tempo já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na dinâmica do casal, o sexo costuma funcionar como uma linguagem. Quando um parceiro se fecha ao diálogo, evita determinadas práticas ou reage com incômodo ao pedido do outro, algo está sendo comunicado, mesmo que de forma inconsciente. Pode haver questões ligadas à história sexual dele, a tabus, fantasias, angústias, dificuldades com intimidade ou até conflitos com o próprio desejo. Nada disso, porém, anula o impacto que essa recusa contínua produz em você.
    Do ponto de vista psicanalítico, é importante destacar que o desejo não se impõe, mas também não pode ser sistematicamente silenciado. Quando apenas um lado fala e o outro se fecha, instala-se uma assimetria que tende a gerar frustração, ressentimento e, muitas vezes, um afastamento emocional. O corpo que não é tocado passa a carregar significados: rejeição, desvalorização, solidão, vergonha ou dúvida sobre si mesma.
    Cada relação tem sua singularidade, e não existe um modelo correto de sexualidade. O que existe é a necessidade de que ambos possam existir como sujeitos de desejo, com possibilidade de fala e escuta. Quando isso não acontece, vale cuidar do sofrimento que emerge, antes que ele se transforme em algo ainda mais silencioso e doloroso.
    Se você desejar, estou à disposição para te auxiliar nesse processo como psicanalista, oferecendo um espaço de escuta ética e sem julgamentos, para que essas questões possam ser elaboradas com mais profundidade e clareza.


  • boa tarde,quanto custa o tratamento e.como é feito o tratamento de dependência digital?

    boa tarde,quanto custa o tratamento e.como é feito o tratamento de dependência digital?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A dependência digital, na perspectiva psicanalítica, não é tratada apenas como um excesso de uso de telas, mas como um sintoma — uma forma que o sujeito encontra para lidar com angústias, vazios, conflitos emocionais ou dificuldades nos vínculos. Por isso, o tratamento não se baseia em “retirar o celular” ou impor regras rígidas, e sim em escutar o sentido que o uso excessivo tem para aquela pessoa.
    O tratamento psicanalítico acontece por meio de atendimentos individuais, em sessões semanais, onde o paciente é convidado a falar livremente sobre sua relação com a tecnologia, sua rotina, seus afetos, sua história e aquilo que o prende ao uso contínuo das telas. Aos poucos, o trabalho clínico possibilita que o sujeito reconheça o que está sendo evitado, silenciado ou compensado pelo uso digital, abrindo espaço para outras formas de lidar com o sofrimento e com o desejo.
    Coloco-me à disposição para conversar melhor sobre essa demanda, esclarecer dúvidas e, se for o caso, realizar uma avaliação inicial.


  • Me ajudem a refletir, isso não me incomoda muito mas queria entender. Tenho 20 anos e vejo homens da m

    Me ajudem a refletir, isso não me incomoda muito mas queria entender. Tenho 20 anos e vejo homens da minha idade ou menos que conhece mulheres bem facilmente e consegue se conectar, vejo que a maioria deles não tem boa aparência ou é bem financeiramente sucedido, eu falando assim isso se mostra claramente uma comparação mas a pergunta ficar: porque ninguém se interessa por mim? Essa pergunta costuma asoitar em minha mente mas tento apagar. As tento por meu esforço abordar mulheres de meu interesse e não dá em nada, pessoas falam "que trabalhe em vc e elas virão"e nada flui. Na sua visão oq pode tá acontecendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Experiências afetivas precoces, familiares ou relacionais fazem com que o sujeito cresça com a sensação de que precisa fazer algo a mais para ser visto ou escolhido. Isso pode levar a uma postura de autoexigência, comparações constantes e dificuldade de se colocar nos encontros de forma espontânea, sem se observar ou se avaliar o tempo todo.
    Não significa que haja algo “errado” com você. Indica um modo singular de se posicionar diante do desejo, que pode ser compreendido e transformado quando é colocado em palavras. Na psicanálise, o trabalho não é eliminar a falta, mas se apropriar dela; quando isso acontece, o encontro deixa de ser uma prova e pode se tornar possível.
    Coloco-me à disposição para auxiliar nesse processo como psicanalista, oferecendo um espaço de escuta ética e sem julgamentos. Muitas vezes, compreender o que se repete já é um passo importante para a mudança.


  • Está 8 dias tomando o fluoxetina estava tendo dor cabeça ,nausea,sequidão na boca ,perda de apetite

    Está 8 dias tomando o fluoxetina estava tendo dor cabeça ,nausea,sequidão na boca ,perda de apetite , perdi 8kg ,aumento de pensamento inadequado e insônia muira

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    É fundamental que esses sinais sejam comunicados ao médico prescritor, pois ajustes podem ser necessários. Ao mesmo tempo, o acompanhamento terapêutico é essencial para oferecer um espaço de fala, onde seja possível nomear o mal-estar, compreender o que esses pensamentos representam e construir recursos simbólicos para lidar com a angústia, em vez de apenas silenciá-la.

    Na psicanálise, entendemos que os sintomas não aparecem ao acaso. Eles costumam expressar conflitos internos, excesso de angústia ou conteúdos que estavam, de alguma forma, contidos e que passam a ganhar intensidade. A fluoxetina, especialmente no início do uso, pode diminuir certas inibições psíquicas, fazendo com que pensamentos intrusivos, inquietação e agitação apareçam com mais força. Isso não significa que a medicação esteja “errada” em si, mas que o sujeito precisa ser escutado nesse momento, para que o sofrimento não fique reduzido apenas a efeitos químicos.
    Coloco-me à disposição como profissional para acolher você nesse processo, oferecendo uma escuta ética e cuidadosa, respeitando seu tempo e sua singularidade. Buscar ajuda é um passo importante, e você não precisa atravessar esse momento sozinho(a).


  • Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem empre

    Me ajudem a me entender, como trabalho em algo eu fico muito focado, mas como pessoas oferecem emprego a mim eu sinto uma resistência muito forte e como aceito não passo muito tempo nesse trabalho, vc acha que e preguiça ou tem outra coisa nisso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Pode existir um conflito entre desejo e obrigação. Quando você escolhe o que faz, há autoria, sentido e identificação. Quando alguém oferece um emprego, pode surgir a pergunta (nem sempre consciente): “isso é realmente meu ou é o que esperam de mim?”. Se essa pergunta não encontra resposta, o corpo e o psiquismo respondem com resistência, desmotivação ou vontade de sair.
    Portanto, mais do que rotular isso como preguiça, é importante escutar o que esse movimento está tentando dizer sobre você, sua relação com trabalho, reconhecimento, autonomia e limites. Esses padrões costumam ter raízes na história subjetiva e podem ser elaborados no processo terapêutico, ajudando você a construir escolhas mais sustentáveis e menos angustiantes.
    Se você quiser, fico à disposição como profissional para te ajudar a compreender com mais profundidade o que está em jogo nesse movimento e como transformar isso em algo mais consciente e menos sofrido.


  • . Como os processos cognitivos se relacionam com a aprendizagem?

    . Como os processos cognitivos se relacionam com a aprendizagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Do ponto de vista psicanalítico, é importante considerar que os processos cognitivos não funcionam isolados do mundo emocional e relacional. Conflitos inconscientes, insegurança, experiências escolares precoces, expectativas familiares e a forma como o sujeito se percebe como aprendiz podem favorecer ou dificultar o acesso às funções cognitivas. Muitas dificuldades de aprendizagem não se explicam apenas por limites intelectuais, mas por entraves emocionais que interferem no pensar.
    Assim, aprender envolve tanto capacidades cognitivas quanto condições psíquicas. Quando o sujeito se sente minimamente seguro, reconhecido e autorizado a errar e a pensar, os processos cognitivos tendem a operar de forma mais fluida. Como profissional, coloco-me à disposição para auxiliar na compreensão dessas relações e no cuidado com os aspectos subjetivos que atravessam o aprender.


  • A psicanálise é só falar do passado e da infância?

    A psicanálise é só falar do passado e da infância?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Não. A psicanálise não é apenas falar do passado, mas compreender como a história de vida se inscreve no presente. A infância e a adolescência ocupam um lugar importante porque são períodos em que o sujeito se constitui psiquicamente, a partir das relações, dos vínculos afetivos, das perdas, dos limites e das experiências de cuidado ou de falta dele.
    A psicanálise se interessa por esses períodos não para fixar o sujeito ao passado, mas para compreender como certas experiências continuam atuando de forma inconsciente no presente. O trabalho analítico permite reconhecer repetições, dar sentido ao sofrimento atual e criar a possibilidade de novas formas de relação consigo e com os outros.
    Como psicanalista, coloco-me à disposição para acompanhar esse processo de escuta e elaboração, respeitando a singularidade de cada história e auxiliando na construção de novos caminhos psíquicos, mais conscientes e menos marcados pela repetição do sofrimento.


  • Tenho 28 anos.Há pouco mais de dois meses comecei algo que nunca tinha feito antes: namorar. E amo e

    Tenho 28 anos.Há pouco mais de dois meses comecei algo que nunca tinha feito antes: namorar. E amo ela, mas comecei a sentir um desconforto, e muita angustia quando vi fotos dela com o ex, com quem teve um longo relacionamento. E comecei a ter a sensação de inferioridade, de tristeza, de raiva e de frustração. Parece que só por vir depois dele já é o bastante pra me sentir mal. Então tenho pensamentos de separação, e me sinto pior. Parece que ja estou derrotado antes de começar...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O que você descreve pode ser compreendido, pela psicanálise, como um sofrimento ligado à comparação, ao narcisismo e ao lugar que você sente ocupar no desejo do outro. Ver o passado amoroso da pessoa amada pode despertar fantasias de exclusão, rivalidade e inferioridade, fazendo surgir a sensação de “chegar depois” e já se sentir em desvantagem, como se o vínculo anterior ainda tivesse um peso maior do que o presente.
    Esses sentimentos de tristeza, raiva e frustração não significam falta de amor, mas revelam conflitos internos: medo de não ser suficiente, de não ser escolhido plenamente ou de perder o lugar conquistado. Os pensamentos de separação, nesse contexto, costumam funcionar como uma tentativa de aliviar a angústia, evitando o confronto com essas inseguranças, embora acabem intensificando o sofrimento.
    A psicanálise entende que esse mal-estar não se resolve negando o passado do outro, mas podendo falar sobre o que ele desperta em você, reconhecendo suas próprias feridas, expectativas e fantasias. Ao elaborar essas questões, é possível construir um vínculo menos marcado pela comparação e mais sustentado pela singularidade do encontro.
    Me coloco à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo de compreensão e elaboração emocional.


  • Eu tenho esse sonho há muito tempo, ele é repetido. Onde eu sou um homem e estou procurando meu irmã

    Eu tenho esse sonho há muito tempo, ele é repetido. Onde eu sou um homem e estou procurando meu irmão mais novo que é um criança, eu entro numa passagem onde ouço minha própria voz da vida real (sou mulher) passo por uma estrada onde interajo com uma pessoa que conheço que comento sobre ter encontrado o pai dela e falado muito bem dela até menciono o apelido dela que normalmente uso com ela na vida real. até então, eu entro naquela passagem que me leva ate família dessa minha amiga que me cumprimenta e lá encontro a criança que parece ser meu irmão cujo estou procurando nesse sonho, pego ele no colo e aquele grupo da família da minha amiga fala que temos todos que andar de mãos dadas para atravessar a cidade toda. pergunto pro meu irmão se ele tá com fome então solto a mão da avó da minha amiga e entro numa loja para comprar um lanche mas tudo tava caro então compro bolachas bem baratinhas e entrego pra ele e assim volto para o grupo, não lembro se seguro na mão da avó da minha amiga de novo mas sei que elas me levam numa espécie de portão onde tem fila de pessoas e tem um porteiro que faz umas pessoas sobre o que desejo ser e me dá respostas de escolhas mas dentro delas tá uma escolha "ser dos céus" lembro que eu escolho outra opção mas meu irmão que parece ter uns 2 anos de idade escolhe ser dos céus e alguém me fala que essa escolha é a morte e tento convencer meu irmão trocar a resposta enquanto algo já me puxa pela mesma passagem que entrei em busca dele enquanto o meu irmão fica no portão mas não diz nada. daí volto pra onde estava e procuro esse meu irmão e encontro ele mais velho acho que adolescente ou algo assim e fala alguma coisa que provavelmente não é minha culpa e depois some, após isso estou na aparência do homem que mencionei e interajo com umas pessoas que não conheço e depois disso não recordo o que acontece

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sob a perspectiva psicanalítica, esse sonho repetitivo expressa um conflito psíquico profundo que insiste em ser elaborado. A figura do homem pode simbolizar uma função de proteção e responsabilidade, enquanto o irmão criança representa uma parte infantil, frágil e desamparada de você mesma, ligada a necessidades básicas de cuidado e acolhimento.
    O percurso com a família, o andar de mãos dadas e a travessia indicam temas de pertencimento, laço e transmissão, enquanto o momento em que você se separa do grupo para alimentar a criança revela o conflito entre cumprir expectativas externas e cuidar do essencial. A escassez na loja aponta para limites, culpa ou sensação de não conseguir oferecer o ideal, ainda que haja cuidado possível.
    O portão e a escolha “ser dos céus” simbolizam um limiar importante, associado à separação, perda ou apagamento subjetivo. Sua tentativa de impedir essa escolha expressa culpa e impotência diante da impossibilidade de salvar essa parte infantil. Quando o irmão reaparece mais velho dizendo que não é sua culpa, surge uma tentativa de alívio psíquico e elaboração.
    Como um todo, o sonho gira em torno de cuidado, perda, responsabilidade precoce e culpa, sinalizando conteúdos que podem ser trabalhados em um processo terapêutico. Me coloco à disposição, como profissional, para acolher e aprofundar essa escuta.


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