Perguntas do paciente (231)

  • Estou passando por um processo de divórcio, e já vinha com quadros de ansiedade e agora depressão, p

    Estou passando por um processo de divórcio, e já vinha com quadros de ansiedade e agora depressão, perdi muito peso, mais de 10 quilos em 1 mês. Não consigo comer, estou absurdamente nervosa, e sem ânimo. Não consigo exercer atividades simples, estou muito cansada. Me disseram pra tomar mirtazapina. Será que vai me ajudar? Não quero mais emagrecer. Me sinto horrível.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Um processo de divórcio costuma mobilizar perdas reais e simbólicas: do vínculo, do projeto de vida, da identidade construída na relação. Na perspectiva psicanalítica, quando essas perdas são vividas de forma abrupta, o corpo muitas vezes passa a falar aquilo que ainda não conseguiu ser elaborado em palavras e a falta de apetite, o cansaço extremo, a ansiedade constante e o abatimento podem ser expressões desse excesso de dor.
    A perda de peso rápida, a dificuldade para comer e a sensação de esgotamento indicam que o psiquismo está sobrecarregado. Em estados depressivos e ansiosos, a energia vital fica comprometida, e atividades simples passam a exigir um esforço enorme. Isso não significa que você “não dá conta”, mas que algo dentro de você está demandando cuidado, escuta e tempo de elaboração.
    Na psicanálise, entendemos que o remédio pode ajudar a sustentar o sujeito quando a dor está insuportável, mas a elaboração do luto, das angústias e dos afetos envolvidos nesse rompimento acontece no espaço da palavra, da escuta e do vínculo terapêutico. É nesse processo que, pouco a pouco, o corpo também pode sair do estado de alerta constante e recuperar seu ritmo.
    Você não precisa atravessar isso sozinha. Seu sofrimento é legítimo e merece cuidado. Me coloco à disposição, como profissional, para acolher sua fala, ajudá-la a compreender o que está sendo vivido e construir, no seu tempo, caminhos possíveis de elaboração e fortalecimento psíquico. Há ajuda, e é possível, sim, voltar a se sentir melhor.


  • Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    Como os problemas familiares afetam a saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, é nesse ambiente que o sujeito começa a construir sua noção de si, do outro e do mundo. Quando esse espaço é marcado por conflitos constantes, negligência emocional, invalidação dos sentimentos, violência simbólica ou falta de escuta, o psiquismo tende a organizar formas de sofrimento para lidar com aquilo que não pôde ser elaborado.
    Problemas familiares levam a um estado constante de alerta psíquico, como se a pessoa estivesse sempre esperando um conflito, uma crítica ou uma rejeição. Esse funcionamento desgasta o sistema emocional e pode resultar em exaustão, irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de vazio. O corpo e a mente ficam sobrecarregados por uma tensão que não encontra descanso.
    Estou à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar você nesse processo. Cuidar da saúde mental também é aprender a compreender como a história familiar atravessa sua vida emocional e, a partir disso, abrir caminhos mais possíveis e menos dolorosos para existir.


  • É verdade que qualquer pessoa pode sofrer de doença mental?

    É verdade que qualquer pessoa pode sofrer de doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Para a psicanálise, o sofrimento não aparece como algo estranho ou externo ao sujeito, mas como parte da própria condição humana. Todos estamos atravessados por conflitos, perdas, frustrações, angústias e impasses no desejo. Em determinados momentos da vida como lutos, separações, adoecimentos, mudanças importantes ou crises, esses conflitos podem se intensificar e se manifestar como sintomas, ansiedade, tristeza profunda, inibições ou angústia.
    Coloco-me à disposição como psicanalista para acolher essas questões, esclarecer dúvidas e acompanhar, com ética e cuidado, quem sente que algo do seu sofrimento precisa ser escutado e elaborado.


  • Minha família não acredita no meu sofrimento emocional, o que eu faço?

    Minha família não acredita no meu sofrimento emocional, o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    É importante dizer com clareza: o fato de sua família não reconhecer sua dor não significa que ela não exista. Muitas famílias têm dificuldade em lidar com o sofrimento psíquico porque isso desperta nelas medo, impotência ou negação. Às vezes, minimizar a dor do outro é uma defesa inconsciente para não entrar em contato com a própria fragilidade. Isso explica, mas não justifica, a falta de acolhimento.
    Também é importante avaliar até que ponto vale insistir em convencer sua família. Em alguns casos, proteger-se emocionalmente significa reduzir a exposição a falas invalidantes, escolher com quem falar sobre o que você sente e estabelecer limites, mesmo que internos. Isso não é afastamento afetivo, é cuidado psíquico. Você pode precisar, neste momento, de menos explicações e mais sustentação.
    Estou à disposição, como profissional, para te acolher e te acompanhar nesse momento. O espaço terapêutico é justamente o lugar onde sua dor pode ser escutada sem julgamentos, no seu tempo e do seu modo. Caso sinta que precisa de apoio para atravessar essa fase, será possível construir juntas(os) um caminho de compreensão, fortalecimento psíquico e cuidado, respeitando seus limites e sua história.


  • Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental?

    Quais atividades eu posso fazer para melhorar a minha saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Atividades que ajudam a saúde mental são, sobretudo, aquelas que espairam a mente, reduzem a sobrecarga interna e criam um intervalo entre você e as cobranças constantes. Caminhar, ouvir música, ler, escrever, cozinhar, cuidar de plantas, desenhar, praticar alguma atividade corporal, estar em contato com a natureza ou até momentos de silêncio podem funcionar como espaços de elaboração, desde que tenham afinidade com o seu desejo, e não sejam vividas como mais uma obrigação.
    Se você sentir que, mesmo fazendo essas atividades, o mal-estar persiste ou se intensifica, isso não significa fracasso, pode ser um sinal de que algo precisa ser escutado com mais profundidade. Estou à disposição como psicanalista para te auxiliar nesse processo, oferecendo um espaço de escuta ética, cuidadosa e sem julgamentos. Às vezes, cuidar da saúde mental começa justamente por permitir-se falar.


  • Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental?

    Quando devo procurar um médico para tratar da saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    De modo geral, é importante buscar um médico (especialmente um psiquiatra ou clínico) quando o sofrimento emocional começa a interferir de forma significativa na vida cotidiana: no sono, no apetite, no trabalho, nos estudos, nas relações ou no cuidado básico consigo. Quando a angústia deixa de ser pontual e passa a ser constante, o corpo e o psiquismo sinalizam que algo precisa de atenção mais direta.
    Na perspectiva psicanalítica, o tratamento médico e o tratamento psicológico não se excluem, mas podem se complementar. A medicação não “resolve” os conflitos psíquicos, mas pode criar condições para que o sujeito consiga falar, pensar e elaborar aquilo que está em jogo. Cada caso é singular, e não há regra fixa há escuta, avaliação e cuidado.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para te auxiliar a refletir sobre esse momento, compreender seus sinais psíquicos e, se necessário, orientar o melhor caminho entre acompanhamento médico, processo terapêutico ou a articulação entre ambos. Procurar ajuda é, acima de tudo, um gesto de responsabilidade com a própria história e com a própria vida.


  • Gostaria de saber quais são as consequências da hipocondria?

    Gostaria de saber quais são as consequências da hipocondria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Do ponto de vista psicanalítico, a hipocondria não é algo a ser combatido à força, mas escutado. Ela aponta para algo do sujeito que pede cuidado, reconhecimento e elaboração. No processo analítico, o trabalho consiste em ajudar a transformar o excesso de angústia corporalizada em palavra, possibilitando uma relação menos persecutória com o corpo e consigo mesmo.
    Me coloco à disposição, como profissional, para acolher esse sofrimento e auxiliar na compreensão do que ele comunica. Com escuta e tempo, é possível construir novas formas de lidar com a angústia e recuperar maior liberdade psíquica e vital.


  • É verdade que a Hipocondria é um problema crônico?

    É verdade que a Hipocondria é um problema crônico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Pela psicanálise, a hipocondria não é necessariamente um problema crônico, embora possa se tornar persistente quando ocupa uma função central na economia psíquica do sujeito. Ela é compreendida como uma forma de expressão da angústia, em que conflitos e afetos não simbolizados são deslocados para o corpo.
    O sintoma pode se manter porque organiza o sofrimento e oferece uma espécie de solução inconsciente. No entanto, a psicanálise não entende a cronicidade como destino fixo. Quando o sujeito consegue colocar em palavras o que antes era vivido corporalmente, a necessidade do sintoma tende a diminuir.
    Assim, a hipocondria pode ter um curso longo, mas não é imutável. O trabalho analítico permite ressignificar a angústia e reduzir a intensidade do sofrimento. Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para acompanhar esse processo de escuta e elaboração psíquica.


  • O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?

    O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A ansiedade, para a psicanálise, tem uma função: ela sinaliza algo que não pôde ser simbolizado ou elaborado psiquicamente. No TAG, essa ansiedade aparece de forma difusa, constante e antecipatória, como se o sujeito estivesse sempre à espera de uma ameaça. O trabalho analítico busca compreender o que essa ansiedade representa, de onde ela se origina e como se articula com a história emocional, os vínculos e os modos de funcionamento psíquico da pessoa.

    Ao longo do processo analítico, é possível observar uma redução significativa da intensidade e da frequência dos sintomas, à medida que o sujeito passa a dar sentido ao seu sofrimento, nomear afetos, reconhecer conflitos e construir novas formas de lidar com suas angústias. Muitas pessoas deixam de se identificar apenas como “ansiosas” e passam a ocupar uma posição mais ativa diante da própria vida, com maior autonomia emocional e capacidade de simbolização.
    Coloco-me à disposição como profissional para acolher, orientar e acompanhar esse processo, respeitando a singularidade de cada sujeito e oferecendo um espaço ético, seguro e comprometido com a escuta e a elaboração do sofrimento psíquico.


  • Existe alguma forma de prevenir a ansiedade patológica?

    Existe alguma forma de prevenir a ansiedade patológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Prevenir a ansiedade patológica envolve escuta, elaboração, respeito aos próprios limites e cuidado contínuo, não apenas intervenções pontuais em momentos de crise.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para te ajudar a compreender melhor os sinais da sua ansiedade, pensar formas de cuidado preventivo e construir estratégias que façam sentido para a sua história e para o seu modo de viver.


  • Como eu posso diferenciar a ansiedade de quando estou agitado?

    Como eu posso diferenciar a ansiedade de quando estou agitado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, a ansiedade é vivida principalmente como um mal-estar interno, difuso, ligado à angústia e a conflitos que ainda não conseguiram ser simbolizados. Ela costuma vir acompanhada de preocupação excessiva, sensação de aperto, medo sem objeto claro e pensamentos repetitivos.
    A agitação, por sua vez, aparece mais no corpo e no comportamento. É uma tentativa de descarregar a tensão por meio do movimento, da inquietação e da ação constante. Muitas vezes, a agitação funciona como uma defesa contra a própria ansiedade: o corpo se move para não entrar em contato com o que angustia.
    Embora diferentes, ansiedade e agitação podem coexistir. A psicanálise busca compreender o que esses estados comunicam sobre a história e os conflitos do sujeito, ajudando a transformar o sofrimento vivido no corpo em algo que possa ser pensado e elaborado.
    Permaneço à disposição, como profissional, para aprofundar essa escuta.


  • Gostaria que me informassem quais as doenças tratadas pelo psicanalista?

    Gostaria que me informassem quais as doenças tratadas pelo psicanalista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    a psicanálise pode ajudar pessoas que vivenciam diversos tipos de sofrimento emocional e psíquico. Entre as queixas mais frequentes estão os quadros de ansiedade, angústia persistente, crises de pânico, medos difusos e sensação constante de ameaça. A análise busca compreender o sentido desses estados na história do sujeito, em vez de apenas silenciá-los.
    Também são frequentemente acompanhados quadros depressivos, como tristeza profunda, desânimo, perda de sentido da vida, apatia, cansaço extremo e sentimentos de vazio. Na perspectiva psicanalítica, a depressão costuma estar relacionada a perdas, lutos não elaborados e dificuldades na relação com o desejo e com o próprio valor subjetivo.
    A psicanálise trabalha ainda com transtornos obsessivos, como pensamentos intrusivos, compulsões, ruminações mentais e necessidade excessiva de controle. Esses fenômenos são compreendidos como formações do inconsciente ligadas à angústia, à culpa e a conflitos internos, e não apenas como “pensamentos errados”.
    Me coloco à disposição, como profissional, para esclarecer dúvidas e acolher quem busca um espaço de escuta, elaboração e cuidado psíquico.


  • Durmo assistindo televisão e o que estiver passando na televisão entra no meu sonho em vários aconte

    Durmo assistindo televisão e o que estiver passando na televisão entra no meu sonho em vários acontecimentos , isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim, isso é algo relativamente comum e, na maioria dos casos, não indica nada patológico. Na perspectiva psicanalítica, o sono não representa um desligamento completo da vida psíquica. Mesmo dormindo, o aparelho psíquico continua em atividade, elaborando estímulos internos e externos. Quando você adormece com a televisão ligada, os sons, vozes, músicas e falas permanecem atuando como estímulos sensoriais. Esses estímulos podem ser incorporados ao conteúdo do sonho, misturando-se a imagens, memórias, desejos e afetos inconscientes. O sonho, então, utiliza esse material disponível para construir suas cenas, da mesma forma que usa lembranças do dia, pensamentos e experiências recentes.
    Me coloco à disposição, como profissional, para acolher sua experiência e ajudá-la a compreender melhor o que seus sonhos e hábitos de sono podem estar comunicando sobre seu momento emocional.


  • Minha namorada está se sentindo desanimada na relação. Ela diz que me ama mas não sente vontade de m

    Minha namorada está se sentindo desanimada na relação. Ela diz que me ama mas não sente vontade de me ter por perto como antes, mas ainda assim não quer terminar. Pergunto a ela o que aconteceu, mas ela nunca sabe o motivo e evita ir a um psicólogo mesmo eu pedindo pro bem dela. Tem alguma coisa que eu possa fazer para ajudá-la, além de conversar com ela, tentar entende-la e dar meu apoio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na psicanálise, entendemos que o vínculo amoroso muitas vezes reativa questões antigas, lutos não elaborados, conflitos com a própria identidade ou com o desejo. Nada disso se resolve apenas pela boa vontade do parceiro, embora o afeto e a presença sejam importantes.
    Você já está fazendo o que está ao seu alcance: oferecendo apoio, cuidado e abertura ao diálogo. O restante depende do movimento dela. Caso você sinta que a situação está lhe causando sofrimento prolongado, buscar um espaço de escuta para você também pode ser muito importante.
    Me coloco à disposição, como profissional, para acolher suas angústias e ajudá-lo a pensar esse vínculo de forma mais cuidadosa, respeitando tanto seus limites quanto os dela.


  • Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva ?

    Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, o Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPOC) está associado a uma organização psíquica marcada por rigidez, controle excessivo e um superego severo. Essas características favorecem a presença de comorbidades, entendidas como diferentes formas de expressão da mesma economia psíquica.
    As comorbidades mais frequentes incluem transtornos de ansiedade, decorrentes da necessidade constante de controle e do medo do erro; quadros depressivos, relacionados à autocrítica intensa, culpa e sensação de insuficiência; e, em alguns casos, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), sobretudo em momentos de maior fragilidade psíquica. Também podem ocorrer manifestações psicossomáticas, como dores e sintomas gastrointestinais, ligadas à dificuldade de simbolizar afetos.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para auxiliar na compreensão e no acompanhamento tera


  • Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline ?

    Quais são as comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, o Transtorno de Personalidade Borderline envolve fragilidades na constituição do self, na regulação dos afetos e nos vínculos, o que explica a alta frequência de comorbidades. Essas não são vistas apenas como diagnósticos isolados, mas como diferentes formas de expressão de um sofrimento psíquico central.
    São comuns associações com transtornos do humor, ansiedade, estresse pós-traumático, quadros dissociativos, uso de substâncias e transtornos alimentares. Tais manifestações funcionam, muitas vezes, como tentativas de lidar com angústias intensas, medo de abandono, vazio interno e dificuldades na simbolização das experiências emocionais.
    A psicanálise propõe uma escuta que considera a singularidade da história do sujeito, permitindo compreender o sentido desses sintomas e favorecer maior integração psíquica. Coloco-me à disposição como profissional para acolhimento, orientação e acompanhamento terapêutico.


  • Sou uma pessoa muito estressada, principalmente quando as coisas não saem como eu quero. Gosto da mi

    Sou uma pessoa muito estressada, principalmente quando as coisas não saem como eu quero. Gosto da minha rotina e de fazer tudo do meu jeito. Não gosto de pedir ajuda ou de precisar de ajuda. Sei que não é legal esse meu jeito, pois acabo sendo grossa e estúpida com as pessoas que amo, desconto tudo nelas. E odeio ser assim. O que posso fazer para mudar isso, controlar as minhas emoções..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, o estresse intenso diante de situações que fogem ao seu controle não é entendido como um simples “problema de temperamento”, mas como um modo de funcionamento psíquico construído ao longo da sua história. A rigidez, a necessidade de que tudo aconteça do seu jeito e a dificuldade em pedir ajuda costumam operar como defesas frente à angústia, ao desamparo e à sensação de perda de controle. Manter tudo organizado, previsível e sob domínio pode ter sido, em algum momento, uma forma de se proteger.
    O trabalho analítico possibilita olhar para essas repetições, compreender sua origem e criar novas formas de lidar com a frustração, o limite e o afeto. Aos poucos, o que hoje aparece como reação impulsiva pode se transformar em reconhecimento, escolha e responsabilização pelos próprios afetos, sem a necessidade de descarregá-los no outro.
    O fato de você sofrer com esse modo de ser mostra que há desejo de mudança. Isso é fundamental. Mudanças verdadeiras não acontecem pela força de vontade apenas, mas pela elaboração psíquica do que sustenta esse funcionamento.
    Me coloco à disposição, como profissional, para acolher sua história e ajudá-la a construir um caminho em que suas emoções possam ser escutadas, compreendidas e vividas de forma menos dolorosa para você e para aqueles que ama.


  • Tenho 34 anos, tinha vida sexual ativa até 2019. Desde então, peguei aversão a sexo. Passei a consid

    Tenho 34 anos, tinha vida sexual ativa até 2019. Desde então, peguei aversão a sexo. Passei a considerar algo extremamente animalesco , primitivo e nojento. Não me vejo me relacionando com mais ninguém, e muito menos fazendo sexo. É normal tudo isto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A sexualidade, para a psicanálise, não é apenas um ato corporal ou biológico. Ela está atravessada por fantasias, afetos, experiências, identificações, culpas, traumas e conflitos inconscientes. Quando o sexo passa a ser vivido como “animalesco”, “primitivo” ou “nojento”, muitas vezes estamos diante de um movimento defensivo, no qual o psiquismo tenta se proteger de algo que passou a ser vivido como excessivo, ameaçador ou doloroso. O nojo, nesse sentido, pode funcionar como uma barreira contra o desejo.
    É possível que, a partir de 2019, tenha ocorrido alguma experiência explícita ou não que alterou sua relação com o corpo, com o outro ou consigo mesma. Nem sempre se trata de um evento traumático claramente identificado; às vezes é um acúmulo de frustrações, decepções, perdas, invasões emocionais ou conflitos ligados à intimidade, ao feminino/masculino, ao prazer ou à entrega. A aversão pode ser uma forma de retirada libidinal, um recuo do investimento no outro como defesa psíquica.
    A psicanálise não parte do pressuposto de que você “precisa voltar a querer sexo” ou se encaixar em um padrão. O trabalho analítico é o de compreender o que aconteceu com o desejo, o que foi perdido, recusado ou transformado, e que lugar essa aversão ocupa na sua economia psíquica hoje. A partir da palavra, é possível elaborar essas mudanças sem forçar respostas ou soluções apressadas.
    Me coloco à disposição, como profissional, para acolher sua experiência com cuidado e sem julgamento, ajudando-a a compreender o sentido dessa transformação na sua história e a construir uma relação mais possível com seu corpo, seus afetos e seus desejos sejam eles quais forem.


  • Eu tive um relacionamento de 6 anos com o meu ex namorado, ele foi muito tóxico para mim, eu sofria

    Eu tive um relacionamento de 6 anos com o meu ex namorado, ele foi muito tóxico para mim, eu sofria demais. Alguns anos atrás ele me chamou para morar com ele, morávamos em cidades diferentes, fiz uma mudança muito difícil com viagens de ônibus ida e volta. Três meses depois morando junto ele disse que não sentia mais atração física por mim e eu tive que voltar para minha cidade, 1 mês depois ele já estava namorando e alguns meses depois ficou noivo de uma outra pessoa.
    Sofri muito mas hoje em dia eu superei, mal lembro dele, estou namorando uma nova pessoa incrível, me sinto bem e feliz, mas toda noite tenho pesadelos horríveis com o meu ex namorado, revivendo coisas que ele me fez ou fazendo maldades novas.
    Não entendo o motivo dos pesadelos, acordo sempre assustada e abalada, gostaria de saber o motivo, fui em uma psicóloga logo após o término e não resolveu, os pesadelos nunca pararam.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na clínica psicanalítica, o trabalho com pesadelos não busca eliminá-los rapidamente, mas compreender o que eles insistem em dizer, qual cena psíquica pede elaboração e que afetos ainda estão sem palavra. Quando o trauma começa a ser simbolizado, os pesadelos tendem a diminuir ou cessar, porque deixam de ser a única via de expressão do inconsciente.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher essa experiência com o cuidado que ela exige. Esses pesadelos não são um sinal de fraqueza, nem de retrocesso, são um pedido de escuta de algo que ainda precisa ser elaborado, agora em um momento em que você tem mais recursos psíquicos para isso.


  • Qual a relação do Complexo de Édipo com o homem (na fase adulta) de confundir a sua mãe com sua parc

    Qual a relação do Complexo de Édipo com o homem (na fase adulta) de confundir a sua mãe com sua parceira amorosa? E como se daria o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na psicanálise, a confusão entre a mãe e a parceira amorosa na vida adulta está ligada a impasses na elaboração do Complexo de Édipo. Quando a separação simbólica da mãe não se consolida, o homem pode repetir, nas relações amorosas, a busca por um objeto que ocupe funções maternas, como cuidado, proteção e sustentação emocional, dificultando o reconhecimento da parceira como um outro sujeito desejante.
    Isso pode gerar conflitos entre amor e desejo, idealização excessiva, dependência afetiva ou dificuldade de manter o desejo sexual na relação. O tratamento psicanalítico ocorre por meio da transferência, onde essas repetições aparecem e podem ser elaboradas. A análise possibilita a separação psíquica da mãe, favorecendo relações mais maduras e menos marcadas pela confusão de papéis.
    Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para acompanhar a elaboração dessas questões em um processo terapêutico.


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