Perguntas do paciente (231)

  • Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por M

    Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por Midas sociais ou pessoalmente) me deixam nervosa e me fazem querer me isolar. Sinto que não consigo estudar, me divertir, ter uma vida legal, ou amigos. O que será isso?
    Às vezes, coisas me remetem ao meu passado e a impressão que tenho sobre ele é que ele foi triste, mas eu sei que tiveram coisas boas mas até as coisas boas parecem tristes. Me sinto sozinha muito frequentemente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sob a ótica psicanalítica, o que você relata pode ser compreendido como um sofrimento ligado ao modo como você se percebe em relação ao outro. Ver pessoas estudando, produzindo ou se divertindo pode despertar angústia e sentimento de insuficiência, funcionando como um espelho doloroso que leva ao isolamento como forma de defesa. Não se trata de falta de capacidade, mas de um conflito interno que afeta o desejo e o investimento na própria vida.
    A sensação de que o passado foi triste, mesmo quando houve experiências boas, indica uma vivência melancólica, em que o presente colore as lembranças e reforça o sentimento de solidão e vazio. Essas experiências pedem escuta e elaboração. Coloco-me à disposição, como profissional, para oferecer um espaço de atendimento onde esse sofrimento possa ser acolhido e trabalhado com cuidado, respeitando seu tempo e sua singularidade.


  • Terapia dialética pra transtorno bordeline é bom??

    Terapia dialética pra transtorno bordeline é bom??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A Terapia Dialética Comportamental (DBT) é, sim, uma abordagem reconhecida e eficaz para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), especialmente no manejo de instabilidade emocional, impulsividade, comportamentos autolesivos e dificuldades nos relacionamentos.
    O mais importante é que o tratamento seja adequado à singularidade da pessoa, ao momento de vida e à intensidade do sofrimento. Não existe uma abordagem “universalmente melhor”, mas aquela que faz sentido para aquele sujeito, naquele momento.
    Coloco-me à disposição como psicanalista para conversar sobre essa escolha, avaliar a demanda e orientar de forma ética e cuidadosa sobre os caminhos possíveis no tratamento.


  • Sou uma pessoa antisocial...nao tenho amigos ...apenas colegas de trabalho nada mais do que isso, ma

    Sou uma pessoa antisocial...nao tenho amigos ...apenas colegas de trabalho nada mais do que isso, mas ora mim não me faz falta ter pessoas so meu redor.
    Sou uma pessoa retraída quieta , pórem muito sincera falo o que penso e o que tenho vontade doa a quem doer...tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas, prefiro ficar sozinha no meu canto.
    Cresci não recebendo demonstrações de carinho ..nem afeto de meus pais e irmãos, nunca tive afeto por meus irmãos..
    Será que por isso sou assim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A sua história afetiva tem, sim, um peso importante nisso. Crescer em um ambiente com pouca demonstração de carinho, afeto ou acolhimento emocional costuma ensinar, muito cedo, que depender do outro não é seguro ou não vale a pena. A criança aprende a se virar sozinha, a não esperar, a não pedir. Com o tempo, isso pode se transformar em um modo de funcionamento: “fico no meu canto, não preciso de ninguém”. Não porque não exista necessidade de vínculo, mas porque o vínculo foi, desde cedo, pouco disponível ou pouco confiável.
    Na psicanálise, entendemos que muitas pessoas que se descrevem como frias, duras ou excessivamente sinceras desenvolveram essa postura como uma forma de defesa. Falar “o que pensa doa a quem doer”, manter distância emocional e evitar intimidade pode ser uma maneira inconsciente de não se expor novamente à frustração, à rejeição ou à falta de retorno afetivo. Isso não é defeito de caráter é um modo de sobrevivência psíquica.
    Portanto, sim, sua forma de ser pode estar profundamente ligada à maneira como o afeto circulou (ou não) na sua família. Isso não significa que você “está condenada a ser assim”, mas que esse modo foi construído a partir da sua história. Em análise, é possível compreender melhor esses afetos, diferenciar o que é traço da sua personalidade do que é defesa, e abrir espaço se você desejar para outras formas de vínculo, sem perder quem você é.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para te ajudar a olhar para essa história com mais cuidado, sem julgamento, e compreender se essa forma de estar sozinha é uma escolha verdadeira ou uma adaptação antiga que nunca pôde ser revista.


  • Após o parto tive uma crise de insônia forte q se estendeu por meses, hoje após 11 anos q tive minha

    Após o parto tive uma crise de insônia forte q se estendeu por meses, hoje após 11 anos q tive minha filha começou outra vez, com os mesmos sintomas, pode ter alguma relação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Mesmo que hoje o contexto de vida seja diferente, o corpo pode reencontrar caminhos antigos para expressar conflitos atuais. A repetição do sintoma sugere que há um sentido psíquico a ser escutado: não se trata apenas de “voltar a ter insônia”, mas de entender o que essa insônia está tentando dizer agora, e de que forma ela se conecta à sua história, às vivências ligadas à maternidade, ao cuidado, ao medo ou ao excesso de responsabilidade.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para oferecer um espaço de escuta onde seja possível compreender essa repetição com cuidado, articulando passado e presente, e construir caminhos de elaboração que permitam ao corpo e ao psiquismo encontrarem novas formas de descanso e sustentação.


  • Uma pessoa com transtorno bipolar que seja funcional e devidamente tratado, exerça uma profissão (en

    Uma pessoa com transtorno bipolar que seja funcional e devidamente tratado, exerça uma profissão (ensino superior) poderia se tornar psicanalista ou psicólogo ou a sua patologia o impediria?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Uma pessoa com transtorno bipolar, quando funcional e em tratamento adequado, não é impedida de cursar o ensino superior nem de atuar como psicólogo ou psicanalista. O diagnóstico, por si só, não invalida a capacidade profissional.
    O que se mostra essencial é a estabilidade clínica, o compromisso com o tratamento, a análise pessoal, a supervisão e a sustentação de uma postura ética. Em períodos de instabilidade, pode ser necessário ajustar ou até suspender temporariamente a prática clínica, o que também faz parte da responsabilidade profissional.
    Portanto, a patologia não impede o exercício dessas profissões; o fundamental é o cuidado contínuo consigo e a responsabilidade na atuação com o outro. Coloco-me à disposição para esclarecer dúvidas ou aprofundar essa reflexão, caso deseje.


  • É possível ter complexo de Édipo na adolescência, por volta dos 15, 16 anos?

    É possível ter complexo de Édipo na adolescência, por volta dos 15, 16 anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Por volta dos 15 ou 16 anos, é comum surgirem sentimentos ambivalentes em relação às figuras parentais: admiração excessiva, rivalidade, idealização, raiva, ciúme ou dificuldade de se desligar emocionalmente. Isso acontece porque o adolescente precisa, ao mesmo tempo, se apoiar nos pais e se diferenciar deles, o que gera conflitos internos importantes. O desejo de autonomia entra em choque com vínculos afetivos ainda muito intensos.
    Na adolescência, o Édipo se manifesta menos como desejo literal e mais como questões ligadas à escolha de objeto amoroso, à construção da identidade sexual, ao lugar que o sujeito ocupa na família e à relação com a autoridade. Quando esse processo encontra impasses seja por vínculos muito fusionais, ausência de limites claros ou dificuldades na função paterna/materna podem surgir sofrimento, confusão emocional, culpa excessiva ou inibições.
    A psicanálise compreende esse momento como uma etapa delicada, mas também fundamental para o amadurecimento psíquico. Quando o adolescente encontra espaço para falar, simbolizar e elaborar esses conflitos, eles tendem a se reorganizar de forma mais saudável, permitindo a construção de relações mais autônomas e menos marcadas por repetições inconscientes.
    Como profissional, coloco-me à disposição para acolher e acompanhar esse tipo de questionamento, seja com adolescentes ou com famílias, oferecendo um espaço de escuta que respeite o tempo, a singularidade e a complexidade desse momento do desenvolvimento.


  • Qual o papel que a terapia psicanalista pode exercer em um bipolar (tipo 1)?

    Qual o papel que a terapia psicanalista pode exercer em um bipolar (tipo 1)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, a terapia tem um papel central no cuidado de pessoas com Transtorno Bipolar tipo I ao oferecer um espaço de escuta que considera a singularidade do sujeito para além dos sintomas. Embora a medicação seja fundamental, a psicanálise trabalha a compreensão das vivências emocionais, dos ciclos de oscilação do humor e dos sentidos que esses movimentos assumem na história de vida do paciente.
    O processo terapêutico favorece a simbolização das experiências, o reconhecimento de padrões psíquicos e o fortalecimento de recursos internos para lidar com angústia, limites e impulsividade. Além disso, contribui para a elaboração do diagnóstico, para uma relação mais consciente com o tratamento e para a adesão ao cuidado contínuo.
    Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para oferecer um acompanhamento psicanalítico ético e cuidadoso, respeitando a singularidade de cada sujeito e atuando de forma complementar ao tratamento psiquiátrico quando necessário.


  • É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?

    É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim, é possível desenvolver autoestima após os 40 anos. Pela psicanálise, a autoestima não é fixa nem determinada apenas pela infância; ela pode se reorganizar ao longo da vida por meio de novas elaborações subjetivas.
    Na vida adulta, o trabalho analítico permite revisitar marcas de desvalorização, críticas internalizadas e experiências passadas que ainda afetam a relação consigo mesmo. Ao dar sentido a essas vivências, o sujeito pode construir uma relação mais realista, menos punitiva e mais consistente com o próprio eu.
    Não há idade limite para esse processo, pois o inconsciente não envelhece. Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar essa construção, se desejar.


  • É certeza que todos passam pelo Complexo de Édipo?

    É certeza que todos passam pelo Complexo de Édipo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Há sujeitos em que essa operação simbólica se organiza de forma mais clara; em outros, ela se dá de maneira fragmentada, precária ou marcada por falhas. Além disso, as configurações familiares contemporâneas mostram que o Édipo não depende da família tradicional, mas da função exercida por aqueles que ocupam lugares simbólicos na vida da criança.
    Não se trata de uma “certeza” no sentido universal e homogêneo, mas de uma referência clínica para compreender como cada sujeito se constitui em relação ao desejo, à autoridade e aos limites. O que importa, para a psicanálise, não é confirmar se alguém “teve” ou “não teve” Édipo, mas como essa operação se deu e quais efeitos ela produz na vida psíquica, nos sintomas e nos vínculos.
    Coloco-me à disposição como psicanalista para aprofundar essa reflexão a partir da singularidade de cada história, compreendendo como essas questões aparecem (ou não) no sofrimento e na fala de cada sujeito.


  • Como funciona uma sessão de terapia psicanalítica lacaniana?

    Como funciona uma sessão de terapia psicanalítica lacaniana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O psicanalista ocupa uma posição ética de escuta, intervindo de forma pontual, por meio de interpretações breves, cortes de sessão ou pontuações que visam produzir deslocamentos no modo como o sujeito se relaciona com seus sintomas, com o desejo e com o Outro. As intervenções não têm o objetivo de explicar, mas de fazer surgir novas possibilidades de leitura para o próprio sujeito.
    O tempo da sessão, na clínica lacaniana, não é necessariamente fixo. O encerramento pode ocorrer a partir de um momento significativo da fala, quando algo se produz ali como efeito subjetivo. Esse manejo do tempo faz parte do trabalho clínico e está a serviço do processo analítico.
    Coloco-me à disposição como psicanalista, oferecendo um espaço ético, cuidadoso e comprometido com a singularidade de cada sujeito. Caso sinta que esse modo de escuta se aproxima de sua demanda, estarei à disposição para acolher e acompanhar o seu processo.


  • Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,d

    Olá, tudo bem? Eu tenho crise de nervos. Estou quietinha de repente fico muito nervosa,choro,grito,dou murros nas coisas, dou murros em mim,puxo meus cabelos,e as vezes junta muita saliva na boca. Isso dura pouco tempo, depois passa e eu me sinto calma até demais. O que pode ser isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O surgimento aparentemente repentino dessas crises sugere um acúmulo silencioso de tensão, e a calma excessiva após o episódio pode ser entendida como um estado de esgotamento ou defesa, não como resolução do sofrimento. Esses sinais apontam para a necessidade de escuta e cuidado clínico. Coloco-me à disposição, como profissional, para oferecer um espaço de acolhimento e elaboração dessas vivências, respeitando seu tempo e sua singularidade.


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