Perguntas do paciente (231)

  • eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mes

    eu queria saber pq eu tenho baixa vontade e libido para questões sexuais com outro pessoa ou até mesmo não sinto vontade ou necessidade sexual, mas sinto tesão e vontade apenas me masturbando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, o que você descreve não é incomum e não significa, automaticamente, um problema ou “falha” em você. A diferença entre desejo sexual com outra pessoa e excitação ou prazer na masturbação aponta para modos distintos de relação com o corpo, com o outro e com o próprio desejo.
    A masturbação acontece em um espaço privado, controlado e sem exigência de troca emocional. Nela, não há o risco do olhar do outro, da expectativa, da frustração, da rejeição ou da invasão. Para muitas pessoas, especialmente quando há inseguranças, experiências de dor, controle excessivo, críticas, traumas ou dificuldade de se sentir desejável, o prazer solitário se torna um lugar mais seguro. O corpo responde, o tesão existe, mas ele não precisa atravessar o campo da relação.
    Em análise, esse tema é trabalhado com cuidado, sem julgamento. O objetivo não é forçar o desejo pelo outro, mas compreender o que o desejo está dizendo, onde ele se retrai e por quê. Muitas vezes, quando a pessoa pode falar livremente sobre isso, o desejo encontra novos caminhos — ou ao menos deixa de ser vivido como um problema.

    Como profissional, me coloco à disposição para te escutar e te acompanhar nessa elaboração, respeitando seu tempo, sua história e a singularidade da sua sexualidade. Se quiser, podemos pensar juntos quando essa diferença entre o prazer solitário e o encontro com o outro começou a se tornar mais marcada.


  • Que tipo de profissional devo procurar, e se tem soluçao? Creio que tenho uma Bipolaridade, Sempr

    Que tipo de profissional devo procurar, e se tem soluçao?

    Creio que tenho uma Bipolaridade, Sempre acho que tou curado e minha vida torna se andar em um circulo quase que igual.. Acredito que posso conquistar o mundo em um dia, e no dia seguinte me sinto como se nao fosse ninguem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    há tratamento e há possibilidade de mudança. Muitas pessoas vivem durante anos presas a esse ciclo por acreditarem que “é assim mesmo” ou por se sentirem culpadas quando melhoram e depois recaem. Com acompanhamento adequado, é possível reduzir essas oscilações, ganhar mais continuidade na vida e construir um senso de si menos dependente desses extremos emocionais.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para te ajudar a pensar esses movimentos com mais profundidade, orientar sobre a busca por acompanhamento psiquiátrico e terapêutico e auxiliar na construção de um caminho de cuidado que faça sentido para você. Você não precisa enfrentar isso sozinho, e seu sofrimento merece atenção e escuta.


  • Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre m

    Olá, tenho TOC com pensamentos repugnantes. Estudei bastante o TOC pela ótica da TCC, e ela sempre me ajudou muito com meus conflitos. No entanto, comecei a estudar a teoria do TOC pela psicanálise (neurose obsessiva). A maioria dos psicanalistas que acompanho aborda os pensamentos intrusivos como manifestações de desejos inconscientes reprimidos que emergem à consciência. Em outras palavras, seria um processo de substituição: como o desejo reprimido é considerado imoral, ele é recalcado e depois retorna de forma distorcida como pensamento intrusivo. No entanto, achei essa explicação superficial e até desesperadora — dizer que aquilo que você mais repudia é, na verdade, um desejo inconsciente. Será que esses pensamentos não poderiam surgir de medos, traumas ou mecanismos que não envolvem, necessariamente, o desejo? Alguém poderia, por gentileza, me orientar sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na psicanálise, especialmente em leituras mais contemporâneas e cuidadosas da neurose obsessiva, não se trata de afirmar que o conteúdo do pensamento intrusivo corresponda diretamente a um desejo real do sujeito. O inconsciente não funciona de maneira literal, nem moral. Pensamento, fantasia, afeto e desejo não se equivalem automaticamente. Um pensamento pode emergir justamente contra o desejo, como forma de defesa.

    Em muitos casos de TOC, o que aparece como pensamento repugnante está muito mais ligado ao medo, à culpa antecipada, à necessidade de controle e à tentativa de evitar uma catástrofe psíquica do que à realização de um desejo. O pensamento intrusivo pode funcionar como uma espécie de “sentinela”: algo que surge para vigiar, impedir, neutralizar ou garantir que “aquilo jamais aconteça”. Ou seja, ele aparece não porque o sujeito queira, mas porque não quer de forma alguma.
    sim: esses pensamentos podem surgir de medos, traumas, defesas e da relação do sujeito com a lei, a culpa e o controle, sem que seja necessário entendê-los como desejos inconscientes no sentido moral ou literal. A psicanálise séria não diz ao sujeito: “isso é o que você quer”, mas pergunta: o que essa formação está tentando impedir, conter ou organizar?
    É muito positivo que você tenha se beneficiado da TCC, e não há qualquer incompatibilidade ética ou clínica em reconhecer isso. A psicanálise não precisa disputar com outras abordagens, mas pode oferecer um espaço complementar, onde o objetivo não é confrontar o pensamento, e sim compreender a função que ele ocupa na sua economia psíquica, sem julgamentos e sem interpretações violentas.
    Como profissional, me coloco à disposição para seguir conversando sobre isso com o cuidado que o tema exige. Seu incômodo com explicações simplistas é legítimo e, clinicamente, ele já aponta para uma busca por compreensão mais profunda e menos cruel consigo mesmo(a).


  • Olá, estou preso a erros do passado que já me arrependi e não faço mais.O grande problema é que não

    Olá, estou preso a erros do passado que já me arrependi e não faço mais.O grande problema é que não consigo me relacionar profundamente com pessoas seja amizade ou relação amorosa, sem pensar que aquela pessoa não estaria comigo ou não gostaria de mim se soubesse o que eu já fiz, mesmo eu sendo uma nova pessoa arrependida que nunca mais repetirá tais erros. Sinto que a culpa só vem quando envolve outra pessoa no meu círculo de vivência, quando me encontro sem contato com ninguém não tenho essa sensação de culpa. Quero saber qual profissional procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O que você descreve revela um sofrimento psíquico importante, marcado por culpa, medo de rejeição e dificuldade de se vincular. Na perspectiva psicanalítica, a culpa não está apenas ligada ao erro cometido no passado, mas à forma como esse erro foi inscrito internamente, muitas vezes como algo que passa a definir quem a pessoa “é”, e não apenas algo que ela “fez”.
    Quando você está sozinho e a culpa não aparece, isso sugere que ela não é apenas moral ou racional, mas relacional: ela emerge no campo do desejo, do afeto e do reconhecimento. O medo de que o outro não o aceite se soubesse de sua história cria uma defesa que, paradoxalmente, protege do risco de rejeição, mas também impede a intimidade e a experiência de ser acolhido como alguém que se transformou.
    Nesse contexto, o profissional mais indicado é um psicanalista. A psicanálise oferece um espaço de escuta onde a culpa pode ser elaborada, não para apagá-la ou justificá-la, mas para compreendê-la em sua origem, em seus sentidos inconscientes e na função que ela ocupa hoje na sua vida. O trabalho analítico permite diferenciar o erro do sujeito, possibilitando que a história seja integrada sem que ela funcione como uma sentença eterna.
    Coloco-me à disposição como profissional para acompanhá-lo(a) nesse processo. Elaborar a culpa, ressignificar o passado e construir relações mais livres e verdadeiras é um caminho possível, ainda que demande tempo, escuta e cuidado. Você não é apenas aquilo que fez você também é aquilo que conseguiu transformar.


  • Fui abusada quando criança desde então só sinto atração por homens que lembrem meu abusador que tenh

    Fui abusada quando criança desde então só sinto atração por homens que lembrem meu abusador que tenham a mesma aparência que ele é normal isso tenho algum problema? Me sinto mal por isso :(

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O abuso na infância é uma experiência profundamente traumática e nada do que aconteceu foi culpa sua. O que você descreve sentir atração por homens que lembram o agressor não significa que você “tenha um problema”, nem que exista um desejo consciente pelo abuso. Isso é mais comum do que se imagina em pessoas que viveram traumas precoces.
    Pela perspectiva psicanalítica, o psiquismo infantil, diante de uma violência que não pôde ser compreendida nem simbolizada na época, busca formas de dar sentido ao vivido. Em alguns casos, a repetição aparece na vida adulta como uma tentativa inconsciente de dominar, controlar ou ressignificar algo que antes foi vivido em completa impotência. A atração por traços semelhantes ao do abusador pode funcionar como uma cena conhecida, ainda que dolorosa, que o psiquismo reconhece. Isso não é desejo pelo trauma, mas um efeito dele.
    É importante dizer também que sentir vergonha, confusão ou culpa por essas reações é muito comum. Muitas pessoas se julgam duramente por algo que não escolheram sentir. A atração não define quem você é, nem invalida o sofrimento que viveu. Ela é um sintoma, um sinal de algo que ainda precisa ser cuidado, elaborado e simbolizado com ajuda.
    O profissional mais indicado para te acompanhar é um psicanalista ou psicólogo com experiência em trauma e abuso sexual infantil. Na clínica, o trabalho acontece no seu tempo, com cuidado e respeito, para que o que hoje aparece no corpo, nos afetos e nas escolhas possa, aos poucos, encontrar palavras. Em alguns casos, uma avaliação com psiquiatra também pode ser importante, especialmente se houver ansiedade intensa, angústia, sintomas físicos ou sofrimento emocional persistente.
    Coloco-me à disposição como profissional para te acolher e acompanhar, caso deseje. Você merece cuidado, escuta e tempo para elaborar o que viveu e isso pode, sim, ser transformado.


  • Sofri um abuso na infância e isso fez com que eu parasse de sentir desejo por mulheres e começar a t

    Sofri um abuso na infância e isso fez com que eu parasse de sentir desejo por mulheres e começar a ter por homens e contra a minha vontade(mesmo sendo um homem que fez isso)

    Como voltar a ter desejo por mulheres novamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na psicanálise, a terapia é elaborar o abuso, dar palavras ao que foi vivido, compreender como essa experiência se inscreveu na sua história e no seu corpo. À medida que o trauma é simbolizado, o desejo tende a se tornar menos compulsivo, menos confuso, e mais ligado à sua subjetividade , não a uma cena de violência do passado. O que pode emergir depois disso não é algo que se decide previamente, mas algo que passa a ser vivido com menos angústia e mais verdade.
    Em alguns casos, o acompanhamento com psiquiatra também pode ser útil, se houver sofrimento intenso, ansiedade, angústia persistente ou sintomas associados. O mais importante é que seja um espaço ético, sem tentativas de “normalização” forçada do desejo.
    Você não está errado, nem “estragado”. O que está em jogo não é sua identidade, mas um trauma que ainda fala por você. Com escuta, tempo e cuidado, é possível aliviar esse conflito interno e construir uma relação mais tranquila com o próprio desejo, seja qual for a forma que ele venha a assumir de maneira livre.
    Coloco-me à disposição como profissional para te acolher e acompanhar nesse processo, caso deseje. Você não precisa atravessar isso sozinho.


  • A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego? Ou essa linha de pensamen

    A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego?
    Ou essa linha de pensamento está equivocada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Essa linha de pensamento não está errada, mas é incompleta. Na histeria, a psicanálise compreende um conflito intrapsíquico complexo, que não se limita a uma luta entre duas instâncias do aparelho psíquico.
    Há um embate importante entre os desejos do Id e as exigências rígidas do Superego, gerando angústia e culpa. O Ego, fragilizado, não consegue elaborar esse conflito simbolicamente e recorre à repressão, fazendo com que o conflito retorne sob a forma de sintoma, muitas vezes corporal ou relacional.
    Portanto, a histeria envolve uma dinâmica triangular entre Id, Ego e Superego, sendo o sintoma uma solução de compromisso. Além disso, a clínica psicanalítica contemporânea entende a histeria também como uma posição subjetiva frente ao desejo do Outro. Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para aprofundar esse tema e acompanhar esse tipo de demanda clínica.


  • Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de per

    Qual a abordagem psicológica mais eficaz para se tratar a ansiedade causada pelos transtornos de personalidade esquizóide e evitativo ? Esses transtornos podem ser totalmente remidos em pacientes já passados dos 30 anos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Pela perspectiva psicanalítica, a ansiedade nos funcionamentos esquizoide e evitativo é entendida como expressão de defesas psíquicas construídas frente ao vínculo e ao risco de sofrimento relacional. O tratamento mais eficaz não busca apenas eliminar sintomas, mas compreender o sentido da ansiedade na história do sujeito e ampliar suas possibilidades de relação consigo e com o outro.
    A clínica psicanalítica oferece um setting estável e não intrusivo, no qual, por meio da escuta e da transferência, o paciente pode elaborar afetos, reduzir a rigidez defensiva e desenvolver maior flexibilidade psíquica. A ansiedade tende a diminuir à medida que esses conteúdos são simbolizados.
    Quanto à remissão total após os 30 anos, a psicanálise não trabalha com a ideia de apagar completamente esses modos de funcionamento, mas reconhece que mudanças significativas são possíveis em qualquer idade. É possível reduzir o sofrimento, melhorar os vínculos e a qualidade de vida. Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para acompanhar esse processo de cuidado psíquico.


  • Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psi

    Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psicanalista ou o mesmo percebe na analise e fala sobre a situação com o paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Do ponto de vista técnico, o analista percebe a transferência a partir da fala do paciente, de suas repetições, dos afetos mobilizados, das demandas dirigidas ao analista e da forma como o vínculo se constrói ao longo do tempo. A escuta analítica não se baseia apenas no conteúdo do que é dito, mas no modo como é dito, nos silêncios, nos atos, nas resistências e nos afetos que circulam na relação.
    Quanto à pergunta se o analista deve ou não falar sobre a transferência com o paciente, a resposta é: depende do momento do processo e da função clínica dessa intervenção. Na psicanálise, não se interpreta a transferência de forma pedagógica ou explicativa, como se fosse um conceito a ser ensinado. Quando o analista aborda a transferência, isso acontece por meio de interpretações pontuais, feitas no tempo certo, quando o paciente tem condições psíquicas de escutá-las e se beneficiar delas. Falar cedo demais ou de forma direta demais pode gerar defesa, retraimento ou confusão.
    O paciente, por sua vez, pode e deve falar livremente sobre tudo o que sente em relação ao analista, inclusive incômodos, idealizações, raiva, frustrações, desconfianças ou afetos positivos. Esses sentimentos não são um problema do tratamento; ao contrário, são material precioso de análise. Mesmo quando o paciente não nomeia isso como “transferência”, o simples fato de falar já permite que o trabalho aconteça.
    Caso queira aprofundar esse tema ou conversar sobre como a transferência aparece na sua própria experiência clínica ou pessoal, coloco-me à disposição como profissional.


  • Como identificar relacionamento abusivo ?

    Como identificar relacionamento abusivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Um dos sinais mais frequentes é a desqualificação constante: críticas recorrentes, ironias, humilhações veladas, piadas que machucam ou a sensação de que tudo o que você faz nunca é suficiente. Aos poucos, a pessoa passa a duvidar de si mesma, do próprio julgamento e até da própria memória. Frases como “você está exagerando”, “isso é coisa da sua cabeça” ou “ninguém além de mim te aguentaria”.
    Relacionamentos abusivos também costumam gerar dependência emocional. A pessoa sente que não consegue viver sem o outro, mesmo sofrendo. Há medo intenso de ficar sozinha, de perder o vínculo, e uma tendência a se responsabilizar pelo comportamento abusivo do parceiro. O sofrimento passa a ser naturalizado, enquanto os próprios limites são constantemente ultrapassados.
    Estou à disposição, como profissional, para te acolher, te ajudar a pensar sobre essa relação com cuidado e te acompanhar na construção de caminhos mais seguros e respeitosos para você. Você merece relações onde possa existir sem medo.


  • O pensamento involuntário, aquele que surge do nada, muitas quando estamos em um ambiente de sala de

    O pensamento involuntário, aquele que surge do nada, muitas quando estamos em um ambiente de sala de aula, e que nos atrapalha a concentração na matéria dada pelo professor, é dado o start por quem? Como ficar focado 100% na experiência, na fala e ensinamento do professor?
    Gratidão pelas respostas e ensinamentos.

    São Carlos/SP

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Pela perspectiva psicanalítica, o pensamento involuntário não surge do nada nem é controlado pela vontade consciente; ele é produzido pelo inconsciente, que está sempre em atividade. Em sala de aula, palavras, temas ou situações podem funcionar como gatilhos e despertar associações ligadas à história e aos afetos do sujeito.
    Buscar foco 100% do tempo é uma exigência idealizada e pouco realista. A mente humana oscila, e a concentração não é ausência de pensamentos, mas a capacidade de perceber a dispersão e retornar ao foco sem culpa. Lutar contra os pensamentos costuma intensificá-los.
    Quando a dificuldade de concentração é frequente e causa sofrimento, pode indicar conflitos emocionais ou angústias que ocupam o espaço psíquico e merecem escuta. Coloco-me à disposição, como profissional, para auxiliar na compreensão desses processos e na construção de uma relação mais possível com a atenção e o aprendizado.


  • Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compa

    Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compartilhadas, como ler, praticar esportes, viajar. No ano passado, ele foi com outra a evento que eu teria gostado muito de estar com ele. Fui avisada às vésperas. Sofri muito e ainda não superei. Tive apenas justificativa de que não tínhamos acordo na época. Sinto que ele é evitativo, o que ativa minha ansiedade. Temos longas conversas, ele diz que estou sempre insatisfeita. Como fazer a reparação? Sendo que pedi pra me acompanhar noutro evento importante pra mim e ele negou, cada vez com uma justificativa diferente. Temos ótimos momentos, mas me sinto ansiosa, sinto falta dessa reparação e de empatia com minhas dores.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O que você descreve aponta para um sofrimento relacional legítimo, que não se explica apenas pelo fato de o relacionamento ser não monogâmico. Pela perspectiva psicanalítica, não é a configuração do vínculo em si que produz a dor, mas a forma como as experiências afetivas são vividas, simbolizadas ou não dentro da relação. A reparação que você busca não se resume a “ir a outro evento”, mas ao reconhecimento simbólico da dor: empatia, responsabilização afetiva e a possibilidade de dizer “isso te feriu e eu consigo escutar isso”. Quando essa reparação não acontece, a relação pode até seguir com momentos bons, mas algo fica em suspenso, gerando insatisfação, insegurança e a sensação de estar sempre pedindo demais quando, na verdade, está pedindo reconhecimento.
    Coloco-me à disposição como profissional para acompanhar você nesse processo de elaboração. Cuidar da própria angústia, compreender o que se repete no vínculo e decidir a partir do seu desejo e não apenas da tentativa de manter o laço é um caminho possível e importante.


  • Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?

    Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim, ouvir constantemente os problemas dos outros pode sobrecarregar o psicológico. Pela psicanálise, a escuta nunca é neutra: ela mobiliza afetos, identificações e conteúdos inconscientes. Quando o sofrimento do outro ressoa com vivências próprias, pode gerar cansaço emocional, angústia e esgotamento.
    A sobrecarga também pode estar ligada à dificuldade de separar o que é do outro do que é próprio, especialmente em pessoas que ocupam com frequência o lugar de quem cuida e acolhe. A identificação excessiva faz com que a dor alheia seja sentida como pessoal, produzindo sintomas emocionais e até corporais.
    A psicanálise destaca a importância de elaborar o que se escuta, reconhecer limites e criar bordas psíquicas. Se esse desgaste estiver presente, o processo analítico pode ajudar a compreender essas dinâmicas e a construir formas mais saudáveis de lidar com o sofrimento do outro. Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para acompanhar esse cuidado psíquico.


  • Gosto de cuidar das pessoas. Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com

    Gosto de cuidar das pessoas.
    Tenho uma facilidade em compreender como elas se sentem, de lidar com isso, falar e fazer o que elas estão precisando.
    Porem, lá no fundo, acho que os meus sentimentos de protetora são ligados minha criação, algo automático, porque no geral não sinto que eu realmente me importe, já que a fraqueza dos outros me estressa, já que a solução as vezes é tão obtivia.
    Outra questão, algo que me deixa incomodada é a facilidade em bloquear sentimentos, as vezes eu faço algo errado, eu reconheço o erro, sou bem racional, mas não tenho sentimentos nenhum sobre, como se nada tivesse acontecido, fico neutra internamente. Sem contar o costume que tenho em ler as pessoas a minha volta, é algo que reconheço que sou boa, mas isso acaba minando meus relacionamentos, como se a confiança nunca fosse uma opção. Isso acaba me deixando esgotada, a sensação que eu tenho que minha mente não para nunca.
    Não sei exatamente o tratamento que procuro, talvez uma psicóloga!?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Pela perspectiva psicanalítica, o que você descreve indica um modo de funcionamento psíquico construído precocemente, no qual cuidar, compreender e antecipar o outro tornaram-se recursos automáticos de adaptação. Esse lugar de protetora não nasce necessariamente do afeto, mas de uma função psíquica que garante controle e segurança, o que explica o cansaço e a irritação diante da fragilidade alheia.
    O bloqueio dos sentimentos e a postura excessivamente racional podem ser entendidos como mecanismos de defesa, que protegem o ego de vivências emocionais que, em algum momento da vida, foram difíceis de sustentar. Da mesma forma, a leitura constante das pessoas e a dificuldade em confiar apontam para uma hipervigilância psíquica, que mantém o controle, mas gera esgotamento e empobrece os vínculos.
    A psicanálise não busca rotular, mas compreender para que essas defesas serviram e se ainda são necessárias. O processo analítico pode ajudar a diferenciar cuidado genuíno de obrigação psíquica, ampliar o contato com os afetos e reduzir o desgaste mental. Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para acompanhar esse processo de escuta e elaboração.


  • Minha filha adotiva perdeu a confiança em nós como pais assim que descobriu por acaso que tinha uma

    Minha filha adotiva perdeu a confiança em nós como pais assim que descobriu por acaso que tinha uma outra família biológica e desde então quer manter contato com eles, e eles não querem a aproximação. Ela está muito rebelde. Tem 8 anos, e descobriu quando tinha 5.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O desejo de contato com a família biológica costuma estar menos ligado às pessoas concretas e mais a uma necessidade psíquica de completar a própria narrativa: “de onde eu vim?”, “por que fui entregue?”, “o que há de mim lá?”. O fato de a família biológica não querer aproximação pode ser vivido por ela como um novo abandono, o que intensifica sentimentos de raiva, tristeza e confusão. Muitas vezes, essa dor não consegue ser expressa em palavras e aparece como rebeldia, oposição, agressividade ou retraimento.
    Na psicanálise, entendemos que a criança costuma dirigir sua raiva justamente para quem ela sente que não vai abandoná-la. Ou seja, a perda de confiança que vocês percebem pode coexistir com um vínculo profundo. A rebeldia pode ser uma forma de perguntar, sem palavras: “vocês continuam aqui mesmo quando eu estou difícil?”
    Coloco-me à disposição como profissional para acolher, orientar e acompanhar vocês nesse caminho. A adoção é construída todos os dias e crises como essa, embora dolorosas, podem se tornar momentos importantes de fortalecimento do vínculo, quando bem cuidadas.


  • Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regul

    Sou casada há 10 anos, desde os 18, hoje tenho 27. Temos hoje um casamento parceiro, transamos regularmente, porém tive casos extraconjugais no passado, que me assombram hoje no presente. Terminei meu último hoje visto que não entendo porque faço isso se tenho uma pessoa que amo e que faz de tudo por mim em casa. Sou diagnosticada com TOC e depressão, tomo antidepressivo, ansiolítico e remédio pra dormir, mas hoje em dia me sinto um lixo de pessoa por fazer o que fiz e viver nesse ciclo de trair, me arrepender, tentar novamente parar, e depois voltar a trair. A culpa nunca sai de mim, e olho para o meu esposo e me sinto a pior pessoa do mundo, e junto com o fardo da culpa nos ombros, apenas vivo tentando ser feliz...como parar de me culpar? Parar com o ciclos, visto que amo meu marido, ele é ótimo, não temos filhos, temos uma vida boa, somos parceiros um do outro. Já pensei em tirar minha vida, e hoje foi o dia com este pensamento mais intenso, por realmente me sentir uma péssima pessoa, sem entender porque faço o que faço. Tenho medo também da pessoa vir a me fazer algum mal, tentar destruir meu casamento, embora ele seja também uma pessoa casada que jurou que não prejudicaria, mas fui impulsiva e cortei a relação por Instagram e bloqueei sem nem ao menos esperar a resposta dele, e por isso tenho medo da possível revolta, o que espero que não tenha. Não quero viver com esse constante medo, e não posso viver enganando a pessoa com quem durmo, me ajudem por favor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Pela psicanálise, o que você vive não se reduz a “falta de caráter”. O ciclo que você descreve: agir impulsivamente, arrepender-se intensamente, punir-se com culpa e vergonha , aponta para um superego extremamente severo, que transforma o erro em sentença contra o próprio valor. Em pessoas com TOC, a culpa costuma se tornar invasiva, repetitiva e desproporcional, e não funciona como algo que ajuda a elaborar, mas como um mecanismo de punição contínua. A depressão, por sua vez, tende a colar o erro à identidade: “não fiz algo errado”, mas “eu sou errada”.
    A traição, aqui, não deve ser entendida isoladamente. Ela pode funcionar como um ato, no sentido psicanalítico: algo que acontece quando a angústia não encontra palavra. Muitas vezes, não é falta de amor pelo parceiro, mas uma tentativa (inconsciente) de lidar com conflitos internos antigos: desejo, culpa, necessidade de validação, auto-punição que não estão sendo simbolizados. O arrependimento intenso logo após o ato reforça esse circuito, mantendo você presa entre impulso e punição.
    Você não é um lixo, nem uma “péssima pessoa”. Você é alguém em sofrimento psíquico intenso, com conflitos que podem ser trabalhados. Há saída que não passa pela destruição de si.
    Eu me coloco à disposição como profissional para te acolher e acompanhar.


  • Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?

    Eu falo mas tenho dificuldade pra conversar que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, essa dificuldade costuma estar ligada à angústia, ao medo de julgamento, de errar, de não ser compreendida ou de dizer algo que provoque desconforto no outro. Nesses casos, o pensamento até existe, mas fica bloqueado no momento da fala.
    Em um processo terapêutico, especialmente na psicanálise, essa dificuldade pode ser trabalhada com cuidado. O espaço clínico não exige respostas prontas nem fala perfeita. É justamente ali que o sujeito pode falar no seu tempo, inclusive sobre a própria dificuldade de falar, sem julgamento.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para te auxiliar a compreender essa dificuldade, reduzir a angústia associada à comunicação e construir, pouco a pouco, uma relação mais tranquila com a fala e com o outro.


  • Como a psicanálise trata traumas? Seria ela a abordagem mais eficaz?

    Como a psicanálise trata traumas? Seria ela a abordagem mais eficaz?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na psicanálise, o trauma não é compreendido apenas como o acontecimento em si, mas principalmente como aquilo que não pôde ser simbolizado no momento em que foi vivido. Ou seja, o trauma é definido menos pelo fato externo e mais pelo impacto psíquico que excedeu a capacidade do sujeito de compreender, elaborar e dar sentido à experiência. Aquilo que não pôde ser inscrito pela palavra retorna depois sob a forma de sintomas, repetições, angústia, atos impulsivos, sofrimento corporal ou dificuldades nos vínculos.
    A psicanálise trata o trauma não tentando “curá-lo” rapidamente, mas ajudando o sujeito a transformar a relação com aquilo que foi vivido, para que o passado deixe de comandar o presente. É um trabalho profundo, ético e gradual, que pode ser extremamente eficaz para quem busca compreender-se, elaborar sua história e construir novas formas de estar no mundo.
    Coloco-me à disposição como profissional caso queira aprofundar essa reflexão ou conversar sobre sua experiência específica.


  • Como devo agir diante das "birras" da minha bebê de três anos, muitas vezes é na hora de dormir, nos

    Como devo agir diante das "birras" da minha bebê de três anos, muitas vezes é na hora de dormir, nos mudamos e o pai ainda não chegou, ficou para resover umas situações, sinto que isso a incomoda, mas também sei que está na fase de testar limites e se conhecendo melhor. Tento conversar, acalmar, e não resolve, tento sair para deixar a poeira baixar, mas ela grita que parece que estão matando e não me deixa sair, quer que eu fique assistindo ela chorar, se arranhar e resmungar. Por vezes tenho perdido a paciência e gritado com ela, sei que o meu comportamento dessa maneira não ajuda. Não quero que ela se sinta insegura ou siga o mal exemplo que sou perdendo a paciência. Por esses três anos dormir é artigo de luxo, principalmente a noite, estoy sobrecarregada de tudo, e muitas vezes a atenção que tenho que dar a ela fica precária. Eu e o pai dela discutíamos muito, ele esgotou minha paciência, mas ainda moramos juntos até concluirmos o planejamento de separarmos, mas iremos morar no mesmo sítio. Só gostaria mesmo de uma dica para que eu possa fazer nesses ataques dela, porque ficar deixando ela agredir a mim ou a ela, esperneando e resmungando acho que não é o correto a fazer. Mas se tento sair é pior, se fico continua, se tento abraçar e dar colinho não quer. Realmente eu tenho vontade de bater a minha cabeça na parede de verdade, outro dia cheguei a fazer, mas não foi forte como tenho vontade, foi me segurando, porque parece que tenho duas,forças nesse momento. Obs: Sei que preciso procurar ajuda pelo estado que estou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Pela perspectiva psicanalítica, as “birras” aos três anos são formas primitivas de comunicação emocional, intensificadas por mudanças recentes, pela ausência do pai e pelo clima afetivo do casal. Na hora de dormir, a angústia de separação aparece com mais força; o choro e a agitação não são manipulação, mas tentativas de manter o vínculo e descarregar tensão.
    O manejo central não é “fazer parar”, e sim oferecer presença firme e previsível: permanecer disponível, com poucas palavras simples e repetidas, mostrando que você está ali. Quando houver agressão a si mesma ou a você, o limite deve ser corporal e cuidadoso, impedindo o machucar sem gritos ou broncas, apenas sustentando o limite.
    Sua exaustão emocional é um fator decisivo. A criança capta esse cansaço, e a perda de paciência indica que você está no limite não falta de amor. Isso é um sinal de alerta para buscar ajuda, não motivo de culpa. A psicanálise destaca que a criança precisa de uma mãe suficientemente amparada, não perfeita.
    Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para acolher você, orientar esse manejo no dia a dia e acompanhar um processo de cuidado que proteja você e sua filha.


  • Desejaria saber como consigo controlar a minha ansiedade?

    Desejaria saber como consigo controlar a minha ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A psicanálise atua oferecendo um espaço de fala onde você não precisa se defender, se explicar ou se adequar. Ao longo do processo, aquilo que hoje aparece como ansiedade vai sendo simbolizado em
    palavras, o que reduz a necessidade do corpo “falar” através dos sintomas. Com o tempo, a ansiedade deixa de ser um inimigo constante e passa a ser um sinal compreensível, menos assustador.
    Também é importante cuidar do básico: sono, alimentação, consumo excessivo de cafeína, álcool ou nicotina e exposição constante a redes sociais podem intensificar estados ansiosos. Esses fatores não são a causa principal, mas funcionam como combustível para o sintoma.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo. A ansiedade é tratável e, quando escutada com cuidado, pode se transformar em uma via de autoconhecimento e fortalecimento psíquico não em uma condenação. Você não precisa enfrentar isso sozinho.


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