Perguntas do paciente (231)
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O que poderia ser? Não me sinto bem em certos lugares (curso, escola etc) eu diria que é timidez, ma
O que poderia ser? Não me sinto bem em certos lugares (curso, escola etc) eu diria que é timidez, mas parece que nem sempre é. O desconforto continua ali, principalmente se tenho que lidar com isso sozinho. O nervosismo mesmo, que deixa até minha voz trêmula, vem em momentos específicos. Tem muitas coisas que não entendo: nunca consigo ser próximo de alguém mesmo querendo, tenho poucos amigos que não tenho vontade de me esforçar pra manter a amizade, rotinas chatas me dá 0 motivação e me fizeram faltar por dias tanto no curso quanto na escola. Tudo isso me atrapalhou e me causou algum problema
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A aversão às rotinas “chatas” e a perda total de motivação, a ponto de faltar dias inteiros, pode estar ligada a uma relação complicada com a exigência, a obrigação e o desempenho. Em muitos casos, isso aparece quando a rotina é vivida não como algo estruturante, mas como algo opressor, que toca sentimentos de vazio, inadequação ou falta de sentido. O corpo e o psiquismo respondem com recuo, desistência, ausência.
Na psicanálise, não se olha isso como preguiça, imaturidade ou falha de caráter, mas como sinais de que algo do desejo está bloqueado, confuso ou em conflito. Quando o sujeito não encontra um lugar simbólico onde se sinta minimamente seguro para existir, aprender e se relacionar, o sofrimento aparece justamente nesses pontos: escola, curso, relações, projetos.
Tudo isso, sim, pode gerar prejuízos emocionais, acadêmicos e sociais, mas é importante dizer que nada disso define quem você é. São modos de funcionamento que podem ser compreendidos, elaborados e transformados ao longo de um processo de escuta e elaboração psíquica.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar na compreensão dessas experiências, ajudando a dar sentido ao que hoje aparece como confuso ou paralisante. A psicanálise não busca te encaixar em rótulos, mas oferecer um espaço seguro para que você possa se entender, se autorizar a desejar e construir formas mais possíveis de estar no mundo, no seu tempo e do seu jeito.
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Tenho soluços todos os dias, mas quando fico estressada ou com raiva; Tenho crises de riso, após is
Tenho soluços todos os dias, mas quando fico estressada ou com raiva;
Tenho crises de riso, após isso fico com soluço muito forte e as vezes chego a vomitar.
Que tipo de profissional eu devo procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O primeiro passo é procurar um médico clínico geral ou um gastroenterologista, para investigar causas orgânicas possíveis como alterações no diafragma, refluxo gastroesofágico, questões neurológicas ou metabólicas. Essa etapa é essencial para garantir que não haja um fator físico contribuindo ou sustentando o sintoma.
Paralelamente, o acompanhamento com um psicanalista pode ser extremamente importante. Na clínica psicanalítica, o trabalho se dá no sentido de compreender quais afetos, conflitos ou experiências estão sendo expressos pelo corpo, ajudando a construir palavras para aquilo que hoje se manifesta como sintoma. À medida que o sujeito pode simbolizar o que sente, o corpo tende a não precisar “falar” de forma tão intensa.
Coloco-me à disposição para acolher e acompanhar você nesse processo, caso deseje iniciar ou aprofundar um trabalho de escuta psicanalítica. Cuidar do corpo e do psiquismo de forma integrada é um passo importante para compreender o que esses sinais estão tentando comunicar.
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Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos? Obrigado.
Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos?
Obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O psicanalista atua no campo da escuta e do tratamento pela palavra, trabalhando os conflitos psíquicos, os sintomas, os afetos e as repetições que atravessam a história do sujeito. A psicanálise não prescreve medicação, pois essa é uma atribuição legal e técnica da medicina.
Coloco-me à disposição como psicanalista para esclarecer essas articulações, avaliar a necessidade de encaminhamento e acompanhar o processo de forma ética e cuidadosa, respeitando os limites e as especificidades de cada caso.
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Eu não sinto mais prazer na vida, não sinto mais vontade de esforçar para nada, eu gosto de fazer co
Eu não sinto mais prazer na vida, não sinto mais vontade de esforçar para nada, eu gosto de fazer coisas como jogar e assistir filmes mas a minha vida pessoal parece chata, eu tenho conversas rasas com as pessoas, não consigo evoluir relação com ninguém, um grande desânimo em tudo, a minha memória tem falhado muito, parece que não me importo mais com nada, estou apenas existindo, não parece ser depressão pois ate tristeza eu não sinto contantemente, parece mais que estou neutro a tudo, vazio, sem expressão e eu não era assim, era ate bem empático e muito emocional
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode ser compreendido, na perspectiva psicanalítica, como um recuo da energia de vida (libido). Não se trata necessariamente de depressão clássica marcada por tristeza constante, mas de um estado de embotamento afetivo, no qual sentir menos se torna uma forma de defesa psíquica diante de frustrações, cansaço emocional ou perdas de sentido.
O vazio, a falta de motivação, a dificuldade de se vincular e as conversas rasas indicam um desinvestimento na vida relacional, não por falta de desejo de conexão, mas porque o custo emocional disso hoje parece alto demais. O fato de ainda haver algum prazer em jogos e filmes mostra que a capacidade de sentir prazer não desapareceu, apenas se deslocou para atividades mais protegidas, com menos exigência afetiva.
As falhas de memória podem estar ligadas a esse mesmo processo: quando nada parece importar, o psiquismo registra menos o que é vivido. Esse estado não define quem você é, mas revela um modo atual de funcionamento, possivelmente construído como forma de sobrevivência emocional.
A psicanálise busca compreender como e por que esse desligamento aconteceu, criando um espaço para que o sentido, o desejo e a vitalidade possam, gradualmente, voltar a circular. Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo com escuta, cuidado e respeito ao seu tempo.
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Gostaria de entender por que diante perda de alguém querido eu continuo agindo como se nada tivesse
Gostaria de entender por que diante perda de alguém querido eu continuo agindo como se nada tivesse acontecido.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, reagir à perda de alguém querido “como se nada tivesse acontecido” não significa ausência de afeto ou indiferença verdadeira. Muitas vezes, isso indica um mecanismo de defesa diante de uma dor que o psiquismo, naquele momento, não consegue elaborar. Quando o sofrimento ameaça ser intenso demais, o aparelho psíquico pode responder com anestesia emocional, um modo de proteção para continuar funcionando.
É importante dizer que isso não significa que o luto não exista. Ele pode estar acontecendo de forma silenciosa, deslocada, ou até adiada. Em muitos casos, os efeitos aparecem mais tarde, em forma de vazio, cansaço, desinteresse pela vida ou dificuldade de se vincular, sem que a pessoa associe diretamente à perda vivida.
A psicanálise oferece um espaço para que esse luto possa, aos poucos, encontrar palavras, imagens e sentidos. Não há um “jeito certo” de sofrer, nem um tempo determinado. O trabalho clínico não força a dor a aparecer, mas cria condições para que o sujeito possa se autorizar a sentir, quando e se for possível.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar na compreensão desse processo. Entender como você lida com a perda é também uma forma de cuidar da sua história emocional e de abrir caminho para que a vida psíquica volte a circular de maneira mais viva e autêntica.
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O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?
O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a ótica psicanalítica, a depressão é compreendida como uma forma de sofrimento ligada à perda não elaborada, que pode envolver pessoas, vínculos, projetos ou a própria imagem de si. Não se trata apenas de tristeza, mas de um esvaziamento do desejo e do investimento na vida, acompanhado de sentimentos de culpa, desvalorização e autocrítica.
Na depressão, não é só o mundo que perde o sentido, mas o próprio eu que se sente empobrecido. Ela não é fraqueza ou falta de vontade, e sim uma resposta psíquica a algo que não pôde ser simbolizado. Coloco-me à disposição, como profissional, para oferecer um espaço de escuta e cuidado, respeitando sua história e singularidade.
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Eu tenho pensamentos como:Se eu não usar essa calça,eu vou morrer?É Neurose Obsssessiva ou Transtorn
Eu tenho pensamentos como:Se eu não usar essa calça,eu vou morrer?É Neurose Obsssessiva ou Transtorno Obssessivo compulsivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, pensamentos como “se eu não usar essa calça, algo ruim vai acontecer” ou “eu vou morrer” são compreendidos como pensamentos intrusivos, que surgem contra a vontade do sujeito e provocam intensa angústia. Eles não expressam um desejo real de morrer, mas funcionam como formações do inconsciente que tentam lidar com a ansiedade, com o medo da perda de controle ou com conflitos internos que ainda não puderam ser simbolizados.
É importante destacar que ter esse tipo de pensamento não significa que ele vá se concretizar, nem que você esteja em perigo real. O sofrimento está justamente no medo e na sensação de obrigação interna, não no desejo ou na intenção. A psicanálise trabalha para que esses pensamentos possam ser falados, compreendidos e, aos poucos, perder sua força coercitiva.
Coloco-me à disposição como profissional para acolher essa demanda e acompanhar esse processo de escuta e elaboração, caso sinta que precisa de ajuda para lidar com esses pensamentos de forma mais tranquila e segura.
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Tocofobia tem cura? Quais formas de prevenir quando isso ocorrer? O que colocar em prática?
Tocofobia tem cura? Quais formas de prevenir quando isso ocorrer? O que colocar em prática?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tocofobia é o medo intenso da gestação e do parto e tem tratamento, com grande possibilidade de melhora. Na psicanálise, não se fala em cura imediata, mas em elaboração psíquica do medo, que geralmente está ligado a fantasias inconscientes, traumas, histórias de violência obstétrica ou conflitos com o corpo e a maternidade.
A prevenção e o manejo envolvem acompanhamento psicológico ou psicanalítico, acesso a informações seguras e humanizadas, fortalecimento da rede de apoio e práticas de cuidado emocional para reduzir a ansiedade. Em casos mais intensos, pode ser necessário acompanhamento médico integrado.
A psicanálise oferece um espaço de escuta para compreender o sentido desse medo e construir uma relação menos angustiante com a gestação e o parto. Coloco-me à disposição como profissional para acolhimento e acompanhamento terapêutico.
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Estou em um relacionamento há 3 anos e durante esse período meu companheiro sempre busca pessoas do
Estou em um relacionamento há 3 anos e durante esse período meu companheiro sempre busca pessoas do passado dele nas redes sociais. Ele vê quase diariamente stories de todas essas mulheres com quem ele já se relacionou e eu não consigo entender porque ele tem essa necessidade. Eu já conversei várias vezes a respeito e ele sempre é bastante reativo, ele tem minha senha do celular mas não posso ter a dele e por conta disso eu acho vendo escondido porque ele diz não fazer mas eu sei que faz com frequência. Não estou sabendo lidar com isso, acho desrespeito e ele não parece querer deixar isso de lado. Ontem eu falei sobre isso e ele me contou que viu que recebi um elogio no Instagram e que bloqueou a pessoa. Me chamou de mentirosa porque eu não me lembrava. Disse: “não mente pra mentiroso” me ameaçou de falar com outras mulheres e chamá-las de lindas... um horror. Eu não sei o que fazer. Preciso de ajuda psicológica para não sofrer com essa conduta dele? Ou preciso de ajuda para terminar o relacionamento? Sofro demais só em pensar em separar e ele usa isso dizendo que vai embora sempre que eu digo que sofro com essa atitude dele.
Agradeço se puderem me orientar.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicanalítico, essa dinâmica costuma produzir um efeito profundo no sujeito que está na posição de tentar sustentar a relação: você passa a duvidar de si, a vigiar, a se culpar, a se perguntar se precisa “mudar” para sofrer menos. Esse movimento é muito comum quando o outro se recusa a assumir responsabilidade pelo próprio desejo e desloca a culpa para você. O sofrimento deixa de estar apenas na conduta dele e passa a se instalar dentro de você.
É importante diferenciar duas questões que você traz, porque elas não são excludentes.
Primeiro: sim, o acompanhamento terapêutico pode te ajudar muito, não para “aguentar melhor” o que te machuca, mas para compreender por que esse tipo de relação se sustenta, quais medos estão em jogo (abandono, solidão, perda), e como isso toca sua história emocional. A análise não serve para adaptar você a uma situação adoecedora, mas para fortalecer sua posição subjetiva.
Segundo: a dúvida sobre permanecer ou terminar não deve ser resolvida sob ameaça. Quando alguém usa o medo da separação como forma de controle (“então eu vou embora”), isso impede uma escolha livre. A psicanálise entende que uma decisão só pode ser realmente sua quando não é tomada a partir do terror da perda, mas da possibilidade de se reconhecer no que se vive.
Um ponto central aqui é: o problema não é você sofrer com a conduta dele. O problema é a conduta dele e, principalmente, a recusa em reconhecer o impacto disso em você.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo de reflexão e cuidado. Um espaço terapêutico pode te ajudar a compreender por que essa relação te prende apesar da dor, a recuperar confiança em si mesma e a construir, com mais clareza, o que você deseja para sua vida afetiva.
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Estou precisando de ajuda,tenho 1 filho de 26 anos e apareceu transtor compulsivo levei ao medico e
Estou precisando de ajuda,tenho 1 filho de 26 anos e apareceu transtor compulsivo
levei ao medico e só uma consulta disse que é toc, ixiste um exame que afirma ou não,
estou transtornada com a situação, alguem me ajudaaaaaaaaa.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o TOC não é compreendido apenas como algo que se confirma ou se exclui por meio de um exame específico. Não existe um exame laboratorial ou de imagem que “prove” o transtorno obsessivo-compulsivo. O que existe é uma avaliação clínica, baseada na escuta, na história de vida, na forma como os sintomas se organizam e no sentido que eles têm para aquele sujeito. Muitas vezes, comportamentos compulsivos podem surgir como resposta a momentos de angústia, conflitos internos, perdas ou mudanças importantes, sem que isso signifique, necessariamente, um diagnóstico fechado ou permanente.
A psicanálise entende os sintomas como formas de expressão do sofrimento psíquico. Em vez de olhar apenas para o rótulo diagnóstico, busca-se compreender o que está por trás dessas repetições, medos ou rituais, qual função eles cumprem na vida do sujeito e de que maneira podem ser elaborados ao longo do processo terapêutico. Por isso, uma única consulta dificilmente dá conta da complexidade da experiência psíquica de alguém.
Coloco-me à disposição como profissional para orientar, acolher suas dúvidas e, se for o caso, acompanhar seu filho em um processo de escuta cuidadosa, respeitando sua singularidade e o tempo necessário para compreender o que realmente está em jogo. Você não está sozinha, e buscar ajuda qualificada já é um passo muito importante.
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Tenho muita dificuldade no relacionamento familiar. Sou gay e nasci em um lar totalmente cristão, se
Tenho muita dificuldade no relacionamento familiar. Sou gay e nasci em um lar totalmente cristão, segui essa linha, até que completei meus 21 anos. Me assumi e desde então, o que não era bom, ficou pior. Minha mãe acaba me afastando por umas falas bem hostis, mas ela sempre cuidou muito de mim, mas sinto que não somos uma família, eu não tenho vontade de estar com eles, e acabo me sentindo mal, pois eu os amo, mas por conta disso e muito mais, acabei desenvolvendo ansiedade e fobia social, não consigo estar em família, por receio de ser julgado. Nesse natal mesmo, fui para casa do meu namorado, pois sei que virão indagações religiosas sobre caráter e ‘vida com Deus’. Isso me deixa muito frustrado e chateado. É coerente me afastar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, é importante começar reconhecendo que o conflito que você descreve não nasce em você, mas no choque entre quem você é e um ambiente que, apesar de oferecer cuidado, não consegue oferecer acolhimento simbólico à sua existência.
A ansiedade e a fobia social que você desenvolveu podem ser compreendidas como efeitos desse ambiente de julgamento constante. Estar em família deixa de ser um espaço de descanso emocional e passa a ser vivido como um palco de avaliação, onde você precisa se defender, se explicar ou se justificar. O corpo responde com angústia, evitação e medo, porque o risco não é imaginário: você já foi ferido ali.
Você cresceu em um lar cristão onde havia referências, valores e, provavelmente, afeto e proteção. Isso faz com que o vínculo com sua família seja ambivalente: há amor, gratidão e pertencimento, mas também há rejeição, hostilidade e julgamento. A psicanálise entende que esse tipo de ambivalência é extremamente desorganizante, porque o mesmo objeto que cuida é o que fere. Isso gera culpa por se afastar e sofrimento por se aproximar.
Sobre a sua pergunta: é coerente me afastar? a resposta psicanalítica não é moral, nem definitiva. O afastamento pode ser necessário, temporário ou parcial, quando a proximidade está adoecendo. Não se trata de romper o amor, mas de estabelecer limites quando o vínculo se torna violento no plano simbólico. Amar não significa se submeter ao sofrimento constante.
Ao mesmo tempo, o mal-estar que você sente por se afastar revela algo importante: o vínculo ainda importa. Isso mostra que não se trata de indiferença, mas de um conflito real entre o desejo de pertencer e a necessidade de se proteger. Esse conflito merece ser elaborado, não decidido sob culpa ou pressão religiosa.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo de reflexão e cuidado.
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Casada há 7 anos, tenho 28 anos, recentemente tenho sentido desejo de ter uma relação extra conjugal
Casada há 7 anos, tenho 28 anos, recentemente tenho sentido desejo de ter uma relação extra conjugal, não sei o que fazer, não pretendo em hipótese alguma trair meu marido, sinto atração por outros homens com o físico muito parecido com meu marido. E temos uma vida sexual boa e ativa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, é importante diferenciar desejo, fantasia e ato. O desejo não é algo que escolhemos sentir, ele emerge do inconsciente e, muitas vezes, aparece justamente quando a vida está relativamente estável. Sentir atração por outras pessoas, mesmo estando em um casamento satisfatório e com vida sexual ativa, não é em si um sinal de falta de amor, de falha moral ou de insatisfação conjugal. É, antes, uma experiência humana ligada à dinâmica do desejo, que nunca se esgota completamente em um único objeto.
Em vez de tomar esse desejo como algo que precisa ser combatido ou reprimido, pode ser mais produtivo pensá-lo como um convite à elaboração. O que mudou em você aos 28 anos? Que perguntas sobre si mesma, sobre o futuro ou sobre a própria vitalidade esse desejo pode estar anunciando? Muitas vezes, o desejo que parece “extra conjugal” fala mais de um movimento interno do que de uma real intenção de ruptura.
Caso sinta necessidade, a escuta clínica pode ajudar a dar sentido a essas vivências sem julgamentos, permitindo compreender melhor seus afetos, fantasias e limites, e fortalecendo sua posição subjetiva diante do que sente. Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo de reflexão e elaboração, respeitando seu tempo, sua história e suas escolhas.
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Vi mortes e assassinatos desde os 5 anos de idade. Perdi casa, pai e outros familiares e amigos. Cas
Vi mortes e assassinatos desde os 5 anos de idade. Perdi casa, pai e outros familiares e amigos. Casei e perdi minha filha. Casei novamente e perdi saúde. Nesse período perdi três pessoas que me traziam conforto. E agora durante a PANDEMIA de covid perdi mais cinco parentes em um ano e meio. Estou sem afeto. Indiferente. Não sinto nada. Nenhum sentimento. O que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, é importante reconhecer a dimensão extrema das perdas que você viveu. Desde muito cedo, sua história foi atravessada por rupturas sucessivas, mortes, violências, perdas afetivas e corporais. Do ponto de vista psicanalítico, o que você descreve, esse estado de indiferença, de “não sentir nada”, não é ausência de sofrimento, mas uma forma específica de ele se manifestar.
Quando a pessoa é exposta a perdas repetidas e intensas, especialmente desde a infância, o psiquismo pode recorrer a um mecanismo de defesa profundo, muitas vezes chamado de entorpecimento afetivo ou anestesia psíquica. Não sentir passa a ser uma maneira de sobreviver. Sentir tudo, nesse contexto, poderia ser insuportável. Assim, o afeto não desaparece; ele fica congelado, suspenso, como se o aparelho psíquico dissesse: “não posso mais perder, então não me permito mais me ligar”.
A perda da filha, somada às perdas familiares, conjugais, da saúde e, posteriormente, às mortes durante a pandemia, toca em algo muito profundo: a quebra da confiança básica na vida e na continuidade dos vínculos. Quando o mundo se torna reiteradamente um lugar de ruptura, o sujeito pode se retirar afetivamente como forma de autoproteção. Essa retirada não é uma escolha consciente; é uma resposta psíquica ao excesso de dor.
É fundamental dizer: esse estado não define quem você é para sempre. Ele é um estado psíquico, não uma identidade. A psicanálise pode ajudar justamente a reintroduzir o afeto de forma possível, no ritmo do sujeito, sem forçar sentimentos, sem exigir que a dor apareça de uma vez. O trabalho analítico permite que essas perdas encontrem palavras, que o trauma seja simbolizado, e que o afeto possa, pouco a pouco, voltar a circular — não como antes, mas de um modo que seja vivível.
Se você já está em análise, esse relato é extremamente importante de ser levado para o espaço clínico. E se ainda não estiver, buscar uma escuta qualificada pode ser um passo essencial. Não para “voltar a sentir rápido”, mas para não permanecer sozinha diante de uma história tão marcada por rupturas.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher sua fala com cuidado, respeito e ética. As perdas merecem ser escutadas e elaboradas.
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Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism
Estou passabdo por muita instabilidase de humor e desenvolvi um medo voltar a trabalhar um pessimism9 de q não sei fazer nada tudo vai dar errado meio q travei e sempre fui competente e boa no q fazia agora tenho medo de tudo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse medo generalizado pode funcionar como uma defesa: ao evitar o trabalho, as decisões ou os desafios, o psiquismo tenta se proteger de uma angústia maior, de um possível fracasso simbólico ou de reviver experiências antigas de perda, cobrança excessiva ou desvalorização. O problema é que essa defesa, ao invés de aliviar, acaba ampliando o sofrimento e a sensação de impotência.
O trabalho analítico permite justamente criar um espaço de escuta onde esses afetos possam ser ditos, nomeados e compreendidos em sua singularidade. Ao longo do processo, é possível resgatar o sentido da sua história, diferenciar o medo atual da sua real capacidade e elaborar aquilo que hoje aparece como paralisante. Não se trata de “forçar confiança”, mas de entender de onde vem esse medo e o que ele está tentando comunicar.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar você nesse processo com cuidado, escuta e respeito ao seu tempo. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas um passo importante para que esse momento de instabilidade possa ser elaborado e transformado. Você não é apenas esse medo que hoje se apresenta ele pode ser compreendido, trabalhado e atravessado.
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Olá. Estou tomando 9 remédios diferentes para depressão há alguns anos. Porém, ainda me é muito difí
Olá. Estou tomando 9 remédios diferentes para depressão há alguns anos. Porém, ainda me é muito difícil fazer a higiene corporal. Já fiz psicanálise por 7 anos e sou psicóloga e psicanalista. Existe alguma coisa que posso fazer?
ObrigadaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Algo que pode ajudar, no plano psíquico e prático, é deslocar a exigência. Em vez de pensar a higiene como um dever completo (“tomar banho, lavar o cabelo, fazer tudo”), às vezes é mais possível sustentar pequenos gestos parciais, quase mínimos, sem idealização: lavar o rosto, trocar de roupa, passar água no corpo sem a expectativa de prazer ou bem-estar. Na clínica, vemos que o gesto pode vir antes do sentido e não o contrário. O investimento pode surgir depois, e não necessariamente antes da ação.
Mesmo tendo feito análise por muitos anos, é legítimo considerar a retomada de um espaço analítico, talvez com outro analista ou em outro enquadre. Há momentos da vida em que o sofrimento se reorganiza, muda de forma, e aquilo que já foi trabalhado precisa ser revisitado a partir de um novo lugar subjetivo. Não se trata de “voltar ao início”, mas de reconhecer que o inconsciente não se esgota em um percurso anterior.
O fato de você ser profissional não a imuniza contra o adoecimento psíquico. Pelo contrário, muitas vezes aumenta a cobrança interna, o sentimento de inadequação e o silêncio sobre aquilo que não está funcionando. Poder ocupar o lugar de analisanda sem precisar saber, explicar ou sustentar pode ser, novamente, uma experiência necessária.
Se essa dificuldade com o cuidado corporal vem acompanhada de desesperança, exaustão profunda ou sensação de estagnação, ela merece ser acolhida com seriedade e delicadeza, não combatida à força. Há caminhos possíveis, mas eles passam menos por “se obrigar” e mais por escutar o que esse corpo e esse sintoma estão tentando dizer.
Se desejar, fico à disposição para conversar mais sobre isso, seja para pensar possibilidades clínicas, seja simplesmente para oferecer um espaço de escuta, sem julgamento e sem exigências.
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Como a psicanálise funciona/ ajuda? Estou fazendo a 8 meses e não sei se estou vendo mudança.
Como a psicanálise funciona/ ajuda?
Estou fazendo a 8 meses e não sei se estou vendo mudança.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise ajuda ao permitir que o sujeito dê sentido ao seu sofrimento, em vez de apenas tentar eliminá-lo. Ao longo do tempo, esse trabalho pode favorecer mudanças na forma de se posicionar diante das relações, do desejo, da culpa, da angústia e das escolhas. Muitas vezes, a mudança não aparece como “estou melhor”, mas como “reajo diferente”, “me cobro menos”, “consigo dizer não”, “não repito exatamente o mesmo padrão”, ainda que o conflito não desapareça por completo.
Outro ponto importante é que a análise não é um processo linear. Há momentos de maior movimento e outros de aparente estagnação. Esses períodos fazem parte do trabalho analítico e, frequentemente, indicam que conteúdos mais profundos estão sendo tocados. Falar sobre a sensação de não perceber mudanças, inclusive, é algo fundamental de ser levado para a própria análise, pois isso também é material clínico relevante.
Se após oito meses você se pergunta sobre os efeitos do processo, essa pergunta em si já mostra um movimento reflexivo. A psicanálise não promete transformar quem você é, mas possibilita que você se torne mais autora da sua história, com mais liberdade psíquica para escolher, desejar e sustentar seus limites.
Caso sinta necessidade, estou à disposição, como profissional, para esclarecer dúvidas sobre o processo analítico, seus tempos e efeitos, ou para acolher suas questões de forma ética e cuidadosa, respeitando sua trajetória e seu momento subjetivo.
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Bom dia! Sempre fui gay não afeminado. É possível ser hetero? Tipo, nunca me relacionei com mulheres
Bom dia! Sempre fui gay não afeminado. É possível ser hetero? Tipo, nunca me relacionei com mulheres mas nem eu me aceito ser assim. É possível deixar de ser gay e gostar de mulher? É meu maior desejo. Obg.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que aparece com muita força no seu relato não é exatamente uma dúvida sobre orientação sexual, mas um sofrimento por não se aceitar, por desejar ser diferente do que se é. Muitas vezes, esse sofrimento está ligado a ideais familiares, religiosos, culturais ou a uma voz interna muito crítica, um superego rígido que produz culpa, vergonha e rejeição de si. Nesses casos, o conflito não está no desejo em si, mas na forma como ele é vivido e simbolizado.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo de reflexão e elaboração. Um espaço terapêutico pode ajudar você a compreender melhor seus conflitos, aliviar a dor psíquica e construir uma relação mais possível e menos violenta consigo mesmo respeitando sua história, sua singularidade e seu tempo.
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Estou agindo com muita agressividade com todos a minha volta. Eu me abro com meus amigos, mas ningué
Estou agindo com muita agressividade com todos a minha volta. Eu me abro com meus amigos, mas ninguém se importa e me tratam mal. Estou me isolando de todos. Pretendo me matar, pq não aguento mais ser infeliz. Como não me importar com a opinião dos outros? Como ter amigos que se importam? Como ser feliz sozinha?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como ser feliz sozinha?” talvez ainda não seja a pergunta certa neste momento. Antes de felicidade, é preciso falar de sobrevivência emocional. Ninguém aprende a ficar só quando está em desespero; isso só aumenta a sensação de abandono. O primeiro passo não é ser feliz, mas não estar sozinho(a) com essa dor. Ter alguém que sustente esse sofrimento junto com você um profissional, um adulto de confiança, um serviço de apoio é fundamental.
Eu preciso ser muito clara e cuidadosa com você agora: quando há pensamentos de se matar, isso exige ajuda imediata. Você não precisa lidar com isso sozinho(a). Se você estiver no Brasil, por favor, entre em contato agora com o CVV – Centro de Valorização da Vida, pelo telefone 188 (ligação gratuita, 24 horas), ou pelo chat. Se houver risco imediato, procure um pronto atendimento ou chame alguém de confiança agora — um familiar, responsável, professor, ou profissional de saúde. Pedir ajuda não é exagero, é cuidado com a própria vida.
Como profissional, me coloco à disposição para te escutar e te acompanhar, mas é essencial que você tenha apoio fora daqui, no mundo real, especialmente neste momento. Sua dor é legítima, mas ela não define quem você é nem precisa ser resolvida com o fim da sua vida. Mesmo que agora tudo pareça sem saída, isso é o efeito do sofrimento, não uma verdade definitiva sobre você ou sobre o futuro.
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Tenho 46 anos e ainda sou virgem , tenho um namorado , quando estamos juntos e as coisas começam a e
Tenho 46 anos e ainda sou virgem , tenho um namorado , quando estamos juntos e as coisas começam a esquentar eu sempre fujo , não consigo ficar à vontade , o que devo fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, isso costuma estar ligado à história emocional, às mensagens recebidas sobre sexualidade, ao medo de se expor, de perder o controle ou a sentimentos de culpa e insegurança, muitas vezes de forma inconsciente.
Essa fuga funciona como uma defesa psíquica, não como uma falha. Forçar-se pode aumentar a angústia. O mais indicado é respeitar seu tempo, poder falar sobre isso em um espaço terapêutico e, se possível, comunicar seus limites ao parceiro. A psicanálise pode ajudar a compreender o sentido desse bloqueio e a construir, gradualmente, uma relação mais tranquila com o próprio corpo e com a intimidade. Estou à disposição como profissional.
Coloco-me à disposição, como profissional, para ajudá-la a compreender esse processo com mais profundidade. A sexualidade não tem prazo, nem regra universal. Cada sujeito tem o seu tempo, e cuidar disso com escuta e respeito pode abrir caminhos mais leves e possíveis para você.
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Quando estou ansioso não consigo engolir a comida fico com tosse também é normal
Quando estou ansioso não consigo engolir a comida fico com tosse também é normal
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a perspectiva psicanalítica, é comum que a ansiedade se manifeste no corpo, especialmente quando emoções intensas não encontram espaço para serem simbolizadas. A dificuldade para engolir a comida e a tosse podem surgir como expressões psicossomáticas, indicando tensão, angústia ou conflitos internos que o sujeito vivencia, muitas vezes de forma inconsciente.
A psicanálise compreende esses sintomas como portadores de sentido e propõe uma escuta que permita transformá-los em palavra, favorecendo a compreensão dos gatilhos emocionais e reduzindo o sofrimento. Ainda assim, é importante descartar causas orgânicas quando os sintomas são recorrentes.
Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para oferecer um espaço de escuta ética e acolhedora, auxiliando na compreensão desses sintomas e no manejo da ansiedade, respeitando a singularidade de cada sujeito.
Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…