Perguntas do paciente (231)
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olÁ! Como vai? Estou me relacionando há 3 meses com um estrangeiro que veio ao Brasil por motivo d
olÁ! Como vai?
Estou me relacionando há 3 meses com um estrangeiro que veio ao Brasil por motivo de um namoro no ano passado, porém, não deu certo e ele ficou muito deprimido a ponto de recorrer à terapia. após 6 meses nos conhecemos e estamos nos dando muito bem, há sintonia mental e valores mjuito parecidos.
O que me aflige são referencias recorrentes a lugares ou experiências que teve no antigo relacionamento quando esteve no Brasil.
Já comentei que não gosto de comparações pois me sinto mal e me afasto, porem ele responde que são apenas referências..
O que devo fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O seu incômodo é legítimo e sinaliza um limite importante. Quando você expressa como se sente e isso é minimizado, há um desencontro afetivo que merece atenção. Mais do que a intenção dele, importa o efeito que essas falas produzem em você e na relação.
Vale sustentar uma conversa clara sobre esse impacto e observar se há abertura real para mudança. Caso contrário, é importante refletir sobre o lugar que você está ocupando nesse vínculo. Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e aprofundar essa reflexão, se desejar.
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Olá... Alguém pode me ajudar? O que é psicanálise?
Olá... Alguém pode me ajudar? O que é psicanálise?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise é uma abordagem de escuta e compreensão do sofrimento psíquico que parte da ideia de que nem tudo o que sentimos, pensamos ou fazemos está plenamente consciente. Muitas dores, conflitos e repetições têm relação com experiências vividas, vínculos afetivos, perdas, traumas e com a forma como aprendemos, desde cedo, a lidar com o amor, a falta, a frustração e o desejo.
Um ponto central da psicanálise é o inconsciente: aquilo que nos habita sem que percebamos claramente, mas que influencia nossas emoções e atitudes. Muitas vezes, reagimos com raiva, nos isolamos ou sofremos intensamente sem entender o porquê. A análise ajuda justamente a dar nome ao que dói, a construir sentido onde antes só havia confusão ou sofrimento.
A psicanálise também respeita o tempo de cada pessoa. Mudanças não acontecem de forma imediata, mas aos poucos, conforme a pessoa vai se escutando, se reconhecendo e se apropriando da própria história. Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que ele deixe de comandar o presente de forma silenciosa e dolorosa.
Me coloco à disposição, como profissional, para continuar te explicando, te escutando ou te ajudando a entender se a psicanálise pode ser um caminho para você. Se quiser, podemos conversar sobre o que te levou a perguntar isso agora. Você não precisa enfrentar suas questões sozinho(a).
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Há dias sinto dormência e formigamento nos pés, vai e volta, isso pode ser devido a ansiedade? Minha
Há dias sinto dormência e formigamento nos pés, vai e volta, isso pode ser devido a ansiedade? Minha saúde mental está muito fragilizada e mesmo quando não estou em crise sinto essa sensação e me desespero.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode estar relacionado à ansiedade, especialmente quando a saúde emocional está fragilizada.
é fundamental dizer com responsabilidade clínica: toda queixa corporal recorrente merece avaliação médica, para descartar causas orgânicas (como questões neurológicas, circulatórias, metabólicas). Fazer essa checagem não invalida a origem emocional; ao contrário, muitas vezes ajuda a reduzir o medo e a abrir espaço para o trabalho psíquico.
O fato de a sensação ir e voltar e aparecer mesmo fora das crises é comum em quadros de ansiedade persistente. A mente não “desliga” completamente, e o corpo segue carregando essa marca. O desespero surge porque a sensação parece incontrolável e sem explicação clara, o que intensifica a angústia.
Me coloco à disposição, como profissional, para te escutar e te ajudar a pensar esse sofrimento com mais cuidado e menos solidão. Se quiser, podemos conversar sobre quando esses sintomas começaram e o que estava acontecendo emocionalmente nesse período. Você não está exagerando seu sofrimento merece atenção.
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Psicanálise não tem competência para curar o Transtorno Afetivo Bipolar?
Psicanálise tem competência para curar o Transtorno Afetivo Bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno Afetivo Bipolar se trata de uma condição de base biológica que, em geral, exige acompanhamento psiquiátrico e uso de medicação. A psicanálise tem um papel importante no cuidado da pessoa com transtorno bipolar, ao oferecer um espaço de escuta e elaboração do sofrimento psíquico. Contribui para a compreensão das vivências emocionais, para o reconhecimento dos sinais de crise, para o fortalecimento dos recursos internos e para uma melhor relação com o tratamento.
Coloco-me à disposição para acolher suas dúvidas e, se desejar, acompanhar esse processo de forma ética e cuidadosa.
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Olá tenho 33 anos e ainda moro som meus pais, nunca consegui trabalhar tenho transtorno de ansiedade
Olá tenho 33 anos e ainda moro som meus pais, nunca consegui trabalhar tenho transtorno de ansiedade, não diagnosticada, ,mas pelos sintomas seria isso, um amigo meu foi diagnosticado e me identifiquei, fico sem reação quando preciso falar
com mais de uma pessoa, falo baixo como se a voz estivesse presa e tenho crises de pânico, tenho
medo do que possa ser do meu futuro.
Preciso fazer psicanalise?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que você se identifique com o diagnóstico de um amigo, mas é importante ter cuidado: o diagnóstico não deve ser feito por comparação. Somente um profissional pode avaliar se se trata de um transtorno de ansiedade, fobia social, transtorno do pânico ou outro quadro. Ainda assim, o mais importante não é o rótulo, mas o fato de que você está sofrendo e isso está limitando sua vida.
Sobre a sua pergunta: sim, a psicanálise pode ajudar, e muito. A psicanálise não trabalha apenas os sintomas, mas busca compreender o sentido dessa ansiedade na sua história, por que falar com pessoas se tornou tão ameaçador, o que está em jogo quando você se imagina no futuro, e por que esse medo ganhou tanto espaço. Ao longo do processo, o sujeito pode construir outras formas de se posicionar diante do outro e diante da vida, com menos angústia e mais sustentação interna.
Isso não exclui, se necessário, uma avaliação psiquiátrica. Em alguns casos, a medicação pode ajudar a reduzir a intensidade das crises, criando condições para que o trabalho terapêutico aconteça. Não é sinal de fraqueza procurar um psiquiatra; é cuidado.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te ajudar a compreender melhor o que você está vivendo, orientar sobre os próximos passos e, se desejar, iniciar um processo de psicanálise que respeite o seu tempo e a sua história. Você não precisa resolver tudo agora o primeiro passo é não enfrentar isso sozinho.
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Olá meu filho tem 23 anos..ele é adotivo ...e é muito amado pela família. Mas o comportamento dele é
Olá meu filho tem 23 anos..ele é adotivo ...e é muito amado pela família. Mas o comportamento dele é bem diferente...tenho lido pesquisado muito sobre Altismo...devido seu comportamento..tipo gosta de ficar só...se ele tem um amigo é muito..e também não gosta de ser abraçado..e ele foca só em um objetivo...ele pode ter altismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As características que você descreve preferência por ficar só, poucos vínculos de amizade, desconforto com abraços e um foco intenso em interesses específicos podem, de fato, levantar a hipótese de um Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas é importante dizer com bastante cautela que essas características, isoladamente, não permitem um diagnóstico.
Na clínica psicanalítica, o espaço de escuta pode ajudar muito a compreender se esses comportamentos são defesas, modos singulares de existir, efeitos da história de vida ou se apontam para uma estrutura clínica específica.
Coloco-me à disposição, como profissional, para ajudá-la a pensar esse percurso, esclarecer dúvidas e, se for o caso, orientar sobre os encaminhamentos mais adequados. Cuidar é, muitas vezes, justamente isso: não apressar respostas, mas sustentar a escuta e o respeito à singularidade de quem amamos.
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Estou com crise de choro, perdi a vontade de fazer coisas que amava fazer, e estou muito dependente
Estou com crise de choro, perdi a vontade de fazer coisas que amava fazer, e estou muito dependente emocionalmente, tomo venlafaxina e clonazepam há 7 dias para fobia social, obtive piora dos sintomas e ainda muita fraqueza, tremor... é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, os sintomas que aparecem agora não são apenas “efeitos colaterais” isolados, mas também expressões de um momento psíquico de fragilidade, em que defesas antigas parecem não estar mais dando conta de sustentar o equilíbrio emocional.
Quando alguém inicia uma medicação como a venlafaxina, especialmente nos primeiros dias, pode ocorrer uma intensificação temporária da angústia, do choro, da sensação de fraqueza, tremores e até de um vazio ou perda de interesse pelas coisas que antes davam prazer. Do ponto de vista psíquico, isso costuma coincidir com um período em que o sujeito se percebe mais “exposto”, menos protegido por mecanismos que antes amorteciam o afeto. A fobia social, em especial, costuma estar ligada a conflitos profundos relacionados ao olhar do outro, ao medo de julgamento e à dependência afetiva, que podem ficar mais evidentes nesse início.
A dependência emocional que você relata merece cuidado e acolhimento. Na psicanálise, compreendemos que, em momentos de maior angústia, o sujeito pode buscar no outro uma função de sustentação psíquica que está fragilizada internamente. Isso não é fraqueza, mas um sinal de que algo precisa ser simbolizado, nomeado e trabalhado com tempo e escuta. O choro frequente também não é um retrocesso: muitas vezes ele é a forma possível de o psiquismo escoar algo que estava represado.
Estou à disposição como profissional para te acompanhar nessa travessia, com escuta cuidadosa, respeitando seu tempo e seus limites. Você não está sozinha nisso, e o fato de buscar compreensão já é um movimento importante de cuidado consigo mesma.
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Qual a diferença entre a psicanálise e psicoterapia?
Qual a diferença entre a psicanálise e psicoterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Enquanto a psicoterapia costuma responder à pergunta “como lidar com isso?”, a psicanálise se orienta mais pela pergunta “por que isso retorna dessa forma na minha vida?”. Por isso, o tempo do tratamento, o ritmo das sessões e o próprio percurso são singulares, respeitando a subjetividade de cada pessoa. A escolha depende do momento de vida, da demanda e do que se busca em um processo de cuidado. Há momentos em que uma psicoterapia mais focada pode ser necessária, assim como há momentos em que o desejo de compreender mais profundamente sua história e seus modos de se relacionar consigo e com os outros, e é aí que a psicanálise se apresenta como possibilidade.
Se você quiser conversar melhor sobre qual caminho faz mais sentido para você neste momento, estou à disposição como psicanalista para te acolher e pensar junto, com escuta ética, cuidadosa e respeitando a sua singularidade.
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Boa noite É natural a menina ser demasiadamete apegada a mãe na fase da latencia e rejeitar o pai?
Boa noite
É natural a menina ser demasiadamete apegada a mãe na fase da latencia e rejeitar o pai? Quais as implicações para saúde psíquica da criança e suas escolhas amorosas futuras?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, na fase de latência é comum haver maior apego a um dos pais, mas uma rejeição intensa e persistente ao pai não é considerada esperada. Isso pode indicar dificuldades na elaboração do complexo de Édipo ou fragilidade da função paterna simbólica, especialmente quando há fusão excessiva com a mãe.
Se essa dinâmica se mantém, pode impactar a saúde psíquica da criança, dificultando a separação, a construção de limites e a autonomia emocional. No futuro, pode repercutir nas escolhas amorosas, favorecendo relações de dependência, idealização excessiva ou dificuldade em lidar com frustração e diferença.
A psicanálise oferece um espaço de escuta para compreender a singularidade da criança e da dinâmica familiar, favorecendo elaborações mais saudáveis. Coloco-me à disposição como profissional para orientação e acompanhamento.
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Ai gente, tou sentindo medo do que eu já vivi na pele há 4 anos atrás medo de ter novamente tantas d
Ai gente, tou sentindo medo do que eu já vivi na pele há 4 anos atrás medo de ter novamente tantas dúvidas no sentindo de fazer tantas perguntas sem respostas . Hoje me encontro com uma dúvida que é: O que significa valor de uma pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando experiências difíceis do passado deixaram marcas profundas, é comum que, diante de novas dúvidas, o medo não seja apenas da pergunta em si, mas do que ela desperta: a sensação de desamparo, de confusão, de estar novamente sem respostas. Na perspectiva psicanalítica, esse medo costuma ser a memória afetiva de um tempo em que você precisou lidar sozinha com questões grandes demais, sem sustentação suficiente.
A pergunta “qual é o valor de uma pessoa?” não é simples e talvez por isso ela assuste. Socialmente, somos ensinados a medir valor por produtividade, sucesso, reconhecimento, desempenho, utilidade para o outro. Mas, do ponto de vista psíquico, o valor de uma pessoa não se confunde com o que ela faz, produz ou entrega. O valor está ligado à existência, à singularidade, à história que ninguém mais pode viver no seu lugar.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo de compreender essas perguntas, sustentar as dúvidas e, aos poucos, construir um sentido de valor que não dependa apenas de respostas externas, mas que possa ser vivido internamente, com mais cuidado e menos dor.
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Como posso ver-me livre dos tiques? O que me recomandam por favor
Como posso ver-me livre dos tiques?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, os tiques são compreendidos como expressões corporais de conflitos psíquicos e de angústias não simbolizadas. Eles funcionam, muitas vezes, como uma forma de alívio para tensões internas que não encontraram palavras.
O tratamento não se baseia apenas em controlar ou eliminar o sintoma, mas em escutar seu sentido. À medida que o sujeito pode falar, elaborar emoções, medos e experiências difíceis, o tique tende a perder sua função, podendo diminuir ou desaparecer gradualmente.
Me coloco à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo de escuta e elaboração, respeitando o tempo e a singularidade de cada pessoa.
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Meu marido começou a beber a pouco tempo, voltou pra casa violento, agressivo, falando palavrões, qu
Meu marido começou a beber a pouco tempo, voltou pra casa violento, agressivo, falando palavrões, querendo matar meu filho de 21 anos(ele não é o pai, é meu segundo casamento). Percebi que tudo que ele falou quando estava bêbado é o que ele não tem coragem de falar quando está sobrio, temo pelo meu filho. Aliás meus dois filhos pensam que devo me separar, também meus amigos pensam assim! O que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o álcool não “cria” conteúdos do nada, mas reduz as defesas psíquicas, permitindo que afetos, impulsos e conflitos que já existiam encontrem uma via de descarga. Isso não significa que tudo o que é dito em estado de embriaguez seja uma “verdade literal”, mas indica que há algo ali que não está sendo simbolizado, elaborado ou dito de forma possível na sobriedade. Ainda assim, compreender isso não implica aceitar ou suportar a violência.
É importante diferenciar compreensão de tolerância. A psicanálise não propõe que o sujeito permaneça em situações que colocam sua integridade psíquica e física em risco. Quando o laço conjugal passa a ser atravessado pelo medo, pela ameaça e pela insegurança, algo essencial da função de proteção do vínculo se rompe. O fato de seus filhos, amigos e pessoas próximas perceberem a gravidade da situação indica que você não está exagerando e que sua angústia é legítima.
Neste momento, mais do que decidir tudo sozinha, é essencial não se isolar. Busque apoio concreto: familiares, amigos de confiança e, se necessário, proteção institucional. Se houver qualquer risco iminente, procure ajuda imediatamente. A violência doméstica, inclusive a psicológica e a ameaça, é uma questão de saúde e de proteção, não apenas conjugal.
Do ponto de vista clínico, o seu marido precisaria reconhecer o problema com o álcool e com a agressividade e buscar tratamento. Mas isso não depende de você, nem pode ser condição para que você e seus filhos permaneçam expostos ao perigo. A análise pode ajudar a compreender por que você sustenta esse vínculo e quais afetos estão em jogo, mas nunca para silenciar o risco.
Como profissional, coloco-me à disposição para te acolher, ajudar a pensar com mais clareza, fortalecer sua posição subjetiva e te acompanhar na construção de decisões que preservem sua dignidade, sua segurança e a de seus filhos. Você não está errada em sentir medo e não precisa enfrentar isso sozinha.
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Sinto falta de ar constante, ja fiz todo tipo de exame ( eletro, sangue, teste ergometrico, tireoide
Sinto falta de ar constante, ja fiz todo tipo de exame ( eletro, sangue, teste ergometrico, tireoide, testosterona) e tudo deu normal.....meus sintomas sao: pressão das mandibulas e falta de ar constante....quando faço algum esforço fisico...a sensação de desconforto aumenta.....estou tomando diazepan...que alivia os sintomas...isso pode ser Ataque de Pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A partir da perspectiva psicanalítica, quando exames clínicos e cardiológicos estão dentro da normalidade e, ainda assim, o corpo insiste em apresentar sinais como falta de ar constante, pressão na mandíbula, sensação de aperto que piora com esforço, é importante considerar que o corpo pode estar funcionando como via de expressão de um conflito psíquico que ainda não encontrou palavras.
Isso pode, sim, estar relacionado a ataques de pânico ou a um estado de angústia contínua, mesmo que não ocorram crises abruptas clássicas. Muitas pessoas vivenciam uma ansiedade mais difusa, constante, que não explode de uma vez, mas se mantém como um fundo permanente de mal-estar corporal.
Na análise, o trabalho não é apenas “controlar” o sintoma, mas escutar o que essa falta de ar está tentando dizer: em que momentos ela surge, o que estava em jogo emocionalmente, que exigências internas ou externas estão sendo vividas como sufocantes, onde há excesso de responsabilidade, medo, expectativa ou perda de referência subjetiva.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te auxiliar nesse processo de escuta e elaboração. A psicanálise pode oferecer um espaço seguro para que aquilo que hoje aparece no corpo possa, pouco a pouco, ganhar palavras e, assim, aliviar o sofrimento de forma mais profunda e duradoura.
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Ola meu nome Pricila estou sofrendo com está sindrome fora a pressão no ovido os zumbidos as vertige
Ola meu nome Pricila estou sofrendo com está sindrome fora a pressão no ovido os zumbidos as vertigens que algumas das vezes não me deixao nem levantar da cama.queria. saber o que posso fazer para amenizar meus sintomas já que o médico falou que tinha que aprender a conviver com tudo isso
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, Priscila. Sinto muito que você esteja passando por isso, conviver com zumbidos, pressão no ouvido e vertigens incapacitantes é muito desgastante, física e emocionalmente. O que você sente é real, e ouvir apenas que “tem que aprender a conviver” pode dar uma sensação de abandono.
Na perspectiva psicanalítica, sintomas como vertigem e zumbido costumam gerar algo muito específico: perda da sensação de controle. O corpo falha, o mundo gira, e isso ativa medo, angústia e até desespero. Com o tempo, o próprio medo da crise pode intensificar os sintomas, criando um ciclo difícil.
Na análise, trabalhamos para que o sintoma não domine toda a sua vida emocional. Quando a angústia encontra palavra, o corpo muitas vezes reduz a intensidade do sofrimento.
Me coloco à disposição, como profissional, para te escutar e te acompanhar nesse processo. Se quiser, podemos conversar sobre quando esses sintomas começaram, o que mudou na sua vida naquele período e como você tem lidado emocionalmente com tudo isso. Seu sofrimento é legítimo e merece cuidado.
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Não gosto dos cortes em sessão que o analista faz . Me sinto muito mal . Isso é necessário , se sim
Não gosto dos cortes em sessão que o analista faz. Me sinto muito mal. Isso é necessário, se sim, por que?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, especialmente nas orientações freudianas e lacanianas, os cortes de sessão (também chamados de pontuação ou escansão) podem ser utilizados como intervenção clínica, e não como desconsideração pelo sofrimento do analisando. Ainda assim, o fato de você se sentir mal com isso é muito importante e merece ser levado a sério.
O mais importante é que isso seja falado em análise. O mal-estar que o corte provoca não é um “erro” seu, mas um material clínico valioso. Um bom manejo analítico considera o tempo psíquico do paciente, sua estrutura e sua possibilidade de simbolização naquele momento do tratamento.
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Tenho pensamentos como se eu fosse parar de respirar...então fico prestando atenção na respiração to
Tenho pensamentos como se eu fosse parar de respirar...então fico prestando atenção na respiração toda hora achando que vou parar ...fico puxando o ar de vez em quando e isso me dá pânico...devo fazer terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, pensamentos como o medo de “parar de respirar” e a vigilância constante sobre a respiração costumam estar ligados à angústia, especialmente à angústia de perda de controle sobre o corpo e sobre a própria existência. Quando a respiração, que normalmente acontece de forma automática, passa a ser observada e controlada conscientemente, o corpo deixa de ser vivido como algo confiável e passa a ser sentido como uma ameaça. Esse estado de hipervigilância pode intensificar o pânico, criando um ciclo em que o medo alimenta os sintomas e os sintomas reforçam o medo.
Do ponto de vista psicanalítico, esses episódios não indicam que a pessoa vá realmente parar de respirar, mas expressam um sofrimento psíquico que encontra no corpo uma forma de manifestação. A angústia, quando não consegue ser simbolizada em palavras, tende a aparecer como sensação corporal intensa — aperto no peito, falta de ar, necessidade de “puxar o ar”, medo de morrer ou enlouquecer. O pânico surge justamente dessa tentativa de controlar algo que, por natureza, escapa ao controle consciente.
A terapia torna-se indicada quando esses pensamentos passam a ocupar grande parte do dia, geram medo constante, evitamentos ou sensação de estar sempre em alerta. Na clínica psicanalítica, o trabalho não se limita a aliviar o sintoma, mas busca compreender o que essa angústia está dizendo, quais conflitos, medos ou experiências estão sendo reativados e por que o corpo se tornou o lugar privilegiado dessa expressão.
Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para acolher e acompanhar você nesse processo, oferecendo um espaço de escuta ética e cuidadosa, onde seja possível compreender a origem desse sofrimento, reduzir o pânico e construir uma relação mais segura e confiável com o próprio corpo e com suas emoções.
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Tenho muito medo de ficar perto de pessoas que não conheço medo das pessoas n gostarem de mim, medo
Tenho muito medo de ficar perto de pessoas que não conheço
medo das pessoas n gostarem de mim, medo de eu ser chata....
Uma terapia seria uma boa ideia, mas como conversar com os pais sobre isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo de não ser aceita, de incomodar, de ser julgada ou rejeitada costuma estar ligado à forma como o sujeito foi aprendendo, ao longo da vida, a se relacionar com o outro e consigo mesmo. Na perspectiva psicanalítica, esses medos não surgem do nada: eles geralmente se constroem a partir de experiências de crítica, exigência excessiva, comparações, rejeições reais ou sentidas, ou da falta de um espaço seguro para ser quem se é.
A terapia, sim, pode ser uma excelente ideia. Não para “te mudar” ou te tornar alguém diferente, mas para oferecer um espaço de escuta onde você possa falar sem medo de julgamento, compreender de onde vêm esses sentimentos e construir, pouco a pouco, uma relação mais gentil consigo mesma. Muitas vezes, o sofrimento está menos em quem somos e mais no olhar severo que aprendemos a lançar sobre nós.
Sobre conversar com seus pais, é importante lembrar que você não precisa convencer ninguém com termos técnicos ou diagnósticos. Pode ser mais simples e verdadeiro falar a partir do que você sente. Algo como:
“Tenho me sentido muito ansiosa perto das pessoas, com medo de não ser aceita ou de incomodar. Isso tem me feito sofrer, e acho que conversar com um profissional poderia me ajudar.”
Falar do sofrimento, e não de rótulos, costuma abrir mais espaço para escuta.
Como profissional, coloco-me à disposição para te acolher nesse processo, ajudar a nomear esses medos e construir, no seu tempo, mais segurança para estar com o outro sem precisar se anular. Buscar ajuda já é um sinal importante de maturidade emocional. Você não está sozinha nisso.
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Possuo diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline. Hoje ao 30 anos, meu comportamento est
Possuo diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline. Hoje ao 30 anos, meu comportamento está menos intenso porém convivo com uma tia narcisista, vivo "fugindo" das provocações já que sou reativa, o que mais posso fazer para manter o meu equilíbrio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicanalítico, pessoas com traços narcísicos tendem a provocar, desqualificar ou inverter responsabilidades porque precisam sustentar uma imagem de superioridade. Para quem é mais sensível ao abandono, à rejeição ou à invalidação (como costuma ocorrer no borderline), esse tipo de relação toca feridas antigas e pode disparar reações intensas. Ou seja: sua reatividade não surge do nada, ela encontra um ponto já vulnerável.
“Fugir” das provocações, como você descreve, é uma estratégia de autoproteção, não um fracasso. Em muitos casos, o primeiro passo para manter o equilíbrio é aceitar que não haverá reconhecimento, empatia ou mudança do outro. Esperar isso só aumenta a frustração e o desgaste. Na análise, trabalhamos justamente o luto dessa expectativa: parar de buscar no outro algo que ele não pode oferecer.
Na psicanálise, o trabalho com o borderline não é “corrigir” quem você é, mas fortalecer sua capacidade de simbolizar, sustentar afetos intensos e escolher onde e com quem investir energia emocional. Você já está fazendo isso ao se questionar e buscar equilíbrio.
Me coloco à disposição, como profissional, para te acompanhar nessa elaboração especialmente para trabalhar os gatilhos dessa convivência e construir formas mais seguras de se preservar sem se violentar internamente. Seu esforço em cuidar de si é legítimo e merece continuidade.
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Quais perguntas posso fazer na sessão de psicanálise em relação ao meu tratamento? Tenho muitas dúvi
Tenho muitas dúvidas e não sei como e se devo perguntar tudo que eu quero na sessão de psicanálise.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na análise, tudo aquilo que aparece como dúvida, confusão, medo de falar demais, medo de falar errado ou até o receio de incomodar o analista pode, sim, ser levado para a sessão. Inclusive o próprio pensamento: “tenho muitas dúvidas e não sei como perguntar”. Isso já é material de trabalho.
Diferente de outras abordagens mais diretivas, a psicanálise parte do princípio da associação livre. Isso significa que você pode falar do que vier à mente: perguntas, pensamentos soltos, contradições, silêncios, coisas que parecem bobas, repetitivas ou até sem sentido. Não há hierarquia entre o que “vale” ou não vale dizer. O inconsciente não se organiza de forma lógica, e a análise respeita isso.
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Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito
Olá,eu sempre achava que sou louca por me sentir assim,tenho duas filhas,uma de 23 e uma de dezoito nunca consegui sentir esse arrebatamento de mãe,sou bem fria com elas,inclusive elas reclamam que não abraço ou beijo constantemente.Não consigo sentir falta delas quando viajam,e mais velha quando casou,todos ficaram esperando que eu fosse chorar,ou algo assim.Mas não senti nada.Tenho muita culpa por isso e sempre pesquiso pra saber se mais pessoas tem esse problema.Devo fazer psicanálise pra descobrir o motivo desse desapego?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, é importante lembrar que o amor materno não é um instinto homogêneo, automático ou vivido da mesma forma por todas as mulheres. A ideia de um “arrebatamento natural” da maternidade é, em grande parte, uma construção cultural que ignora a singularidade da história psíquica de cada sujeito.
Na clínica, compreendemos que a forma como alguém se vincula aos filhos está profundamente atravessada por sua própria história afetiva, pelas experiências precoces de cuidado, pelas identificações com as figuras parentais e pelos modos aprendidos ou possíveis de expressar afeto. Algumas pessoas amam mais pelo cuidado concreto, pela responsabilidade, pela presença prática, e não necessariamente pela via do contato físico, da saudade intensa ou da emoção visível. Isso não invalida o vínculo, apenas revela uma forma específica de relação.
A culpa que você sente merece atenção. Muitas vezes, ela surge menos da ausência de sentimento em si e mais da comparação com um ideal de maternidade que foi introjetado ao longo da vida.
Caso sinta que esse tema lhe causa dor, angústia ou culpa recorrente, fico à disposição para acolher essa escuta e acompanhar você nesse processo de elaboração, com respeito à sua história e à sua singularidade como mulher e como mãe.
Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…