Perguntas do paciente (231)
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Hoje uma aluno mim perguntou se as tranças aque colocou no cabelo tava bonito respondi que não , eu
Hoje uma aluno mim perguntou se as tranças aque colocou no cabelo tava bonito respondi que não , eu não acho aquele estilo de tranças bonito Ela falou que fiz bullying ao responder . Foi bullying quando dei minha opinião?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, dar a sua opinião, por si só, não é automaticamente bullying. Bullying envolve repetição, intenção de humilhar ou diminuir, desequilíbrio de poder e um efeito claro de constrangimento ou exclusão. Uma resposta isolada, sem intenção de ferir, não se enquadra tecnicamente como bullying.
Considerando a reação apresentada pela aluna no momento do ocorrido, observa-se que ela sentiu-se magoada com a situação vivenciada.
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Sou casada a 3 anos e ainda sonho com minha ex. Terminamos 8 meses, antes de conhecer minhas esposa.
Sou casada a 3 anos e ainda sonho com minha ex. Terminamos 8 meses, antes de conhecer minhas esposa. Tive relacionamento com poucas pessoas, essa ex, foi a primeira namorada, passamos por várias experiências ruins e tínhamos muitos planos, mas a vida não nos permitiu ficar juntas. A 4 meses ela entrou em contato comigo, me senti muito abalada, não consigo explicar e nem entender a situação. Por que esses sonhos acontecem com tanta frequência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, sonhar com uma ex, mesmo estando casada, não indica necessariamente desejo de retorno ou insatisfação com o presente. Os sonhos expressam marcas afetivas e vínculos que tiveram importância na história psíquica, especialmente quando se trata da primeira experiência amorosa.
Relações que terminam com perdas, planos interrompidos e sentimentos não totalmente elaborados podem permanecer ativas no inconsciente. O contato recente com essa ex pode ter funcionado como um gatilho, reativando conteúdos que estavam adormecidos, levando à repetição dos sonhos.
Esses sonhos falam mais de elaboração de luto e integração do passado do que de uma vontade atual. Ao serem compreendidos e simbolizados, tendem a perder a intensidade e a frequência.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e aprofundar essa reflexão de forma cuidadosa e respeitosa.
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Tenho 30 anos, recentemente passei por uma crise de pânico. Sou sedentário, passei por estresse devi
Tenho 30 anos, recentemente passei por uma crise de pânico. Sou sedentário, passei por estresse devido à mudança de estado, fumo cigarro e exagero no café, tenho sono desregulado e me alimento pouco.
Tenho dúvidas; quem tem crise de ansiedade pode se masturbar e fazer musculação?
É possível ter uma crise só é mesmo assim não ser considerado doente?
Posso levar uma vida normalmente igual era há 5 meses?
Minhas crises começaram recente, há 5 meses.
Namoro e não estou feliz e no modo geral sou
Fiz exames médicos recente e está ok.
Obrigado!
frustrado com a minha vida.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pergunta “posso voltar a viver normalmente como há cinco meses?” é muito significativa. A psicanálise propõe um deslocamento: talvez não se trate de voltar exatamente ao que era antes, mas de construir uma nova forma de viver, mais ajustada às suas necessidades atuais. As crises recentes indicam que algo, antes suportado em silêncio, deixou de ser tolerável. Ignorar isso costuma manter o ciclo de angústia; escutar, ao contrário, abre possibilidade de transformação.
A frustração com a vida e a insatisfação no namoro também não são detalhes secundários. Muitas vezes, o pânico emerge quando há um desalinhamento entre o que se vive e o que se deseja, entre o lugar que se ocupa e aquele que, inconscientemente, se busca. A crise, nesse sentido, não é o problema em si, mas o efeito visível de um conflito mais profundo.
Mesmo com exames médicos normais, o sofrimento é real e merece cuidado. A análise oferece um espaço para compreender o sentido singular dessas crises, articular corpo e história, e encontrar saídas que não passem apenas pelo controle do sintoma, mas pela elaboração da angústia.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhá-lo nesse processo. Com escuta, tempo e trabalho psíquico, é possível sim retomar a vida não como uma repetição do passado, mas de forma mais consciente, integrada e sustentável para você.
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Sou aposentada por invalidez (depressão/mania) e embora me sinta acolhida pela família tenho uma sen
Sou aposentada por invalidez (depressão/mania) e embora me sinta acolhida pela família tenho uma sensação de inutilidade por não poder trabalhar sem ser na minha casa. Tentei trabalho artesanal mas nada me deu alegria. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a sensação de inutilidade após a aposentadoria por invalidez está ligada à perda do lugar simbólico que o trabalho ocupava, e não à falta de valor pessoal. O trabalho organiza identidade, reconhecimento e pertencimento; quando ele se rompe, é comum surgir vazio e perda de sentido, mesmo com apoio familiar.
O fato de atividades artesanais não trazerem alegria não indica falha sua, mas que elas não tocaram o desejo. Quadros de depressão e mania também afetam a relação com o prazer, o que pode manter essa sensação de esvaziamento.
O cuidado terapêutico busca elaborar o luto pelo que foi perdido e reconstruir sentido para além da lógica da utilidade e da produção, respeitando limites e o tempo do sujeito.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar esse processo de ressignificação.
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Eu tenho transtorno de ansiedade generalizada desde há 7 anos, já tomei varios medicamentos e a ansi
Eu tenho transtorno de ansiedade generalizada desde há 7 anos, já tomei varios medicamentos e a ansiedade tóxica nunca desapareceu, desisti do emprego em que estava por causa da minha ansiedade, tenho dificuldades em lidar com o fracasso, com o medo de falhar, impede-me de avançar, eu passo a ideia de que sou muito bom em tudo para os meus amigos, coloco as minhas expetativas muito elevadas em relação ao meu desempenho em qualquer atividade depois quando vejo que não as consigo atingir, começo a duvidar bastante das minhas capacidades e procrastino tarefas as vezes por preguiça outras vezes por achar que não estou capaz no momento de as realizar e isso tudo me deixa frustrado.
Quando era criança ja tinha alguns medos e era um bocado nervoso mas nunca tinha ataques de ansiedade nem a minha ansiedade me limitava.
A minha pergunta é a seguinte.
Tendo em conta os dados relatados, acha que seria muito importante o inicio da terapia cognitivo comportamental? Se seria tão ou mais importante que a medicação para curar a minha ansiedade?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a ansiedade persistente que você descreve não é apenas um conjunto de sintomas, mas a expressão de conflitos psíquicos ligados ao ideal do eu, ao medo de falhar e à autocrítica excessiva. A necessidade de sustentar uma imagem de alto desempenho e a dificuldade em tolerar limites fazem com que a ansiedade se torne paralisante, levando à frustração e à procrastinação.
A medicação pode ajudar a reduzir a intensidade da angústia, mas não elabora os conflitos inconscientes que mantêm a ansiedade. A psicoterapia, especialmente a psicanalítica, permite compreender o sentido desse sofrimento na sua história, flexibilizar o ideal rígido e construir uma relação mais possível consigo mesmo.
O objetivo não é eliminar toda ansiedade, mas retirar seu caráter tóxico e impeditivo, ampliando sua liberdade de ação. Coloco-me à disposição como profissional para acolher sua história e acompanhar esse processo de elaboração.
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olá a todos eu queria saber se é normal sentir cheiros, toques e até vozes de verdade enquanto você
olá a todos eu queria saber se é normal sentir cheiros, toques e até vozes de verdade enquanto você está em um sonho, por exemplo, hoje tive um sonho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, é normal vivenciar sonhos com grande intensidade, incluindo cheiros, toques e vozes que parecem reais. Isso acontece porque, durante o sonho, o inconsciente se expressa livremente, investindo essas sensações como se fossem verdadeiras.
O mais importante não é a sensação em si, mas o significado que ela tem para o sujeito, pois os sonhos trazem conteúdos ligados a desejos, memórias e conflitos psíquicos. Essas vivências são naturais no sonho e não indicam problema, desde que ocorram apenas durante o sono.
Se os sonhos causarem angústia ou se repetirem, a psicanálise pode ajudar a compreender e elaborar esses conteúdos. Coloco-me à disposição como profissional para escuta e acompanhamento.
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Minha sobrinha de 4 anos fala muito sobre sua própria morte. Sonha com isso. Pode ser sinal de um co
Minha sobrinha de 4 anos fala muito sobre sua própria morte. Sonha com isso. Pode ser sinal de um comportamento suicida? Como devo agir?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aos 4 anos, falar sobre a própria morte não indica comportamento suicida. Nessa idade, a morte é vivida de forma simbólica e imaginária, aparecendo em sonhos e falas como expressão de medos, angústias, insegurança ou experiências que a criança ainda não consegue elaborar de outro modo.
O mais importante é acolher e escutar com calma, sem pânico, repreensão ou minimização. Fazer perguntas simples e abertas ajuda a criança a colocar em palavras o que sente. Também é fundamental observar se o tema é persistente e se vem acompanhado de sofrimento ou mudanças de comportamento.
Se as falas sobre morte se repetirem de forma angustiante, o indicado é buscar um terapeuta infantil, para compreender o sentido dessas expressões e favorecer uma elaboração saudável. Coloco-me à disposição, como profissional, para orientar a família e auxiliar nos cuidados necessários.
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Tenho 18 anos, quase 19 e suspeito de borderline. Qual profissional seria indicado para o meu caso?
Tenho 18 anos, quase 19 e suspeito de borderline. Qual profissional seria indicado para o meu caso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O psicólogo ou psicanalista é o profissional central nesse processo. É por meio da escuta clínica e do acompanhamento ao longo do tempo que se torna possível compreender o funcionamento emocional, identificar padrões de sofrimento e avaliar, com responsabilidade, se os sinais observados se aproximam ou não de um quadro de borderline. Independentemente de um diagnóstico fechado, o processo terapêutico já constitui um espaço fundamental de cuidado, elaboração e fortalecimento psíquico.
O psiquiatra pode ser indicado como complemento, especialmente para avaliação diagnóstica e para verificar a necessidade de medicação, quando há sintomas como ansiedade intensa, depressão, impulsividade ou crises emocionais recorrentes. Quando indicada, a medicação atua como suporte ao tratamento, não substituindo o acompanhamento psicoterapêutico.
Coloco-me à disposição como profissional para acolher suas dúvidas, oferecer escuta qualificada e orientar esse processo de forma ética e cuidadosa, respeitando o seu tempo e a sua demanda.
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Olá, sou jovem, 17 anos. Acho que tenho pensamentos intrusivos. Me deixa com raiva e com vontade de
Olá, sou jovem, 17 anos. Acho que tenho pensamentos intrusivos. Me deixa com raiva e com vontade de chorar, por causa de uma paixão não correspondida.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma experiência comum e intensa na adolescência, especialmente diante de uma paixão não correspondida. Na perspectiva psicanalítica, os pensamentos intrusivos surgem quando um afeto forte não consegue ser elaborado, retornando como ideias repetitivas. A raiva e o choro expressam a dor da frustração e do luto pelo ideal criado em torno dessa relação.
Esses pensamentos não definem quem você é nem indicam fraqueza. Eles sinalizam um sofrimento que precisa de escuta, não de repressão. A psicoterapia oferece um espaço para falar dessa dor, compreender seus sentidos e transformar o excesso emocional em algo mais suportável.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar você na elaboração desse momento, ajudando a atravessá-lo com mais cuidado e compreensão.
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A ausência paterna na infância pode gerar uma atração desta mulher por homens que de alguma forma re
A ausência paterna na infância pode gerar uma atração desta mulher por homens que de alguma forma remetam ao pai? E essa atração não ser sexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a ausência paterna na infância pode, sim, influenciar os vínculos na vida adulta, levando a uma atração por homens que remetam ao pai, não necessariamente de forma sexual, mas afetiva e simbólica. Essa atração costuma estar ligada à busca inconsciente por cuidado, reconhecimento, proteção ou validação que faltaram.
Esse movimento não é patológico em si, mas pode gerar sofrimento quando mantém relações de dependência ou idealização. A psicoterapia ajuda a compreender essas repetições, elaborar a ausência e possibilitar escolhas afetivas mais livres e conscientes. Coloco-me à disposição como profissional para acolher e acompanhar esse processo.
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O que eu deveria esperar de um tratamento com psicólogo? Eu sinto que o tratamento que eu iniciei e
O que eu deveria esperar de um tratamento com psicólogo?
Eu sinto que o tratamento que eu iniciei e abandonei recentemente só me serviu de perda de tempo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De um tratamento consistente, na perspectiva psicanalítica, espera-se um espaço ético de escuta, sem julgamentos, que favoreça o aumento da compreensão sobre si, a identificação de repetições que produzem sofrimento e a construção gradual de novas possibilidades de posicionamento diante da vida. As mudanças tendem a ser processuais, sutis e progressivas, mais ligadas à ampliação da liberdade psíquica do que à eliminação imediata dos sintomas.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher sua experiência, ajudar a pensar o que não funcionou nesse tratamento e orientar sobre que tipo de acompanhamento pode fazer mais sentido para você agora. Questionar a terapia também é parte do processo de cuidado e pode ser um passo importante na direção de um trabalho mais alinhado às suas necessidades.
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Porque a masturbação causa sentimento de culpa depressão após ejaculação?
Porque a masturbação causa sentimento de culpa depressão após ejaculação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a culpa ou tristeza após a masturbação não está ligada ao ato em si, mas aos significados inconscientes associados a ele. Valores morais, religiosos ou familiares internalizados formam o supereu, que pode reagir com autocrítica após a satisfação do desejo. Com a queda da excitação, surgem sentimentos de vazio, vergonha ou melancolia, especialmente quando o prazer é vivido como algo proibido. Em alguns casos, experiências precoces de censura à sexualidade intensificam esse conflito. Quando esse mal-estar é frequente ou intenso, a escuta psicanalítica pode ajudar a compreender e ressignificar esses sentimentos.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar esse processo, com ética, respeito e sem julgamentos.
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Meu marido meu contou hoje que me traiu disse que foi uma vez só, mais eu não sei oque fazer sobre i
Meu marido meu contou hoje que me traiu disse que foi uma vez só, mais eu não sei oque fazer sobre isso , temos um filho de 5 anos e estou sem saber como agir ,oque fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante compreender que a traição diz algo sobre a dinâmica do casal, mas não define sozinha o valor da relação nem o seu valor como mulher. Mesmo quando o parceiro diz que “foi uma vez só”, o que realmente precisa ser elaborado não é apenas o ato, mas o que levou a isso, como a confiança foi rompida e se há disponibilidade real de responsabilidade, escuta e reparação por parte dele. Sem isso, qualquer tentativa de seguir adiante tende a adoecer.
O fato de vocês terem um filho de 5 anos adiciona uma camada importante, mas não deve ser usado como motivo para silenciar sua dor ou se anular. Crianças se beneficiam muito mais de adultos emocionalmente responsáveis , juntos ou separados, do que de um ambiente sustentado apenas pela aparência. Antes de pensar no que é “melhor para o filho”, é fundamental olhar para o que é possível para você.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo. Um espaço de escuta pode te ajudar a elaborar essa dor, compreender seus sentimentos e encontrar uma posição mais segura para decidir, respeitando sua história, seu tempo e seus afetos. Você não precisa atravessar isso sozinha.
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Gostaria de saber se mudanças em excesso na vida de uma criança/adolescente gera consequências na vi
Gostaria de saber se mudanças em excesso na vida de uma criança/adolescente gera consequências na vida adulta.
Tenho 24 anos e, durante os 11 anos letivos, estudei em 18 escolas diferentes, além de bairro e cidades, pois meus pais se mudaram muito. Eu sempre fui muito retraída e tive dificuldade em me aproximar das pessoas, em falar alto em público, etc.
No começo desse ano comecei a fazer terapia, duas vezes ao mês,, após fazer vários exames e descobrir que meus sintomas (tremor, palpitações, etc) não eram físicos. Logo após, uma médica me receitou fluoxetina, pela persistência dos sintomas, e tive uma melhora pouco significante. Tem dias que, mesmo tomando o remédio, a ansiedade toma conta e fico bastante trêmula e mente acelerada, angustiada, insônia, etc. E muitas vezes, quando estou em casa, só quero dormir. Também fico em dúvida se isso deveria acontecer mesmo com a medicação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mudanças excessivas na infância e adolescência, como trocas constantes de escola, cidade e vínculos, podem gerar impactos na vida adulta, especialmente ansiedade, retraimento, insegurança e dificuldade de pertencimento. Na perspectiva psicanalítica, a falta de continuidade dificulta a elaboração de perdas e pode levar o psiquismo a permanecer em estado de alerta, o que se expressa em sintomas emocionais e físicos.
Os sintomas de ansiedade que persistem mesmo com a medicação são relativamente comuns, pois a medicação ajuda a reduzir a intensidade, mas não elabora os conflitos psíquicos ligados à história de vida. O desejo de dormir e se recolher pode funcionar como uma defesa diante do excesso de angústia.
A terapia é fundamental para dar sentido a essas vivências, elaborar as rupturas e construir maior segurança interna. Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher sua história e auxiliar na compreensão e no cuidado desse sofrimento.
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Uma pessoa narcisista consegue gostar de alguém de verdade, tipo uma mãe narcisista ela consegue rea
Uma pessoa narcisista consegue gostar de alguém de verdade, tipo uma mãe narcisista ela consegue realmente amar um filho, ou não, ela sempre o fará sofrer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicanalítico, uma pessoa com traços ou estrutura narcisista pode, sim, gostar e amar, mas a forma desse amor é diferente daquela vivida por sujeitos que conseguem reconhecer o outro plenamente como separado de si.
No narcisismo, o outro costuma ser investido enquanto extensão do próprio eu. Ou seja, a pessoa ama aquilo que o outro representa para sua autoestima, para sua imagem ou para a sustentação de sua identidade. No caso de uma mãe narcisista, o filho pode ser amado enquanto corresponde às expectativas maternas, reforça sua imagem de “boa mãe”, traz orgulho ou reconhecimento social. Nesse sentido, há afeto, cuidado e até dedicação, mas condicionados.
O sofrimento aparece quando o filho começa a se afirmar como sujeito próprio com desejos, limites, opiniões e caminhos diferentes. Para a mãe narcisista, essa separação pode ser vivida como ameaça, rejeição ou ferida narcísica. Nessas situações, surgem comportamentos como controle excessivo, desqualificação, culpa, inversão de papéis ou dificuldade em reconhecer o sofrimento do filho. Não é, necessariamente, uma intenção consciente de ferir, mas uma incapacidade psíquica de sustentar a alteridade do outro.
Coloco-me à disposição como profissional para acolher essa reflexão com cuidado e profundidade, seja para quem viveu essa experiência como filho(a), seja para quem se interroga sobre suas próprias formas de amar. A compreensão é um passo fundamental para que o sofrimento não se repita como destino.
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Não consigo gritar, não voluntariamente. Meu tom de voz é "naturalmente" alto, mas quando tempo grit
Não consigo gritar, não voluntariamente. Meu tom de voz é "naturalmente" alto, mas quando tempo gritar como alternativa para aliviar o estresse, travo, não sai nada.
Como fazer para "desligar" meu instindo de reprimir e, eu sendo assim desde muito nova, como evitar que tudo saia de uma vez?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a dificuldade de gritar está ligada a uma inibição precoce da expressão dos afetos, que funciona como um mecanismo de proteção. O “travar” não é falta de vontade, mas uma forma aprendida de conter emoções intensas. Forçar a liberação pode aumentar o risco de explosões emocionais. O caminho mais seguro é criar saídas graduais para os afetos, como a palavra, a escrita, a respiração com som ou movimentos corporais, permitindo que o que foi silenciado seja elaborado aos poucos. A análise ajuda a transformar repressão em maior liberdade interna. Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo com cuidado e respeito ao seu tempo.
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Não tenho tanta dificuldade em interagir socialmente, mas depois da interação eu fico me sentindo mu
Não tenho tanta dificuldade em interagir socialmente, mas depois da interação eu fico me sentindo muito angustiada, chorando, morrendo de vergonha por ter falado alguma bobagem ou não ter me expressado direito. Por que isso acontece?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a angústia e a vergonha após interações sociais estão ligadas a uma autocrítica intensa do supereu, que surge depois do encontro e revisa a própria fala de forma dura. Não é a interação que causa sofrimento, mas o medo de ter se exposto ou sido vista de forma inadequada. Essa reação costuma ter origem em experiências passadas de censura ou insegurança. A análise ajuda a compreender essa cobrança interna e a construir uma relação mais gentil consigo mesma. Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo.
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Passar por tensões podem piorar o quadro de transtorno bipolar?
Passar por tensões podem piorar o quadro de transtorno bipolar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Tensões e estresse podem agravar o transtorno bipolar, funcionando como fatores que aumentam a instabilidade do humor. A sobrecarga emocional fragiliza os recursos psíquicos, facilitando irritabilidade, aceleração ou desânimo. Por isso, além da medicação, é importante cuidar do estresse, da rotina e contar com acompanhamento terapêutico para prevenir oscilações.
Caso queira, coloco-me à disposição, como profissional, para acolher suas vivências e ajudar a pensar estratégias de cuidado que respeitem seus limites e favoreçam maior estabilidade emocional.
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Eu sofro de esquisoafetivo fui diagnósticado por uma pisciquiatra tenho muita dificuldade de me cone
Eu sofro de esquisoafetivo fui diagnósticado por uma pisciquiatra tenho muita dificuldade de me conectar com outras pessoas e não consigo desenvolver meu trabalho.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno esquizoafetivo pode dificultar a conexão com outras pessoas e a sustentação do trabalho, não por falta de capacidade, mas pelo sofrimento psíquico envolvido. O isolamento muitas vezes funciona como uma forma de proteção diante de vivências internas intensas. A medicação ajuda na estabilização, e o acompanhamento terapêutico é fundamental para elaborar essas dificuldades, fortalecer recursos e construir formas mais possíveis de estar no mundo, respeitando seus limites. Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar esse processo com ética e cuidado
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É normal demorar quase 1 mês pra se adaptar a um novo hábito? Parece ser tão mais fácil pra outras p
É normal demorar quase 1 mês pra se adaptar a um novo hábito? Parece ser tão mais fácil pra outras pessoas
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É comum que a adaptação a um novo hábito leve semanas ou mais, pois esse processo não envolve apenas esforço consciente, mas também movimentos psíquicos profundos. O psiquismo tende a buscar estabilidade, e mudanças exigem a elaboração da perda do que era familiar, o que pode gerar resistências inconscientes.
Comparar-se com outras pessoas costuma aumentar a angústia, já que cada sujeito tem uma história e um ritmo próprios. O que parece fácil para o outro não revela seus atravessamentos internos. O tempo psíquico é singular e não segue apenas o relógio.
Na perspectiva psicanalítica, a dificuldade em manter um novo hábito não é falha, mas um sinal de que algo está em elaboração. Caso deseje, coloco-me à disposição como profissional para ajudar a compreender esse processo de forma mais acolhedora e singular.
Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…