Perguntas do paciente (231)
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Olá nos casos de uma pessoa que sofreu abuso sexual na infância,e que não lembra,é possível que depo
Olá nos casos de uma pessoa que sofreu abuso sexual na infância,e que não lembra,é possível que depois de adulto essas lembranças venham como sonhos,mas que na verdade são lembranças ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses conteúdos costumam emergir de forma fragmentada, como imagens oníricas, sensações corporais ou angústias intensas. Os sonhos não devem ser tomados automaticamente como lembranças literais dos fatos, mas como expressão de uma verdade psíquica: algo que produziu impacto real no sujeito e que busca simbolização.
A psicanálise não induz a recuperação de memórias, mas oferece um espaço seguro para que o que emerge possa ser falado e elaborado. Quando isso acontece, o trauma tende a deixar de retornar de forma tão invasiva.
Permaneço à disposição, como profissional, para acolher esse processo com cuidado e ética.
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olá boa tarde ,ontem tive uma experiência , fui dormi por volta das 3:30 estava dormindo e senti uma
olá boa tarde ,ontem tive uma experiência , fui dormi por volta das 3:30 estava dormindo e senti uma coisa que me deixou sem movimentos eu gritava chama por Deus mas não era ouvida ,foi quando meu marido me chamou eu despertei chamando Deus gritando com o coração acelerado, boca seca e muito medo, eu achei que ia morre oque será isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você viveu foi uma experiência muito assustadora, mas relativamente comum: um episódio que ocorre entre o sono e o despertar, no qual o corpo permanece paralisado enquanto a mente desperta. Isso pode gerar sensação de sufocamento, incapacidade de se mover ou gritar, medo intenso, coração acelerado e a impressão de que algo grave vai acontecer.
Pela perspectiva psicanalítica, trata-se de uma irrupção da angústia em um momento em que as defesas estão fragilizadas. Cansaço, estresse, ansiedade ou conflitos emocionais não elaborados podem emergir diretamente no corpo. O apelo a Deus aparece como uma busca de amparo diante de uma angústia sem palavras — não indica risco de morte nem algo sobrenatural.
Apesar do impacto emocional, não significa que você vá morrer ou enlouquecer. Episódios assim costumam sinalizar que algo no campo psíquico pede escuta. A psicanálise pode ajudar a compreender e simbolizar essa angústia, reduzindo a chance de novas ocorrências.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te escutar e te ajudar a elaborar essa experiência com cuidado e responsabilidade.
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Minha filha de 2 anos e 4 meses costuma rabiscar o rosto das fotos ou desenhos em revistas. O que po
Minha filha de 2 anos e 4 meses costuma rabiscar o rosto das fotos ou desenhos em revistas. O que pode significar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse comportamento é comum e esperado em crianças dessa idade. Por volta dos 2 anos, a criança está explorando imagens, gestos e o limite entre ela e o outro. Rabiscar rostos em fotos ou revistas é uma forma primitiva de expressão, já que ainda não possui linguagem suficiente para simbolizar emoções e curiosidades.
Do ponto de vista psicanalítico, não indica agressividade nem algo patológico, mas uma tentativa de agir sobre a imagem e experimentar controle. Nessa fase, a criança ainda não diferencia totalmente imagem e realidade.
Só merece maior atenção se vier acompanhado de outros sinais importantes, como isolamento persistente, atraso significativo na linguagem ou perda de habilidades. Caso contrário, o ideal é não reprimir, apenas oferecer outros espaços adequados para desenhar.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar e orientar, se necessário.
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É normal você sonhar com alguém super incrível que você nunca conheceu na vida mas foi a melhor e vo
É normal você sonhar com alguém super incrível que você nunca conheceu na vida mas foi a melhor e você acorda e descobre que era um sonho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é normal. Na perspectiva psicanalítica, sonhar com alguém incrível que nunca existiu representa uma construção do desejo. O sonho reúne afetos, ideais e necessidades emocionais do próprio sujeito, funcionando como uma realização simbólica de desejos.
A intensidade do sentimento vivido no sonho é real, mesmo que a pessoa não exista na realidade. Ao acordar, a frustração ou tristeza indica contato com algo que falta ou está em conflito na vida emocional. Na clínica, esses sonhos ajudam a compreender desejos, ideais e necessidades afetivas.
Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para aprofundar essa compreensão em um processo terapêutico.
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Quais fatores levam o sujeito a construir uma estrutura histerica e como isso se manifesta em sintom
Quais fatores levam o sujeito a construir uma estrutura histerica e como isso se manifesta em sintomas
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a estrutura histérica se constitui como uma forma singular de organização do psiquismo diante do enigma do desejo do Outro. Geralmente, desenvolve-se em contextos relacionais nos quais o desejo das figuras parentais é vivido como instável ou inacessível, levando o sujeito a tentar ocupar o lugar de objeto desse desejo, sem jamais obter uma resposta definitiva.
Essa dinâmica faz com que o sujeito permaneça em uma posição de insatisfação estrutural, marcada pela pergunta inconsciente “o que o Outro quer de mim?”. O conflito edípico ocupa lugar central, com dificuldade de assumir o próprio desejo e forte dependência do reconhecimento do Outro.
Os sintomas surgem como uma forma de expressão do conflito psíquico não simbolizado, manifestando-se no corpo (dores, sintomas somáticos, ansiedade) e nos vínculos afetivos, por meio de relações ambivalentes, busca constante por validação e repetição de frustrações. A clínica psicanalítica propõe a escuta desses sintomas para que o sujeito possa ressignificar sua história e construir uma relação mais própria com seu desejo.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo em um espaço de escuta ética e cuidadosa.
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Como a psicanálise lida com o transtorno bipolar? Somente a análise seria necessária ou necessitaria
Como a psicanálise lida com o transtorno bipolar? Somente a análise seria necessária ou necessitaria também do tratamento com medicamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O manejo mais indicado costuma ser o tratamento combinado: acompanhamento médico para o cuidado biológico e farmacológico, aliado à psicanálise para o cuidado da dimensão subjetiva, emocional e relacional.
Coloco-me à disposição, como profissional, para orientar, esclarecer dúvidas e auxiliar na construção de um cuidado integrado, ético e individualizado. O tratamento do transtorno bipolar é um processo, e ele pode ser vivido com mais sustentação quando há escuta, acompanhamento e responsabilidade compartilhada.
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Para a psicanálise o que seria o sujeito renunciar a si mesmo? Quais quadros ou transtornos pode o s
Para a psicanálise o que seria o sujeito renunciar a si mesmo? Quais quadros ou transtornos pode o sujeito desenvolver?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para a psicanálise, renunciar a si mesmo é ocupar uma posição em que o sujeito silencia o próprio desejo para atender às demandas do outro, existindo mais para agradar, cuidar ou corresponder do que para desejar. Essa renúncia costuma se formar cedo, quando o amor e o reconhecimento parecem condicionados à adaptação e à obediência.
Clinicamente, essa posição pode se manifestar em depressão, ansiedade, dependência emocional, relações submissas, traços borderline e sintomas psicossomáticos. A psicanálise compreende essa renúncia como uma solução psíquica, não como falha, e o tratamento busca possibilitar a retomada do desejo e a construção de uma posição subjetiva mais autônoma.
Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para aprofundar essa elaboração em um processo terapêutico.
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Tenho tido diariamente ataques de pânico e crises de ansiedade intensas e persistentes que já me aco
Tenho tido diariamente ataques de pânico e crises de ansiedade intensas e persistentes que já me acompanham por alguns anos e ultimamente tem se intensificado bastante, me levando ao isolamento social, e me fazendo evitar constantemente toda e qualquer interação com outras pessoas, principalmente homens. Tenho me convencido cada vez mais de que a psicanálise poderia me auxiliar de maneira mais profunda a lidar com traumas e memórias intrusivas e repetitivas, já que busco um tratamento de resolução da dor psíquica e não apenas continuar insistindo em tratar apenas sintomas. O que esperar de uma análise psicanalítica e o que se é esperado da pessoa que será analisada? Como se preparar psicologicamente para que a análise seja proveitosa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que se pode esperar de uma análise psicanalítica não é uma solução rápida ou um protocolo fechado, mas um processo de elaboração. Ao longo das sessões, constrói-se um espaço seguro de escuta, onde o sujeito pode falar livremente, sem julgamentos, permitindo que traumas, fantasias, medos e lembranças repetitivas sejam pouco a pouco elaborados. A análise não força recordações nem impõe interpretações prontas; ela respeita o tempo psíquico de cada pessoa. Com isso, o que antes aparecia como ameaça difusa ou medo intenso pode gradualmente ganhar sentido, tornando-se mais suportável.
Preparar-se psicologicamente para a análise não significa controlar emoções ou chegar “forte”. Pelo contrário, envolve aceitar que haverá momentos de desconforto, angústia e questionamentos, especialmente quando conteúdos sensíveis começam a emergir. Uma postura importante é permitir-se não saber, não entender tudo de imediato e confiar no processo. Manter regularidade, respeitar o enquadre e sustentar o compromisso com o tratamento são aspectos fundamentais para que a análise seja proveitosa.
Caso você sinta que esse caminho faz sentido para você, coloco-me à disposição, como profissional, para acolher sua história e acompanhar esse processo de escuta, elaboração e cuidado, respeitando sempre seu tempo e sua singularidade.
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Durante muito tempo, tempo até demais, evitei a todo custo falar sobre aquilo que me machucava e me
Durante muito tempo, tempo até demais, evitei a todo custo falar sobre aquilo que me machucava e me causava dor psíquica, como somos ensinados a fazer desde que tomamos consciência de que certas experiências podem nos causar danos além de feridas físicas. E, depois de muitas tentativas frustradas e métodos não adequados à minha questão interna, cheguei à conclusão de que a psicanálise seria o método que mais se vestiria de forma justa as curvas de minhas necessidades de busca por uma cura duradoura e uma experiência mais profunda. Não que eu tenha deixado a análise psicanalítica como último recurso por julgá-la menos importante e eficaz que as demais terapias. Havia em mim, o que observo frequentemente na sociedade atual, que busca aliviar sintomas, mascarar sua face interior e silenciar aquilo que grita internamente. Havia um medo em mim, ao pensar na hipótese de ter que lidar com minhas partes obscuras e inconscientes. Mas, ao navegar rasamente pela superfície profunda e farta que é a psicanálise, me surgiu a sede de conhecimento e autoconhecimento insaciáveis. E dentre tantas dúvidas ao me decidir saltar nas águas misteriosas da minha psique, gostaria de compreender primeiramente: como a psicanálise faz para ressignificar memórias traumáticas e comportamentos repetitivos e inadequados? E tomo também a liberdade de perguntar sobre a formação em psicanálise, o curso é livre? É necessário ter formação antes em psicologia ou em outra área relacionada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, não falamos propriamente em “cura” no sentido de apagar memórias traumáticas ou eliminar comportamentos repetitivos, mas em ressignificação e elaboração psíquica. As experiências traumáticas não desaparecem; elas deixam marcas. O que muda é a forma como essas marcas operam na vida do sujeito. Quando algo traumático não pôde ser simbolizado no momento em que ocorreu, ele tende a retornar de outras formas: sintomas, repetições, escolhas dolorosas, angústias sem nome. Freud chamou isso de compulsão à repetição: o sujeito revive, sem saber, aquilo que não conseguiu elaborar.
A psicanálise atua justamente nesse ponto. Ao oferecer um espaço de fala sustentado pela escuta analítica, o que antes estava fixado no corpo, no ato ou no sintoma pode, pouco a pouco, ganhar palavras. Não se trata de reviver o trauma de forma crua, mas de permitir que ele seja inscrito na história do sujeito, ligando afeto e representação. Quando isso acontece, a memória deixa de ser um corpo estranho que invade o presente e passa a ocupar um lugar no passado, podendo ser lembrada sem ser constantemente reencenada.
Os comportamentos repetitivos considerados “inadequados” também são compreendidos como tentativas do psiquismo de resolver algo que ficou em aberto. Eles não são vistos como falhas morais ou falta de força de vontade, mas como soluções possíveis encontradas em determinado momento da vida. O trabalho analítico consiste em compreender para que aquele comportamento serve, o que ele protege, o que tenta evitar ou manter à distância. Quando o sujeito se apropria desse sentido, a repetição perde sua força automática e novas escolhas se tornam possíveis.
Quanto à sua pergunta sobre a formação em psicanálise: sim, a formação em psicanálise é considerada uma formação livre, sendo necessário uma graduação. Uma formação séria em psicanálise envolve três pilares fundamentais, tradicionalmente chamados de tripé da formação: análise pessoal, estudo teórico consistente e supervisão clínica.
A análise pessoal é indispensável, pois ninguém pode sustentar a escuta do inconsciente do outro sem ter se confrontado com o próprio. O estudo teórico inclui Freud e os autores pós-freudianos, variando conforme a orientação da escola ou instituição. Já a supervisão é o espaço onde a prática clínica é discutida com analistas mais experientes, garantindo ética e responsabilidade no trabalho.
Muitos psicanalistas vêm da Psicologia, da Medicina, do Serviço Social, da Filosofia, da Educação ou de outras áreas, e outros chegam à psicanálise a partir de sua própria análise e percurso subjetivo. O que define a formação não é o diploma inicial, mas o compromisso com o método, com a ética e com o trabalho contínuo sobre si.
A sua pergunta, tanto sobre o funcionamento da psicanálise quanto sobre a formação, revela não apenas curiosidade intelectual, mas um desejo de implicação. E é justamente o desejo não o de respostas prontas, mas o de compreender que sustenta tanto um processo analítico quanto um percurso formativo.
Me coloco à disposição, como profissional, para aprofundar essas questões com você, seja no campo clínico, seja no campo teórico. A psicanálise não promete atalhos, mas oferece algo raro: um caminho onde o sujeito pode, finalmente, escutar aquilo que antes precisou calar.
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Entrei na fase idosa e tenho tido muita dificuldade de relacionar com minha mãe que é 23 anos mais q
Entrei na fase idosa e tenho tido muita dificuldade de relacionar com minha mãe que é 23 anos mais que eu,como resolver essa questão sem essa culpa terrível?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o envelhecimento costuma reativar conflitos antigos, sobretudo aqueles ligados às figuras parentais. A relação com a mãe, mesmo na vida adulta e na velhice, não se encerra naturalmente; ela continua operando no psiquismo, muitas vezes carregada de ambivalência: amor, gratidão, raiva, cansaço, ressentimento e, sobretudo, culpa.
A culpa que você sente geralmente não nasce apenas da relação atual, mas de uma história psíquica construída ao longo da vida. Muitas pessoas foram educadas sob a ideia de que o filho deve sempre cuidar, ceder, suportar e se anular pela mãe, independentemente do custo emocional. Quando, na maturidade, surge o limite físico, emocional ou psíquico , o sujeito se sente “errado”, como se estivesse falhando moralmente. A psicanálise compreende essa culpa como efeito de um superego rígido, que cobra uma dívida impossível de ser paga.
Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar nessa reflexão e elaboração. É possível encontrar uma forma mais leve e respeitosa de lidar com essa relação, sem se violentar emocionalmente e sem carregar um fardo que não precisa ser eterno.
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Olá! Sofri uma tentativa de assalto há algum tempo, mas fugi do mesmo. Desde então, não consigo sair
Olá! Sofri uma tentativa de assalto há algum tempo, mas fugi do mesmo. Desde então, não consigo sair de casa direito, pois tenho medo de encontrar com o assaltante novamente e ele querer fazer algum mal comigo. Acredito que estou com Estresse Pós-Traumático. Eu gostaria de mudar isso, pois quero sair de casa para caminhar/pedalar novamente, e até encontrar alguns amigos (coisa que não estou fazendo com medo de encontrar o assaltante). Há alguns dias, vi uma pessoa com a mesmas características dele, não sei se era ele, mas isso foi o suficiente para fazer minha ansiedade explodir e o medo de sair de casa aumentar, pois, novamente, tenho medo de me encontrar com ele e o mesmo querer fazer algum ruim comigo. Gostaria de saber o que realmente está acontecendo comigo e como posso mudar isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você vivenciou foi uma situação ameaçadora que deixou marcas psíquicas importantes. Mesmo tendo conseguido fugir, o medo permaneceu, fazendo com que seu corpo e sua mente reajam como se o perigo ainda existisse. A ansiedade intensa, a hipervigilância, o receio de sair de casa e a reativação do medo ao ver alguém com características semelhantes ao assaltante indicam que essa experiência ainda não foi elaborada internamente.
Na perspectiva psicanalítica, o trauma não está apenas no fato ocorrido, mas no impacto subjetivo que ele produziu. Como não foi possível simbolizar a experiência no momento em que aconteceu, ela retorna na forma de angústia, evitação e sensação constante de ameaça. Evitar sair de casa surge como uma tentativa de proteção, mas, com o tempo, pode ampliar o medo e restringir a vida.
Esse sofrimento pode ser trabalhado em um processo terapêutico, respeitando seu tempo e sua singularidade. O objetivo não é apagar o ocorrido, mas permitir que ele deixe de determinar suas escolhas e sua liberdade. Coloco-me à disposição para oferecer escuta, acolhimento e acompanhamento, auxiliando na elaboração dessa vivência e na retomada gradual da segurança e do convívio com o mundo.
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Quais transtornos são tratáveis com psicanálise e quais não são? Em relação ao uso excessivo de me
Quais transtornos são tratáveis com psicanálise e quais não são?
Em relação ao uso excessivo de medicamentos e a uma sociedade atual que evita se tornar consciente do "si mesmo" e sua "escuridão", a psicanálise é vista hoje em dia como um método ultrapassado?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o tratamento não se define apenas por diagnósticos, mas pela capacidade do sujeito de simbolizar e sustentar um trabalho com a palavra. Ela é especialmente indicada para neuroses, depressões de base neurótica, ansiedade, transtornos psicossomáticos, conflitos relacionais e de identidade, podendo também atuar, com manejo específico, em quadros borderline e psicoses estabilizadas, geralmente de forma complementar.
Em quadros agudos graves, crises psicóticas ou situações de risco, a psicanálise não é suficiente como único recurso, sendo necessária a intervenção medicamentosa e interdisciplinar. A psicanálise não se opõe aos medicamentos, mas critica a medicalização excessiva do sofrimento, que pode silenciar sintomas sem elaborar suas causas.
Longe de ser ultrapassada, a psicanálise é atual justamente por convidar o sujeito a se confrontar com o si mesmo, com o inconsciente e com aquilo que a sociedade tende a evitar. Seu objetivo não é eliminar o sofrimento rapidamente, mas transformar a relação do sujeito com ele, promovendo mais autoria e responsabilidade sobre a própria história.
Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para aprofundar essa reflexão ou acompanhar esse processo clínico.
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Olá! Estou na dúvida de como lidar com alguém que apresenta dificuldades de se comunicar no relaci
Olá!
Estou na dúvida de como lidar com alguém que apresenta dificuldades de se comunicar no relacionamento, e que aparentemente prefere ignorar ou acreditar que não tem o que dizer, acredito que exista preocupação da parte dele em resolver, mas tem dificuldade em querer conversar, prefere fugir, ignorar a situação e ficar na defensiva, mesmo sendo algo que julgo ser tranquilo de resolver, como posso lidar com esse comportamento e incentivar mais a conversa sem o risco de pressionar e causar apenas desconforto, e de onde vem essas reações?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, a dificuldade de comunicação em um relacionamento costuma estar ligada a mecanismos de defesa, e não à falta de interesse em resolver. O silêncio, a fuga ou a postura defensiva funcionam como formas de proteção diante da angústia que o diálogo pode provocar, especialmente quando, na história do sujeito, expressar sentimentos foi vivido como algo arriscado ou pouco acolhido.
Essas reações geralmente se originam em experiências precoces marcadas por críticas, conflitos intensos ou desvalorização da fala, fazendo com que o sujeito aprenda a se calar para se preservar. No vínculo amoroso, o outro pode ser percebido como alguém que ameaça expor fragilidades, intensificando a defensividade.
Lidar com esse comportamento exige respeitar o tempo do outro, evitar cobranças e falar a partir dos próprios sentimentos, sem acusações. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer os limites dessa dinâmica, pois o silêncio também comunica e pode gerar sofrimento. Em muitos casos, a terapia é um espaço fundamental para que o sujeito possa elaborar essas dificuldades e construir novas formas de se posicionar nos vínculos.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar e aprofundar essa reflexão em um espaço de escuta ética e cuidadosa.
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Abandono do esposo pode ser tratada com terapia sistêmica?
Abandono do esposo pode ser tratada com terapia sistêmica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o abandono do esposo pode ser trabalhado na terapia sistêmica, e essa abordagem pode ser bastante útil, especialmente quando o sofrimento é atravessado por questões relacionais, familiares e de repetição de padrões nos vínculos.
A terapia sistêmica compreende o indivíduo inserido em sistemas de relação como o casal, a família de origem e a família construída e entende que o abandono não é apenas um evento isolado, mas algo que produz efeitos em toda a rede de vínculos. Ela busca compreender como esse abandono impacta os papéis, as comunicações, as lealdades invisíveis e as formas de se relacionar, tanto no presente quanto ao longo da história da pessoa.
É importante destacar que nenhuma abordagem terapêutica busca “apagar” a dor do abandono, mas oferecer meios para elaborá-la, compreendê-la e seguir adiante com mais consciência e autonomia emocional. O tempo do luto, da raiva, da tristeza e da reconstrução é respeitado.
Como profissional, coloco-me à disposição para acolher essa dor e ajudar a pensar qual abordagem terapêutica faz mais sentido para o seu momento, sempre respeitando sua história, seus limites e suas necessidades emocionais. Você não precisa atravessar esse processo sozinha.
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Bom dia! Ultimamente, tenho percebido uma exaustão depois de socializar com alguém, seja essa pessoa
Bom dia! Ultimamente, tenho percebido uma exaustão depois de socializar com alguém, seja essa pessoa um amigo ou minha família. Após a interação preciso de um tempo sozinha pra me recompor. Gosto muito de ler, assistir séries/filmes, escutar música e até mesmo estudar, mas tem vezes que não consigo fazer nada disso, então coloco algo que já vi na televisão e me afundo nas timelines infinitas. Depois de socializar com alguém, até mesmo só de ver a pessoa, preciso de 2 ou 3 dias pra me recuperar. Já é o terceiro dia que não vou pra escola, sinto que fico mais confortável estudando de casa do que com várias pessoas ao meu redor, tenho a sensação que estão me julgando. Isso é normal? Devo procurar algum médico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, como uma sobrecarga psíquica diante do laço com o outro. Em certos momentos da vida, especialmente na adolescência, o encontro com as pessoas deixa de ser apenas convivência e passa a ser vivido como exposição: ao olhar do outro, ao julgamento, às expectativas reais ou imaginadas. Quando isso acontece, o contato social exige um gasto muito grande de energia psíquica, e o recolhimento posterior surge como uma tentativa de restauração.
Na psicanálise, também observamos que, quando o laço com o outro se torna angustiante, a mente busca refúgio em experiências mais passivas e repetitivas, como rever algo já conhecido ou se perder em timelines infinitas. Isso funciona como uma forma de anestesia momentânea, um modo de silenciar a angústia quando ela fica difícil de elaborar.
Buscar ajuda profissional pode ser, sim, um passo importante não necessariamente porque “há algo errado”, mas porque você está vivendo algo que está te limitando. Um espaço terapêutico oferece a possibilidade de falar livremente, sem julgamento, e de construir pouco a pouco formas mais suportáveis de estar com o outro e consigo mesma.
Caso você sinta que isso está se tornando pesado demais ou difícil de sustentar sozinha, fico à disposição para acolher essa escuta e acompanhar você nesse processo, com respeito ao seu tempo, à sua singularidade e ao que você está conseguindo viver agora.
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O que acontece com uma mulher que teve uma primeira vez traumática ao fazer sexo quando o cara não p
O que acontece com uma mulher que teve uma primeira vez traumática ao fazer sexo quando o cara não parou na hora que ela pediu para parar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicanalítico, uma primeira experiência sexual traumática, especialmente quando o limite expresso não é respeitado, pode deixar marcas profundas no psiquismo e na relação da mulher com o corpo, o desejo e o outro. A vivência é registrada como invasão, quebra de confiança e perda de segurança, mesmo que inicialmente não seja nomeada como violência.
Esse trauma pode se manifestar posteriormente por meio de bloqueios ao prazer, dor, diminuição do desejo, ansiedade, dissociação e dificuldades nos vínculos afetivos, como medo de intimidade ou repetição de relações onde os limites voltam a ser desconsiderados. O “não” que não foi ouvido no real retorna como sintoma ou sofrimento psíquico.
Na clínica psicanalítica, o trabalho consiste em possibilitar a simbolização dessa experiência, devolvendo à palavra o lugar que foi silenciado. Ao falar, no seu tempo, a mulher pode ressignificar o vivido, recuperar a confiança em seus limites e se reconhecer novamente como sujeito de desejo.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar esse processo em um espaço de escuta ética, respeitosa e cuidadosa.
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O que fazer com ego ferido por ex? Não sinto mais nada por ele, mas queria que ele sofresse tanto qu
O que fazer com ego ferido por ex? Não sinto mais nada por ele, mas queria que ele sofresse tanto quanto sofri, o que devo fazer pra me libertar disso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o desejo de que o ex sofra não indica amor, mas uma ferida narcísica ainda ativa. O término pode ter abalado a autoestima, o sentimento de valor e o reconhecimento, fazendo com que a vingança apareça como tentativa de reparar essa dor. Enquanto esse desejo permanece, parte do investimento psíquico continua presa ao outro, mantendo o vínculo e o sofrimento.
Libertar-se desse estado não passa por revidar, mas por compreender o que foi ferido internamente e elaborar o luto pelo que não foi. Ao reconhecer a raiva, sem agir a partir dela, e deslocar o foco para si mesma, o ego pode se recompor, reduzindo a necessidade de validação pelo sofrimento do outro.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo de elaboração em um espaço de escuta cuidadosa e respeitosa.
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Por que após um relacionamento tóxico, sempre que conheço alguém disposto a me fazer feliz e propor
Por que após um relacionamento tóxico, sempre que conheço alguém disposto a me fazer feliz e propor uma relação saudável, inconscientemente sinto vontade de me afastar ou até mesmo fazer de tudo para desinteressar o outro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o afastamento de relações saudáveis após um vínculo tóxico é uma reação de defesa, não falta de desejo de ser feliz. O psiquismo passa a associar intimidade ao sofrimento, fazendo com que o cuidado e a estabilidade sejam vividos como estranhos ou ameaçadores.
Inconscientemente, afastar o outro ou sabotar a relação protege contra o medo de se ferir novamente, de depender ou de não se sentir merecedor desse cuidado. Além disso, o inconsciente tende a repetir padrões já conhecidos, mesmo que dolorosos, como tentativa de elaboração.
A terapia possibilita reconhecer essas defesas, interromper repetições e construir novas formas de se relacionar com o desejo e com os vínculos.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo em um espaço de escuta ética e cuidadosa.
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Vícios em jogos de azar online, deveria procurar um médico em que especialidade?
Vícios em jogos de azar online, deveria procurar um médico em que especialidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva psicanalítica, o vício em jogos de azar online é compreendido como uma tentativa de lidar com angústias, vazios psíquicos e conflitos inconscientes. O jogo assume a função de aliviar tensões e oferecer uma sensação ilusória de controle ou reparação, mantendo o sujeito preso a uma repetição que gera sofrimento.
Embora a avaliação psiquiátrica possa ser importante para estabilizar o quadro e tratar sintomas associados, a psicanálise atua na investigação do sentido subjetivo do vício: o que o jogo representa, o que se busca e o que se evita sentir. Ao elaborar essas questões, o sujeito pode construir novas formas de lidar com a angústia, reduzindo a dependência do jogo.
Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar esse processo em um espaço de escuta ética e cuidadosa.
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Olá bom dia, gostaria de saber o ponto de vista dos doutores se utilizamos a maldade para maldar uma
Olá bom dia, gostaria de saber o ponto de vista dos doutores se utilizamos a maldade para maldar uma situação ou apenas uma vigilância atenção perspicácia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicanalítico, é importante diferenciar maldade de vigilância psíquica, atenção e perspicácia. A maldade, propriamente dita, implica uma intenção de causar dano ao outro, seja de forma consciente ou inconsciente, envolvendo satisfação no prejuízo alheio. Já a vigilância e a atenção dizem respeito a funções do eu ligadas à autopreservação, à leitura da realidade e à capacidade de antecipar riscos.
Muitas vezes, o que é nomeado como “maldade” é, na verdade, um mecanismo de defesa construído a partir de experiências anteriores de dor, traição ou desamparo. O sujeito aprende a observar mais, desconfiar, analisar cenários e proteger seus limites. Nesses casos, não se trata de agir contra o outro, mas de evitar repetir situações que geraram sofrimento. A perspicácia surge como uma forma de cuidado consigo, e não como intenção destrutiva.
A confusão entre esses conceitos costuma aparecer quando o sujeito teme endurecer emocionalmente ou perder a espontaneidade. No entanto, a psicanálise nos mostra que reconhecer a ambivalência humana é fundamental: é possível ser sensível e, ao mesmo tempo, atento; empático e, ainda assim, cuidadoso. O problema não está em perceber riscos, mas em deixar que a desconfiança absoluta substitua o desejo e o vínculo.
Quando a vigilância se transforma em rigidez excessiva, cinismo ou necessidade constante de controle, ela pode indicar que antigas feridas ainda estão ativas. Nesse ponto, o olhar psicanalítico busca compreender o que levou o sujeito a precisar estar sempre em alerta, e não julgá-lo moralmente. A elaboração dessas experiências permite que a atenção deixe de ser defensiva e passe a ser uma escolha consciente.
Coloco-me à disposição, como profissional, para aprofundar essa reflexão e auxiliar na compreensão dessas dinâmicas internas, oferecendo um espaço de escuta cuidadosa, ética e respeitosa da singularidade de cada sujeito.
Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…