Perguntas do paciente (231)

  • Olá, sou mamãe de uma bb de 2 aninhos, assim como quase toda mãe sinto uma culpa enorme de não esta

    Olá, sou mamãe de uma bb de 2 aninhos, assim como quase toda mãe sinto uma culpa enorme de não esta sendo boa para com ela, pecando no papel de mãe, tive ela com 17 anos e mesmo todos os dias indo dormir dizendo q farei o melhor no dia seguinte não consigo ter tal ânimo pra isso, tem muitas coisas q não consigo fazer ou deixar de fazer para o bem estar dela muito desânimo e preguiça, isso não me deixa dormir às vezes. É sinal de q eu não a amo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Não, isso não é sinal de falta de amor. A culpa, a preocupação e o desejo de fazer melhor indicam vínculo e responsabilidade. Na psicanálise, não existe maternidade sem ambivalência: amor, cansaço, desânimo e limites podem coexistir sem anular o afeto.
    Ter se tornado mãe muito jovem pode gerar sobrecarga emocional e esgotamento, e o desânimo não é falha moral, mas sinal de cansaço psíquico. Para o bebê, o mais importante não é uma mãe perfeita, mas uma mãe “suficientemente boa”, presente dentro do que é possível.
    Quando a culpa tira o sono, isso pede cuidado com quem cuida. A escuta terapêutica pode ajudar a aliviar a exigência e fortalecer o vínculo consigo mesma e com a maternidade.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar esse processo.


  • Sonho com conteúdo sexual e quando tenho medo que isso volte a acontecer acontece de novo,fico senti

    Sonho com conteúdo sexual e quando tenho medo que isso volte a acontecer acontece de novo,fico sentindo culpa isso pode ser evitado?tem a ver com a mente?como não se culpar já que são sonhos a noite?me sinto muito mau

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, sonhos com conteúdo sexual não são escolhas conscientes e não indicam falha moral ou intenção. Eles expressam movimentos do inconsciente ligados a desejos, curiosidades, conflitos ou afetos, sem relação direta com a vontade de agir. O medo de que o sonho se repita pode, paradoxalmente, reforçar sua volta, pois aumenta a ansiedade e a fixação no tema.
    A culpa surge quando o sujeito confunde o conteúdo do sonho com responsabilidade consciente. Sonhos acontecem durante o sono, fora do controle do eu, e não devem ser julgados como ações. O caminho não é “evitar” o sonho, mas reduzir a culpa, acolher o afeto que ele provoca e compreender o que está sendo simbolizado naquele momento da vida.
    A escuta terapêutica ajuda a elaborar esses conteúdos, diminuir a angústia e desfazer a associação entre sonho e culpa.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e acompanhar esse processo de forma ética e cuidadosa.


  • tenho perguntas sobre os meus sonhos, algo neles me deixa realmente inquieta, que é: tem lugares nos

    tenho perguntas sobre os meus sonhos, algo neles me deixa realmente inquieta, que é: tem lugares nos meus sonhos que as vezes se repetem e quando eu chego nesses lugares de sonho eu posso dizer "eu já sonhei com isso, eu já estive aqui tantas vezes", eu sempre sei que estou sonhando, sempre sei onde eu estou e em quantos e quais sonhos eu já estive ali, mas quando eu acordo simplesmente não consigo visualizar esses lugares, mas quando penso nisso consigo sentir vividamente a sensação de estar lá. Isso é normal? Alguém consegue me explicar porque isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim, isso pode acontecer e não indica algo anormal. Na perspectiva psicanalítica, esses lugares recorrentes nos sonhos podem ser compreendidos como cenários psíquicos, espaços simbólicos onde certos afetos e conteúdos do inconsciente se repetem. O reconhecimento de “já ter estado ali” ocorre porque, para o inconsciente, o tempo não é linear e a repetição faz parte do seu funcionamento.
    A dificuldade de visualizar esses lugares ao acordar acontece porque eles pertencem mais ao registro afetivo e sensorial do que à memória racional. Ao despertar, a imagem se perde, mas a sensação permanece. Isso indica que o sonho toca algo importante, ainda não totalmente simbolizado em palavras ou imagens conscientes.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para aprofundar essa experiência e ajudar a compreender o que esses sonhos podem estar comunicando sobre você.


  • Tenho dúvidas sobre meus sonhos. Tenho sonho sonhos longos (muito longos, do tipo que pode se sentir

    Tenho dúvidas sobre meus sonhos. Tenho sonho sonhos longos (muito longos, do tipo que pode se sentir a passagem das horas), ele contam histórias completas. Ele têm cenários bonitos e bem desenhados que ficam na minha cabeça por muito tempo, tenho lembranças de sonhos que tive anos atrás. Ás vezes eu sonho uma coisa aí, meses depois, eu tenho uma continuação, como se fosse a parte dois, três ou quatro de uma série de filmes, ou mesmo remakes com outro enredo e "personagens", por assim dizer, eu sempre sei que estou sonhando quando isso acontece. Isso é normal? Alguém consegue me explicar por que isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim, isso é algo que pode acontecer e não indica anormalidade. Na perspectiva psicanalítica, sonhos longos, vívidos e com narrativas contínuas revelam um psiquismo com grande capacidade de simbolização. O inconsciente organiza afetos, desejos e conflitos em forma de histórias, buscando elaborar conteúdos que ainda não foram totalmente simbolizados na vida desperta.
    As “continuações” dos sonhos ocorrem porque o inconsciente não funciona segundo o tempo cronológico. Ele retorna aos mesmos temas enquanto algo ainda pede elaboração, mesmo que meses ou anos se passem. O reconhecimento de que você está sonhando indica um estado de consciência onírica, comum em pessoas com imaginação fértil e sensibilidade emocional.
    A lembrança duradoura desses sonhos se deve ao forte investimento afetivo neles: o que permanece não é apenas a imagem, mas a sensação associada. Mais do que normalidade, esses sonhos indicam conteúdos importantes que merecem escuta e compreensão.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para aprofundar o sentido singular desses sonhos em um espaço de escuta cuidadosa e respeitosa.


  • A amnesia e o branco mental causado pela Despersonalização voltam após eu melhorar todas aqueles mom

    A amnesia e o branco mental causado pela Despersonalização voltam após eu melhorar todas aqueles momentos especiais que foram apagados incluindo o ontem voltam virei um robô sem lembranças voltam, Desisto da vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O branco mental e a despersonalização são compreendidos, na psicanálise, como defesas do psiquismo diante de uma angústia intensa. As lembranças e afetos não desaparecem, ficam temporariamente desligados, aguardando condições mais seguras para retornar. Com cuidado e tratamento, a memória, a imaginação e o sentir podem voltar gradualmente não é um estado definitivo, nem você perde quem é.
    Quando surge a ideia de desistir da vida, trata-se de um pedido para cessar a dor, não de um desejo real de morrer. Buscar ajuda imediata é essencial (no Brasil, CVV 188 ou serviços de emergência).
    Coloco-me à disposição como profissional para escutar e acompanhar: há caminho, tratamento e possibilidade de reconstrução.


  • Estou decepcionado e triste pois A 2 anos comecei ter afantasia Isso e reversivel consequentemente n

    Estou decepcionado e triste pois A 2 anos comecei ter afantasia Isso e reversivel consequentemente nao consigo lembrar de nada to em choque?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A afantasia, por si só, não significa perda de inteligência, de memória ou de capacidade emocional. Muitas pessoas com afantasia mantêm memória, criatividade e vida afetiva preservadas, apenas organizadas de outra forma. Em alguns casos, especialmente quando o início é percebido após períodos de estresse intenso, ansiedade, depressão, trauma, uso de medicações ou sobrecarga emocional, o empobrecimento da imaginação pode estar ligado a um estado psíquico defensivo, e não a algo definitivo ou irreversível.
    Do ponto de vista psicanalítico, quando o sofrimento é intenso, o psiquismo pode “reduzir” certas funções como imagens mentais, associações livres e lembranças vívidas como uma forma de proteção. Isso não significa que tudo foi perdido, mas que algo está sendo silenciado porque, naquele momento, acessar conteúdos internos pode estar sendo vivido como ameaçador. Por isso, a sensação de “não consigo lembrar de nada” muitas vezes está mais ligada ao bloqueio do acesso do que à ausência real de memória.
    É importante dizer com clareza: existem casos em que essas vivências se modificam ao longo do tempo, especialmente quando a pessoa encontra espaço de escuta, cuidado emocional e acompanhamento adequado. Evitar conclusões definitivas agora é fundamental, pois o choque e a angústia tendem a ampliar a percepção de perda e a gerar desesperança.
    Você não precisa atravessar isso sozinho. Coloco-me à disposição, como profissional, para oferecer um espaço de escuta cuidadosa, onde possamos compreender quando essa mudança começou, em que contexto emocional ocorreu e o que seu psiquismo pode estar tentando comunicar. Com tempo, acolhimento e acompanhamento, é possível construir novas formas de relação com a memória, a imaginação e consigo mesmo.


  • melhorando a ansiedade e o estresse, as dores no estomago, decorrentes da gastrite nervosa, passam?

    melhorando a ansiedade e o estresse, as dores no estomago, decorrentes da gastrite nervosa, passam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim. Ao melhorar a ansiedade e o estresse, as dores no estômago associadas à chamada gastrite nervosa tendem a diminuir ou desaparecer. Na perspectiva psicanalítica, quando emoções intensas não são elaboradas psiquicamente, o corpo pode expressá-las por meio de sintomas físicos, sendo o estômago um órgão muito sensível à angústia.
    Com a redução do estresse, o corpo sai do estado constante de alerta, favorecendo a melhora dos sintomas. Em alguns casos, é importante associar acompanhamento médico ao trabalho terapêutico, pois sem cuidar do aspecto emocional, os sintomas podem retornar.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo de cuidado emocional e corporal.


  • Boa noite! Qual é o problema da superinterpretração dos sonhos?

    Boa noite! Qual é o problema da superinterpretração dos sonhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na psicanálise, o principal problema da superinterpretação dos sonhos é que ela transforma o sonho em algo rígido, fechado e intelectualizado, perdendo justamente aquilo que ele tem de mais importante: sua dimensão singular, afetiva e inconsciente. O sonho não é um enigma com um único significado oculto a ser decifrado, mas uma formação psíquica aberta, que se constrói a partir da história, dos desejos e dos conflitos próprios de cada sujeito.
    Quando se superinterpreta um sonho, corre-se o risco de impor sentidos prontos, simbologias universais ou leituras excessivamente racionais, afastando o sujeito daquilo que o sonho desperta nele. Em vez de favorecer a escuta do inconsciente, a interpretação passa a funcionar como defesa, silenciando o afeto e substituindo a experiência do sonho por explicações que tranquilizam, mas não elaboram.
    Outro ponto importante é que a superinterpretação pode gerar angústia desnecessária. Ao buscar significados ocultos demais ou conclusões precipitadas, o sujeito pode se sentir invadido, culpado ou confuso, especialmente quando o sonho toca conteúdos delicados. Na clínica, a interpretação só tem valor quando o próprio sujeito pode se apropriar dela, reconhecendo algo de si naquele sentido construído.
    Para a psicanálise, o mais importante não é “o que o sonho quer dizer”, mas o que ele provoca, quais associações desperta e como se articula à vida psíquica daquele momento. O sonho pede escuta, não decifração apressada. Ele se revela aos poucos, no tempo do sujeito, e não por meio de interpretações excessivas ou fechadas.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e trabalhar os sonhos de forma cuidadosa, respeitando a singularidade de cada experiência onírica e o tempo próprio de elaboração de cada sujeito.


  • Estava passando por um momento de stress no trabalho, com cobranças excessivas e prazo curto para re

    Estava passando por um momento de stress no trabalho, com cobranças excessivas e prazo curto para realizar as tarefas. Sentindo muita pressão e, numa noite, quando fui tentar dormir, comecei a sentir espasmos e contrações muito fortes no tronco, tremendo o corpo todo. O corpo ficava pulando na cama sem que eu tivesse controle, gerando muita apreensão e medo de morrer. A pressão chegou a subir e fui para o pronto socorro. Fui atendido e fiz diversos exames de sangue, mapa e holter. Os resultados foram todos normais, com alteração apenas na glicemia, que já estou tomando medicamentos. O fato é que após, duas semanas que senti os espasmos, eles continuam sempre que deito pra dormir e, de maneira cada vez mais forte e repetidos. Será que são crises de ansiedade/stress? Como acabar com essa situação, já que já fico até com medo de ir pra cama tentar descansar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O que você descreve é muito angustiante, mas é compatível com crises de ansiedade/pânico associadas a estresse intenso, especialmente após um período prolongado de cobranças e pressão no trabalho. Nesses quadros, o corpo entra em estado de hiperalerta e, ao deitar para dormir, quando deveria relaxar, acaba descarregando a tensão acumulada por meio de espasmos, tremores e contrações involuntárias.
    O fato de os exames estarem normais é importante e indica que não se trata de algo grave ou iminente, embora os sintomas sejam reais e assustadores. O medo de ir para a cama tende a manter o ciclo, pois aumenta a ansiedade antecipatória, reforçando as reações corporais.
    Para interromper esse ciclo, é fundamental cuidar do fator emocional: reduzir o estresse, aprender estratégias de regulação do corpo e buscar acompanhamento psicológico/psicanalítico; em alguns casos, o apoio psiquiátrico também ajuda a estabilizar o sistema nervoso. Quanto antes o cuidado for iniciado, maior a chance de alívio progressivo dos sintomas.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher, orientar e acompanhar esse processo de forma cuidadosa e respeitosa.


  • Eu não quero mais ter desejo sexual , oque eu faço ? Até pensando em cortar meu órgão estou pensando

    Eu não quero mais ter desejo sexual , oque eu faço ? Até pensando em cortar meu órgão estou pensando preciso de ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, o desejo sexual, ou a libido, é uma força vital fundamental, uma energia que não se manifesta apenas na sexualidade genital, mas também na criatividade, nos laços afetivos e na própria pulsão de vida. Querer erradicar essa parte de si, de uma forma tão radical e dolorosa, aponta para um conflito interno de proporções avassaladoras.
    Os pensamentos de automutilação podem ser uma tentativa desesperada de lidar com uma dor psíquica insuportável, uma forma de tentar aliviar a angústia interna externalizando-a no corpo, ou de punir-se por sentimentos que você sente que não deveria ter. O corpo, nesse contexto, torna-se um campo de batalha para conflitos inconscientes intensos, muitas vezes relacionados à culpa e à repressão de desejos que não encontram um caminho de expressão saudável.
    Estou à sua disposição para conversar sobre os aspectos psicanalíticos desses sentimentos, como suporte profissional necessário para sua segurança e bem-estar.






  • É normal sentir o braço dormente quando se tem ansiedade ou crise de pânico?

    É normal sentir o braço dormente quando se tem ansiedade ou crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Sim, é algo relativamente comum que pessoas em estados intensos de ansiedade ou durante uma crise de pânico sintam formigamento, dormência ou peso em um braço, nas mãos ou até no rosto. Isso costuma assustar bastante, mas, na maioria das vezes, está ligado às reações do corpo à ansiedade, e não a um problema neurológico ou cardíaco.
    Na perspectiva psicanalítica, o corpo muitas vezes fala aquilo que ainda não conseguiu ser simbolizado em palavras. A ansiedade encontra uma via corporal de expressão, especialmente quando a angústia ultrapassa a capacidade psíquica de elaboração naquele momento. Por isso, os sintomas físicos não são “imaginação” nem exagero: eles são reais, ainda que tenham origem psíquica.
    Estou à disposição como profissional para te acompanhar nessa travessia, com escuta cuidadosa, respeitando seu tempo e seus limites. Você não está sozinha nisso, e o fato de buscar compreensão já é um movimento importante de cuidado consigo mesma.


  • É cientificamente comprovado que estresse, raiva e frustração agravam a rosácea? Estou fazendo trata

    É cientificamente comprovado que estresse, raiva e frustração agravam a rosácea? Estou fazendo tratamento com Azelan. Quando o tratamento engrenou foi a época que entrei de férias no trabalho e minha pele melhorou uns 75%. Poucas semanas depois que voltei a trabalhar minha pele piorou, voltou ao que era antes. Relatei isso para minha dermatologista mas ela não deu muito crédito para essa parte emocional.
    Obs: não bebo álcool, não como nada que tenha pimenta ou que seja ardido,não fumo, passo protetor solar todo dia e evito sair no sol mesmo assim, nao tomo banho quente. Me privo o máximo que posso de tudo que eu puder para evitar que piore a rosacea, mas o estresse e a ansiedade são as únicas coisas que não consigo controlar....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, a pele é um espaço de expressão do psiquismo, e a rosácea pode funcionar como uma manifestação corporal de estresse, raiva e frustração que não encontram elaboração pela palavra. A melhora durante as férias e a piora com o retorno ao trabalho indicam uma relação direta entre sofrimento psíquico e intensificação do sintoma, sem substituir a importância do tratamento dermatológico.
    O estresse contínuo mantém o corpo em estado de alerta, favorecendo o surgimento ou agravamento de sintomas cutâneos. Além disso, o excesso de controle e autocobrança para evitar crises pode aumentar ainda mais a tensão interna, reforçando o ciclo do adoecimento.
    A psicanálise propõe um espaço de escuta para compreender o sentido do sintoma na história do sujeito, permitindo que aquilo que hoje se expressa na pele possa ser elaborado psiquicamente.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acompanhar esse processo de forma ética e cuidadosa, integrando o cuidado emocional ao tratamento médico.


  • Olá, sou mãe de uma recém nascida. Eu estava em um relacionamento abusivo extremo, o pai dela me des

    Olá, sou mãe de uma recém nascida. Eu estava em um relacionamento abusivo extremo, o pai dela me desrespeitava e humilhava durante toda minha gestação, chegando algumas vezes a ser agressivo verbal e fisicamente. Eu acabei me desvinculando dele depois de um ciclo vicioso de vai e volta e ele nunca fez nada por nós. Agora que ela nasceu eu me sinto distante dela, como se eu não conseguisse amá-la e me sinto muito mal por isso pois sei que ela não tem culpa. E agora ele me pressionando na justiça me deixa ainda mais irritada e distante dela, eu não queria me sentir assim, o que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    O que você está sentindo não faz de você uma má mãe. Pela perspectiva psicanalítica, o distanciamento em relação ao bebê pode estar ligado ao trauma vivido durante a gestação, marcada por um relacionamento abusivo, violência e desamparo emocional. Esse afastamento funciona, muitas vezes, como uma defesa psíquica diante de uma dor ainda não elaborada.
    A pressão contínua do pai da criança, agora no âmbito judicial, mantém você em estado de alerta, consumindo sua energia emocional e dificultando o investimento afetivo no bebê. É importante lembrar que o vínculo materno não nasce pronto; ele se constrói, especialmente quando a mulher encontra condições emocionais para isso.
    O caminho não é se forçar a amar, mas cuidar de você, elaborando o sofrimento vivido. Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para acolher e acompanhar você nesse momento, oferecendo um espaço seguro de escuta, sem julgamentos, para que esse vínculo possa se construir no seu tempo.


  • Fiz uma consulta com psicólogo, foi a primeira consulta. Estava contando alguns acontecimentos do me

    Fiz uma consulta com psicólogo, foi a primeira consulta. Estava contando alguns acontecimentos do meu passado que julguei importante que a terapeuta soubesse para entender o que fez estar onde estou agora. A terapeuta me cortou no meio da minha fala e já fez uma análise sobre mim, foi dura nas palavras, disse que sou uma jovem com traços de adolescente, que ainda não sou adulta mas que logo eu me tornaria adulta e levaria a vida com maturidade, entre outras coisas. Quando terminou a consulta cai numa crise de choro porque nem sequer consegui terminar de dizer o que queria, me senti invalidade, impotente pois não senti empatia de alguém que confidenciei meus sentimentos. Essa atitudes da psicólogas são esperadas na primeira consulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Não, essa experiência não precisa ser considerada normal ou esperada na primeira consulta. Em geral, o primeiro atendimento deve priorizar escuta, acolhimento e construção de vínculo. Interrupções, análises duras e rótulos precoces podem ser vividos como invasivos e desorganizadores, especialmente quando o paciente ainda está se abrindo.
    O fato de você ter saído chorando e se sentindo invalidada indica que a intervenção não encontrou um lugar possível para você naquele momento, e isso não significa fragilidade sua. Você tem o direito de buscar outro profissional ou, se optar por continuar, falar sobre como se sentiu. A terapia precisa ser um espaço seguro, onde a fala possa acontecer com respeito e empatia.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher você nesse momento, ajudar a elaborar essa experiência e orientar na construção de um espaço terapêutico onde sua fala possa existir com respeito, cuidado e empatia.


  • Estou com a memoria de longo e curto prazo lenta, e meu raciocínio pior do que ruim ate pra trocadil

    Estou com a memoria de longo e curto prazo lenta, e meu raciocínio pior do que ruim ate pra trocadilhos ( mesmo relendo ) e musicas para crianças tenho 19 anos pode ser meu tdah ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    É compreensível se preocupar com lentidão da memória e do raciocínio aos 19 anos, mas isso não significa, necessariamente, perda de capacidade intelectual. O TDAH pode estar relacionado a essas dificuldades, pois a falha costuma estar na atenção, o que prejudica o registro das informações e dá a sensação de memória fraca.
    No entanto, sintomas semelhantes também são comuns em quadros de ansiedade, estresse, cansaço emocional, privação de sono ou estados depressivos. Do ponto de vista psicanalítico, o sofrimento psíquico pode bloquear o pensamento e tornar o raciocínio mais lento.
    Por isso, é importante evitar o autodiagnóstico e buscar avaliação profissional para compreender o que está na base dessas dificuldades. Coloco-me à disposição, como profissional, para oferecer escuta e acompanhamento nesse processo.


  • Olá! Eu estou sentindo que preciso de um psicólogo para conversar, mas não sei qual linha devo segui

    Olá! Eu estou sentindo que preciso de um psicólogo para conversar, mas não sei qual linha devo seguir (nem sei se faz diferença no meu caso). Tenho 33 anos e há alguns anos notei que tenho algo parecido com algum tipo de hiperfoco em relacionamentos (de amizade) seguido de isolamento social intenso. Sinto como se fosse uma montanha, em que eu começo conhecendo uma pessoa (como amiga) bem aos poucos, e aí eu chego num pico altissimo em que só quero falar com ela, que pode durar meses, e depois tenho uma queda vertiginosa em que sempre termino me afastando dessa pessoa por completo, ignoro suas mensagens e não respondo mais. Notei que isso tem me afetado muito, mas não sei como nem por onde começar a resolver. Alguém para me dar uma luz? Estou em sofrimento e gostaria de encontrar ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    A sua dúvida em relação à abordagem: faz diferença, sim, mas não no sentido de certo ou errado. Abordagens mais focadas em comportamento tendem a trabalhar estratégias para reduzir o padrão. A psicanálise, por outro lado, busca compreender o sentido desse movimento, de onde ele vem, o que ele protege e o que ele tenta evitar. Para pessoas que percebem repetições intensas nos vínculos e querem entender “por que isso acontece comigo”, a psicanálise costuma ser bastante indicada.
    Um bom começo é procurar um profissional com quem você se sinta minimamente à vontade para falar, mais importante do que a linha, inicialmente, é a qualidade do vínculo terapêutico. Na análise, você não precisa chegar com respostas prontas.
    Você já deu um passo fundamental: reconheceu o sofrimento e pediu ajuda. Isso não é pouco. Há, sim, caminho possível para compreender esse padrão, diminuir a dor que ele gera e construir relações menos extremas e mais sustentáveis para você.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo de escuta e elaboração, caso deseje. Você não precisa atravessar isso sozinha e seu sofrimento merece cuidado.


  • Estou tendo amnesia não retenho novas informações, Acredito que foi depois de um assalto ano passado

    Estou tendo amnesia não retenho novas informações, Acredito que foi depois de um assalto ano passado Percebi isso hoje, E possivel melhorar, estou pensando em coisas ruins contra mim perdi a qualidade de vida pois nao consigo ver filmes e lembrar, Amnesia tem tratamento e cura so tenh0 20 anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Do ponto de vista psicanalítico, a amnésia após um trauma, como um assalto, pode ser compreendida como um mecanismo de defesa do psiquismo diante de um excesso de angústia. A dificuldade de reter novas informações não significa perda definitiva da memória, mas uma inibição temporária, ligada ao impacto emocional não elaborado.
    Quando o trauma não pôde ser simbolizado, ele retorna por meio de sintomas como falhas de memória, ansiedade intensa e pensamentos autodestrutivos. Esses sinais indicam sofrimento psíquico, não fraqueza. Há tratamento e possibilidade de melhora, especialmente considerando sua idade.
    A psicanálise oferece um espaço de escuta para que o trauma seja, aos poucos, elaborado em palavras. À medida que isso acontece, a memória tende a se reorganizar e a qualidade de vida pode ser retomada.
    Me coloco à disposição, como profissional, para acompanhar você nesse processo. Você não precisa enfrentar isso sozinho.


  • É normal sentir, constantemente, vontade de ficar sozinha? É normal não ter vontade de interagir c

    É normal sentir, constantemente, vontade de ficar sozinha?
    É normal não ter vontade de interagir com as pessoas e se sentir exausta com a presença humana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na perspectiva psicanalítica, sentir vontade de ficar sozinho e se sentir exausto com a presença constante de outras pessoas pode ser algo normal, especialmente como forma de autorregulação diante de excesso de demandas emocionais. O estar só, nesses casos, funciona como cuidado psíquico e preservação de energia.
    É importante diferenciar quando o isolamento é uma escolha saudável e quando se torna uma defesa rígida acompanhada de sofrimento, vazio ou ruptura dos vínculos. A psicanálise não busca classificar, mas compreender o sentido que esse movimento tem na história e no momento de vida do sujeito.
    Coloco-me à disposição, como profissional, para acolher e aprofundar essa reflexão de forma ética e cuidadosa.


  • E a Amnesia Desenvolvida por um trauma muito grande, Tem soluçao Nao consigo armazenar novas memoria

    E a Amnesia Desenvolvida por um trauma muito grande, Tem soluçao Nao consigo armazenar novas memorias to desesperado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Na abordagem psicanalítica, a amnésia que surge após um trauma intenso é compreendida como um mecanismo de defesa do psiquismo, uma forma de proteção diante de algo vivido como excessivo e impossível de ser simbolizado naquele momento. Não se trata de uma falha definitiva da mente, mas de um bloqueio ligado ao impacto emocional do trauma.
    Embora gere angústia, confusão e desespero, esse quadro pode encontrar caminhos de elaboração. Com um espaço seguro de escuta, o trauma pode ser pouco a pouco simbolizado, permitindo que funções como memória, atenção e imaginação se reorganizem gradualmente.
    O processo exige tempo e cuidado, mas é possível. Me coloco à disposição, como profissional, para acompanhar esse percurso, respeitando seus limites e sua singularidade.


  • Olá Perdi a capacidade de imaginar uma especie de afantasia e támbem estou com a memoria muito ruim,

    Olá Perdi a capacidade de imaginar uma especie de afantasia e támbem estou com a memoria muito ruim, oque pode ser eu não era assim antes minha imaginação era fertil. nao cnsigo projetar mais imagens na mente e reversivel? oque poder ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ludmila Larissa Souto

    Perder a capacidade de imaginar e perceber a memória piorar, especialmente quando antes a imaginação era fértil, pode ser muito angustiante. Pela perspectiva psicanalítica, a imaginação está ligada à vida psíquica e à capacidade de simbolizar; quando ela se reduz, isso nem sempre indica uma perda definitiva, mas pode ser um movimento defensivo do psiquismo diante de sofrimento emocional intenso.
    Ansiedade, depressão, luto, trauma ou esgotamento podem levar a um empobrecimento das imagens mentais e das lembranças, dando a sensação de mente “vazia”. Nesses casos, fala-se mais em um bloqueio de acesso às imagens internas do que em uma perda irreversível, e isso pode se modificar com cuidado e elaboração.
    É importante evitar autodiagnósticos e buscar acompanhamento profissional. Coloco-me à disposição, como profissional, para oferecer escuta e apoio na compreensão do que está acontecendo e na construção de caminhos de cuidado.


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