Perguntas do paciente (176)
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boa tarde .fiz uma RTU faz 20 dias continuo levantando varias vezes à noite para fazer xixi. isso é
boa tarde .fiz uma RTU faz 20 dias continuo levantando varias vezes à noite para fazer xixi. isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde.
Após uma RTU da próstata (ressecção transuretral), é comum que os sintomas urinários — especialmente a noctúria (levantar à noite para urinar) — levem algumas semanas a meses para melhorar completamente.
Nos primeiros 30 a 60 dias, pode persistir irritação vesical, urgência, jato fraco intermitente ou aumento da frequência urinária, devido ao processo de cicatrização e à sensibilidade temporária do colo vesical.
Entretanto, se o sintoma estiver muito intenso, associado a ardor, febre, sangue na urina ou jato enfraquecido, é importante reavaliar, pois pode haver infecção urinária, inflamação residual ou obstrução por coágulo ou crosta cicatricial.
Recomendo manter o acompanhamento urológico pós-operatório, seguir as orientações médicas e evitar esforço físico excessivo até liberação do cirurgião.
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O que significa ausência total de gametas no espermograma?
O que significa ausência total de gametas no espermograma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ausência total de gametas no espermograma significa que não foram encontrados espermatozoides na amostra seminal, quadro chamado de azoospermia.
Esse achado não define por si só a causa da infertilidade, mas indica que o sêmen não contém espermatozoides, o que pode ocorrer por:
Obstrução dos ductos deferentes ou epidídimos (ex.: pós-vasectomia, infecções, anomalias congênitas);
Falha na produção testicular de espermatozoides (causas hormonais, genéticas ou por agressões testiculares);
Erro na coleta ou centrifugação inadequada da amostra — motivo pelo qual o exame deve ser sempre repetido em laboratório especializado em andrologia.
Em resumo, a ausência total de gametas significa ausência de espermatozoides, e requer uma avaliação urológica completa, com exame físico, dosagem hormonal e, em alguns casos, investigação genética ou testicular.
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Estou com escabiose e alem de ivermectina e permetrina vou ter que tomar corticoide deflazacorte 30m
Estou com escabiose e alem de ivermectina e permetrina vou ter que tomar corticoide deflazacorte 30mg só 10 dias para alívio da inflamação e coçeira. Mas para não interferir no resultado do PSA quanto tempo devo esperar para fazer o exame depois de terminar o tratamento com o deflazacorte?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O deflazacorte é um corticosteroide sistêmico, utilizado por curto período para reduzir inflamação e coceira. Em geral, esse tipo de medicação não interfere diretamente nos níveis séricos de PSA (antígeno prostático específico).
No entanto, como os corticoides podem modular a resposta inflamatória do organismo, em teoria eles poderiam reduzir discretamente o PSA em situações de inflamação prostática, mascarando um valor levemente elevado. Esse efeito é transitório e pouco significativo em tratamentos curtos, como o seu (10 dias).
Por segurança, recomenda-se aguardar cerca de 7 a 10 dias após o término do deflazacorte antes de coletar o PSA, para garantir que não haja interferência indireta por modulação inflamatória ou efeito residual da medicação.
Também é importante evitar outros fatores que alteram o PSA antes do exame, como:
Ejaculação até 48 horas antes da coleta;
Andar de bicicleta, moto ou praticar exercícios intensos;
E infecções urinárias recentes.
Em resumo:
O deflazacorte não altera significativamente o PSA, mas o ideal é aguardar 1 semana após o fim do tratamento antes da coleta;
Isso garante um resultado mais estável e confiável.
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Estou com dificuldade de sensibilidade peniana na hora do sexo demorando para ejacular
Estou com dificuldade de sensibilidade peniana na hora do sexo demorando para ejacular..Qual especialista devo procurar e o que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diminuição da sensibilidade peniana e a dificuldade para ejacular podem ter diversas causas — desde fatores neurológicos ou hormonais, até efeitos de medicações ou questões psicológicas e de ansiedade de desempenho.
As causas mais comuns incluem:
Uso de antidepressivos ou ansiolíticos, que podem retardar a ejaculação;
Alterações hormonais, como baixos níveis de testosterona;
Pequenas neuropatias (lesões de nervos periféricos), especialmente em diabéticos;
Excesso de estímulo ou dessensibilização, em quem tem atividade sexual ou masturbação muito frequente;
E causas emocionais, como ansiedade ou dificuldade de concentração no ato sexual.
O profissional indicado para avaliar o quadro é o urologista, que pode investigar com:
Exames hormonais (testosterona total e livre, prolactina, entre outros);
Avaliação neurológica e sensitiva da glande;
Revisão de medicamentos em uso;
E, se necessário, encaminhamento para terapia sexual especializada.
O tratamento depende da causa, podendo incluir:
Ajuste de medicamentos,
Terapia comportamental ou psicológica,
Reabilitação sensitiva peniana,
Ou, em casos selecionados, uso de medicamentos para controle ejaculatório.
Em resumo:
O especialista indicado é o urologista (com experiência em medicina sexual);
A dificuldade de sensibilidade e atraso ejaculatório geralmente têm solução, desde que a causa seja corretamente identificada.
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Fiz uma postectomia total há cerca de dois meses e, com aproximadamente um mês após a cirurgia, perc
Fiz uma postectomia total há cerca de dois meses e, com aproximadamente um mês após a cirurgia, percebi um relevo endurecido sob a pele, localizado próximo ao “pescoço” do pênis, logo abaixo da glande, em região próxima, mas não exatamente sobre a linha da incisão cirúrgica — fica na parte da pele preservada.
Esse endurecimento é bem acentuado e visível, tanto com o pênis flácido quanto ereto.
Não se trata de um caroço circular, mas sim de um relevo linear e firme, que se estende da parte inferior, próxima ao antigo freio, até a lateral esquerda da base da glande.
Ao toque, é rígido e parecendo estar sob a pele, e não no músculo do pênis.
Normalmente não há dor nem sinais de inflamação (sem vermelhidão, calor ou secreção).
No entanto, imagino que, em caso de atrito ou relação sexual, possa causar algum incômodo. Assim que identifiquei pegando pra sentir e deu umas fisgadas.
Fui avaliado recentemente pela médica do posto de saúde, que mencionou a possibilidade de ser um queloide ou uma alteração cicatricial decorrente do processo de cicatrização, e disse que talvez não regredisse espontaneamente.
Ela me forneceu um encaminhamento para o cirurgião geral, mas não faço ideia quando vou ser chamado.
Obs: Ao olho nu, somente se vê o relevo e sentir a parte bem endurecida.
Gostaria de saber se eu devo me preocupar ou se isso é algo comum após postectomia total. Vai voltar ao normal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é um endurecimento linear subcutâneo na região da cicatriz pós-postectomia, localizado próximo à base da glande. Esse achado é relativamente comum nas primeiras semanas ou meses após a cirurgia e, na maioria dos casos, está relacionado a um espessamento cicatricial ou à formação de fibrose local — processo natural de reparo tecidual.
Em alguns pacientes, pode ocorrer uma cicatrização mais exuberante, com fibrose densa ou leve retração, principalmente na região do antigo frênulo, que é ricamente vascularizada e tende a reagir mais intensamente à manipulação cirúrgica. Esse endurecimento geralmente reduz gradualmente ao longo de 3 a 6 meses, à medida que o tecido amadurece e se remodela.
A formação de um queloide verdadeiro nessa região é incomum, pois o pênis não é uma área predisposta a esse tipo de cicatriz.
O mais importante é observar se houver dor, vermelhidão, secreção, retração ou deformidade progressiva, situações que exigem reavaliação.
Na maioria dos casos, não há necessidade de nova cirurgia. O tratamento costuma envolver apenas massagens locais, cremes cicatrizantes ou fisioterapia pélvica se houver desconforto funcional.
Recomendo manter o acompanhamento com o urologista, que poderá confirmar se é apenas fibrose cicatricial e orientar o manejo conservador adequado.
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Ola, gostaria de saber se após o espermograma der zero existiria a possibilidade de engravidar uma m
Ola, gostaria de saber se após o espermograma der zero existiria a possibilidade de engravidar uma mulher, pois a alguns relatos de mesmo o espermograma dado zero pessoas ainda ficam gravidas
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Quando o espermograma mostra “zero espermatozoides” (azoospermia), significa que nenhum espermatozoide foi identificado na amostra analisada. Nesse cenário, a possibilidade de gravidez natural é extremamente baixa — praticamente nula.
No entanto, existem situações excepcionais que explicam relatos de gestação após um exame com resultado “zero”:
O exame pode ter sido feito muito cedo após a vasectomia, antes de eliminar completamente os espermatozoides remanescentes nos ductos deferentes;
Pode ter havido erro técnico na coleta ou no processamento da amostra;
Em casos raros, ocorre recanalização espontânea dos ductos deferentes, quando o organismo cria uma nova passagem microscópica que permite a passagem de espermatozoides.
Por isso, recomenda-se realizar dois espermogramas confirmatórios em laboratórios especializados antes de considerar o paciente estéril.
Se o exame foi corretamente realizado e confirmado, não há risco de gravidez natural.
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Estou com gotejamento apois urinar. Minha urologista me passou medilato de doxazosina, porém não est
Estou com gotejamento apois urinar. Minha urologista me passou medilato de doxazosina, porém não estou vendo resultado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O gotejamento pós-miccional é um sintoma relativamente comum em homens e geralmente está relacionado a um esvaziamento incompleto da uretra após urinar. Pode ocorrer por fraqueza da musculatura do assoalho pélvico, obstrução prostática leve, inflamação uretral ou até alterações funcionais da bexiga e uretra.
A doxazosina é um bloqueador alfa-adrenérgico que age relaxando a musculatura da próstata e do colo vesical, melhorando o fluxo urinário. No entanto, ela atua principalmente em casos de aumento prostático (HPB), e pode não resolver totalmente o gotejamento quando a causa está na uretra distal ou no assoalho pélvico.
Se o sintoma persistir, o ideal é uma reavaliação urológica, com exame físico, urofluxometria e ultrassom com medida do resíduo pós-miccional. Em alguns casos, o tratamento envolve exercícios específicos para o assoalho pélvico ou ajustes na medicação.
Portanto, o quadro costuma ter solução, mas é importante confirmar a causa exata para direcionar o tratamento.
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Estou tomando TANSULOSINA e sentindo mais ardência e urgência miccional. Tal medicamento foi receita
Estou tomando TANSULOSINA e sentindo mais ardência e urgência miccional. Tal medicamento foi receitado para auxiliar na eliminação de um cálculo renal de 4mm, localizado na bexiga. Procede a sintomatologia que apresentei após administração do medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, os sintomas que você descreve podem ocorrer durante o uso da tansulosina, especialmente no contexto de um cálculo vesical (dentro da bexiga) prestes a ser eliminado.
A tansulosina é um bloqueador alfa-adrenérgico que relaxa a musculatura da uretra e do colo vesical, facilitando a passagem do cálculo. Quando a pedra migra para a bexiga ou para a uretra distal, é comum sentir ardência, urgência e sensação de bexiga cheia, pois o cálculo pode irritar a mucosa até ser eliminado.
Esses sintomas não são causados diretamente pela medicação, mas sim pela movimentação do cálculo. Contudo, a tansulosina pode aumentar a sensibilidade miccional temporariamente, por relaxar o esfíncter e favorecer o fluxo urinário.
Sinais de alerta que merecem reavaliação médica:
Dor muito intensa e contínua;
Dificuldade para urinar ou interrupção do jato;
Febre ou sangue em excesso na urina.
Em resumo:
A ardência e urgência urinária podem ocorrer transitoriamente com o uso da tansulosina, principalmente se o cálculo estiver próximo de ser eliminado;
Mantenha boa hidratação e acompanhamento com o urologista para controle por imagem até confirmar a expulsão completa da pedra.
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Estou tomando Finasterida e doxazosina e meu médico trocou para Dutam, meu organismo vai perder todo
Estou tomando Finasterida e doxazosina e meu médico trocou para Dutam, meu organismo vai perder todo os efeitos das medicações anteriores. Resumindo minha próstata vai crescer para depois de 06 meses voltar a diminuir.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. A troca de finasterida + doxazosina por Dutam (dutasterida + tansulosina) não faz com que a próstata volte a crescer nem que o organismo “perca” os efeitos já conquistados com o tratamento anterior.
Tanto a finasterida quanto a dutasterida pertencem à mesma classe de medicamentos — inibidores da 5-alfa-redutase —, que agem reduzindo a conversão da testosterona em dihidrotestosterona (DHT), o principal hormônio envolvido no crescimento prostático.
A diferença é que a dutasterida bloqueia dois tipos de enzimas (tipo I e tipo II), enquanto a finasterida bloqueia apenas uma. Isso faz com que o efeito da dutasterida seja, em alguns casos, mais completo e duradouro.
Ao trocar de medicamento, os benefícios da finasterida não se perdem, pois o mecanismo de ação é semelhante e o processo de redução do volume prostático é contínuo. O que pode acontecer é uma transição gradual, até que o novo medicamento atinja sua concentração estável (em torno de 3 a 6 meses).
A tansulosina, que faz parte da formulação do Dutam, atua relaxando a musculatura da próstata e da bexiga, melhorando o jato urinário mais rapidamente do que a doxazosina em muitos pacientes.
Em resumo:
A troca para Dutam mantém e até potencializa os efeitos do tratamento anterior;
Não há crescimento “de rebote” da próstata nesse intervalo;
A melhora dos sintomas urinários pode até ser mais perceptível pela ação combinada da dutasterida + tansulosina.
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Boa noite! Realizei a cirurgia de postectomia há aproximadamente 110 dias e continuo com um inchaço
Boa noite! Realizei a cirurgia de postectomia há aproximadamente 110 dias e continuo com um inchaço em volta de onde foram os pontos, igual ou quase igual ao momento em que o último ponto caiu (aproximadamente 33 dias após a cirurgia). Esse inchaço é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite!
Um leve inchaço persistente na região da cicatriz, mesmo após alguns meses da postectomia, pode ocorrer e nem sempre representa um problema.
Na maioria dos casos, esse inchaço corresponde a uma fibrose residual (espessamento do tecido cicatricial) ou a um edema crônico leve, decorrente da própria cicatrização da pele e do subcutâneo. Isso é mais comum em pacientes cuja pele tinha maior retração ou inflamação prévia.
Em geral:
O edema tende a diminuir lentamente ao longo de 4 a 6 meses;
A região pode permanecer um pouco endurecida ou espessada por um período prolongado;
Massagens suaves, boa hidratação da pele e, em alguns casos, pomadas cicatrizantes podem ajudar na remodelação.
Por outro lado, se houver vermelhidão, dor, secreção, retração da cicatriz ou deformidade progressiva, é importante reavaliar com o urologista, pois pode haver granuloma cicatricial, linfedema persistente ou cicatriz hipertrófica, situações que exigem tratamento específico.
Em resumo:
Um leve inchaço persistente após 3 a 4 meses pode ser normal e tende a melhorar com o tempo;
Se o inchaço for muito evidente, endurecido ou dolorido, vale fazer uma nova avaliação urológica para confirmar se é apenas fibrose cicatricial.
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Fiz cirurgia de varicocele e hidrocele, após 15 dias de cirurgia, apareceu um edema próximo da gland
Fiz cirurgia de varicocele e hidrocele, após 15 dias de cirurgia, apareceu um edema próximo da glande do penis. Um edema circular com um formato de anel. O que pode ser? Devo me preocupar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após uma cirurgia de varicocele e/ou hidrocele, é relativamente comum o aparecimento de edema (inchaço) que pode se estender para a base ou até a região distal do pênis, formando o que o paciente descreve como um “anel” próximo à glande.
Esse tipo de edema ocorre por acúmulo de líquido linfático e venoso sob a pele do pênis e escroto — consequência natural da manipulação cirúrgica dos vasos e tecidos da região inguinoescrotal.
Mesmo que a cirurgia tenha sido bem-sucedida, o fluxo linfático e venoso pode demorar algumas semanas para se normalizar.
Em geral, esse inchaço é benigno e autolimitado, apresentando as seguintes características:
Aparece entre o 10º e o 20º dia de pós-operatório;
Forma um anel mole, indolor ou discretamente sensível, logo abaixo da glande;
Diminui gradualmente em 2 a 4 semanas, sem necessidade de intervenção.
O edema tende a migrar e se redistribuir conforme o paciente anda, dorme ou fica em pé por longos períodos.
O que fazer
Evite longos períodos em pé e eleve o escroto quando possível (deitado, com apoio de toalha);
Use roupa íntima firme (tipo cueca boxer justa) para sustentação;
Mantenha hidratação adequada e siga corretamente as orientações do cirurgião;
Se houver dor intensa, vermelhidão, calor local, secreção ou aumento rápido do inchaço, procure o urologista para descartar infecção ou linfedema persistente.
Na maioria dos casos, o corpo reabsorve o líquido espontaneamente e a aparência do pênis retorna ao normal em 3 a 6 semanas.
Em resumo:
O edema em forma de “anel” próximo à glande após cirurgia escrotal é comum e geralmente inofensivo;
Resulta de acúmulo transitório de líquido linfático;
Costuma melhorar espontaneamente em algumas semanas com repouso e sustentação escrotal.
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Raspagem de próstata ajuda a melhorar o desempenho da bexiga neurogenica
Raspagem de próstata ajuda a melhorar o desempenho da bexiga neurogenica
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A raspagem da próstata (também chamada de RTU de próstata ou ressecção transuretral da próstata) não trata diretamente a bexiga neurogênica, mas pode ajudar em alguns casos específicos — dependendo da causa e do tipo de disfunção vesical.
A bexiga neurogênica é uma condição em que há alteração da função nervosa da bexiga e/ou do esfíncter urinário, causada por doenças neurológicas (como hérnia de disco, AVC, esclerose múltipla, diabetes, trauma medular, entre outras).
Nesses casos, o problema principal não está na próstata, mas sim na comunicação entre o sistema nervoso e o músculo da bexiga (detrusor).
A RTU da próstata pode ser útil apenas quando há componente obstrutivo associado — ou seja, quando a bexiga neurogênica coexiste com aumento prostático que dificulta a passagem da urina.
Nessas situações, remover o excesso de tecido prostático:
Reduz a resistência à saída da urina;
Facilita o esvaziamento vesical;
E pode diminuir infecções urinárias e retenções.
No entanto, se a bexiga estiver hipocontrátil (sem força para se contrair) ou arreflexa (sem estímulo nervoso), a raspagem não melhora a função vesical e pode até causar incontinência se o esfíncter estiver comprometido.
Por isso, antes de indicar a cirurgia, é fundamental realizar uma urodinâmica completa, que mostra se o problema é obstrutivo, neurológico ou misto.
Em resumo:
A raspagem da próstata só ajuda em bexiga neurogênica quando há obstrução prostática associada;
Se a causa for puramente neurológica, a cirurgia não melhora o desempenho da bexiga;
A decisão deve ser baseada em exames urodinâmicos e avaliação conjunta com o urologista.
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Boa tarde! Eu estou com uma dúvida, realizei alguns exames recentemente e ainda não tive consulta
Boa tarde!
Eu estou com uma dúvida, realizei alguns exames recentemente e ainda não tive consulta de retorno, porém gostaria de tirar uma dúvida a respeito do PSA total/livre.
O meu resultado do PSA total/livre ficou em 7%
Sendo 0,02ng/ml PSA livre e 0,27ng/ml PSA total
É um resultado que devo me preocupar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde!
O seu resultado mostra PSA total de 0,27 ng/mL e PSA livre de 0,02 ng/mL, o que corresponde a uma relação livre/total de 7%.
É importante destacar que essa relação (7%) isoladamente não tem valor diagnóstico quando o PSA total é muito baixo, como no seu caso.
A relação PSA livre/total só é utilizada para estimar risco de câncer quando o PSA total está entre 4 e 10 ng/mL — faixa em que há dúvida sobre a origem da elevação (benigna ou maligna).
Quando o PSA total está abaixo de 1 ng/mL, o valor da fração livre pode variar amplamente sem qualquer significado clínico relevante.
Em outras palavras:
Mesmo que a porcentagem livre pareça “baixa”, o PSA total de 0,27 ng/mL é absolutamente normal e não indica risco de câncer.
O seu resultado indica:
PSA total muito baixo, compatível com próstata normal (ou pequena, ou pós-tratamento que reduza PSA);
Sem motivo de preocupação neste momento;
Sem necessidade de investigação adicional, a não ser que o urologista identifique sintomas ou fatores de risco específicos.
Em resumo:
PSA total de 0,27 ng/mL é normal;
A relação livre/total de 7% não tem relevância com valores tão baixos;
Nenhum indício de câncer ou urgência em seu caso.
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Depois da cirurgia de câncer no intestino perdi um pouco a ereção, com o tempo volta ao normal
Depois da cirurgia de câncer no intestino perdi um pouco a ereção, com o tempo volta ao normal
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após uma cirurgia para câncer de intestino, é relativamente comum que o homem apresente alteração da ereção ou da sensibilidade genital nas primeiras semanas ou meses do pós-operatório.
Isso ocorre porque as cirurgias pélvicas — especialmente aquelas próximas ao reto, bexiga e próstata — envolvem áreas onde passam nervos responsáveis pela ereção e ejaculação (os chamados plexos pélvicos).
Durante o procedimento, esses nervos podem ser:
Estirados ou manipulados, causando uma neuropraxia temporária (perda reversível da função);
Ou, em casos mais extensos, parcialmente lesionados, o que pode gerar uma recuperação mais lenta ou incompleta.
Na maioria dos casos, especialmente em cirurgias laparoscópicas ou robóticas, a função erétil tende a melhorar com o tempo, conforme os nervos se regeneram — o que pode levar de 3 a 12 meses.
O prognóstico depende de alguns fatores:
Idade do paciente;
Tipo e extensão da cirurgia (se foi baixo reto, reto alto ou cólon);
Preservação dos nervos pélvicos;
E função erétil prévia.
Enquanto a recuperação ocorre, é possível usar tratamentos de reabilitação peniana, que auxiliam na oxigenação e prevenção de fibrose do corpo cavernoso, como:
Inibidores da fosfodiesterase (tadalafila, sildenafila);
Terapia a vácuo;
E, em casos específicos, injeções intracavernosas supervisionadas.
Em resumo:
A perda parcial da ereção após cirurgia intestinal é relativamente comum e geralmente temporária;
Os nervos podem se regenerar gradualmente, e a função tende a retornar em até 12 meses;
A reabilitação precoce com orientação urológica melhora as chances de recuperação completa.
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fazem 109 dias pós postectomia e com isso nas minhas relações sexuais e masturbação sinto que a cica
fazem 109 dias pós postectomia e com isso nas minhas relações sexuais e masturbação sinto que a cicatriz ainda está "rígida" e com isso gostaria de saber se estou com Linfedema. Ao redor da cicatriz existem bolinhas rosas que ainda estão desinchando. Gostaria da opinião de um profissional para saber como devo agir em diante.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após cerca de 3 a 4 meses de uma postectomia, ainda é possível perceber certa rigidez ou espessamento na região da cicatriz, o que é normal no processo de maturação cicatricial.
Durante essa fase, o tecido cicatricial passa por um período de fibrose e reorganização das fibras de colágeno, podendo ficar duro, elevado ou com pequenas irregularidades (“bolinhas” ou nódulos rosados) ao redor da linha de sutura.
Esse aspecto costuma melhorar gradualmente entre 6 e 12 meses, à medida que o tecido amadurece e se torna mais maleável.
O linfedema (acúmulo de líquido linfático) é mais raro após a postectomia e, quando ocorre, geralmente se manifesta logo nas primeiras semanas, com inchaço difuso e mole do prepúcio residual ou da glande — o que não parece ser o seu caso, já que o quadro é localizado e sem aumento progressivo.
O ideal neste momento é:
Evitar trações excessivas durante o ato sexual ou masturbação;
Fazer massagens suaves na cicatriz com cremes hidratantes ou pomadas cicatrizantes (ex.: à base de silicone ou vitamina E);
Manter boa higiene e lubrificação durante as relações;
E, se o endurecimento persistir após 6 meses, buscar avaliação urológica para possível infiltração com corticoide local ou outro tratamento estético-cicatricial.
Em resumo:
A rigidez da cicatriz e pequenas bolinhas rosadas são achados comuns e benignos no período de maturação cicatricial;
O quadro tende a melhorar espontaneamente ao longo dos próximos meses;
O linfedema tardio é pouco provável.
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Tive ITU por e coli, que evoluiu pra pielonefrite em ago, durante o tratamento tive outra ITU por kl
Tive ITU por e coli, que evoluiu pra pielonefrite em ago, durante o tratamento tive outra ITU por klebsiella, que TB subiu pro rim em set, meu xixi escureceu (tipo chá fraco) e as vezes fica meio leitoso, levemente acinzentado/esverdeado (não sei explicar MT bem a cor), fui fazer um parcial de urina, que deu nitrito positivo e leucócitos em 27mil, sinto uma dor relativamente leve no baixo ventre e no flanco esquerdo, mas não tive febre ou sintomas muito intensos em nenhuma das infecções, será que devo ir de volta ao hospital de emergência que fui tratada? Mesmo sem sintomas intensos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mesmo sem febre ou sintomas intensos, o seu relato sugere uma infecção urinária recorrente ou persistente, possivelmente com comprometimento renal leve (pielonefrite subaguda).
A presença de nitrito positivo e leucócitos elevados (27 mil/mm³) no exame de urina indica infecção ativa, e a alteração da coloração da urina (escura, esbranquiçada ou acinzentada) reforça a possibilidade de pus ou bactérias em grande quantidade.
Diante do histórico recente de infecções por E. coli e Klebsiella, ambas bactérias que podem desenvolver resistência a antibióticos, é importante não tratar de forma empírica em casa e retornar ao hospital ou pronto atendimento, mesmo que os sintomas estejam leves.
Isso permitirá:
Coletar urocultura com antibiograma, para identificar qual antibiótico ainda é eficaz;
Avaliar função renal e sinais de complicação (como abscesso ou infecção persistente no rim);
Realizar exames de imagem (como ultrassonografia ou tomografia de abdome) se houver suspeita de obstrução ou cálculo associado.
A ausência de febre não exclui uma pielonefrite, especialmente em mulheres jovens ou em pessoas que já receberam antibióticos recentemente.
O ideal é não postergar a avaliação, pois infecções urinárias de repetição por germes resistentes podem evoluir de forma silenciosa.
Em resumo:
Mesmo sem febre, os achados laboratoriais e sintomas justificam voltar ao hospital;
É necessário novo exame de urina com cultura e avaliação médica presencial;
O tratamento adequado depende do resultado do antibiograma e da imagem dos rins e bexiga.
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ola bom dia fiz uma cirurgia de remocao de pedras do rins pelo penis omei ponto faz 3 meses e ontem
ola bom dia fiz uma cirurgia de remocao de pedras do rins pelo penis omei ponto faz 3 meses e ontem estouro o ponto que ja estava aparentemente cicatrizado nao sangro nem deu dor mais por onde sai a urina fico um espaco muito grande, devo me preocupar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia!
Após uma cirurgia endoscópica para retirada de cálculos (ureterolitotripsia ou pielolitotomia endoscópica), é comum haver pequenas suturas na uretra ou meato urinário para controle local.
Mesmo meses depois, pode ocorrer a abertura tardia de um ponto superficial, especialmente se houve inflamação prévia, manipulação local ou relações recentes.
Se o local não apresentou dor, sangramento, secreção nem dificuldade para urinar, provavelmente trata-se apenas de abertura cicatricial superficial, sem comprometimento estrutural da uretra.
O “espaço maior” que você percebe pode ser o meato urinário levemente alargado — o que, em muitos casos, não traz prejuízo funcional e tende a se ajustar com o tempo.
Por outro lado, se nas próximas semanas você notar:
Jato urinário bifurcado, fraco ou desviado;
Ardência, sangramento ou secreção;
Ou estreitamento progressivo da saída da urina,
é importante procurar o urologista para reavaliar a região, pois pode haver deiscência cicatricial ou início de estenose do meato (estreitamento).
Em resumo:
Se não há dor, sangramento ou dificuldade para urinar, a situação geralmente é benigna e tende a estabilizar;
Mesmo assim, é recomendável consulta de revisão com o urologista, para examinar o meato e descartar complicações tardias.
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Sempre que fico um período sem ejacular (por volta de 10/15 dias), nas primeiras ejaculações após es
Sempre que fico um período sem ejacular (por volta de 10/15 dias), nas primeiras ejaculações após esse tempo, sai algo gelatinoso e esverdeado/amarelado junto ao meu sémen. Curioso que o sémen em si está com tom branco/leitoso normal. Numa imagem, por exemplo, é perfeitamente visível diferenciar o sémen branco desse “algo” gelatinoso e esverdeado. Por fim, com o retorno das ejaculações rotineiras, esse algo com aspecto gelatinoso some. O que pode ser isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma variação fisiológica normal do sêmen, especialmente após períodos prolongados de abstinência sexual (10–15 dias).
Durante esse tempo, o líquido seminal se concentra nas vesículas seminais, onde pode ocorrer maior espessamento e oxidação parcial das secreções, resultando em aglomerados gelatinosos e, às vezes, coloração levemente amarelada ou esverdeada.
Esse aspecto não indica infecção, especialmente se:
O sêmen retorna ao aspecto normal após 1 ou 2 ejaculações;
Não há dor, ardência, mau cheiro ou sangue;
E nenhum outro sintoma urinário (como ardência ao urinar ou secreção uretral).
Em alguns casos, o tom amarelado pode ser intensificado por:
Resquícios urinários misturados ao sêmen;
Oxidação natural de proteínas seminais;
Ou maior densidade de espermatozoides e muco prostático.
Por outro lado, se esse aspecto persistir mesmo com ejaculações frequentes, ou vier acompanhado de sintomas como ardência, dor pélvica ou secreção uretral fora da ejaculação, deve-se investigar prostatite ou vesiculite seminal com exames como:
Espermograma completo com cultura seminal;
Ultrassonografia de próstata e vesículas seminais.
Em resumo:
O aspecto gelatinoso e amarelado após abstinência é geralmente normal e reflete apenas concentração e oxidação do sêmen;
O desaparecimento após o retorno da atividade sexual reforça o caráter benigno;
Só é necessário investigar se houver sintomas persistentes ou sinais de infecção.
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Fiz ultra-som e pareceu uma pedra de 8 mm .mas fiz tumografia e não apareceu oque pode ser??
Fiz ultra-som e pareceu uma pedra de 8 mm .mas fiz tumografia e não apareceu oque pode ser??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
sso pode acontecer, sim — nem sempre o ultrassom e a tomografia mostram exatamente o mesmo achado.
O ultrassom é um exame excelente para detectar pedras maiores, próximas ao rim ou bexiga, mas pode gerar falso-positivos, pois estruturas como vasos, cicatrizes renais, cálcio em vasos ou artefatos acústicos podem parecer cálculos.
Já a tomografia computadorizada sem contraste (padrão-ouro para diagnóstico de cálculos urinários) é muito mais precisa, identificando inclusive pedras pequenas, mas não mostra “sombras” falsas.
Assim, quando a tomografia não confirma a pedra, há três possibilidades:
O cálculo foi eliminado espontaneamente entre os exames;
O achado do ultrassom era um artefato (falso positivo);
Ou se trata de uma calcificação não obstrutiva ou fora do trato urinário.
Por isso, quando há divergência entre os exames, considera-se a tomografia como o resultado mais confiável.
De todo modo, é importante manter o acompanhamento com o urologista, especialmente se persistirem dor, sangue na urina ou cólicas, pois novos cálculos podem se formar.
Em resumo:
O ultrassom pode “simular” uma pedra que a tomografia não confirma;
A tomografia é mais precisa e confiável para diagnóstico;
O ideal é discutir os dois exames com o urologista e definir o seguimento adequado.
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Boa tarde, estou tomando ciprofloxacina 500 mg a 3 dias para infecção urinária, não senti melhora co
Boa tarde, estou tomando ciprofloxacina 500 mg a 3 dias para infecção urinária, não senti melhora continuo com peso na bexiga e dor na bexiga ao urinar, será que aguardo mais alguns dias ou volto no pronto socorro.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde!
Se após 3 dias de ciprofloxacina 500 mg você não notou melhora dos sintomas urinários (peso na bexiga, dor ao urinar), o ideal é não continuar esperando e retornar ao pronto atendimento ou ao seu médico para reavaliação.
A ciprofloxacina é um antibiótico que nem sempre é eficaz contra todas as bactérias que causam infecção urinária, especialmente porque muitas cepas de Escherichia coli e Klebsiella já apresentam resistência a esse medicamento.
Além disso, a persistência dos sintomas pode indicar:
Que a bactéria é resistente ao antibiótico em uso;
Que há infecção mais profunda (como cistite complicada ou pielonefrite inicial);
Ou que há fator associado, como cálculo urinário, inflamação vesical intensa ou esvaziamento incompleto da bexiga.
O próximo passo é realizar:
Urocultura com antibiograma, para identificar a bactéria e o antibiótico correto;
Exame de urina tipo I e, se indicado, ultrassom das vias urinárias.
Enquanto isso, mantenha boa hidratação e evite automedicação.
Em resumo:
Se não houve melhora em 72 horas, retorne ao médico para ajustar o antibiótico;
A ciprofloxacina pode não estar sendo eficaz;
O tratamento deve ser orientado conforme o resultado da urocultura.
Perguntas frequentes
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Olá, o clinico geral solicitou uma ultravaginal, mas ainda possuo o hímem intacto. Ele disse que não
O ultrassom transvaginal oferece imagens detalhadas do útero e ovários, mas…