Perguntas do paciente (176)

  • Bom dia fiz a postectomia a 60 dias por excesso de pele, mas com penis em repouso na cueca ainda fic

    Bom dia fiz a postectomia a 60 dias por excesso de pele, mas com penis em repouso na cueca ainda fica a glande p dentro, causando um certo desconforto, seria normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Bom dia!
    Após uma postectomia (cirurgia de fimose ou excesso de pele), é possível que, mesmo com a retirada do prepúcio, a glande não permaneça totalmente exposta quando o pênis está em repouso.
    Isso pode ocorrer por alguns motivos anatômicos normais:
    Elasticidade natural da pele do corpo do pênis, que tende a se mover e cobrir parcialmente a glande;
    Retração do pênis em estado flácido, comum em situações de frio, ansiedade ou tensão muscular;
    Pequeno edema residual (inchaço leve) que pode persistir por algumas semanas após a cirurgia.
    Na maioria dos casos, isso não indica erro cirúrgico nem recidiva da fimose, e tende a melhorar com o tempo, à medida que a pele se acomoda e a cicatriz amadurece.
    O mais importante é observar se:
    A glande fica exposta sem dificuldade durante o banho ou a ereção;
    Não há dor, aderências ou retração cicatricial;
    E não há sinais de infecção ou inflamação.
    Se tudo isso estiver normal, o quadro é perfeitamente esperado e não requer nova intervenção.
    Mas, se a retração for intensa ou causar dor para expor a glande, vale uma avaliação urológica presencial para descartar aderência cicatricial ou excesso de pele residual significativo.
    Em resumo:
    É normal que a glande não fique totalmente exposta em repouso, especialmente nas primeiras semanas após a postectomia;
    O importante é que ela exponha-se facilmente durante a ereção e higiene;
    Com o tempo, a pele tende a se ajustar e o desconforto desaparece.


  • A mais de duas semanas venho sentindo dores no umbigo que bexiga com sensação de queimação, urina es

    A mais de duas semanas venho sentindo dores no umbigo que bexiga com sensação de queimação, urina escura e com cheiro forte. Recentemente começou a queimação no pênis também, sensações estas que não são muito incomodas por enquanto. Poderiam me dizer o que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Os sintomas que você descreve — dor na região do umbigo e bexiga, queimação ao urinar, urina escura e com odor forte — são típicos de infecção urinária baixa (cistite), mas também podem indicar uma infecção mais alta (pielonefrite inicial) ou uma prostatite, dependendo da intensidade e da duração dos sintomas.
    A queimação no pênis pode ocorrer porque a infecção e a inflamação da bexiga e da uretra provocam irritação das terminações nervosas locais.
    O fato de os sintomas estarem presentes há mais de duas semanas indica que a infecção provavelmente não se resolverá sozinha e pode até piorar ou subir para os rins.
    As causas mais comuns incluem:
    Infecção bacteriana (principalmente Escherichia coli);
    Baixa ingestão de água;
    Esvaziamento incompleto da bexiga;
    Ou presença de pedras urinárias ou aumento prostático (em homens).
    O ideal é procurar o urologista ou um pronto atendimento, levando uma amostra de urina para:
    Urina tipo I e urocultura com antibiograma – para identificar a bactéria e o antibiótico adequado;
    Ultrassom de rins e bexiga, se houver dor lombar ou sensação de bexiga sempre cheia.
    Enquanto aguarda atendimento:
    Aumente a ingestão de água;
    Evite automedicação, pois o uso inadequado de antibióticos pode mascarar os sintomas e gerar resistência.
    Em resumo:
    Seus sintomas são compatíveis com uma infecção urinária ativa;
    É importante fazer exames de urina e avaliação médica o quanto antes;
    O tratamento correto costuma resolver rapidamente e evitar complicações.


  • Estou tratando uma balanite, utilizando a pomada Trok G de acordo com o urologista, os sintomas fora

    Estou tratando uma balanite, utilizando a pomada Trok G de acordo com o urologista, os sintomas foram somente umas pequenas manchas, porém as manchas somem e depois aparece em outros locais que ainda não estavam aparecendo antes. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    O comportamento que você descreve — manchas que somem em alguns pontos e aparecem em outros durante o uso da pomada Trok G — é relativamente comum e não significa, necessariamente, que o tratamento esteja falhando, mas que a causa da balanite pode não ser apenas infecciosa.
    A pomada Trok G contém antifúngico, antibiótico e corticoide, sendo eficaz quando há balanite mista (fúngica e bacteriana) ou inflamação intensa.
    No entanto, se as manchas migram de local ou reaparecem após melhora parcial, é possível que exista:
    Irritação ou alergia de contato (por sabonetes, pomadas, lubrificantes ou preservativos);
    Balanite irritativa não infecciosa;
    Dermatite crônica (como líquen plano ou balanite plasmocitária de Zoon);
    Ou uma infecção fúngica resistente, como por Candida glabrata, que responde de forma mais lenta.
    O ideal neste momento é:
    Evitar automedicação prolongada com corticoide, pois pode mascarar os sintomas;
    Retornar ao urologista ou a um dermatologista para reavaliar a lesão;
    Se necessário, solicitar exame micológico ou cultura da lesão para identificar o agente e ajustar a medicação;
    Manter higiene suave, com sabonete neutro, secagem delicada e roupas íntimas de algodão.
    Em resumo:
    A recidiva de manchas durante o uso da pomada pode indicar irritação, alergia ou fungo resistente;
    O tratamento deve ser reajustado com base em nova avaliação clínica e exames;
    Evite uso prolongado de pomadas com corticoide sem acompanhamento médico.


  • Fiz o BIPOLEP há dois meses, agora comecei a ter urgência urinaria, é normal,? no exame de urina não

    Fiz o BIPOLEP há dois meses, agora comecei a ter urgência urinaria, é normal,? no exame de urina não consta infecção por bactérias.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Sim, a urgência urinária pode ocorrer nas primeiras semanas ou meses após o BipoLEP (enucleação prostática bipolar), mesmo na ausência de infecção urinária.
    Durante a cirurgia, é feita a remoção do tecido prostático que obstruía a uretra, e isso provoca uma mudança significativa na dinâmica miccional.
    Após o procedimento, a bexiga precisa “reaprender” a armazenar e liberar a urina sem encontrar resistência, o que pode causar sintomas temporários, como:
    Urgência para urinar;
    Aumento da frequência miccional;
    E, em alguns casos, pequenos escapes.
    Esses sintomas geralmente estão relacionados à hiperatividade temporária do detrusor (músculo da bexiga), causada pela irritação cirúrgica e pela adaptação funcional.
    Com o passar do tempo — normalmente entre 8 e 12 semanas —, a maioria dos pacientes percebe melhora gradual e completa.
    Enquanto isso, medidas que ajudam na recuperação incluem:
    Evitar cafeína, álcool e refrigerantes, que irritam a bexiga;
    Fisioterapia pélvica (treino de assoalho pélvico), que acelera a recuperação do controle urinário;
    E, em casos de sintomas mais incômodos, o urologista pode prescrever medicações antimuscarínicas ou betagonistas, que reduzem a urgência.
    Em resumo:
    A urgência urinária após o BipoLEP é comum e geralmente temporária;
    A ausência de infecção no exame de urina reforça que se trata de uma resposta funcional da bexiga;
    Se os sintomas persistirem além de 3 meses, procure o urologista para ajuste terapêutico.


  • Fui diagnosticado com prostatite e tomei antibióticos por 20 dias. Meu psa total caiu para 2,26 e o

    Fui diagnosticado com prostatite e tomei antibióticos por 20 dias. Meu psa total caiu para 2,26 e o livre para 0,31.
    Apesar da melhora, ainda sinto um pouco de desconforto para urinar(acontece de forma intermitente) e as vezes desconforto na lombar.
    Estes sintomas podem realmente demorar um pouco para passar, mesmo com o psa normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Sim, é comum que alguns sintomas persistam por algumas semanas ou até meses após o tratamento de uma prostatite bacteriana, mesmo com o PSA já normalizado.
    Durante o quadro infeccioso, a próstata sofre inflamação significativa, e essa inflamação pode demorar a regredir completamente, deixando sintomas residuais como:
    Desconforto ao urinar (ardor leve ou jato fraco intermitente);
    Sensação de peso no períneo ou na lombar;
    E, às vezes, micções mais frequentes ou urgência urinária.
    Esses sintomas residuais não significam que a infecção ainda está ativa — na maioria dos casos, refletem apenas uma irritação prostática ou inflamação crônica residual.
    O que costuma ajudar na recuperação completa:
    Hidratar-se bem (urina clara e abundante);
    Evitar álcool, café, pimenta e longos períodos sentado, que irritam a próstata;
    Uso de anti-inflamatórios leves ou fitoterápicos (como serenoa repens, quercetina ou licopeno), se recomendados pelo médico;
    Fisioterapia pélvica pode auxiliar na redução da tensão muscular perineal e desconforto lombar;
    E retorno urológico em 4 a 6 semanas para reavaliação clínica e, se necessário, repetição do exame de urina ou cultura de secreção prostática.
    Em alguns casos, a prostatite pode evoluir para uma forma crônica não bacteriana, em que o desconforto é intermitente, mas controlável com medidas clínicas.
    Em resumo:
    Mesmo após o PSA normalizar, sintomas leves podem persistir por várias semanas;
    Isso é resultado da inflamação residual, não de infecção ativa;
    Hidratação, hábitos saudáveis e acompanhamento urológico aceleram a recuperação completa.


  • Olá, médico me receitou ceftriaxona 1G é comprimido de azitromicina 1G dose única, mais fluconazol 1

    Olá, médico me receitou ceftriaxona 1G é comprimido de azitromicina 1G dose única, mais fluconazol 1 por semana, porque segundo ele estaria cm clamídia ou gonorréia, fiz o tratamento, é hj tá fazendo exatamente 3 dias, mas sentir de manhã coceira na uretra é agora pela noite dor ao urinar, o corrimento melhorou, mas estou cm esses sintomas principalmente dor ao urinar, devo procurar o médico novamente ou esperar o período de tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Olá!
    Os sintomas que você descreve — coceira uretral e dor ao urinar poucos dias após o tratamento — podem ocorrer e nem sempre significam falha terapêutica.
    A combinação de ceftriaxona 1 g (injeção) + azitromicina 1 g (comprimido dose única) é o tratamento padrão recomendado para clamídia e gonorreia, segundo as diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde.
    Mesmo após a cura da infecção, é normal que persista ardência leve, coceira ou desconforto uretral por até 5 a 7 dias, devido à irritação residual da mucosa, que foi inflamada pela infecção e pelo antibiótico.
    No entanto, algumas situações exigem nova avaliação médica:
    Procure o urologista novamente se:
    A dor ao urinar estiver aumentando em vez de melhorar;
    Persistirem corrimento, febre, dor nos testículos ou no baixo ventre;
    Ou se houver relações sexuais desprotegidas recentes, o que pode causar reinfecção.
    Outras causas possíveis incluem:
    Uretrite não gonocócica persistente, por microrganismos como Mycoplasma genitalium, que às vezes exige outro antibiótico (moxifloxacino, por exemplo);
    Candidíase pós-antibiótico, o que justificaria a manutenção do fluconazol semanal.
    Enquanto isso, mantenha:
    Boa hidratação;
    Evite relações sexuais até desaparecerem os sintomas e repetir os exames;
    E não repita antibióticos por conta própria, pois isso pode mascarar o diagnóstico.
    Em resumo:
    Leve ardência e coceira até 5–7 dias após o tratamento são comuns;
    Se os sintomas aumentarem ou persistirem, é importante retornar ao médico para descartar reinfecção ou infecção associada;
    Evite relações e siga o tratamento conforme orientação.


  • Voçê pode confirmar por favor se o uso do anel peniano por longo prazo pode danificar os tecidos e v

    Voçê pode confirmar por favor se o uso do anel peniano por longo prazo pode danificar os tecidos e veias? Existe uma frequencia segura? E se o anel é usado por pouco tempo mas durante um longo periodo de dias? Depois de quantos dias é considerado prejudicial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    O anel peniano (ou anel constritor) é um dispositivo utilizado para reduzir o retorno venoso do pênis, ajudando a manter a ereção por mais tempo, especialmente em casos leves de disfunção erétil ou fuga venosa.
    Seu uso pode ser seguro, desde que feito corretamente e por tempo limitado.
    Por outro lado, o uso prolongado ou repetido em excesso pode, sim, causar lesões nos tecidos penianos.
    ⏱ Tempo seguro de uso
    O anel não deve permanecer por mais de 20 a 30 minutos contínuos;
    Deve ser retirado logo após a relação sexual ou ejaculação;
    Nunca deve ser usado para dormir ou durante períodos longos sem supervisão.
    Riscos do uso prolongado ou frequente
    Quando o anel é apertado demais, usado por tempo excessivo ou com muita frequência, pode ocorrer:
    Redução do fluxo sanguíneo arterial (isquemia), com risco de lesão do tecido erétil;
    Edema peniano (inchaço) e dor;
    Manchas arroxeadas ou hematomas;
    E, em casos graves, lesão vascular e fibrose, que podem comprometer a ereção a longo prazo.
    Frequência segura
    Não há um número exato de “dias consecutivos” estabelecido na literatura, mas recomenda-se:
    Evitar o uso diário contínuo;
    Preferir o uso ocasional, com intervalos de pelo menos 24 a 48 horas entre as utilizações, permitindo recuperação da circulação peniana;
    Se o uso for frequente (ex: em todas as relações), é ideal que seja avaliado por um urologista especializado em medicina sexual, para verificar se há causa tratável da disfunção erétil.
    Importante
    Mesmo quando usado por curtos períodos, o uso repetido e diário por muitas semanas pode gerar microlesões e fibrose corporal, especialmente se o anel for muito justo ou de material inadequado.
    Em resumo:
    O anel peniano pode ser usado com segurança por até 30 minutos;
    O uso prolongado ou muito frequente pode danificar tecidos e veias penianas;
    Deve-se deixar intervalos de 1–2 dias entre os usos e interromper imediatamente se houver dor, inchaço ou manchas escuras;
    Se houver necessidade de uso recorrente, o ideal é investigar a causa da disfunção erétil com o urologista.


  • Fiz uma cirurgia de cistolitotomia aberta para retirar uma pedra e correu tudo bem até a hora de sai

    Fiz uma cirurgia de cistolitotomia aberta para retirar uma pedra e correu tudo bem até a hora de sair do hospital. Já estava com alta e o médico mandou as enfermeiras tirarem o dreno, só que na hora de tirar elas cometeram um erro e cortaram um ponto e ficou um buraco aberto.
    Retornei ao médico uma semana depois e ele disse que não era possível refazer o ponto que abriu, que a solução é ir fazendo curativo todos os dias até que ele feche de dentro pra fora. Só que continua saindo muito líquido e parece não estar fechando. É normal sair esse líquido e demorar a fechar?
    Atrapalha também o fato de eu ser cadeirante e pressionar quando estou sentado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Após uma cistolitotomia aberta (cirurgia para retirada de cálculo da bexiga), a presença de secreção pelo trajeto do dreno e a cicatrização lenta podem acontecer, especialmente se o dreno foi retirado precocemente ou de forma acidental, deixando um trajeto aberto até a parede vesical.
    Esse tipo de ferida é chamada de trajeto fistuloso ou cavidade residual, e realmente precisa cicatrizar de dentro para fora, como o seu médico explicou — não se deve “fechar por fora” com ponto, pois isso poderia prender líquido e causar infecção.
    No entanto, é importante saber que:
    O fechamento pode demorar várias semanas, principalmente em pessoas com mobilidade reduzida (cadeirantes), pois a pressão constante da posição sentada dificulta a oxigenação e a cicatrização do tecido;
    O líquido que sai pode ser soro inflamatorio (seroma), urina residual que extravasa por um trajeto vesical ainda não totalmente fechado, ou secreção inflamatória — e o aspecto desse líquido (cor, cheiro, volume) ajuda o médico a definir a conduta;
    Persistência de grande volume de drenagem por mais de 2 a 3 semanas não é normal, e pode indicar fístula vesicocutânea, ou seja, comunicação parcial entre a bexiga e a ferida.
    Nessas situações, o ideal é:
    Fazer avaliação com o urologista com ultrassonografia ou tomografia com contraste vesical (cistografia) para verificar se há comunicação com a bexiga;
    Manter curativos diários estéreis, evitando umidade;
    Reduzir o tempo sentado e, se possível, usar almofadas de alívio de pressão (em gel ou ar);
    Avaliar necessidade de antibiótico profilático ou troca de curativo mais absorvente, conforme orientação médica.
    Em resumo:
    É esperado algum tempo de drenagem após a retirada acidental do dreno, mas saída contínua de líquido e demora no fechamento exigem reavaliação urológica;
    Como você é cadeirante, o processo pode ser mais lento, e a pressão local atrapalha a cicatrização;
    O ideal é realizar exame de imagem para descartar fístula e ajustar o tratamento local.


  • Fiz uma cirurgia de pioplastia renal, para correção de estenose JUP. Devido a medicação, minhas feze

    Fiz uma cirurgia de pioplastia renal, para correção de estenose JUP. Devido a medicação, minhas fezes ficou muito endurecidas e empedrada.
    Faz 2 dias que tento evacuar e não consigo, mesmo mudando a alimentação. Chega na porta e não saí, ficando muito desconfortável. Saiu umas bolinhas, mas tive que fazer muita força e a cirurgia que tem 4dias hoje, dói muito e já está causando sangramento anal (pouco mais saiu quando fiz força). Posso usar supositório de glicerina? Estou com muita vontade de evacuar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Após uma pioplastia renal, é comum que o uso de analgésicos opioides (como tramadol, codeína, morfina, etc.), associado à redução da mobilidade e da ingestão de líquidos, cause prisão de ventre severa (fecaloma inicial).
    O quadro que você descreve — fezes endurecidas, esforço evacuatório intenso, saída de pequenas bolinhas e sangramento anal — indica uma impactação fecal baixa, ou seja, as fezes estão acumuladas no reto e precisam de ajuda para serem expelidas.
    Sim, você pode usar supositório de glicerina, pois ele é seguro, age localmente e não interfere na cicatrização da cirurgia renal. Ele ajuda a lubrificar e estimular a evacuação.
    Entretanto, deve ser usado com cuidado, especialmente se houver dor abdominal importante, distensão excessiva ou náuseas, pois nesses casos pode haver necessidade de avaliação médica imediata.
    Outras medidas que ajudam:
    Ingestão de muitos líquidos (água, sucos naturais);
    Dieta rica em fibras leves, como mamão, aveia, ameixa e vegetais cozidos;
    Evitar fazer força, para não aumentar a dor nem o sangramento anal;
    Se não houver evacuação após o supositório em 6 a 8 horas, o ideal é procurar o pronto atendimento — pode ser necessário um enema ou remoção manual delicada do fecaloma.
    Atenção: o sangramento anal leve pode ser apenas por fissura, mas se o esforço continuar, há risco de piorar.
    Em resumo:
    O supositório de glicerina pode ser usado com segurança, mas se não resolver em poucas horas ou se a dor abdominal aumentar, procure atendimento médico;
    A constipação após cirurgia é muito comum e tratável, mas não deve ser negligenciada.


  • Comecei a usar postec em meu filho de 5 anos, duas vezes ao dia, mais ele tá se queixando de dor, o

    Comecei a usar postec em meu filho de 5 anos, duas vezes ao dia, mais ele tá se queixando de dor, o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    O Postec® é uma pomada à base de corticoide (betametasona) usada para tratar fimose fisiológica em crianças, com o objetivo de reduzir a inflamação e facilitar a retração da pele do prepúcio.
    Durante o tratamento, é normal sentir leve sensibilidade local, principalmente nas primeiras aplicações, quando há tentativa de retração suave da pele.
    Porém, se a criança relata dor mais intensa, ardência, vermelhidão aumentada ou inchaço, é sinal de que pode estar ocorrendo irritação local, fissura na pele ou uso excessivo da pomada.
    O ideal é:
    Suspender temporariamente o uso do Postec® até a reavaliação médica;
    Não forçar a retração da pele do prepúcio, pois isso pode causar microfissuras dolorosas;
    Fazer higiene suave com água e sabonete neutro, sem atrito;
    Aplicar pomada calmante simples (ex.: à base de dexpantenol) até melhorar a irritação;
    Retornar ao pediatra ou urologista infantil, que avaliará se há inflamação (balanite) e se o uso da pomada deve ser retomado, trocado ou suspenso definitivamente.
    Em resumo:
    Um leve desconforto pode ser esperado, mas dor significativa não é normal;
    Interrompa o uso e evite manipulação até o médico reavaliar;
    O tratamento com Postec® deve sempre ser associado a retração muito delicada e sem dor.


  • Boa noite ,fiz cirurgia de vasectomia na última quinta feira porém de ontem pra cá senti um desconfo

    Boa noite ,fiz cirurgia de vasectomia na última quinta feira porém de ontem pra cá senti um desconforto na região dos testículos como se tivesse sensível ( aquela sensação que alguém está apertando ) porém dormir acordei hoje e estava tudo de boa mas durante o dia voltou o incomodo hoje tbm notei que está meio inchado se pegar os testículos de baixo e trazer pra cima ( apoiar o saco ) na região da cintura entre a barriga p baixo e olhando os (canais ) se dizer em ambos os lados tocando tbm está um pouco sensível... Não é dor que não suporte, eu consigo andar me abaixar etc mas como mexe o quadril/ou cintura acabo sentindo esse desconforto é normal? se contar com o dia da cirurgia hoje é o sexto ( 06) dia ,o médico me orientou que só após 7 dias poderia ter relação sexual , com esse leve incomodo posso ter relação sexual? Ter relação pode talvez ajudar na recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Boa noite!
    O leve inchaço e sensibilidade nos testículos entre o 5º e o 7º dia após a vasectomia são sintomas esperados. Eles ocorrem devido ao processo inflamatório local e à reabsorção dos pequenos coágulos ou secreções internas formados após o procedimento.
    O desconforto que você descreve — sensação de peso, sensibilidade ao toque e dor leve ao movimentar o quadril — costuma melhorar gradualmente nos próximos dias com repouso relativo, uso de suspensório escrotal e compressas frias.
    É importante observar alguns sinais de alerta:
    Aumento súbito do inchaço ou dor intensa;
    Vermelhidão, calor local ou secreção pelo corte;
    Febre.
    Se algum desses sintomas surgir, é fundamental procurar seu urologista, pois pode indicar hematoma ou infecção local (orquiepididimite).
    Quanto à relação sexual, o ideal é aguardar até estar totalmente sem dor ou inchaço. Fazer sexo com desconforto pode aumentar a inflamação e retardar a recuperação.
    Além disso, nas primeiras semanas após a vasectomia ainda há espermatozoides nos canais deferentes, então é necessário manter o uso de preservativo até o espermograma de controle confirmar a ausência de espermatozoides.
    Em resumo:
    O leve inchaço e sensibilidade são normais e transitórios;
    Evite relações até estar completamente sem dor;
    Procure o médico se houver piora da dor, febre ou secreção.


  • Sofro de ansiedade e faço tratamento com escitalopram, porém noto que em momentos de stress sai um l

    Sofro de ansiedade e faço tratamento com escitalopram, porém noto que em momentos de stress sai um líquido branco meio transparente do canal da minha uretra, não tem cheiro, parece muito com o líquido pre ejaculatório. Não sou circuncidado já fui em diversos urologistas e todos eles me passaram fluconazol mas acaba voltando sempre. Fiz espermacultura e deu normal. Porém fico sempre pensando que posso estar com alguma doença grave. O stress pode desencadear isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    O que você descreve — saída de um líquido branco ou transparente pela uretra em momentos de estresse, sem odor e semelhante ao fluido pré-ejaculatório — é um quadro relativamente comum e, na maioria dos casos, benigno.
    Esse líquido é muito provavelmente uma secreção fisiológica das glândulas uretrais (de Cowper e Littre), que produzem muco lubrificante em resposta à estimulação emocional, estresse ou excitação reflexa.
    Isso pode ocorrer mesmo sem estímulo sexual direto, pois o sistema nervoso autônomo (que também participa da resposta ao estresse) atua nas mesmas glândulas envolvidas na ejaculação.
    Portanto:
    O estresse pode sim desencadear esse tipo de secreção, especialmente em pessoas com ansiedade elevada ou que usam medicações como o escitalopram, que pode modificar a função ejaculatória e aumentar a sensibilidade das glândulas.
    O fato de você já ter feito espermacultura e exames normais, sem sinais de infecção, reforça que não há infecção urinária ou doença sexualmente transmissível ativa.
    O uso repetido de antifúngicos (como fluconazol) não é indicado nesses casos e pode até irritar a mucosa se feito sem necessidade.
    Medidas que ajudam:
    Reduzir o estresse e a ansiedade, com acompanhamento psicológico e técnicas de relaxamento;
    Evitar manipulação excessiva da região genital, pois isso estimula ainda mais as glândulas;
    Manter boa hidratação e higiene suave, sem produtos irritantes.
    Em resumo:
    O líquido provavelmente é uma secreção fisiológica desencadeada pelo estresse, e não uma infecção ou doença grave;
    O escitalopram e a ansiedade podem contribuir para o fenômeno;
    O tratamento antifúngico repetido não é necessário se os exames seguem normais.


  • É possível que a clamídia ou gonorreia tenha se mantido latente por 2 anos em um casal Homossexual m

    É possível que a clamídia ou gonorreia tenha se mantido latente por 2 anos em um casal Homossexual monogâmico sem traição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Tanto a clamídia (Chlamydia trachomatis) quanto a gonorreia (Neisseria gonorrhoeae) são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que, em algumas situações, podem permanecer assintomáticas por longos períodos, mas há diferenças importantes entre elas.
    Clamídia
    A clamídia pode, sim, permanecer “latente” ou subclínica por meses ou até anos, especialmente em homens.
    Nesses casos, a bactéria permanece em pequenas quantidades nas vias genitais (uretra, próstata, epidídimo) sem causar sintomas evidentes, podendo ser detectada apenas por exames de biologia molecular (PCR).
    Entretanto, a persistência por 2 anos é rara sem qualquer manifestação — a maioria dos casos apresenta algum grau de secreção, ardência ou desconforto antes desse período.
    Gonorreia
    A gonorreia, por outro lado, dificilmente permanece silenciosa por tanto tempo. É uma infecção mais aguda, que geralmente causa sintomas evidentes (ardência intensa, secreção amarelada, dor ao urinar) poucos dias após a exposição.
    Sem tratamento, tende a desaparecer espontaneamente em semanas ou meses, mas pode deixar sequelas, como inflamação residual.
    Em casais monogâmicos
    Em um casal homossexual realmente monogâmico, sem novas exposições nos últimos anos, a chance de uma infecção sexualmente transmissível “latente” ainda ativa e transmissível após 2 anos é muito baixa.
    Mais provável seria tratar-se de:
    Sequelas antigas (inflamação residual pós-infecção antiga e curada espontaneamente);
    Falso-positivo laboratorial;
    Ou colonização transitória sem infecção ativa.
    O ideal é realizar testes confirmatórios por PCR (clamídia e gonorreia) em amostras uretrais, retais e orofaríngeas, conforme o tipo de prática sexual, e reavaliar ambos os parceiros.
    Em resumo:
    A clamídia pode, em raros casos, persistir silenciosa por longos períodos, mas é improvável manter-se ativa por 2 anos em casal monogâmico;
    A gonorreia não permanece latente por tanto tempo;
    O melhor caminho é confirmar por exame molecular e descartar reinfecção ou falso-positivo.


  • Tenho 49 anos no momento de gozar ...não sinto aquele sensação gostosa...goza mas não a sensação...e

    Tenho 49 anos no momento de gozar ...não sinto aquele sensação gostosa...goza mas não a sensação...e também as vezes não sobe

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    O que você descreve — ejaculação com pouca sensação de prazer e dificuldade ocasional de ereção — é uma queixa relativamente comum em homens da sua faixa etária e pode ter diversas causas, tanto físicas quanto emocionais.
    As principais causas possíveis incluem:
    Alterações hormonais – Redução gradual da testosterona pode afetar a libido, a intensidade do orgasmo e a rigidez da ereção.
    Uso de medicamentos – Antidepressivos, ansiolíticos, remédios para pressão ou próstata podem interferir na ejaculação e na sensibilidade.
    Doenças metabólicas – Diabetes, hipertensão e colesterol alto podem prejudicar a circulação peniana e a sensibilidade dos nervos.
    Fatores psicológicos – Estresse, ansiedade, rotina, medo de falhar e problemas de relacionamento podem reduzir o prazer sexual mesmo com ereção e ejaculação preservadas.
    Alterações prostáticas ou do assoalho pélvico, que também podem modificar a intensidade do orgasmo.
    O ideal é procurar um urologista com experiência em medicina sexual. A avaliação inclui:
    Exames hormonais (testosterona total e livre, prolactina, TSH);
    Avaliação metabólica e vascular;
    E, se necessário, tratamento conjunto com psicólogo especializado em sexualidade.
    O tratamento costuma ser muito eficaz, podendo envolver:
    Reposição hormonal, se houver deficiência;
    Medicamentos para ereção (sildenafila, tadalafila, etc.);
    Terapia comportamental e sexual, para recondicionar o prazer e reduzir a ansiedade;
    E mudanças de estilo de vida (sono adequado, exercício físico e controle do estresse).
    Em resumo:
    A falta de prazer e a ereção inconsistente são tratáveis;
    O primeiro passo é uma avaliação urológica completa, para identificar se a causa é hormonal, circulatória ou emocional;
    Com diagnóstico correto, a melhora costuma ser rápida e significativa.


  • Fui diagnosticado com epididimite e fiz uso de anti-inflamatório e Proflox (ciprofloxacino) por 7 di

    Fui diagnosticado com epididimite e fiz uso de anti-inflamatório e Proflox (ciprofloxacino) por 7 dias.
    Durante o tratamento, a dor melhorou, mas após o término do antibiótico, o incômodo no testículo retornou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    A epididimite é uma inflamação do epidídimo — estrutura localizada atrás do testículo — e, mesmo após o tratamento inicial, pode apresentar recidiva ou persistência dos sintomas, como dor ou peso escrotal leve.
    O fato de a dor ter melhorado durante o uso do ciprofloxacino e retornado após a suspensão indica que a infecção ou inflamação ainda não foi completamente resolvida.
    Isso pode acontecer por diferentes motivos:
    O agente causador não foi totalmente eliminado (algumas bactérias, como Chlamydia trachomatis ou Mycoplasma genitalium, são menos sensíveis ao ciprofloxacino);
    O tempo de antibiótico foi insuficiente (muitos casos de epididimite exigem 10 a 14 dias de tratamento);
    Ou existe uma epididimite pós-infecciosa, em que o processo inflamatório persiste mesmo após a cura bacteriana.
    O que fazer agora
    Retorne ao urologista para reavaliação — ele pode solicitar:
    Novo ultrassom escrotal com Doppler, para verificar se ainda há inflamação;
    Urocultura e exames de secreção uretral, para definir o agente causador;
    E possivelmente ajustar o antibiótico (ex.: doxiciclina ou levofloxacino, dependendo do resultado).
    Cuidados complementares
    Evite esforço físico e relações sexuais até melhora completa;
    Use roupas íntimas de sustentação (cueca justa tipo boxer);
    Continue com anti-inflamatórios leves e compressas mornas conforme orientação médica;
    E mantenha boa hidratação.
    Em casos crônicos, o desconforto pode durar semanas ou meses, mas melhora gradualmente com o tratamento adequado.
    Em resumo:
    A melhora seguida de retorno da dor após 7 dias de ciprofloxacino sugere tratamento insuficiente ou inflamação residual;
    O ideal é reavaliar com o urologista, repetir exames e ajustar o antibiótico;
    Na maioria dos casos, a dor melhora completamente com um novo ciclo de tratamento e medidas de suporte.


  • Tive dores na região inguinal direita associadas a dor testicular. Consultei um urologista e recebi

    Tive dores na região inguinal direita associadas a dor testicular. Consultei um urologista e recebi diagnóstico de orquiepididimite, sendo prescrito antibiótico e anti-inflamatório. Apesar do tratamento, a dor na virilha e no testículo direito persistiu.
    Realizei ultrassom escrotal, que evidenciou cistos no epidídimo e hidrocele de pequeno volume à direita. Também fiz ultrassom inguinal com manobra de Valsalva, que não identificou hérnia.
    Busquei uma segunda opinião. No exame físico, outro urologista encontrou sinais compatíveis com hérnia inguinal direita, afirmando que esta seria a provável causa da dor, e não os achados no testículo.

    Fiquei em dúvida devido à divergência entre os exames:
    Ultrassonografia não identificou hérnia
    Exame físico foi positivo e bastante doloroso na avaliação

    Minhas perguntas são:
    É comum a ultrassonografia não detectar uma hérnia inguinal que esteja presente ao exame físico?
    Considerando a persistência da dor e os achados escrotais, qual seria a melhor abordagem para investigação ou acompanhamento a seguir?
    Seria adequado retornar ao primeiro urologista ou buscar avaliação com um cirurgião geral especializado em hérnias?
    Agradeço qualquer orientação sobre o encaminhamento mais apropriado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    1. É possível existir hérnia inguinal mesmo com ultrassonografia normal?
    Sim. A ultrassonografia de região inguinal tem boa sensibilidade, mas não é infalível.
    Pequenas hérnias, especialmente intermitentes ou redutíveis, podem não ser detectadas se:
    O saco herniário é pequeno ou o conteúdo (gordura, alça intestinal) não está presente no momento do exame;
    O paciente não realizou a manobra de Valsalva de forma eficaz;
    A posição do corpo durante o exame não favoreceu o aparecimento da protrusão (por exemplo, o exame feito apenas deitado pode mascarar a hérnia que aparece em pé);
    Ou há uma hérnia oculta, em que o defeito é microscópico e o diagnóstico é essencialmente clínico.
    Por isso, a experiência do examinador e a repetição da ultrassonografia com foco dinâmico e em posição ortostática podem aumentar a acurácia.
    Em alguns casos, ressonância magnética ou tomografia de abdome/pelve com manobras de esforço são indicadas para confirmar hérnias pequenas ou “inconspícuas”.
    2. Relação entre a dor e os achados escrotais
    Os cistos de epidídimo e a hidrocele leve geralmente não causam dor significativa e persistente.
    A dor irradiada para a virilha e o testículo é mais compatível com:
    Compressão nervosa (ilioinguinal ou genitofemoral),
    Hérnia inguinal pequena,
    Ou inflamação residual pós-orquiepididimite.
    Quando a ultrassonografia mostra apenas cistos e pequena hidrocele, mas a dor persiste por semanas e é mecânica (piora ao ficar em pé, ao andar ou levantar peso), a hérnia inguinal pequena é uma das hipóteses mais prováveis — mesmo que o exame de imagem inicial não a tenha mostrado.
    3. Qual especialista procurar e qual conduta seguir
    O próximo passo mais indicado é consultar um cirurgião geral especializado em hérnias, preferencialmente alguém que atue com hérnias da parede abdominal e região inguinoescrotal.
    Esse profissional poderá:
    Reavaliar o exame físico em diferentes posições;
    Solicitar ressonância ou tomografia dinâmica se houver dúvida;
    E indicar o tratamento cirúrgico apenas se o diagnóstico for confirmado e a dor estiver impactando a qualidade de vida.
    O retorno ao urologista também é válido, mas a avaliação cirúrgica é o próximo passo lógico diante da persistência do desconforto e da hipótese clínica de hérnia.


  • Bom dia, 48h antes de fazer o PSA Total e Livre, é aconselhável ou obrigatório parar de tomar suplem

    Bom dia, 48h antes de fazer o PSA Total e Livre, é aconselhável ou obrigatório parar de tomar suplementacao de licopeno, q10 e magnésio? isso pode mascarar o resultado ou não? agradeço

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Bom dia!
    A suplementação com licopeno, coenzima Q10 e magnésio não interfere significativamente nos níveis de PSA total nem livre.
    Essas substâncias podem ter efeitos benéficos antioxidantes e anti-inflamatórios a longo prazo sobre a próstata, mas não causam alteração aguda nem mascaram resultados laboratoriais em exames realizados logo após a ingestão.
    Portanto, não é obrigatório nem necessário suspender essas suplementações 48 horas antes da coleta do PSA.
    O que realmente pode alterar o PSA temporariamente são:
    Ejaculação nas 48 horas anteriores;
    Toque retal ou massagem prostática recente;
    Atividade física intensa (bicicleta, moto, cavalo, corrida);
    Infecção urinária ou processo inflamatório prostático (prostatite);
    Cirurgias urológicas recentes.
    Manter o uso contínuo de suplementos nutricionais como os citados não compromete a confiabilidade do exame.
    Em resumo:
    Não é necessário suspender licopeno, Q10 ou magnésio antes do PSA;
    Esses suplementos não mascaram o resultado;
    O importante é evitar ejaculação e esforço físico intenso nas 48h anteriores e não fazer o exame se houver infecção urinária ativa.


  • Ola, tenho 19 anos, sempre que sonho com beijos ou algo muito exitante tenho polucão noturna, isso é

    Ola, tenho 19 anos, sempre que sonho com beijos ou algo muito exitante tenho polucão noturna, isso é normal? Obs: os sonhos vem se tornando frequente e as poluções eu nao consigo controlar pois estou dormindo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Sim, o que você descreve é completamente normal.
    As poluções noturnas (ou “sonhos molhados”) são ejaculações que ocorrem involuntariamente durante o sono, geralmente associadas a sonhos eróticos ou períodos de maior excitação sexual.
    Elas fazem parte do funcionamento fisiológico normal do corpo masculino, principalmente em jovens entre 15 e 25 anos, e não indicam nenhum problema de saúde.
    Ocorrem porque o organismo continua produzindo sêmen continuamente, e quando não há ejaculação por um período, o corpo o elimina de forma natural durante o sono.
    O aumento na frequência pode acontecer em fases de:
    Maior estímulo sexual ou pensamentos eróticos frequentes;
    Longos períodos sem relação sexual ou masturbação;
    Ou simplesmente devido à variação hormonal normal da idade.
    Você não tem controle consciente sobre isso, e não há motivo para preocupação.
    Só é importante procurar um urologista se:
    As poluções estiverem muito frequentes (ex.: várias vezes por semana) e causando fadiga ou ansiedade;
    Houver dor, ardência ou sangue no sêmen;
    Ou se o quadro estiver afetando seu sono ou bem-estar emocional.
    Em resumo:
    Poluções noturnas são normais e saudáveis;
    A frequência pode variar conforme idade e estímulo sexual;
    Não exigem tratamento, apenas observação e tranquilidade.


  • Tem 3 semanas que meu marido fez vasectomia e ainda sente dor nos testículos só de encostar, isso é

    Tem 3 semanas que meu marido fez vasectomia e ainda sente dor nos testículos só de encostar, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    Sim, é possível e relativamente comum que, mesmo após 3 semanas da vasectomia, o homem ainda sinta dor ou sensibilidade nos testículos ao toque.
    Durante a cirurgia, os canais deferentes são cortados e selados, e isso pode causar uma reação inflamatória local que leva a:
    Sensibilidade e dor leve na região escrotal;
    Sensação de peso ou desconforto ao toque ou ao caminhar;
    E, em alguns casos, pequeno inchaço residual.
    Essa dor costuma melhorar gradualmente ao longo das semanas seguintes, com resolução completa entre 4 e 6 semanas na maioria dos casos.
    O que pode ajudar:
    Usar roupas íntimas mais firmes (tipo cueca boxer justa) para dar sustentação;
    Evitar esforço físico, corrida ou relação sexual vigorosa até melhora completa;
    Aplicar compressas mornas leves se houver desconforto;
    E usar analgésicos ou anti-inflamatórios prescritos pelo urologista.
    Entretanto, se a dor não estiver diminuindo ou vier acompanhada de:
    Aumento de volume,
    Vermelhidão, calor local,
    Ou endurecimento em um dos lados,
    é importante retornar ao urologista para avaliar possíveis complicações, como granuloma espermático (reação inflamatória à cicatriz) ou epididimite pós-vasectomia, que são tratáveis, mas exigem acompanhamento médico.
    Em resumo:
    Dor e sensibilidade até 3–4 semanas após vasectomia podem ser normais;
    A tendência é melhorar com o tempo e repouso;
    Se houver aumento da dor, inchaço ou endurecimento, procure o urologista para reavaliação.


  • Meu marido fez vasectomia já faz 14 anos, e agora está dizendo que está com coceira onde foi feita a

    Meu marido fez vasectomia já faz 14 anos, e agora está dizendo que está com coceira onde foi feita a cirurgia, mas é por dentro, o que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Luis Fernando de Cesaro Castro

    A coceira interna na região da cicatriz da vasectomia, mesmo muitos anos após a cirurgia, geralmente não é sinal de complicação grave.
    Ocorre porque, ao longo do tempo, podem surgir pequenas alterações cicatriciais nos canais deferentes (por onde passava o esperma), que às vezes causam sensação de formigamento, coceira ou leve desconforto.
    As causas mais comuns incluem:
    Fibrose cicatricial local ou hipersensibilidade nervosa leve, que pode gerar sensação de “coceira por dentro”;
    Congestão do epidídimo (acúmulo natural de espermatozoides após a vasectomia), que em alguns casos causa leve desconforto ou sensibilidade;
    E, mais raramente, inflamações localizadas como epididimite congestiva.
    Na maioria das vezes, o sintoma é benigno e autolimitado, mas se houver:
    Dor persistente, aumento de volume, nódulo endurecido ou calor local,
    é importante avaliar com o urologista para descartar infecção, espermatocele ou granuloma espermático (reação inflamatória à cicatriz).
    Compressas mornas e roupas íntimas mais confortáveis podem ajudar, e o tratamento é simples quando necessário.
    Em resumo:
    Coceira interna após vasectomia antiga geralmente é efeito cicatricial benigno;
    Se houver dor, inchaço ou nódulo, o ideal é fazer avaliação urológica para confirmar a causa.


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