Perguntas do paciente (61)
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Boa noite, estou fazendo trt já a mais de 3 meses, mas meus sintomas continuam, quanto tempo depois
Boa noite, estou fazendo trt já a mais de 3 meses, mas meus sintomas continuam, quanto tempo depois de injetar 2 aplicação de undecilato de testosterona, o corpo volta a produzir testo natural?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Enquanto a testosterona injetável está em uso, o corpo não retoma a produção própria. O hormônio vindo de fora desliga o comando cerebral que estimula os testículos, e esse bloqueio se mantém durante todo o tratamento, independente do número de aplicações já feitas. A produção natural só volta a ser possível depois da suspensão, e o tempo depende de quanto se usou e por quanto tempo. Reposição em dose fisiológica por período curto costuma recuperar em semanas a poucos meses. Uso prolongado de undecilato de testosterona injetável recupera bem mais devagar: no estudo que acompanhou homens durante 1 ano inteiro após encerrarem cerca de 2 anos de aplicações, a recuperação foi progressiva e ainda estava incompleta em parte deles ao fim do seguimento. Com doses suprafisiológicas, de uso estético, pode passar de 1 ano ou não se completar. Sobre sintoma que persiste apesar do tratamento, vale saber que as explicações mais comuns são o alvo de dose e de intervalo ainda não ter sido alcançado, ou o sintoma ter outra origem que não a testosterona, como sono ruim, anemia, tireoide, quadro depressivo ou efeito de outras medicações. Quando e como reduzir ou encerrar a reposição, e o que investigar diante de sintoma que não cede, dependem do motivo pelo qual ela foi iniciada, e por isso pedem reavaliação com um endocrinologista antes de qualquer mudança.
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Pode-se trocar o Ozempic pelo Mounjaro quando o objetivo de perder peso foi alcançado e agora fica-s
Pode-se trocar o Ozempic pelo Mounjaro quando o objetivo de perder peso foi alcançado e agora fica-se apenas com a dose de manutenção ? O Ozempic está me causando muitos efeitos adversos (náuseas, diarreias etc) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode, mas trocar de caneta por causa de efeito digestivo é uma aposta, não uma solução conhecida.
No único estudo que comparou os dois de frente no tratamento da obesidade, náusea e diarreia apareceram em taxas praticamente iguais. A diferença ficou no abandono por efeito digestivo, menor com a tirzepatida, e na reação no local da aplicação, bem mais frequente com ela. Nenhum estudo testou trocar quem não tolerou um pelo outro.
Antes da troca, duas coisas costumam resolver mais: revisar se a dose de manutenção precisa mesmo ser a máxima alcançada, já que manter peso pode exigir menos que perder, e revisar o padrão alimentar, porque volume e gordura da refeição respondem por boa parte da náusea.
Escolher entre ajustar a dose atual e mudar de medicação é conversa com o endocrinologista que acompanha, com os efeitos anotados por dose.
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Uma vez atingido o peso desejado utilizando o Ozempic, qual a dose mínima de manutenção (em média) p
Uma vez atingido o peso desejado utilizando o Ozempic, qual a dose mínima de manutenção (em média) para não perder mais peso ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe uma dose mínima de manutenção validada em estudo. O que os ensaios clínicos testaram foi manter a mesma dose que produziu a perda: no principal estudo de manutenção com semaglutida, quem continuou o tratamento manteve o peso, e quem passou a receber placebo recuperou boa parte do que havia perdido em cerca de um ano. A obesidade se comporta como condição crônica, e a resposta habitual do corpo à retirada do remédio é o reganho. Na prática clínica, buscar a menor dose que segura o resultado é uma estratégia usada e razoável, mas ainda sem comprovação formal de qual dose seria, e a resposta varia muito de pessoa para pessoa. Justamente pela variabilidade entre as pessoas e pelas várias estratégias possíveis, a fase de manutenção, com dose, intervalo entre aplicações e duração, merece ser desenhada em detalhe com um endocrinologista, junto com o que sustenta qualquer resultado duradouro: alimentação, atividade física e sono.
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Tenho tireóidite de Hashimoto e hipotireoidismo. Há 2 meses em consulta com o endocrinologista, meu
Tenho tireóidite de Hashimoto e hipotireoidismo. Há 2 meses em consulta com o endocrinologista, meu TSH estava em 10,28 e tomara o puran de 50. O médico pediu para aumentar para 75 e refiz o exame e o TSH está em 0,22. Eu tenho placas nas veias e o cardiologista pediu para fazer um exame de angiotomografia com contraste de iodo apenas para acompanhamento, já que pelo ultrassom identificou que é abaixo de 50%. Dentro do contexto que meu TSH está baixo, é melhor aguardar pra fazer esse exame com contraste?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
TSH baixo depois de ajuste de levotiroxina não é motivo para adiar angiotomografia com contraste.
O risco de o contraste iodado mexer na tireoide é pequeno. Alteração da função apareceu em 4,8% das dosagens de TSH feitas depois de contraste, contra 3,6% das feitas sem contraste, e quase sempre transitória.
Na tireoidite de Hashimoto, quando acontece, o desvio costuma ser para hipotireoidismo, não para hipertireoidismo. A carga grande de iodo freia a produção hormonal, o chamado efeito Wolff-Chaikoff, e a glândula autoimune escapa mal desse freio, então o TSH tende a subir semanas depois, não a cair mais.
Vale levar essa dúvida a quem acompanha a tireoide antes de remarcar qualquer coisa. Quando faz sentido esperar, o motivo costuma estar no coração ou no próprio exame, não no número do hormônio.
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Minha médica pediu para eu tomar glifage XR 500, 1 após café da manhã... durante 6 meses, e fazer di
Minha médica pediu para eu tomar glifage XR 500, 1 após café da manhã... durante 6 meses, e fazer dieta dos alimentos, faço tudo certo, mas minha glicose continua alta em jejum...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Glicemia de jejum que não cede com a dieta feita direito costuma vir do fígado, não da comida.
Em jejum, quase toda a glicose do sangue vem do fígado. No diabetes tipo 2 ele deixa de obedecer ao freio da insulina e continua produzindo de madrugada. A metformina age exatamente aí, mas tem teto, que fica mais aparente conforme a doença avança.
Três coisas mudam a leitura antes de concluir que o tratamento falhou: se a dose chegou à faixa plena, porque muita gente segue na dose inicial; se a alteração é só no jejum ou também depois de comer; e se existe algo somando açúcar por fora, como corticoide, infecção ou apneia do sono.
Persistindo, a conduta atual é acrescentar uma segunda medicação escolhida pelo conjunto do quadro, com peso para coração, rim e peso corporal, em vez de apertar mais a restrição. Esse mapa rende mais na mão de quem acompanha do que outra rodada de dieta.
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Olá!! Tive um quadro recente de cetoacidose diabética, (quando descobri o problema). Sempre tive o h
Olá!!
Tive um quadro recente de cetoacidose diabética, (quando descobri o problema). Sempre tive o hábito de praticar exercícios físicos e tinha acompanhamento nutricional. No hospital público, o médico me receitou Glifage XR 500 durante as refeições e 40u de insulina NPH (20 antes do café, 10 no almoço e 10 no jantar). Minha dúvida é: Após tomar a medicação, quando seria seguro praticar exercícios físicos? Por ser de liberação lenta, tenho medo de passar mal durante a musculação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O risco não vem da metformina, vem da insulina, e ele tem hora marcada.
A NPH tem um pico de ação entre 4 e 6 horas depois da aplicação. Treinar dentro dessa janela, ou nas primeiras horas após uma refeição, é o cenário de maior chance de hipoglicemia, porque o músculo capta glicose enquanto a insulina ainda está no auge.
Dois pontos favorecem quem faz musculação. Treino de força derruba a glicose bem menos que o aeróbico contínuo, e a queda maior costuma vir depois, não durante: o risco se estende por até 24 horas, com destaque para a madrugada seguinte.
A prática usual é medir a glicose antes de começar, ter carboidrato de absorção rápida ao alcance e escolher horários fora do pico da aplicação.
Ajustar dose ou horário conforme o treino é individual. Vale levar ao endocrinologista os horários reais das aplicações e dos treinos, porque é o encaixe entre os dois que muda a conduta.
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Tenho SOP. Vinha menstruando regularmente. Junto com minha irmã que também tem SOP, iniciamos dieta
Tenho SOP. Vinha menstruando regularmente. Junto com minha irmã que também tem SOP, iniciamos dieta de baixo ig em abril e exercícios físicos em maio, pois ela tinha glicose alterada. Desde então melhoramos na disposição, diminuiu o inchaço e perdemos alguns quilos. Minha irmã não menstruava há meses, então a menstruação voltou no mês de maio e depois no mês de junho. A minha vinha sendo regular há meses. Não costumo anotar os dias. Não desceu ainda. Apenas veio corrimento marrom-avermelhado por enquanto. Devo observar se não desce em três meses, certo? É que estou preocupada. Estamos fazendo tratamento natural sem acompanhamento, pretendemos ter consistência de seis meses antes de fazer exames de sangue novamente. Se não sei a duração do meu ciclo, devo esperar e anotar, certo? E observar se não fico meses sem menstruar. Gostaria de uma orientação. Continuamos a dieta e observando? Maior intervenção só com exames de sangue e consulta com o médico, certo? Pois tenho receio de tentar suplementos e não saber a dose. Fora isso, apenas estou preocupada com possível atraso que nem sei se é atraso pois não sei a duração do ciclo e na minha condição é comum ser irregular. O importante é não passar três meses sem menstruar, certo? Nesse mês fiquei ansiosa, será que é isso? Não dormi direito também. Devo estar preocupada cedo demais.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na síndrome dos ovários policísticos, perda de peso modesta muda o ciclo de verdade. Reduções de 5% a 10% do peso corporal aumentam a regularidade menstrual, restauram ovulação e baixam testosterona, e já a partir de 5% o efeito costuma aparecer. Exercício estruturado acrescenta benefício próprio: numa revisão sistemática, programas de 20 semanas aumentaram a taxa de ovulação em 49,1% e a regularidade menstrual em torno de 60%, junto com queda de índice de massa corporal e de androgênios. Melhora de disposição, menos inchaço e mudança no padrão do ciclo durante um processo desses são, portanto, coerentes com o que a literatura descreve, inclusive a volta da menstruação em quem estava sem menstruar. Sobre o intervalo que costuma gerar dúvida, a régua usada na prática é ciclo acima de 90 dias, ou menos de 4 sangramentos no ano, e também qualquer sangramento fora do padrão habitual. É a partir daí que se investiga o endométrio ou se discute proteção medicamentosa, porque endométrio muito tempo sem descamar é o risco que se quer evitar nessa síndrome. Anotar a data de início de cada sangramento resolve boa parte da incerteza, já que sem esse registro não há como dizer o que é atraso. Como a régua exata e a conduta mudam conforme o padrão de cada pessoa e o que os exames mostram, esse acompanhamento merece um endocrinologista ou ginecologista de referência.
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Tomo um comprimido de glifage XR 500 por dia, já fui pre diabetica, hoje minha glicose é normal, gos
Tomo um comprimido de glifage XR 500 por dia, já fui pre diabetica, hoje minha glicose é normal, gostaria de parar de tomar esse medicamento, como devo proceder?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Glicose normal durante o uso de metformina não é a mesma coisa que pré-diabetes resolvido, e é isso que pesa antes de suspender.
Boa parte do efeito vem do remédio agindo, e encolhe quando ele sai. No estudo que definiu a conduta, a redução do aparecimento de diabetes foi de 31% durante o tratamento e caiu para 25% quando o período sem medicação entrou na conta.
As diretrizes não fixam ponto de parada depois que a glicemia normaliza. Quem começou com os piores números, teve diabetes na gestação ou tem obesidade é quem mais perde ao interromper.
O caminho habitual é marcar antes a data de repetir glicemia e hemoglobina glicada, com alimentação e atividade física já firmes. Peça essa reavaliação ao endocrinologista ou a quem prescreveu, porque a decisão sai da comparação entre os exames de antes e os de agora.
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Eu tenho 54 anos e estou na menopausa a 5 anos, sem histórico de doenças como câncer de mama Tenho
Eu tenho 54 anos e estou na menopausa a 5 anos, sem histórico de doenças como câncer de mama
Tenho muitos calorões, irritação, insônia e minha fome aumentou muito assim aumentando a parte do abdômen. Teria benefícios com este adesivo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O adesivo de estradiol tem o melhor conjunto de dados para sintoma vasomotor. No estudo KEEPS, que sorteou 727 mulheres no início da pós-menopausa entre estradiol transdérmico de 50 mcg com progesterona micronizada, estrogênio oral em dose baixa ou placebo, os fogachos moderados a intensos caíram de 44% no começo para 7,4% com o adesivo, contra 28,3% no grupo placebo, e os suores noturnos caíram de 35% para 5,3%, contra 19% no placebo. O efeito já era significativo em 6 meses e se manteve ao longo de 4 anos. Insônia melhora de forma menos consistente, em geral quando o que atrapalha o sono é o próprio calor noturno. A irritabilidade não melhorou de modo significativo nesse estudo, e essa é uma informação honesta a ter antes de começar, para não esperar do tratamento algo que ele não costuma entregar. Sobre a composição corporal, o esperado é modesto: a terapia hormonal reduz um pouco a gordura visceral e limita o ganho de peso típico dessa fase, sem mudar o peso total de maneira consistente, ou seja, não é tratamento de emagrecimento. A indicação depende do tempo desde a última menstruação, do histórico pessoal e familiar, da pressão e do risco cardiovascular e trombótico, e a via de administração pesa nesse cálculo. Esse conjunto se avalia em consulta, com quem prescreve terapia hormonal.
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Qual cápsula natural de óleo dd abacate é a melhor para baixar os níveis da glicose no sangue?
Qual cápsula natural de óleo dd abacate é a melhor para baixar os níveis da glicose no sangue?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe a melhor porque não existe nenhuma com efeito demonstrado. Cápsula de óleo de abacate não tem estudo em gente mostrando queda de glicose ou de hemoglobina glicada.
O que existe é pesquisa com o abacate como alimento, e mesmo ela é modesta: no ensaio mais rigoroso, trocar parte do carboidrato por abacate não melhorou a sensibilidade à insulina, e glicada e insulina de jejum ficaram só na tendência.
Comer abacate segue sendo boa escolha, pela gordura de qualidade e pela saciedade. Extrair o óleo, encapsular e esperar efeito sobre a glicemia é outro produto e outra promessa, que ninguém testou. Suplemento vendido para baixar açúcar no sangue é o campo onde mais aparece adulteração com medicamento não declarado.
O que baixa glicose com efeito medido tem nome e dose, e é isso que rende a conversa com um endocrinologista, sobretudo havendo diagnóstico ou exame alterado.
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Por favor, quem usa saxenda para diminuir o peso e acabar com esteatose hepática pode tomar metformi
Por favor, quem usa saxenda para diminuir o peso e acabar com esteatose hepática pode tomar metformina para ajudar na resistência insulínica e diminuir a esteatose?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode tomar metformina junto, não há incompatibilidade, mas ela não soma efeito sobre a esteatose.
Nessa combinação, quem muda o fígado é o análogo de GLP-1. Com liraglutida, princípio ativo do Saxenda, a esteato-hepatite se resolveu em 39% dos tratados contra 9% de quem recebeu placebo.
A metformina foi testada com biópsia antes e depois e não melhorou o fígado. O que ela melhora é a resistência à insulina e o controle da glicose, e é para isso que ela serve aqui. Manter faz sentido quando existe indicação glicêmica, não como reforço hepático.
O que soma de verdade é a perda de peso sustentada, de onde vem a maior parte do ganho hepático.
Saber se ainda há espaço para ganhar é medível, por elastografia ou pelos escores de fibrose, e é essa leitura, feita com o endocrinologista ou o hepatologista que acompanha, que orienta o próximo passo melhor que acrescentar medicação.
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Cloridrato de metformina 500mg ação prolongada , qual seu tempo de ação no organismo ?
Cloridrato de metformina 500mg ação prolongada , qual seu tempo de ação no organismo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A formulação de liberação prolongada foi desenhada para cobrir as 24 horas com uma tomada por dia.
O comprimido libera o princípio ativo devagar ao longo do trajeto intestinal. O pico no sangue leva cerca de 7 horas, mais tarde que na formulação comum, e essa lentidão é o que permite a dose única.
A absorção melhora quando o comprimido é tomado junto com a refeição, não em jejum.
Como esse tempo se traduz no controle de cada pessoa é assunto para a consulta com endocrinologista.
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Olá boa tarde gostaria de saber se a insulina engorda ou não?
Olá boa tarde gostaria de saber se a insulina engorda ou não?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A insulina pode levar a algum ganho de peso, em geral modesto: nos estudos, a média fica entre 1,5 e 4 kg no primeiro ano, variando com a dose e com o ponto de partida de cada pessoa. Os motivos são conhecidos. Quando a glicose está muito alta, parte das calorias vai embora pela urina; com o tratamento funcionando, elas voltam a ser aproveitadas pelo corpo. A insulina também é um hormônio que favorece o estoque de energia, e episódios de hipoglicemia levam a comer a mais para compensar. O ganho não é inevitável: em muitos casos ele é pequeno ou nem acontece, e ajuste fino da dose, plano alimentar, atividade física e a combinação com outras medicações, quando indicada, reduzem bastante esse efeito. Abandonar a insulina por medo do peso costuma sair caro, porque a glicose controlada é o que protege rim, olhos, nervos e coração. Como as estratégias para conter esse efeito são várias e a resposta muda de pessoa para pessoa, o ajuste vale uma conversa detalhada com quem prescreve a insulina ou com um endocrinologista.
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Faz mal diabéticos ficarem de pé no chão no frio??
Faz mal diabéticos ficarem de pé no chão no frio??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende de haver neuropatia, e o risco não vem do frio, vem de estar descalço.
A neuropatia do diabetes apaga primeiro a sensibilidade a temperatura e a dor, começando pelos dedos. Sem esse aviso, o pé encosta em algo gelado, quente ou cortante e a lesão se instala antes de doer. Por isso as diretrizes de pé diabético orientam não andar descalço, nem só de meia, nem de chinelo de sola fina, dentro ou fora de casa.
Quando existe também doença arterial, o frio pesa mais: ele contrai os vasos e reduz o sangue que chega a um pé que já recebe pouco.
Sem neuropatia e sem problema de circulação, chão frio é desconforto, não perigo.
Saber em qual desses casos alguém está não se adivinha, se mede. É o exame dos pés, que leva poucos minutos na consulta de rotina do diabetes.
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Tenho hipertiroidismo, tomo tapazol de 5 mg e fico com prisão de ventre. Será que é por causa do tap
Tenho hipertiroidismo, tomo tapazol de 5 mg e fico com prisão de ventre. Será que é por causa do tapazol?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prisão de ventre não é efeito adverso reconhecido do metimazol, princípio ativo do Tapazol. A bula lista entre as reações digestivas menores náusea, vômito e desconforto na boca do estômago, e as revisões sobre antitireoidianos descrevem apenas desconforto gastrointestinal leve e dependente da dose, sem constipação como item próprio. A explicação mais provável para o intestino ficar lento durante o tratamento está no funcionamento da tireoide, não no comprimido. Excesso de hormônio tireoidiano acelera o trânsito intestinal, e por isso o hipertireoidismo não tratado costuma cursar com evacuações mais frequentes e amolecidas. Quando o medicamento faz efeito e o hormônio volta ao normal, esse acelerador sai de cena, e o ritmo intestinal desacelera até parecer prisão de ventre para quem tinha se acostumado com o padrão anterior. Existe ainda uma terceira possibilidade, que é o tratamento passar do ponto e levar a tireoide para o lado oposto. Aí o hormônio baixo torna o intestino lento de verdade, em geral acompanhado de cansaço, sonolência, pele seca, ganho de peso e sensação de frio, quadro que pede ajuste. As duas últimas situações se parecem por fora e se distinguem pelo exame, não pelo sintoma. Separar essas possibilidades é simples e se resolve pelos exames de controle, na revisão com o endocrinologista que conduz o tratamento.
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Bom dia tomei 1g de ozempic Para controlar o peso e diabetes…. Mas não senti qualquer reação…. É
Bom dia tomei 1g de ozempic
Para controlar o peso e diabetes….
Mas não senti qualquer reação….
É como se não tivesse feito nada.. é normal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É normal, e não indica que a medicação deixou de agir. A perda de peso com semaglutida acontece principalmente por vias que não passam pelo enjoo, e nos ensaios quem nunca teve náusea emagreceu junto com os demais. Sintoma não é medida de eficácia.
As doses do começo também não são as doses de tratamento. O escalonamento existe para o corpo tolerar, e o efeito costuma aparecer nas etapas seguintes do aumento.
Parte das pessoas responde pouco mesmo na dose cheia, e isso é variação biológica.
As causas evitáveis são a aplicação e a procedência: agulha que não alcança o subcutâneo, caneta exposta ao calor, ou produto sem origem confiável, problema que cresceu com as versões manipuladas e falsificadas.
O que separa essas possibilidades é o dado objetivo, não a sensação: peso, cintura e glicemia no tempo. Leve esse registro à revisão com o endocrinologista.
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Estou tomando Clavulin BD 875/125 por causa de uma sinusite bacteriana, devo interromper o tratament
Estou tomando Clavulin BD 875/125 por causa de uma sinusite bacteriana, devo interromper o tratamento com as canetinhas de Mounjaro ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há interação entre amoxicilina com clavulanato e a tirzepatida, e antibiótico de infecção comum não é, por si, motivo de interromper.
A tirzepatida é degradada por enzimas do próprio corpo e não usa as vias do fígado onde nascem a maioria das interações; o antibiótico também não passa por elas.
O único efeito da classe sobre remédio de boca é o esvaziamento gástrico mais lento, que atrasa a absorção sem reduzir a quantidade total absorvida. As exceções conhecidas são o anticoncepcional oral com tirzepatida e a levotiroxina com semaglutida oral, e antibiótico não está nessa lista.
O que pesa é a gravidade da infecção: quando ela atrapalha comer e beber, vômito e desidratação combinam mal com essa medicação, e aí a pausa se discute pela doença, não pelo antibiótico. Quem prescreveu a caneta tem o quadro completo para dizer se cabe segurar uma dose.
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Boa tarde Tenho 59 anos,faço reposição hormonal para menopausa,tenho hipotireoidismo e Hashimoto,fiz
Boa tarde Tenho 59 anos,faço reposição hormonal para menopausa,tenho hipotireoidismo e Hashimoto,fiz tireoidectomia parcial há mais de 14 anos,faz 5 anos que uso a dosagem de 137 Sintroyd e no meu último exame,apesar do T4 estar normal,com 1,04 ,o meu TSH subiu muito além do que costume ,está com 5,04 ,o que pode ser,devo avaliar a dosagem? obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quem tem Hashimoto e já retirou parte da tireoide depende quase inteiramente do comprimido, então qualquer coisa que mexa na absorção ou na necessidade aparece no TSH. As causas mais comuns de o número subir com a mesma dose de sempre:
Estrogênio por via oral na reposição da menopausa. Ele aumenta no fígado a proteína que transporta o hormônio da tireoide, e quem não tem reserva própria não compensa. É causa estabelecida de precisar de dose maior, e vale para o comprimido: estradiol em gel ou adesivo não costuma ter esse efeito.
Absorção: cálcio, ferro, magnésio, omeprazol e café perto do horário do remédio reduzem o que entra.
Troca de fabricante ou de apresentação, mesmo na mesma miligragem.
Perda da última reserva de tireoide própria, que na tireoidite acontece devagar.
Separar essas causas é rápido numa revisão com o endocrinologista, levando a data em que a reposição hormonal começou ou mudou e a lista do que é tomado junto pela manhã.
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Minha insulina é a NPH para aplicação como devo fazer antes ou após o café da manhã e do almoço?
Minha insulina é a NPH para aplicação como devo fazer antes ou após o café da manhã e do almoço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes, e sempre no mesmo horário.
A NPH é insulina basal, de ação intermediária. Ela não cobre o prato como as ultrarrápidas cobrem: o horário é ditado pelo perfil de ação ao longo do dia, não por uma refeição específica. A praxe de aplicar cerca de 30 minutos antes vem do uso das insulinas humanas, e na NPH pesa menos que a constância. O esquema mais comum tem duas aplicações, no café da manhã e no fim do dia, e há prescrições com dose também no almoço.
Ela começa a agir em 1 a 2 horas e faz um pico pronunciado horas depois, então precisa haver comida disponível quando o pico chegar. Por isso atrasar ou pular refeição é a situação clássica de hipoglicemia com NPH, com tremor, suor frio e fome súbita.
Quantas aplicações e em quais horários fazem parte da prescrição, e a dúvida cabe na próxima consulta: a resposta muda conforme o esquema e os horários reais das refeições.
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Faz 2 anos que tive diagnóstico de diabetes, durante esse período nao alterou mais glicada sempre 5,
Faz 2 anos que tive diagnóstico de diabetes, durante esse período nao alterou mais glicada sempre 5,4 e de jejum 89 meu médico quer tirar o glifage, mas estou insegura porque me sinto muito bem com ele ,ele disse que pode prejudicar meu fígado isso procede ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A metformina não é tóxica para o fígado.
Ela nem chega a ser metabolizada ali: sai inteira pelos rins. Lesão hepática atribuída a ela é rara, e quando descrita costuma vir acompanhada de álcool ou de outro medicamento hepatotóxico.
A ressalva da bula para doença hepática existe por outro motivo. Quando o fígado está muito comprometido, a depuração do lactato cai e o risco de acidose lática sobe. São coisas diferentes, e é fácil confundir as duas.
Na gordura no fígado, aliás, ela é considerada segura, e o cuidado maior recai sobre álcool e função renal.
Quando surge a proposta de suspender, o motivo costuma ser outro: controle firme há bastante tempo, revisão da estratégia, efeito colateral ou queda da função renal. Descobrir qual deles está em jogo esclarece mais que discutir o fígado, e é pergunta direta para quem prescreve.
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…