Perguntas do paciente (215)

  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, é natural sentir essa dor por muito tempo. O luto por um filho é uma das dores mais profundas que um ser humano pode experimentar, e ele não tem um prazo para acabar. O tempo pode mudar a forma como você lida com a perda, mas não necessariamente diminui a intensidade do sentimento.
    Chorar ao falar sobre isso pode significar que a dor ainda está muito presente e que talvez existam emoções não completamente elaboradas. O luto não segue uma linha reta, e cada pessoa tem seu próprio processo. Algumas memórias, datas ou situações podem reativar a dor com intensidade, mesmo após muitos anos.
    Se esse sofrimento estiver impactando muito sua vida cotidiana ou se você sentir que não tem espaço para expressar essa dor de forma saudável, buscar um profissional pode ajudar a elaborar esses sentimentos de uma maneira que alivie um pouco o peso que você carrega. Você não precisa passar por isso sozinho.


  • Boa Noite, eu gostaria de saber porque eu sinto raiva ou ciumes quando as mulheres que estou ficando

    Boa Noite, eu gostaria de saber porque eu sinto raiva ou ciumes quando as mulheres que estou ficando falam sobre seus ex ficantes, e eu mesmo n sentindo nada por elas eu fico com ciumes.. e eu fico tentando tirar informaçoes com quem elas ficaram msm sabendo q eu fico com raiva..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você sente pode estar menos relacionado às mulheres com quem você fica e mais à sua própria relação com o que significa ser homem. Quando você pergunta sobre os ex-ficantes delas, pode ser que, no fundo, esteja buscando entender algo sobre si mesmo: “O que esses caras tinham? O que as atraía neles? Como eu me comparo a eles?”

    Mesmo que você não tenha sentimentos profundos por essas mulheres, o ciúme e a raiva podem surgir porque, de alguma forma, essas informações tocam na sua identidade masculina. Pode ser uma tentativa inconsciente de se afirmar, de medir seu valor ou até de entender melhor o que significa ser desejado. O desejo e a validação masculina muitas vezes são atravessados por uma lógica de competição e comparação — e isso pode estar acontecendo sem que você perceba.
    Talvez seja interessante se perguntar: “O que eu realmente quero descobrir quando pergunto sobre os ex?” “Que tipo de comparação estou fazendo, e por quê?” “O que esses sentimentos dizem sobre minha relação comigo mesmo?”
    Essas reflexões podem te ajudar a entender melhor esse incômodo e a lidar com ele de uma forma mais consciente e tranquila.


  • Qual a diferença entre neurose fóbica e histérica?

    Qual a diferença entre neurose fóbica e histérica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A diferença entre neurose fóbica e neurose histérica está na forma como o conflito psíquico inconsciente se manifesta:
    1. Neurose Fóbica – Caracteriza-se pelo deslocamento da angústia para um objeto ou situação específica, resultando em um medo intenso e irracional (fobia). O conflito interno inconsciente, muitas vezes relacionado a desejos reprimidos, é deslocado para algo externo, permitindo que a angústia seja evitada ao se afastar do objeto fóbico. Exemplos incluem fobia social, agorafobia e fobias específicas (como medo de altura ou de animais).
    2. Neurose Histérica – Manifesta-se por meio de sintomas físicos ou dissociativos sem causa orgânica aparente, como paralisias, cegueira, tremores, amnésia ou crises emocionais intensas. Esses sintomas são uma forma simbólica de expressão do conflito psíquico, traduzindo um sofrimento psíquico reprimido em sintomas corporais ou dissociativos.
    Ambas as neuroses são defesas contra a angústia, mas enquanto a neurose fóbica desloca a angústia para um objeto externo, permitindo evitá-lo, a neurose histérica expressa o conflito diretamente no corpo ou na identidade.


  • O que falar na terapia psicanalítica? .

    O que falar na terapia psicanalítica? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Na terapia psicanalítica, não há um roteiro do que falar. O essencial é permitir que os pensamentos surjam livremente, sem censura, pois até aquilo que parece irrelevante pode estar conectado a algo mais profundo.
    A associação livre é um caminho para acessar conteúdos inconscientes, permitindo que emoções, lembranças e conflitos internos se revelem. Falar sobre sonhos, angústias, relações ou até o próprio silêncio pode abrir portas para compreensões importantes.
    Não é necessário levar algo pronto para a sessão. O que importa são os desdobramentos que acontecem no momento, quando as palavras começam a se conectar com aquilo que ainda não havia sido nomeado.
    Muitas vezes, o paciente repete as mesmas histórias, os mesmos conflitos, até que, em algum momento, escuta a si mesmo de outra maneira. É nesse processo que pode perceber que está mais envolvido naquilo que o angustia do que imaginava.
    A terapia psicanalítica não busca apenas aliviar o sofrimento, mas permitir que o paciente se implique no que repete, reconhecendo sua participação na própria história e, assim, abrindo caminho para transformações reais.


  • Como a psicanalise trabalha com o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e com o Transtorno de person

    Como a psicanalise trabalha com o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e com o Transtorno de personalidade borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Na psicanálise, tanto o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) quanto o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são compreendidos para além dos rótulos diagnósticos. O foco não está em tratar apenas os sintomas, mas em entender os conflitos psíquicos inconscientes que dão origem a esses comportamentos.
    No caso do TOC, a psicanálise busca investigar o que está por trás das obsessões e compulsões, entendendo-as como defesas contra angústias mais profundas. Os rituais compulsivos podem funcionar como uma tentativa de controle diante de algo interno que escapa à consciência. O trabalho analítico permite que o paciente acesse os significados inconscientes dessas repetições e encontre formas menos sofridas de lidar com sua angústia.

    Já no TPB, a instabilidade emocional, a impulsividade e o medo do abandono são vistos como expressões de conflitos primitivos, muitas vezes ligados a vivências precoces de desamparo ou rupturas na construção da identidade. A terapia psicanalítica busca ajudar o paciente a elaborar essas feridas emocionais, fortalecendo sua capacidade de simbolizar e sustentar seus afetos sem precisar recorrer a comportamentos autodestrutivos ou relacionamentos intensamente instáveis.
    Em ambos os casos, o objetivo da psicanálise não é apenas aliviar os sintomas, mas transformar a relação do sujeito consigo mesmo e com suas experiências psíquicas, permitindo maior liberdade e autonomia sobre sua vida emocional.


  • Qual é o foco da psicanálise? .

    Qual é o foco da psicanálise? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O foco da psicanálise é a investigação do inconsciente e sua influência sobre a vida psíquica. Freud postulou que grande parte do que sentimos, pensamos e fazemos não está sob nosso controle consciente, mas é determinado por desejos, conflitos e experiências reprimidas. A terapia psicanalítica, portanto, não busca apenas modificar comportamentos ou aliviar sintomas, mas sim acessar as raízes dos sofrimentos psíquicos, muitas vezes enraizadas na infância e nas relações primárias. Através da associação livre e da escuta atenta do analista, o paciente pode trazer à tona conteúdos inconscientes, compreendê-los e ressignificá-los, permitindo mudanças mais profundas e duradouras em sua forma de se relacionar consigo e com o mundo.


  • O que é o ID, o ego e superego? .

    O que é o ID, o ego e superego? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    id, ego e superego são conceitos centrais da teoria psicanalítica de Sigmund Freud, representando diferentes aspectos da psique humana.
    1. Id – É a parte mais primitiva da mente, presente desde o nascimento. Funciona segundo o princípio do prazer, buscando a satisfação imediata de desejos e impulsos, sem considerar a realidade ou normas sociais. É a fonte das pulsões instintivas, como fome, sede e libido.
    2. Ego – Desenvolve-se a partir do id e opera com base no princípio da realidade. Sua função é mediar os impulsos do id e as exigências do mundo externo, equilibrando as necessidades instintivas com as regras sociais e morais. Ele busca satisfazer o id de maneira realista e socialmente aceitável.
    3. Superego – Representa a internalização das normas, valores e ideais da sociedade, adquiridos por meio da educação e das figuras de autoridade (pais, professores, cultura). Atua como um juiz interno, impondo padrões morais e gerando sentimentos de culpa quando o indivíduo transgride essas normas.
    O equilíbrio entre essas três instâncias é essencial para a saúde psíquica. Se o id for dominante, pode levar a comportamentos impulsivos; se o superego for excessivamente rígido, pode gerar culpa excessiva; e se o ego for fraco, a pessoa pode ter dificuldade em lidar com conflitos internos e externos.


  • Quais são os pilares da psicanálise? .

    Quais são os pilares da psicanálise? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A psicanálise se sustenta em três pilares essenciais: o inconsciente, a transferência e a repetição.
    1) Inconsciente: nossos desejos, angústias e conflitos mais profundos não desaparecem, mas ficam reprimidos no inconsciente, influenciando nossas ações, pensamentos e sintomas de maneiras que muitas vezes não compreendemos. O trabalho analítico busca trazer esses conteúdos à consciência.
    2)Transferência: na terapia, o paciente revive, sem perceber, sentimentos e dinâmicas emocionais que marcaram sua história, deslocando-os para o terapeuta. A transferência é um elemento central do processo analítico, pois permite acessar e elaborar essas experiências.
    3) Repetição: padrões inconscientes se manifestam ao longo da vida em escolhas, relações e sintomas. Sem perceber, o sujeito repete certos modos de se relacionar e sofrer. A psicanálise busca trazer essa repetição à consciência, possibilitando uma transformação mais profunda.


  • Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?

    Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Na psicologia, especialmente na psicanálise, transferência, projeção e contratransferência são conceitos fundamentais para compreender a relação entre o sujeito e seus afetos inconscientes.
    A transferência ocorre quando uma pessoa direciona, de forma inconsciente, sentimentos, desejos ou expectativas de relações passadas para outra pessoa no presente, geralmente para o terapeuta. Por exemplo, um paciente pode reagir ao terapeuta como se ele fosse uma figura paterna, repetindo padrões emocionais de sua infância.
    A contratransferência refere-se às reações emocionais inconscientes do terapeuta diante do paciente. Pode incluir sentimentos positivos ou negativos, que podem tanto interferir no tratamento quanto ser utilizados como ferramenta para compreender o impacto emocional que o paciente desperta nos outros.
    A projeção é um mecanismo de defesa em que a pessoa atribui a outros sentimentos, desejos ou impulsos que não consegue reconhecer em si mesma. Alguém que sente inveja, por exemplo, pode acusar os outros de invejá-lo, sem perceber que esse sentimento parte dele próprio.
    No contexto clínico, identificar esses fenômenos exige atenção do terapeuta às emoções e dinâmicas interpessoais, para que possam ser trabalhados e compreendidos no processo terapêutico. Isso significa que o terapeuta precisa ter uma atenção que vai além do que está sendo dito; e é essa escuta que vai determinar suas intervenções.


  • O que é transferência na Terapia Cognitivo Comportamental ?

    O que é transferência na Terapia Cognitivo Comportamental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A transferência é um conceito da psicanálise desenvolvido por Freud. Refere-se à repetição, na relação terapêutica, de sentimentos, expectativas e padrões inconscientes originados em experiências passadas, principalmente da infância. O paciente pode, sem perceber, atribuir ao terapeuta características e papéis que pertencem a figuras importantes de sua história, reagindo a ele como se estivesse diante dessas pessoas. Esse fenômeno é essencial no processo analítico, pois permite que conteúdos inconscientes sejam trazidos à consciência e elaborados na terapia.


  • Psicólogos e pacientes podem ser amigos? .

    Psicólogos e pacientes podem ser amigos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A relação entre psicólogo e paciente é diferente de uma amizade. Na amizade, há troca mútua de experiências e apoio emocional, enquanto, na terapia, o foco está inteiramente no paciente. O vínculo terapêutico precisa ter limites bem definidos para que o processo aconteça de forma ética e eficaz. Se um psicólogo se torna amigo do paciente, o espaço de análise é comprometido, pois surgem expectativas e envolvimentos que dificultam a neutralidade e a escuta atenta.
    Da mesma forma, se já existe uma amizade antes da terapia,não é possível iniciar um processo analítico, pois a relação já está atravessada por laços pessoais.
    É muito importante garantir que o espaço terapêutico continue sendo um lugar seguro para a escuta, a análise e a transformação do paciente.


  • O que fazer quando não sei o que falar na terapia?

    O que fazer quando não sei o que falar na terapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É natural chegar à terapia sem saber exatamente o que falar. Mas isso, por si só, já diz algo sobre você. O silêncio, as pausas, a dificuldade em organizar os pensamentos. Tudo isso faz parte do processo e pode ser explorado na análise.
    Você pode começar compartilhando essa sensação de não saber o que dizer. O que te impede? Há algo que você sente, mas não consegue nomear? Pequenos incômodos do dia a dia, lembranças, sonhos ou até algo que te marcou recentemente podem abrir caminhos para a conversa.
    E não se preocupe em levar algo pronto para a sessão. O mais importante são os desdobramentos que acontecem no momento da terapia, a partir do que você diz.


  • estou com medo dos meus próprios pensamentos. Em um certo dia eu estava na universidade e estava ol

    estou com medo dos meus próprios pensamentos.
    Em um certo dia eu estava na universidade e estava olhando as pessoas, mas do nada na minha mente veio sobre "e se eu trair meu namorado?", algo que eu jamais tinha pensado, nunca nem fui de ficar por ficar, tive tanto medo desse pensamento, que passei meses com medo de algo acontecer, sendo que eu jamais tive esse pensamento, nunca tive vontade disso, meu namorado pra mim é tudo, prezo pelo meu relacionamento, pois ele é incrível, me trata bem e é tudo pra mim. Tenho medo de ter afetado meus valores, agora tenho medo até de olhar pra outro homem e sentir atração, medo de achar pessoas bonitas, medo de alguém mandar mensagem flertando comigo, sendo que quando as vezes esqueço desse pensamento, nada acontece, mas quando lembro, evito olhar pra tudo. Me sinto culpada, eu não quero ter traído meu namorado, ou que algo aconteça.
    Me ajudem, me sinto tão ansiosa com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É interessante notar que você descreve seu relacionamento de maneira quase idealizada. Você fala que seu namorado é “tudo para você”, que ele é “incrível”, que seu relacionamento é algo que você “preza muito”. Isso mostra o quanto ele é importante para você, mas também pode revelar um medo profundo de que qualquer imperfeição — seja no relacionamento, em você ou até nos seus próprios sentimentos — possa ameaçar essa relação.
    Nenhum relacionamento é perfeito, porque nenhum ser humano é perfeito. Todo relacionamento tem momentos bons e ruins, desafios e incertezas. Mas, às vezes, quando idealizamos demais algo que amamos, acabamos criando um medo enorme de perder isso, como se qualquer falha pudesse desmoronar tudo. E esse medo pode gerar uma necessidade de controle, fazendo com que você fique constantemente monitorando seus sentimentos, suas reações e até seus pensamentos para garantir que nada saia do ideal que você construiu.
    Talvez o que esteja acontecendo aqui seja um conflito entre a fantasia de um amor perfeito e a realidade de que todo relacionamento tem complexidades, que é natural sentir atração por outras pessoas, que pensamentos aleatórios surgem e que isso não significa que algo está errado ou que você ama menos seu namorado. Quanto mais você tenta evitar qualquer sinal de imperfeição, mais isso pode gerar ansiedade e culpa, porque você sente que precisa proteger essa idealização a todo custo.
    Pode ser interessante refletir: qual seria o medo real por trás dessa angústia? Será que é o medo de que, se algo não for perfeito, isso significa que o relacionamento está em risco? Ou o receio de que, se você não corresponder exatamente ao que acredita que “deveria” sentir, isso significa que há algo de errado com você?
    Permitir-se ver o relacionamento de maneira mais realista não significa que ele é menos valioso, pelo contrário, significa que ele pode ser mais autêntico, mais humano, e isso pode trazer mais segurança do que a tentativa de manter um ideal inatingível. O amor verdadeiro não está na perfeição, mas na aceitação das imperfeições e na construção de algo sólido dentro da realidade, e não dentro de uma fantasia.
    Se esse medo e essa angústia continuam te consumindo, pode ser muito enriquecedor buscar a terapia psicanalítica, para entender melhor o que está em jogo para você. Você pode viver seu relacionamento com mais leveza e segurança, sem precisar lutar contra seus próprios pensamentos o tempo todo.


  • Eu tenho problemas com ansiedade a muito tempo, e isso tá me afetando de mais, por mais que respire

    Eu tenho problemas com ansiedade a muito tempo, e isso tá me afetando de mais, por mais que respire fundo ou penso em algo positivo, a ansiedade nunca para, e eu descobri que tenho fobia social, eu não saio de casa por nada, a não ser ir pra escola, e minhas aulas voltaram ontem, faltei por outro motivo, e hoje faltei de novo porque minha ansiedade atacou muito ao ponto de eu passar mal, eu não sei se tem algo haver com a fobia social, porque toda vez que vou sair eu fico ansiosa e fico enjoada; eu não consigo também comer em lugares públicos porque eu fico enjoada e tenho vontade de vomitar, eu tenho esses problemas desde os meus 10 anos...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve tem um impacto profundo na sua vida e não se resolve apenas com técnicas como respirar fundo ou tentar pensar positivo. A ansiedade que te impede de sair de casa, que causa náusea e que acompanha você há tantos anos, precisa ser compreendida em sua raiz, e não apenas combatida nos sintomas.

    Há algo dentro de você que transforma certas situações em um grande perigo, algo que o seu corpo responde com medo e mal-estar. Esse padrão não surgiu do nada, ele tem uma história, um motivo, que pode estar ligado a experiências do passado, a dinâmicas familiares ou a formas de se relacionar consigo mesma e com o mundo.
    A melhor maneira de lidar com isso não é tentando evitar a ansiedade a qualquer custo, mas sim entendendo o que ela quer comunicar. A terapia psicanalítica é um caminho para explorar esses sentimentos, ressignificar experiências e construir uma relação diferente com sua própria angústia. Procurar um profissional é o primeiro passo para sair desse ciclo e viver de forma mais livre.


  • Como as redes sociais e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos podem afetar a saúde mental dos

    Como as redes sociais e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos podem afetar a saúde mental dos indivíduos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O uso excessivo de redes sociais e dispositivos eletrônicos pode afetar a saúde mental de diversas formas, muitas vezes de maneira sutil e progressiva. A constante exposição a conteúdos idealizados pode alimentar sentimentos de inadequação, ansiedade e baixa autoestima. A necessidade de validação por meio de curtidas e comentários pode gerar dependência emocional e aumentar a insegurança.
    Além disso, a hiperconectividade reduz o tempo de introspecção e reflexão, dificultando a construção de uma identidade mais autêntica. O excesso de estímulos também pode prejudicar a concentração, aumentar a impulsividade e até comprometer a qualidade do sono, especialmente com o uso prolongado antes de dormir.
    No longo prazo, o uso desregulado pode funcionar como um mecanismo de fuga de angústias internas, adiando o enfrentamento de questões emocionais mais profundas. Por isso, encontrar um equilíbrio no uso da tecnologia e compreender os próprios padrões emocionais diante das redes pode ser essencial para preservar a saúde mental.


  • Quais são os transtornos mentais que afetam os trabalhadores?

    Quais são os transtornos mentais que afetam os trabalhadores?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O ambiente de trabalho pode ser um grande desencadeador de sofrimento psíquico, e alguns transtornos mentais aparecem com mais frequência entre os trabalhadores devido à pressão, exigências excessivas, jornadas longas e relações interpessoais difíceis. Entre os transtornos mais comuns estão:
    • Transtornos de ansiedade: incluindo crises de pânico, ansiedade generalizada e fobias relacionadas ao ambiente de trabalho.
    • Depressão: pode surgir a partir do esgotamento emocional, frustrações constantes e falta de reconhecimento.
    • Burnout: um estado de exaustão extrema causado pelo estresse crônico relacionado ao trabalho.
    • Transtornos de adaptação: dificuldades emocionais diante de mudanças bruscas, como demissões ou aumento de responsabilidades.
    • Transtornos psicossomáticos: dores crônicas, insônia, problemas gastrointestinais e outras manifestações físicas ligadas ao sofrimento psíquico.
    Muitas vezes, esses transtornos são naturalizados, e a pessoa segue em um ciclo de exaustão até que os sintomas se tornem insustentáveis. O autoconhecimento e a psicoterapia podem ajudar a reconhecer esses sinais precocemente e encontrar formas mais saudáveis de lidar com as pressões do trabalho.


  • Boa noite!!!! Infelizmente perdi meu emprego. A cerca de 7 anos lido com sentimentos de inutilidade

    Boa noite!!!!
    Infelizmente perdi meu emprego. A cerca de 7 anos lido com sentimentos de inutilidade e frustração.
    Frustração por não ter conseguindo conquistar os meus sonhos e continuar morando no mesmo lugar, ao só me traz lembrança tristes e muito desagradáveis.

    Passei a não ter uma boa qualidade de sono, às vezes não consigo dormir.
    Crises de ansiedade combinada com depressão e choro. Perdi as forças, às vezes nem me reconheço.
    Por favor me ajudem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Perder o emprego pode ser um gatilho muito forte para sentimentos que, na verdade, já estavam ali há bastante tempo. O que você descreve (sentimentos de inutilidade, frustração), parece ir além desse evento específico e pode estar relacionado a uma dor mais profunda, que se repete e se intensifica em momentos de perda ou de estagnação.
    A sensação de não ter conquistado seus sonhos e de estar preso a um lugar que traz lembranças ruins pode dar a impressão de que não há saída, como se tudo estivesse bloqueado. Mas a verdade é que essa paralisia emocional não significa que as coisas não possam mudar. O sofrimento que você sente hoje tem uma história, e compreendê-lo pode ser o primeiro passo para recuperar a força que você sente ter perdido.
    A falta de reconhecimento de si mesmo pode ser um sinal de que, por muito tempo, você tentou se encaixar em expectativas que talvez não fossem inteiramente suas. Buscar ajuda psicológica pode ser essencial para entender melhor esse ciclo e construir novas possibilidades.


  • Sentir como se estivesse sozinha, perdida longe de casa, totalmente desprotegida. Mesmo estando bem

    Sentir como se estivesse sozinha, perdida longe de casa, totalmente desprotegida.
    Mesmo estando bem e em casa.
    Muita Aflição, ficando até com o intestino afetado por esse sentimento de medo.
    Gostaria de saber se têm um nome e como eu poderia resolver essa angústia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você descreve é uma sensação de desamparo profundo, um medo sem um perigo concreto, como se estivesse à mercê de algo que não consegue nomear. Na psicanálise, essa vivência pode estar relacionada a angústias primárias, muitas vezes ligadas a experiências precoces de insegurança, à forma como nos sentimos acolhidos ou não ao longo da vida.
    O fato de estar em casa e ainda assim se sentir perdida sugere que essa sensação não tem a ver com o ambiente externo, mas com algo interno que gera um sentimento de desproteção. Essa aflição pode se manifestar no corpo, como no funcionamento do intestino, porque o corpo é uma via de expressão para o que não conseguimos elaborar apenas no nível consciente.

    Não há um nome único para essa experiência, pois ela pode estar ligada a diferentes estruturas psíquicas e vivências pessoais. Mas o caminho para compreendê-la passa pelo processo terapêutico, onde você pode investigar as origens desse medo e encontrar maneiras de se sentir mais segura consigo mesma. A angústia quer dizer algo, e na terapia você pode dar voz a isso, em vez de apenas sofrer com seus efeitos.


  • Como os traumas infantis impactam na vida adulta? .

    Como os traumas infantis impactam na vida adulta? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Os traumas infantis não ficam no passado; eles se inscrevem na forma como sentimos, pensamos e nos relacionamos na vida adulta. A infância é o período em que construímos nossas primeiras referências sobre segurança, amor e pertencimento. Quando essas vivências são marcadas por abandono, rejeição, violência ou negligência, nosso psiquismo cria defesas para lidar com essa dor.
    Na vida adulta, essas defesas podem se manifestar de diversas formas: dificuldade em confiar nos outros, padrões repetitivos de relacionamento, sensação constante de vazio, baixa autoestima, ansiedade, depressão e até sintomas físicos. Muitas vezes, a pessoa sente que reage a situações do presente de maneira intensa ou desproporcional, sem perceber que está, na verdade, revivendo emoções antigas, não elaboradas.
    O trauma não desaparece sozinho, mas pode ser ressignificado. A terapia psicanalítica é uma excelente opção para esse processo, pois permite acessar essas experiências inconscientes, compreender seus efeitos e, pouco a pouco, construir uma relação mais livre consigo mesmo e com o mundo.


  • como se distanciar dos pensamentos repugnantes do toc? Para não achar que são nossos com o passar do

    como se distanciar dos pensamentos repugnantes do toc? Para não achar que são nossos com o passar do tempo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Na abordagem psicanalítica, o trabalho com pensamentos repugnantes do TOC envolve uma investigação mais profunda das raízes emocionais e inconscientes que alimentam esses conteúdos mentais intrusivos. Esses pensamentos, apesar de parecerem desconexos ou absurdos, podem ser manifestações simbólicas de conflitos internos, desejos reprimidos, medos ou até fantasias que não foram integrados de forma consciente.
    A psicanálise não busca simplesmente “eliminar” esses pensamentos, mas entender por que eles aparecem, o que representam e como se relacionam com a história de vida do indivíduo. Por exemplo, é possível que esses pensamentos carreguem traços de experiências precoces que deixaram marcas no psiquismo ou estejam ligados a questões de culpa ou autocobrança.
    No tratamento, o paciente é convidado a falar livremente, explorando suas associações, emoções e histórias que emergem no setting terapêutico. Essa exploração pode trazer à luz conteúdos inconscientes, ajudando o paciente a diferenciar o que é produto do TOC e o que realmente faz parte de sua identidade.


Perguntas frequentes

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