Perguntas do paciente (215)

  • Quando a ansiedade passa a ser um transtorno mental ?

    Quando a ansiedade passa a ser um transtorno mental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Enquanto a ansiedade normal é uma resposta adaptativa que ajuda a lidar com desafios e incertezas, o transtorno de ansiedade é uma condição crônica e debilitante que pode afetar negativamente sua vida pessoal e profissional.A ansiedade normal é temporária e desaparece após a situação estressante ter passado; já os sintomas do transtorno de ansiedade são mais intensos e persistentes. Alguns sintomas incluem preocupações excessivas, tensão muscular constante, dificuldade em dormir, ataques de pânico, irritabilidade e evitação de situações estressantes, entre outros. O Transtorno de ansiedade requer tratamento psicológico e às vezes psiquiátrico.


  • Sofro de ciúmes retroativos, meu marido não dá motivos para desconfianças, porém as vezes sinto que

    Sofro de ciúmes retroativos, meu marido não dá motivos para desconfianças, porém as vezes sinto que fico procurando. Como posso lidar melhor com isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O ciúme retroativo não tem a ver com o seu marido, mas com você. O problema não está no passado dele, mas na forma como você lida com isso. Você sente necessidade de procurar algo porque existe uma inquietação interna que não se resolve apenas com a certeza de que ele não dá motivos para desconfiança.
    Se você quer lidar melhor com isso, precisa parar de alimentar essa busca e começar a entender o que esse incômodo diz sobre você. O que exatamente te incomoda no passado dele? O que isso desperta em você? Muitas vezes, o ciúme retroativo está ligado a inseguranças mais profundas, medos de não ser suficiente ou até experiências anteriores mal resolvidas. Quanto mais você tentar controlar o que já passou, mais prisioneira disso você se torna. O caminho não é mudar o outro, mas olhar para si mesma e entender de onde vem essa angústia. E se isso estiver tomando conta da sua vida e do seu relacionamento, procurar ajuda pode fazer toda a diferença.


  • Qual é a origem do ciúme patológico de um paciente adulto ?

    Qual é a origem do ciúme patológico de um paciente adulto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O ciúme patológico em um paciente adulto geralmente tem raízes profundas na sua história psíquica e relacional. Pode estar ligado a experiências precoces de insegurança, abandono, rejeição ou relações marcadas por instabilidade afetiva. Muitas vezes, esse ciúme excessivo não está realmente relacionado ao parceiro atual, mas a angústias mais primitivas que se manifestam na relação amorosa.
    Em alguns casos, pode haver uma dificuldade em confiar no outro, que reflete uma falta de confiança em si mesmo, possivelmente originada em vivências infantis onde o paciente não se sentiu suficientemente amado, seguro ou reconhecido. O medo inconsciente da perda pode se transformar em uma necessidade constante de controle e vigilância sobre o parceiro, como uma tentativa de evitar a repetição de sofrimentos antigos.
    Além disso, o ciúme patológico pode estar relacionado a mecanismos psíquicos como a projeção, em que o indivíduo atribui ao outro sentimentos ou desejos que não consegue reconhecer em si mesmo. A psicanálise busca compreender esses aspectos inconscientes para que o paciente possa elaborar suas inseguranças, ressignificar sua história emocional e construir relações mais saudáveis e menos marcadas pela angústia e pelo medo da perda.


  • Como um paciente adulto pode controlar o ciúmes possessivo ?

    Como um paciente adulto pode controlar o ciúmes possessivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O ciúme possessivo não é algo que simplesmente precisa ser “controlado”, mas compreendido em sua origem. Esse sentimento pode estar ligado a vivências precoces de perda, insegurança ou até mesmo a identificações inconscientes com figuras importantes da infância. Não se trata apenas de pensamentos distorcidos, mas de algo mais profundo, que se manifesta de maneira repetitiva e, muitas vezes, fora do controle consciente.
    Em vez de tentar controlar o ciúme, é essencial investigar o que esse sintoma está tentando comunicar. Muitas vezes, ele revela angústias mais profundas, relacionadas a medos primitivos de abandono ou a uma dificuldade em confiar no próprio valor. A terapia psicanalítica possibilita acessar esses conteúdos inconscientes e compreender a necessidade de posse e controle sobre o outro. Ao elaborar essas questões, torna-se possível construir relações mais seguras e menos marcadas pela ansiedade da perda. Assim, o sintoma pode deixar de ser um obstáculo e se tornar uma via para um entendimento mais profundo de si mesmo.


  • O que é ciúmes possessivo? .

    O que é ciúmes possessivo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O ciúme possessivo é uma forma extrema de ciúme em que a pessoa sente a necessidade de controle sobre o outro, como se ele fosse uma propriedade sua. Nesse tipo de ciúme, há uma dificuldade em lidar com a individualidade e a autonomia do parceiro, resultando em desconfiança constante, vigilância excessiva e medo intenso de abandono.
    Muitas vezes, a pessoa que sente ciúme possessivo não consegue reconhecer que suas reações vêm de angústias internas e acredita que o outro é o responsável por gerar essa sensação. Isso pode levar a comportamentos invasivos, como revisar mensagens, questionar constantemente as ações do parceiro ou impor restrições.
    Na psicanálise, entende-se que o ciúme possessivo pode ter raízes em vivências precoces, onde a pessoa pode ter experimentado sentimentos de perda, abandono ou falta de reconhecimento. Ao longo da vida, essas experiências podem se projetar nas relações amorosas, tornando difícil confiar no outro e lidar com a ideia de que ele tem desejos próprios e uma vida independente.
    Trabalhar essas questões em terapia pode ajudar a entender as causas desse ciúme e encontrar formas mais saudáveis de viver as relações, sem transformar o medo da perda em controle e sofrimento.


  • Por que os filhos têm ciúmes dos pais? .

    Por que os filhos têm ciúmes dos pais? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O ciúme dos filhos em relação aos pais faz parte do desenvolvimento psíquico e está ligado à maneira como a criança vivencia o amor, a exclusividade e a construção da sua própria identidade. Nos primeiros anos de vida, a criança experimenta um vínculo intenso com as figuras parentais e pode sentir ameaçada essa relação quando percebe que os pais têm atenção voltada para outras pessoas ou atividades.
    Além disso, esse ciúme pode estar relacionado a dinâmicas inconscientes mais profundas, como as identificações, rivalidades e fantasias que se formam no processo de amadurecimento emocional. Com o tempo, e à medida que a criança desenvolve sua individualidade e aprende a lidar com frustrações, esse ciúme tende a se transformar. No entanto, se for excessivo ou persistente, pode indicar dificuldades na elaboração desses sentimentos, o que pode ser melhor compreendido e trabalhado em um espaço terapêutico.


  • Olá boa noite, eu fui uma criança criada trancada em casa, minha mãe não deixava me socializar direi

    Olá boa noite, eu fui uma criança criada trancada em casa, minha mãe não deixava me socializar direito, hoje eu tenho muita dificuldade de conversar ou manter um papo por muito tempo, não consigo conversar com as pessoas, e quando consigo logo vem aquele silêncio embaraçoso.
    Eu queria saber se o fato de minha mãe ter me criado recluso de certa forma teria me trazido algum transtorno social, por que hoje isso está me incomodando demais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Na infância, as relações com os cuidadores e o ambiente externo são fundamentais para a construção da identidade e da confiança em si mesmo. Se houve pouca oportunidade de trocas sociais, pode ser que hoje exista um estranhamento diante dessas situações, como se faltasse um repertório aprendido anteriormente. Isso não significa necessariamente que você tenha um transtorno social, mas pode indicar que a forma como você aprendeu a se relacionar com o mundo foi marcada por certa restrição, o que pode gerar insegurança e ansiedade ao interagir com os outros.
    Na terapia psicanalítica você poderia explorar essas experiências e entender melhor como essa marca do passado ainda atua na sua vida. Muitas vezes, os silêncios embaraçosos ou a dificuldade de manter uma conversa não são apenas falta de habilidade, mas sim um reflexo de inseguranças inconscientes que precisam ser elaboradas. Ao trazer essas questões para o campo da fala e da reflexão, você pode construir um novo jeito de se colocar nas relações, sem que o passado limite suas possibilidades no presente.


  • Minha filha de 4 anos só gosta de ver monstros, zumbis, sangue pessoas sendo esfaqueadas coisas feia

    Minha filha de 4 anos só gosta de ver monstros, zumbis, sangue pessoas sendo esfaqueadas coisas feias no YouTube e coloco no Kids e quando me distraio um pouco ela põe no normal pra ver essas coisas não gosta de nenhum desenho infantil. Eu quero saber se isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É comum que crianças tenham curiosidade por temas que possam parecer estranhos ou assustadores para os adultos, pois, nessa fase, elas estão explorando o mundo e tentando compreender seus próprios medos e emoções. O fascínio por monstros e figuras assustadoras pode ser uma forma de elaborar angústias internas, dar forma ao desconhecido e até se sentir mais forte diante do medo.

    No entanto, é importante observar como isso impacta o comportamento dela. Se há sinais de ansiedade, pesadelos frequentes ou um medo excessivo, pode ser interessante conversar com ela sobre o que essas imagens representam para ela e oferecer outras formas de expressão, como histórias ou brincadeiras que ajudem a simbolizar essas questões.
    Caso essa preferência venha acompanhada de isolamento, agressividade ou dificuldade em interagir com outras crianças, um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender melhor o que está em jogo no mundo interno dela.


  • Olá, recém entrei em um relacionamento e esses dias eu estava distraído quando de surpresa um conhec

    Olá, recém entrei em um relacionamento e esses dias eu estava distraído quando de surpresa um conhecido chegou muito perto de mim e eu achei q fosse me beijar, na mesma hora tive a sensação de que se acontecesse aquele beijo eu iria gostar e até sorri, segundos depois que percebi a situação lembrei que não sinto nada pela pessoa e que tenho namorada e nunca a trairia, estranhei a situação mas ignorei. No dia seguinte eu relembrei esse caso e ando me culpando imensamente pensando que não a mereço, estou me odiando por ter tido essa sensação involuntária e penso nisso o tempo todo... O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Nossa mente não é inteiramente controlada pela razão; temos desejos, impulsos e sensações que muitas vezes são reprimidos pela nossa consciência moral. Isso não significa que você queira trair sua namorada ou que seus sentimentos por ela não sejam verdadeiros, mas sim que existem partes de nós que escapam ao nosso controle e que nem sempre correspondem ao que conscientemente escolhemos para nossa vida.
    O problema maior parece estar na culpa intensa que você está sentindo. Esse sentimento pode estar relacionado não só ao episódio em si, mas ao quanto você busca ser uma pessoa correta, fiel e comprometida. Talvez, no fundo, exista um medo de errar, de não ser “bom o suficiente” ou de não corresponder à ideia de parceiro ideal. Quando nos cobramos demais para sermos perfeitos, qualquer pensamento ou sensação que fuja do esperado pode gerar angústia e autocondenação.
    Além disso, é importante lembrar que seu relacionamento é recente. Todo início traz um período de adaptação, em que sentimentos e desejos ainda estão se organizando. Essa experiência pode ser um convite para você refletir sobre como se sente nesse relacionamento: você está confortável? Se sente livre para ser quem é? Há alguma insegurança sobre o compromisso? Essas perguntas não significam que há algo errado, mas podem te ajudar a compreender melhor a origem desse incômodo.


  • Boa tarde! Eu tenho dificuldades de comunicação e expressão, no meu serviço se alguém discorda de mi

    Boa tarde! Eu tenho dificuldades de comunicação e expressão, no meu serviço se alguém discorda de mim eu não sei expor meu ponto de vista e fico quieta. Quando tenho interações sociais, converso apenas com pessoas com quem tenho intimidade na roda , me sinto muito inferior a todos. Não consigo manter muito contato visual, só falo se perguntarem ( me acho desinteressante) e tenho auto estima muitooooo baixa. Tentei iniciar a faculdade (que era meu sonho: psicologia ) e agora acho que já não condiz com minha realidade (quero trancar já). Principalmente pela minha comunicação, acho que talvez na minha cabeça se eu fizesse o curso conseguira me entender e hoje vejo que é completamente o oposto.( hoje vejo que eu tenho potencial como paciente e não psicóloga rs) Me comparo muito com tudo e todos, me sinto atrasada por ter 22 anos e já não saber mais o que quero da minha vida enquanto todos que estudaram comigo estão se formando já. Se fico nervosa durante interações sociais e algo me deixa nervosa minha mão começa tremer muito a ponto de não dar para disfarçar ( em situações rotineiras) e as pessoas sempre dizem que pareço tensa e que não falo nada. Não sei qual curso escolher( tenho medo de decepcionar meus pais) não sei como pedir ajuda neste momento, ou a quem recorrer. Tem algum calmante que possa tomar por conta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Me parece que existe aí uma questão forte relacionada a autoestima que faz você não conseguir se posicionar nas interações sociais. Tudo o que você descreve pode ser tratado na psicoterapia e talvez a sua simpatia pelo curso de Psicologia tenha surgido daí. Mas ter essas questões não significa que você não possa ser uma excelente Psicóloga! Mas para isso é importante que inicie o quanto antes o seu processo de psicoterapia para justamente trabalhar cada ponto desses que você citou, entender as origens disso, entrar em contato com aquilo que motiva suas defesas. Embora você se sinta "atrasada" em relação aos seus colegas, isso não significa uma verdade. Muitas vezes, a pausa é melhor do que seguir numa direção errada. Olha, se tem algo que eu posso lhe dizer é que tudo isso que você está sentindo pode ser tratado no processo da psicoterapia e que daqui a alguns anos, talvez você nem se lembre como é sentir tudo o que está sentindo agora. Quanto a uso de calmantes, acredito que você esteja tentando encontrar um atalho ou uma forma de acelerar o processo diante da dor emocional que está sentindo. De toda forma, esse tipo de medicamento, se necessário, deverá ser prescrito por um psiquiatra após avaliar seu caso.


  • Bom dia! Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a fa

    Bom dia!
    Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a faculdade me dá muita agonia, não converso e me sinto inferior, tenho medo de apresentações... Isso acontece somente na faculdade, eu trabalho fora e não sinto isso.Comecei a faculdade de psicologia e acho que não condiz mais com o que eu quero.
    Devo ir em um psicólogo ou psiquiatra ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O fato de essa ansiedade surgir especificamente na faculdade sugere que ali existe algo que desperta inseguranças e emoções que talvez estejam mais escondidas no seu dia a dia. A sensação de inferioridade e o medo de apresentações podem não ser apenas sobre o contexto universitário em si, mas sim reflexos de algo mais profundo, como uma autopercepção fragilizada ou um medo inconsciente de não ser suficiente.
    A faculdade, especialmente um curso como Psicologia, que envolve muitas interações e exposição, pode estar funcionando como um espelho para questões internas que já existiam antes, mas que agora ficaram mais evidentes.
    Buscar um psicólogo pode ser essencial para te ajudar a compreender essas questões de maneira mais profunda. Muitas vezes, o que nos angustia não está na superfície, mas sim em camadas mais profundas que precisam ser exploradas. Entender a raiz desse sentimento pode te ajudar tanto a lidar com a ansiedade na faculdade quanto a tomar decisões mais alinhadas com seu desejo real.


  • Abuso psicológico afeta tanto saúde mental quanto física ?

    Abuso psicológico afeta tanto saúde mental quanto física ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, o abuso psicológico pode afetar tanto a saúde mental quanto a física de uma pessoa. Embora o abuso psicológico não envolva violência física direta, ele causa danos profundos ao bem-estar emocional, levando a uma série de efeitos negativos que podem se estender para o corpo.
    Na saúde mental, o abuso psicológico pode resultar em condições como depressão, ansiedade, transtornos de estresse pós-traumático (TEPT), baixa autoestima, sensação de impotência, medo constante e dificuldades em confiar nos outros. Esses efeitos podem gerar um ciclo de sofrimento emocional contínuo, prejudicando a capacidade de lidar com situações cotidianas e afetando a qualidade de vida.
    Fisicamente, o impacto do abuso psicológico não é menos sério. O estresse prolongado causado por abusos emocionais pode resultar em sintomas como dores de cabeça, distúrbios no sono, problemas digestivos, tensão muscular, aumento da pressão arterial e até enfraquecimento do sistema imunológico. Além disso, o corpo reage ao estresse mental com respostas fisiológicas que, se mantidas ao longo do tempo, podem contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas.


  • Eu não consigo esquecer o passado mesmo que tento, sonho com o passado e acabo chorando o pq será?

    Eu não consigo esquecer o passado mesmo que tento, sonho com o passado e acabo chorando o pq será?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Na psicanálise, entendemos que certas experiências do passado não simplesmente “passam”; elas permanecem em nosso inconsciente quando não foram devidamente compreendidas ou ressignificadas.
    Talvez haja emoções não resolvidas, como tristeza, culpa, saudade, arrependimento ou até ressentimento, que continuam ativas dentro de você. Quando não conseguimos lidar conscientemente com algo, ele pode retornar através de sonhos, pensamentos recorrentes e reações emocionais intensas. O choro pode ser um sinal de que ainda há uma dor ali que precisa ser acolhida.
    A questão não é tanto esquecer o passado, mas sim compreendê-lo de uma forma que ele não pese tanto no presente. O que exatamente nesses acontecimentos ainda te machuca? Existe algo que você sente que não foi concluído? Você se culpa ou sente que algo ficou pendente? Às vezes, nosso sofrimento vem da tentativa de reprimir essas emoções, em vez de olhar para elas com mais abertura.
    Talvez esse seja um momento para refletir sobre o que o passado ainda representa para você. Se sentir que isso está te impedindo de seguir adiante, buscar um espaço terapêutico pode te ajudar a elaborar esses sentimentos e encontrar uma forma mais saudável de lidar com essas memórias. O importante não é apagar o que passou, mas encontrar um jeito de conviver com isso sem que te cause tanto sofrimento.


  • Não consigo demonstrar amor pela minha namorada com toque físico. Me sinto fraca, vulnerável e tenho

    Não consigo demonstrar amor pela minha namorada com toque físico. Me sinto fraca, vulnerável e tenho vontade de arrancar minha pele fora. Ela fica muito magoada com isso, mas não sei como mudar. Isso só acontece quando estamos em público. Por que isso acontece e tem nome para isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O fato de sentir fraqueza, vulnerabilidade e um desconforto tão intenso ao demonstrar afeto em público pode estar ligado a questões relacionadas à forma como você percebe e lida com suas emoções e limites de intimidade, especialmente quando expostos à observação de outras pessoas. Isso pode ser entendido como uma dificuldade de se permitir sentir-se “exposta” ou vulnerável, talvez devido a experiências passadas de insegurança ou de não se sentir acolhida de forma adequada em relação às suas necessidades emocionais. A reação de querer “arrancar a pele” pode refletir um desejo de se livrar de algo que parece intolerável ou intrusivo, como uma defesa contra essa exposição.
    Não demonstrar afeto em público pode ser uma maneira de proteger a si mesma de uma sensação de desconforto ou até de medo de julgamento, seja de outras pessoas ou de como você mesma se percebe nesse tipo de situação.

    É importante que você se permita explorar esses sentimentos com paciência e sem culpa. A terapia psicanalítica pode ajudar a ressignificar o que causa tanto desconforto e a criar novas formas de lidar com a intimidade de forma mais saudável e menos dolorosa.
    Não há um nome específico para isso, mas é um fenômeno que está relacionado a bloqueios emocionais ou a dificuldades com a expressão de afetos. Um processo terapêutico pode ser muito útil para entender a fundo esses sentimentos e buscar formas de lidar com eles de maneira mais confortável.


  • Como lidar com as emoções negativas? .

    Como lidar com as emoções negativas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Muitas vezes, classificamos certas emoções como “negativas” porque elas nos causam desconforto ou porque aprendemos, ao longo da vida, que algumas reações não deveriam ser sentidas ou demonstradas. Mas as emoções, em si, não são boas nem ruins; elas são respostas a algo que vivemos, sinais de que algo dentro de nós está reagindo a uma situação. O problema não está na emoção em si, mas na maneira como lidamos com ela ou na dificuldade de compreendê-la.
    Em vez de tentar afastar sentimentos como tristeza, raiva, medo ou frustração, pode ser mais útil perguntar: de onde isso vem? O que essas emoções estão tentando me mostrar? Em vez de ignorá-las ou julgá-las, dar espaço para senti-las pode trazer uma compreensão mais profunda sobre si mesmo.
    O sofrimento costuma aumentar quando tentamos reprimir ou negar o que sentimos. Ao invés disso, quando nos permitimos reconhecer nossas emoções e refletir sobre elas, podemos lidar com o que realmente está por trás delas.


  • É possível transformar a angústia em algo positivo?

    É possível transformar a angústia em algo positivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, é possível transformar a angústia em algo positivo, embora isso envolva um processo complexo e gradual. A angústia, muitas vezes, é uma resposta a conflitos internos, situações não resolvidas ou necessidades não atendidas. Em vez de simplesmente tentar afastá-la ou negá-la, podemos olhar para ela como uma oportunidade de autoconhecimento.
    A angústia pode ser uma porta para o que está em nosso inconsciente, revelando questões importantes sobre quem somos, o que precisamos ou o que estamos evitando. Ao explorar esses sentimentos de forma profunda, é possível entender suas origens e, a partir daí, modificar a forma como lidamos com eles.

    Em um processo terapêutico, por exemplo, a angústia pode se transformar em uma fonte de crescimento pessoal, ajudando a pessoa a se conectar com suas emoções, a enfrentar medos e inseguranças, e a buscar novas formas de lidar com os desafios da vida. Em vez de ser apenas um sofrimento, a angústia pode se tornar um ponto de partida para a mudança e o fortalecimento interior.


  • O que fazer durante o sentimento de angústia? .

    O que fazer durante o sentimento de angústia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A angústia é um sentimento profundo e muitas vezes difícil de nomear. Diferente da ansiedade, que geralmente tem um foco mais claro, a angústia pode surgir sem uma causa aparente, como uma sensação de aperto no peito, vazio ou inquietação interna.
    Quando a angústia aparece, o mais importante é não tentar simplesmente afastá-la ou ignorá-la, mas sim acolhê-la e compreendê-la. Algumas formas de lidar com esse sentimento no momento em que ele surge são:
    1. Nomear o que está sentindo – Pergunte-se: “O que exatamente estou sentindo agora? Há algo que possa ter despertado essa angústia?” Às vezes, apenas reconhecer a emoção já ajuda a aliviar a tensão.
    2. Permitir-se sentir – Muitas vezes, tentamos reprimir a angústia porque ela é desconfortável, mas isso pode intensificá-la. Permita-se senti-la sem pressa para que ela desapareça.
    3. Escrever ou falar sobre isso – Colocar os sentimentos em palavras pode ajudar a torná-los mais compreensíveis e menos esmagadores.
    4. Respirar conscientemente – A angústia pode causar tensão no corpo. Respirar lenta e profundamente pode ajudar a acalmar o sistema nervoso.
    5. Observar sem julgamento – Em vez de pensar “Não deveria estar sentindo isso”, tente se perguntar “O que essa angústia quer me dizer?”. Muitas vezes, a angústia está ligada a algo não resolvido dentro de nós.
    6. Buscar um espaço de escuta – Se essa sensação for frequente ou muito intensa, conversar com um psicólogo pode ajudar a entender as raízes desse sentimento e encontrar formas mais profundas de lidar com ele.
    A angústia, embora desconfortável, pode ser uma oportunidade para olhar para si mesmo com mais profundidade. Em vez de apenas tentar fugir dela, talvez seja interessante se perguntar: “O que em mim está pedindo para ser compreendido agora?”


  • O que fazer quando a crise existencial bate à porta?

    O que fazer quando a crise existencial bate à porta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Quando a crise existencial aparece, o primeiro impulso pode ser tentar se livrar dela o mais rápido possível. Mas, na psicanálise, entendemos que essa angústia tem algo a dizer. Em vez de fugir ou buscar respostas prontas, pode ser mais útil escutá-la. Afinal, por que esse vazio surge agora? O que antes fazia sentido e agora já não faz mais? Muitas vezes, essas crises acontecem quando alguma coisa que nos sustentava – um sonho, um papel que desempenhávamos, uma certeza sobre quem somos – começa a se desfazer. E, diante disso, sentimos um grande nada, como se não soubéssemos mais para onde ir.
    O vazio pode parecer assustador, mas também pode ser um espaço para descobertas. Às vezes, passamos anos vivendo de um jeito que já não combina conosco, sem perceber. E a crise surge justamente para mostrar que é hora de olhar para dentro e perguntar: o que eu realmente quero? O que faz sentido para mim agora?
    Não há uma resposta única para essas perguntas, e talvez seja isso que mais assuste. Mas é possível encontrar caminhos. O mais importante é não se pressionar a resolver tudo de imediato. A crise existencial não é um erro, mas um processo. E, quando conseguimos atravessá-la, saímos dela com um olhar mais verdadeiro sobre nós mesmos. Para isso, é interessante buscar ajuda na terapia psicanalítica, onde é possível tratar questões profundas como essa.


  • Como os psicólogos podem ajudar os seus pacientes adultos a viveram uma vida melhor ?

    Como os psicólogos podem ajudar os seus pacientes adultos a viveram uma vida melhor ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Muitas vezes, a pessoa sente que está presa em padrões repetitivos, reage de formas que não compreende ou carrega um sofrimento que parece não ter explicação. Através do processo terapêutico,com o psicólogo, torna-se possível compreender de onde vêm essas questões e por que certos caminhos parecem se repetir ao longo da vida.
    Na terapia, a pessoa tem a oportunidade de falar livremente e, aos poucos, perceber que muitos de seus conflitos não surgiram no presente, mas foram construídos ao longo do tempo. Experiências passadas, dinâmicas familiares e desejos inconscientes podem estar em jogo sem que ela perceba. Ao trazer esses conteúdos à consciência, torna-se possível ressignificá-los, lidar com eles de uma forma diferente e fazer escolhas mais alinhadas com aquilo que realmente deseja.
    Isso não significa que o sofrimento desaparece ou que a vida se torna isenta de dificuldades, mas sim que a pessoa pode viver de uma forma mais verdadeira, menos determinada por amarras do passado e mais conectada consigo mesma. A terapia não oferece respostas prontas, mas possibilita que cada um encontre suas próprias respostas e construa um caminho mais autêntico e satisfatório.


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, faz muito sentido procurar a ajuda de um psicólogo para lidar com o luto. Embora a dor da perda seja uma experiência humana natural, ela pode se manifestar de formas muito particulares e, em alguns casos, tornar-se algo avassalador, difícil de processar sozinho.
    O luto não tem um tempo certo para terminar, nem segue uma linha reta. Algumas pessoas conseguem dar um novo significado à perda com o passar dos anos, enquanto outras sentem que a dor continua tão intensa quanto no início. O sofrimento pode se manifestar em diversas formas—tristeza profunda, culpa, isolamento, dificuldade para retomar a vida cotidiana, entre outras. E, quando essa dor parece não encontrar espaço para ser elaborada, ela pode se tornar um luto complicado, gerando impactos emocionais e até físicos.
    Um psicólogo pode oferecer um espaço acolhedor para que você expresse sua dor sem medo de ser julgado. A terapia não faz o luto “desaparecer”, mas ajuda a dar um sentido para ele, permitindo que a pessoa integre a perda à sua história de vida de maneira menos paralisante. Além disso, um profissional pode ajudar a diferenciar o luto saudável de um luto que pode estar se tornando patológico, oferecendo suporte para que você encontre caminhos para seguir adiante sem precisar negar ou reprimir seus sentimentos.Buscar ajuda não significa esquecer quem se foi, mas sim aprender a carregar essa ausência de um modo que não destrua quem fica. Se o sofrimento continua intenso ou impede você de viver plenamente, essa pode ser uma oportunidade valiosa para cuidar de si mesmo.


Perguntas frequentes

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