Perguntas do paciente (215)

  • Como lidar com baixa estima e ansiedade social?Não consigo criar conexões com as pessoas, acabo me a

    Como lidar com baixa estima e ansiedade social?Não consigo criar conexões com as pessoas, acabo me afastando e afastando elas de mim, não me divirto e tenho pensamentos negativos que afetam o lado profissional...isso me afeta muito, quase 22 anos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A dificuldade em criar conexões e o hábito de se afastar podem ser mecanismos de defesa, formas inconscientes de evitar o desconforto que a interação social provoca. É como se, para se proteger de um possível julgamento ou rejeição, você acabasse se isolando, mas isso também gera solidão e alimenta pensamentos negativos. No lado profissional, essa dinâmica pode trazer a sensação de inadequação, fazendo com que você duvide do seu valor e das suas capacidades.
    Para começar a lidar com isso, é importante buscar compreender as origens desses sentimentos e padrões de comportamento. Um processo terapêutico pode te ajudar a olhar para as suas vivências, reconhecer e validar as suas emoções e, aos poucos, encontrar formas mais leves de se relacionar consigo mesmo e com os outros. É um espaço seguro para explorar o que te afeta e trabalhar essas questões de maneira profunda e respeitosa.
    Criar conexões não precisa ser algo forçado. Talvez, em vez de focar em como você “deve” agir ou se apresentar, você possa começar observando pequenos gestos, como ouvir mais as pessoas ao seu redor, partilhar algo que goste ou se interessar por algo que elas façam. Criar vínculos é um processo gradual, e não há uma fórmula para isso.
    Você está em um momento da vida em que está se conhecendo e é natural sentir que há aspectos a serem ajustados. Não tenha pressa, mas também não subestime a importância de buscar ajuda para se sentir mais confortável e feliz consigo mesmo.


  • Como saber se o que estou sentindo é tristeza ou depressão?

    Como saber se o que estou sentindo é tristeza ou depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A tristeza geralmente está ligada a algo específico, como uma perda, uma decepção ou um momento difícil. Apesar de ser desconfortável, a tristeza tende a ser passageira e permite que você encontre alívio ao chorar, conversar ou até se distrair.
    Já a depressão é algo mais complexo e profundo. Ela não precisa de um motivo claro para estar presente e, muitas vezes, vem acompanhada de outros sintomas, como perda de interesse nas coisas que você antes gostava, cansaço excessivo, alterações no sono ou no apetite, dificuldade de concentração e uma sensação de vazio persistente. Na depressão, pode parecer que a vida perdeu a cor, e mesmo coisas que deveriam trazer prazer ou conforto não têm o mesmo efeito.
    Se você está se sentindo assim, especialmente por um período prolongado, como semanas ou meses, é importante buscar ajuda. Falar com um psicólogo pode ajudá-lo a compreender o que está por trás desse sentimento e encontrar caminhos para lidar com ele. Não precisa enfrentar isso sozinho.


  • Como saber se minha ansiedade é algo normal ou se preciso de ajuda?

    Como saber se minha ansiedade é algo normal ou se preciso de ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A ansiedade é um mecanismo natural do ser humano. Desde os tempos em que nossos ancestrais precisavam sobreviver a predadores ou perigos iminentes, o sistema da ansiedade foi essencial para nos proteger. Esse mecanismo, ao acelerar o coração, deixar os músculos prontos para a ação e aumentar o estado de alerta, garantia nossa sobrevivência em situações reais de ameaça.
    Na vida moderna, onde os perigos não são mais predadores ou catástrofes iminentes, esse sistema pode interpretar situações do dia a dia como ameaças.
    A ansiedade passa a ser um problema, quando ela te faz reagir de forma desproporcional aos problemas da vida moderna, como pressão no trabalho, medo de falhar, exposição social ou a constante busca por perfeição. Quando você reage a esses problemas como se fossem perigos reais que ameaçam a sua sobrevivência, o corpo passa a ter reações desproporcionais, como estado de alerta constante, taquicardia, medo sem motivo aparente, sensação de perseguição, falta de ar, insônia, entre outros sintomas.
    Quando a ansiedade passa a causar sofrimento, afetando o seu bem-estar, é um sinal de que ela precisa ser cuidada. A terapia é um espaço onde você pode entender por que seu sistema de alerta está tão sensível e por que certas situações se apresentam como ameaças reais. A partir daí, é possível reagir às situações ameaçadoras de forma proporcional e ter mais leveza na vida.


  • Sei que exposição gradual na ansiedade é uma técnica extremamente importante. Porém, na ansiedade ge

    Sei que exposição gradual na ansiedade é uma técnica extremamente importante. Porém, na ansiedade generalizada os medos em muitas vezes são hipotéticos. Como fazer isso então? É possível se expor a medos hipotéticos? (Medo de perder os pais, ficar doente, sozinho, medo da morte). Como poderia estar fazendo isso? É eficaz igual as pessoas que se expõem a medos reais como em quadros de fobia social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Na psicanálise, diferentemente de abordagens que utilizam técnicas de exposição, o foco está em compreender as origens desses medos hipotéticos e os significados profundos que eles têm para você. Esses medos — como o de perder os pais, ficar doente, estar sozinho ou morrer — muitas vezes estão ligados a angústias inconscientes que podem remontar à infância, à forma como você se relaciona com suas emoções ou até às experiências que moldaram sua visão de mundo.
    O objetivo, nesse caso, não seria “se expor” diretamente aos medos hipotéticos, mas investigar e elaborar o que está por trás deles. O trabalho terapêutico busca compreender por que esses medos tomam uma dimensão tão grande em sua vida e como eles estão conectados a outros aspectos do seu funcionamento psíquico. Quando isso é trazido à consciência e trabalhado em profundidade, o alívio tende a ser mais duradouro.
    A terapia psicanalítica pode ajudar a ressignificar essas angústias e a construir uma relação mais tranquila com suas emoções. Se isso faz sentido para você, um acompanhamento profissional será um grande aliado nesse processo.


  • Quando eu era um adolescente eu não tinha amizades, eu sempre tentava conversar com os meus colegas,

    Quando eu era um adolescente eu não tinha amizades, eu sempre tentava conversar com os meus colegas, mas, não sabia o que falar, eu não conseguia pensar no que dizer no meio da conversa. Lembro que eu tinha um pouco de medo de falar com as pessoas e ate hoje sou assim, seria um caso de ansiedade social ou só um problema para me comunicar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A dificuldade que você descreve, tanto no passado quanto no presente, pode estar ligada a diversos fatores, e compreender a origem disso requer um olhar mais atento para a sua história e vivências. Essa dificuldade pode estar relacionada a aspectos como baixa autoestima, insegurança ou mesmo a falta de experiências prévias que tenham ajudado a desenvolver mais confiança em interações sociais.
    Na psicanálise, poderíamos explorar, por exemplo, se existe um medo inconsciente de se expor, de ser criticado ou de não corresponder às expectativas, sentimentos que podem estar enraizados em experiências da infância ou adolescência. Às vezes, essa dificuldade de se conectar com os outros está relacionada a padrões internos que você pode nem estar ciente, mas que influenciam suas relações hoje.
    A psicoterapia oferece um espaço para compreender essas barreiras, explorar suas causas e, aos poucos, encontrar maneiras mais saudáveis e leves de se relacionar com os outros.
    Não importa se o que você sente se encaixa em um diagnóstico ou não; o mais importante é o impacto que isso tem na sua vida e o desejo de mudar. Buscar ajuda pode ser um grande passo para se sentir mais confortável consigo mesmo e com os outros.


  • Na terapia psicanalítica o psicólogo trabalha com exercícios ou tarefas?

    Na terapia psicanalítica o psicólogo trabalha com exercícios ou tarefas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Na psicanálise, não trabalhamos com exercícios ou tarefas voltados a modificar comportamentos de forma direta. Isso porque nosso foco não está em ajustar o que é visível, mas em compreender o que está por trás — aquilo que se encontra no inconsciente e que realmente organiza nossos desejos, escolhas e sintomas.

    O sintoma, para a psicanálise, é uma expressão de algo mais profundo, não apenas um problema a ser eliminado, mas uma mensagem que precisa ser ouvida e elaborada. Quando buscamos soluções rápidas ou mudanças comportamentais externas, há o risco de o sintoma retornar, sob outra forma, em outro momento.

    O trabalho psicanalítico vai além. Ele oferece ao paciente a oportunidade de entender as dinâmicas internas que o levam a agir, sentir e se relacionar de determinada maneira. E, a partir desse entendimento, ele pode transformar sua vida de forma genuína, fazendo escolhas mais conscientes e duradouras. Não se trata de cumprir tarefas, mas de um processo de descoberta que dá sentido ao que parecia caótico e, por fim, traz leveza e autenticidade à vida.


  • Boa tarde. Estou nesta situação a 3 meses. Senti me mal com tonturas e dor no peito e braço. Fiz tod

    Boa tarde. Estou nesta situação a 3 meses. Senti me mal com tonturas e dor no peito e braço. Fiz todos os exames possíveis. Ecg, holter 24h ecocardiograma analises ao sangue e deu tudo normal. Mas eu nao me sinto normal. Diagnosticaram como ansiedade. Sinto todos os dias mal como fosse morrer a qualquer minuto. Será mesmo tudo da ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, é possível que os sintomas que você esteja sentindo sejam decorrentes da ansiedade, mesmo que pareçam tão intensos e físicos. Na perspectiva psicanalítica, quando emoções ou angústias internas não encontram uma via consciente para serem elaboradas, elas podem se manifestar através de sintomas físicos.
    A questão não é apenas “é ansiedade?”, mas: o que essa ansiedade está tentando comunicar? Esses sintomas são como um pedido de ajuda para que algo seja escutado, elaborado e compreendido.

    O que você sente é real e merece cuidado. Procurar um espaço terapêutico pode ajudá-lo a compreender melhor o que está por trás desses sintomas e a encontrar formas mais saudáveis de lidar com suas angústias. Com o tempo e com o acompanhamento certo, é possível aliviar esse sofrimento e retomar sua sensação de normalidade e bem estar.


  • Parece que estou em uma crise constante há dias. A única coisa que me faz bem é assistir séries, fil

    Parece que estou em uma crise constante há dias. A única coisa que me faz bem é assistir séries, filmes, livros ou estudar, porque, ao parar para pensar na realidade, sinto meu corpo tremer e vontade de me coçar até arrancar sangue. Me sinto completamente incapaz de viver ou ter relacionamentos reais, porque, na minha cabeça, a realidade é podre demais para isso. Não consigo me sentir bem e estou cansada todos os momentos. Eu já desisti de ajuda psicológica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Quando você fala sobre a dificuldade de enfrentar a realidade, isso mostra que você está buscando formas de se proteger do que sente. Esses recursos podem aliviar momentaneamente, mas não eliminam o peso que está dentro de você.

    Quando você diz que já desistiu de ajuda psicológica, pode ser porque talvez você não tenha encontrado o espaço ou o profissional certo que realmente acolhesse a sua dor da maneira que precisa. Mas, acredite, desistir de si mesma não precisa ser a solução. O que você está sentindo é um sinal de que algo muito profundo dentro de você está pedindo cuidado, e não há vergonha nisso.

    A realidade pode parecer insuportável às vezes, e é aí que um terapeuta pode ajudar, criando um espaço seguro para que você não enfrente isso sozinha. A psicoterapia pode ser desafiadora, mas o objetivo não é forçá-la a lidar com tudo de uma vez; é encontrar maneiras de tornar essa realidade mais leve e de permitir que você resgate o prazer de viver e se relacionar.
    Se você der uma chance, mesmo que pequena, para tentar novamente, pode descobrir que ainda existem caminhos para aliviar essa dor. Você merece esse cuidado.


  • Porque uma pessoa com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) deve fazer psicoterapia?

    Porque uma pessoa com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) deve fazer psicoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) deve fazer psicoterapia porque, na psicanálise, compreendemos que os desafios que ela enfrenta têm raízes profundas em conflitos inconscientes e em experiências precoces que moldaram sua forma de perceber o mundo, os outros e a si mesma.
    No TPB, as emoções costumam ser ondas avassaladoras, difíceis de controlar, e isso pode levar a padrões de comportamento impulsivo, relacionamentos tumultuados e uma sensação constante de vazio ou desamparo.
    A psicoterapia psicanalítica oferece um espaço de escuta e reflexão que possibilita acessar essas camadas mais profundas do psiquismo, ajudando o paciente a compreender as dores emocionais dão origem aos comportamentos e sentimentos que causam sofrimento.


  • O Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissional?

    O Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sim, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode prejudicar significativamente o desempenho escolar e profissional. Isso acontece porque o TOC consome uma quantidade enorme de energia psíquica do indivíduo, que acaba sendo direcionada para lidar com obsessões e compulsões, em vez de ser usada para o estudo ou o trabalho.
    Na prática, as obsessões (pensamentos repetitivos e intrusivos) podem ocupar a mente de forma tão intensa que dificultam a concentração e o raciocínio. Já as compulsões (ações repetitivas realizadas para aliviar a ansiedade gerada pelas obsessões) podem consumir muito tempo, causando atrasos ou comprometendo prazos e responsabilidades.
    Além disso, o TOC pode gerar estresse, ansiedade e baixa autoestima, agravando ainda mais o impacto na vida escolar ou profissional. Essa dinâmica muitas vezes cria um ciclo difícil de romper: o rendimento é afetado, o que aumenta a sensação de incapacidade e alimenta ainda mais o sofrimento psíquico.
    É fundamental buscar ajuda psicológica e, em alguns casos, psiquiátrica.


  • Como o transtorno afetivo bipolar (TAB) afeta amigos e família de uma pessoa com bipolaridade?

    Como o transtorno afetivo bipolar (TAB) afeta amigos e família de uma pessoa com bipolaridade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A convivência com alguém que vive os altos e baixos característicos do TAB — como episódios de mania ou depressão — pode gerar sentimentos de preocupação constante, impotência e, por vezes, até frustração. Durante episódios de mania, uma pessoa pode se envolver em comportamentos impulsivos ou arriscados, como gastos excessivos, conflitos ou decisões imprudentes, o que pode trazer consequências diretas para a família, como problemas financeiros ou dificuldades no relacionamento. Já na depressão, ela pode se isolar ou apresentar um nível de desamparo que exige atenção constante, afetando o bem-estar emocional e a rotina dessa família.


  • Sou casada há mais de 20 anos, nunca foi um relacionamento fácil. Meu esposo tem um temperamento mui

    Sou casada há mais de 20 anos, nunca foi um relacionamento fácil. Meu esposo tem um temperamento muito explosivo, e a minha vida sempre foi viver pisando em ovos para que nada desequilibrasse ele. Bastava eu fazer algo que ele não gostasse para ele perder o controle. Houve violência doméstica por 4 vezes, dessa última vez bem pior que das outras. Foi na frente da nossa filha mais nova. Estamos separados. Eu sempre tentei que ele fizesse terapia, mas sempre ia deixando pra lá. Agora depois do ocorrido ele procurou ajuda. Estão suspeitando de boderlaine. Não aceita o fim do casamento. Mas não vejo mais como continuar, são muitas dores por tudo que já vivemos, nossos filhos tb não se sentem mais seguros. Fica a sensação de estar abandonado o marido doente. Mas foi grave demais, acho que nunca vou conseguir confira novamente e tenho medo de voltar a se repetir. Gostaria da orientação de vcs. Obg!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sinto muito por toda a dor e o peso dessa situação. É muito importante reconhecer a gravidade do que você viveu e a coragem que teve para se afastar, protegendo a si mesma e aos seus filhos. A violência, principalmente dentro de casa, deixa marcas profundas, e essas feridas precisam de atenção e cuidado para serem superadas.
    Por mais que ele esteja buscando ajuda agora, isso não invalida as experiências traumáticas que você e seus filhos enfrentaram. Priorizar sua segurança e bem-estar não é abandono, mas um ato de autoproteção e amor próprio. O ciclo de violência muitas vezes é difícil de romper, mas você tomou uma decisão corajosa ao se afastar de algo que colocava você e seus filhos em risco.
    A desconfiança e o medo que você sente são legítimos, e a reconstrução da sua vida, emocionalmente e psicologicamente, pode ser um caminho longo, mas necessário. Buscar terapia para você mesma pode ser muito valioso nesse momento. Um terapeuta pode ajudar você a processar essas dores, trabalhar as questões de culpa e fortalecer sua autonomia para lidar com os próximos passos, sejam eles quais forem.
    Quanto ao seu marido, ele está em um processo de buscar ajuda, e isso é positivo para ele, mas é algo que só ele pode enfrentar. A mudança, se for genuína, exige tempo, esforço contínuo e uma transformação profunda. Não cabe a você garantir essa mudança nem carregar o peso da responsabilidade por ele. Seu papel principal agora é cuidar de si mesma e oferecer aos seus filhos um ambiente seguro, estável e livre de violência.
    Respeite seus limites. Você tem o direito de não querer retomar o relacionamento, mesmo que ele esteja em tratamento. O trauma que você viveu foi real, e o mais importante é que você e seus filhos estejam seguros, física e emocionalmente. Permita-se seguir em frente, um passo de cada vez, buscando apoio e reconstruindo sua vida.


  • Qual o profissional adequado procurar para resolver o problema de entrar em pânico e ficar extremame

    Qual o profissional adequado procurar para resolver o problema de entrar em pânico e ficar extremamente ansioso durante reuniões online? Psicólogo, hipnoterapeuta, psiquiatra ou psicanalista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O profissional mais indicado para ajudar com crises de pânico e ansiedade em situações como reuniões online é o psicólogo ou o psicanalista. Ambos são capacitados para compreender os fatores emocionais e inconscientes envolvidos nesse tipo de sofrimento e oferecer suporte terapêutico.
    Se os sintomas estiverem muito intensos e interferindo significativamente na sua vida, o acompanhamento com um psiquiatra também pode ser importante, especialmente para avaliar a necessidade de medicação.


  • Sentir-se incomodada com algo mas não saber dizer o que é, é normal? sinto-me perdida, em um sentime

    Sentir-se incomodada com algo mas não saber dizer o que é, é normal? sinto-me perdida, em um sentimento que eu não consigo explicar, muita das vezes vem acompanhado de um vazio e nessas horas eu não sei o que fazer. Às vezes sinto que não importa a situação, nunca consigo preencher esse sentimento com nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sentir-se incomodada ou vazia sem conseguir identificar o motivo é mais comum do que parece. Esses sentimentos podem indicar que há algo mais profundo acontecendo, algo que talvez você ainda não tenha acessado ou compreendido sobre si mesma. Esse vazio muitas vezes está ligado a questões emocionais ou experiências não resolvidas que permanecem no inconsciente, influenciando como você se sente no presente.

    A terapia pode ser muito útil para ajudar a explorar esses sentimentos. Com o tempo, é possível entender melhor o que está por trás desse incômodo, identificar suas causas e aprender a lidar com ele de forma mais saudável. Esse processo traz clareza, alívio e até mesmo um novo significado para suas emoções. O mais importante é lembrar que você não precisa lidar com isso sozinha; buscar ajuda é um passo essencial para preencher esse vazio e encontrar mais equilíbrio emocional.


  • É verdade que uma boa estrutura familiar pode evitar um transtorno mental?

    É verdade que uma boa estrutura familiar pode evitar um transtorno mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Uma boa estrutura familiar exerce uma influência significativa na saúde mental e pode, sim, reduzir o risco de desenvolvimento de transtornos mentais.
    Na visão psicanalítica, a família é o primeiro espaço onde o sujeito constrói sua identidade e aprende a lidar com seus desejos e conflitos. Relações familiares saudáveis ajudam na formação de uma base psíquica sólida, o que facilita a elaboração de angústias e evita que certos sofrimentos se cristalizem em sintomas psíquicos.

    No entanto, é importante destacar que, apesar da forte influência familiar, fatores biológicos, genéticos e experiências externas também desempenham um papel importante. Ou seja, mesmo em um ambiente familiar positivo, pode haver a necessidade de acompanhamento psicológico. O essencial é reconhecer que uma boa estrutura familiar contribui significativamente para a prevenção, mas o cuidado emocional contínuo e a busca por ajuda profissional, quando necessário, são fundamentais para garantir o bem-estar psíquico.


  • O que deve ser feito para que haja uma melhora do transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva?

    O que deve ser feito para que haja uma melhora do transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O primeiro passo para a melhoria é a pessoa considerar que essas características, apesar de parecerem funcionais ou protetivas, estão trazendo sofrimento e limitando sua liberdade emocional. O acompanhamento psicoterapêutico é essencial e a psicanálise oferece uma abordagem profunda e transformadora.
    Na perspectiva psicanalítica, o TOC está relacionado a um funcionamento psíquico marcado pela necessidade de controle e perfeccionismo, que muitas vezes surgem como defesas inconscientes contra a angústia e o medo de perder o domínio sobre si mesmo ou sobre o ambiente.
    O apoio psiquiátrico também é importante e necessáro.


  • É possível uma pessoa ter hiperfoco (interesse restrito) e não ser autista?

    É possível uma pessoa ter hiperfoco (interesse restrito) e não ser autista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O hiperfoco não precisa ser visto como um problema ou necessariamente associado a um transtorno. Pode ser, sim, uma característica de qualquer pessoa em momentos em que está profundamente interessada, motivada ou engajada com algo que desperta prazer ou curiosidade.

    O hiperfoco pode ser extremamente produtivo, como quando alguém trabalha em um projeto criativo, estuda para uma prova ou se envolve em uma atividade artística. Nesses casos, ele reflete um alinhamento entre desejo, motivação e realização. É importante observar o contexto: se o hiperfoco enriquece a vida do sujeito, ele pode ser uma expressão saudável de sua energia psíquica e de seu desejo. Se, por outro lado, começa a causar prejuízos, como isolamento, exaustão ou dificuldade de se envolver em outras áreas, é importante investigar o que está por trás dele.


  • Quem pode ter acesso ao prontuário psicológico do paciente?

    Quem pode ter acesso ao prontuário psicológico do paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O acesso ao prontuário psicológico do paciente é extremamente restrito, respeitando a ética profissional e as leis de sigilo. Apenas o próprio paciente tem direito ao conteúdo do prontuário, podendo solicitar sua cópia ou autorizar por escrito que outra pessoa, como um advogado ou médico, o acesse.
    Em situações muito específicas, como uma ordem judicial, o psicólogo pode ser obrigado a apresentar o prontuário, mas isso deve ser feito apenas na medida do necessário e com cautela, garantindo que o sigilo seja preservado ao máximo. Fora dessas exceções, o psicólogo tem o dever ético de proteger todas as informações contidas no prontuário, assegurando a confidencialidade.


  • Quais os fatores que influenciam a duração do tratamento psicológico?

    Quais os fatores que influenciam a duração do tratamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A duração do tratamento psicológico depende de algumas coisas, como a complexidade do que você quer trabalhar, há quanto tempo esses problemas já existem e o quanto você está disposto a se abrir e se envolver no processo.
    Cada pessoa tem seu ritmo. Alguns precisam de mais tempo para entender e elaborar certas questões, enquanto outros percebem mudanças mais rapidamente. O importante é lembrar que a terapia não tem um prazo fixo, porque cada história é única. O foco é o seu bem-estar e o tempo necessário para alcançá-lo.


  • Toda vez que faço uma escolha errada fico extremamente mal é sinto uma necessidade interna de ser pu

    Toda vez que faço uma escolha errada fico extremamente mal é sinto uma necessidade interna de ser punido de alguma forma o que poderia ser isso ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sentir essa necessidade de punição pode estar ligado a uma autocrítica muito intensa. É como se, no fundo, você acreditasse que errar não é aceitável e que precisa “pagar” por isso. Esse sentimento pode ter raízes em experiências passadas, talvez ligadas à maneira como você foi ensinado a lidar com erros ou como recebeu críticas ao longo da vida.
    Na psicanálise, isso pode estar relacionado ao superego — aquela parte de nós que regula nossas ações e nos faz sentir culpa quando acreditamos ter feito algo “errado”. Quando o superego é muito rígido, ele pode se tornar punitivo, fazendo com que você sinta que precisa “compensar” seus erros, mesmo que eles sejam pequenos.
    Trabalhar essas questões em terapia pode ajudá-lo a entender de onde vem essa necessidade de punição e, mais importante, a desenvolver uma relação mais gentil consigo mesmo.


Perguntas frequentes

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