Perguntas do paciente (215)
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Uma crise existencial é um problema de saúde mental?
Uma crise existencial é um problema de saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma crise existencial não é, necessariamente, um problema de saúde mental no sentido de um transtorno. Em muitos casos, trata-se de um momento de questionamento mais profundo sobre a própria vida, escolhas, sentido e identidade.
Essas crises podem surgir em diferentes fases: mudanças importantes, perdas, conquistas ou até períodos em que, aparentemente, “está tudo bem”, mas algo deixa de fazer sentido internamente.
Dependendo da intensidade e da forma como é vivida, a crise existencial pode vir acompanhada de sofrimento significativo, como angústia, ansiedade, sensação de vazio ou desânimo. Nesses casos, pode se aproximar de quadros que merecem atenção clínica.
A psicoterapia, especialmente de orientação psicanalítica, oferece um espaço para explorar essas questões com mais profundidade. Em vez de tentar eliminar rapidamente o desconforto, o trabalho busca compreender o que essa crise está expressando na sua história e no seu momento de vida.
Nem toda crise existencial é um transtorno, mas é um sinal importante de que algo precisa ser pensado e elaborado e isso pode ser trabalhado de forma consistente em um processo terapêutico.
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O que desencadeia a resposta de luta ou fuga em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (
O que desencadeia a resposta de luta ou fuga em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a resposta de luta ou fuga pode ser desencadeada por situações que ativam intensamente o medo de abandono, rejeição ou invalidação. Isso não precisa acontecer de forma explícita — basta um gesto, um silêncio, uma mudança de tom ou algo que a pessoa interprete como sinal de afastamento para que o sistema emocional entre em alerta.
Esse estado é resultado de uma hipersensibilidade emocional, muito comum no TPB. O cérebro interpreta essas situações como ameaças reais, mesmo que, racionalmente, não sejam perigosas. O corpo responde como se estivesse diante de um perigo físico: aceleração dos batimentos, tensão muscular, urgência em reagir — seja atacando (luta), se afastando (fuga) ou até mesmo se fechando totalmente (congelamento).
Essa reatividade não é uma escolha consciente, mas sim um mecanismo aprendido e reforçado ao longo da vida, muitas vezes em contextos de relações instáveis, negligência emocional ou traumas precoces. Ao longo da psicoterapia, a pessoa pode aprender a reconhecer esses gatilhos, nomear as emoções envolvidas e encontrar outras formas de lidar com o desconforto sem agir impulsivamente.
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Minha namorada foi no shopping com o filho e o ex que é pai do menino porque o filho pediu e eu esto
Minha namorada foi no shopping com o filho e o ex que é pai do menino porque o filho pediu e eu estou completamente desconfortável com isso. Estou sendo intransigente demais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir-se desconfortável numa situação como essa é compreensível; envolve ciúmes, insegurança e até o medo de perder o lugar de importância na relação. Mas isso não significa, necessariamente, que você está sendo intransigente.
É importante lembrar que, quando há filhos envolvidos, a convivência entre ex-parceiros pode ser necessária para o bem-estar da criança. O filho pedir para estar com os dois juntos provavelmente tem a ver com o desejo de reunir figuras importantes da vida dele, não com sentimentos entre os pais.
O ideal é conversar com sua namorada, de forma aberta e sem acusações. Fale sobre como você se sentiu, sem tentar controlar as atitudes dela, mas buscando entendimento. Relações saudáveis se constroem com confiança, escuta e limites que façam sentido para ambos.
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Oii, eu sou autista, e faz uns dias que tava conhecendo uma garota no insta, a gente foi conversando
Oii, eu sou autista, e faz uns dias que tava conhecendo uma garota no insta, a gente foi conversando sobre alguns assuntos, mas eu não vi muita química na nossa conversa, e então decidi remover ela do insta, mas depois disso, eu não lembro o nome dela e nem o nick da rede social, mas depois disso eu senti uma culpa enorme, e eu to paranoico achando que ela pode ter morrido ou que só pelo fato de remover alguém de uma rede social a pessoa pode falecer e tals, são coisas da minha cabeça, mas eu acabo acreditando nas mentiras que meu cérebro produz, como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você fez algo simples: percebeu que a conversa não estava fluindo e decidiu remover a pessoa, o que é absolutamente legítimo. Mas a culpa que veio depois e os pensamentos de que algo grave possa ter acontecido mostram que há uma ansiedade maior aí, talvez relacionada à dificuldade de lidar com o imprevisível ou com rupturas, mesmo que pequenas.
É como se seu cérebro tentasse dar um peso muito maior ao que aconteceu, criando histórias difíceis de controlar. Isso não é culpa sua. Pessoas neurodivergentes, especialmente no espectro autista, podem ser mais sensíveis a esse tipo de desconforto, principalmente quando não há uma conclusão clara nas interações sociais.
Tentar acalmar esses pensamentos com lógica nem sempre resolve, porque o desconforto é emocional. Uma forma de lidar é reconhecer: "Eu tive um pensamento angustiante, mas isso não o torna verdade." Pensamentos não são fatos.
Se isso vem acontecendo com frequência ou causa sofrimento, vale conversar com um profissional. A psicoterapia pode ajudar a distinguir os pensamentos que surgem da ansiedade daqueles que realmente merecem atenção, além de oferecer ferramentas para lidar com esse tipo de angústia sem tanto desgaste.
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Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostav
Estou me sentindo culpada sobre um amigo meu ter fingido se declarar sobre um período que ele gostava de mim, foi bonito, no tempo não me causou nada, sempre achei mais bonito as declarações do meu namorado, mas agora fico lembrando dessa declaração dele, estou num período que meu namorado não se declara tanto assim (ja conversei com ele sobre).Me dói lembrar disso, eu ja o bloqueei pq até foto intima dele ele mandou, mas lembrar de tudo isso me deixa mal e infiel no relacionamento, mesmo não querendo essa pessoa, me ajudem, queria me sentir melhor. Eu amo muito meu namorado e ele é incrível, mas me sinto uma péssima namorada. Qual a melhor forma de lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo é natural, principalmente em momentos em que estamos mais sensíveis ou carentes em alguma área do relacionamento. O fato de uma lembrança ter voltado à tona não significa que você deseje aquela pessoa e muito menos que está sendo infiel. Na verdade, seu desconforto com isso mostra o quanto você valoriza seu namoro e quer agir de forma coerente com seus sentimentos.
Às vezes, lembranças ficam fixadas justamente porque estão ligadas a uma necessidade emocional que não está sendo completamente atendida no presente, como a falta de demonstrações de afeto que você mesma identificou. O seu incômodo pode estar mais relacionado à carência atual do que ao passado em si.
Bloquear essa pessoa foi um limite importante que você soube colocar. Agora, talvez o mais necessário seja olhar com mais compaixão para si mesma. Sentir-se culpada por algo que você não provocou, nem deseja repetir, só reforça uma rigidez interna que pode te machucar mais do que proteger. Fale sobre isso com alguém de confiança ou considere procurar apoio psicológico, se isso continuar te angustiando. Você não é uma péssima namorada, mas sim uma pessoa tentando lidar com emoções complexas com honestidade. E isso já é muito.
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Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?
Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
"Sim, é possível diminuir a ansiedade, mesmo nos casos em que ela é persistente como no transtorno de ansiedade generalizada. O tratamento costuma envolver psicoterapia, que ajuda a entender as origens e os gatilhos da ansiedade e, em alguns casos, também o acompanhamento psiquiátrico, que pode indicar medicação para ajudar na regulação dos sintomas.
Com o tempo, é possível reconhecer os padrões que alimentam o estado constante de preocupação e encontrar outras formas de lidar com os desafios do dia a dia. A melhora não acontece de forma imediata, mas é possível, sim, alcançar mais equilíbrio e bem-estar com o suporte adequado.
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Parece que eu tenho algo na minha mente que me impede de fazer qualquer coisa. Até coisas simples qu
Parece que eu tenho algo na minha mente que me impede de fazer qualquer coisa. Até coisas simples que não exigem muito esforço, e coisas que eu gostaria de fazer. Estou querendo fazer algo por 1 mês já, nem cheguei a começar ainda, mesmo tendo ideia de como fazer. Me deixa ansiosa demais. Sinto como se a minha mente estivesse me prendendo. Como posso lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não é falta de vontade ou desorganização. Há algo psíquico acontecendo que merece ser escutado com atenção. Quando até ações simples se tornam difíceis de iniciar, é sinal de que há um conflito interno atuando de forma silenciosa, muitas vezes sem que a pessoa compreenda exatamente do que se trata. Esse bloqueio pode estar ligado a exigências internas muito rígidas, medo do erro ou até uma tentativa inconsciente de se proteger de algo que parece ameaçador, ainda que sem forma definida.
A psicoterapia pode ajudar justamente a explorar esse lugar onde o pensamento se prende, onde o corpo paralisa, e onde a ansiedade cresce. Com tempo e cuidado, é possível compreender o que está por trás desse impedimento e encontrar maneiras mais possíveis de se movimentar na vida.
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Como a psicologia explica o fato de quase todo pai ficar bastante incomodado e triste ao saber que s
Como a psicologia explica o fato de quase todo pai ficar bastante incomodado e triste ao saber que sua filha tem vida sexual ativa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa reação de muitos pais pode ser compreendida por diferentes aspectos psicológicos e socioculturais. Do ponto de vista da psicologia, especialmente da psicanálise, o desconforto pode estar relacionado a processos inconscientes, como a dificuldade de lidar com o crescimento e a autonomia da filha, que deixa de ocupar o lugar simbólico de "criança" para se tornar um sujeito com desejos próprios.
Além disso, muitos pais projetam medos, fantasias e inseguranças sobre o que significa a sexualidade (especialmente a feminina) e sobre os riscos emocionais e físicos que eles associam a isso. Em algumas situações, essa tristeza ou incômodo pode estar também ligado à dificuldade de aceitar que a filha tem uma vida íntima separada da imagem que ele tem dela.
Do ponto de vista cultural, ainda há resquícios de um olhar moralista e controlador sobre a sexualidade feminina, o que pode intensificar esse desconforto. É importante que esses sentimentos sejam reconhecidos, mas também refletidos, para que não acabem gerando culpa ou afastamento na relação entre pais e filhas. Um caminho saudável é transformar esse incômodo em diálogo e escuta, respeitando os limites e a individualidade de quem está crescendo.
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O comportamento agressivo na infância pode indicar transtorno psiquiátrico ?
O comportamento agressivo na infância pode indicar transtorno psiquiátrico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O comportamento agressivo na infância nem sempre indica um transtorno psiquiátrico. Em muitos casos, pode ser uma forma de a criança expressar algo que ainda não consegue dizer com palavras, como frustrações, inseguranças, medos ou dificuldades emocionais que ainda não foram bem compreendidas por ela mesma.
A infância é um período de intenso desenvolvimento emocional, e comportamentos como birras, irritabilidade ou reações agressivas podem surgir diante de situações que a criança não sabe lidar. Porém, quando esses comportamentos são muito frequentes, intensos e começam a atrapalhar a convivência com outras pessoas (em casa, na escola ou em outros ambientes), é importante observar com mais atenção. Nem sempre se trata de um transtorno, mas pode ser um sinal de que algo está em desequilíbrio, seja na forma como a criança percebe o mundo ao seu redor, na forma como se relaciona com os adultos ou até em como ela está processando situações difíceis que viveu ou presenciou.
Um acompanhamento psicológico pode ajudar muito a entender o que está por trás desse comportamento, oferecendo um espaço seguro para a criança elaborar seus sentimentos e, ao mesmo tempo, orientar os responsáveis sobre como lidar com essas manifestações de forma mais acolhedora e eficaz.
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Ola tenho uma melhor amiga q éramos muito proximas mas eu guardava muitas coisas q eu pensava sobre
Ola tenho uma melhor amiga q éramos muito proximas mas eu guardava muitas coisas q eu pensava sobre ela certo dia eu fui na casa dos meus amigos (nós "somos" um quarteto eu ela e mais dois amigos) e eu comecei a desabafar falar tudo aquilo q eu guardava pra mim e descobri q eles pensavam a mesma coisa falei muito mal dela e dai como eu e eles ainda estudamos nós fomoks pra escola e com os dias ele percebeu q a gente (principalmente eu) estavamos diferentes com ela e ela pergunto e eu falei q nao q a gente nao estava diferente com ela dai HOJE tinha festa junina na escola e ra tbm o último dia de aula (férias de julho) e dai como ela é do grêmio estudantil (pra quem nao sabe oq é os alunos ajudam a escola) ela estava guardando umas caixas e eu e a minha outra amiga ( do quarteto ) estávamos indo pra casa pq a gente não era do grêmio e dai ela falou pra gente esperar ela dai contra vontade a gente esperou uns dez minutos e ela nao veio dai a minha amiga disse vamos ire eu falei sim estou me sentindo falsa por tudo isso me ajudem
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é algo delicado, mas também muito comum na adolescência: às vezes acumulamos mágoas ou incômodos com pessoas próximas e, ao invés de conversar diretamente, acabamos desabafando com outras pessoas, o que pode gerar culpa depois.
É importante entender que guardar sentimentos por muito tempo, sem elaborar ou conversar, tende a aumentar os conflitos internos. E quando esses sentimentos vêm à tona de forma impulsiva, podemos nos arrepender da maneira como lidamos com a situação.
Você não é falsa. O que você está sentindo agora (culpa, arrependimento, confusão) mostra que você tem empatia e que se importa com essa amizade. Talvez seja um bom momento para refletir com calma sobre o que realmente te incomodava, por que você não se sentiu à vontade para falar diretamente com ela, e o que gostaria de fazer daqui pra frente.
Se essa amizade ainda é importante pra você, uma conversa honesta (e cuidadosa) pode ajudar a reconstruir algo mais verdadeiro entre vocês. Às vezes, o crescimento nas relações vem justamente dos momentos difíceis, quando conseguimos encarar nossos erros com maturidade e nos responsabilizar pelo que sentimos e fazemos.
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Faz alguns meses que sinto que, em diversos ambientes que frequento, especialmente em projetos pesso
Faz alguns meses que sinto que, em diversos ambientes que frequento, especialmente em projetos pessoais e profissionais, a cultura e o acolhimento são muito ruins. Já precisei sair de dois lugares por conta disso e está me prejudicando bastante, já que tenho pouca experiência formal no ramo profissional. Não sei se isso está relacionado a algum traço da minha personalidade ou se são coincidências, mas essa situação tem afetado bastante meu bem-estar. Gostaria de entender o que pode estar acontecendo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode, sim, estar relacionado a um quadro depressivo ou a um sofrimento psíquico mais profundo. Mas é importante lembrar que nem sempre isso se deve apenas a algo interno da pessoa. Muitas vezes, o ambiente em que vivemos também contribui para que esses sentimentos se intensifiquem.
Relações desanimadoras, cobranças excessivas, falta de espaço para ser quem se é de forma autêntica, tudo isso pode gerar uma espécie de anestesia emocional. A pessoa vai se desligando aos poucos, tentando se proteger, mesmo sem perceber. E, com o tempo, esse distanciamento pode virar uma forma de estar no mundo: funcional, mas desconectada.
O afastamento das pessoas, o esforço para parecer bem, a dificuldade em sentir prazer ou envolvimento nas interações são sinais de que algo dentro ou ao redor de você não está bem e precisa ser acolhido com seriedade.
A psicoterapia pode ser uma aliada importante para te ajudar a diferenciar o que, de fato, vem de você, da sua história, dos seus afetos, das suas vivências e o que foi sendo absorvido do ambiente ao longo do tempo. Muitas vezes, carregamos pesos que não são exatamente nossos, mas que influenciam profundamente a forma como nos sentimos e nos relacionamos. Ao criar um espaço de escuta e reflexão, a psicoterapia permite que você vá compreendendo essas camadas, ganhando mais clareza sobre o que te adoece e, aos poucos, encontrando formas mais genuínas de estar consigo e com os outros.
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Minha filha de 8 anos está com pensamentos muito negativos, tudo que ela vê de ruim na tv, rua ou in
Minha filha de 8 anos está com pensamentos muito negativos, tudo que ela vê de ruim na tv, rua ou internet ela diz que pensa que é ela ou a maioria das vezes eu, ela já até chegou a dizer que queria que eu morresse igual a avó dela.
Após a partida da vó esses pensamentos vieram.
Todas as vezes que ela vê um personagem feio ou uma pessoa (diferente) ela diz que sou eu, sempre coloca desfeitos em mim.
Não sei mais como fazer, já conversei muito com ela mais não resolveu, sou uma mãe muito presente e cuidadosa.
Me ajudem por favor ando muito triste com toda essa situação .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que sua filha está expressando pode ser muito angustiante para você, e é compreensível que se sinta triste diante de falas tão difíceis. Mas é importante olhar para esses comportamentos não como uma rejeição a você, mas como uma tentativa, ainda imatura, de lidar com algo muito confuso e doloroso para ela: a perda da avó.
Crianças nessa idade nem sempre conseguem elaborar o luto ou as emoções intensas de forma clara. Às vezes, elas projetam esse sofrimento em quem está mais próximo, especialmente em figuras de vínculo forte, como a mãe. Isso não significa que ela queira te ferir. Ao contrário, pode ser justamente um sinal de que você é seu porto seguro, alguém com quem ela pode “descarregar” o que não entende ou não consegue simbolizar sozinha.
Esses pensamentos negativos, as associações com coisas feias ou assustadoras e até mesmo a fala sobre a morte, são formas de expressão simbólica de algo que ela ainda não consegue nomear ou entender emocionalmente. Por isso, apenas conversar nem sempre é suficiente: ela pode precisar de ajuda especializada para lidar com esse turbilhão interno.
Um acompanhamento psicológico infantil pode ser muito importante neste momento. Através do brincar e de recursos próprios da linguagem infantil, a psicoterapia ajuda a criança a expressar sua dor de forma mais saudável, compreendendo e ressignificando essas fantasias e sentimentos.
Buscar apoio nesse momento é um passo muito importante para cuidar não só da sua filha, mas também de você.
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Para um pré-adolescente de 13 anos ir ao psicólogo é obrigatório que um responsável o acompanhe?
Para um pré-adolescente de 13 anos ir ao psicólogo é obrigatório que um responsável o acompanhe?
Caso sim, tudo que é dito nas sessões fica entre paciente e psicólogo? Este profissional realmente não conta nada do que foi dito por exemplo a mãe do paciente?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para um pré-adolescente de 13 anos iniciar um acompanhamento psicológico é necessário o consentimento e a presença de um responsável legal no primeiro contato. Essa presença é importante para formalizar o início do processo e esclarecer o que é a psicoterapia, tanto para o adolescente quanto para os pais ou cuidadores.
A partir daí, as sessões individuais com o adolescente passam a respeitar o sigilo profissional, que é uma parte fundamental do vínculo terapêutico. Isso quer dizer que o psicólogo não deve contar aos pais tudo o que o jovem compartilha nas sessões. O sigilo serve justamente para garantir que o adolescente tenha um espaço seguro para falar, sem medo de ser exposto ou julgado.
No entanto, o psicólogo pode conversar com os responsáveis quando for necessário, especialmente se houver algo que envolva riscos à integridade física ou emocional do adolescente. Mesmo nesses casos, busca-se sempre incluir o jovem na conversa e trabalhar isso com sensibilidade e respeito.
Esse equilíbrio entre acolher o adolescente e manter um canal de diálogo com os pais é parte do trabalho do psicólogo, e cada situação é conduzida com ética e cuidado.
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Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec
Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir insegurança diante da proximidade do seu namorado com alguém do passado, é compreensível, principalmente quando há uma história sua que envolve algum tipo de ferida emocional anterior, como um trauma relacionado à confiança ou rejeição.
Mesmo que ele seja atencioso e faça muito por você, o incômodo que você sente não desaparece, e isso indica que não se trata apenas do comportamento dele, mas também de algo que te toca mais profundamente. Às vezes, o ciúme ou a insegurança não são apenas sobre o outro, mas sobre o quanto nos sentimos ameaçados, substituíveis ou com medo de reviver dores antigas.
O desafio aqui não está apenas em “confiar” ou “deixar pra lá”, mas em olhar com mais cuidado para o que essa situação ativa dentro de você. Que tipo de sentimento aparece? O que isso te lembra? Como esses traços de insegurança foram construídos na sua história?
A psicoterapia pode ser um caminho importante para que você não precise apenas se adaptar à situação, mas entenda de onde vem esse sofrimento, e possa fortalecer sua confiança sem precisar se anular ou ignorar o que sente. Porque quando a insegurança se torna um peso constante, ela acaba tirando espaço de experiências mais leves e verdadeiras dentro do relacionamento.
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Sinto que não consigo interagir de forma natural com ninguém, ao ver as pessoas num grupo sorrindo n
Sinto que não consigo interagir de forma natural com ninguém, ao ver as pessoas num grupo sorrindo não consigo retribuir, quando faço não sinto que é natural, sinto que forço pelas expressões do meu rosto, muitas vezes vivo num modo neutro, parecendo que estou de mal humor, isso afasta os outros que ao mesmo tempo sinto falta mas, não tenho energia ou interesse real em mantelos perto...
Isso tem me preocupado. Pode ser um sinal de depressão ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode apontar para um estado psíquico mais profundo, em que o contato com os próprios afetos fica embotado. A dificuldade em interagir, o estranhamento diante das próprias expressões e a sensação de estar funcionando no automático podem ser sinais de um sofrimento emocional que não encontra palavras, mas que se manifesta no corpo e nas relações.
Esse afastamento da vitalidade, essa sensação de não conseguir se envolver, mesmo desejando, muitas vezes está ligado a um modo de defesa diante de dores antigas, experiências que talvez não tenham sido elaboradas e que, agora, fazem com que a ligação com o outro pareça pesada, forçada ou mesmo vazia.
A psicoterapia pode oferecer um espaço de escuta para que isso ganhe sentido, ajudando você a recuperar, com o tempo, um modo mais genuíno e possível de estar no mundo.
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opa, seguinte , eu ultimamente estou tendo muitos pensamentos ruins em relação homossexualidade e eu
opa, seguinte , eu ultimamente estou tendo muitos pensamentos ruins em relação homossexualidade e eu sou heterossexual e isso atrapalha meu dia por completo . é como se eu tivesse umaa IA na minha cabeça e ficar criando esses pensamentos ruins e criando essas ideias homossexuais que completamente contra a minha vontade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo pode estar relacionado a pensamentos obsessivos , ou seja, deias que surgem de forma repetitiva, indesejada e que causam bastante desconforto. Esses pensamentos nem sempre refletem o que a pessoa realmente deseja ou acredita, mas acabam ganhando força justamente por gerarem angústia e por parecerem “fora do controle”.
Isso não é incomum e que pode acontecer em diferentes áreas da vida, inclusive em relação à sexualidade. Muitas pessoas vivem esse tipo de conflito interno, sentindo-se invadidas por ideias que não fazem sentido para elas, mas que insistem em aparecer, gerando medo, culpa ou confusão.
Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender melhor de onde vêm esses pensamentos, o que eles representam na sua história e por que surgem com tanta intensidade agora. O objetivo é te ajudar a lidar com o que te causa sofrimento, separando o que faz parte da sua verdade daquilo que aparece como ruído, medo ou tensão psíquica.
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Olá eu passo muito tempo dentro de casa,eu saio pouco, porque eu me sinto nervosa e deslocada quando
Olá eu passo muito tempo dentro de casa,eu saio pouco, porque eu me sinto nervosa e deslocada quando as pessoas olham pra mim,eu me sinto issegura ao sair de casa mas não é medo de que alguma coisa me aconteça,e medo dos olhares das pessoas,eu me acho muito tímida ,mas e uma vergonha tão grande,o que fazer para lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir-se nervosa, deslocada e com vergonha intensa ao ser observada pode estar ligado a uma insegurança mais profunda sobre como você se percebe e acredita que os outros te enxergam. Muitas vezes, esse tipo de vergonha está enraizado em experiências antigas de julgamento, rejeição ou sensação de não pertencer.
Esses sentimentos costumam levar a um isolamento que, com o tempo, alimenta ainda mais a insegurança. Quanto menos você se expõe, maior pode parecer o desafio de lidar com os olhares ou com o convívio social. E, aos poucos, o mundo vai ficando mais estreito, limitado por esse desconforto constante.
Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a entender o que está por trás dessa vergonha tão intensa e, aos poucos, fortalecer sua autoconfiança e sua relação com o mundo. Não se trata de “forçar” você a ser diferente, mas de criar um espaço onde seja possível descobrir outras formas de estar consigo e com os outros, com menos medo e mais liberdade.
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Estou em uma relação com uma mulher casada, porém segundo ela, já não existe mais desejo entre ambos
Estou em uma relação com uma mulher casada, porém segundo ela, já não existe mais desejo entre ambos
Atualmente depois de manter um relacionamento secreto por um ano, ela pediu para que a gente se afastasse, pois precisa lidar com o sentimento de culpa e remorso após o acontecimento. Disse gostar de mim, mas prefere o rompimento, afirmando a mim que vai romper o matrimônio mas não pode me dar esperanças de reatar esse romance. Estou muito confuso, me sentindo usado e triste. Como devo proceder?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação parece estar gerando bastante sofrimento. Você investiu tempo, afeto e envolvimento emocional em uma relação que, desde o início, se desenvolveu em condições delicadas, marcada pelo segredo, pelo limite e agora pelo afastamento. É natural que, diante disso, surjam sentimentos como confusão, tristeza, frustração e até a sensação de ter sido usado.
É importante reconhecer que, embora ela tenha dito gostar de você, a forma como essa relação foi conduzida envolveu escolhas que te deixaram à margem. O fato de ela afirmar que pretende se separar, mas sem garantir uma continuidade entre vocês, pode indicar que há conflitos internos com os quais ela ainda não consegue lidar e, nesse processo, você acaba ficando num lugar de espera que também fere.
Perguntar “como devo proceder?” já aponta para o início de um movimento de cuidado consigo mesmo. O ideal, nesse momento, é olhar para o que essa relação representou emocionalmente para você. O que te atraiu nessa dinâmica? O que te prende a alguém que não consegue estar plenamente disponível? Essas perguntas não têm respostas simples, mas merecem ser exploradas com profundidade.
A psicoterapia pode ser um espaço importante para isso. Para que você consiga compreender seus sentimentos com mais clareza, elaborar esse rompimento e, principalmente, recuperar seu lugar, não mais à espera de alguém, mas podendo se reconectar com seus próprios desejos e limites.
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Oii, tenho 19 anos, ainda não estudo nem trabalho e recentemente eu desenvolvi um medo de ficar velh
Oii, tenho 19 anos, ainda não estudo nem trabalho e recentemente eu desenvolvi um medo de ficar velho e morrer, eu tenho medo de chegar aos 100 anos de idade, ficar velho e tals, e queria saber como lidar com isso, pois noto que vem me deixando triste, não sei se estou com depressao, pois minha vitamina d é muito baixa,
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo da velhice e da morte pode surgir em jovens, especialmente em momentos em que a vida parece sem direção, como quando não se está estudando, trabalhando ou se sentindo produtivo. Nessas situações, o pensamento sobre o tempo e o futuro ganha um peso maior, e a sensação de estar “parado” pode dar espaço para angústias existenciais, como essa que você está vivendo.
Esse medo também pode estar ligado a outras questões emocionais mais profundas, como a sensação de vazio, insegurança sobre o futuro ou até um sentimento de não pertencimento. Quando essas emoções não são acolhidas ou compreendidas, elas podem se transformar em sintomas como tristeza, apatia, ou mesmo preocupações exageradas com o envelhecimento ou a morte.
A vitamina D muito baixa pode, sim, intensificar sintomas de desânimo ou até se somar a um quadro depressivo, mas não explica tudo sozinha. O mais importante é que você não precisa enfrentar tudo isso sem ajuda.
A psicoterapia pode ser um espaço para falar sobre o que você está sentindo, organizar internamente essas angústias e encontrar novos sentidos para a vida, que não estejam pautados apenas no medo do que virá, mas no que é possível construir no presente.
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É normal ter pensamentos fixos em várias coisas, pessoas ou objetos, querendo que tenha um significa
É normal ter pensamentos fixos em várias coisas, pessoas ou objetos, querendo que tenha um significado especial e ser meio compulsivo nisto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É mais comum do que parece ter pensamentos fixos que insistem em atribuir significados especiais a pessoas, objetos ou situações. Quando isso se torna repetitivo, difícil de controlar e vem acompanhado de angústia, pode estar relacionado a um funcionamento mental mais obsessivo ou compulsivo.
Nem sempre isso indica um transtorno, mas quando os pensamentos passam a tomar muito espaço na vida, dificultando decisões, relações ou o bem-estar, é importante buscar ajuda.
A psicoterapia pode ajudar a compreender por que a mente se prende a certos conteúdos e o que pode estar por trás desse padrão, muitas vezes relacionado à tentativa de controlar inseguranças ou dar sentido a sentimentos difíceis.
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Perguntas frequentes
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Pq dizem que o Ansitec é fraco e não funciona? Já ouvi vários relatos dizendo essas coisas.. Ele rea
Boa tarde, sim é um ansiolítico leve, costuma ser mais fraco que os famosos…