Perguntas do paciente (215)

  • Boa noite.. Perdi meu marido ha 1 mes,ainda me sinto vazia,uma solidão muito grande,tristeza grande

    Boa noite..
    Perdi meu marido ha 1 mes,ainda me sinto vazia,uma solidão muito grande,tristeza grande..
    Gostaria de saber se isso é normal,essa tristeza enorme,desanimo total,mesmo ja fazendo um mes :(

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sinto muito pela sua perda. O que você está sentindo é compreensível. O luto não segue um prazo fixo; é um processo profundo, que envolve muitas camadas de dor, confusão, vazio e saudade. Um mês é muito pouco tempo diante de uma perda tão significativa como a de um companheiro de vida. Essa tristeza intensa, o desânimo e a sensação de solidão fazem parte da experiência de quem está enfrentando esse tipo de perda.
    Na psicanálise, entendemos que o luto é um trabalho psíquico: a mente precisa tempo para elaborar o que aconteceu, para reconhecer a ausência, ressignificar os laços e seguir vivendo, sem negar a dor. Não é algo que se resolve com força de vontade ou distrações.
    Se sentir que está muito pesada essa dor, buscar um espaço de escuta como a psicoterapia pode ajudar a atravessar esse momento com um pouco mais de apoio e compreensão.


  • Olá.. tenho ansiedade.. não consigo parar de pensar em um tema específico.. medo de acontecer algo c

    Olá.. tenho ansiedade.. não consigo parar de pensar em um tema específico.. medo de acontecer algo comigo medo de morrer ..
    e relaciono esse pensamento a tudo
    Não estou conseguindo levar a vida leve e agradável ..quero voltar a viver sem medo e feliz... Oque devo fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Viver com a mente ocupada por medos constantes pode ser realmente esgotante. Quando a ansiedade se fixa em um tema específico e passa a interferir na rotina, nos pensamentos e nas emoções, é sinal de que algo dentro de você precisa de espaço para ser olhado com mais cuidado.
    Esses pensamentos que insistem em voltar costumam estar ligados a algo mais profundo, que talvez ainda não tenha sido elaborado. A mente tenta encontrar explicações ou "motivos", mas muitas vezes o que está por trás é um estado interno de angústia, insegurança ou dor emocional que não foi nomeada.
    A psicoterapia psicanalítica pode ajudar justamente nesse processo de compreender o que está por trás dessa ansiedade e permitir que você vá se libertando aos poucos desses ciclos repetitivos. Não se trata de "parar de pensar" de uma hora pra outra, mas de entender por que esse pensamento ocupa tanto espaço. E com isso, abrir caminho para que você possa se sentir mais leve e viva novamente.


  • A pessoa ter muitos amigos que são lgbts significa que ela também seja??

    A pessoa ter muitos amigos que são lgbts significa que ela também seja??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Ter muitos amigos que fazem parte da comunidade LGBT não significa, por si só, que alguém também seja. Isso apenas mostra que essa pessoa convive bem com a diversidade, tem laços afetivos com pessoas de diferentes orientações sexuais ou identidades de gênero, e provavelmente se sente confortável nesse meio.
    Na psicanálise, mais do que tentar encaixar alguém em um rótulo, o que importa é compreender a singularidade de cada sujeito: suas escolhas, seus afetos, seus vínculos e o modo como se posiciona diante da vida. Às vezes, o simples fato dessa pergunta surgir pode indicar alguma curiosidade, dúvida ou até um certo desconforto interno que merece ser escutado com atenção, não no sentido de rotular, mas de compreender o que está sendo movimentado por dentro.
    Se essa dúvida for sobre você, talvez valha a pena pensar: o que exatamente me mobiliza nesse questionamento? Isso pode abrir uma boa conversa em terapia. Deseja ajuda para refletir mais sobre isso?


  • Me sinto desconfortável e incomodada quando minha família e alguns amigos demonstram afeto por mim,

    Me sinto desconfortável e incomodada quando minha família e alguns amigos demonstram afeto por mim, Quando falam "te amo" ou demostram qualquer tipo de afeto eu me sinto desconfortável como se tivesse um peso nas minhas costas então me afasto. Porém não quero ser assim, e quero entender pq sou assim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Esse desconforto diante de demonstrações de afeto pode ter raízes profundas, muitas vezes ligadas à forma como esse afeto foi vivido (ou não vivido) ao longo da vida. Na psicanálise, entendemos que a maneira como recebemos e damos afeto na vida adulta está intimamente relacionada às nossas experiências primárias, especialmente com as figuras mais próximas na infância.
    Às vezes, o afeto recebido pode ter vindo acompanhado de exigências, cobranças ou até mesmo rejeição. Em outras situações, pode ter sido algo escasso, frio ou imprevisível. Quando isso acontece, é comum que o afeto, mesmo quando sincero, provoque desconforto ou pareça algo “estranho”. O corpo sente como se estivesse em alerta, mesmo que a razão saiba que não há perigo.
    Em um processo terapêutico é possível colocar em palavras esse incômodo. Com tempo e cuidado, é possível compreender sua origem e, aos poucos, construir um novo modo de se relacionar com o afeto, sem medo e sem culpa.


  • vi em um podcast um psicólogo falando sobre depressão e bipolaridade, acontece que eu me identifique

    vi em um podcast um psicólogo falando sobre depressão e bipolaridade, acontece que eu me identifiquei bastante com os sintomas de bipolaridade... qual seria a diferença entre esses?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É comum que as pessoas se identifiquem com sintomas ao ouvir explicações sobre transtornos psicológicos, inclusive quando se fala de algo tão complexo como a bipolaridade, que pode se confundir com outras condições, como a depressão.
    A principal diferença está no padrão de funcionamento ao longo do tempo: no transtorno bipolar, há episódios bem marcados de oscilações intensas de humor, com fases de depressão (desânimo profundo, apatia, tristeza) e fases chamadas de mania ou hipomania (que podem envolver euforia, agitação, aumento de energia, pouca necessidade de sono, impulsividade, entre outros).
    Já na depressão, esse polo de agitação e energia elevada não costuma aparecer. A pessoa pode até ter dias um pouco melhores, mas não há essa mudança intensa e característica do transtorno bipolar.
    Ainda assim, só um acompanhamento clínico, com escuta cuidadosa e avaliação do histórico, pode ajudar a compreender o que está de fato acontecendo. Um diagnóstico precipitado pode mais atrapalhar do que ajudar. Por isso é importante buscar ajuda especializada, de preferência com um profissional que possa oferecer um espaço de escuta contínua e aprofundada, como na psicoterapia de base psicanalítica. Você já pensou em buscar esse tipo de acompanhamento?


  • Qual é a melhor forma de lidar com a procrastinação? Eu já tomo remédio para tratar a depressão e an

    Qual é a melhor forma de lidar com a procrastinação? Eu já tomo remédio para tratar a depressão e ansiedade, mas mesmo assim não consigo sair do lugar e isso me causa muito sofrimento todos os dias.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A procrastinação, especialmente quando acompanhada por depressão e ansiedade, raramente é apenas “preguiça” ou “falta de vontade”. Ela costuma estar ligada a conflitos emocionais mais profundos, muitas vezes inconscientes. Mesmo com o uso de medicação, que pode ajudar a regular os sintomas, certas travas internas continuam atuando de forma silenciosa, dificultando ações simples do dia a dia.
    Na psicanálise, olhamos para o que está por trás desse adiamento constante: medo do fracasso, autocrítica excessiva, sensação de inadequação, expectativas irreais, ou até a repetição de algo que foi aprendido em momentos marcantes da vida. É como se, sem perceber, a pessoa se colocasse em uma posição de bloqueio como forma de se proteger de algo que ainda não foi simbolizado.
    Por isso, além do acompanhamento psiquiátrico, o espaço da psicoterapia psicanalítica pode ser fundamental para entender essas camadas mais profundas. Quando você começa a nomear o que sente, a se escutar com mais cuidado, os movimentos internos que pareciam paralisados podem, aos poucos, ganhar fluidez.


  • Meu irmão foi diagnosticado com distimia a um tempo, desde então a 2 semanas pra ca ele me disse que

    Meu irmão foi diagnosticado com distimia a um tempo, desde então a 2 semanas pra ca ele me disse que o pessimismo e a desesperança sumiram do nada, ele está menos triste mas ele ainda vai iniciar o tratamento, sem motivo algum, pode ser oscilação de humor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É possível que essas mudanças estejam relacionadas a oscilações naturais do humor, o que não significa que o sofrimento tenha desaparecido por completo. A distimia, também chamada de transtorno depressivo persistente, costuma ter um curso mais crônico e sutil, com sintomas como tristeza constante, cansaço, baixa autoestima e pessimismo, que podem durar anos.

    Mesmo que ele tenha apresentado uma melhora repentina, é importante observar se esse alívio se mantém com o tempo ou se é algo passageiro. Em alguns casos, a pessoa pode ter períodos de melhora aparente, mas sem uma base sólida de sustentação emocional, o que pode levá-la a voltar a se sentir mal depois.
    A melhora espontânea pode acontecer, mas quando há um diagnóstico como a distimia, iniciar o acompanhamento psicológico (e psiquiátrico, se necessário) continua sendo essencial. O tratamento ajuda a compreender o que está por trás desses sentimentos e a construir uma estabilidade emocional mais duradoura e não apenas depender de oscilações.
    É ótimo que ele esteja se sentindo melhor, mas o cuidado terapêutico pode fazer com que essa melhora seja mais profunda e sustentada ao longo do tempo.









  • Criar cenas na cabeça com coisas que provavelmente não acontecerão nunca. Medo constante de conversa

    Criar cenas na cabeça com coisas que provavelmente não acontecerão nunca. Medo constante de conversar com pessoas, viver pensando que sou julgada diariamente pelo jeito de me vestir, andar, conversar... Tenho medo de sair de casa pq todas pessoas que me olham eu simplesmente penso que estão me julgando. Pensamentos suicidas do nd, achar que todo mundo me odeia. Mesmo sabendo vou perguntar. Agora me digam isso é normal ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Sentir-se constantemente julgada, evitar interações por medo da avaliação dos outros e ter pensamentos que te fazem sofrer pode indicar um sofrimento psíquico que merece atenção.
    A mente pode criar cenários que parecem reais, mas que, na verdade, falam muito mais sobre suas angústias do que sobre o que realmente está acontecendo ao seu redor. O medo intenso do julgamento pode estar ligado a experiências passadas ou a como você aprendeu a se perceber em relação ao outro.
    A terapia pode te ajudar a compreender melhor o que está por trás desses sentimentos e aliviar esse peso. A terapia psicanalítica, por exemplo, pode te ajudar a olhar para essas questões com mais profundidade, dando espaço para elaborar seus medos e encontrar outras formas de se relacionar consigo mesma e com o mundo.


  • Olá! Sofro de ansiedade há 2 anos e agora que comecei a tratar com escitalopram e as sessões de psi

    Olá!
    Sofro de ansiedade há 2 anos e agora que comecei a tratar com escitalopram e as sessões de psicologia.
    Tudo começou aos meus 16 anos(hoje tenho 19 anos) com pensamentos persistentes que me tiravam a paz.
    Nunca tive problema com ansiedade e só sou um pouco nervoso e sempre me achei "bem" em lidar com problemas.
    No entanto, nesses últimos dois anos piorei bastante, principalmente quando eu externei esse problema.
    Eu me sinto cheio de incertezas isso tem prejudicado minha crenças e me acho fraco pra lidar com isso e quando tento imaginar um futuro melhor, não consigo.
    Queria saber se isso é normal e ainda mais, se isso tem alguma coisa a ver com minha idade.
    Obrigado desde já!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    O que você está vivendo faz muito sentido e, embora seja doloroso, não é incomum. A ansiedade que se intensifica na adolescência e início da vida adulta pode estar relacionada a um momento muito particular do desenvolvimento psíquico: uma fase em que começamos a nos perguntar seriamente quem somos, o que queremos, e qual é o nosso lugar no mundo.
    É também uma fase em que antigas formas de lidar com os sentimentos podem já não dar mais conta, e isso pode gerar uma sensação de desorganização interna, dúvidas existenciais e até um sentimento de fracasso, mesmo que não tenha ocorrido nada objetivo. O fato de você ter começado a tratar, tanto com acompanhamento psicológico quanto medicamentoso, já é um passo muito importante e significa que você está buscando compreender o que acontece com você, e isso é fundamental.
    Você menciona algo muito importante: a dificuldade em imaginar um futuro melhor. Isso muitas vezes aparece quando a pessoa está emocionalmente sobrecarregada ou sem recursos psíquicos suficientes para simbolizar e elaborar o que sente. O tratamento psicológico pode justamente te ajudar a entender melhor de onde vêm essas incertezas, o que elas tocam na sua história, e como construir novas formas de lidar com a angústia.
    Essa sensação de "estar fraco" também merece atenção. Nem sempre conseguimos sustentar uma imagem de força quando estamos atravessando períodos de dor. E tudo bem. Ser forte também é conseguir pedir ajuda e se permitir cuidar do que está ferido.
    Com o tempo, o processo terapêutico pode te ajudar a fazer sentido do que hoje parece apenas confuso ou sem saída. A sua idade não é a causa da ansiedade, mas pode ser um dos fatores que atravessam essa fase tão sensível da vida. E é possível, sim, encontrar novos caminhos a partir daí. Você está começando um processo, e isso já diz muito sobre sua coragem e seu desejo de transformação.









  • É possível eu ter parado de sentir atração pelo sexo masculino? Olá eu me chamo Igor, tenho 19 anos

    É possível eu ter parado de sentir atração pelo sexo masculino? Olá eu me chamo Igor, tenho 19 anos e aos 13 anos eu me identificava como um garoto gay, acreditava que sentia apenas atração pelo sexo masculino. Aos 15 para 17 aconteceu algo um pouco bizarro, eu comecei a olhar as garotas de uma forma diferente, sexualizando tais parte do corpo feminino e comecei e me sentir tímido e com vergonha em chegar em garotas, oque raramente acontecia antes. Nesse mesmo tempo eu também sentia o mesmo por garotos mas aos 19 anos que tenho hoje tudo mudou. Eu não vejo mais os homens como algo sexualmente atrativo, eu vejo apenas como uma possibilidade de ter amizade com os mesmos. Eu não me entendo mais sexualmente, homens não parecem mais atrativos, apenas engraçados e amigáveis diferente das mulheres que me deixam tímido e envergonhado. Afinal, oque está acontecendo comigo? Eu passei de um garoto que tinha sentimentos homo-afetivos para um cara que só consegue sentir sentimentos hetero-afetivos. Isso é possível ou eu estou quebrado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Você não está “quebrado”. A sexualidade é algo dinâmico e pode se transformar ao longo da vida. O desejo e a atração não são rígidos, mas influenciados por experiências, relações e até por processos internos inconscientes.
    Pode ser que, ao longo dos anos, você tenha se deparado com novas vivências que despertaram sentimentos diferentes, ou que algo em sua relação consigo mesmo e com os outros tenha mudado a forma como você percebe seu desejo. Talvez exista algo nessa mudança que te angustia, como se precisasse se encaixar em uma definição fixa. Mas por que essa necessidade de nomear ou definir tão claramente sua orientação? O que te faz sentir que há algo errado?
    A psicanálise entende a sexualidade como algo mais complexo do que apenas uma identidade fixa. Se isso tem te causado sofrimento ou confusão, explorar essas questões em terapia pode te ajudar a compreender melhor o que está acontecendo, sem a pressa de precisar se encaixar em um rótulo.


  • Tenho o costume de ficar andando enquanto penso, é quase incontrolável e nem me dou conta. Isso vem

    Tenho o costume de ficar andando enquanto penso, é quase incontrolável e nem me dou conta. Isso vem incomodando as pessoas do meu cotidiano. Certa vez estava andando na rua e entrei em um devaneio profundo. Estava tão concentrada que quando me dei conta estava no meio da rua, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Andar de um lado para o outro pode significar uma forma de pensar, organizar ideias ou aliviar a tensão interna. Para algumas pessoas, esse hábito funciona quase como um ritual inconsciente que ajuda a processar emoções ou pensamentos mais intensos.
    Mas quando esse comportamento começa a interferir no cotidiano, causar incômodos ou colocar sua segurança em risco, como aconteceu ao atravessar a rua sem percebe, é importante olhar com mais cuidado para isso.
    Pode estar relacionado à ansiedade, a um estado mental mais dissociativo ou até a uma forma do corpo expressar algo que ainda não encontrou palavras. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender melhor o que está por trás desse hábito e encontrar formas mais seguras e tranquilas de lidar com o que está acontecendo internamente.


  • O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ans

    O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ansiedade? Ir tb no psicologo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Em primeiro lugar, é importante que o acompanhamento com o psiquiatra seja mantido. Às vezes, é necessário ajustar doses, trocar medicações ou até rever o diagnóstico, já que quadros de ansiedade e depressão podem ter formas diferentes de apresentação.
    A psicoterapia não é apenas um complemento, é uma parte fundamental do tratamento.
    A depressão e a ansiedade não se reduzem apenas a um desequilíbrio químico. Elas também dizem respeito à forma como a pessoa vive suas experiências, aos conflitos internos, às perdas, às relações e ao modo como tudo isso foi sendo elaborado ao longo da vida.
    Quando o sofrimento não encontra palavras ou sentido, ele pode se manifestar como angústia intensa, desânimo ou sensação de vazio. Nesse contexto, apenas a medicação não é suficiente, porque ela atua sobre os sintomas, mas não sobre o que os sustenta.
    O trabalho terapêutico oferece um espaço para que essas experiências possam ser compreendidas e elaboradas. Ao longo do processo, muitas pessoas conseguem construir outras formas de lidar com o sofrimento, o que potencializa os efeitos do tratamento médico.
    Procurar um psicólogo é primordial quando os medicamentos não têm sido suficientes.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    A dificuldade em se comunicar com mulheres pode ter diferentes sentidos e não está necessariamente ligada à orientação sexual. Em muitos casos, envolve insegurança, medo de rejeição, vergonha ou receio de não corresponder às expectativas.
    É importante compreender o que acontece internamente nessas situações: o que você imagina que o outro pensa de você, quais sentimentos aparecem (ansiedade, tensão, bloqueio) e como você se percebe nesses encontros.
    Na abordagem psicanalítica, por exemplo, esse tipo de dificuldade é entendido dentro da história emocional de cada pessoa: experiências anteriores, formas de se relacionar, imagem de si e do outro. Muitas vezes, essas dificuldades não surgem apenas em um contexto específico, mas fazem parte de um modo mais amplo de se colocar nas relações.
    Ao longo do processo, é possível construir mais segurança, compreender esses bloqueios e desenvolver uma forma mais espontânea e menos sofrida de se relacionar.


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    Se o seu interesse for compreender de forma mais profunda a timidez e a insegurança, a psicoterapia de orientação psicanalítica é o caminho indicado.
    Na psicanálise, esses aspectos não são vistos apenas como traços a serem eliminados, mas como formas de expressão de algo da história emocional da pessoa. A timidez e a insegurança, muitas vezes, estão ligadas a experiências precoces de exposição, críticas, expectativas excessivas ou dificuldades na construção da própria imagem diante do outro.
    Em vez de focar apenas em “como deixar de ser tímido”, o trabalho busca compreender em que momentos isso aparece, diante de quem, com quais sentimentos associados — como medo de julgamento, vergonha, sensação de inadequação ou receio de não ser aceito.
    Ao longo do processo terapêutico, esses padrões podem ser reconhecidos, pensados e gradualmente transformados. Isso permite que a pessoa desenvolva uma forma mais segura e menos sofrida de se posicionar, sem precisar forçar mudanças artificiais ou se adaptar a modelos externos.
    A escolha do profissional continua sendo fundamental. É importante que você se sinta escutado e compreendido, pois é nesse espaço de confiança que o trabalho clínico realmente acontece.


  • Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marília Braga

    É possível melhorar muito da depressão e viver com mais equilíbrio e qualidade de vida, mesmo com o transtorno bipolar. Com o tratamento certo e um pouco de paciência, você pode alcançar estabilidade emocional e redescobrir a alegria de viver.
    O caminho começa com o acompanhamento de um psiquiatra, que ajustará os medicamentos para estabilizar seu humor, e com a psicoterapia, que vai te ajudar a entender melhor suas emoções e a superar as dificuldades. Pequenos passos no dia a dia, como cuidar do sono, da alimentação e encontrar algo que te traga prazer, também fazem uma grande diferença.
    Cada passo que você dá em direção ao tratamento é um ato de coragem e amor por você mesmo. É possível viver bem, construir uma rotina mais leve e encontrar felicidade, mesmo convivendo com o transtorno bipolar.


Perguntas frequentes

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