Perguntas do paciente (355)

  • É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes

    É possível desenvolver transtorno de estresse pós-traumático em decorrência de bullying e ambientes inóspitos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Sob uma perspectiva psicanalítica, experiências repetidas de bullying e a vivência em ambientes hostis podem adquirir caráter traumático quando excedem a capacidade do sujeito de elaborar psiquicamente o sofrimento. Nesses casos, podem surgir manifestações semelhantes ao TEPT, como ansiedade intensa, hipervigilância, evitação e revivescências da experiência dolorosa.

    Mais do que o fato em si, importa a forma singular como cada pessoa vivencia e atribui significado ao que ocorreu. Por isso, uma escuta clínica cuidadosa é fundamental para compreender os efeitos subjetivos do trauma e orientar o tratamento.


  • Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O acompanhamento psicoterapêutico é fundamental para pacientes com transtorno de personalidade borderline porque oferece um espaço seguro para compreender e lidar com emoções intensas, impulsos e dificuldades nos relacionamentos interpessoais — aspectos centrais desse transtorno.

    A psicoterapia ajuda na construção de ferramentas para regulação emocional, reconhecimento de padrões de comportamento e fortalecimento da identidade pessoal. Ao longo do processo, o vínculo terapêutico também se torna um ponto de referência importante, promovendo confiança e favorecendo experiências reparadoras.


  • Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele

    Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
    Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
    As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Pela perspectiva psicanalítica, sua dificuldade em demonstrar sentimentos não significa necessariamente falta de amor, mas pode estar relacionada à sua história emocional e a experiências que tornaram a expressão dos afetos mais difícil. O sofrimento que você relata diante da possibilidade de perder seu marido indica que existe investimento afetivo nessa relação.

    Mais do que tentar mudar apenas pela força de vontade, seria importante compreender o que impede essa expressão emocional. Um processo terapêutico pode ajudá-la a elaborar essas questões e encontrar formas mais autênticas de demonstrar aquilo que sente.


  • Como identificar relacionamento abusivo ?

    Como identificar relacionamento abusivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Na visão psicanalítica, o relacionamento abusivo envolve uma dinâmica inconsciente de poder, em que um domina e o outro vai cedendo seu espaço psíquico para manter o vínculo.
    Surgem desqualificações, manipulações e culpabilizações que fragilizam a autoestima. Um sinal central é quando a pessoa deixa de sustentar seus desejos e limites, passando a existir em função do outro, muitas vezes por medo de abandono ou necessidade de reconhecimento.
    A escuta analítica ajuda a compreender essas repetições e possibilita relações menos marcadas pelo sofrimento.


  • Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fa

    Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Superar o término de uma relação é um processo subjetivo e nem sempre segue um prazo definido. Mesmo após um ano, pode haver aspectos emocionais, expectativas ou identificações ainda investidas nessa relação. Na psicanálise, buscamos compreender não apenas a perda do outro, mas também o que esse vínculo representava psiquicamente para você. Elaborar o luto amoroso, ressignificar a separação e fortalecer o investimento em si mesma são passos importantes para seguir adiante de forma mais consistente.


  • Como os psicólogos podem ajudar uma pessoa adulta a lidar com o ciúmes ?

    Como os psicólogos podem ajudar uma pessoa adulta a lidar com o ciúmes ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Os psicólogos podem ajudar uma pessoa adulta a lidar com o ciúmes de várias maneiras. Primeiro, eles oferecem um espaço seguro e acolhedor onde a pessoa pode explorar suas emoções sem julgamento. Isso é fundamental, pois o ciúmes pode ser uma emoção complexa e muitas vezes dolorosa.

    Os psicólogos ajudam a identificar as causas subjacentes do ciúmes, que podem incluir inseguranças pessoais, experiências passadas ou padrões de relacionamento. Eles também ajudam a pessoa a reestruturar pensamentos negativos e a desenvolver uma perspectiva mais saudável sobre relacionamentos.

    Além disso, os psicólogos podem ensinar habilidades de comunicação e estratégias de enfrentamento, permitindo que a pessoa expresse seus sentimentos de maneira construtiva e aprenda a confiar mais em si mesma e nos outros. O objetivo é promover um entendimento mais profundo de si mesmo e das dinâmicas de relacionamento, ajudando a pessoa a lidar com o ciúmes de forma mais saudável e equilibrada.

    Se você ou alguém que você conhece está lidando com ciúmes, buscar a ajuda de um profissional pode ser um passo muito positivo!


  • Qual é a origem do ciúme patológico de um paciente adulto ?

    Qual é a origem do ciúme patológico de um paciente adulto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O ciúme possessivo é um sentimento que costuma estar ligado a inseguranças profundas, medo de abandono, baixa autoestima ou experiências passadas de rejeição ou traição. Para um paciente adulto que deseja aprender a lidar melhor com isso, o primeiro passo é reconhecer que o ciúme está trazendo sofrimento e impactando negativamente os relacionamentos.

    A terapia é um espaço seguro para trabalhar essas questões com profundidade. Com o tempo, é possível desenvolver uma forma mais equilibrada de se relacionar, sem abrir mão do afeto, mas também sem abrir mão de si mesmo.


  • Como um paciente adulto pode controlar o ciúmes possessivo ?

    Como um paciente adulto pode controlar o ciúmes possessivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O ciúme possessivo é um sentimento que costuma estar ligado a inseguranças profundas, medo de abandono, baixa autoestima ou experiências passadas de rejeição ou traição. Para um paciente adulto que deseja aprender a lidar melhor com isso, o primeiro passo é reconhecer que o ciúme está trazendo sofrimento e impactando negativamente os relacionamentos.

    Alguns caminhos importantes nesse processo são:

    Autoconhecimento: Investigar, com ajuda da terapia, de onde vêm essas inseguranças. Muitas vezes, o ciúme possessivo está mais relacionado com a história emocional da pessoa do que com o comportamento real do parceiro.

    Trabalhar a autoestima: Desenvolver uma relação mais segura consigo mesmo reduz a necessidade de controle e comparação constante.

    Aprender a lidar com pensamentos disfuncionais: Pessoas com ciúmes possessivos tendem a imaginar cenários de traição ou abandono. Aprender a identificar e questionar esses pensamentos é essencial.

    Desenvolver a confiança no outro: Relacionamentos saudáveis se baseiam em confiança mútua. É importante aprender a construir essa base de forma consciente, sem exigir garantias irreais.

    Evitar comportamentos de controle: Verificar celular, redes sociais ou impor restrições ao outro apenas reforça a insegurança e prejudica a relação.

    A terapia é um espaço seguro para trabalhar essas questões com profundidade. Com o tempo, é possível desenvolver uma forma mais equilibrada de se relacionar, sem abrir mão do afeto, mas também sem abrir mão de si mesmo.


  • Num relacionamento conjugal, a opinião do outro é muito importante?

    Num relacionamento conjugal, a opinião do outro é muito importante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Em um relacionamento conjugal, a opinião do outro é realmente muito importante. Cada parceiro traz suas próprias experiências, valores e perspectivas, que podem enriquecer a relação. Quando ambos se sentem ouvidos e respeitados, isso fortalece a conexão emocional e a confiança mútua. É natural que, em algumas situações, as opiniões possam divergir, mas o diálogo aberto e a empatia são fundamentais para encontrar um equilíbrio. Lembre-se de que um relacionamento saudável é construído sobre a compreensão e o apoio mútuo.


  • Eu perdi total interesse no meu marido, de 2 anos pra cá principalmente, está mais insuportável, eu

    Eu perdi total interesse no meu marido, de 2 anos pra cá principalmente, está mais insuportável, eu nem consigo ter relações sexuais com ele, na verdade sinto que não quero nem me relacionar sexualmente com ninguém. Prefiro usar acessórios de sex shop para me satisfazer. Mantenho o casamento exclusivamente por causa dos meus filhos e são pequenos e ele é um excelente pai, mas tudo que ele faz pra mim só me desagrada, tem dia que sinto vontade de sumir, não suporte nem olhar na cara dele, mas aí lembro que meus filhos precisam dele. Uns anos atrás tentei separar dele mas ele entrou em depressão e até pensou em suicídio. Para aguentar essa vida frustrada eu foquei e voltar a estudar para concursos públicos, mas cada dia eu fico vendo ele se definhar tb, ele não se cuida, está ficando barrigudo, fica postergando uma cirurgia no joelho e com isso não faz atividade física, é um homem sem perspectiva de crescimento no trabalho não faz nada para melhorar, a nossa renda é insuficiente mas pra ele está bom. Estou num ponto que cansei de falar e conversar, é muito desgastante, eu aceitei que ele não vai mudar mas infelizmente não consigo ficar na inercia. Ele agora está ficando com problema de ejaculação precoce eu pedi pra ele transar com outras mulheres pq pra mim definitivamente não vale a pena meu esforço na cama só para ele se satisfazer - que use as próprias mãos para isso. Em fim, tantas questões, suporto sempre pensando nos meus filhos. Será que outros casais passam por isso e como eles conseguem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Relações passam por altos e baixos. Sugiro como primeiro passo a validação dos seus sentimentos, reconhecer a dor, frustração; identificar o que sente pode ajudar na elaboração do momento que está passando. Um segundo passo seria explorar/entender o que deu errado na relação. O que fez você se apaixonar por essa pessoa? É possível resgatar esse sentimento?Nesse momento é importante olhar pra si, resgatar a sua identidade e fortalecer a sua autoestima e o emocional. Uma acompanhamento terapêutico pode ajudar nesse processo.


  • Bom dia! Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a fa

    Bom dia!
    Gostaria de perguntar devido a uma questão da minha ansiedade, não consigo frequentar a faculdade me dá muita agonia, não converso e me sinto inferior, tenho medo de apresentações... Isso acontece somente na faculdade, eu trabalho fora e não sinto isso.Comecei a faculdade de psicologia e acho que não condiz mais com o que eu quero.
    Devo ir em um psicólogo ou psiquiatra ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    O ambiente da faculdade parece mobilizar questões emocionais específicas, ligadas à exposição, comparação e ao olhar do outro. Além disso, seu questionamento sobre o curso também merece atenção. Um processo psicoterapêutico pode ajudá-la a compreender melhor esse sofrimento.


  • Qual é o Impacto da crise existencial na vida diária de um paciente adulto ?

    Qual é o Impacto da crise existencial na vida diária de um paciente adulto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    A crise existencial pode impactar profundamente a vida diária de um paciente adulto. Ela costuma trazer questionamentos sobre o sentido da vida, propósito pessoal, identidade e escolhas feitas até então. Esses questionamentos, embora naturais em certos momentos da vida, podem gerar angústia, apatia, desânimo e até sintomas como ansiedade ou depressão quando se intensificam.

    No cotidiano, isso pode se manifestar em dificuldades de concentração, alterações no sono ou no apetite, perda de interesse por atividades antes prazerosas, conflitos nos relacionamentos e até um sentimento persistente de vazio. É como se tudo perdesse um pouco do brilho ou da direção.

    A escuta clínica, dentro de um espaço terapêutico seguro, ajuda o paciente a dar nome a esses sentimentos, compreender sua origem e, pouco a pouco, ressignificá-los. A crise, embora difícil, pode se tornar um ponto de virada importante no processo de autoconhecimento e construção de uma vida mais coerente com os próprios valores.


  • Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    Faz sentido procurar a ajuda de um profissional de saúde mental para lidar com um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Olá! O luto é uma experiência emocional profunda, que pode mobilizar sentimentos intensos e difíceis de organizar sozinho. A ajuda de um profissional de saúde mental oferece um espaço seguro para elaborar a perda, compreender o que ela desperta em você e atravessar esse processo de maneira menos solitária e mais cuidadosa. Cada pessoa vive o luto a seu tempo, e ter um lugar de escuta pode fazer muita diferença.


  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    A perda de um filho costuma mobilizar um luto de grande intensidade e singularidade, sem um tempo determinado para “superação”. Após anos, ainda sentir tristeza profunda ou chorar ao falar sobre essa ausência pode fazer parte da continuidade do vínculo afetivo e da dimensão psíquica dessa perda.

    Mais importante do que o tempo transcorrido é observar como esse sofrimento repercute em sua vida atual. Quando a dor permanece muito intensa ou difícil de simbolizar, um acompanhamento psicológico pode ajudar na elaboração do luto, oferecendo espaço para nomear e integrar essa experiência de forma menos solitária.


  • Como as redes sociais e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos podem afetar a saúde mental dos

    Como as redes sociais e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos podem afetar a saúde mental dos indivíduos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Diversos estudos têm demonstrado que a utilização excessivo de telas pode estar relacionado a prejuízos na saúde mental, especialmente em crianças, adolescentes e até adultos.
    Alguns dos impactos mais comuns estão o aumento de ansiedade e depressão, prejuízo no sono, déficits de atenção, redução nas interações sociais presenciais, aumento do sedentarismo.
    As redes sociais são projetadas para serem viciantes, por isso a tendência é passarmos cada vez mais tempo imersos em telas e ausentes das interações ao vivo. A tecnologia conecta, informa e inspira, mas precisa ser usada com moderação. É importante refletir: como está o meu uso? Está me fazendo bem? É fundamental encontrar um equilíbrio saudável no uso dessas tecnologias para proteger a saúde mental.


  • Como cuidar das crianças que se desenvolvem em tempos de grande relação entre redes sociais e saúde

    Como cuidar das crianças que se desenvolvem em tempos de grande relação entre redes sociais e saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Cuidar de crianças que se desenvolvem em tempos de redes sociais é um desafio novo e complexo e requer muito cuidado e atenção por parte dos cuidadores.

    Atualmente vemos muitos cuidadores que passam tempo excessivo nas redes sociais, o que pode gerar um prejuízo nas relações e vínculos com as crianças. Outro ponto é que as crianças tendem a seguir o exemplo dos pais, e se aprendem desde cedo que as redes sociais são mais interessantes que o mundo fora da tela, tendem a repetir esse padrão posteriormente.

    A idade mínima legal para uso das maiorias das plataformas de redes sociais é a partir de 13 anos, no entando, esse é apenas a idade mínima legal, com 13 anos as crianças ainda não possuem maturidade para lidar com questões como cyberbullying ou conteúdos inadequados, por exemplo. Por isso, quanto mais adiarmos o acesso as redes sociais, priorizando outras formas de sozialização melhor. O excesso de tela e perigos relacionados ao acesso precoce às redes sociais pode ser muito prejudicial para as crianças.

    Algumas dicas são fundamentais para a utilização das redes sociais por crianças:

    - Acesso às contas
    - Acompanhamento de perto do conteúdo exibido
    - Comunicação sobre perigos e uso saudável da internet
    - Conversas sobre o que acontece online
    - Estabelecimento de regras relacionadas a tempo de uso e acessos

    Vamos cuidar para que as crianças estejam protegidas e possam curtir a infância longe das redes sociais. Espero ter ajudado!


  • Um acontecimento traumático pode alterar o comportamento de alguém?

    Um acontecimento traumático pode alterar o comportamento de alguém?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Sim, um acontecimento traumático pode, de fato, alterar o comportamento de uma pessoa. Quando alguém passa por uma experiência traumática, isso pode impactar profundamente suas emoções, pensamentos e reações. É comum que a pessoa sinta uma variedade de emoções, como medo, tristeza ou raiva, e essas emoções podem se manifestar em mudanças no comportamento, como isolamento social, irritabilidade ou dificuldades de concentração.

    É importante lembrar que cada pessoa reage de maneira única ao trauma. Algumas podem se sentir motivadas a buscar ajuda e apoio, enquanto outras podem ter dificuldade em lidar com suas emoções. Se você ou alguém que você conhece está passando por isso, é fundamental buscar um espaço seguro para conversar sobre essas experiências e considerar a ajuda de um profissional, que pode oferecer suporte e estratégias para lidar com as mudanças que o trauma pode trazer. Você não está sozinho nessa jornada, e é totalmente válido buscar apoio.


  • Traumas de infância que afetam a vida adulta, como superá-los?

    Traumas de infância que afetam a vida adulta, como superá-los?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    É muito importante reconhecer que os traumas de infância podem ter um impacto significativo em nossa vida adulta. Superá-los é um processo que pode levar tempo, mas é totalmente possível.
    O primeiro passo é reconhecer que esses traumas existem e que eles influenciam suas emoções e comportamentos. Aceitar que você passou por experiências difíceis é fundamental para o processo de cura.
    Conversar com um psicólogo ou terapeuta pode ser extremamente benéfico. Eles podem oferecer um espaço seguro para você explorar suas experiências e sentimentos, além de fornecer ferramentas para lidar com eles.
    Seja gentil consigo mesmo. Entenda que é normal sentir dor e que você merece cuidar de si mesmo. Praticar a autocompaixão pode ajudar a suavizar a autocrítica que muitas vezes acompanha traumas.
    Conectar-se com amigos, familiares ou grupos de apoio pode proporcionar um senso de pertencimento e compreensão. Compartilhar suas experiências com pessoas que passaram por situações semelhantes pode ser muito reconfortante.
    Trabalhar em direção a pequenas metas pode ajudar a restaurar a sensação de controle e realização em sua vida. Celebre cada conquista, por menor que seja.
    Lembre-se de que a jornada de cura é única para cada pessoa. Seja paciente consigo mesmo e permita-se sentir e processar suas emoções. Você não está sozinho nessa, e buscar ajuda é um passo corajoso e importante.


  • Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me faz

    Estou casada a 34 anos, meu marido nunca me dava a devida atenção , não me valorizava, sempre me fazendo cobrança, me deixando fora dos seus programas, tudo isso me bloqueou, a gente brigou muito, só que ele não quer a separação, me sinto mal com tudo isso, ele quer ter relação sexual comigo, mas eu não consigo, não sei o que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    Após tantos anos de relação marcados por sentimentos de desvalorização, exclusão e cobranças, é compreensível que isso tenha impactado seu vínculo afetivo e sexual. A dificuldade em manter intimidade muitas vezes está relacionada a questões emocionais acumuladas ao longo do tempo, e não apenas ao desejo em si. Na psicanálise, buscamos compreender como essa dinâmica conjugal afetou você, seus sentimentos e limites, favorecendo maior clareza para reconhecer seus desejos e decidir, de forma mais consciente, o que faz sentido para sua vida e para essa relação.


  • Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conex

    Eu e minha esposa tivemos nosso filho há 10 meses, de uns 2 meses pra cá perdemos totalmente a conexão um com o outro. Conversas, olhares e outras coisas nem se fala.
    Somos dois estranhos morando na mesma casa, eu vivendo para o trabalho e ela para nosso filho.
    Já falamos algumas vezes sobre separação mas nunca conseguimos chegar a um senso comum.
    Não há mais demonstrações de carinho, afeto, atenção e gratidão entre nós.
    Pensar em separação se torna complexo pois temos um filho juntos. Em nossa relação estamos tristes como casal, eu realmente não estou feliz com essa situação e acredito que ela também não.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Michelle Novello

    A chegada de um filho provoca mudanças profundas na identidade e na dinâmica do casal. É comum que, nos primeiros meses, a relação conjugal fique em segundo plano enquanto ambos se reorganizam nas funções de pai e mãe. Esse movimento pode gerar afastamento emocional, sensação de solidão e perda de conexão.

    O que você descreve indica um momento de crise conjugal importante, que merece ser olhado com cuidado. Mais do que decidir rapidamente, é fundamental compreender o que aconteceu com o vínculo, quais sentimentos estão presentes e se ainda existe investimento emocional de ambas as partes.

    Um espaço terapêutico pode ajudar a elaborar esse momento, seja para reconstruir a relação ou para tomar decisões de forma mais consciente e responsável.


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Perguntas frequentes

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