Perguntas do paciente (151)

  • Olá boa noite! Descobri q o meu filho de 16 anos está fazendo uso da maconha. Tentei conversar com

    Olá boa noite! Descobri q o meu filho de 16 anos está fazendo uso da maconha.
    Tentei conversar com ele mas, o mesmo nega.
    Foi então q o
    levei a fazer um teste toxicológico, assim q soube p o q era foi embora, se recusando e é claro, confirmando por conta dessa reação.
    Estou muito decepcionada e n sei como ajuda lo , ja q o mesmo vive me dizendo p relaxar.
    A vontade q tenho é arrebentar a cara dele , pois a vida toda conversei com ele .
    É claro q é só vontade ....
    Quero ajudar meu filho.
    Por favor me orientem.
    Obs; Tbm marquei consulta no psicólogo q tbm recusou a ir .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Boa noite. Antes de tudo, é importante reconhecer a sua preocupação e o quanto você está tentando ajudar seu filho. Essa reação que você está tendo é compreensível, pois quando um pai ou uma mãe descobre algo assim, sentimentos como medo, frustração e decepção costumam aparecer.
    Na adolescência, é relativamente comum que alguns jovens tenham contato ou experimentem substâncias, muitas vezes por curiosidade, influência de amigos ou pela tentativa de lidar com emoções e conflitos internos. No entanto, isso não significa que a situação deve ser ignorada. Pelo contrário, é um momento importante para orientação, diálogo e acompanhamento.
    A reação de negar ou evitar conversar também é bastante frequente nessa idade. Muitos adolescentes se sentem invadidos, julgados ou pressionados, e acabam reagindo com resistência. Por isso, embora seja muito difícil, confrontos agressivos ou ameaças costumam afastá-los ainda mais do diálogo.
    O mais indicado é tentar abrir um espaço de conversa em um momento de calma, demonstrando preocupação genuína e não apenas cobrança. Em vez de focar somente na acusação ou no teste, tente entender o que está acontecendo na vida dele, como ele está se sentindo, quais são suas amizades e como tem sido sua rotina.
    O fato de ele ter recusado ir ao psicólogo também não significa que ele nunca aceitará ajuda. Às vezes, o adolescente precisa de tempo para elaborar a situação. Muitos jovens inicialmente resistem, mas com o tempo acabam aceitando acompanhamento quando percebem que não estão sendo forçados ou julgados.
    Outra orientação importante é manter limites claros dentro de casa, mas ao mesmo tempo preservar o vínculo afetivo. O adolescente precisa perceber que existe cuidado, orientação e presença dos pais, e não apenas punição.
    Se possível, também pode ser muito útil que você mesma busque orientação profissional para receber apoio sobre como conduzir essa situação. Muitas vezes, orientar os pais é o primeiro passo para conseguir ajudar o adolescente.
    O mais importante é não desistir do diálogo e do vínculo. A presença, a escuta e a orientação dos pais fazem uma grande diferença nesse momento da vida.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Como posso me acalmar durante uma situações em público? Quando vou ler algo, sinto falta de ar, uma

    Como posso me acalmar durante uma situaçao em público? Quando vou ler algo, sinto falta de ar, uma tremedeira e sensação de que o coração vai sair pela boca, há jeitos de se acalmar antes dessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Sentir ansiedade ao falar ou se expor em público é algo relativamente comum e pode provocar sintomas físicos como falta de ar, tremores e sensação de que o coração está acelerado. Esses sintomas fazem parte da resposta de ansiedade do organismo.
    Algumas estratégias podem ajudar a reduzir esses sintomas. Uma delas é a respiração consciente: inspirar lentamente pelo nariz, segurar por alguns segundos e expirar devagar pela boca. Esse processo ajuda a regular o sistema nervoso e diminuir a intensidade da ansiedade.
    Outra estratégia importante é a preparação prévia para a situação, ensaiando o que será lido ou apresentado. Também pode ajudar focar a atenção no conteúdo da mensagem, e não na avaliação das pessoas presentes. Quando esses sintomas são frequentes ou muito intensos, a psicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias para lidar melhor com a ansiedade social e fortalecer a segurança emocional.
    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e g

    Estou em um relacionamento há quase 2 anos, nos vemos todos os finais de semana. Sou muito feliz e grato pelo amor que recebo, mas vez ou outra dúvido da minha vontade de querer estar em um relacionamento. As vezes sinto saudades da vida de solteiro. Contudo esses pensamentos só ocorrem quando eu estou sozinho. Quando estou com ele, meu mundo é completamente diferente: como disse, me sinto a pessoa mais feliz e sortuda do mundo por ter do meu lado alguém como ele. Nada me incomoda no nosso relacionamento, mas tenho medo de que esses pensamentos e desejos irracionais possam acabar destruindo tudo o que construímos até aqui. Como evitá-los e assim preservar meu namoro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    É muito importante você perceber que esses pensamentos surgem apenas quando está sozinho. Isso já nos mostra que não se trata necessariamente de falta de amor, mas de momentos de reflexão, idealização ou até comparação com uma fase da vida que tinha outras características, como mais liberdade e menos responsabilidades emocionais.

    Sentir saudade da vida de solteiro não significa que você queira abrir mão do relacionamento. Muitas vezes, o que gera dúvida é o medo de perder autonomia ou a fantasia de que a vida anterior era mais leve. Nosso cérebro tende a romantizar o passado e minimizar os desafios que também existiam naquela fase.

    Outro ponto fundamental: pensamento não é verdade absoluta. Ter um pensamento não significa que você precise agir sobre ele. Quanto mais você tenta “lutar” contra a ideia ou suprimi-la, mais ela pode ganhar força. O caminho não é evitar o pensamento, mas compreendê-lo. Pergunte-se: o que exatamente sinto falta? Liberdade? Tempo sozinho? Amigos? Talvez seja possível ajustar esses aspectos sem precisar romper o relacionamento.

    Relacionamentos saudáveis não anulam a individualidade. Preservar espaços pessoais, hobbies, amizades e momentos a sós pode ajudar a equilibrar essa sensação. Além disso, observe se essas dúvidas vêm acompanhadas de ansiedade ou medo de compromisso ás
    vezes o receio não é sobre a pessoa, mas sobre o significado de estar em um relacionamento estável.

    Se esses pensamentos começarem a gerar sofrimento intenso ou repetitivo, a psicoterapia pode ajudar você a entender suas necessidades emocionais com mais clareza, evitando decisões impulsivas baseadas apenas em momentos de dúvida.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • É normal sentir desejo por personagens fictícios (novelas, séries). Às vezes eu sinto que queria ter

    É normal sentir desejo por personagens fictícios (novelas, séries). Às vezes eu sinto que queria ter um relacionamento com aquele personagem. Sempre fui assim desde mocinha mas ao mesmo tempo tenho uma atração; e acho q é pelo fato deles serem muito bonitos, tbem me sinto intimidada pela figura masculina real, principalmente se for um homem muito bonito ou atraente. Sou casada e sempre acreditava que era uma ilusão de menina mas agora está me atrapalhando. Eu já faço terapia mas não consigo contar isso pra ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    É relativamente comum que algumas pessoas desenvolvam fantasias ou sentimentos de atração por personagens fictícios de novelas, séries ou filmes, pois esses personagens costumam ser construídos de forma idealizada, com características que despertam admiração, romantização e identificação emocional.

    O cérebro humano responde muito à imaginação e às representações simbólicas, por isso é possível que uma pessoa sinta atração ou até fantasie um vínculo com personagens que representam segurança, beleza, força ou romantismo. No entanto, quando essa idealização começa a interferir na forma como a pessoa percebe os relacionamentos reais, gerando intimidação diante de homens reais ou dificuldade em se conectar emocionalmente com pessoas concretas, é importante olhar com mais cuidado para o que está por trás dessa dinâmica psíquica.

    Muitas vezes esse tipo de funcionamento está relacionado a experiências emocionais da adolescência, à forma como a pessoa construiu sua autoestima, às expectativas em relação ao amor ou até a experiências anteriores que podem ter gerado insegurança diante da intimidade real.

    O personagem fictício não oferece risco de rejeição, julgamento ou frustração, enquanto o relacionamento real envolve vulnerabilidade, exposição emocional e contato com as imperfeições humanas. Isso pode fazer com que a fantasia funcione como um espaço seguro para o desejo, mas ao mesmo tempo dificulte a construção de vínculos mais autênticos.

    O fato de você já estar em terapia é algo muito positivo, pois demonstra consciência e desejo de compreender melhor o próprio funcionamento emocional. É importante lembrar que a psicoterapia é justamente um espaço seguro para falar sobre temas que às vezes causam vergonha ou receio de julgamento.

    Quando certos conteúdos ficam guardados, eles continuam atuando no inconsciente e podem manter padrões emocionais que geram sofrimento. Ao trazer esse assunto para o processo terapêutico, será possível compreender melhor o significado dessas fantasias, trabalhar a autoestima, fortalecer a segurança emocional diante de relações reais e desenvolver uma relação mais saudável entre imaginação, desejo e realidade afetiva.

    Muitas vezes, quando esses conteúdos são trabalhados de forma cuidadosa, a pessoa passa a se sentir mais segura para se relacionar com o mundo real e as fantasias deixam de ocupar um espaço tão central na vida emocional.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Qual o profissional que eu devo buscar, para me ajudar a descobrir os gatilhos que me levam a consum

    Qual o profissional que eu devo buscar, para me ajudar a descobrir os gatilhos que me levam a consumir cerveja e consequentemente a cocaína?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O profissional mais indicado para ajudar a compreender os gatilhos que levam ao consumo de álcool e consequentemente ao uso de outras substâncias como a cocaína é o psicólogo especializado em dependência química ou comportamentos aditivos.

    Na psicoterapia é possível trabalhar justamente a identificação desses gatilhos, que podem ser emocionais, sociais ou situacionais. Muitas pessoas percebem que o consumo começa em contextos específicos, como estresse, ansiedade, frustrações, ambientes sociais ou até determinados grupos de amigos. O processo terapêutico ajuda a entender esses padrões e desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais saudável.

    Em alguns casos, também pode ser importante o acompanhamento com um psiquiatra, principalmente quando há sintomas de ansiedade, depressão ou dificuldades maiores de controle do impulso. O tratamento conjunto pode oferecer um suporte mais completo.

    Buscar ajuda profissional é uma atitude muito importante, pois compreender os gatilhos é um dos passos fundamentais para prevenir recaídas e construir formas mais saudáveis de lidar com emoções e situações do dia a dia.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga clínica


  • Meu marido bebe todas as sextas e sábado aí não gosta de ficar em casa fico triste com isso nem pare

    Meu marido bebe todas as sextas e sábado aí não gosta de ficar em casa fico triste com isso nem parece a mesma pessoa. Como buscar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Quando uma pessoa passa a beber com frequência e o comportamento muda significativamente, isso pode causar muito sofrimento dentro do relacionamento. O que você descreve ele beber todas as sextas e sábados evitar ficar em casa e parecer outra pessoa quando está bebendo pode indicar um padrão de uso de álcool que já está impactando a convivência familiar.

    O primeiro passo é tentar conversar com ele em um momento em que esteja sóbrio e tranquilo, expressando como você se sente diante dessa situação. É importante falar sobre seus sentimentos de tristeza e preocupação sem acusações ou confrontos agressivos, pois isso pode gerar resistência.

    Caso ele esteja aberto a ouvir, pode ser útil sugerir a busca por ajuda profissional, como psicoterapia ou avaliação com um profissional especializado em dependência química. Existem também grupos de apoio, como Alcoólicos Anônimos, que ajudam muitas pessoas a reconhecer o problema e iniciar um processo de mudança.

    Ao mesmo tempo, é importante que você também cuide da sua saúde emocional. Conviver com alguém que apresenta comportamento de consumo problemático de álcool pode gerar desgaste, ansiedade e frustração. Buscar orientação psicológica para você também pode ser uma forma de aprender estratégias para lidar com essa situação.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Eu sinto muito tesão no período fértil. É algo que não posso controlar. Várias vezes faço sexo e mas

    Eu sinto muito tesão no período fértil. É algo que não posso controlar. Várias vezes faço sexo e masturbo ao dia. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O aumento do desejo sexual durante o período fértil é um fenômeno biológico bastante conhecido e está diretamente relacionado às oscilações hormonais que ocorrem ao longo do ciclo menstrual. Durante a ovulação há um aumento significativo de hormônios como o estrogênio e a testosterona, que podem intensificar a libido, aumentar a sensibilidade corporal e gerar maior disposição para o contato sexual.

    Do ponto de vista biológico, esse aumento do desejo está ligado ao próprio mecanismo reprodutivo do corpo, que nesse período se encontra mais propenso à fertilização. Por esse motivo, muitas mulheres relatam sentir maior excitação, pensamentos sexuais mais frequentes ou necessidade maior de contato íntimo nessa fase do ciclo.

    Ter relações sexuais ou recorrer à masturbação nesse contexto não é necessariamente algo patológico, pois a sexualidade também faz parte do funcionamento saudável do corpo e da mente. No entanto, quando a pessoa sente que perdeu o controle sobre esses impulsos ou percebe que o comportamento começa a gerar sofrimento, culpa ou prejuízo em outras áreas da vida, é importante refletir sobre como essa energia está sendo vivenciada emocionalmente.

    Às vezes o aumento da libido se soma a fatores emocionais como ansiedade, tensão acumulada ou necessidade de alívio emocional, fazendo com que a sexualidade seja utilizada também como uma forma de regulação de emoções. Nesses casos, a psicoterapia pode ajudar a compreender melhor a relação entre corpo, desejo, emoções e necessidades afetivas.

    O trabalho terapêutico permite que a pessoa desenvolva maior consciência sobre o próprio funcionamento sexual, aprenda formas mais equilibradas de lidar com a intensidade dos impulsos e construa uma relação mais tranquila com a própria sexualidade, sem culpa ou julgamento.

    Quando olhamos para a sexualidade de forma integrada, considerando aspectos biológicos, emocionais e relacionais, conseguimos compreender que o desejo não é apenas um impulso físico, mas também uma expressão da forma como a pessoa se conecta com o próprio corpo, com suas emoções e com seus vínculos afetivos.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Porque Meu esposo bebe e diz que a culpa é minha ?Ele diz que bebe por minha causa..por será? sou ev

    Porque Meu esposo bebe e diz que a culpa é minha ?Ele diz que bebe por minha causa..por será? sou evangelica

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Quando uma pessoa diz que bebe por causa do outro, muitas vezes isso pode ser uma forma de transferir a responsabilidade pelo próprio comportamento. O consumo de álcool é uma escolha individual e mesmo que existam conflitos no relacionamento ou diferenças de valores como no caso de práticas religiosas , isso não torna outra pessoa responsável pelo ato de beber.

    Em relacionamentos onde há dependência de álcool, é comum que o parceiro tente justificar o comportamento ou buscar alguém para culpar. Isso pode acontecer como uma forma de evitar reconhecer o próprio problema ou a necessidade de buscar ajuda.

    O fato de você ser evangélica ou ter determinados valores não é a causa do consumo de bebida do seu esposo. Cada pessoa é responsável pelas próprias atitudes e pela forma como lida com seus sentimentos, frustrações ou dificuldades.

    Se o comportamento dele está trazendo sofrimento para você ou para a relação, pode ser importante buscar orientação psicológica para compreender melhor essa dinâmica e aprender maneiras mais saudáveis de lidar com a situação. Caso ele esteja disposto o tratamento para dependência alcoólica também pode ser muito importante.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Usei cocaína na minha juventude na época de faculdade, e hoje 20 anos depois voltei a usar. Tenho te

    Usei cocaína na minha juventude na época de faculdade, e hoje 20 anos depois voltei a usar. Tenho tentado parar, mas apesar de ficar alguns períodos limpo, vez ou outra uso novamente. Será que preciso me internar para ficar completamente limpo? Existe alguma alternativa para a internação, haja visto que preciso trabalhar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    A dependência química é uma condição que afeta não apenas o comportamento, mas também o funcionamento emocional e neurológico da pessoa. Muitas vezes o indivíduo tenta parar sozinho, consegue ficar um período sem usar mas acaba recaindo quando enfrenta situações de estresse sofrimento emocional ou ambientes que favorecem o uso.

    É importante compreender que a recaída não significa falta de caráter ou fraqueza, mas sim que o cérebro e os padrões emocionais ainda estão condicionados ao uso da substância.
    O tratamento pode acontecer de diferentes formas, dependendo da avaliação de cada caso.

    Algumas pessoas precisam de internação em um primeiro momento, principalmente quando existe perda de controle sobre o uso. Em outros casos, é possível realizar o tratamento de forma ambulatorial, com psicoterapia especializada, acompanhamento psiquiátrico quando necessário e participação em grupos de apoio.

    A psicoterapia tem um papel fundamental no processo de recuperação, pois ajuda a identificar os gatilhos emocionais do uso, trabalhar a prevenção de recaídas e fortalecer recursos internos para uma vida mais equilibrada e saudável. Buscar ajuda profissional é um passo importante e pode transformar completamente o processo de recuperação.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • boa tarde, tem quatro meses e iniciei um relacionamento depois de cinco anos sem namorar serio ,ele

    boa tarde, tem quatro meses e iniciei um relacionamento depois de cinco anos sem namorar serio ,ele é muito calma e eu agitada !! Tanto eu como ele estamos com problemas financeiros ( muitos hoje em dia) e saimos muito pouco. Eu sou uma pessoa muito insegura, e ultimamente ando bebendo e falando coisas sem pensar com ele e questionando, dando trabalho, cansada , dormindo. Quero mudar meu comportamento, mas quando acho que to fazendo isso eu bebo e nao lembro direito das coisas e ele me fala que agi de forma estranha e falei coisas que normalmente nao falaria, quero ser mais sensata e madura. Adoro beber e sair, me divertir mas sinto que nao estou com controle.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Pelo seu relato é possível perceber que você tem consciência do que está acontecendo e deseja mudar seu comportamento. Esse já é um passo muito importante. Muitas vezes, quando estamos vivendo inseguranças emocionais, dificuldades financeiras ou iniciando um relacionamento novo, sentimentos como ansiedade, medo de perder a pessoa ou necessidade de validação podem ficar mais intensos.

    O consumo de álcool, nesses casos, pode acabar funcionando como uma forma de aliviar essas emoções momentaneamente. No entanto, ele também pode diminuir o controle sobre o que falamos e fazemos, levando a atitudes impulsivas, discussões ou comportamentos que depois geram arrependimento. O fato de você relatar que não se lembra bem do que disse ou fez após beber é um sinal de que o álcool pode estar interferindo no seu autocontrole.

    Talvez seja importante refletir sobre a relação que você está tendo com a bebida neste momento. Reduzir ou até suspender o consumo por um período pode ajudá-la a recuperar mais clareza emocional e perceber melhor suas atitudes dentro do relacionamento. Além disso, trabalhar sua insegurança e autoestima é fundamental para que você se sinta mais segura e consiga se expressar de forma mais equilibrada.

    A psicoterapia também pode ser um espaço muito importante para compreender melhor suas emoções, fortalecer o autocontrole e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade, as inseguranças e as situações do relacionamento. Com autoconhecimento cuidado emocional e, se necessário, apoio profissional, é totalmente possível amadurecer emocionalmente e construir relações mais saudáveis e equilibradas.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Estou com medo q ele vicie! Meu marido a cada 15 ou 20 ou 30 dias bebe e usa cocaína e logo se arrep

    Estou com medo q ele vicie! Meu marido a cada 15 ou 20 ou 30 dias bebe e usa cocaína e logo se arrepende muito e fica dias mal depois volta a fazer de novo! E eu n aguento mais viver assim quero ajuda-lo pois amo ele e é uma ótima pessoa! O que eu posso fazer???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    A situação que você descreve é muito dolorosa e desgastante emocionalmente. O ciclo que você relata usar bebida e cocaína, arrepender-se, passar alguns dias mal e depois voltar a repetir o comportamento é bastante comum em quadros de dependência química.

    Muitas vezes a pessoa sente culpa e promete mudar, mas sem tratamento adequado acaba voltando ao mesmo padrão. É importante compreender que o uso de álcool associado à cocaína aumenta significativamente os riscos físicos, emocionais e comportamentais. Além dos prejuízos à saúde pode trazer impactos sérios para o relacionamento para a vida familiar e para a estabilidade emocional de todos que convivem com a pessoa.

    O fato de você querer ajudá-lo demonstra cuidado e amor, porém é importante lembrar que você não conseguirá resolver essa situação sozinha. A dependência química é uma condição que geralmente necessita de acompanhamento profissional especializado, podendo envolver psicoterapia, acompanhamento médico e, em alguns casos, tratamentos mais estruturados.

    Uma forma de começar é conversar com ele em um momento em que esteja sóbrio, expressando sua preocupação de forma calma, sem acusações, e enfatizando o quanto essa situação está afetando você e a relação. Muitas vezes, a pessoa só começa a refletir sobre a necessidade de ajuda quando percebe o impacto que o comportamento está causando.

    Também é importante que você busque orientação profissional para si mesma. O apoio psicológico pode ajudar a lidar com o desgaste emocional, entender melhor a dinâmica da dependência e aprender estratégias mais saudáveis de enfrentamento.

    Se o comportamento estiver se tornando mais frequente ou trazendo prejuízos importantes, é fundamental buscar avaliação de profissionais especializados em dependência química para que ele possa receber o tratamento mais adequado.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Como mostrar para uma pessoa alcoólatra que ela precisa de ajuda , mas não aceita que a bebida pode

    Como mostrar para uma pessoa alcoólatra que ela precisa de ajuda , mas não aceita que a bebida pode acabar com a vida dela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Uma das maiores dificuldades no tratamento do alcoolismo é justamente quando a pessoa não reconhece que tem um problema. A negação é um mecanismo muito comum nas dependências, pois o indivíduo muitas vezes minimiza os efeitos do álcool ou acredita que ainda tem controle sobre o consumo.

    Tentar convencer a pessoa por meio de confrontos, acusações ou discussões intensas geralmente não traz bons resultados e pode gerar ainda mais resistência. O mais indicado costuma ser conversar em momentos de calma, expressando preocupação de forma clara e objetiva, falando sobre como o comportamento tem afetado a vida dela e das pessoas ao redor.

    Também pode ser útil mencionar situações concretas que demonstram prejuízos causados pela bebida, sempre mantendo uma postura de cuidado e não de julgamento. Outra possibilidade é incentivar a busca por ajuda profissional ou grupos de apoio especializados em dependência alcoólica. Muitas pessoas conseguem reconhecer melhor o problema quando entram em contato com outras histórias semelhantes.

    É importante lembrar que ninguém consegue forçar outra pessoa a mudar. Porém, oferecer apoio, informação e incentivar a busca por tratamento pode ser um passo importante para que ela, em algum momento, reconheça a necessidade de ajuda.

    Caso a situação esteja grave com risco iminente de morte pelo alcoolismo, sugiro pensar em uma internação involuntária, pois a pessoa não está tendo o discernimento e aceitação da gravidade colocando sua vida em risco e de outras pessoas.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga clínica


  • Meu esposo esta querendo parar de beber o que eu faço pra poder ajuda

    Meu esposo esta querendo parar de beber o que eu faço pra poder ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Se o seu esposo realmente demonstra vontade de parar de beber isso já é um passo muito importante pois a mudança geralmente começa quando a própria pessoa reconhece que precisa de ajuda.

    Você pode ajudá-lo oferecendo apoio emocional, incentivando a busca por tratamento e evitando julgamentos ou críticas constantes. Muitas vezes, a pessoa que está tentando parar de beber precisa sentir que tem apoio e compreensão durante esse processo.

    Também pode ser muito útil que ele procure ajuda profissional, como acompanhamento psicológico, avaliação médica ou grupos de apoio, como Alcoólicos Anônimos. Esses espaços ajudam a pessoa a compreender melhor a dependência, identificar gatilhos para o consumo e desenvolver estratégias para manter a sobriedade.

    Além disso, mudanças na rotina, afastamento de ambientes que estimulam o consumo de álcool e o fortalecimento de hábitos mais saudáveis podem contribuir bastante nesse processo de recuperação.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • fumo maconha a uns 3 anos . fumo todos os dias , e quando paro de fumar fico muito estressado e ansi

    fumo maconha a uns 3 anos . fumo todos os dias , e quando paro de fumar fico muito estressado e ansioso , nada esta bom para mim , meu raciocínio esta muito ruim , e oque mas me afeta é o estresse quando paro de fumar , pensamentos estranhos , e dificuldade para fazer tarefas simples ao dia a dia .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O que você descreve é algo relativamente comum em pessoas que fazem uso frequente de maconha por um período prolongado. Quando a pessoa fuma diariamente o organismo e o cérebro acabam se adaptando à presença da substância. Por isso, quando você tenta parar, podem surgir sintomas como ansiedade, irritação, estresse, dificuldade de concentração, pensamentos confusos e sensação de que nada está bem. Esses sinais muitas vezes fazem parte do processo de abstinência.

    A maconha atua em áreas do cérebro relacionadas ao humor, à motivação, à memória e ao raciocínio. Com o uso contínuo, algumas pessoas passam a perceber prejuízos na atenção, no raciocínio e até na capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia, como você mencionou.

    O fato de você perceber essas mudanças e questionar o que está acontecendo já é um passo importante. Muitas vezes, quando o uso se torna diário e a pessoa sente muita dificuldade ao tentar parar, isso pode indicar que já existe uma dependência psicológica da substância.

    Nesses casos o ideal é buscar acompanhamento profissional. A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor a relação com a substância, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade e o estresse sem recorrer ao uso e fortalecer o processo de mudança. Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação psiquiátrica para auxiliar no manejo dos sintomas durante o período de interrupção. Com apoio adequado, é possível reorganizar o funcionamento emocional e cognitivo e recuperar gradualmente o equilíbrio no dia a dia.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • A gente pode do nada ter uma crise? Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?

    A gente pode do nada ter uma crise?
    Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Sim, é possível. Muitas pessoas sentem que a crise de ansiedade aparece de repente mesmo sem perceber um motivo imediato. No entanto, na maioria das vezes existem fatores emocionais acumulados como estresse, preocupações ou sobrecarga mental. Durante uma crise, o corpo entra em estado de alerta, podendo causar sintomas como falta de ar, taquicardia, aperto no peito ou sensação de perda de controle. A psicoterapia ajuda a identificar os gatilhos emocionais, compreender o que está por trás dessas crises e desenvolver estratégias para reduzir a ansiedade e recuperar a sensação de segurança interna. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem aprender a lidar melhor com a ansiedade e ter mais qualidade de vida.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Por que quando eu bebo, que acordo no outro dia eu tenho uma sensação de culoa de angústia

    Por que quando eu bebo, que acordo no outro dia eu tenho uma sensação de culoa de angústia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    A sensação de culpa, angústia ou tristeza no dia seguinte após beber é algo relativamente comum. O álcool atua diretamente no sistema nervoso e pode alterar temporariamente o equilíbrio químico do cérebro o que muitas vezes provoca mudanças de humor após o efeito da bebida passar.

    Além disso, durante o consumo de álcool, a pessoa pode agir de maneiras que normalmente não agiria, dizer coisas que depois se arrepende ou simplesmente sentir que perdeu o controle. Isso pode gerar sentimentos de culpa ou arrependimento no dia seguinte.

    Outro fator importante é que o álcool pode intensificar sintomas de ansiedade e depressão após o seu efeito inicial fazendo com que algumas pessoas acordem com sensação de angústia, inquietação ou mal-estar emocional.

    Se esse sentimento tem se repetido com frequência pode ser um sinal de que o consumo de álcool está afetando seu bem-estar emocional. Nesse caso, refletir sobre a forma como a bebida está presente na sua vida e, se necessário, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para compreender melhor esses sentimentos e encontrar formas mais saudáveis de lidar com eles.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Meu marido tem transtorno de personalidade narcisista e venho sofrendo abuso sistematicamente há 20

    Meu marido tem transtorno de personalidade narcisista e venho sofrendo abuso sistematicamente há 20 anos. Tenho sintomas de síndrome de stress pós traumático complexo, não consigo viver normalmente, não como direito, tenho
    insônia e nem cuidados básicos comigo mesma consigo ter. Sinto estar presa em uma situação que não consigo sair. E com
    O psicologo que posso obter ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Quando uma pessoa vive por muitos anos em um relacionamento abusivo, especialmente com características de manipulação, controle e desvalorização, é muito comum que surjam sintomas como ansiedade intensa, insônia, sensação de aprisionamento emocional e até quadros semelhantes ao estresse pós-traumático complexo.

    Nada disso significa fraqueza da sua parte. Significa que você está há muito tempo exposta a uma situação que ultrapassa os limites emocionais saudáveis. A psicoterapia pode ser um espaço fundamental para você reconstruir sua autonomia emocional, fortalecer sua autoestima e compreender melhor os mecanismos desse tipo de relação.

    Um psicólogo pode ajudar você a elaborar o trauma, recuperar sua capacidade de cuidar de si mesma e, principalmente, desenvolver recursos internos para sair do ciclo de abuso e retomar o controle da própria vida.

    Também é muito importante que você não enfrente isso sozinha. Além do acompanhamento psicológico, buscar uma rede de apoio familiares, amigos ou até serviços especializados em apoio a mulheres em situação de abuso pode fazer grande diferença no processo de recuperação. Existe saída e existe reconstrução possível passo a passo com apoio adequado e acolhimento.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Fumo maconha a 2 anos. Nesse último mês, estou tendo muitas crises de ansiedade. Pânico, sensação

    Fumo maconha a 2 anos.
    Nesse último mês, estou tendo muitas crises de ansiedade. Pânico, sensação de morte, coração acelera, tontura, vontade de sair correndo.
    Tem a vê com a cannabis? (Suspendi a cannabis)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Sim, existe a possibilidade de relação entre o uso de cannabis e os sintomas que você está descrevendo. Embora muitas pessoas utilizem a maconha acreditando que ela provoca relaxamento, em alguns casos ela pode desencadear ou intensificar sintomas de ansiedade, crises de pânico, sensação de morte iminente, taquicardia, tontura e sensação de perda de controle.
    Isso acontece porque a cannabis atua diretamente no sistema nervoso central e pode alterar a forma como o cérebro regula emoções, percepção e resposta ao estresse. Em algumas pessoas, especialmente com uso prolongado ou maior sensibilidade individual, a substância pode favorecer o aparecimento de crises de ansiedade ou pânico.
    Outro ponto importante é que, após um período de uso frequente, a interrupção também pode gerar um certo desequilíbrio temporário no organismo, podendo aumentar a ansiedade por algum tempo até que o corpo volte a se regular.
    O fato de você ter suspendido o uso já é uma atitude importante. No entanto, se as crises estão acontecendo com frequência, o mais indicado é procurar avaliação de um profissional de saúde mental. A psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores que estão desencadeando essas crises, além de trabalhar estratégias de regulação emocional e manejo da ansiedade.
    Caso os sintomas sejam intensos ou persistentes, uma avaliação médica também pode ser importante para um acompanhamento adequado.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Boa noite! Meu marido não pode beber mais que 3 latas de cerveja que muda totalmente a personalidad

    Boa noite!
    Meu marido não pode beber mais que 3 latas de cerveja que muda totalmente a personalidade. Agride qualquer pessoa que discordar dele verbal e psicologicamente, ofende as pessoas, me expõe
    nas redes sociais, inventa situações que não aconteceram, muda até mesmo o tom de voz. Quando está sóbrio diz que a bebida não afeta em nada. Ele não bebê todos os dias, é responsável
    com o trabalho e muitíssimo inteligente, mas carrega muitos traumas desde a infância. Tanto eu como o pai dele já tentamos encaminhá-lo para tratamento, mas ele diz que não é alcoólatra. Onde posso buscar ajuda para lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Pelo seu relato é possível perceber que a situação tem sido muito difícil e preocupante para você. Quando uma pessoa apresenta mudanças importantes de comportamento após o consumo de álcool como agressividade, ofensas, exposição da família nas redes sociais e distorção de fatos isso indica que a bebida já está causando prejuízos significativos nas relações e no equilíbrio emocional.

    Mesmo que ele não beba todos os dias ou mantenha responsabilidades como trabalho, o fato de pequenas quantidades de álcool provocarem mudanças tão intensas no comportamento é um sinal claro de alerta. Muitas pessoas que enfrentam problemas com o álcool apresentam um mecanismo de defesa chamado negação, no qual a pessoa não reconhece a gravidade da situação, mesmo diante das consequências evidentes.

    Quando há agressividade, exposição da família, conflitos frequentes e perda de controle após beber, o risco de situações mais graves aumenta, tanto para a própria pessoa quanto para quem convive com ela. Nesses casos, a família também precisa considerar medidas mais firmes de proteção e cuidado.

    Dependendo da gravidade da situação, pode ser necessário buscar ajuda especializada em dependência química e avaliar a possibilidade de um tratamento mais estruturado. Em alguns casos, quando a pessoa não reconhece o problema e coloca a si mesma ou outras pessoas em risco, a internação involuntária pode ser indicada como uma forma de interromper o ciclo do consumo, proteger a família e possibilitar que ele receba avaliação e acompanhamento profissional adequados.

    É muito importante que essa decisão seja orientada por profissionais especializados, que possam avaliar o caso e orientar a família sobre os caminhos mais seguros e adequados. Além disso, buscar apoio psicológico para você e para os familiares também é fundamental, pois conviver com essa situação gera grande desgaste emocional.

    A dependência do álcool é uma condição que precisa de tratamento, e quanto mais cedo houver uma intervenção adequada, maiores são as chances de recuperação e de restabelecimento das relações familiares.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depo

    Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depois disso ela tem muito medo de ir na esquina sozinha, qual especialista devo consultar, porque ela chega a passar mal quando eu mando ela ir, fica pálida e chora muito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Pelo que você relata sua filha pode estar apresentando uma reação emocional ao evento traumático que presenciou. Situações de violência podem gerar medo intenso e sensação de insegurança principalmente em crianças que ainda estão desenvolvendo recursos emocionais para lidar com experiências difíceis.

    Essas reações, como choro, palidez e mal-estar diante de situações que lembram o ocorrido, podem estar associadas a um quadro de ansiedade ou resposta ao trauma. Nesse caso o mais indicado é buscar a avaliação de um psicólogo infantil, profissional especializado em compreender e trabalhar as emoções e os medos da criança de forma adequada à sua idade.

    A psicoterapia pode ajudá-la a elaborar essa experiência, recuperar a sensação de segurança e desenvolver recursos emocionais para lidar melhor com o medo. Também é importante que a família acolha os sentimentos dela, evitando forçá-la a enfrentar a situação sozinha antes que esteja emocionalmente preparada.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


Perguntas frequentes

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