Perguntas do paciente (151)
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Libertar-se do uso compulsivo de pornografia não é simplesmente uma questão de “ter mais força de vontade”. É necessário compreender qual função esse comportamento está exercendo na sua vida. Muitas vezes, a pornografia passa a funcionar como uma forma rápida de aliviar ansiedade, solidão, estresse, frustração, tédio ou sentimentos difíceis. Com a repetição, cria-se um ciclo: gatilho, desejo, consumo, alívio/recompensa , culpa ou desconforto , novo gatilho. Quando existe perda persistente de controle e prejuízo significativo na vida, estamos diante de algo que merece avaliação profissional.
O primeiro passo é identificar seus gatilhos. Pergunte-se: “O que normalmente acontece antes de eu procurar pornografia? Estou ansioso? Sozinho? Entediado? Frustrado? Rejeitado? Buscando escapar de algum sentimento? Depois, trabalhe a pausa entre o impulso e a ação. Sentir vontade não significa que você precisa obedecê-la. Quando o impulso aparecer, afaste-se do celular ou computador, mude de ambiente, respire, caminhe, tome banho, converse com alguém ou realize outra atividade por alguns minutos. O objetivo é aprender a experimentar o desejo sem transformá-lo automaticamente em comportamento. Também é importante dificultar o acesso: retirar conteúdos salvos, evitar permanecer sozinho com dispositivos nos horários de maior vulnerabilidade, estabelecer limites para redes sociais e reconhecer quais plataformas ou situações funcionam como porta de entrada para o ciclo.
Ao mesmo tempo, precisamos construir alternativas reais de recompensa: exercício físico, relacionamentos, projetos pessoais, espiritualidade, sono adequado, atividades prazerosas e objetivos que tragam significado. Apenas retirar a pornografia, sem compreender e preencher o espaço psicológico que ela ocupava, pode tornar a mudança muito mais difícil. E cuidado com a culpa excessiva. Uma recaída não precisa significar “voltei ao zero”. Ela pode ser analisada: qual foi o gatilho? O que eu estava sentindo? Em que momento poderia ter feito uma escolha diferente? Essa análise transforma o episódio em informação para fortalecer a próxima resposta. Na psicoterapia, podemos trabalhar justamente a origem dos gatilhos, a regulação emocional, pensamentos automáticos, autoestima, sexualidade, relacionamentos, impulsividade e estratégias para recuperar o domínio sobre as próprias escolhas. O objetivo não é aprender a nunca mais sentir desejo. É desenvolver a capacidade de sentir um impulso sem precisar ser comandado por ele. Se a pornografia está interferindo no relacionamento, trabalho, estudos, sexualidade ou bem-estar emocional, procure acompanhamento psicológico. Mudança é um processo construído com consciência, estratégia e constância.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Repetir uma palavra inúmeras vezes por vários minutos essa frase para o cérebro vai perder o signifi
Repetir uma palavra inúmeras vezes por vários minutos essa frase para o cérebro vai perder o significado e vai reduzir ondas Beta talvez levar até pra Teta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito interessante e mostra uma curiosidade saudável sobre o funcionamento da mente. Muitas pessoas buscam técnicas que ajudem a acalmar os pensamentos e a mente mais acelerada. Quando repetimos uma palavra ou frase por vários minutos o cérebro pode realmente começar a reduzir o processamento consciente daquele conteúdo. Em alguns casos, a palavra pode até parecer perder momentaneamente o significado porque o cérebro entra em um estado mais repetitivo e automático.
Esse tipo de repetição pode produzir um efeito semelhante ao de algumas práticas meditativas, ajudando a diminuir a atividade mental intensa associada às ondas Beta que estão ligadas ao estado de alerta e pensamento acelerado. Com o relaxamento mental o cérebro pode favorecer estados mais tranquilos e relaxamento que costumam aparecer em momentos de profunda introspecção.
No entanto, quando a mente está muito sobrecarregada, ansiosa ou com pensamentos repetitivos, apenas essas técnicas podem não ser suficientes para trazer um equilíbrio mais duradouro. Na psicoterapia, conseguimos compreender melhor como sua mente funciona, identificar os fatores que estão mantendo a mente acelerada e trabalhar estratégias mais eficazes para promover calma, foco e equilíbrio emocional.
Se você sente que sua mente está constantemente agitada ou com dificuldade para desacelerar os pensamentos conversar com um psicólogo pode ajudar muito a encontrar caminhos mais saudáveis para lidar com isso.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem
Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo é importante dizer que a sua pergunta demonstra consciência sobre algo que está lhe incomodando e esse já é um passo muito importante. O profissional mais indicado para trabalhar esse tipo de questão é o psicólogo, principalmente quando existe a sensação de que o comportamento se tornou automático ou difícil de controlar.
Em alguns casos o cérebro pode criar associações muito fortes entre determinados estímulos visuais e a sensação de prazer ou excitação. Com o tempo, isso pode formar um padrão repetitivo de busca por esse estímulo que passa a acontecer quase de forma automática.
Ter preferências ou fantasias não é por si só um problema. Porém, quando a pessoa sente que perdeu o controle, que o pensamento se torna insistente ou que isso interfere na forma como ela percebe as pessoas ou se relaciona é importante olhar para essa questão com mais cuidado.
Na psicoterapia conseguimos compreender os gatilhos emocionais, os padrões de pensamento e os mecanismos psicológicos que mantêm esse comportamento. A partir desse entendimento, é possível trabalhar estratégias para recuperar o controle sobre os impulsos e desenvolver uma relação mais equilibrada com a própria sexualidade.
Muitas pessoas sentem grande alívio quando conseguem falar sobre esse tema em um espaço seguro, sem julgamentos, e começam a compreender melhor o que está acontecendo dentro delas.
Se você sente que isso tem causado desconforto ou dificuldade de controle, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo muito importante para compreender e transformar esse padrão.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Olá boa noite gostaria saber quando agente sonha pensando alguém no sonho significa o que?
Olá boa noite gostaria saber quando agente sonha pensando alguém no sonho significa o que?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito comum muitas pessoas ficam intrigadas quando alguém aparece em seus sonhos e tentam entender se aquilo tem algum significado especial. Na maioria das vezes, os sonhos não estão relacionados apenas à pessoa que aparece neles mas às emoções, lembranças ou experiências que essa pessoa representa para você.
Durante o sono o cérebro continua organizando memórias, sentimentos e situações vividas ao longo do dia ou da vida. Por isso, os sonhos podem refletir saudade, preocupação, desejo, conflitos internos ou até questões emocionais que ainda não foram totalmente elaboradas.
Quando uma pessoa aparece com frequência em sonhos pode indicar que existe algum conteúdo emocional importante relacionado a essa experiência ou relação.
Cada sonho, porém, precisa ser compreendido dentro da história de vida de quem sonha. O significado nunca é universal porque ele depende das experiências, emoções e do momento de vida de cada indivíduo.
No processo terapêutico, os sonhos podem ser uma ferramenta muito rica para ampliar o autoconhecimento e compreender sentimentos que muitas vezes ficam escondidos no cotidiano.
Se esses sonhos despertam curiosidade, dúvidas ou emoções intensas, conversar sobre isso em um espaço terapêutico pode ajudar bastante a compreender o que sua mente está tentando elaborar.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Meu filho tem 3 anos e 5 meses,começou esse ano na creche e não está se adaptando,ele chora o tempo
Meu filho tem 3 anos e 5 meses,começou esse ano na creche e não está se adaptando,ele chora o tempo todo a professora diz que nada distrai ele,nem mesmo a parquinho,ele só para de chorar quando me vê,só fica bem na escola se eu estiver com ele na sala,não sei o que fazer,se eu saio da sala e começar a chorar e não faz mais nada. Qual a orientação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação,pois para muitos pais esse momento de adaptação à creche pode ser bastante angustiante. É importante lembrar que algumas crianças, especialmente nessa idade podem apresentar uma dificuldade maior de separação dos pais. Quando o vínculo é muito intenso ou quando a criança ainda não desenvolveu recursos emocionais suficientes para lidar com essa separação a reação pode ser exatamente essa: choro persistente, dificuldade de se envolver nas atividades e necessidade constante da presença dos pais para se sentir segura.
Nesses casos, é muito importante olhar não apenas para o comportamento da criança na escola, mas também para a dinâmica emocional entre pais e filho. Muitas vezes, o acompanhamento psicológico começa orientando os pais, ajudando-os a compreender melhor como a criança está vivenciando essa separação e quais estratégias podem favorecer um processo de adaptação mais seguro e gradual.
Com esse suporte é possível estruturar um processo de dessensibilização progressiva no qual a criança vai, pouco a pouco, aprendendo a tolerar períodos curtos de separação, ampliando gradativamente esse tempo até conseguir permanecer na escola com mais tranquilidade. Esse trabalho envolve orientação aos pais, alinhamento com a escola e, quando necessário, intervenções psicológicas que ajudem a criança a desenvolver segurança emocional e autonomia.
Quando conduzido de forma cuidadosa e gradual, esse processo costuma trazer bons resultados, pois a criança passa a perceber a escola como um ambiente seguro, mesmo sem a presença dos pais.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda da sua mãe. A perda de alguém tão significativo pode gerar uma dor profunda e o processo de luto é único para cada pessoa. No início, é comum que a tristeza venha em ondas e com o tempo muitas pessoas percebem pequenas melhoras. Porém, quando sentimentos como vazio constante, culpa intensa, perda de prazer nas atividades e cansaço emocional persistem, pode ser um sinal de que o luto está se tornando mais difícil de elaborar sozinho.
Isso não significa fraqueza ou incapacidade. Pelo contrário, muitas vezes o sofrimento precisa de um espaço seguro de escuta, acolhimento e elaboração emocional, para que a pessoa possa ressignificar essa perda e reconstruir aos poucos o sentido da vida.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse momento, permitindo que você expresse sua dor, compreenda os sentimentos de culpa e encontre caminhos mais saudáveis para viver o luto, sem precisar carregar tudo sozinha. Com apoio adequado, é possível transformar essa dor em memória afetiva e retomar gradualmente o contato com a vida.
Se sentir que esse vazio tem sido pesado demais, procurar ajuda profissional pode ser um passo importante de cuidado consigo mesma.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando sentimentos muito intensos estão envolvidos como gostar muito de alguém, nosso sistema emocional pode reagir com ansiedade. Isso acontece porque o medo de rejeição a insegurança sobre como somos vistos ou até experiências emocionais anteriores podem ativar uma espécie de “alerta interno”.
Nessas situações o corpo reage antes mesmo da mente compreender o que está acontecendo: o coração acelera, surge nervosismo, pensamentos de preocupação e até sensação de perda de controle.
É importante entender que essa reação não significa fraqueza ou incapacidade de se relacionar. Muitas vezes, ela revela questões emocionais mais profundas, como insegurança afetiva, medo de abandono ou experiências passadas que ainda impactam suas relações.
Com o acompanhamento psicológico, é possível compreender a origem dessa ansiedade, aprender a regular essas emoções e desenvolver mais segurança emocional nos relacionamentos.
Se você sente que essa ansiedade está impedindo você de viver seus sentimentos de forma tranquila, procurar ajuda profissional pode ser um passo muito importante para recuperar seu equilíbrio emocional.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado
Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim os sintomas que você descreve podem estar relacionados à ansiedade. Quando uma pessoa está passando por períodos de ansiedade intensa ou prolongada, o corpo pode manifestar diversos sinais físicos.
Sensações como fraqueza, tremores, náusea, vontade de vomitar e tontura são relativamente comuns em quadros de ansiedade pois o organismo entra em um estado de alerta constante. Esse estado ativa o sistema nervoso e pode gerar diversas reações físicas.
No entanto, é importante lembrar que sintomas físicos também podem ter outras causas médicas. Por isso, se esses sinais persistirem ou estiverem causando muito desconforto, é importante procurar avaliação médica para descartar possíveis condições físicas.
Se não houver causa orgânica identificada a psicoterapia pode ajudar bastante no tratamento da ansiedade. O acompanhamento psicológico permite compreender as origens do estresse, desenvolver estratégias de regulação emocional e aprender técnicas que ajudam a reduzir os sintomas físicos associados à ansiedade.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant
Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante reconhecer que em momentos de sofrimento, estresse ou solidão, algumas pessoas acabam recorrendo a comportamentos que funcionam como uma “válvula de escape”. A pornografia pode trazer alívio momentâneo, mas quando passa a ser usada de forma frequente para lidar com emoções difíceis pode gerar sensação de perda de controle, culpa e isolamento.
O primeiro passo é justamente o que você já está fazendo: reconhecer o problema e desejar mudar. Procure observar em quais momentos a vontade aparece muitas vezes ela está ligada à ansiedade, tédio, frustração ou sentimentos de vazio. Identificar esses gatilhos ajuda a construir novas formas de lidar com essas emoções.
Algumas medidas podem ajudar nesse processo: estabelecer limites no uso da internet, evitar ficar sozinho por longos períodos ociosos, investir em atividades que tragam bem-estar (como exercícios físicos, estudos, hobbies e convívio social) e criar uma rotina mais estruturada. Quando a mente está ocupada com atividades significativas a tendência de recorrer a esse comportamento costuma diminuir.
Também é importante trabalhar o autocontrole e a regulação emocional. Técnicas de respiração, organização da rotina e práticas que promovam equilíbrio emocional podem contribuir bastante.
No entanto, quando esse comportamento se torna repetitivo ou difícil de controlar sozinho, buscar acompanhamento psicológico é muito importante. A psicoterapia ajuda a compreender as causas emocionais por trás desse hábito, fortalecer o autoconhecimento e desenvolver estratégias saudáveis para lidar com os impulsos. Com apoio adequado e dedicação ao processo de mudança, é totalmente possível recuperar o equilíbrio e construir hábitos mais saudáveis.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou
Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por não amar de verdade a pessoa ou magoá-la, algo que não sinto em relações desafiadoras, estou ficando com uma pessoa uns meses após sair de uma relação que me era desafiadora e finalmente saí quando senti que deveria ter alguém que me amasse, porém ao me sentir desejada e vista por alguém, comecei a ter ansiedade e aperto no peito novamente, tenho medo de nunca conseguir quebrar esse ciclo e medo de talvez ser uma pessoa incapaz de amar de verdade, queria muito não sentir esses medos e permitir conhecer as pessoas e me relacionar com elas antes de sentir esses sentimentos e acabar com tudo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é algo que muitas pessoas vivem e frequentemente, está relacionado a padrões emocionais inconscientes que se repetem nos relacionamentos. Algumas pessoas acabam se acostumando, sem perceber, com relações mais intensas, desafiadoras ou emocionalmente instáveis.
Quando encontram um relacionamento tranquilo, seguro e afetivo, podem surgir dúvidas, ansiedade e até pensamentos de que algo está “errado”. Isso não significa que você seja incapaz de amar. Na verdade, muitas vezes indica que sua mente ainda está tentando se adaptar a um tipo de vínculo emocional diferente daquele ao qual você se acostumou no passado.
Esses pensamentos de medo de magoar a pessoa, de não amar o suficiente ou de estragar a relação podem ser reflexos de insegurança emocional e ansiedade relacional. A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, porque permite compreender de onde vem esse padrão de relacionamentos, trabalhar a ansiedade e desenvolver formas mais saudáveis de se vincular emocionalmente.
Quando conseguimos entender nossos próprios padrões afetivos, fica muito mais fácil quebrar ciclos e construir relações mais equilibradas.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir nervosismo intenso ao assumir uma responsabilidade dentro de um contexto social ou religioso, como no caso de uma função na pastoral da liturgia, pode estar relacionado a processos de ansiedade que se ativam quando a pessoa se sente exposta, avaliada ou responsável diante de outras pessoas. As mãos geladas, a sensação de tensão constante e o medo de não conseguir desempenhar bem a função são manifestações físicas muito comuns da ansiedade.
Quando a mente interpreta uma situação como potencialmente ameaçadora, mesmo que não exista um perigo real, o corpo ativa um estado de alerta conhecido como resposta de luta ou fuga, liberando substâncias que aceleram o coração, aumentam a tensão muscular e provocam sintomas físicos como mãos frias, tremores ou sensação de inquietação.
Pelo seu relato, é importante considerar também a história de vida que você mencionou, especialmente quando fala que sua infância não foi como a de outras pessoas e que carrega muitos traumas. Experiências difíceis na infância podem influenciar profundamente a forma como a pessoa se percebe no mundo, afetando autoestima, segurança emocional e a forma como lida com responsabilidades ou exposição social.
Muitas vezes a pessoa cresce com uma sensação interna de insegurança ou de necessidade constante de corresponder às expectativas dos outros, o que pode gerar ansiedade intensa quando precisa assumir papéis de liderança ou visibilidade.
O fato de você já ter enfrentado episódios de ansiedade e depressão indica que existe uma história emocional que merece ser olhada com cuidado e acolhimento. A psicoterapia é um espaço importante para trabalhar esses conteúdos, pois permite compreender como as experiências do passado podem estar influenciando as reações atuais, além de ajudar a desenvolver recursos internos para lidar com a ansiedade de forma mais equilibrada. Durante o processo terapêutico é possível trabalhar técnicas de regulação emocional, fortalecimento da autoestima, ressignificação de traumas e desenvolvimento de maior segurança para enfrentar situações que hoje provocam nervosismo.
Com o tempo, a pessoa passa a compreender melhor suas emoções, ganha mais estabilidade emocional e consegue exercer suas responsabilidades com mais tranquilidade e confiança.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últ
Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últimos anos. Ele passou a beber diariamente e, quando misturando bebida destilada, fica agressivo verbalmente e no dia seguinte não lembra do que aconteceu. Sempre que eu e meu irmão tentamos conversar com ele sobre diminuir ou buscar ajuda, ele reage com irritação. Existe alguma forma adequada de realizarmos uma intervenção familiar ou de abordar esse assunto sem piorar a situação? Qual seria o melhor caminho para incentivar que ele busque ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A situação que você descreve é muito delicada e infelizmente, bastante comum em famílias que convivem com o consumo abusivo de álcool. O comportamento agressivo, as mudanças de humor e a dificuldade de lembrar do que aconteceu no dia seguinte podem ser sinais de que o consumo já está trazendo prejuízos importantes para a saúde e para as relações familiares.
Em muitos casos, quando a família tenta conversar diretamente sobre o problema, a pessoa reage com irritação ou negação. Isso acontece porque a dependência química frequentemente vem acompanhada de mecanismos de defesa, como a negação do problema ou a minimização das consequências.
Uma forma mais adequada de abordar o assunto é escolher um momento em que ele esteja sóbrio e mais tranquilo. A conversa deve ser conduzida com cuidado, evitando acusações, críticas ou confrontos. Em vez disso, procure falar sobre suas preocupações e sentimentos, demonstrando que a intenção é ajudar e não julgar. Frases como “estamos preocupados com sua saúde” ou “queremos te ajudar a se sentir melhor” costumam ser mais eficazes do que apontar erros ou culpas.
Outra estratégia importante é que a família também busque orientação profissional. Muitas vezes, o acompanhamento psicológico para os familiares ajuda a entender melhor a dinâmica da dependência e a desenvolver formas mais adequadas de lidar com a situação.
Em alguns casos, intervenções familiares estruturadas podem ser realizadas com a orientação de profissionais especializados em dependência química. Esse tipo de abordagem ajuda a família a se organizar emocionalmente e a incentivar a pessoa a procurar tratamento de forma mais consciente.
É importante lembrar que a decisão de buscar ajuda precisa partir, em algum momento, dele. No entanto, o apoio familiar, a forma de abordagem e o incentivo adequado podem aumentar significativamente as chances de ele reconhecer o problema e aceitar ajuda profissional.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em muitos casos é muito positivo contar com o acompanhamento de psicólogo e psiquiatra. O psiquiatra pode avaliar a necessidade de medicação, enquanto a psicoterapia trabalha as causas emocionais da ansiedade, como pensamentos acelerados, inseguranças e dificuldades de lidar com o estresse. Muitas pessoas apresentam excelentes resultados quando existe esse tratamento integrado entre psiquiatria e psicologia, promovendo mais equilíbrio emocional e qualidade de vida.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade social pode levar ao isolamento e à sensação de solidão, especialmente após experiências difíceis em relacionamentos. Esse sofrimento emocional é mais comum do que parece e pode ser tratado. A psicoterapia ajuda a trabalhar autoestima, segurança emocional e reconstrução de vínculos, permitindo que a pessoa volte a se sentir mais confiante em suas relações. Mesmo quando há uso de medicação a terapia é fundamental para tratar as causas emocionais da ansiedade social e recuperar qualidade de vida.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Tenho 28 anos e meu namorado 27, estamos juntos a 5 anos e moramos juntos. Enfrentamos um problema q
Tenho 28 anos e meu namorado 27, estamos juntos a 5 anos e moramos juntos. Enfrentamos um problema que causa desconforto em ambos, a pornografia. Eu já consumi a anos atrás, mas consegui me livrar, mas é algo que até hj as vezes aparece na mente como uma ideia de se ver, mas mesmo assim, opto por não ver. Meu namorado já vem de um histórico como a maioria dos homens, de crescer vendo pornografia e ser tratado como algo normal. Já peguei mais de uma vez no celular e já foi motivo de piorar meus problemas psicológicos, e um quase término. De princípio ele não aceitava tratamento pois tinha preconceito. Uma vez ele teve coragem e me confidenciou que além da pornografia já chegou a olhar pra outras mulheres e desejar, e que tinha consciência que era errado. E isso normalmente acontecia quando a gente brigava. Recentemente ele começou a falar mais abertamente sobre o uso, e até falou para os pais dele, que ele esconde quase tudo. Naquele momento eu pensei que fosse o fim, mas não foi. Eu noto a diferença de comportamento quando ele assiste pornografia nas relações sexuais que temos. E perguntei se ele havia consumido novamente e ele confirmou. A primeira vez eu senti nojo dele e de mim, mas tento não focar nisso, pois é um problema dele, não diz sobre mim. Mas como somos um casal isso afeta. Hj ele diz que aceita tratamento. Então estou em busca de selecionar alguns profissionais que podem auxiliar ele a parar de vez com isso e ter mais alto controle. Ele é do tipo que acredita que homem não demonstra fraquezas e tem que lidar com tudo sozinho, mas na verdade quem tem lidado com os problemas dele sou eu. Também preciso voltar a fazer, e pretendo, mas já deixo claro, que o uso de pornografia não é algo que aceitamos no nosso relacionamento e já conversamos sobre. Então não é algo pra ser aceito como normal, pois já existem estudos que comprovam que esses estímulos não tem benefício algum. Gostaria de conhecer profissionais que trabalham com isso, e como poderiam nos ajudar com práticas confiáveis e seguras.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma situação relativamente comum em muitos relacionamentos e envolve três aspectos importantes: comportamento compulsivo, impacto emocional no casal e a necessidade de tratamento adequado.
O consumo frequente de pornografia pode, em alguns casos, tornar-se um comportamento compulsivo, especialmente quando a pessoa sente dificuldade de controlar o impulso, esconde o comportamento ou percebe que ele começa a afetar a relação, a intimidade ou a própria saúde emocional. Quando isso acontece, não se trata apenas de “falta de força de vontade”, mas de um padrão que muitas vezes precisa ser trabalhado em psicoterapia.
É importante destacar algo que você mesma já percebeu com muita maturidade: esse comportamento não define o seu valor nem tem relação com a sua aparência ou capacidade de ser desejada. Muitas pessoas acabam internalizando isso como rejeição pessoal, quando na realidade está ligado a um padrão de estímulo e hábito que a pessoa desenvolveu ao longo do tempo.
Um ponto positivo na situação que você relata é que seu namorado começou a reconhecer o problema e demonstrou abertura para falar sobre o assunto e aceitar ajuda. O reconhecimento é um passo muito importante no processo de mudança. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender os gatilhos emocionais que levam ao consumo, desenvolver autocontrole, trabalhar impulsividade e construir uma relação mais saudável com a sexualidade.
Em alguns casos também é útil o acompanhamento individual e, se o casal desejar, a terapia de casal, para reconstruir confiança, melhorar a comunicação e fortalecer a intimidade sem que a pornografia interfira na dinâmica do relacionamento.
Você também mencionou algo muito relevante: não é saudável que você carregue sozinha o peso do problema dele. Cada pessoa precisa assumir responsabilidade pelo próprio processo de mudança. Seu papel é estabelecer limites claros sobre o que você aceita ou não dentro da relação preservando também sua saúde emocional.
Buscar profissionais especializados em comportamento compulsivo, sexualidade ou dependências comportamentais pode ser um caminho seguro. O tratamento costuma envolver psicoterapia, desenvolvimento de estratégias de controle de impulso, identificação de gatilhos emocionais e construção de novos hábitos.
O fato de vocês estarem conversando sobre isso, buscando ajuda e tentando compreender o problema já mostra que existe disposição para mudança. Com acompanhamento adequado, é possível trabalhar essa questão e fortalecer a relação de forma mais saudável e consciente.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po
Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiro, é importante reconhecer que você está passando por um momento de muita pressão emocional. Ao mesmo tempo em que lida com conflitos no trabalho e crises pessoais, também carrega o medo de ter prejudicado um relacionamento que é importante para você.
Quando estamos emocionalmente sobrecarregados, é comum que acabemos falando ou agindo impulsivamente, como parece ter acontecido quando você mencionou o relacionamento para sua gerente. Isso não significa necessariamente que você destruiu a relação.
Relacionamentos saudáveis não dependem de perfeição, mas de diálogo, responsabilidade emocional e reconstrução da confiança. Se houve mágoa, o caminho geralmente passa por uma conversa sincera, assumindo o ocorrido, demonstrando respeito pelo momento que ela está vivendo e dando espaço para que ela processe a situação.
Também é importante refletir sobre algo: você mencionou que está tendo crises de choro e muita dificuldade emocional no trabalho. Isso indica que talvez você esteja carregando mais sofrimento do que consegue lidar sozinho.
Um acompanhamento psicológico pode ajudar muito nesse momento tanto para lidar com suas emoções quanto para compreender melhor a dinâmica desse relacionamento e aprender formas mais saudáveis de comunicação e manejo da ansiedade. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza mas de maturidade emocional.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu co
tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu começo a chorar e simplesmente não consigo parar, por mais que eu queira. consigo falar sobre com qualquer pessoa menos com ele. sinto que cada vez mais isso vai ficando maior pois não consigo colocar pra fora na frente dele, tem algo que possa me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é uma reação emocional muito significativa. Quando existe um histórico de conflitos ou sentimentos mal resolvidos com uma figura tão importante como o pai o corpo pode reagir com uma carga emocional muito intensa.
O choro que surge quando você tenta conversar com ele não é falta de controle muitas vezes é o resultado de emoções acumuladas durante muito tempo que ainda não encontraram um espaço seguro para serem elaboradas.
Quando essas emoções ficam guardadas por muito tempo, qualquer tentativa de conversa pode ativar sentimentos de dor, frustração, medo ou até sensação de não ser compreendido. Na psicoterapia, é possível compreender melhor esses sentimentos, aprender formas de expressar suas emoções com mais segurança e construir novas maneiras de lidar com esse vínculo familiar.
Muitas pessoas só conseguem organizar esses sentimentos quando têm um espaço terapêutico seguro para falar, refletir e elaborar tudo o que foi vivido. Se você sente que isso está ficando cada vez mais difícil, procurar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para aliviar esse peso emocional e ajudar você a encontrar novas formas de lidar com essa relação.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tive
Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tivemos várias recaídas , mas meu racional me dizia que não valia a pena voltar, nossas ideias de futuro não se enquadrava( ela queria que eu aceitasse morar no porão da casa dela onde é o único espaço que daria para construir algo , se fosse para comprar um apê ou alugar algo ela disse que eu que teria que me virar sozinho por que já que tinha o porão da casa dela e eu não quis ir então eu que me virasse ,certa vez ela ameaçou terminar comigo por que eu disse que não iria na casa dela naquele dia por que eu estava cansado ,eu trabalhava e fazia faculdade, e ela disse que se caso eu não fosse ela terminaria e depois de terminar eu perguntei se ela se arrependia de ter ameaçado tá tas vezes terminar comigo se ela estava certa , e ela disse que estava certa si. Por que eu deveria dar mais prioridade a ela e disse que não se arrependia e dentre outras coisas que não concordamos ,porém paramos de ficar e ela começou a namorar com outra pessoa e eu implorei pra voltar e disse que aceitaria o que ela me propôs e que me doaria mais no relacionamento para ela enfim me aceitar de volta , estou sofrendo com isso tudo as vezes me pego angustiado mesmo sabendo lá no fundo que se eu realmente estivesse com ela não iríamos tão longe assim haja vista que ela não queria mudança alguma eu quero que essa dor passe.obs: trabalhamos no mesmo trabalho o pai dela e nosso chefe e frequentamos a mesma igreja ao qual ela irá começar a levá-lo , como esquecer como me curar disso tudo ??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O término de um relacionamento pode provocar um sofrimento emocional muito intenso, principalmente quando ainda existem sentimentos envolvidos e quando houve várias tentativas de retorno. Esse tipo de situação costuma gerar confusão entre o que a razão entende e o que o coração ainda sente.
Pelo que você relata, é possível perceber que, racionalmente, você já havia identificado que existiam diferenças importantes entre vocês, especialmente em relação a projetos de vida, expectativas e forma de conduzir o relacionamento. Quando os planos e valores de duas pessoas não se alinham, a relação tende a gerar frustração e desgaste ao longo do tempo.
Mesmo assim, é comum que, após o término, a mente passe a focar mais nas lembranças positivas e no vínculo afetivo que existia, o que pode aumentar a sensação de perda e rejeição. Isso não significa que a decisão de se afastar foi errada, mas apenas que o processo de desapego emocional ainda está acontecendo.
Outro fator que pode intensificar esse sofrimento é o fato de vocês ainda frequentarem ambientes em comum, como o trabalho e a igreja. Esse contato frequente pode dificultar o processo de distanciamento emocional, pois a mente continua sendo constantemente estimulada por lembranças e expectativas.
O processo de “esquecer” alguém não acontece de forma imediata. Na maioria das vezes, envolve um período de elaboração emocional em que a pessoa precisa aceitar o fim da relação, reorganizar seus pensamentos e redirecionar sua energia para outras áreas da vida.
Algumas atitudes podem ajudar nesse processo: evitar alimentar pensamentos constantes sobre o relacionamento, procurar investir em atividades que tragam sentido e bem-estar, fortalecer vínculos com amigos e familiares e cuidar da sua própria rotina e objetivos pessoais.
Também é importante compreender que insistir em um relacionamento onde não há reciprocidade ou alinhamento de expectativas tende a prolongar o sofrimento. O fato de você reconhecer que, no fundo, as diferenças entre vocês eram significativas já demonstra um nível importante de consciência emocional.
Se perceber que essa dor continua muito intensa ou está afetando sua rotina e seu bem-estar, a psicoterapia pode ser um espaço importante para elaborar esse processo de luto emocional, compreender os padrões do relacionamento e fortalecer sua autoestima e seus limites afetivos.
Com o tempo, à medida que você reorganiza sua vida e seus projetos, essa dor tende a diminuir e o vínculo emocional perde força, permitindo que novas experiências e relações possam surgir de forma mais saudável.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacioname
Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacionamento indo para frente no quesito casamento ! Porém depois de terminar ficamos 2 anos tendo recaídas , logo após os dois anos ela se afastou e disse que estava conhecendo outro pessoa , depois de saber disso eu fiquei extremamente chateado e comecei a fazer o que eu nunca achei que iria fazer , comecei a mandar mensagem implorando para voltar , prometi até casamento, como explicar esse sentimento de querer voltar para uma pessoa que lá no fundo eu não a amo ! Mas gostaria de tentar novamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo é mais comum do que parece e geralmente tem muito mais relação com as emoções despertadas pela perda do que necessariamente com amor verdadeiro. Quando um relacionamento termina, principalmente depois de um vínculo longo e com recaídas emocionais ao longo do tempo, o cérebro entra em um estado de privação afetiva. Isso pode gerar uma sensação intensa de vazio, rejeição e até de urgência para recuperar aquilo que foi perdido.
Muitas pessoas passam a querer reconquistar o ex-parceiro não porque realmente desejam aquela relação, mas porque estão tentando aliviar a dor da perda, do abandono ou da substituição.
Quando você diz que implorou para voltar e chegou até a prometer casamento, mesmo sabendo no fundo que talvez não a ame, isso mostra o quanto suas emoções estavam dominando suas decisões naquele momento. A dor de saber que a outra pessoa está seguindo em frente pode ativar sentimentos muito profundos de rejeição e comparação, fazendo com que a mente tente recuperar o controle da situação a qualquer custo. Isso não significa fraqueza, significa que existe um vínculo emocional mal resolvido que precisa ser compreendido.
É muito importante olhar para algumas perguntas internas: você quer voltar porque realmente deseja construir uma vida com essa pessoa ou porque está tentando evitar a dor de vê-la seguir em frente sem você?
Muitas vezes o sofrimento não está na perda da pessoa em si, mas no impacto que isso causa na autoestima, na sensação de valor pessoal e no medo de ficar sozinho. Esse tipo de conflito emocional merece ser elaborado com cuidado. Em terapia, conseguimos compreender melhor o que está por trás desse impulso de voltar, trabalhar a elaboração do término, fortalecer a autoestima e ajudar você a tomar decisões mais conscientes sobre seus relacionamentos, sem agir apenas movido pela dor do momento.
Se você sentir que esse tema ainda está mexendo muito com suas emoções, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a organizar esses sentimentos e evitar que você se coloque novamente em situações que tragam mais sofrimento.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u
Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo é extremamente angustiante e muitas pessoas que passam por ansiedade intensa relatam exatamente essa sensação de que o mundo parece estranho, distante ou irreal. Essa experiência é conhecida na psicologia como um estado de despersonalização ou desrealização, que pode surgir quando o sistema nervoso está muito ativado pela ansiedade.
Quando o cérebro percebe que você está em constante estado de alerta ou medo, ele pode entrar em um mecanismo de proteção. É como se a mente tentasse se distanciar das sensações para reduzir o impacto emocional. Por isso algumas pessoas deixam de sentir sintomas físicos fortes como antes, mas passam a sentir esse estranhamento com o próprio corpo ou com o ambiente ao redor.
O medo de morte súbita também é muito comum em quadros de ansiedade, principalmente quando a pessoa começa a observar o próprio corpo com muita atenção. Mesmo quando os exames estão normais, a mente ansiosa pode continuar produzindo pensamentos catastróficos, criando a sensação de que algo grave pode acontecer a qualquer momento.
É muito positivo perceber que você já está se cuidando, mantendo alimentação, sono, caminhadas e acompanhamento psicológico, além de buscar avaliação psiquiátrica. Isso mostra que você está enfrentando o problema com responsabilidade e maturidade. O tratamento adequado costuma trazer uma melhora muito significativa desses sintomas, porque trabalhamos tanto a regulação do sistema nervoso quanto os pensamentos que alimentam o medo.
Em terapia também é possível aprender estratégias para reduzir essa hipervigilância corporal, diminuir a ansiedade antecipatória e recuperar gradualmente a sensação de segurança interna. Muitas vezes, quando a pessoa entende o que está acontecendo no seu corpo e na sua mente, o medo começa a perder força.
Se esses sintomas ainda estão gerando sofrimento ou interferindo na sua qualidade de vida, procurar um acompanhamento psicológico especializado pode ajudar muito no processo de estabilização emocional e na recuperação da sensação de normalidade.
Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
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Perguntas frequentes
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Tem algum problema tomar Daforin de manha e sulpan a noite ?
Se por Daforin você se refere à fluoxetina e por Sulpan ao medicamento que…