Perguntas do paciente (151)

  • Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra

    Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Quando falamos de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), é comum que a pessoa desenvolva rituais ou comportamentos repetitivos com regras muito rígidas. Quando essas regras não são seguidas exatamente como a mente “exige”, surge a sensação de que algo está errado e a necessidade de refazer o ritual aparece para aliviar a ansiedade.

    No entanto, o problema é que refazer o ritual acaba fortalecendo o próprio TOC, porque o cérebro aprende que só ficará tranquilo se a compulsão for repetida. Aos poucos, isso pode tornar os rituais cada vez mais frequentes e difíceis de controlar.

    Portanto, não há “problema” em não refazer o ritual — pelo contrário, aprender gradualmente a resistir a essa necessidade faz parte do processo terapêutico. Claro que isso geralmente precisa ser feito com acompanhamento psicológico, pois envolve trabalhar a ansiedade e mudar a forma como a mente responde a esses pensamentos.

    O tratamento adequado ajuda a pessoa a compreender o funcionamento do TOC e desenvolver estratégias para que os pensamentos obsessivos e os rituais percam força ao longo do tempo.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga clínica


  • Tenho depressão e síndrome do pânico parei de tomar o citalopram por conta própria depois de quase

    Tenho depressão e síndrome do pânico parei de tomar o citalopram por conta própria depois de quase 3 anos de tratamento.tomo rivotril.e estou piorando.js fui internada.a hipnoterapia seria uma solução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Obrigada por compartilhar sua situação. Quando uma pessoa convive com depressão e síndrome do pânico por um período longo, o tratamento costuma precisar de continuidade e acompanhamento próximo da equipe de saúde. Interromper um antidepressivo por conta própria, mesmo após anos de uso, pode realmente provocar uma piora dos sintomas ou o retorno das crises, porque o cérebro ainda pode precisar desse suporte químico e emocional.

    O fato de você estar utilizando Rivotril e perceber piora também merece atenção clínica, pois essa medicação costuma ser utilizada mais para controle pontual da ansiedade, mas não trata sozinha a raiz do transtorno do pânico ou da depressão. Por isso, geralmente é importante reavaliar o tratamento com o psiquiatra e associar um acompanhamento psicológico estruturado.

    Sobre a hipnoterapia, ela pode ser um recurso complementar para algumas pessoas, principalmente no manejo da ansiedade e de padrões emocionais automáticos. Porém, o tratamento mais consistente para síndrome do pânico costuma envolver psicoterapia focada em compreender os gatilhos das crises, trabalhar os pensamentos catastróficos e fortalecer a regulação emocional do sistema nervoso.

    Como você relata histórico de internação e piora recente dos sintomas, seria muito importante olhar para isso com cuidado em um processo terapêutico mais próximo. Em psicoterapia é possível trabalhar tanto o manejo das crises quanto as causas emocionais que mantêm o ciclo da ansiedade e da depressão.

    Se sentir que precisa de orientação mais direcionada para o seu caso, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar muito na reorganização do tratamento e na retomada da estabilidade emocional.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Um rapaz começou a querer ter relação sexual comigo de uma forma estranha,24horas por dia,24 horas

    Um rapaz começou a querer ter relação sexual comigo de uma forma estranha,24horas por dia,24 horas por noite,a semana inteira,30 dia no mês,365 dias no ano,dia e noite sem parar.Sera que ele tem algum problema não estou consiguindo aceitar essa situação. Por favor me ajude a entender o que esta acontecer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Entendo sua preocupação porque quando o desejo sexual aparece de forma muito intensa e constante, isso pode gerar desconforto dentro da relação e até uma sensação de pressão para acompanhar algo que não está sendo natural para você.

    O desejo sexual saudável costuma variar de pessoa para pessoa, mas quando alguém demonstra necessidade sexual praticamente contínua, sem pausas ou variações, é importante investigar alguns fatores. Em alguns casos pode estar relacionado a impulsividade, ansiedade, tentativa de aliviar tensões emocionais através do sexo ou até comportamentos de compulsão sexual.

    A compulsão sexual acontece quando o comportamento deixa de ser apenas desejo e passa a funcionar como uma forma de aliviar emoções internas, podendo gerar repetição excessiva e dificuldade de controle. Porém, somente uma avaliação mais cuidadosa pode ajudar a entender o que realmente está acontecendo no caso dele.

    Também é importante lembrar que você não precisa se sentir obrigado a acompanhar um ritmo que ultrapassa seus limites emocionais ou físicos. Um relacionamento saudável precisa respeitar o conforto e os limites dos dois.

    Quando surgem diferenças muito grandes na dinâmica sexual do casal, o acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a compreender as motivações desse comportamento e orientar o casal sobre formas mais equilibradas de lidar com essa situação.

    Se esse tema está trazendo desconforto ou dificuldade dentro da relação, conversar com um profissional pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e encontrar caminhos mais saudáveis para o relacionamento e tratar essa compulsão sexual do seu parceiro.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Tive sintomas como palpitação, formigamento, ataque cardia, sentimento de morte. Utilizo succinato

    Tive sintomas como palpitação, formigamento, ataque cardia, sentimento de morte. Utilizo succinato de Desvenlafaxina, os ataques não apareceram mais. 8 meses depois, tive um momento stressante. Porém, não tive mais ataques e sim vejo algumas sombras. Pode haver uma relação com a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Sim, pode existir relação entre esses sintomas e a ansiedade. Muitas pessoas que já tiveram crises de pânico podem após um período de melhora, ainda perceber algumas sensações físicas ou sinais de alerta, principalmente em momentos de estresse ou tensão emocional.
    Os sintomas que você mencionou anteriormente, como palpitações, formigamento, sensação de ataque cardíaco e medo de morrer, são comuns em crises de pânico. Mesmo quando as crises diminuem ou deixam de ocorrer o organismo pode permanecer por um tempo mais sensível ao estresse.
    Situações estressantes podem reativar parcialmente essas sensações não necessariamente como uma nova crise completa, mas como sinais de ansiedade ou hipervigilância corporal. Isso significa que o corpo continua reagindo de forma intensa a estímulos de estresse.
    O fato de você estar em tratamento medicamentoso e não ter tido novas crises completas é um ponto positivo. Ainda assim, o acompanhamento psicológico pode ser muito útil para trabalhar estratégias de manejo da ansiedade, compreender os gatilhos emocionais e fortalecer o controle sobre esses sintomas. Caso perceba aumento dos sintomas ou novas crises, também é importante manter acompanhamento com o médico responsável pelo tratamento.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar

    Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar pessoalmente com outros homens. Me fechei para outras relações e sinto falta dos dois últimos abusadores. Sei que isso não é normal. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Você não está sozinha em sentir isso. Muitas pessoas que passaram por relacionamentos abusivos acabam desenvolvendo sentimentos ambivalentes como medo de se envolver novamente e, ao mesmo tempo, uma sensação de saudade ou apego aos antigos parceiros. Isso acontece porque, em relações abusivas, muitas vezes se cria um vínculo emocional complexo que pode envolver dependência afetiva, manipulação psicológica e ciclos de dor e reconciliação.
    O mais importante é compreender que esses sentimentos não significam que você deseja o sofrimento novamente, mas sim que existem marcas emocionais que ainda precisam ser elaboradas e cuidadas.
    O profissional mais indicado para te ajudar nesse processo é um psicólogo que poderá trabalhar com você questões como autoestima, vínculos afetivos, padrões de relacionamento e também ajudar na reconstrução da sua segurança emocional para que no futuro você possa viver relações mais saudáveis.
    A psicoterapia é um espaço seguro, de acolhimento e sem julgamentos, onde você poderá compreender melhor sua história, seus sentimentos e aprender a construir novos caminhos.
    Buscar ajuda já é um passo muito importante no seu processo de cuidado e fortalecimento emocional.

    Doutora Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Sinto muito desejo sexual, sinto muito desejos uma hora depois que acordo, e muitas vezes passo boa parte

    Sinto muito desejo sexual, sinto muito desejos uma hora depois que acordo, e muitas vezes passo boa parte do dia com esses estímulos (excitada), principalmente pré período menstrual, o que fazer? isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O desejo sexual pode variar bastante entre as pessoas e também pode sofrer influência de fatores hormonais, emocionais e do próprio ciclo menstrual. Muitas mulheres relatam aumento do desejo sexual principalmente no período pré-menstrual ou próximo da ovulação o que está relacionado às mudanças hormonais naturais do organismo.

    Ter momentos de maior excitação ou perceber o desejo com mais intensidade em determinados períodos pode ser algo normal. No entanto, quando esses pensamentos ou estímulos passam a ocupar grande parte do dia ou causam desconforto, pode ser interessante refletir sobre possíveis fatores emocionais ou de ansiedade que também podem influenciar esse estado.

    Caso isso esteja trazendo incômodo ou dificuldade de concentração nas atividades do dia a dia, conversar com um profissional de saúde mental pode ajudar a compreender melhor essas sensações e aprender formas de lidar com elas de maneira equilibrada.

    A sexualidade faz parte da vida humana, mas quando algo gera desconforto ou dúvida, buscar orientação profissional pode ajudar a trazer mais clareza e tranquilidade.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • O chamado Reboot de pornografia é verdadeiro? Parar com o vício em pornografia pode melhorar a libido

    O chamado Reboot de pornografia é verdadeiro? Parar com o vício em pornografia pode melhorar a libido e a atividade sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O chamado “reboot” relacionado ao consumo de pornografia refere-se à ideia de interromper o uso por um período para que o cérebro reduza a dependência do estímulo constante e intenso que esse tipo de conteúdo pode provocar. Muitas pessoas relatam que, ao reduzir ou interromper o consumo frequente de pornografia percebem mudanças positivas na forma como vivenciam o desejo sexual e nas relações íntimas.
    Quando o consumo de pornografia se torna muito frequente pode ocorrer uma dessensibilização do sistema de recompensa do cérebro fazendo com que a pessoa precise de estímulos cada vez mais intensos para sentir excitação. Isso pode impactar a libido, a motivação sexual com parceiros reais e até a satisfação nas relações.
    Ao interromper ou reduzir esse consumo, algumas pessoas relatam melhora na libido natural, maior interesse em relações reais e uma experiência sexual mais conectada emocionalmente. No entanto, cada pessoa reage de forma diferente, e em casos em que o comportamento se torna compulsivo pode ser importante buscar acompanhamento psicológico.
    A psicoterapia pode ajudar a compreender os gatilhos emocionais que levam ao consumo excessivo, trabalhar o controle de impulsos e construir uma relação mais saudável com a sexualidade.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Qual é o tempo médio [quantas semanas ou meses] para o tratamento da timidez pela psicologia ter eficácia? Também

    Qual é o tempo médio [quantas semanas ou meses] para o tratamento da timidez pela psicologia ter eficácia?
    Também quero saber quais são as técnicas utilizadas pela psicologia para o tratamento da timidez. A pessoa fica desinibida, falante, comunicativa? Aguardo resposta[s]. Obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    A timidez pode ser tratada com bastante eficácia na psicoterapia. Em muitos casos entre 3 a 6 meses de acompanhamento psicológico já é possível perceber melhora na segurança e na comunicação. Na terapia trabalhamos técnicas como reestruturação de pensamentos negativos, treino de habilidades sociais e exposição gradual a situações sociais, ajudando a pessoa a desenvolver mais confiança. O objetivo não é “deixar de ser tímido”, mas aprender a se expressar com mais segurança, naturalidade e autonomia nas relações sociais.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • acho que sou viciado em sexo todo dia quero fazer sexo com minha esposa quando ela nao quer fico impaciente

    acho que sou viciado em sexo todo dia quero fazer sexo com minha esposa quando ela nao quer fico impaciente sem dormi, procuro constantemento mulheres proficional do prazer ja gastei muiyo dinheiro com isso ja deixei minha filha no colegio socinha pra fazer sexo com outra pessoa. Que posso fazer? Mi ajude.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    Pelo que você descreve, parece que o desejo sexual está acontecendo de forma muito intensa e difícil de controlar, a ponto de estar trazendo consequências importantes para sua vida pessoal, familiar e financeira. Quando o impulso sexual passa a dominar o comportamento da pessoa, gerando perda de controle, impulsividade e prejuízos nas relações ou nas responsabilidades pode estar relacionado a um quadro de compulsão sexual.
    A compulsão sexual não significa apenas ter uma libido alta. Ela envolve justamente a dificuldade de controlar o impulso mesmo quando a pessoa sabe que aquilo pode trazer consequências negativas, como problemas no relacionamento, sentimentos de culpa ou prejuízos na vida cotidiana.
    O fato de você reconhecer que isso está acontecendo e pedir ajuda já é um passo muito importante. O mais indicado é procurar acompanhamento psicológico pois a psicoterapia pode ajudar a identificar os gatilhos emocionais que levam a esse comportamento, trabalhar o controle dos impulsos e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com a ansiedade e com o desejo sexual.
    Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação psiquiátrica, principalmente quando o comportamento compulsivo está muito intenso. O tratamento adequado pode ajudar a recuperar o equilíbrio emocional e evitar que essa situação continue prejudicando sua vida familiar e pessoal.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Oi. tenho 26 anos e a 05 anos sou viciado em pornografia. Ja tentei parar, vou em psiquiatra e ele me

    Oi. tenho 26 anos e a 05 anos sou viciado em pornografia. Ja tentei parar, vou em psiquiatra e ele me disse pra eu parar de me culpar, só assim vou conseguir. Porém, tenho lutado, lutado e lutado e não consigo. Não faço mais sexo com minha esposa e as vezes que fiz tive que tomar viagra. Me ajudem!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    O que você descreve é uma situação que muitas pessoas enfrentam atualmente e que pode gerar muito sofrimento, culpa e sensação de perda de controle. O consumo frequente de pornografia pode, em alguns casos, se tornar um comportamento compulsivo, principalmente quando a pessoa sente que tenta parar várias vezes, mas não consegue, e começa a perceber prejuízos na vida sexual, emocional ou no relacionamento.

    A pornografia atua no sistema de recompensa do cérebro, estimulando intensamente a liberação de dopamina. Com o tempo, o cérebro pode se acostumar a esse tipo de estímulo muito intenso e rápido, o que pode dificultar a excitação em situações reais, como na relação com a parceira. Isso pode explicar a dificuldade de manter relações sexuais ou a necessidade de medicamentos para conseguir desempenho.

    O fato de você já estar buscando ajuda psiquiátrica é um passo muito importante. Além do acompanhamento médico, a psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo, principalmente para trabalhar os gatilhos que levam ao consumo, o controle dos impulsos e também a relação entre ansiedade, culpa e comportamento compulsivo.

    Outro ponto importante é compreender que a culpa excessiva muitas vezes acaba mantendo o ciclo do comportamento. Quando a pessoa se sente muito culpada, tende a entrar em um estado de frustração e ansiedade que pode acabar levando novamente ao consumo como forma de aliviar essas emoções.

    Com tratamento adequado, apoio profissional e mudanças gradativas de hábitos, muitas pessoas conseguem reduzir ou interromper esse padrão de comportamento e recuperar a qualidade da vida sexual e do relacionamento.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga Clínica


  • Como posso resolver uma compulsão sexual?

    Como posso resolver uma compulsão sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Miriam Ramos

    A compulsão sexual geralmente está ligada a dificuldades emocionais, ansiedade, vazio afetivo ou tentativa de aliviar tensões internas através do comportamento sexual. Quando a pessoa sente que perdeu o controle que o impulso sexual se torna repetitivo e começa a trazer prejuízos para a vida pessoal, afetiva ou profissional é importante olhar para isso com cuidado e sem julgamento.

    O primeiro passo é buscar compreender o que está por trás desse comportamento: quais emoções, frustrações ou conflitos podem estar sendo compensados através da sexualidade. A psicoterapia ajuda muito nesse processo, pois permite trabalhar o autoconhecimento, desenvolver controle dos impulsos e encontrar formas mais saudáveis de lidar com emoções e necessidades afetivas.

    Com acompanhamento psicológico adequado, é possível entender a origem da compulsão e construir um equilíbrio maior na vida emocional e sexual.

    Dra. Miriam Ramos
    Psicóloga clínica


Perguntas frequentes

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