Perguntas do paciente (143)

  • Sou homem, tenho 27 anos e estou passando por algo que não sei explicar. Eu tenho um dia bastante pr

    Sou homem, tenho 27 anos e estou passando por algo que não sei explicar. Eu tenho um dia bastante preenchido, de manhã saio para correr antes do trabalho, a tarde vou para academia e a noite tenho faculdade. Tenho um corpo saudável, me alimento bem, não consumo pornografia. Minha testosterona deve estar alta, não fiz exame para saber, mas eu não sinto tesão em relações sexuais, apesar de conseguir ejacular, eu demoro para ficar excitado. Não tenho namorada, mas hoje saí com uma moça, tivemos relações e eu tive dificuldade em sentir prazer, nós paramos um pouco, ficamos conversando e aí fizemos novamente e a coisa fluiu até os dois ejacularem. Porém nem a todo tempo eu fiquei com o pênis ereto, quando coloquei o preservativo, ele "dormiu" e aí demorava para "subir" novamente. A moça ficou sentindo que o problema era ela, que não achei ela atraente ou que não estava gostando, ela se estressou e quis ir embora. Consegui acalmá-la, mantendo o equilíbrio emocional, e depois daquela conversa, o encontro foi excelente.

    Um adendo: eu passei quase 4 anos tendo relações com uma única pessoa onde envolvia amor, admiração e respeito. Hoje foi puramente casual. Não sei se isso influenciou.

    Devo estar com algum problema de disfunção erétil ou é apenas psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Pelo seu relato, não há sinais claros de disfunção erétil orgânica. Você conseguiu ter ereção, manter a relação e ejacular. O que aparece no seu caso parece estar muito mais relacionado ao contexto psicológico e emocional da situação.

    Você menciona que passou quase quatro anos se relacionando com a mesma pessoa, com amor e admiração. Para muitas pessoas, inclusive homens, o desejo sexual está ligado à conexão emocional e à intimidade. Em encontros casuais, o corpo pode levar mais tempo para entrar no mesmo nível de excitação.

    A perda de ereção ao colocar o preservativo também é uma queixa bastante comum e geralmente acontece por quebra no fluxo de excitação ou aumento da autoconsciência sobre o desempenho. Quando surge a preocupação de “precisar funcionar bem”, pode aparecer a chamada ansiedade de desempenho, que interfere na ereção.

    Um ponto importante do seu relato é que quando vocês conversaram e a tensão diminuiu, a relação fluiu melhor, o que reforça a influência do fator emocional.

    Se esse tipo de situação começar a se repetir ou gerar preocupação, a terapia cognitivo-sexual pode ajudar a trabalhar ansiedade de desempenho, crenças sobre sexualidade e reconexão com as sensações do próprio corpo.

    Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281, trabalho com Terapia Cognitivo-Sexual e atendo homens com dificuldades na vida sexual online para brasileiros em qualquer lugar do mundo ou presencialmente no Rio de Janeiro. Quando compreendemos melhor a interação entre mente, emoções e sexualidade, muitas dessas dificuldades podem ser reorganizadas com mais tranquilidade.


  • Infelizmente, desde da minha pré adolescência e até um pouco da infância tive contato com pornografi

    Infelizmente, desde da minha pré adolescência e até um pouco da infância tive contato com pornografia por conta de um abuso que, felizmente, não chegou na penetração. Hoje em dia já namoro, sou uma mulher e até agora nunca consegui gozar com o meu namorado apenas, consigo somente assistindo pornografia. A sensação que eu tenho que quando estou tendo uma relação sexual e ele vai fazer um estimulo mais direto fica muito sensível e demora muito e fico tensa por não estar chegando lá, com pornografia consigo gozar até mesmo sem me tocar em um tempo muito menor, já me livrei disso, mas as sequelas ainda estão, tenho uma líbido bem alta e goto muito de ter relações, só que não consigo chegar lá. É alguma síndrome?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra


    Antes de tudo, é importante dizer que o que você descreve é mais comum do que muitas mulheres imaginam e não significa que exista necessariamente uma “síndrome”. Seu relato mostra alguns fatores que podem estar influenciando sua resposta sexual.

    O primeiro ponto é o histórico de exposição precoce à pornografia associado a uma experiência de abuso. Mesmo quando não houve penetração, esse tipo de vivência pode marcar a forma como o corpo aprende a responder aos estímulos sexuais. Muitas vezes o prazer fica condicionado a determinados estímulos ou contextos específicos.

    Outro ponto é que você relata conseguir ter orgasmo com pornografia, mas não durante a relação com o parceiro. Isso geralmente indica que o corpo aprendeu um caminho específico de excitação. A pornografia costuma ativar muita fantasia, rapidez de estímulo e menos autoconsciência, enquanto na relação real podem surgir fatores como expectativa, tensão ou sensibilidade excessiva ao toque.

    Essa hipersensibilidade no clitóris e a tensão por “precisar chegar lá” também podem interferir. Quando a mente entra em estado de cobrança ou ansiedade, o corpo tende a perder parte da capacidade de se entregar ao prazer.

    Portanto, pelo que você descreve, não parece se tratar de uma síndrome rara, mas sim de um padrão de resposta sexual que pode ser trabalhado e reorganizado.

    A terapia cognitivo-sexual ajuda justamente nesses casos, trabalhando:
    • ressignificação de experiências passadas
    • redução da ansiedade durante o sexo
    • reconexão com as sensações do corpo
    • ampliação das formas de estímulo e prazer no casal

    Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281, trabalho com terapia cognitivo-sexual e atendo mulheres que enfrentam dificuldades para atingir o orgasmo ou que sentem que o prazer ficou condicionado a certos estímulos.

    Realizo atendimento online para brasileiras em qualquer lugar do mundo ou presencial no Rio de Janeiro. Muitas dessas dificuldades podem ser compreendidas e transformadas quando trabalhadas de forma adequada em terapia.


  • Olá doutores, então, eu tenho 15 anos, e estou em um vício da pornografia e da masturbação, infelizm

    Olá doutores, então, eu tenho 15 anos, e estou em um vício da pornografia e da masturbação, infelizmente isso tá afetando minha vida de responsabilidades, sinto q dps q eu comecei a cair no vício da masturbação, eu estou deixando os compromissos de lado, e estou deixando de fazer o necessário, como posso vencer isso? Ainda sou jovem, tenho esperança q vou vencer esse vício antes dos 18 anos mas sou fraco e não consigo, tenho vergonha de falar isso para alguém

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Quando um comportamento começa a causar prejuízos na rotina, nos estudos e nas responsabilidades, ele merece atenção e cuidado. O fato de você já perceber esses impactos mostra consciência e desejo de mudança.

    A terapia cognitivo-sexual pode ajudar a compreender os pensamentos, emoções e comportamentos ligados à sexualidade, fortalecendo o autocontrole e formas mais saudáveis de lidar com impulsos.

    Você não precisa enfrentar isso sozinho. Buscar ajuda profissional e conversar com um adulto de confiança é um passo importante. Atendo de forma online ou presencial no Rio de Janeiro.


  • Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido

    Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido tem um pouco de possessividade .
    Ele é tímido ,tem vergonha de me elogiar , é mto nervoso ao ponto de eu ficar com medo de perguntar algo pra ele ou fazer algo que ele não goste , estes 8 anos ele nunca me levou pra passear ir para uma praia e olha que tem dinheiro , a desculpa dele é que ele tem q quitar as dividas para poder fazer alguma coisa legal , minhas irmãs e minha mãe são uma inimigas ,ontem fui falar pra ele que eu ia na casa da minha irmã ele levantou a voz e quis ser mto agressivo , penso em separar mas ele disse que vai melhorar e procurar ajuda psicológica.
    Eu não sei esse tipo de amor dele se ama ou não , ele está bem e do nada me responde rude e nervoso e difícil escrever uma 8 anos mas resumindo ,não sei se devo largar dele .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Olá. Obrigada por dividir algo tão delicado. Ao longo do seu relato, aparece uma mulher que foi, pouco a pouco, se calando, se adaptando e deixando de se sentir segura para ser quem é dentro da relação e isso costuma afetar profundamente a autoestima.

    Quando você passa a ter medo de perguntar, de sair ou de desagradar, algo importante acontece internamente: você começa a duvidar de si, dos seus desejos e até do que sente. Isso não significa fraqueza, mas sim que você está há muito tempo tentando se encaixar para manter a relação.

    Mais do que responder se ele ama ou não, é essencial olhar para você:
    Você se sente valorizada? Respeitada? Ouvida?
    A forma como nos sentimos em um relacionamento diz muito sobre ele.

    A terapia individual ou de casal pode ser um espaço seguro para fortalecer sua autoestima, resgatar sua voz e ajudá-la a compreender o que você precisa para se sentir bem emocionalmente. Com mais clareza interna, as decisões ficam menos confusas e menos dolorosas.

    Você merece uma relação em que não precise ter medo de ser você.

    Atendo presencial no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro/RJ ou Online.


  • Que fazer pra demora pra goza. Meu marido tem pênis muiyo grande . Isso as vezs doe

    Que fazer pra demora pra goza.
    Meu marido tem pênis muiyo grande .
    Isso as vezs doe

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Antes de tudo, é importante entender o que significa “demorar”. O tempo médio para um homem ejacular durante a penetração costuma variar entre 2 e 7 minutos, e isso é considerado dentro da normalidade.

    Se a ejaculação acontece sempre em menos de 1 minuto, pode ser um quadro de ejaculação precoce, e é indicado investigar tanto com um urologista quanto com uma profissional especializada em sexualidade.

    Por outro lado, quando a ejaculação demora demais ou só acontece com estímulos específicos, isso pode estar relacionado a ansiedade, tensão, hábitos de estímulo muito diferentes dos que acontecem na relação ou até desconfortos na própria dinâmica sexual do casal.

    A dor durante a penetração — que você mencionou — merece atenção. Ela pode fazer seu corpo contrair e dificultar que você relaxe. Essa tensão interfere na sua experiência e também no processo de excitação do seu parceiro.

    O ideal é que vocês recebam uma avaliação adequada para entender o que está acontecendo e encontrar estratégias para que a relação seja confortável e prazerosa para ambos.

    Realizo atendimento online para brasileiros no mundo todo e presencial no Recreio dos Bandeirantes, RJ, caso deseje orientação especializada.


  • Como a hiperfixação se manifesta no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Como a hiperfixação se manifesta no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    A hiperfixação não é considerada uma característica típica do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), mas algumas pessoas utilizam esse termo para descrever o quanto ficam "presas" aos pensamentos obsessivos.

    No TOC, o que acontece é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes, involuntários e indesejados, que geram intensa ansiedade. A pessoa não permanece focada nesses pensamentos porque gosta deles ou porque despertam curiosidade, mas porque sente dificuldade em ignorá-los e, muitas vezes, acredita que precisa resolvê-los ou ter absoluta certeza sobre eles.
    Como consequência, é comum que a atenção fique excessivamente direcionada para um determinado tema, como medo de contaminação, dúvidas sobre ter cometido um erro, necessidade de conferir repetidamente portas e fogão, receio de causar danos a alguém ou pensamentos moralmente inaceitáveis. Para aliviar a ansiedade provocada por essas obsessões, surgem as compulsões, que podem ser comportamentos visíveis ou atos mentais, como verificar, lavar, contar, repetir frases mentalmente ou buscar constante tranquilização. Infelizmente, esse alívio é apenas temporário e acaba fortalecendo o ciclo do TOC.

    É importante diferenciar esse funcionamento da hiperfixação observada em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou do hiperfoco presente no TDAH. Nesses casos, geralmente existe um interesse intenso e, muitas vezes, prazeroso por um tema específico. No TOC, o foco costuma ser alimentado pela ansiedade, pelo medo e pela necessidade de eliminar a dúvida, e não pelo interesse em si.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente associada à técnica de Exposição com Prevenção de Resposta (EPR), é considerada um dos tratamentos mais eficazes para o TOC. O objetivo é ajudar a pessoa a modificar sua relação com os pensamentos obsessivos e reduzir gradualmente a necessidade das compulsões, permitindo recuperar qualidade de vida.
    Se você percebe que esses pensamentos ocupam grande parte do seu dia, causam sofrimento ou interferem nos seus estudos, trabalho, relacionamentos ou rotina, vale a pena buscar uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra. Um diagnóstico preciso é essencial para diferenciar o TOC de outras condições e indicar o tratamento mais adequado.

    Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e realizo atendimento on-line para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!


  • É possível ter Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e hiperfoco "típico" relacionado a interesses?

    É possível ter Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e hiperfoco "típico" relacionado a interesses?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra


    Sim, é possível. Ter Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) não impede que uma pessoa também apresente hiperfoco relacionado a interesses específicos. Inclusive, dependendo do caso, esse hiperfoco pode estar associado a outra condição, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou o TDAH, já que essas condições podem ocorrer em conjunto.

    Entretanto, é importante diferenciar o hiperfoco das obsessões do TOC.

    No TOC, as obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e indesejados que costumam provocar ansiedade, medo ou desconforto. Para aliviar esse sofrimento, a pessoa frequentemente sente necessidade de realizar compulsões, como verificar, lavar, repetir ou buscar certezas. Ou seja, o foco está voltado para aliviar a ansiedade causada pelas obsessões.

    Já o hiperfoco costuma ocorrer quando a pessoa fica profundamente envolvida em um tema ou atividade de grande interesse, podendo perder a noção do tempo. Em geral, essa experiência é prazerosa ou muito motivadora, e não motivada pelo medo de que algo ruim aconteça caso interrompa a atividade.

    Por isso, a avaliação clínica é fundamental. Um psicólogo ou psiquiatra poderá investigar se o foco intenso faz parte de um interesse característico da pessoa, se está relacionado ao TDAH ou ao TEA, ou se representa um sintoma do TOC. Essa diferenciação é importante porque cada condição possui estratégias terapêuticas específicas.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é considerada um dos tratamentos de primeira escolha para o TOC, auxiliando a pessoa a compreender o funcionamento das obsessões e compulsões e a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade.

    Caso esses pensamentos ou comportamentos estejam causando sofrimento, prejuízo na rotina ou dúvidas sobre o diagnóstico, procure uma avaliação com um psicólogo. Uma investigação cuidadosa permite diferenciar o TOC de outras condições, como TDAH e TEA, e definir o tratamento mais adequado para cada caso.

    Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e realizo atendimento on-line para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!


  • Qual o tratamento para o hiperfoco exacerbado no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Qual o tratamento para o hiperfoco exacerbado no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Quando falamos em "hiperfoco" no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), geralmente estamos nos referindo ao tempo e à energia que a pessoa dedica às obsessões e à tentativa de neutralizar a ansiedade. Nesse caso, o tratamento não busca eliminar a capacidade de concentração, mas reduzir o ciclo de obsessões e compulsões que mantém esse foco excessivo.

    O tratamento de primeira escolha é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente associada à Exposição com Prevenção de Resposta (EPR). Nessa abordagem, a pessoa aprende a reconhecer os pensamentos obsessivos sem responder automaticamente a eles por meio de compulsões ou comportamentos de busca de certeza. Com o tempo, o cérebro passa a interpretar esses pensamentos como menos ameaçadores, reduzindo a ansiedade e a necessidade de permanecer preso a eles.
    Em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra também é indicado. Medicamentos, principalmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), podem ajudar a diminuir a intensidade das obsessões e facilitar o trabalho psicoterapêutico, especialmente quando os sintomas são moderados ou graves.

    Também é importante investigar se esse foco intenso está realmente relacionado ao TOC ou se pode fazer parte de outra condição, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou o TDAH. Embora essas condições possam coexistir, cada uma possui características próprias e pode exigir estratégias de tratamento diferentes. O diagnóstico adequado é fundamental para um plano terapêutico eficaz.

    Com o tratamento correto, muitas pessoas conseguem reduzir significativamente o tempo gasto com pensamentos obsessivos, diminuir as compulsões e recuperar a qualidade de vida, voltando a direcionar sua atenção para atividades que realmente são importantes e prazerosas.

    Se você percebe que esses pensamentos ocupam grande parte do seu dia, causam sofrimento ou interferem na sua rotina, procure uma avaliação com um psicólogo. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para um tratamento eficaz.

    Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e realizo atendimento on-line para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!


  • Como a vítima pode buscar um novo sentido para a sua vida após a experiência traumática?

    Como a vítima pode buscar um novo sentido para a sua vida após a experiência traumática?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Buscar um novo sentido para a vida após uma experiência traumática costuma ser um processo gradual e profundamente individual. Quando passamos por um trauma, muitas das crenças que tínhamos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo podem ser abaladas, gerando sentimentos de insegurança, medo, tristeza, revolta ou desesperança.

    Um dos primeiros passos é compreender que a recuperação não significa apagar o que aconteceu ou agir como se a experiência não tivesse existido. Muitas vezes, o processo envolve encontrar uma forma de integrar essa vivência à própria história sem permitir que ela defina completamente quem você é.

    Também é importante dar espaço para as emoções relacionadas ao trauma. Tentar ignorar, reprimir ou acelerar a recuperação pode acabar prolongando o sofrimento. Com o tempo, a pessoa pode começar a reconstruir aspectos importantes da vida, como relacionamentos, projetos pessoais, atividades significativas e objetivos para o futuro.

    Muitas pessoas descobrem novos sentidos ao fortalecer vínculos afetivos, desenvolver maior autoconhecimento, investir em causas que consideram importantes ou reconhecer capacidades que não sabiam que possuíam antes da adversidade. Esse processo é conhecido na psicologia como crescimento pós-traumático, quando a pessoa encontra novas formas de significado mesmo após uma experiência muito difícil.

    No entanto, quando o trauma continua causando sofrimento intenso, pensamentos recorrentes, medo constante, pesadelos, ansiedade ou dificuldades para seguir a vida, o acompanhamento psicológico pode ser fundamental. A terapia oferece um espaço seguro para elaborar a experiência traumática, compreender seus impactos emocionais e construir recursos para seguir em frente.

    Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental, auxiliando pessoas que enfrentam traumas, ansiedade, depressão, dificuldades emocionais e desafios nos relacionamentos.

    Realizo atendimentos online para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ.

    Espero ter ajudado.


  • Como o bullying e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) se relacionam ?

    Como o bullying e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) se relacionam ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    O bullying e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) podem estar relacionados de diferentes maneiras. Embora o bullying não seja considerado uma causa do TOC, ele pode aumentar o sofrimento emocional, intensificar a ansiedade e agravar sintomas em pessoas que já têm predisposição para o transtorno.

    Pessoas com TOC podem apresentar comportamentos que chamam a atenção dos colegas, como lavar as mãos repetidamente, conferir objetos diversas vezes, organizar itens de forma excessiva ou evitar determinadas situações por medo de contaminação ou de que algo ruim aconteça. Infelizmente, esses comportamentos podem ser mal compreendidos e se tornar alvo de brincadeiras, críticas ou exclusão social, aumentando ainda mais o sofrimento psicológico.

    Além disso, experiências repetidas de bullying podem elevar os níveis de estresse e ansiedade. Em quem já convive com o TOC, esse aumento da ansiedade pode tornar as obsessões mais frequentes e intensas, favorecendo também o aumento das compulsões. Forma-se um ciclo em que o sofrimento emocional alimenta os sintomas, e os sintomas podem aumentar a vulnerabilidade a novas situações de rejeição.

    Outro aspecto importante é que crianças, adolescentes e adultos que sofrem bullying podem desenvolver sentimentos de vergonha, baixa autoestima e isolamento social. Esses fatores não causam o TOC, mas podem dificultar o enfrentamento do transtorno e impactar significativamente a qualidade de vida.

    A boa notícia é que existe tratamento eficaz. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente associada à Exposição com Prevenção de Resposta (EPR), ajuda a reduzir as obsessões e compulsões, além de trabalhar as consequências emocionais do bullying, fortalecendo a autoestima, a regulação emocional e estratégias mais saudáveis para lidar com situações sociais.
    Se você percebe que o bullying está afetando sua saúde emocional ou que os sintomas do TOC estão interferindo na sua vida, procure ajuda profissional. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de reduzir o sofrimento e recuperar a qualidade de vida.

    Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e realizo atendimento on-line para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!


  • Que habilidades socioemocionais que são úteis para quem tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Que habilidades socioemocionais que são úteis para quem tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Desenvolver habilidades socioemocionais pode fazer uma grande diferença no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Embora elas não substituam a psicoterapia, ajudam a pessoa a lidar melhor com a ansiedade, a incerteza e os pensamentos obsessivos no dia a dia.

    Uma das habilidades mais importantes é a tolerância à incerteza. Muitas pessoas com TOC sentem uma necessidade intensa de ter certeza absoluta de que nada ruim acontecerá. Como essa certeza raramente é possível, elas acabam recorrendo às compulsões para aliviar a ansiedade. Aprender a conviver com um nível saudável de dúvida é um dos objetivos centrais do tratamento.

    Outra habilidade essencial é a regulação emocional. Reconhecer e aceitar emoções como medo, ansiedade e desconforto, sem agir impulsivamente para eliminá-las, permite que a ansiedade diminua de forma natural ao longo do tempo.

    O autoconhecimento também é muito importante. Identificar quais situações desencadeiam as obsessões, quais pensamentos costumam aparecer e como as compulsões são mantidas ajuda a pessoa a compreender o funcionamento do transtorno e a participar ativamente do tratamento.

    Além disso, desenvolver flexibilidade cognitiva favorece uma maneira menos rígida de interpretar os acontecimentos. Em vez de acreditar que existe apenas uma resposta correta ou que é preciso eliminar toda dúvida, a pessoa aprende a considerar outras possibilidades e a questionar interpretações automáticas.

    Por fim, a autocompaixão merece destaque. Muitas pessoas com TOC sentem vergonha dos próprios pensamentos e acabam se julgando de forma muito dura. É importante lembrar que pensamentos obsessivos não definem quem a pessoa é nem representam suas intenções ou seu caráter.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente quando associada à Exposição com Prevenção de Resposta (EPR), trabalha justamente o desenvolvimento dessas habilidades. O objetivo é que a pessoa deixe de responder automaticamente às obsessões com compulsões, aprendendo formas mais saudáveis de lidar com a ansiedade e recuperando sua qualidade de vida.
    Se você percebe que o TOC está limitando sua rotina, seus relacionamentos ou seu bem-estar, procure uma avaliação com um psicólogo. Com o tratamento adequado, é possível aprender estratégias eficazes para reduzir o sofrimento e retomar uma vida mais livre das obsessões e compulsões.

    Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e realizo atendimento on-line para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!


  • A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é eficaz no tratamento da ansiedade existencial?

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é eficaz no tratamento da ansiedade existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Sim. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é considerada uma das abordagens psicológicas com maior evidência científica para o tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), inclusive quando as obsessões envolvem temas existenciais.
    É importante fazer uma distinção entre **ansiedade existencial** e **TOC existencial**. A ansiedade existencial pode fazer parte da experiência humana, levando a reflexões sobre o sentido da vida, a morte, a liberdade e as escolhas. Já no TOC existencial, essas perguntas deixam de ser apenas reflexões e tornam-se obsessões: pensamentos repetitivos, intrusivos e difíceis de controlar, que provocam intensa ansiedade e uma necessidade constante de encontrar respostas definitivas.

    Na TCC, o objetivo não é responder às grandes questões da existência, mas ajudar a pessoa a mudar sua relação com elas. Durante o tratamento, o paciente aprende a identificar interpretações distorcidas, reconhecer a busca excessiva por certezas e reduzir comportamentos que mantêm o problema, como pesquisar compulsivamente, pedir confirmação a outras pessoas ou passar horas analisando mentalmente as mesmas perguntas.

    Uma das estratégias mais eficazes é a **Exposição com Prevenção de Resposta (EPR)**. Com orientação profissional, a pessoa é incentivada a entrar em contato com a dúvida e a ansiedade sem recorrer às compulsões. Aos poucos, o cérebro aprende que é possível conviver com a incerteza sem que algo ruim aconteça, reduzindo a intensidade das obsessões.

    Quando a ansiedade existencial não está relacionada ao TOC, a TCC também pode ser muito útil. Ela auxilia a pessoa a desenvolver maior flexibilidade cognitiva, regulação emocional, aceitação das incertezas da vida e estratégias mais saudáveis para lidar com preocupações, favorecendo uma vida mais alinhada aos próprios valores, em vez de permanecer presa ao medo e à necessidade de controle.

    Se essas dúvidas existenciais estão consumindo seu tempo, causando sofrimento ou interferindo na sua rotina, vale a pena buscar uma avaliação com um psicólogo. Identificar se essas preocupações fazem parte de uma ansiedade existencial, de um TOC ou de outra condição é fundamental para indicar o tratamento mais adequado.

    Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e realizo atendimento on-line para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!


  • Como lidar com a angústia e o vazio existencial? .

    Como lidar com a angústia e o vazio existencial? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    A angústia e o vazio existencial são experiências que podem surgir em diferentes momentos da vida, especialmente após perdas, mudanças importantes, crises nos relacionamentos, adoecimento ou quando a pessoa sente que perdeu o sentido daquilo que fazia. Embora sejam experiências humanas, quando se tornam intensas, persistentes e começam a comprometer a qualidade de vida, merecem atenção profissional.

    O primeiro passo é compreender que sentir um vazio existencial não significa, necessariamente, que há algo "errado" com você. Em muitos casos, essa sensação pode representar um momento de transição, no qual antigos valores, objetivos ou papéis já não fazem tanto sentido, enquanto novos ainda estão sendo construídos.

    Ao mesmo tempo, é importante observar quando esse sofrimento vem acompanhado de sintomas como ansiedade intensa, pensamentos repetitivos, tristeza persistente ou perda de interesse pelas atividades do dia a dia. Nessas situações, uma avaliação psicológica é importante para investigar se o vazio existencial faz parte de um processo natural da vida ou se está relacionado a algum transtorno mental, como depressão, transtornos de ansiedade ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa, baseada nos critérios diagnósticos do DSM-5.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser muito útil nesse processo. O tratamento ajuda a identificar pensamentos automáticos negativos, crenças que contribuem para o sofrimento emocional e padrões de comportamento que mantêm a sensação de vazio. Além disso, a terapia favorece o desenvolvimento de estratégias para lidar com as emoções, fortalecer os relacionamentos, retomar atividades significativas e construir uma vida mais coerente com os próprios valores.
    Quando o sofrimento está relacionado ao TOC existencial, por exemplo, o foco do tratamento não é encontrar respostas definitivas para as grandes questões da existência, mas reduzir a necessidade de certeza absoluta e aprender a conviver com as dúvidas de forma mais saudável, diminuindo o impacto que elas exercem sobre a vida da pessoa.

    Se a angústia e o vazio existencial têm sido frequentes, causado sofrimento ou dificultado sua rotina, procure ajuda psicológica. Com o acompanhamento adequado, é possível compreender a origem desse sofrimento, desenvolver recursos emocionais mais saudáveis e reconstruir um sentido de vida que faça sentido para você.

    Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e realizo atendimento on-line para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!


  • Líbido baixa por conta da lamotrigina 100 mg, o que devo fazer para voltar ao normal?

    Líbido baixa por conta da lamotrigina 100 mg, o que devo fazer para voltar ao normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    A lamotrigina pode, sim, reduzir a libido em algumas pessoas. Quando isso acontece, é importante conversar com o médico que prescreveu para avaliar ajuste de dose ou troca do medicamento.
    Enquanto isso, vale observar se o impacto está afetando o relacionamento ou sua qualidade de vida; nesses casos, a terapia sexual pode ajudar a entender o que mudou e como recuperar o desejo.
    Na terapia cognitivo-sexual, trabalhamos os impactos emocionais, de ansiedade, estresse e autoestima que também podem contribuir para a queda do desejo, potencializando o resultado do tratamento médico.
    Se desejar entender melhor como sua libido funciona e como recuperar o desejo de forma saudável e personalizada, estou à disposição para atendimento online e presencial no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro,RJ.


  • olá, me chamo Italo e tenho 14 perto dos 15, as vezes eu sempre me pergunto por que eu faço isso, eu

    olá, me chamo Italo e tenho 14 perto dos 15, as vezes eu sempre me pergunto por que eu faço isso, eu tenho um obsessão tão grande em me masturbar mais eu queria me entender o pq eu gosto de fazer isso, oq eu acho de interessante em me masturbar, e nunca namorei por que tenho medo desse vicio
    continuar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Você ainda é muito jovem e, está descobrindo o prazer do seu corpo. A masturbação é algo natural do ser humano. Um comportamento só é prejudicial quando te causa prejuízos. Isso te prejudica? Está deixando de fazer algo para se masturbar? Caso positivo, procure ajuda psicológica.


  • É preocupante o fato de um homem de 38 anos ter impotência sexual?

    É preocupante o fato de um homem de 38 anos ter impotência sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Sugiro que vá ao urologista, cardiologista e endocrinologista.É importante investigar se há algo físico que esteja atrapalhando a sua ereção. Caso esteja tudo bem, procure uma psicóloga especialista em sexualidade.


  • Fui viciado em pornô e não assisto a meses, é normal sofrer com EP?

    Fui viciado em pornô e não assisto a meses, é normal sofrer com EP?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    A ejaculação precoce acontece em menos de um minuto. É o que acontece com você? Talvez a ansiedade de ter um excelente desempenho esteja te atrapalhando. Busque uma psicóloga especialista em sexualidade.


  • Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com am

    Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com amor e sem mágoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Sim, é possível reconstruir um relacionamento após agressões apenas quando a violência cessa completamente e existe arrependimento real, responsabilização e mudança de comportamento.

    A Terapia de Casal pode ajudar a trabalhar comunicação, mágoas e reconstrução da confiança, mas a segurança física e emocional deve ser prioridade.

    Em alguns casos, a separação é o caminho mais saudável. Cada situação precisa ser avaliada com responsabilidade e acolhimento.
    Atendimento presencial no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro, RJ ou Online


  • Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse

    Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    Pelo seu relato, parece que você está sofrendo não apenas pelo término, mas também pelo choque entre a imagem que tinha desse relacionamento e a realidade que foi percebendo ao longo do tempo.

    É natural que, após o fim de uma relação importante, nossa mente se agarre aos momentos bons. Principalmente quando foi o primeiro relacionamento amoroso. Porém, ao reler sua história, chama a atenção a quantidade de restrições, exigências e situações em que você precisou abrir mão de si mesma para manter o relacionamento.

    Em um relacionamento saudável, existem acordos, respeito e diálogo. Mas a outra pessoa não escolhe suas roupas, não decide quais músicas você pode ouvir, não afasta você de amigos e familiares, não impede suas atividades, nem faz você sentir que precisa obedecer por medo de ser abandonada.

    Você descreve que, aos poucos, foi deixando de lado seus gostos, sua autonomia, seus relacionamentos e até seus limites para evitar conflitos e preservar a relação. Quando isso acontece, é importante refletir se o amor estava sendo construído sobre reciprocidade ou sobre o medo de perder o outro.

    Também chama a atenção o fato de você relatar que chorou mais do que foi feliz durante grande parte do relacionamento. Muitas vezes, quando estamos emocionalmente envolvidos, acabamos valorizando os momentos de carinho e minimizando situações que nos fizeram sofrer. Isso não significa que ele não tivesse qualidades. Pessoas podem ser carinhosas em alguns momentos e, ao mesmo tempo, apresentar comportamentos que causam sofrimento e limitam a liberdade do parceiro.

    Quanto à dependência emocional, ninguém pode fazer um diagnóstico por meio de um relato na internet. Porém, alguns aspectos que você descreve merecem atenção, como o medo intenso de perdê-lo, a dificuldade de colocar limites, a tendência a ceder para evitar abandono e a sensação de que nunca encontrará outra pessoa.

    Quando estamos vivendo um término, especialmente após uma relação que ocupou um espaço tão importante na nossa vida, é comum acreditar que nunca encontraremos alguém semelhante. Mas é importante lembrar que você não está procurando apenas alguém com as qualidades dele. Você merece encontrar alguém que tenha qualidades e que também respeite sua individualidade, sua liberdade, sua família, seus amigos e suas escolhas.

    Um mês é um período muito curto para elaborar uma perda tão significativa. O fato de você estar chorando ainda não significa que nunca irá superar. Significa apenas que está vivendo um processo de luto emocional.

    A psicoterapia pode ajudá-la a compreender por que foi tão difícil colocar limites, quais necessidades emocionais estavam sendo atendidas nessa relação e como reconstruir sua autoestima sem precisar abrir mão de quem você é para ser amada.

    Sou Psicóloga (CRP 05/50281) e trabalho com autoestima, ansiedade e relacionamentos, atendendo online para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro - RJ.

    Espero ter ajudado. Neste momento, talvez a pergunta mais importante não seja "Será que vou encontrar alguém como ele?", mas sim: "Que tipo de relacionamento eu quero construir daqui para frente sem precisar perder a mim mesma?"


  • Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele

    Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
    Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
    As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Nivia Serra

    O que você descreve é mais comum do que muitas pessoas imaginam e não significa necessariamente que você seja uma pessoa fria ou sem sentimentos.

    Na verdade, ao ler seu relato, chama a atenção o quanto você se preocupa com seu marido e com o sofrimento dele. Pessoas sem sentimentos geralmente não ficam angustiadas por não conseguir demonstrá-los. Você parece sentir, mas encontra dificuldade em expressar o que sente de uma forma que o outro consiga perceber.

    Algumas pessoas cresceram em ambientes onde emoções não eram verbalizadas, onde demonstrações de afeto eram raras ou até desencorajadas. Outras passaram por experiências dolorosas que as fizeram aprender a esconder sentimentos como forma de proteção. Com o tempo, expressar amor, admiração, desejo ou vulnerabilidade pode se tornar algo difícil, mesmo quando esses sentimentos existem.

    Também é importante considerar que as pessoas costumam ter formas diferentes de demonstrar amor. Você relata ser muito carinhosa fisicamente, enquanto seu marido parece precisar de palavras, gestos de valorização e demonstrações mais explícitas para se sentir amado. Isso não significa que um de vocês esteja errado. Significa apenas que estão falando "linguagens emocionais" diferentes.

    Ao mesmo tempo, o sofrimento dele merece atenção. Quando alguém passa muito tempo sem se sentir amado, desejado ou valorizado da forma que precisa, pode começar a sentir solidão dentro do próprio relacionamento, mesmo existindo amor entre o casal.

    A boa notícia é que dificuldades de expressão emocional podem ser trabalhadas. O fato de você reconhecer essa dificuldade e desejar mudar já é um passo importante. Em muitos casos, a psicoterapia individual ou a terapia de casal ajudam a identificar os bloqueios emocionais, compreender a origem dessas dificuldades e desenvolver formas mais autênticas de expressar afeto.

    Talvez você não precise se transformar em uma pessoa completamente diferente. Talvez o caminho seja aprender a traduzir para ele aquilo que você já sente, mas que hoje permanece guardado dentro de você.

    Sou Psicóloga Nivia Serra (CRP 05/50281), especialista em relacionamentos, terapia de casal e sexualidade, atendendo online para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro - RJ.

    Você não parece estar sem sentimentos. Parece estar sofrendo porque tem sentimentos e não consegue demonstrá-los da maneira que gostaria. E isso é algo que pode ser compreendido e trabalhado com ajuda profissional.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.