Perguntas do paciente (1079)

  • Qual é a importância do relatório neuropsicológico no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    Qual é a importância do relatório neuropsicológico no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    O objetivo da avaliação neuropsicológica no TOC é compreender como o TOC afeta no funcionamento cognitivo e na vida do paciente. OTOC pode trazer dificuldades nas funções executivas (flexibilidade cognitiva, controle inibitório, planejamento, tomada de decisão e memória operacional). Mesmo que a memória esteja preservada, as dúvidas e a necessidade de ter certeza de quem tem TOC fazem com que a pessoa desconfie da própria memória, levando a checagens. A avaliação neuropsicológica ajuda a diferenciar uma falha cognitiva verdadeira de uma dificuldade secundária à ansiedade e às obsessões. O laudo pode também identificar facilidades e dificuldades e investigar se existe alguma comorbidade (TEA, TDAH, depressão) que ajudam no planejamento terapêutico indicando intervenções que atendam às necessidades específicas do paciente. Também pode ser utilizada para acompanhar a evoluçao terapeutica do paciente.


  • Como a avaliação neuropsicológica contribui para uma abordagem multidisciplinar do Transtorno Obsess

    Como a avaliação neuropsicológica contribui para uma abordagem multidisciplinar do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A avaliaçao vai ajudar a entender as facilidades e dificuldades do paciente e a existencia de comorbidades e através disso fica mais facil pensar nas intervençoes terapeuticas e medicamentosas.


  • A avaliação neuropsicológica confirma o diagnóstico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    A avaliação neuropsicológica confirma o diagnóstico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A avaliação neuropsicológica não tem como função confirmar ou excluir o diagnositico de TOC, mas fornecer informações objetivas que Vão complementar a avaliação clínica e auxiliar no diagnóstico diferencial, orientar o planejamento terapêutico e permitir compreender o impacto do transtorno no funcionamento cognitivo e na vida cotidiana do paciente.


  • Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando o

    Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando os problemas é normal? Isso é considerado uma questão comportamental ou não ? Existe algum medicamento que ajude ou o tratamento é apenas terapia? Há possibilidade de melhora ou até de "cura"? Em quanto tempo isso costuma acontecer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Eu não diria que é normal mas que é comum (muitas pessoas passam por isso). Nem sempre o problema é somente comportamental, podem coexistir outros fatores (neurobiologicos, emocionais, ambientais, etc). Quando essas dificuldades causam sofrimento ou prejuízos vale a pena buscar uma ajuda psicológica. A forma como interpretamos as situações no dia a dia influencia nossas emoções e nossos comportamentos; os pensamentos catastróficos aumentam a ansiedade e dificultam o enfrentamento dos problemas. As experiências ao longo da vida contribuem para padrões emocionais que se repetem A psicoterapia é considerada a primeira escolha para muitas dessas dificuldades. Em alguns casos, principalmente quando os sintomas são intensos ou fazem parte de transtornos os medicamentos ajudam a reduzir a intensidade dos sintomas, mas não modificam os padrões de pensamento e comportamento. Por isso a combinação entre psicoterapia e tratamento medicamentoso traz os melhores resultados. Quanto à melhora, não existe um prazo único, depende da causa, da gravidade dos sintomas, da presença de outros transtornos, do engajamento no tratamento e fatores individuais. Várias pessoas começam a perceber mudanças nas primeiras semanas ou meses de psicoterapia. Ao invés de cura o adequado é pensar em desenvolvimento de habilidades para lidar com as dificuldades. O objetivo do tratamento é que a pessoa aprenda a compreender melhor suas emoções, responder de forma mais equilibrada às dificuldades e desenvolver estratégias que promovam uma vida com mais qualidade e bem-estar.


  • É possível "reeducar" o cérebro para se acostumar a transar com camisinha após ter experimentado sem

    É possível "reeducar" o cérebro para se acostumar a transar com camisinha após ter experimentado sem?

    Eu estou em um relacionamento sério há algum tempo. Um dia, a minha namorada sugeriu de experimentarmos sem camisinha, pois segundo ela eu passaria a não mais querer fazer com camisinha. Assim que começou a menstruação dela nós experimentamos. Pois bem, fizemos isso duas vezes (em dois meses diferentes).

    Acontece que ela disse que agora só faremos após o casamento. Perguntei a ela o porquê disso, e ela me explicou os motivos dela. Me senti um pouco enganado, mas entendi e respeitei. Após isso, eu não tenho mais sentido "tesão" durante o sexo com camisinha da mesma forma que eu sentia antes de saber como era a sensação sem proteção. Soma-se o fato dela ter me contato que só transava sem camisinha com o ex, faz me sentir ainda pior.

    Agora, me parece que essa minha dificuldade de sentir o "tesão", não digo prazer, é mais da parte psicológica. E eu tenho buscado maneiras de "reeducar" meu cérebro para voltar a sentir essa vontade no sexo que eu sentia antes, mas tem sido muito difícil.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Sim, isso é possível. O que você está descrevendo não significa que seu cérebro tenha desaprendido ou que você nunca mais conseguirá sentir desejo durante o sexo com camisinha. O desejo sexual não depende só da sensação física, mas também da forma como interpretamos a situação. No seu caso, além da diferença de sensibilidade, existem elementos emocionais importantes: a sensação de ter sido enganado, a frustração pela mudança de expectativas e a comparação com o relacionamento anterior da sua namorada. Esses fatores podem interferir durante a relação sexual e diminuir a excitação. Nosso cérebro aprende por associação; se o sexo sem camisinha foi associado a maior prazer e exclusividade e o sexo com camisinha ficou associado à perda, comparação e frustração, é natural que o desejo diminua mas essas associações podem ser modificadas com novas experiências e novas interpretações. Essa dificuldade não pode se transformar em uma preocupação constante porque quanto mais você entrar na relação pensando "preciso sentir tesão como antes", maior vai ser a ansiedade que reduz a excitação. O foco excessivo nisso pode acabar afastando a atenção das sensações e da intimidade do momento. Vale a pena conversar com sua parceira sobre como você se sentiu com a mudança para que vocês possam compreender o impacto que essa situação teve na relação. Muitas vezes, resolver a questão emocional é tão importante quanto lidar com a questão sexual. Se essa dificuldade persistir ou estiver causando sofrimento significativo, a psicoterapia, pode ajudar.


  • Desde criança (por volta dos 4 anos), tenho uma imaginação muito ativa. Crio histórias contínuas na

    Desde criança (por volta dos 4 anos), tenho uma imaginação muito ativa. Crio histórias contínuas na minha cabeça, com personagens, acontecimentos e “episódios”, às vezes recriando minha própria vida de formas diferentes ou criando qualquer cenário que eu queira.

    Durante esses momentos costumo andar em círculos, girar objetos (quando era criança era sacola/corda, hoje é mais lápis) e fazer sons com a boca. Isso acontece quando estou entediado ou quando vejo algo que me inspira. Eu acho divertido e consigo parar quando quero, mas comecei a fazer escondido por vergonha, porque eu nunca vi ninguém fazer isso, de andar de um lado para o outro fazendo sons e girando lápis enquanto imagina…

    Além disso, desde criança tenho dificuldades como procrastinação, esquecer coisas, deixar tarefas para última hora, dificuldade em terminar atividades e começar tarefas chatas. Também tenho histórico de ansiedade/depressão e muita timidez, com medo de julgamento e dificuldade social.

    Quero entender se isso pode ter relação com alguma condição como TDAH ou outra questão, ou se é apenas meu jeito de funcionar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    O que você descreve pode estar relacionado a diferentes condições psicológicas e do neurodesenvolvimento (TDAH, TEA, etc) , mas também pode representar apenas uma característica do seu modo de funcionar. Não é possível chegar a um diagnóstico somente com esse relato. Dificuldades de organização, procrastinação, esquecimento, iniciar e concluir tarefas, associadas à ansiedade, ao medo de julgamento e às dificuldades sociais, merecem uma avaliação mais aprofundada, pois podem estar presentes em diferentes transtornos e também serem influenciadas por fatores emocionais. O mais indicado nesse caso é procurar um neuropsicólogo para uma avaliação neuropsicológica para auxiliar na investigação do funcionamento cognitivo, no diagnóstico diferencial e na definição do tratamento mais adequado.


  • Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?

    Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    A diferença está no grau em que esses sintomas aparecem, ou seja, depende da persistência, da intensidade e do impacto dos sintomas na vida da pessoa. Dificuldades situacionais costumam surgir em resposta a um evento específico e tendem a melhorar com o tempo ou com a resolução da situação. Já um transtorno psiquiátrico geralmente apresenta sintomas mais persistentes, que causam sofrimento significativo e prejuízo em diferentes áreas da vida, independentemente de um fator desencadeante. Como essas situações podem se sobrepor, a avaliação de um psicólogo ou psiquiatra é essencial para um diagnóstico adequado.


  • Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p

    Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Nem sempre. Morder os próprios lábios pode ter funções diferentes. Se ocorre de forma automática ou como uma maneira de aliviar a ansiedade, nem sempre é classificado como automutilação. Porém, quando é feito intencionalmente para provocar dor ou lesão como forma de aliviar o sofrimento emocional, pode ser considerado um comportamento de automutilação. Como você relata ansiedade e desânimo, é importante buscar uma avaliação psicológica para compreender a função desse comportamento e identificar formas mais saudáveis de lidar com esse sofrimento.


  • Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se compara a uma pessoa emocionalmente sensível?

    Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se compara a uma pessoa emocionalmente sensível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Ter uma personalidade emocionalmente sensível não é a mesma coisa que ter o diagnóstici de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Pessoas sensíveis podem sentir as emoções com mais intensidade, mas geralmente conseguem regulá-las sem prejuízos importantes. No TPB, além da instabilidade emocional existe prejuízo significativo em diferentes áreas da vida; relacionamentos interpessoais, autoimagem e controle dos impulsos; medo intenso de abandono, mudanças bruscas de humor e comportamentos impulsivos ou autolesivos. A diferença não está apenas na intensidade das emoções, mas quanto sofrimento elas causam. O diagnóstico deve ser realizado por uma avaliação clínica cuidadosa e por equipe multiprofissional em muitos casos.


  • eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sob

    eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sobre-excitabilidades (intelectual, emocional, imaginativa, sensorial e psicomotora) e vários sinais associados a altas habilidades/superdotação. Isso pode indicar uma dupla excepcionalidade (TDAH/TEA junto com altas habilidades)? Existe alguma avaliação que eu possa fazer para investigar isso?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Sim, a dupla excepcionalidade é uma hipótese que merece ser investigada e que não pode ser confirmada apenas pela presença dessas características. Pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento também podem apresentar altas habilidades. A investigação deve ser feita através de uma avaliação clínica e neuropsicológica abrangente, que integra entrevista, história do desenvolvimento, testes cognitivos, avaliação das funções executivas e análise do desempenho em diferentes áreas. O objetivo não é apenas verificar um potencial intelectual elevado, mas compreender como suas habilidades e dificuldades coexistem e impactam seu funcionamento no dia a dia. Caso essa seja uma hipótese relevante para você, vale a pena procurar um profissional com experiência tanto em transtornos do neurodesenvolvimento quanto em altas habilidades/superdotação. Abraço


  • Olá! Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por

    Olá!

    Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por isso desde pequeno, ainda mais considerando que sou uma pessoa LGBTQIA+. Hoje ainda permaneco com crenças que não fazem sentido para mim, mas sinto que muitas vezes fico tomado pelo medo ou ansiedade, o que inclusive afeta o meu relacionamento atual. Devo procurar um psicólogo e/ou psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá! Pelo que você conta, acho que vale a pena procurar um psicólogo. Muitas crenças que carregamos desde a infância ou adolescência continuam influenciando nossa vida, mesmo quando sabemos, racionalmente, que elas não fazem mais sentido. Isso é especialmente comum em pessoas que passaram por experiências de rejeição, preconceito ou precisaram esconder quem eram. A terapia pode ajudar a entender de onde vêm essas crenças, como elas afetam sua ansiedade e seus relacionamentos e, principalmente, como construir formas mais saudáveis de lidar com elas. Espero ter ajudado. abraço


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, é possivel que a ansiedade esteja contribuindo para isso; quando estamos muito atentos aos sintomas e pensamentos, nosso cerebro reage com sinais de perigo aumentando a tensão e sensação de cansaço, tanto que quando vc conversava não sentiu nada. O TAG costuma gerar muito cansaço. Entretanto a avaliação medica é importante para descartar outras possibilidades, mas uma das queixas mais comuns de quem tem TAG é a exaustão.


  • Se eu estou fazendo terapia com um psicólogo e vou começar a ir pra outro,o que eu deveria fazer?

    Se eu estou fazendo terapia com um psicólogo e vou começar a ir pra outro,o que eu deveria fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Trocar de psicologo além de ser um direito do paciente em muitos casos faz parte do processo. Converse de forma aberta com o profissional atual sobre sua decisão, assim você encerra o processo de modo saudável e esclarece potenciais duvidas. Seu novo terapeuta precisa saber de seu historico, objetivos e de tratamentos anteriores e quando vc autoriza pode ser util uma troca de informação entre eles, favorecendo a continuidade do cuidado. O importante é você se sentir acolhido e compreendido em suas demandas a fim de construir uma boa aliança terapeutica para que haja sucesso no tratamento.


  • Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se diferencia de Transtorno do Espectro Autista

    Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se diferencia de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em perfis neuropsicológicos de emoção e controle executivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, apesar de ambos os transtornos apresentem dificuldades relacionadas a regulação emocional e funçoes executivas; no TEA a desregulação emocional esta mais ligada a sobrecarga sensorial, mudanças de rotina, fadiga e interações sociais e normalmente não estão associadas a medo de abandono por exemplo. No TPB a intensa instabilidade emocional e dificuldade de regular emoçoes costumam ser desencadeadas por sentimentos de rejeição muitas vezes e/ou conflitos relacionais. As disfunções executivas parecem estar mais relacionadas a instabilidade emocional. Mesmo que na avaliação apareça prejuizo em ambos os quadros é a boa anamnese que vai fazer a diferenciação em conjunto com as escalas diagnósticas. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento e o TPB não.


  • Qual a diferença entre funcionamento borderline e transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    Qual a diferença entre funcionamento borderline e transtorno de personalidade borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Comumente quando o profissional fala de funcionamento a pessoa não preenche todos os critérios diagnósticos do transtorno.


  • Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Ape

    Há algumas semanas, minha esposa descobriu que eu estava trocando mensagens com outras mulheres. Apesar de não ter havido contato físico, ela reagiu de forma muito intensa, chegando a ameaçar tirar a própria vida e tentar se ferir. Desde então, passamos por momentos muito difíceis, incluindo discussões e uma viagem bastante desgastante. Recentemente, porém, ela mudou sua postura, reconheceu falhas no relacionamento e demonstrou interesse em reconstruirmos o casamento.

    Diante dessa situação, sinto-me dividido entre tentar recomeçar a relação ou seguir em frente com uma separação. Tenho medo de permanecer no casamento sem estar verdadeiramente decidido e acabar magoando minha esposa novamente, mas também me sinto culpado ao pensar em encerrar uma história de três anos de casamento. Como lidar com essa indecisão, compreender melhor meus sentimentos e tomar uma decisão emocionalmente saudável para mim e para minha esposa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Acredito que uma terapia de casal ajudaria muito tanto para reconstruir o casamento quanto para decidirem por uma separação, o que for mais saudável para ambos. Em paralelo uma psicoterapia individual ajudaria você a compreender melhor seus sentimentos e tomar uma decisão.


  • O que são subgrupos no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O que são subgrupos no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    No DSM 5 isso não existe, mas alguns autores fazem distinções entre grupos internalizantes (implodem) e externalizantes (explodem mais). Milton criou algumas divisões: Quiet Borderline; Impulsive Borderline; Borderline petulante e autodestrutivo. Mas não sao critérios diagnósticos, apenas características mais fortes de algum aspecto que esta presente em todos os portadores.


  • O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta o raciocínio moral ou apenas a regulação emocio

    O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta o raciocínio moral ou apenas a regulação emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Olá, não entendi bem o que vc quer dizer com raciocínio moral. O TPB além de uma desregulação emocional (instabilidade, afeto aversivo, raiva, irritabilidade) abrange também desregulação interpessoal (relacionamentos instaveis, esforços para evitar a perda, conflitos interpessoais); desregulação comportamental (impulsividade, comportamentos autolesivos) e desregulação cognitiva (rigidez cognitiva, pensamento dicotomico) bem como uma disfunção do self (baixa estima, vazio cronico, autoimagem instável).


  • Quais estratégias reduzem rupturas terapêuticas em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderl

    Quais estratégias reduzem rupturas terapêuticas em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    Acredito que a dialética é uma das melhores ferramentas para trabalhar com esse tipo de paciente, além de uma boa supervisão e terapia em dia do proprio terapeuta.


  • A contratransferência pode ser usada como ferramenta diagnóstica no Transtorno de Personalidade Bord

    A contratransferência pode ser usada como ferramenta diagnóstica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Patricia De Lucia Nadruz

    O diagnóstico de TPB é um diagnostico complexo e deve ser multiprofissional, avaliação neuropsicológica, avaliação psiquiatrica e psicológica. É claro que o paciente é o que é em todos os contextos e a contratransferencia acontece, mas não acredito que por si só possa ser uma ferramenta diagnóstica, pode complementar na sua análise do paciente.


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