Perguntas do paciente (1110)
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você relata, seu sofrimento está interferindo bastante na sua rotina e na sua autonomia. Por isso, acho importante buscar um acompanhamento mais frequente e estruturado, e não tentar enfrentar isso sozinha. A internação pode ser necessária em algumas situações, mas ela não é a única possibilidade. O ideal é conversar com a equipe do CAPS sobre como você está hoje e dizer claramente que está com dificuldade até para realizar tarefas básicas, sair do quarto e manter sua rotina. A equipe poderá avaliar se você precisa de um acompanhamento mais intensivo, atendimento psicológico mais frequente, ajuste do tratamento ou, se houver indicação, internação. E não pense que você “perdeu” as oportunidades de trabalho. Neste momento, cuidar da sua saúde pode ser justamente o passo necessário para recuperar condições de retomar seus projetos. Se em algum momento surgirem pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver, procure ajuda imediatamente, não fique sozinha e busque um serviço de urgência.
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Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz
Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A dor de cabeça pode acontecer como efeito colateral da sertralina e também pode aparecer após uma interrupção abrupta do medicamento. Como você ficou uma semana sem tomar e retomou há 14 dias, é importante conversar com o médico que prescreveu a medicação para que ele avalie o que está acontecendo. Não altere a dose nem interrompa novamente por conta própria. E, se a dor for muito intensa, súbita ou vier acompanhada de outros sintomas importantes, procure atendimento médico.
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A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergo
A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergonha? Tipo ter bebido anoite e acordar com aquela melancolia de lembrar coisas feias que fiz? e ela altera as ondas cerebrais também ? ou permanece em Beta??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A meditação olhando para a chama de uma vela pode ajudar a reduzir a agitação e trazer a atenção para o momento presente, mas não necessariamente vai fazer uma depressão ou uma vergonha intensa desaparecer. Se você acorda depois de beber sentindo melancolia, culpa ou vergonha pelo que aconteceu na noite anterior, é importante lembrar que o álcool também pode influenciar o humor e aumentar a ansiedade no dia seguinte. Nesse momento, a meditação pode ser uma ferramenta para observar esses pensamentos sem entrar imediatamente em um ciclo de culpa e ruminação. Na TCC, por exemplo, trabalhamos justamente essa relação: “fiz algo de que me arrependo” não é necessariamente igual a “sou uma pessoa horrível”. Podemos avaliar o que realmente aconteceu, reparar aquilo que for necessário e aprender com a experiência, sem transformar um comportamento em um julgamento global sobre quem você é.
Quanto às ondas cerebrais, a meditação pode estar associada a alterações na atividade cerebral e no padrão de ondas em determinadas condições, mas não é correto dizer que toda meditação simplesmente faz o cérebro sair de Beta e entrar em outra frequência. Isso varia conforme o tipo de meditação, o nível de atenção e o estado da pessoa.
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Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi
Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Ter pensamentos sobre coisas que você gostaria de ter ou pessoas com quem gostaria de se parecer é algo que pode acontecer. O que chama atenção no seu relato é a sensação de impulso e a ansiedade quando você não faz o ritual de anotar. Na TCC, é importante observar o ciclo: surge o pensamento → aparece ansiedade ou desconforto → você sente necessidade de anotar → ao fazer isso, sente algum alívio → e o cérebro aprende que precisa repetir o comportamento na próxima vez. Por isso, mais importante do que saber se isso é “normal” é perceber quanto esse comportamento está interferindo na sua vida. Se você sente que precisa anotar ou guardar coisas para aliviar a ansiedade, que isso está tomando tempo ou fazendo você esquecer o que realmente é importante, vale conversar com um psicólogo para avaliar melhor. Não tente se diagnosticar apenas por esse comportamento. Pensamentos repetitivos e impulsos podem aparecer por diferentes motivos, e uma avaliação profissional ajuda a entender o que está acontecendo.
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É compreensível ter receio de ser julgado ou rejeitado quando sentimos que determinadas características nossas podem chamar atenção. Mas é importante perceber quando esse cuidado deixa de ser uma escolha e passa a fazer você esconder ou diminuir partes de quem você é para evitar a opinião dos outros. Na TCC, buscamos entender o que está por trás desse medo. Por exemplo: “vão me achar arrogante”, “vão ter inveja”, “vão zombar de mim” ou “preciso esconder certas qualidades para ser aceito”. Também trabalhamos a compreensão de que você não consegue controlar a interpretação de todas as pessoas. Algumas vão admirar suas características, outras podem não gostar e, eventualmente, alguém pode fazer uma crítica ou uma brincadeira. Isso não significa que exista algo errado com você. A terapia pode ajudar por meio da reestruturação desses pensamentos e da exposição gradual a situações em que você se permite ser mais autêntico, aprendendo a tolerar a possibilidade de não agradar a todos. O objetivo não é pensar “ninguém nunca vai me rejeitar”, mas desenvolver segurança para pensar: “posso ser eu mesmo e, mesmo que alguém não goste, isso não define meu valor.”
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Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Talvez o primeiro passo seja mudar um pouco a pergunta: em vez de “como ser interessante para os outros?”, perguntar “o que faz a minha vida ser interessante para mim?” Na TCC, trabalhamos muito essa relação entre autoestima, pensamentos e comportamentos. Quando a pessoa acredita que precisa ser interessante, agradável ou admirada para ter valor, pode acabar vivendo em função da aprovação dos outros. Investir em interesses, aprender coisas novas, cuidar de si, desenvolver habilidades, conhecer lugares, ter projetos e se permitir experimentar coisas diferentes pode aumentar a sensação de satisfação com a própria vida. E isso naturalmente pode tornar a pessoa mais interessante nas relações. Mas não existe uma fórmula para ser atraente para todo mundo — e nem precisa existir. Ser você mesmo, ter curiosidade pela vida e construir uma vida da qual você goste é muito mais saudável do que tentar se transformar naquilo que imagina que os outros vão admirar.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O perfeccionismo e a dificuldade em lidar com a incerteza não significam, por si só, que a pessoa tenha TOC. O que diferencia é principalmente a intensidade, a frequência e o quanto esses pensamentos e comportamentos interferem na vida. No TOC, costumamos encontrar obsessões — pensamentos, imagens ou dúvidas indesejadas e recorrentes que provocam ansiedade — e/ou compulsões, que são comportamentos ou atos mentais realizados para tentar diminuir essa ansiedade ou obter certeza. Por exemplo: “E se eu tiver cometido um erro?” → surge ansiedade → a pessoa confere repetidamente, busca garantias, refaz algo ou fica mentalmente analisando até sentir que tem certeza. O alívio costuma ser temporário, e o ciclo volta. Então, mais importante do que perguntar “sou perfeccionista ou tenho TOC?” é observar: isso está tomando muito tempo? Estou evitando situações? Preciso fazer determinados comportamentos para aliviar a ansiedade? Minha rotina, relacionamentos ou trabalho estão sendo prejudicados? Se esse ciclo estiver acontecendo com frequência e causando sofrimento, vale procurar um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação adequada. E, na TCC, existem tratamentos específicos para TOC, como a Exposição e Prevenção de Resposta (EPR).
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É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após
É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, é possível modificar crenças disfuncionais, mas é importante entender que mudança de crença não significa apagar completamente uma ideia antiga da mente. Na TCC, trabalhamos para que a crença disfuncional perca força e deixe de ser a principal forma de interpretar a si mesmo, os outros e o mundo. Por exemplo, alguém que acredita “não sou bom o suficiente” pode desenvolver uma visão mais equilibrada e realista sobre suas capacidades.
Em períodos de estresse, perdas ou situações parecidas com experiências anteriores, a crença antiga pode ser ativada novamente. Isso não significa necessariamente que o tratamento fracassou ou que a pessoa voltou ao ponto inicial. A diferença é que ela pode reconhecer aquele pensamento, questioná-lo e escolher respostas mais adaptativas. Por isso, na TCC, também trabalhamos prevenção de recaídas: aprender a identificar sinais de alerta e utilizar novamente as estratégias aprendidas. Então, o objetivo não é garantir que uma crença antiga nunca mais apareça, mas que ela deixe de controlar a vida da pessoa. É como uma estrada que foi muito utilizada: podemos construir um novo caminho mais saudável, mas, em determinadas circunstâncias, o caminho antigo pode voltar a ser acessado. A terapia ensina justamente a reconhecer isso e escolher um caminho diferente.
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É importante conversar com o médico que acompanha você. Mesmo tendo se sentido muito bem com a medicação durante meses, o retorno dos sintomas merece ser avaliado, e não é recomendado alterar ou interromper a Venlafaxina por conta própria. Além da medicação, o tratamento da ansiedade e da depressão também pode envolver a psicoterapia. Na TCC, por exemplo, trabalhamos os pensamentos, comportamentos e situações que podem estar contribuindo para a manutenção dos sintomas, além de desenvolver estratégias para lidar com as crises. Por isso, procure seu médico para avaliar o que está acontecendo e, se ainda não faz terapia, considere associá-la ao tratamento. Medicação e psicoterapia podem atuar de forma complementar.
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Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu
Olá, boa noite.
Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
Eu deveria procurar ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, sim, eu acredito que seria importante procurar ajuda profissional. E não porque você esteja necessariamente “com alguma coisa errada”, mas porque você está passando por um sofrimento que merece ser compreendido e cuidado. Essa sensação de vazio, de não conseguir sentir plenamente os momentos bons, a falta de vontade, a sensação de que o futuro assusta e de que aquilo que você deseja parece distante podem acontecer quando estamos emocionalmente sobrecarregados. Na TCC, por exemplo, observamos como pensamentos, emoções, comportamentos e a forma como interpretamos nossa própria vida podem acabar formando um ciclo que mantém o sofrimento. Mas existe um ponto da sua mensagem que eu levaria especialmente a sério: você mencionou pensamentos de “só acabar com tudo”. Pensamentos assim não devem ser ignorados ou enfrentados sozinho. Eles não significam necessariamente que você queira morrer, mas indicam que seu sofrimento chegou a um nível que precisa de atenção. Por isso, procure um psicólogo e, se possível, converse também com alguém de confiança sobre o que você está vivendo. Você não precisa esperar “ficar pior” para pedir ajuda.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo esse pensamento, principalmente quando você já viveu afastamentos. Mas é importante não generalizar: as pessoas são diferentes e cada vínculo também é diferente. Uma pessoa pode sair do nosso ambiente de trabalho, mudar de cidade ou começar um relacionamento e, ainda assim, a amizade continuar. Podemos manter contato, marcar encontros e encontrar maneiras de preservar aquele vínculo. Isso depende também do espaço que damos para o outro fazer parte da nossa vida. Na TCC, podemos questionar pensamentos como “as pessoas sempre vão embora” ou “é melhor não me apegar para não sofrer”. Essas conclusões podem funcionar como uma forma de proteção contra novas decepções. Ser autossuficiente é saudável, mas isso não significa precisar viver sem vínculos. Relacionamentos não precisam ser eternos para serem significativos. Podemos construir vínculos com autonomia, sabendo que eles podem mudar ao longo da vida, sem deixar de aproveitar o que eles têm para oferecer enquanto existem.
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Eu comecei a usar anticoncepcional e estou na pausa da minha terceira cartela, eu tenho tomado "cert
Eu comecei a usar anticoncepcional e estou na pausa da minha terceira cartela, eu tenho tomado "certo" mas as vezes esqueço por 1 a 2 horas no MÁXIMO, além disso eu sempre uso camisinha do início ao fim e também faço coito interrompido, existe alguma chance mesmo assim de engravidar? Sou muito paranóica com isso e acho que as vezes acabo estragando o momento por pensar demais e ficar com medo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Mais do que a questão contraceptiva em si, chama atenção o quanto o medo de engravidar está ocupando espaço na sua vida e até interferindo na sua capacidade de aproveitar o momento. Quando a ansiedade aparece, é comum a pessoa começar a buscar cada vez mais garantias: “tomei certo?”, “e se acontecer?”, “será que a camisinha falhou?”, “e se eu estiver grávida?”. O problema é que, quanto mais tentamos ter 100% de certeza, mais a mente aprende que aquela situação realmente é perigosa. Na TCC, trabalhamos justamente esse ciclo: identificar os pensamentos catastróficos, reduzir a necessidade de checagem e aprender a tolerar a incerteza. O objetivo não é ignorar os cuidados necessários, mas conseguir se cuidar sem deixar que o medo controle a sua vida. Você pode tomar as medidas contraceptivas adequadas e, ao mesmo tempo, permitir-se viver a relação, estar presente e aproveitar o momento. Se perceber que essa preocupação está sendo frequente e difícil de controlar, a psicoterapia pode ajudar bastante.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Na TCC, essas questões são trabalhadas de forma integrada, porque baixa autoestima, ansiedade social e depressão podem se alimentar mutuamente. Primeiro, o terapeuta ajuda a identificar pensamentos e crenças como “sou inútil”, “ninguém vai me amar” ou “estão me julgando”, avaliando se essas conclusões correspondem aos fatos ou se existem outras formas de interpretar as situações. Depois, são trabalhados os comportamentos que mantêm esse ciclo, como evitar situações sociais, buscar excessivamente a aprovação dos outros, se comparar ou se isolar. A terapia utiliza técnicas como reestruturação cognitiva, exposição gradual e ativação comportamental. O objetivo não é fazer a pessoa simplesmente “pensar positivo”, mas desenvolver uma visão mais realista e flexível sobre si mesma, sobre os outros e sobre as situações, além de construir experiências que fortaleçam sua autoestima e autonomia. Se você sofre com esses pensamentos, procure ajuda.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A TCC pode trabalhar essas três questões de forma integrada, porque elas frequentemente se influenciam. Uma baixa autoestima pode alimentar pensamentos de rejeição, que aumentam a ansiedade social; a evitação e o isolamento, por sua vez, podem contribuir para a manutenção da depressão. Na terapia, primeiro buscamos entender esse ciclo e identificar pensamentos e crenças como “não sou bom o suficiente”, “ninguém vai gostar de mim” ou “estão me julgando”.
Depois, trabalhamos esses pensamentos, mas não apenas tentando substituí-los por pensamentos positivos. A proposta é desenvolver uma visão mais realista e flexível sobre si mesmo e sobre as situações. Também são importantes estratégias comportamentais, como exposição gradual às situações sociais, desenvolvimento de habilidades sociais e ativação comportamental, especialmente quando existe isolamento e perda de prazer. Assim, o tratamento não trabalha apenas a autoestima “separadamente”, mas busca romper o ciclo entre pensamentos, emoções, comportamentos e situações que mantêm o sofrimento.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está sentindo não significa que você não ame seu bebê ou que será uma mãe ruim. A gravidez traz muitas mudanças e pode despertar medo, insegurança e a sensação de perda da própria identidade. Na TCC, podemos compreender esses pensamentos como parte de um ciclo: “ele será amado e eu não”, “minha vida acabou”, “não vou mais ter minha própria vida”. Esses pensamentos podem aumentar a ansiedade e a sensação de falta de perspectiva.
O fato de você ainda não ter planos ou objetivos claros não significa que sua vida acabou. Você está vivendo uma grande transição e também pode construir, aos poucos, uma vida que inclua a maternidade, mas que não seja definida somente por ela. Procure apoio psicológico para poder falar sobre esses sentimentos sem julgamento. Você também merece espaço para cuidar de si, descobrir o que deseja e construir seus próprios projetos. Ser mãe não precisa significar deixar de ser você.
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A TCC é uma das abordagens mais utilizadas para tratar a ansiedade social. O tratamento não consiste apenas em “pensar positivo”, mas em quebrar o ciclo de medo e esquiva que mantém a ansiedade. No seu caso, por exemplo, pensamentos como “estão me julgando”, “vou ser rejeitado” ou “vou passar vergonha” podem levar você a evitar escola, festas, encontros e convites. A evitação alivia a ansiedade naquele momento, mas acaba reforçando a ideia de que essas situações são perigosas - a ansiedade retorna mais forte. Na TCC, trabalhamos esses pensamentos, a autoestima e, principalmente, fazemos exposições graduais e planejadas às situações que você evita, desenvolvendo novas experiências e habilidades sociais. Como você está há três anos afastado da escola e já interrompeu dois tratamentos, eu recomendaria conversar novamente com seu psiquiatra e procurar um psicólogo com experiência específica em transtorno de ansiedade social e terapia de exposição. O fato de tratamentos anteriores não terem funcionado não significa que a terapia não possa ajudar você. E não altere a dose da sertralina por conta própria; qualquer mudança deve ser feita com o psiquiatra.
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A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá
A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim. Na TCC, o psicólogo não muda as crenças do paciente por ele. O objetivo é ensinar o paciente a identificar, questionar e modificar gradualmente suas próprias crenças disfuncionais.
No início, o terapeuta oferece orientação e ferramentas; com o tempo, a pessoa aprende a reconhecer esses padrões e aplicar as estratégias de forma cada vez mais autônoma, inclusive fora das sessões. O objetivo é justamente desenvolver autonomia e habilidades para lidar com essas crenças.
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A TCC pode ajudar bastante nesse tipo de dificuldade. O trabalho começa entendendo de onde vem o medo de ser julgado ou rejeitado e quais pensamentos aparecem nessas situações, como “preciso agradar todo mundo para gostarem de mim”. A partir disso, o psicólogo ajuda a questionar essas ideias e construir formas mais realistas de enxergar as relações. Também são feitas, de maneira gradual, experiências para que você consiga expressar opiniões, colocar limites, lidar com críticas e perceber que não agradar alguém não significa ser rejeitado por todos. O objetivo não é deixar de se importar com a opinião dos outros, mas conseguir viver e praticar seus esportes com mais liberdade, sem precisar constantemente da aprovação das pessoas.
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bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu re
bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu reprovo , o que posso fazer para melhorar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Ser canhota pode, de fato, tornar algumas tarefas gráficas mais desconfortáveis, mas ter dificuldade no Palográfico não significa necessariamente falta de capacidade ou que exista algo errado com você. O resultado pode ser influenciado por diversos fatores, como coordenação motora, ritmo, ansiedade e familiaridade com a tarefa. Se você está sendo reprovada repetidamente em avaliações que utilizam esse tipo de teste, vale conversar com o profissional responsável para entender qual aspecto está sendo considerado inadequado, em vez de tentar simplesmente “treinar para passar”. Se houver dificuldade motora ou muita ansiedade durante a execução, uma avaliação psicológica ou, conforme o caso, uma avaliação com terapeuta ocupacional pode ajudar a entender melhor a questão. E, se for uma avaliação psicológica para uma finalidade específica (como seleção profissional), o ideal é realizar o procedimento de forma espontânea e seguir as orientações do avaliador, pois tentar modificar deliberadamente o padrão do teste pode comprometer a avaliação.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Ter esse tipo de pensamento ou preocupação não significa, por si só, que você esteja traindo seu parceiro. É bastante comum querer causar uma boa impressão diante de alguém que já despertou interesse no passado, sem que exista qualquer intenção de retomar algo. A culpa e a necessidade de analisar se esse comportamento “significa alguma coisa” podem estar relacionadas à ansiedade, à necessidade de aprovação ou, em algumas pessoas, ao TOC. O mais importante é observar se você entra em um ciclo de pensamentos, culpa e busca de certeza sobre o que sentiu ou fez. Também pode ser útil trabalhar a autoestima e a ideia de que você não precisa controlar completamente seus pensamentos para ser fiel aos seus valores. Pensamentos e preocupações não são equivalentes a intenções ou comportamentos. Se isso está causando sofrimento frequente, a psicoterapia pode ajudar a compreender esse padrão e reduzir a necessidade de ficar verificando se você “fez algo errado”.
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…