Perguntas do paciente (1175)
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É comum estar afim de alguém e mesmo assim continuar em negação? dizer que não está?que não quer?
É comum estar afim de alguém e mesmo assim continuar em negação? dizer que não está?que não quer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. Às vezes a gente sente algo por alguém, mas entra em negação porque esse sentimento assusta, traz insegurança ou mexe em lugares sensíveis dentro da gente. Vale se perguntar: o que exatamente você está negando? O interesse em si, ou o que ele pode significar? Talvez você esteja tentando se proteger de uma possível rejeição, de se envolver demais, de perder o controle, ou até de admitir algo que muda a forma como você se vê. Pensar no motivo dessa negação pode ajudar a entender o que você está evitando sentir ou enfrentar nesse momento.
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Sempre fui uma pessoa tímida e reservada, ao entrar para o mundo corporativo me deparei com situaçõe
Sempre fui uma pessoa tímida e reservada, ao entrar para o mundo corporativo me deparei com situações desconfortáveis. Um simples almoço em grupo me deixava nervosa e tensa, eu sentia meu rosto queimar, mal conseguia pegar na colher sem tremer, muitas das minhas interações sociais me dão nervoso, não consigo ficar em um ambiente com muita gente me causa desconforto, quando o assunto não sou eu eu fico tranquila, mas quando se direcionam a mim eu fico nervosa, sem graça e envergonhada e estranhamente sinto vontade de chorar e sair correndo, queria saber se isso seria um possível quadro de ansiedade social e porque quando estou interagindo com alguém e eles brincam comigo e eu fico sem graça e sinto vontade de chorar? Fico mal com isso por que não entendo o porquê....
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pelo que você descreve, parece muito compatível com um quadro de ansiedade social. Essas reações físicas e emocionais que aparecem em situações de exposição, como tremor, rosto queimando, nervosismo intenso e vontade de sair do ambiente, são comuns quando existe um medo forte do julgamento ou da atenção voltada para você. Essa vontade de chorar, quando alguém brinca ou direciona algo a você, pode ter relação com a sensação de vergonha, vulnerabilidade ou até com experiências anteriores que fizeram essas interações parecerem ameaçadoras. O mais importante é entender que isso não é “frescura” e nem falta de capacidade, mas algo que pode causar sofrimento e acabar prejudicando sua qualidade de vida e suas relações. Por isso, buscar ajuda psicológica pode ser muito importante, para compreender melhor o que está por trás disso e construir formas mais seguras e saudáveis de lidar com essas situações.
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Cometi um erro leve no trabalho, corrigi e deu tudo "certo" porém minha mente ficou pensando muito n
Cometi um erro leve no trabalho, corrigi e deu tudo "certo" porém minha mente ficou pensando muito no erro que cometi e como eu iria me explicar mais tarde, tentei me acalmar mentalmente porem sem sucesso. Nesse momento fiquei muito tensa, senti primeiro uma vontade de chorar, depois veio a tremedeira, fui ao banheiro e meu coração estava acelerado.
Isso seria ansiedade?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso parece muito com uma reação ansiosa. Em um momento em que você se sentiu ameaçada ou com medo de ser julgada por causa do erro, mesmo ele tendo sido corrigido, o seu corpo entrou em estado de alerta. A ansiedade muitas vezes aparece exatamente assim: pensamentos acelerados, tensão, vontade de chorar, tremores e coração disparado. É como se o seu organismo estivesse tentando se defender de um perigo, mesmo que na prática a situação não fosse tão grave. Se isso tem acontecido com frequência ou está te causando muito sofrimento, pode ser importante buscar um espaço de apoio, como a terapia, para entender melhor esses gatilhos e aprender formas mais seguras de lidar com essas reações.
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Quando eu era criança (por volta dos 3 anos), eu sofri um abuso sexual no qual eu recebi toda a culp
Quando eu era criança (por volta dos 3 anos), eu sofri um abuso sexual no qual eu recebi toda a culpa do que havia ocorrido. Eu apanhei em casa e a minha família e a sociedade onde eu vivia me viram como o culpado disso ter ocorrido. Eu mesmo cresci com esse sentimento de culpa, pois, apesar de isso ter ocorrido quando eu tinha 3 anos e eu não ter contribuído em nada para isso, eu gostei do que aconteceu. Fiquei muito tempo sem contato sexual nenhum com ninguém.
Anos mais tarde, quando eu já estava mais velho, fiquei com um menino na faculdade. Não teve penetração, foi mais uma ficada mesmo. No dia seguinte eu entrei em crise, senti que havia um buraco enorme no meu peito, sentia vontade de gritar, de chorar, mas não podia fazer nada disso, pois não queria que ninguém soubesse do que eu havia feito.
Essa experiência me deixou bem assustado, de modo que eu passei a evitar esses contatos sexuais.
Apesar disso, ainda ocorreram contatos sexuais com outros homens, mas, depois de todos eles, eu me sinto imundo, um lixo, fico lavando as mãos o tempo todo, várias vezes ao dia, passo alcool em gel, fico pensando que peguei alguma doença (mesmo quando o contato não é de risco).
Essa situação me deixa confuso, pois, ao mesmo tempo em que entendo que há algo de errado, e que merece ser tratado, não gostaria de tratar e passar a ter relações com homens.
Me sinto confuso com tudo isso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você tenha carregado tanta culpa por algo que aconteceu quando você era apenas uma criança. O que você viveu foi um abuso, e nada disso foi responsabilidade sua. Quando experiências assim acontecem tão cedo e ainda são acompanhadas de punição, julgamento e silêncio, é comum que a pessoa cresça com sentimentos distorcidos de culpa e vergonha, como se tivesse feito algo errado, mesmo não tendo escolha nenhuma naquela situação. Parece que, quando você tem algum contato íntimo hoje, isso acaba reativando toda essa dor antiga, como se você revivesse emocionalmente aquele lugar de culpa, e por isso vêm essas reações tão intensas de nojo, medo, necessidade de se limpar e ansiedade com doenças, mesmo sem risco real. É importante dizer que buscar tratamento psicológico não significa que você será forçado a viver algo que não quer. Terapia é um espaço para compreender o que você sente, respeitando seu tempo, seus limites e principalmente suas escolhas. O objetivo é aliviar essa dor, essa culpa e esse sofrimento.
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Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado
Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ansiedade pode se manifestar fisicamente dessa forma, causando sintomas como fraqueza, tremedeira, náusea e tontura, em momentos de estresse ou preocupação intensa. Mas, mesmo que possa estar relacionado à ansiedade, é muito importante fazer uma avaliação médica para descartar outras causas físicas e conferir se está tudo bem com sua saúde. De qualquer forma, buscar um tratamento adequado é essencial, seja com um médico e/ou com um psicólogo, para compreender melhor o que está acontecendo e cuidar disso da forma mais segura.
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Sou uma mulher sentimental (no sentido de ser sensível, romântica, etc). Estou num relacionamento há
Sou uma mulher sentimental (no sentido de ser sensível, romântica, etc). Estou num relacionamento há 19 anos, e meu companheiro é frio e distante. Fizemos 15 anos de casados e ele simplesmente esqueceu, sendo que nos outros anos também nunca houve comemoração, cuidado, consideração, enfim. Só que dessa vez eu fiquei arrasada, 15 anos é um marco, e eu me senti rejeitada e desvalorizada. É exagero de minha parte me sentir assim? Sinto uma grande solidão no casamento e sensação de que sirvo apenas pra ser útil.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve soa como uma dor que não vem apenas do esquecimento de uma data, mas de um acúmulo de anos se sentindo sozinha, pouco vista e pouco valorizada dentro do relacionamento. Um marco como 15 anos acaba funcionando como um símbolo, e quando ele passa em branco, ele pode tocar exatamente nesse lugar de rejeição e de “será que eu importo?”. Talvez valha se perguntar por que era tão importante para você que ele lembrasse dessa vez, o que você esperava receber através desse gesto, e o que isso representaria, já que pelo que você relata, ele nunca teve esse tipo de cuidado com datas ou comemorações. Isso não significa que seu desejo seja errado, mas pode ajudar a entender o que você está buscando há muito tempo nesse casamento: reconhecimento, afeto, presença. Conversar com ele sobre como você se sente, com clareza e sem se diminuir, pode ser um passo importante. E, se essa solidão tem sido constante, a terapia também pode ajudar a pensar sobre limites, expectativas e sobre o que você precisa para se sentir amada e respeitada.
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Olá, tenho 21 anos estou na faculdade, não trabalho, e me lembro desde o primeiro ano do ensino médi
Olá, tenho 21 anos estou na faculdade, não trabalho, e me lembro desde o primeiro ano do ensino médio uma preguiça forte de só querer ficar deitada, sempre me atraso para as coisas, falta de organização, toda tarefa de esforço eu não termino, até meus estudos da faculdade eu começo estudar e paro, e sou acumuladora não consigo jogar as coisas fora, guardo até papel de comprovante ,sempre uma indisposição pra levantar, pra escovar os dentes, pra lavar os pratos, muita preguiça para me arrumar pra dormir, pra me arrumar pra sair, sou muito irresponsável, sempre tive facilidade pra chorar tmb, as vezes choro pq n consigo mudar esses hábitos, tem coisas fáceis q falam comigo eu fico sem entender minha mãe acha absurdo, pq é algo q qualquer pessoa entenda e sinto essa dificuldade as vezes, minha concentração e ruim tmb, e alguns meses meu hábito de cutucar o canto das unhas piorou, e na preguiça tmb piorei, eu a muitos anos tenho costume de dormir tarde e acordar tarde, teve vezes de acordar cedo mas a maioria acordando tarde. Gostaria de saber se isso é uma preguiça normal ou se poderia ser alguma outra coisa. E qual especialista eu devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, parece que isso vai além de uma “preguiça normal”. Quando essas dificuldades aparecem há tanto tempo e começam a trazer prejuízos na sua rotina, nos estudos, no autocuidado e na sua qualidade de vida, é importante olhar para isso com mais atenção, sem se culpar. Podem existir diferentes fatores envolvidos, tanto físicos quanto emocionais. Por isso, seria interessante procurar um médico, como um endocrinologista, para avaliar se existe alguma questão física ou hormonal influenciando sua disposição. Ao mesmo tempo, iniciar um acompanhamento com um psicólogo pode te ajudar a compreender melhor o que está por trás dessas dificuldades, organizar esse sofrimento e encontrar estratégias para lidar com isso. Se for necessário, o próprio psicólogo poderá te encaminhar para um psiquiatra para uma avaliação complementar.
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Estou em um relacionamento com uma mulher bissexual e tenho sentido muito ciúme, insegurança e frust
Estou em um relacionamento com uma mulher bissexual e tenho sentido muito ciúme, insegurança e frustração. Em alguns momentos, minha parceira comenta sentir falta de aspectos da intimidade masculina, o que me faz sentir insuficiente e magoada.
Também me incomodo quando um amigo gay dela envia vídeos de homens considerados atraentes, o que ativa em mim sensação de ameaça. A partir disso, comecei a generalizar, pensando que mulheres bissexuais preferem homens e que talvez eu não consiga me relacionar novamente com uma mulher bi.
Gostaria de entender se esses sentimentos estão mais ligados à minha insegurança, como estabelecer limites saudáveis sem controle, e como lidar com o ciúme sem invalidar a orientação sexual da minha parceira nem me machucar emocionalmente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve parece tocar em um lugar muito sensível, porque esse ciúme não está só ligado ao que sua parceira faz, mas principalmente ao medo do que isso pode significar para você, como o receio de não ser suficiente, de ser comparada ou até de ser trocada. Quando ela comenta sentir falta de aspectos da intimidade masculina, é natural que isso desperte dor e insegurança, e isso merece ser olhado com cuidado. A orientação sexual dela não significa, por si só, que ela prefira homens ou que não possa estar plenamente com você, mas algumas falas e situações dentro da relação podem sim gerar desconforto. Por isso, conversar com ela pode ajudar muito, para comunicar como você se sente e pontuar que certos comentários soam desagradáveis e te colocam em um lugar de insuficiência. E a terapia também pode ser um espaço importante para entender de onde vem essa desconfiança, identificar o que você teme que aconteça e construir mais segurança emocional para viver esse relacionamento de forma mais leve e saudável.
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Como a psicoterapia pode ajudar na compreensão da linguagem não literal?
Como a psicoterapia pode ajudar na compreensão da linguagem não literal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia pode ajudar oferecendo um espaço para você levar o que sente que é a sua dificuldade com a linguagem não literal, o que percebe que te impede de compreender certas falas, ironias ou indiretas, e como isso te afeta no dia a dia. Em sessão, essas experiências podem ser exploradas com calma, buscando entender de onde vem essa barreira, quais situações despertam mais insegurança ou confusão, e construindo, pouco a pouco, formas mais claras e seguras de lidar com esse tipo de comunicação.
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olá, vou contar algo sobre mim. é algo em que venho pensando bastante e que tem me tirado várias n
olá, vou contar algo sobre mim.
é algo em que venho pensando bastante e que tem me tirado várias noites de sono de tanto refletir sobre isso.
então, eu tenho 21 anos, faço 22 esse ano, e sou uma pessoa muito insegura tipo, muito mesmo — em todos os aspectos, seja em relação à aparência ou a algo que eu faço ou devo fazer. sempre penso que vou entregar o pior.
além disso, uma coisa que me incomoda muito é que parece que eu não me vejo sendo capaz de ser uma adulta, sabe? de resolver meus próprios problemas. querendo ou não, o tempo está passando e eu estou sendo obrigada a me tornar uma adulta e a largar as atitudes de uma adolescente/jovem. será que isso é algum tipo de problema de desenvolvimento? porque eu não me imagino de forma alguma sendo adulta e não estou conseguindo seguir a minha vida e fazer o que tem que ser feito.
quando eu era criança, eu costumava me expor mais a situações e aprender. agora parece que eu tenho medo de tudo, e isso é horrível.
será que tudo isso que eu venho sentindo tem a ver com o bullying que eu sofri quando era mais nova e pode ser que esteja me afetando agora? o que eu devo fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que isso tenha relação com o que você já viveu no passado, inclusive com experiências como o bullying, que muitas vezes deixam marcas profundas na forma como a gente se percebe, se sente no mundo e se coloca diante das situações. Essa insegurança intensa e esse medo de não dar conta podem aparecer quando você está atravessando uma fase de transição importante, como a entrada na vida adulta, que costuma trazer muitas cobranças e incertezas. Por isso, seria importante buscar a terapia como um auxílio nesse momento, para que você tenha um espaço de acolhimento e reflexão, possa compreender melhor de onde vêm esses sentimentos e construir, aos poucos, mais confiança e recursos para lidar com essa nova etapa da sua vida.
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Tenho fobia social grave desde a adolescência e nada funcionou em mais de 10 anos de terapias e medi
Tenho fobia social grave desde a adolescência e nada funcionou em mais de 10 anos de terapias e medicamentos. Sempre tive dificuldade extrema até em tarefas simples, como falar meu CPF na portaria do trabalho. comecei a tomar Venvanse por recomendacao medica nao tenho diagnostico de tdah e sempre consegui estudar e me concentrar sem problemas mas o meu psicologo achou que seria util, mas o efeito foi muito além disso: perdi totalmente o medo de interagir, fiquei extrovertido, comunicativo, cheio de energia, passei a sair na rua e puxar conversas com estranhos sem nenhum medo, fazer apresentações no tabalho voluntariamente e fazer amizades com todo mundo e até ganhei 2 promoções em cerca de 6 meses em grande parte por causa de ter perdido aquele medo que tinah e me impedia de tudo, mas Quando não tomo, volto ao estado anterior de ansiedade incapacitante de nao conseguir nem sair de casa sem um medo absurdo ja cheguei a me drogar so pra me ajudar a falar o meu cpf na portaria entao sim eu realmente tinha uma ansiedade que prejudicava completamente minha vida no trabalho por medo de pessoas e do julgamento na vida social em tudo.mas Quero entender por que o Venvanse tem esse efeito tão forte em mim, diferente de todos os outros tratamentos que já tentei e diversos remedios nenhum chegou perto disso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O mais seguro e importante, diante de um efeito tão intenso como você descreve, é conversar diretamente com o médico que te prescreveu o Venvanse. Cada medicação pode agir de formas diferentes em cada organismo, e somente o psiquiatra poderá avaliar com clareza por que essa resposta foi tão marcante, se é algo esperado no seu caso, quais os riscos do uso contínuo e se existe alguma alternativa ou ajuste mais adequado. Como você relata uma mudança muito grande entre estar medicado e não estar, isso merece um acompanhamento médico bem próximo, para que o tratamento seja seguro e pensado a longo prazo, inclusive sobre como lidar com essas oscilações.
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Pode-se usar o mesmo teste projetivo para qualquer idade ?
Pode-se usar o mesmo teste projetivo para qualquer idade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não necessariamente. Cada teste projetivo possui um manual com indicações específicas, incluindo faixa etária, objetivos e condições adequadas de aplicação. Por isso, não é qualquer teste que pode ser usado em qualquer idade. O psicólogo é quem saberá selecionar o instrumento mais adequado para o perfil do paciente, para a necessidade da avaliação e para a queixa que está sendo investigada, garantindo que o uso do teste faça sentido e seja apropriado.
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Assunto: Dificuldades com ansiedade e comportamento nas redes sociais Queria falar sobre algo que
Assunto: Dificuldades com ansiedade e comportamento nas redes sociais
Queria falar sobre algo que tem me causado bastante angústia. Já convivo com ansiedade há um tempo, faço uso de antidepressivo e ansiolítico, mas mesmo assim ainda tenho alguns comportamentos que não consigo entender bem.
Um deles é que, com frequência, eu paro de seguir pessoas nas redes sociais e depois volto a seguir de novo. Isso acontece muitas vezes, quase como um impulso, e eu realmente não sinto que faço isso porque quero. Parece algo automático, difícil de controlar. Depois que faço, me sinto muito culpada e com vergonha.
Uma vez, uma pessoa chegou a me mandar mensagem perguntando por que eu fazia isso o tempo todo. Aquilo me deixou tão envergonhada que, naquele momento, eu excluí meu Instagram. Hoje não uso mais, mas esse comportamento e o que eu sinto em relação a ele ainda me incomodam muito.
Eu fico com a sensação de que as pessoas me odeiam ou têm uma visão muito negativa de mim, e isso me corrói por dentro. Não sei se esse comportamento pode ser uma forma de lidar com a ansiedade ou com pensamentos que eu tenho, mas me sinto confusa e mal por não entender por que ajo assim.
Queria ajuda para compreender melhor o que pode estar por trás disso e como posso lidar de uma forma mais saudável?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diante do que você relata, mesmo fazendo uso de medicação, é importante lembrar que alguns comportamentos e angústias podem continuar aparecendo, porque a ansiedade não se manifesta apenas como um sintoma físico, mas também através de impulsos, pensamentos recorrentes e formas automáticas de lidar com o desconforto. Por isso, a terapia pode ser um espaço fundamental nesse processo, justamente para que você consiga falar sobre o que sente, compreender o que está por trás desse impulso de parar e voltar a seguir pessoas, e refletir sobre como isso acontece, em quais momentos se intensifica e o que isso desperta emocionalmente em você. O tratamento combinado, com acompanhamento psiquiátrico e psicológico, pode ajudar a construir um cuidado mais completo, trazendo não apenas alívio dos sintomas, mas também mais entendimento, segurança e formas mais saudáveis de lidar com essas experiências.
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Qual o papel dos testes projetivos na neuropsicologia?
Qual o papel dos testes projetivos na neuropsicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os testes projetivos na neuropsicologia podem ter o papel de complementar a avaliação, ajudando a compreender aspectos emocionais, traços de personalidade e a forma como o paciente vivencia suas dificuldades. Eles não medem diretamente funções cognitivas como memória ou atenção, mas podem oferecer informações importantes sobre sofrimento psíquico, ansiedade, mecanismos de defesa e impacto emocional do quadro, contribuindo para uma compreensão mais ampla do sujeito junto aos testes psicométricos.
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Qual a diferença entre testes projetivos e psicométricos na neuropsicologia?
Qual a diferença entre testes projetivos e psicométricos na neuropsicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na neuropsicologia, os testes psicométricos são aqueles mais objetivos e padronizados, que medem funções como memória, atenção, linguagem e raciocínio a partir de resultados comparados com médias e normas. Já os testes projetivos são mais interpretativos e buscam compreender aspectos emocionais e da personalidade, a partir de respostas mais livres, como desenhos ou histórias. De forma simples, os psicométricos avaliam desempenho cognitivo de maneira mais direta, enquanto os projetivos exploram o mundo interno e emocional do paciente.
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Olá! Tudo bem? Desde o começo do ano venho tendo sentimento de apatia, medo, ansiedade e
Olá! Tudo bem? Desde o começo do ano venho tendo sentimento de apatia, medo, ansiedade e mesmo achando q isso ia passar sinto que não consigo sair disso. Acredito que possa ser devido ao trabalho e preocupações relacionado ao futuro. Tenho 23 anos, tenho muita vontade de crescer na minha área, mas me sinto estagnada, trabalho em home office há cinco anos e na empresa que estou não consigo crescer e mesmo buscando formas de sair parece q não consigo dar um passo a frente. Acho q tem algo de errado comigo. Será q alguém consegue me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, esses sentimentos de apatia, medo e ansiedade parecem estar muito ligados ao momento de vida que você está atravessando, às frustrações com o trabalho, à sensação de estagnação e às preocupações com o futuro, e isso não significa que exista algo de errado com você. Quando ficamos muito tempo em um contexto que não oferece crescimento, reconhecimento ou novas possibilidades, é comum que o corpo e a mente respondam com desânimo, ansiedade e até um certo “travamento”, principalmente quando existe desejo de avançar, mas a realidade não acompanha. O acompanhamento psicológico pode ajudar a olhar para esse cenário com mais cuidado, compreender como essas emoções estão se organizando, o que esse trabalho e esse modelo de rotina despertam em você, quais são os medos envolvidos em mudar e também a construir, aos poucos, caminhos mais possíveis e alinhados com o que você deseja para o seu futuro. Ter um espaço terapêutico pode te ajudar a sair dessa sensação de estar presa, a se escutar com mais clareza e a diferenciar o que é limite real do que é insegurança construída ao longo desse processo, oferecendo mais suporte para que você consiga dar passos com mais consciência e menos autocobrança.
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Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs,
Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs, minha mãe tem preferência apenas por 1. Dá de tudo pra esse irmão e pros outros nada. Tenho 31 anos não fui criada por ela e sim por minha tia paterna. Fico chateada com essa preferência. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que isso te machuque, porque a preferência explícita de uma mãe toca direto em necessidades muito básicas de reconhecimento, cuidado e pertencimento. Talvez um ponto importante seja se perguntar o que exatamente você sente falta de receber dessa mãe hoje, se é afeto, validação, presença, cuidado material ou simplesmente sentir que tem um lugar. A partir disso, vale refletir se isso é algo que ela, do jeito que é e com os limites que apresenta, consegue oferecer ou se essa expectativa acaba te colocando repetidamente em um lugar de frustração. Nem sempre conseguimos mudar a forma como um pai ou uma mãe se posiciona, e reconhecer isso não significa concordar ou achar justo, mas sim alinhar expectativas com o que é possível. Quando aquilo que se espera não pode ser construído ali, buscar esse apoio em outras relações, vínculos, atividades ou espaços onde você se sinta vista e cuidada pode ser uma forma de se proteger emocionalmente. Elaborar essa dor também passa por reconhecer a história que você viveu, inclusive o fato de ter sido criada por outra pessoa, e o impacto disso na forma como você se sente hoje. A terapia pode ajudar muito nesse processo de entender essa falta, ressignificar esse vínculo e fortalecer o cuidado consigo mesma, sem depender exclusivamente de algo que talvez essa mãe não consiga oferecer.
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Como seguir e fechar as feridas depois que alguem que amamos nos humilha profundamente e nao se desc
Como seguir e fechar as feridas depois que alguem que amamos nos humilha profundamente e nao se desculpa ?
Terminei meu relacionamento em 2022 após atitudes dela que considerei desrespeitosas. Em seguida, foquei nos estudos para concurso, mas senti muita falta dela. Ao ver, pelas redes sociais, que ela já estava com outra pessoa, sofri muito, pois escolhi ficar sozinho por respeito ao que tivemos. Mesmo assim, procurei-a para pedir desculpas, porém fui tratado de forma humilhante. Ela disse que eu fui insuficiente, que o outro lhe dava tudo o que merecia e que já conversava com ele durante nosso namoro e que já não via expectativas mais em mim. Essas palavras me machucam até hoje. Além disso, ela expunha o relacionamento nas redes sociais, o que senti como uma tentativa de me atingir.
No final de 2023, ela me procurou pedindo amizade. Aceitei conversar pessoalmente, pois precisava entender por que fui tratado daquela forma. Durante o encontro, ela não soube responder e ainda fez comentários elogiando meus amigos dizendo " eu sempre achei o fulano um gatinho ", o que me deixou profundamente magoado e desrespeitado.
Em 2025, iniciei terapia, reconheci meus erros e mudei muito. Ainda assim, tinha esperança de que pudéssemos conversar e resolver as coisas. Quando soube que ela iniciou outro relacionamento, sofri novamente, principalmente ao ver que ela passou a agir de forma diferente, fazendo com o outro o que eu sempre pedi. Isso me causou muita dor e sensação de injustiça.
Fiquei três anos sem me envolver com ninguém, por ainda ter sentimentos e por não estar bem emocionalmente. Hoje, penso nisso todos os dias, sinto que perdi minha identidade, meu valor e minha dignidade. O que mais me machuca é ela nunca ter pedido desculpas e seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Tudo o que eu queria era um pedido de desculpas sincero. Estamos em 2026 e não consigo encerrar, superar e seguir.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que aparece com muita força no que você escreve é o quanto esse pedido de desculpas acabou ganhando um lugar central, quase como se ele fosse a peça que falta para autorizar você a seguir em frente, a recuperar sua dignidade e fechar essa ferida. Talvez valha se perguntar por que esse pedido se tornou tão importante assim e o que, exatamente, ele representaria para você. Seria o reconhecimento da dor que você sentiu, a validação de que o que aconteceu foi injusto, ou a confirmação de que você não foi insuficiente como ela disse? O ponto delicado é que, enquanto esse fechamento fica condicionado a algo que depende exclusivamente dela, você acaba permanecendo preso a uma espera que não está sob o seu controle. Isso mantém o vínculo vivo, mesmo depois de tanto tempo, e prolonga o sofrimento. Em muitos casos, o encerramento não vem do outro, mas de um movimento interno de se responsabilizar pelo próprio cuidado, de reconhecer os próprios limites e também de se desculpar consigo mesmo por ter se colocado repetidamente em situações que te machucaram, por ter esperado validação de quem não pôde ou não quis oferecer. Seguir não significa minimizar o que aconteceu nem fingir que não doeu, mas aceitar que talvez ela nunca ofereça o pedido que você gostaria e, ainda assim, você pode escolher não carregar mais esse peso. Continuar levando isso para a terapia é fundamental, porque ali você pode elaborar essa perda não só do relacionamento, mas também da expectativa de reparação, resgatar seu valor a partir de você mesmo e, aos poucos, construir um fechamento que não dependa dela, respeitando seu tempo, seu ritmo e seus limites.
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Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des
Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des de seus 21 dias de vida diagnóstico de leucemia congênita, recaida da doença há 6 anos,quando acreditávamos que tínhamos vencido ,o diagnóstico de glioma em,doença causada pelo tratamento da leucemia, como lidar com essa perda tão dolorosa?,depois de tanta luta, des de bebe,e agora super ativo,estudioso criança amada por todos. como aceitar essa partida?como seguir adiante?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda do seu filho. Não há palavras que deem conta de uma dor como essa. Perder um filho, depois de tantos anos de luta, de cuidados desde o início da vida, de esperanças renovadas e novamente atravessadas pela doença, é algo devastador. O que você está vivendo não é apenas um luto, é um luto atravessado por exaustão, por amor, por injustiça e por uma história de muita entrega. Lidar com essa dor não significa aceitar no sentido de concordar ou achar que faz sentido. Aceitar, nesse momento, pode ser apenas reconhecer que a perda aconteceu e que ela dói. É natural que tudo pareça sem chão, que a vida perca o sentido e que o futuro fique nebuloso. Não existe um jeito certo de viver esse luto, nem um tempo determinado. Chorar, sentir revolta, saudade, vazio, culpa, cansaço ou até momentos de anestesia são reações humanas diante de uma perda tão profunda. Seguir adiante não é esquecer, nem deixar de amar, nem ser forte o tempo todo. Seguir adiante, aos poucos, pode significar permitir-se sentir, não atravessar isso sozinha, se apoiar nas pessoas próximas, aceitar ajuda, falar do seu filho, da história dele, da luta dele e do amor que vocês construíram. Buscar apoio psicológico pode ser muito importante para ter um espaço seguro onde você não precise se conter, se explicar ou se apressar. Você merece acolhimento, cuidado e tempo. Você não precisa dar conta de tudo agora. Um dia de cada vez, um passo de cada vez, com apoio, com presença e com muita gentileza consigo mesma.
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Olá. Eu moro na Itália fazem 8 anos, viajei para o Brasil algumas vezes e tenho a minha família lá.
Olá. Eu moro na Itália fazem 8 anos, viajei para o Brasil algumas vezes e tenho a minha família lá. Meus pais decidiram vir para a Itália me visitar... Eu sou praticamente casada, não oficialmente, mas moramos juntos. O fato é: temos um apartamento de um quarto e já tinha sido decidido que esse período que meus pais estivessem aqui eles ocupariam o quarto, afinal seria somente um mês. Eu e meu namorado ficamos hospedados na casa da minha tia. Enfim, foi tudo maravilhoso, um momento único pra mim, sinceramente uma das melhores coisas que aconteceu desde que mudei de país, menos o fato que meu namorado foi extremamente inconveniente e arrogante durante toda a estadia dos meus pais. Me tratando mal e sendo desrespeitoso inclusive na frente deles, motivo: “fiquei estressado pelo fato de sair da rotina”. Eu expus tudo, como tinha me magoado, como eu queria que nesse momento tão importante para mim ele tivesse tido a empatia e paciência que eu tenho quando, por exemplo, os pais dele vem me visitar. O que recebi foi “você é exagerada”. Eu entendo o lado dele, mas não consigo passar por cima do fato que num momento tão importante para mim era melhor não ter ele por perto do que ter. Estou em um dilema entre perdoar ou ir adiante.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez o ponto agora seja menos decidir rapidamente entre perdoar ou ir adiante e mais se permitir avaliar com calma o que cada uma dessas escolhas implica para você. Olhar para as duas possibilidades, perdoar e seguir com a relação ou encerrar esse vínculo, tentando perceber quais seriam os bônus e os ônus de cada caminho, e qual deles está mais alinhado com o que você espera de uma parceria. Não se trata apenas do episódio em si, mas do que ele revela sobre como vocês lidam com frustrações, empatia, respeito e validação dos sentimentos. Pensar no que você está disposta a lidar, no que é negociável e no que não é, pode ajudar com qual decisão faz mais sentido para você agora, sem desconsiderar o que você sentiu e sem se anular para manter a relação.
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…