Perguntas do paciente (1175)
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O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir
O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir falar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na primeira sessão você não precisa ter um discurso pronto, esse primeiro encontro é para o profissional te conhecer, entender em que contexto você está inserida, qual é a sua queixa principal, quais são seus incômodos e se existe algum objetivo que você já consegue identificar, mesmo que ainda esteja confuso. Você pode começar falando sobre o que te levou a procurar terapia agora ou o que mais tem te incomodado nos últimos tempos. Se surgir nervosismo ou dificuldade para falar, isso também pode ser dito, inclusive dizer que está ansiosa e com medo de não conseguir se expressar. Se você tiver dúvidas ou curiosidades sobre como funciona a terapia ou sobre o processo, pode usar esse tempo para perguntar, porque o espaço é seu e você pode se sentir confortável para compartilhar o que quiser, no seu ritmo, sem pressão para falar tudo de uma vez.
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Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos
Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?
obrigado pela ajudaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Por muitos anos o casamento pareceu sólido, previsível e estável, e de repente toda a estrutura que sustentava a sua vida mudou. Quando uma relação de tantos anos se transforma dessa forma, não é só o vínculo amoroso que entra em luto, mas também a ideia de família, de futuro e de identidade construída ao lado dela. É importante dizer com cuidado que você não pode sustentar suas decisões contando com a possibilidade de que ela vá se arrepender, voltar atrás ou pedir desculpas. Isso pode até acontecer, mas também pode não acontecer, e basear sua vida nessa expectativa pode prolongar seu sofrimento e mantê-lo preso a algo que, neste momento, ela demonstra não querer. Pelas atitudes e falas dela, parece que ela já elaborou a separação internamente, enquanto você ainda está vivendo o luto, e esse descompasso é doloroso. Você não está errado por ainda amá-la nem por desejar reconciliação, mas talvez agora o foco precise sair do que ela vai fazer ou sentir e voltar para você. O que você quer para si independentemente do arrependimento dela? Como pode se posicionar diante do que está acontecendo? Como preservar a relação com suas filhas sem colocá-las no meio do conflito conjugal? A terapia pode ser muito importante nesse momento para ajudá-lo a elaborar essa perda, compreender melhor o que acontece entre vocês dois sem a influência da família ou de terceiros e fortalecer você emocionalmente para tomar decisões mais conscientes. Trata-se de um processo de luto e de reorganização de vida que não se resolve esperando o outro mudar, mas construindo um caminho que devolva estabilidade e autoestima, independentemente das escolhas dela.
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Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente c
Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente carinhoso e inteligente. Porém, tem duas questões que vem me preocupando: o comportamento dele na escola e a fala dele dentro de casa.
Na escola, ele não consegue ficar quieto e nem obedecer as ordens da professora. Tem dias e dias... E agora, por motivos de saúde, ele precisou morar com minha mãe, porque me encontro internada por complicações de nefrite lúpica e sem previsão de alta. Aí, ele tem uns comportamentos estranhos lá. Tipo: furar sofá com o alicate, falar besteira... Hoje por exemplo, ele disse a tia dele que ele tem um lado bom e um lado ruim. E que o lado ruim mandou ele fazer aquilo (tiva estragado o lenço umedecido da avó dele). Estou preocupada! Não sei como agir. O que devemos fazer? Tendo em vista que estou em outra cidade.
Isso pode ser sinais de sociopatia? Autismo? TDAH?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de qualquer coisa, seria irresponsável levantar qualquer suspeita diagnóstica como sociopatia, autismo ou TDAH apenas com base nesse breve relato. O que você descreve pode estar muito mais relacionado às mudanças significativas que ele está vivendo do que a um transtorno. Seu filho tem 7 anos, você está internada, ele precisou mudar de casa e de rotina, e está distante da mãe, que é uma referência central para ele. Para uma criança, isso pode gerar insegurança, medo, confusão e até raiva, mesmo que ele não saiba expressar tudo isso em palavras. Comportamentos como desobedecer, ficar mais agitado, estragar objetos ou falar que tem um “lado ruim” podem ser formas infantis de tentar dar sentido a emoções difíceis e impulsos que ele ainda não sabe regular. Quando ele fala desse “lado ruim”, não significa necessariamente algo patológico, pode ser apenas uma maneira de explicar para si mesmo o que sente. Neste momento, o mais importante é que ele seja escutado e acolhido, que os adultos conversem com ele para entender como está se sentindo e qual é a percepção dele sobre tudo o que está acontecendo, mantendo limites claros, mas com firmeza e afeto, sem rotulá-lo. Se os comportamentos persistirem ou se intensificarem, pode ser válido buscar um psicólogo infantil para avaliar melhor, mas diante do contexto, é bastante possível que ele esteja reagindo emocionalmente às mudanças e à sua ausência.
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Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A crise de ansiedade geralmente surge quando, de alguma forma, a pessoa se sente ameaçada, mesmo que essa ameaça não seja algo concreto ou real, mas sim algo que ela imagina ou teme. A ansiedade é uma reação do corpo diante de algo que é percebido como risco, e ela aparece como uma forma de defesa. Talvez seja importante você se perguntar o que exatamente sente como ameaça quando vê a pessoa de quem gosta. O que você acha que pode acontecer nesse encontro? Do que você tem medo? De ser rejeitado, de não corresponder às expectativas, de se expor demais, de perder o controle do que sente? Também vale refletir sobre como você se sente quando pensa em vê-la e qual é, ao mesmo tempo, a sua vontade em relação a isso. Às vezes o desejo e o medo caminham juntos, e entender esse conflito pode ajudar a diminuir a intensidade das crises.
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Tudo bem? Tenho muita sede e sinto minha boca muito seca, então bebo água o tempo todo. Já fiz exame
Tudo bem? Tenho muita sede e sinto minha boca muito seca, então bebo água o tempo todo. Já fiz exames e está tudo normal, mas essa sensação começou depois que fui diagnosticada com crise de ansiedade. Gostaria de saber se isso pode estar relacionado às crises ou se pode ser uma espécie de “vício” em beber água (já ouvi falar sobre isso).
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, pode sim estar relacionado à ansiedade. A ansiedade costuma gerar muitos sintomas físicos, e boca seca é um deles, porque o corpo entra em estado de alerta e altera funções como salivação. Às vezes, mesmo depois da crise passar, a pessoa fica mais atenta às sensações corporais e pode acabar bebendo água com mais frequência como uma forma de aliviar o desconforto ou até de se acalmar. Como seus exames estão normais e isso começou após o diagnóstico de crise de ansiedade, faz sentido investigar primeiro pelo lado emocional. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender em quais momentos essa vontade de beber água aparece, se coincide com aumento da ansiedade e qual função esse comportamento está cumprindo para você. A partir disso, dá para trabalhar estratégias para regular a ansiedade e diminuir essa necessidade constante.
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Faz um tempo que venho tendo problemas com a questão de ter filhos, eu tenho 20 anos, e não tenho ne
Faz um tempo que venho tendo problemas com a questão de ter filhos, eu tenho 20 anos, e não tenho nenhuma vontade de ser pai, não curto, mas esse problema vem aumentando muito quando meu pai falou para mim que ele tinha engravidado uma namorada, e esse meu meio irmão já nasceu, ele tem meses, mas eu simplesmente nem quero conhecê-lo, venho enfrentando muitos problemas por causa disso, sempre quando vejo ou escuto falar de alguém que está grávida ou está tendo filhos é algo que me traumatiza, não sei porque, essa questão de eu não querer ter filhos não está sendo somente uma opção, e sim um medo patológico, que afeta minha vida, eu tenho vontade de ter namorada, mas tenho muito medo de ter uma, eu tenho vontade de viver um amor, mas eu não quero construir uma família, e não sei se vou achar alguém assim um dia nesse mundo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo merece ser olhado com calma, porque uma coisa é não querer ter filhos por escolha e outra é perceber que esse tema virou um medo intenso que começa a afetar sua vida e seus relacionamentos. É importante lembrar que existem diferentes configurações de família e que há, sim, muitas pessoas que escolhem não ter filhos e constroem relações saudáveis dessa forma, então não querer ser pai aos 20 anos, ou até nunca, não é errado. Porém, quando ouvir sobre gravidez ou filhos te causa uma reação tão forte, quase traumática, isso pode indicar que existe algo além da simples decisão de não querer, talvez medo de responsabilidade, de perder liberdade, de repetir histórias ou até algo ligado à relação com seu pai e ao impacto da chegada do seu meio-irmão. Quando um assunto começa a gerar sofrimento constante, sobrecarga e te impede de viver outras áreas da vida, como se relacionar afetivamente, se faz importante investigar isso com mais profundidade. Você pode, sim, encontrar alguém que também não queira filhos, mas antes disso pode ser muito válido buscar acompanhamento psicológico para entender de onde vem essa angústia, diferenciar o que é escolha do que é medo e aliviar essa pressão que hoje está tomando conta de você.
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Eu sinto que só existo quando estou mal. Tenho medo de melhorar porque ninguém liga para quem está
Eu sinto que só existo quando estou mal.
Tenho medo de melhorar porque ninguém liga para quem está bem. Como posso melhorar esse pensamento (embora não sinta vontade)? Quem eu deveria buscar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é algo muito delicado, porque parece que o sofrimento acabou se tornando uma forma de se sentir visto, validado ou percebido. Às vezes, quando a pessoa passou muito tempo só recebendo atenção, cuidado ou acolhimento quando estava mal, pode surgir esse medo de que, ao melhorar, ela deixe de importar. Mesmo que você não sinta vontade de mudar isso agora, já é muito importante conseguir nomear esse pensamento e perceber que ele existe. Você pode buscar acompanhamento psicológico, não necessariamente com a obrigação de “melhorar”, mas para falar sobre como é sentir que só existe quando está mal, como isso começou e como você se relaciona com os outros a partir desse lugar. A terapia pode te ajudar a construir uma forma de existir que não dependa do sofrimento para ser visto.
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É possível viver bem e feliz sozinho? Não ter amigos, namoro, nada. Completamente só por opção...
É possível viver bem e feliz sozinho? Não ter amigos, namoro, nada. Completamente só por opção...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ser possível, sim, viver sozinho, se isso for uma escolha e fizer sentido para você, não como fuga, medo ou defesa. Existem pessoas que apreciam muito a própria companhia, a autonomia e o silêncio, e conseguem se sentir satisfeitas assim. Mas também é importante lembrar que somos seres sociais por natureza: nascemos de alguém, somos cuidados por alguém e nos desenvolvemos na relação com outras pessoas. Vivemos em sociedade, trabalhamos, estudamos, pertencemos a uma família ou a algum grupo e, o tempo todo, nos deparamos com o outro, mesmo que escolhamos morar sozinhos ou não ter vínculos íntimos. Além disso, também consumimos o que o outro produz, seja conhecimento, cultura, serviços ou qualquer forma de contribuição social. A questão talvez não seja apenas estar sozinho, mas entender o que essa escolha significa para você e se ela realmente te contempla ou se está tentando evitar algo.
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Percebo que me importo muito com o que as pessoas podem pensar de mim. Tenho minhas próprias visões
Percebo que me importo muito com o que as pessoas podem pensar de mim. Tenho minhas próprias visões de mundo, mas sinto um medo quase paralisante de não ser “politicamente correta”. Minha mente começa a ruminar, questionando tudo o que penso, e como tenho pouca autoconfiança, acabo duvidando das minhas próprias opiniões. Muitas vezes valido mais o posicionamento do outro, mesmo que isso me cause angústia.
Tento me tranquilizar lembrando que não defendo nada destrutivo nem cometo algo grave. Ainda assim, permanece a dúvida: “E se eu estiver errada?”. E mesmo que eu estivesse, acredito que deveria haver justiça e responsabilidade, mas não desumanização — nem de mim, nem de qualquer outra pessoa.
Esses temas complexos me afligem porque, quando alguém se posiciona com muita certeza, isso me dá gatilho. Fico ruminando por horas ou dias, questionando o que já sei, como se minha própria percepção não fosse confiável.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez seja interessante você começar a refletir sobre o que exatamente significa, para você, estar errada. Qual seria o problema real em pensar algo e depois perceber que pode rever essa posição? O que você imagina que aconteceria se se posicionasse e alguém discordasse? Às vezes o medo não está na opinião em si, mas nas consequências que a gente imagina, como ser rejeitada, julgada, atacada ou vista como uma pessoa ruim. Pensar sobre quais são esses cenários que sua mente cria e o quanto eles são proporcionais pode ajudar a diminuir essa ruminação. Também pode ser importante questionar por que a opinião do outro ganha tanto peso a ponto de invalidar a sua, e de onde vem essa ideia de que você precisa estar sempre absolutamente certa para ter valor. Errar, rever ideias e amadurecer faz parte de qualquer construção de pensamento. Talvez o foco não seja eliminar a dúvida, mas aprender a tolerar o desconforto de não ter certezas absolutas sem perder a confiança em si mesma. Se isso tem te causado muita angústia e ruminação prolongada, levar essas questões para a terapia pode te ajudar a fortalecer sua autonomia e sua segurança.
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Sou mulher, e tb estou com esse problema, estou tentando não assistir mais porno, mas mesmo assim pr
Sou mulher, e tb estou com esse problema, estou tentando não assistir mais porno, mas mesmo assim preciso pensar na pornografia pra chegar ao apse, e sem limites, sendo de tudo um pouco, amo meu marido, e ele é ótimo, mas como o dr falou, é um caminho obscuro, quanto mais vc ver, ou pensa, mas as coisas vao ficando sem graça e vc acaba procurando coisas novas, onde entra as coisas mais, estranhas, depois do ato, seja ela masturbacão ou sexo, vc quer ir cada vez mais além, por não conseguir mais.
Me sinto doente, sei que preciso parar, mas por mais que estou tentando, não consigo, é isso está me prejudicando com o meu parceiro, que estamos recém casados.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não significa que você é doente, mas mostra que existe um padrão que está te incomodando e começando a afetar o seu relacionamento, e isso merece atenção sem culpa, mas com responsabilidade. Talvez seja interessante você refletir com calma sobre como se sente antes, durante e depois de assistir pornografia, o que exatamente você está buscando naquele momento, se é excitação, fuga, distração, alívio de ansiedade, curiosidade ou algo que não está sendo nomeado. Entender a função que isso cumpre na sua vida é um passo importante, porque muitas vezes o comportamento é só a ponta do iceberg. Também vale pensar em como isso tem refletido na sua relação com seu marido, se está criando distância, comparação, insatisfação ou pressão interna. Se você perceber que existe um impulso automático, pode começar a criar pequenas estratégias para não tentar cortar de forma radical, mas ir diminuindo aos poucos, substituindo o momento em que surge a vontade por outras atividades que também tragam prazer ou regulação, como exercício, leitura, banho relaxante, conversar com alguém, ou até investir mais em momentos de intimidade com seu parceiro. E, se sentir que sozinha está difícil, buscar terapia pode ajudar muito, porque você poderá entender mais profundamente o que está por trás dessa necessidade crescente e construir uma relação mais saudável com sua sexualidade, sem culpa e sem excessos que te prejudiquem.
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Estou lutando contra a pornografia e queria saber se ela tira as emoções, eu não me sinto alegre, ne
Estou lutando contra a pornografia e queria saber se ela tira as emoções, eu não me sinto alegre, nem feliz, romântico. Estou em um relacionamento e estou com muito medo de prejudicar pq não consigo sentir emoções e fico muito agoniado e desesperando, não quero perder ela só quando estamos juntos eu sinto tipo uma névoa na cabeça.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O consumo excessivo de pornografia pode, sim, acabar afetando a forma como você sente e percebe as emoções, tanto em relação a você mesmo quanto às pessoas ao seu redor. Quando o estímulo é muito frequente e intenso, o cérebro pode ficar mais dessensibilizado, o que às vezes gera essa sensação de “névoa”, dificuldade de sentir prazer nas coisas simples ou de se conectar emocionalmente como antes. Isso pode refletir diretamente no relacionamento, não porque você não goste da sua parceira, mas por estar se sentindo sobrecarregado ou desregulado. O fato de você estar preocupado em não prejudicar a relação já mostra que existe sentimento aí, mesmo que agora ele pareça abafado. Talvez seja importante olhar para isso com mais profundidade, entender quando esse padrão começou e o que você busca na pornografia. Se estiver difícil lidar sozinho, buscar ajuda psicológica pode ser um passo importante para reorganizar isso e recuperar a compreensão das suas emoções.
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Olá a todos. Estou em acompanhamento em terapia, mais especificamente com a TCC. A minha questão env
Olá a todos. Estou em acompanhamento em terapia, mais especificamente com a TCC. A minha questão envolve uma memória da minha infância, que é muito imprecisa. Não consigo me lembrar de quase nada, tive apenas 1 flashback uma vez, que me abalou e me fez procurar terapia.
Estou por volta da minha décima sessão, e é muito recorrente pensamentos intrusivos e repetitivos a cerca desse acontecimento na minha infancia, e muitas "memórias falsas" e cenários que minha mente cria, meio que pra tentar completar aquela memória, pra entender o que aconteceu. Mesmo realizando diversas técnicas, envolvendo questionar meus pensamentos, tenho apenas um alivio ali temporário.
Mesmo já tendo questionado diversas vezes, a memória volta, e fica na minha cabeça diversos pensamentos automaticos. Tenho a impressão de que há algo mais me incomodando, algo mais que eu preciso ver, que eu preciso resolver, pois esses pensamentos não saem da minha cabeça por nada. Fico muito ansioso, desconectado da realidade
OBS: Estou também em tratamento psiquiátrico, para tentar melhorar mais os sintomas.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é muito angustiante, mas é importante que você saiba que pode levar esse assunto para a sessão quantas vezes forem necessárias, o espaço terapêutico é justamente para repetir, revisitar e elaborar, então não pense que está sendo repetitivo ou que está atrapalhando o processo, muitas vezes é na repetição que conseguimos aprofundar e organizar o que está confuso. Quando existe uma memória fragmentada, é comum que a mente tente preencher lacunas criando cenários e hipóteses, isso não significa necessariamente que exista algo oculto que você precisa descobrir a qualquer custo, mas pode indicar que há algo que ainda está sendo processado. Eu entendo a sua ansiedade por já estar na décima sessão e talvez esperar um alívio mais estável, mas o processo terapêutico, principalmente quando envolve conteúdos da infância e possíveis experiências traumáticas, exige tempo, constância e paciência. Continue sendo transparente com seu terapeuta sobre os pensamentos intrusivos, a sensação de que há algo mais a resolver e essa desconexão que você sente, porque isso orienta os próximos passos do trabalho, e o fato de você também estar em acompanhamento psiquiátrico mostra que você está cuidando disso de forma responsável e completa.
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Por que é tão difícil encontrar psicoterapeutas que realmente entendam do transtorno de despersonali
Por que é tão difícil encontrar psicoterapeutas que realmente entendam do transtorno de despersonalização e transtornos dissociativos? E não é só entender sobre.. é conseguirem de fato repassar ao seu paciente abordagens e técnicas que realmente irão ajudar. Já passei por 3 psicologos (TCC), mas eles eram bem perdidos sobre o tema, eu tinha a sensação de que sabia mais coisas sobre o transtorno do que eles. A TCC realmente é a terapia mais indicada pra quem sofre de transt. dissociativo? Obrigado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua frustração, porque, quando a gente está lidando com algo tão específico e angustiante como despersonalização e outros transtornos dissociativos, a expectativa é encontrar um profissional que tenha segurança no tema e consiga conduzir o processo com clareza. Mas também é importante lembrar que nem todo psicólogo vai se aprofundar da mesma forma em todos os transtornos; alguns têm mais experiência em certas áreas do que em outras. Sobre a abordagem, não existe uma única terapia que contemple exclusivamente esse tipo de demanda. A TCC pode ajudar, sim, principalmente no manejo da ansiedade e dos pensamentos que mantêm o ciclo da dissociação, mas não é a única abordagem possível. Qualquer abordagem pode trabalhar esse tipo de demanda, desde que o profissional tenha estudo e experiência nisso. Talvez ampliar sua busca para além da TCC aumente suas chances de encontrar alguém com quem você realmente se identifique e se sinta confortável. Mais do que a abordagem em si, é fundamental que você se sinta confortável, compreendido e confiante no processo, porque a relação terapêutica também é importante no resultado.
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Comportamentos repetitivos podem ser Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Comportamentos repetitivos podem ser Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Comportamentos repetitivos, por si só, não são suficientes para diagnosticar Transtorno Obsessivo-Compulsivo. O TOC envolve não apenas a repetição de atos, mas também a presença de pensamentos obsessivos, angustiantes e difíceis de controlar, que levam a pessoa a realizar compulsões para aliviar essa ansiedade. Se você percebe que esses comportamentos estão trazendo prejuízo, sofrimento ou interferindo na sua rotina, é importante buscar ajuda psicológica para entender melhor o que está acontecendo e como você está se sentindo. Se for necessário, o próprio psicólogo poderá encaminhar para uma avaliação psiquiátrica.
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Olá, sou um homem de 23 anos e desde que me entendi como gay coloquei uma condição a mim mesmo que s
Olá, sou um homem de 23 anos e desde que me entendi como gay coloquei uma condição a mim mesmo que só ia vivenciar essa sexualidade quando conseguisse independência.
Aos 16, passei numa universidade pública e me formei aos 21, logo consegui um trabalho num comércio em Outubro/23 e 2 anos depois, em Dezembro/25, depois de muita luta, consegui atuar na minha área (sou nutricionista). Paralelamente, usei o salário do antigo emprego pra tirar minha CNH, fazer uma pós - que me rendeu o atual trabalho numa indústria - e formar patrimônio, tanto que hoje tenho R$ 27 mil acumulados.
Assim que consegui meu emprego antigo, aos 21, iniciando uma independência financeira, passei a ter encontros casuais com outros homens e nos últimos meses, comecei a frequentar saunas e bares de pegação.
No entanto, o fato de não ser assumido me aflige muito. Resolvi aproveitar o Carnaval da minha cidade (Olinda) pela 1ª vez e ver vários casais gays se beijando livremente me deu uma sensação de que perdi muito tempo na vida e que a minha personalidade foi tão congelada que eu não consigo ser livre pra beijar em público, dançar, cantar e ser mais afetivo, mesmo em espaços seguros. Em um dos dias, fui acompanhado de um carinha que conheci na sauna que queria ficar comigo mas como não quis fazer nada, ele acabou ficando com outro, mas não chegou a me destratar nem nada, foi respeitoso comigo todo o tempo, me levou até pra almoçar com ele na praia (que eu não ia desde os 14), tentando deixar o clima mais leve. Senti sensações muito boas mas algo ali me fazia sentir que eu tava me aventurando demais.
Eu vou seguir no meu plano mas diariamente eu sinto que eu vou surtar comigo mesmo, não aguento mais me sentir sufocado. Caso alguém se disponha, gostaria de algum conselho de como fazer essa angústia diminuir...RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lendo o que você escreveu, dá para perceber o quanto você se dedicou a construir segurança, estabilidade e independência antes de se permitir viver sua sexualidade, como se tivesse criado algumas condições internas para só então se sentir “autorizado” a viver isso. E, de fato, muitas dessas condições já aconteceram, você se formou, conquistou trabalho na sua área, organizou sua vida financeira, construiu patrimônio, mas mesmo assim a sensação de liberdade plena ainda não veio. Parece que existe uma parte sua que cumpriu todas as metas e outra que continua se sentindo presa, como se sempre houvesse mais um requisito a ser alcançado antes de poder relaxar e simplesmente ser. Quando você viu outros homens vivendo isso com naturalidade no Carnaval, talvez tenha doído não só pelo tempo que sente que perdeu, mas por perceber o quanto ainda se sente congelado por dentro, mesmo estando em espaços teoricamente seguros. Ao mesmo tempo, você também relata sensações boas, encontros respeitosos, experiências novas, o que mostra que existe desejo, curiosidade e vida aí. Essa angústia pode estar muito ligada ao conflito entre a parte que quer se expressar e a parte que aprendeu a se proteger, a controlar e a adiar. Buscar apoio psicológico pode ser muito importante agora, não porque haja algo errado com você, mas para te ajudar a entender o que você realmente quer, quais medos ainda estão te travando e como você quer se apresentar ao mundo, seja em relação à sua sexualidade, seja na sua vida profissional e pessoal. Você já provou que consegue construir muita coisa concreta, talvez agora o desafio seja construir um espaço interno onde você possa existir com menos sufocamento e mais verdade.
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uma pessoa com transtorno esquizoafetivo bipolar, mesmo tendo surtos psicóticos, ter problemas de re
uma pessoa com transtorno esquizoafetivo bipolar, mesmo tendo surtos psicóticos, ter problemas de relacionamentos com outras pessoas, tipo, ás vezes muito carente e as vezes quer se distanciar de todos. Estou em fase de euforia, mania e logo logo sei que vou entrar na fase depressiva. Qual seria o tratamento ideal para esse tipo de problema? Sou muito impulsivo e repulsivo. A vezes não consigo controlar meu genio. Me considero muito inteligente, mas isso me atrapalha por que não tolero de forma alguma ser enganado e acabo abandonando pessoas por mais que ame e isso me deixa muito mal. Tudo isso é muito confuso e não sei o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo faz sentido dentro do transtorno esquizoafetivo bipolar, principalmente por causa dessas oscilações intensas de humor, dos surtos e das mudanças na forma como você se relaciona. Essa alternância entre carência e afastamento, a impulsividade, a dificuldade de controlar o gênio e até os rompimentos bruscos podem estar ligados às fases de mania e depressão. Quando você percebe que está em euforia e já sente que uma fase depressiva pode vir, isso mostra o quanto essas mudanças impactam sua vida. O tratamento mais indicado costuma ser combinado entre acompanhamento com psiquiatra para ajustar e manter a medicação, que é fundamental para estabilizar o humor e prevenir surtos, junto com psicoterapia para trabalhar impulsividade, relações, manejo da raiva e maior consciência dos seus ciclos. A medicação ajuda a regular o que é biológico, e a terapia ajuda você a entender seus padrões e construir estratégias para não se prejudicar nas fases mais intensas. O mais importante é que esse acompanhamento seja contínuo e próximo, principalmente quando você percebe sinais de mudança de fase. Se faz necessário ter esse suporte estruturado para conseguir mais estabilidade e qualidade de vida.
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Boa tarde! Gostaria de uma orientação de como é possível melhorar da TPPP (Tontura Postural Percep
Boa tarde!
Gostaria de uma orientação de como é possível melhorar da TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) com psicoterapia. Faço terapia há seis meses e continuo com sintomas de cabeça atordoada, mal-estar e tontura fraca quase todos os dias.
Muito obrigado pelas respostas.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como você já está em terapia há seis meses, o mais indicado é conversar com o profissional que está te acompanhando, porque ele já conhece a sua história, seus sintomas e como eles têm se manifestado ao longo do tempo. A TPPP tem uma relação forte com fatores emocionais, percepção corporal e ansiedade, então a forma de trabalhar isso pode variar de pessoa para pessoa. Vale a pena levar essa questão para a sessão, falar que os sintomas continuam e perguntar de forma aberta como a psicoterapia pode atuar mais diretamente nisso no seu caso. O psicólogo poderá te explicar a linha de trabalho que está sendo usada, ajustar estratégias se for necessário e pontuar o que pode ajudar especificamente na sua condição.
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Tenho 22 anos e farei 23 esse mesmo ano. Percebo que meus pais estão tentando me fazer sair mais de
Tenho 22 anos e farei 23 esse mesmo ano. Percebo que meus pais estão tentando me fazer sair mais de casa e estão tentando me delegar mais tarefas domésticas de forma a fazer com que eu "cresça", mas também porquê quando eu era adolescente eles NUNCA me permitiram sair de casa. Creio que seja uma forma deles trntarem compensar o tempo perdido, mas eles estão me deixando com burnout, estressada e deprimida pois tenho que conciliar tudo isso com uma faculdade que me obriga a aprender quase de tudo sozinha pois é a metodologia deles.
Também cresci e faço parte de uma seita evangélica com seus pontos positivos e negativos. O quê eu faço para conseguir recuperar todo o tempo que eu perdi e para me sentir mais jovem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olhar para trás e sentir que perdeu experiências importantes da adolescência pode trazer muita frustração. Mas, sendo muito sincera com você, não tem como recuperar o tempo que já passou. A gente não consegue voltar e viver aquela fase de novo. O que é possível é olhar para o agora e se perguntar o que você quer construir a partir daqui. Você está entrando na vida adulta, e isso também significa começar a se posicionar como adulta diante dos seus pais. Talvez seja o momento de refletir sobre quais responsabilidades fazem sentido para você, quais limites precisam ser conversados e de que forma você pode organizar sua rotina sem se sobrecarregar ainda mais. Também pode ser importante diferenciar o que é uma tentativa deles de compensar o passado e o que é parte natural do seu processo de autonomia. Em vez de focar em recuperar o que não aconteceu, pode ser mais produtivo pensar em como você pode começar a viver experiências agora, do seu jeito e respeitando seu ritmo. E, se isso tudo está te deixando estressada e deprimida, conversar com um psicólogo pode te ajudar a organizar esses sentimentos e a encontrar uma forma mais saudável de atravessar essa transição.
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Dia 11/03 de 2025 terminei um relacionamento de cerca de 4 anos, relacionamento conturbado, problema
Dia 11/03 de 2025 terminei um relacionamento de cerca de 4 anos, relacionamento conturbado, problemas que eu mesmo criei. Após isso, cerca de 2 meses depois, conheci uma pessoa, com quem comecei a ficar, e entramos num relacionamento, poucos dias atrás, terminamos, de forma idêntica ao relacionamento anterior, eu achei que não iria me sentir tao mal, mas agora, estou tão mal quanto da primeira vez, sensação de morte, fico pensando que provavelmente foi por que entrei em um outro relacionamento de cara, e não devia ter feito isso, mas dói muito, é como se eu estivesse revivendo aquilo tudo de novo... Medo de entrar em um quadro depressivo, tendo em vista que em menos de 1 ano, passei por 2 términos extremamente dolororos e praticamente igual, tudo igual... parece um filme que se repetiu. Esse quadro está me fazendo passar por sintomas psicológicos horríveis, me sinto mal, sozinho, a solidão é a pior coisa, perda da rotina, e etc...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo faz sentido dentro do que aconteceu, porque quando um relacionamento termina, ainda mais um de quatro anos e conturbado, existe um luto que precisa ser vivido, e quando se entra em outro relacionamento com pouco intervalo pode acontecer uma projeção de uma relação na outra, como se partes da história anterior fossem levadas para a nova sem que você perceba, o que pode ajudar a explicar por que as dinâmicas se repetiram e por que a dor agora parece tão parecida, quase como se fosse o mesmo filme de novo. Não significa que você fez algo proibido, mas talvez ainda estivesse tentando aliviar a dor anterior ou preencher um vazio, e agora as duas perdas acabam se somando, o que intensifica a sensação de solidão, quebra de rotina e medo. Por serem perdas significativas, se faz muito importante buscar terapia nesse momento, não apenas para aliviar os sintomas que você está sentindo, mas para elaborar o que aconteceu, entender seu papel nessas relações, o que você está buscando ao se relacionar com alguém e que tipo de vínculo você realmente quer construir daqui para frente.
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Bom dia, eu sou uma pessoa que tem ansiedade generalizada e ontem senti a crise de ansiedade mais fo
Bom dia, eu sou uma pessoa que tem ansiedade generalizada e ontem senti a crise de ansiedade mais forte da minha vida. Eu estou com febre, aperto no peito, dor de cabeça e calafrios que passam um pouco quando me acalmo e quando eu choro passa muito. Só que já voltou denovo, eu nunca senti algo tão forte assim na minha vida
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por isso. Mesmo que a ansiedade possa causar sintomas físicos muito fortes, como aperto no peito, calafrios, tremores e dor de cabeça, o fato de você estar com febre também é um sinal importante para não desconfiar apenas da ansiedade. O mais seguro agora é procurar uma avaliação médica o quanto antes, para garantir que não há nenhuma condição física acontecendo junto. E a terapia pode ser um espaço importante para você entender melhor essas crises, identificar gatilhos e construir formas mais seguras de lidar com elas, porque pelo seu relato isso está trazendo muito sofrimento. Buscar ajuda agora é um cuidado necessário.
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…