Perguntas do paciente (1175)
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sobre diagnósticos de transtornos, como se encontrar diante da vastidão de profissionais que muitas
sobre diagnósticos de transtornos, como se encontrar diante da vastidão de profissionais que muitas das vezes são especialistas em apenas um transtorno? sinto que talvez eu tenha borderline e transtorno sexual compulsivo, ai preciso ser consultado por dois especialistas então? o problema é que nem todo mundo pode arcar com os custos disso, e dessa forma acabar não tratando de seus problemas, é complicado
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de confusão é bem compreensível, porque quando a gente começa a ler sobre diagnósticos parece que tudo fica fragmentado e que seria preciso um especialista para cada coisa, o que na prática não é viável para a maioria das pessoas. Não há necessidade de procurar dois profissionais diferentes. Um psiquiatra tem formação para avaliar o funcionamento psíquico como um todo e pode diagnosticar independentemente de qual transtorno esteja em jogo, ou mesmo concluir que não se trata exatamente de um transtorno específico, mas de um conjunto de sintomas que se organizam de outra forma. O diagnóstico não é um rótulo fixo, e sim uma ferramenta clínica para orientar o cuidado. Além disso, é muito importante pensar no tratamento combinado, em que o acompanhamento psiquiátrico cuida da parte medicamentosa quando necessário, e a psicoterapia oferece um espaço contínuo para compreender os padrões de comportamento, os afetos, os impulsos e os conflitos que sustentam o sofrimento.
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Qual é o objetivo do estudo da psicologia das cores?
Qual é o objetivo do estudo da psicologia das cores?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O objetivo do estudo da psicologia das cores é compreender como cada cor pode provocar diferentes efeitos nas pessoas, influenciando emoções, percepções, comportamentos e até decisões. As cores podem despertar sensações específicas a depender do tom, da intensidade, do contexto em que aparecem e da experiência de quem as percebe. Esse estudo busca entender como esses efeitos acontecem e como as cores podem ser utilizadas de forma consciente em diferentes áreas, como comunicação, ambientes, marcas e no próprio bem-estar.
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Estou a tomar brintellix de manhã ao acordar posso beber ao fim de semana
Estou a tomar brintellix de manhã ao acordar posso beber ao fim de semana
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ideal é esclarecer essa dúvida diretamente com o médico que te prescreveu o Brintellix. Só ele poderá orientar de forma segura sobre o consumo de álcool no seu caso específico, levando em conta a dose, o motivo do uso da medicação e como você vem respondendo ao tratamento.
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Acredito que estou saindo de um relacionamento com traços narcisistas/abusivos, mas ainda me sinto c
Acredito que estou saindo de um relacionamento com traços narcisistas/abusivos, mas ainda me sinto culpada por ter ficado “fria” emocionalmente, e isso tem dificultado minha firmeza para encerrar de vez.
Foi um relacionamento de pouco mais de um ano marcado por agressões emocionais frequentes: xingamentos, humilhações, silêncio punitivo quando eu expressava dor, inversão de culpa constante, uso de traumas pessoais contra mim (problemas psicológicos da minha mãe e uma perda gestacional que sofri durante o relacionamento), destruição de objetos, tentativas de isolamento social, controle, chantagens e pressão psicológica.
Eu comecei a me sentir sem voz dentro da relação. Quando eu falava que estava mal, ele se justificava em vez de acolher. Quando eu pedia espaço, ele pressionava mais. Quando eu tentava conversar, ele dizia que eu estava “escavando o passado” para fazer ele se sentir culpado ou sendo dramática.
Com o tempo, não fiquei com raiva explosiva, mas exausta.
Nas últimas semanas, passei a ficar quieta, monossilábica, sem energia afetiva. Também comecei a ter sintomas físicos de estresse (dermatite piorando, tensão constante, sensação de alerta o tempo todo).
Essa semana ele disse que iria embora de vez, após tantas ameaças de ir embora, porque disse que não queria mais ser tratado com essa frieza. Na noite anterior ao dia marcado, ele veio tentar conversar quando eu já estava deitada tentando dormir. Eu não queria falar, porque toda conversa virava justificativa ou manipulação emocional. Ele disse que eu estava sendo infantil por não conversar. Acabei cedendo. Foram horas dele se defendendo, dizendo que já tinha pedido desculpas, que eu precisava perdoar, que eu era rancorosa. Depois disso, simplesmente deitou na minha cama, me abraçou e disse que não ia embora, que me amava, que era “obcecado” por mim, que não ia me deixar para outro homem e não iria me deixar nunca. Começou a fazer carinho e falar "que sempre sonhou da gente viajando junto de carro por aí". Eu pedi várias vezes para ele ir. Empurrei da cama. Disse que não queria ele ali. Ele se recusou e continuou dizendo que ficaria ali.
Chegou a dizer que eu tinha bipolaridade e precisava ficar para cuidar de mim. Até mandou mensagem para meu pai dizendo que a gente tinha se acertado (não era verdade). Ficou forçando carinho físico, beijo, abraço, dizendo que eu era “mulher dele”. Eu me senti invadida e congelada. De tão exausta, em um momento eu fingi dormir só para ele parar de falar comigo. Minutos depois ouvi ele chorando baixinho.
E é aí que minha cabeça trava. Porque eu começo a pensar: “eu fui cruel” “eu fiz ele chorar” “eu sou fria” “eu estou abandonando alguém ferido”
Ele tem histórico de abandono materno na infância, então isso pesa ainda mais em mim. Mas, ao mesmo tempo, eu me pergunto: Depois de meses sendo desrespeitada, humilhada, pressionada, invadida, culpabilizada… ficar em silêncio é crueldade? ou é exaustão emocional? ou é apenas uma resposta de defesa? Eu não estava tentando machucar. Eu só estava tentando me manter emocionalmente. Após tantos meses tolerando coisas que eu considerava intoleráveis.
E nessas últimas semanas parece que senti tudo de uma vez o que não senti lá atrás e, logo depois, não senti mais nada (isso faz sentido?) Mesmo assim, acabo me sentindo a vilã por não conseguir mais oferecer afeto. (Não faz sentido para mim também, eu não deveria...)
Ele afirmou diversas vezes que eu estava punindo emocionalmente ele com esse afastamento, como vingança, apenas para machucá-lo. Mas verbalizei para ele que precisava do meu tempo e do meu espaço, coisa que ele não respeitou, e até me perguntou até quando duraria isso, e eu disse que não sabia, e ele acha que estou me fazendo.
Eu já faço acompanhamento com uma psicóloga que tem me ajudado a entender esse processo, mas gostaria da opinião de outros especialistas (e também minha próxima sessão é só semana que vem e estou com isso entalado). Então fica a dúvida:
Essa “frieza” pode ser entendida como mecanismo de autoproteção, esgotamento psíquico ou resposta traumática, ou estou sendo cruel inconscientemente e o punindo pelas coisas que aconteceram sem perceber?
Como diferenciar o distanciamento defensivo de um comportamento abusivo quando se é a parte que já estava adoecendo dentro da relação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lendo com atenção tudo o que você escreveu, fica muito evidente que a forma como você está reagindo agora tem relação direta com a maneira como essa relação foi sendo vivida e conduzida pelo seu parceiro. Não aparece alguém fria ou cruel, mas alguém profundamente exausta, sobrecarregada e tentando se preservar emocionalmente depois de um longo período de invasões, deslegitimações e pressões. Em vários momentos do seu relato, você descreve ter sido colocada no lugar de quem precisava explicar, acolher, compreender, perdoar e sustentar a dor do outro, enquanto a sua própria dor era minimizada, invertida ou usada contra você, o que vai, aos poucos, convocando você a ocupar um lugar constante de desconforto e silenciamento para manter o outro bem, atravessado por uma culpa intensa. Quando o corpo e o psiquismo chegam a esse nível de esgotamento, é comum que a resposta não venha mais em forma de confronto ou raiva, mas de retraimento afetivo, silêncio e apagamento, não como punição, mas como uma tentativa de proteção. O fato de você relatar que sentiu tudo de uma vez e depois pareceu não sentir mais nada faz sentido dentro de um quadro de sobrecarga emocional prolongada. A confusão que aparece sobre quem está machucando quem, sobre se você está sendo cruel ou apenas se defendendo, também não surge do nada e costuma ser consequência de relações marcadas por inversão de culpa, desqualificação da experiência e invasão de limites, o que embaralha os afetos e faz com que até os próprios sentimentos passem a parecer errados ou suspeitos. Talvez a pergunta mais cuidadosa não seja se você está sendo cruel, mas de que lugar você tem sido convocada a existir nessa relação, um lugar onde seus limites não são respeitados, onde seu silêncio vira ataque, mas sua exaustão não é reconhecida como sinal de adoecimento. Seu distanciamento parece muito mais um reflexo do que você viveu do que uma intenção de ferir, e faz sentido que tudo oscile, que culpa e alívio coexistam, porque quando a relação é confusa, os afetos também ficam. Você já está fazendo algo muito importante ao levar isso para a terapia e, até a próxima sessão, talvez seja possível sustentar essa reflexão com um pouco mais de gentileza consigo mesma, reconhecendo o quanto custou permanecer nessa dinâmica e o quanto o seu corpo e o seu silêncio estão dizendo algo que, por muito tempo, não pôde ser dito em palavras.
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O que é a psicologia das cores? .
O que é a psicologia das cores? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicologia das cores é um campo que estuda como as cores podem despertar sensações, percepções e sentimentos nas pessoas, dependendo da sua intensidade, do contexto e da forma como são apresentadas. As cores não afetam todo mundo exatamente da mesma maneira, mas costumam evocar respostas emocionais e comportamentais semelhantes em muitos contextos. Um exemplo comum é o vermelho, que pode estimular o apetite, chamar atenção e transmitir urgência, por isso é frequentemente utilizado por redes de fast food em suas marcas e ambientes. Essas associações ajudam a entender como as cores influenciam escolhas, emoções e até comportamentos do dia a dia.
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Por que a organização excessiva é considerada uma doença?
Por que a organização excessiva é considerada uma doença?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A organização excessiva, por si só, não é considerada uma doença. Ser organizado pode inclusive ser algo funcional e positivo. O que muda é quando essa necessidade de organização deixa de ser uma escolha e passa a ser vivida como uma obrigação rígida, que gera ansiedade, sofrimento e prejuízo na qualidade de vida e no bem-estar da pessoa. Em alguns casos, esse padrão pode estar relacionado ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), em que a organização, a simetria ou o controle surgem como tentativas de aliviar uma angústia interna, mas acabam aprisionando o indivíduo em rituais e exigências difíceis de sustentar. Nesses contextos, a organização não traz tranquilidade, ela consome energia, tempo e afeta relações, trabalho e descanso. Quando há sofrimento envolvido, é importante buscar ajuda profissional, e o tratamento costuma ser mais eficaz quando há um acompanhamento conjunto entre psicólogo e psiquiatra, cuidando tanto dos aspectos emocionais quanto, quando necessário, dos sintomas de forma medicamentosa.
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. Qual é a diferença entre "mania de organização" e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
. Qual é a diferença entre "mania de organização" e Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A principal diferença é que o TOC é um transtorno psicológico sério, enquanto a chamada “mania de organização” não é um diagnóstico clínico. Gostar de organização, limpeza ou controle pode ser apenas um traço de personalidade ou um hábito aprendido, que não necessariamente causa sofrimento. Já no Transtorno Obsessivo-Compulsivo existe um nível de angústia muito maior: a pessoa sente pensamentos obsessivos que surgem de forma invasiva e desconfortável e, para aliviar essa ansiedade, acaba realizando comportamentos compulsivos, como organizar, conferir ou repetir ações, mesmo sem querer. No TOC, esses comportamentos não trazem prazer, trazem alívio temporário, consomem tempo, energia e prejudicam a qualidade de vida, o trabalho e as relações. Por isso é importante diferenciar, porque transtorno é coisa séria, envolve sofrimento psíquico real e precisa de acompanhamento profissional adequado, geralmente com psicoterapia e, em alguns casos, tratamento psiquiátrico.
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O que acontece se eu não tiver nada para falar na sessão? Muitas vezes nada vem a minha cabeça e não
O que acontece se eu não tiver nada para falar na sessão? Muitas vezes nada vem a minha cabeça e não aconteceu nada de novo na semana
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso também pode ser levado para a sessão. Você pode dizer que não tem nada para falar, que não vem nada à sua cabeça e que não aconteceu nada de novo na semana. O silêncio, a sensação de vazio ou de “não ter o que dizer” também fazem parte do processo terapêutico e podem ser trabalhados. A sessão não depende apenas de acontecimentos novos, e o psicólogo saberá conduzir o encontro, fazer perguntas, acolher esse momento e ajudar a dar sentido ao que aparece ou até ao que não aparece.
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Tenho 19 anos, atualmente trabalho como operadora de telemarketing, me matriculei no curso de psicol
Tenho 19 anos, atualmente trabalho como operadora de telemarketing, me matriculei no curso de psicologia em uma faculdade particular nesse ano, porém não tenho certeza se é isso mesmo que quero. Às vezes me sinto angustiada por me sentir atrasada em relação às outras pessoas, todo mundo já parece saber bem o que quer, enquanto que eu estou, aqui paralisada, gostaria muito de alguma orientação, como posso descobrir o que realmente quero para o meu futuro?. Além do mais, vivo me sabotando, toda vez que penso em fazer algo de bom pra mim, simplesmente deixo de lado e começo a fazer várias besteiras...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez um primeiro passo seja se perguntar o que, exatamente, faz você duvidar se o curso de psicologia é ou não para você. Às vezes essa falta de identificação aparece mesmo, e isso não significa fracasso, mas um processo de se conhecer melhor. Também vale olhar com mais cuidado para esse movimento de se sabotar: o que acontece dentro de você quando surge a possibilidade de fazer algo bom por si mesma? O que essas “besteiras” vêm ocupar ou evitar naquele momento? Refletir sobre suas expectativas pode ajudar muito nessa cobrança intensa de estar “atrasada”. Atrasada em relação a quem? Quem são essas outras pessoas com quem você se compara e quais caminhos elas estão trilhando, para além do que aparece de fora? Questionar isso pode abrir espaço para você construir um futuro mais alinhado com quem você é, e não apenas com o que parece ser esperado de você.
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Ultimamente tenho enfrentado muitas crises de ansiedade, eu me sinto uma pessoa péssima e eu simples
Ultimamente tenho enfrentado muitas crises de ansiedade, eu me sinto uma pessoa péssima e eu simplesmente me odeio tanto fisicamente quanto emocionalmente às vezes eu é horrível viver dentro de mim, eu me sinto constantemente angustiada, com uma sensação de agonia em relação à vida e às situações do dia a dia. Muitas vezes, as crises surgem do nada, e em outras percebo que vêm acompanhadas de algum gatilho específico.
O mais difícil durante as crises é que fico muito mal emocionalmente: extremamente triste, estressada e com uma forte confusão mental. Em alguns momentos me sinto perdida, como se estivesse distante da consciência das coisas ao meu redor, tomada pela dor, pela angústia e pelos pensamentos acelerados. Minha cabeça não para um minuto sequer.
Tudo acaba me deixando muito ansiosa, em um nível muito alto, até mesmo situações simples, que não deveriam causar esse tipo de reação. Qualquer coisa parece suficiente para me gerar uma ansiedade intensa. Em algumas crises, a sensação é ainda pior, porque parece que todo o bem-estar que eu estava sentindo simplesmente desaparece de repente, o que isso pode ser ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, é possível perceber o quanto isso tem sido intenso, confuso e doloroso de viver, já que as crises não trazem apenas ansiedade, mas também muito sofrimento emocional, confusão mental, sensação de perda de controle e um impacto direto na sua qualidade de vida e na forma como você se percebe. Quando a ansiedade chega nesse nível, a ponto de transformar situações simples em algo insuportável e de fazer você se sentir distante de si e da realidade, isso deixa de ser algo passageiro e se torna um sinal claro de que é necessário cuidado. Não é possível fechar um diagnóstico apenas a partir de um relato, mas o que você descreve mostra que a ansiedade está provocando prejuízos importantes no seu bem-estar, e por isso buscar ajuda psicológica é fundamental. A terapia pode te ajudar a compreender o que está por trás dessas crises, identificar gatilhos, trabalhar essa autocrítica tão dura e construir formas mais seguras de lidar com esses momentos, e se for necessário, o próprio psicólogo poderá avaliar junto com você a importância de um acompanhamento psiquiátrico. Nada disso significa fraqueza ou que exista algo errado com quem você é, mas sim que há um sofrimento emocional que precisa ser acolhido e cuidado, e procurar ajuda é um passo importante nesse processo.
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Boa tarde! Estou casada á 18 anos. Mais esse é meu 5° casamento. Sempre trai todos eles. Mais com es
Boa tarde! Estou casada á 18 anos. Mais esse é meu 5° casamento. Sempre trai todos eles. Mais com esse que estou á 18 anos sinto que é diferente. Nesses 18 anos juntos com ele me apaixonei 4 vezes por pessoas diferentes. Foram romances virtuais. Porém toda vez que isso acontece me sinto péssima. Meu marido é um ser humano maravilhoso, Sempre que me apaixono por alguém tenho vontade de deixar ele e viver esse romance. Mais depois a paixão passa e descobro que amo muito meu marido. Mesmo o amor voltando nosso sexo é automático. Hoje só consigo transar com ele vendo pornografia. Estou numa fase agora desesperadoura, depressiva e achando que não o amo mais. É como se a vida tivesse perdido o sentido. Oque faço? Estou confusa. Como eu posso amar uma pessoa e me apaixonar várias vezes por outras. Como faço pra me entender. Cresci num lar onde meu pai teve 2 famílias. Ele ficou 25 anos com minha mãe e 18 anos com minha madrasta. Ate que minha mãe o abandonou. Será que a forma que meu pai viveu influência no meu caráter hoje. Parece que se eu não me sentir o tempo todo desejada, me sinto morta. Carrego um vazio enorme dentro de mim. Tenho 48 anos e tenho a impressão que nunca fui eu mesma quando me relaciono com os homens. Como se vivesse um personagem dentro de mim. Mais não suporto a ideia de ficar sozinha. Será que nunca amei ninguém? Será que sou apenas dependente emocional ? Me ajudem por favor. Tem horars que pareço que vou enlouquecer de tanto pensar nisso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você relata mostra um sofrimento muito grande e um conflito interno que vem se repetindo ao longo da sua vida, e isso merece ser acolhido com cuidado, não com julgamento. A terapia pode ser um espaço fundamental para te ajudar a se entender melhor, olhando tanto para o momento atual do seu casamento, para esse vazio que você descreve, para a necessidade constante de se sentir desejada, quanto para a sua história de vida e o ambiente em que você cresceu, onde certos modelos de relação foram apresentados e, de alguma forma, naturalizados. Nada disso define quem você é ou o seu “caráter”, mas pode ajudar a compreender como esses padrões foram se formando e por que hoje eles aparecem de maneira tão dolorosa e confusa, interferindo nos seus sentimentos, no desejo, na forma como você se vincula e no seu comportamento dentro das relações. A confusão que você sente, o medo de ficar sozinha, a sensação de viver um personagem e o vazio constante são sinais de que algo dentro de você pede cuidado e escuta, e a psicoterapia pode te ajudar a dar nome a isso, entender o que é amor, o que é paixão, o que é dependência emocional e, principalmente, quem você é para além das relações. Não é sobre encontrar respostas rápidas, mas sobre construir um processo que te ajude a se reconhecer, a se sustentar emocionalmente e a fazer escolhas menos movidas pelo desespero e mais alinhadas com aquilo que realmente te faz sentido.
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Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na prática clínica, não existe paciente favorito. A relação terapêutica é uma relação profissional, construída a partir do encontro entre terapeuta e paciente ao longo das sessões. Não se trata de uma relação de preferência ou escolha afetiva, mas de um vínculo que se forma no trabalho clínico, baseado em escuta, ética e cuidado. Embora não seja uma relação de afeto pessoal, é sim uma relação afetuosa no sentido de envolvimento humano, respeito e presença, sempre dentro dos limites do setting terapêutico.
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As aulas estão voltando e a cada dia que passa fico cada vez mais ansioso, só de pensar na escola já
As aulas estão voltando e a cada dia que passa fico cada vez mais ansioso, só de pensar na escola já né sinto muito mal e não sei se sou capaz de aguentar mas um ano, eu tô até pensando em parar de estudar o que eu faço? Eu até quero estudar mas eu não me sinto bem no ambiente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Parece que a escola está soando quase como uma ameaça para você, e quando algo é vivido assim é muito comum que a reação seja querer fugir ou evitar. Talvez valha a pena olhar com mais cuidado para o que, exatamente, nesse ambiente te assusta tanto ou te faz sentir que não consegue lidar com a volta às aulas. Isso pode estar relacionado à escola em si, às experiências vividas, às relações ou às expectativas que se repetem ali. Buscar ajuda psicológica se faz muito importante nesse processo, pois a terapia pode te ajudar a compreender melhor esses sentimentos, encontrar formas de se proteger e atravessar o ano letivo com mais suporte.
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Por que alguém com boa inteligência pode ir mal em uma prova cronometrada?
Por que alguém com boa inteligência pode ir mal em uma prova cronometrada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ir mal em uma prova cronometrada nem sempre tem relação com inteligência. Muitas vezes, o nervosismo e a ansiedade diante da limitação do tempo interferem no desempenho, dificultando o acesso ao que a pessoa sabe. A pressão para responder rápido pode gerar bloqueios, aceleração dos pensamentos, dificuldade de concentração e erros por impulsividade ou insegurança. Nessas situações, o problema não é falta de capacidade, mas o impacto emocional que o tempo imposto provoca durante a avaliação.
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Antes de ser casada, eu e meu marido terminamos e voltamos muitas vezes e eu sofri muito nessas idas
Antes de ser casada, eu e meu marido terminamos e voltamos muitas vezes e eu sofri muito nessas idas e vindas. Hoje mesmo casados e muito felizes, eu sonho TODAS as noites ( sem excessão) que ele terminou comigo, que eu mando mensagem e ele não responde… muita angústia. Em outro contexto sonho muito também com uma amiga da infância e adolescência. É estranho pois não penso nela s sonho
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sonhos podem estar ligados a conflitos existenciais, experiências marcantes e emoções que, mesmo não estando tão presentes, continuam sendo elaboradas internamente. As idas e vindas que você viveu antes do casamento foram muito dolorosas, e essa angústia pode ainda encontrar nos sonhos uma forma de expressão. O mesmo pode acontecer com a amiga da infância e adolescência, já que vínculos importantes daquela fase da vida também deixam marcas afetivas, mesmo quando não são lembrados no dia a dia. Pode ser um exercício interessante tentar observar esses sonhos com mais curiosidade, escrevê-los ao acordar, perceber o que acontece neles e, principalmente, como você se sente durante e após o sonho. Esse movimento de refletir sobre o conteúdo e as emoções envolvidas pode ajudar a compreender o que está sendo sentido e a reduzir o impacto angustiante que esses sonhos vêm causando.
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Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant
Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em momentos difíceis, é comum buscar algo que funcione como válvula de escape para aliviar tensão, angústia ou solidão, e a pornografia acabou ocupando esse lugar para você. Um primeiro passo pode ser tentar construir outras formas de prazer que não estejam concentradas apenas nisso, como atividades físicas, hobbies, contato social, escrita, música ou qualquer prática que ajude a expressar o que você sente. Também pode ser importante olhar para o que essa fase da vida tem despertado em você e o que a pornografia vem “substituindo” ou anestesiando. A terapia pode ser um espaço fundamental para compreender essa função que ela assumiu e pensar em alternativas mais saudáveis, respeitando seu ritmo e sem julgamento.
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Por que estudantes tem dificuldade de anotar enquanto ouve as explicações dos professores ?
Por que estudantes tem dificuldade de anotar enquanto ouve as explicações dos professores ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitos estudantes têm dificuldade em anotar enquanto escutam porque isso exige realizar duas tarefas cognitivas ao mesmo tempo: ouvir, compreender e, ao mesmo tempo, transformar o que foi ouvido em palavras organizadas para escrever. Esse processo envolve atenção, memória, interpretação e síntese, o que pode gerar sobrecarga. Além disso, nem sempre o conteúdo é assimilado imediatamente, e o estudante ainda está tentando entender a explicação enquanto já precisa registrá-la, o que pode dificultar tanto a compreensão quanto a qualidade das anotações.
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Eu preciso ter um problema grave para procurar terapia?
Eu preciso ter um problema grave para procurar terapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Você não precisa ter um problema grave para procurar terapia. A terapia é para quem deseja cuidar de si, se compreender melhor, lidar com emoções, relações, escolhas e sofrimentos do dia a dia. Basta estar disposto a iniciar o processo. Não é a gravidade do problema que define a necessidade da terapia, mas o desejo de olhar para si e para a própria experiência com mais atenção e responsabilidade.
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Como lidar com a lentidão no trabalho? . .
Como lidar com a lentidão no trabalho? . .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com a lentidão no trabalho começa por acolher essa percepção sem julgamento. Vale se perguntar se essa lentidão está sendo apontada por alguém ou se é uma sensação sua, porque isso muda bastante a forma de olhar para a situação. A partir disso, pode ser importante tentar identificar o que dificulta fazer as tarefas com mais agilidade, se é cansaço, falta de motivação, insegurança, excesso de cobrança, dificuldade de concentração ou até sobrecarga. Quando você entende a origem da lentidão, fica mais possível pensar em ajustes reais, em vez de apenas se cobrar. Muitas vezes, não é falta de capacidade, mas um sinal de que algo no modo de trabalhar ou no contexto precisa ser revisto.
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Tenho pais narcisistas, e sem querer acabei contando quanto eu recebo. Eu fico me sentindo culpado d
Tenho pais narcisistas, e sem querer acabei contando quanto eu recebo. Eu fico me sentindo culpado de compras coisas pra mim. E, normalmente não sou e comprar muitas coisas, mas minha questão é: quando eu não tenho com que gastar, eu guardo o dinheiro, mas sinto medo de eles ficarem calculando e soltando indiretas de que eu preciso ajudar cada vez mais, sendo que eu trabalho pra caramba e eu me esforço muito pra ser um bom trabalhador. Posso ajudar, mas não gosto de ser explorado.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante lembrar que você e seus pais são pessoas diferentes, com histórias, responsabilidades e limites próprios. Você não tem uma dívida automática por ganhar seu dinheiro, nem a obrigação de atender a expectativas que não partem do seu desejo. Ajudar pode ser uma escolha, mas se transforma em sofrimento quando vira cobrança, medo ou sensação de exploração. Talvez seja um exercício importante começar a diferenciar o que você realmente deseja fazer pelos seus pais do que você faz por culpa, pressão ou receio de desapontar. Reconhecer seu esforço, seu trabalho e seu direito de cuidar de si também faz parte de se respeitar. Aprender a sustentar esses limites, pode ajudar a diminuir essa culpa e fortalecer a sua autonomia.
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…