Perguntas do paciente (1175)

  • Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, é possível melhorar significativamente e tratar, mesmo depois de dois anos. A ansiedade é um sentimento natural do ser humano, mas quando aparece em um grau elevado e constante, passa a prejudicar a qualidade de vida, como acontece nos quadros de transtorno de ansiedade e desrealização. Com o tratamento adequado, é possível aprender a regular essa ansiedade, compreender seus gatilhos e reduzir os sintomas, permitindo que ela deixe de ocupar um lugar tão intenso no dia a dia. O acompanhamento psicológico, e quando necessário psiquiátrico, pode ajudar a ajustar esse nível de ansiedade para que você volte a viver com mais presença, segurança e bem-estar.


  • Como saber se a terapia está funcionando se eu não sinto uma melhora imediata?

    Como saber se a terapia está funcionando se eu não sinto uma melhora imediata?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia nem sempre traz uma melhora imediata, porque é um processo que demanda tempo, comprometimento e continuidade. Uma forma importante de perceber se ela está funcionando é fazer uma retrospectiva desde o início, comparando como você se sentia quando começou com a forma como se sente hoje em relação à sua queixa inicial. Também é muito válido levar essa percepção para o terapeuta, inclusive a sensação de que a melhora não está clara. Isso permite olhar juntos para tudo o que vem sendo trabalhado ao longo das sessões, ajustar o que for necessário e alinhar expectativas e objetivos em relação ao processo terapêutico, tornando o tratamento mais consciente e direcionado.


  • Como a Psicoterapia pode ajuda na atenção e concentração ?

    Como a Psicoterapia pode ajuda na atenção e concentração ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A psicoterapia pode ajudar na atenção e na concentração começando pelo próprio espaço da sessão, que é um tempo dedicado exclusivamente a você, para se escutar e dar atenção ao que está acontecendo no seu dia a dia, nos seus pensamentos, emoções e vivências. Esse exercício de presença e escuta de si vai sendo construído ao longo do processo e pode, aos poucos, ser levado para fora do setting terapêutico. O comprometimento com o processo favorece que essa atenção se amplie para outras áreas da vida, ajudando a perceber distrações, padrões de funcionamento e dificuldades, para que possam ser compreendidas e trabalhadas de forma mais consciente.


  • Olá, é normal as vezes se sentir uma pessoa horrível?

    Olá, é normal as vezes se sentir uma pessoa horrível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Esse tipo de sensação pode aparecer, mas talvez seja importante se perguntar o que faz você se sentir assim. Em quais situações isso surge, que pensamentos vêm junto e o que está acontecendo na sua vida quando essa percepção aparece. Entender de onde vem esse sentimento pode ajudar muito mais do que apenas tentar classificá-lo como normal ou não.


  • É possível tratar ansiedade antecipatória online? .

    É possível tratar ansiedade antecipatória online? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, é possível tratar a ansiedade antecipatória de forma on-line. A terapia on-line tem a mesma qualidade da presencial, e a principal diferença é apenas a presença da tela entre o paciente e o profissional, o que não compromete o processo terapêutico nem os resultados. O acompanhamento psicológico nesse formato pode ajudar da mesma forma a compreender os gatilhos da ansiedade, aprender a lidar com as antecipações e construir estratégias mais saudáveis para enfrentar essas situações.


  • Como saber se tenho ansiedade antecipatória ou só sou uma pessoa preocupada?

    Como saber se tenho ansiedade antecipatória ou só sou uma pessoa preocupada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Nem sempre é simples diferenciar ansiedade antecipatória de um padrão de preocupação, porque ambas podem se parecer muito no dia a dia. A terapia pode ajudar nesse processo de dar nome ao que você sente, compreender como esses pensamentos surgem, com que intensidade, em que situações e o quanto eles interferem na sua vida. O acompanhamento psicológico permite entender o funcionamento da sua ansiedade e o impacto dela no seu bem-estar.


  • Bom dia! Esse ano vou fazer 4 anos trabalhando em departamento pessoal, mas já tem algum tempo que q

    Bom dia! Esse ano vou fazer 4 anos trabalhando em departamento pessoal, mas já tem algum tempo que quero sair dessa área, todo dia sinto uma agonia muito forte, principalmente no domingo, não consigo dormir direito, porque a minha mente não consegue parar de pensar em tudo que tenho que fazer nos prazos, quando penso que tenho que continuar trabalhando com bate um desespero e ter que sair de casa pra ir pro escritório é um sofrimento. Não aguento mais ter que lidar com isso, só sinto vontade de chorar, tudo me irrita, quando acordo já me sinto mal, não tenho vontade de sair pra me divertir, às vezes sinto faltar de ar e meu coração acelera muito. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Parece que esse trabalho está te gerando um nível de sofrimento emocional muito intenso e constante, afetando seu sono, seu humor, sua disposição e até seu corpo. Iniciar a terapia pode ser importante para compreender o que exatamente nesse contexto está provocando tanto desconforto, por que esses sintomas ficam ainda mais evidentes aos domingos e como isso vem refletindo na sua qualidade de vida. A terapia pode te ajudar a organizar esses sentimentos, identificar limites, entender se o sofrimento está mais ligado à área, ao ambiente, às cobranças ou a outros aspectos, e pensar em possibilidades de mudança com mais clareza e menos angústia.


  • Olá, tenho 20 anos, e quase todo dia tenho pensamentos obsessivos sobre algo que aconteceu de ruim n

    Olá, tenho 20 anos, e quase todo dia tenho pensamentos obsessivos sobre algo que aconteceu de ruim no passado, por exemplo, coisas erradas que fiz. Toda vez que isso acontece, eu tento suprimir falando comigo mesmo, fazendo algum gesto com as mãos, caretas... Um exemplo é: vem o pensamento 'X', isso me causa um grande desconforto (TODOS os pensamentos que vem me causam muito desconforto), e pra suprimir o X, eu falo "Cala a boca", ou aperto as mãos. São pensamentos aleatórios, literalmente cada vez pode ser um diferente, tem dias que isso dura o dia inteiro, um atrás do outro, tem dia que é pouco. Pesquisei bastante, e quase todos os sintomas se parecem com os de TOC, e que só piora se a pessoa continuar fazendo os rituais (percebi que piorou bastante da metade de 2025 pra cá). Oq devo fazer? Qual profissional devo procurar? Eu ignorava, mas agora tá ficando cansativo e insuportável.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Você pode iniciar pela terapia, buscando um psicólogo para ter um espaço de escuta onde possa falar livremente sobre esses pensamentos, sobre o desconforto que eles geram e sobre como você se sente quando tenta suprimi-los. A partir desse acompanhamento, caso seja necessário, o próprio psicólogo poderá indicar um encaminhamento para o psiquiatra. E mesmo que você opte por iniciar diretamente com o psiquiatra, é muito importante também buscar um psicólogo, pois o tratamento combinado costuma trazer melhores resultados, permitindo trabalhar tanto os sintomas quanto o sentido e o impacto desses pensamentos na sua vida. Esse cuidado pode ajudar a reduzir o que hoje parece insuportável.


  • Qual é a terapia mais indicada para o meu caso? Tenho dificuldade em me expressar de forma objetiva

    Qual é a terapia mais indicada para o meu caso?
    Tenho dificuldade em me expressar de forma objetiva, então posso ser meio prolixo, mas vamos lá: eu não consigo ser espontâneo. Até consigo, mas toda vez que percebo, a minha ansiedade vem e bloqueia automaticamente o meu fluxo de ideias e a minha criatividade, o que me prejudica muito em interações sociais e, sobretudo, nos estudos. Raras são as vezes em que consigo dar uma risada espontânea. E quando percebo que perdi a espontaneidade, a ansiedade aumenta, porque sei que estou sendo improdutivo e fico “encucando” com isso, e fico assim o dia todo. Acho que já tentei de tudo: remédios (tomo sertralina há mais de um ano, mas nada; comecei a tomar Ritalina, porque não entendia/não sabia explicar direito o meu problema, e dei a entender ao meu médico que se tratava de falta de foco e fui diagnosticado com TDAH, mas acabou piorando a minha ansiedade, porque me sentia mais “preso” naquele estado quando tomava; tomei Rivotril nos dias antes do ENEM, e foi o único que me proporcionou um certo alívio), meditação (que me ajudava ali na hora, mas depois o problema voltava), pesquisei bastante sobre o assunto e tentei fazer uma técnicas, tipo de respiração, etc, por minha conta, mas, assim como a meditação, só aliviava ali na hora; por fim, fui a uma psicoterapeuta tradicional (não há muitas opções na minha cidade), mas somente falar sobre o meu problema não ajudava; ela só perguntava sobre a minha semana e, quando eu mencionava a minha ansiedade (que é o meu maior problema), ela só indicava respirar na hora, fazer exercício físico, comer bem, sendo que eu já faço isso. Enfim, não me lembro de como isso começou, mas lembro de quando começou (tinha uns 12 anos, agora tenho 19), e é muito frustrante, porque sei como é o meu rendimento social e acadêmico quando estou espontâneo e não estou me “hipervigilando” (sim, pesquisei sobre e vi esse termo). Só quero voltar a ser como era antes. Isso é tão exaustivo. Passo o dia inteiro assim, encucando e frustrado por não conseguir ser espontâneo, e sinto que só tenho descanso quando estou dormindo, e é por isso que durmo até tarde como escapismo. E isso acaba piorando a minha ansiedade, porque sei que isso contribui para a minha improdutividade. Sei que devo recorrer à terapia, mas não há opções além da terapia tradicional na minha cidade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, não existe uma única terapia “mais indicada” de forma geral, porque diferentes abordagens podem acolher e trabalhar esse tipo de sofrimento. O mais importante costuma ser encontrar um terapeuta com quem você se identifique, se sinta confortável e consiga falar com mais liberdade sobre o que vive, já que o vínculo terapêutico faz muita diferença no processo. Mesmo que na sua cidade as opções sejam limitadas, hoje há muitos profissionais que atendem de forma on-line, e a qualidade do atendimento é a mesma do presencial. A principal diferença é a presença da tela entre paciente e terapeuta, mas o trabalho clínico, a escuta e as intervenções seguem acontecendo da mesma forma. Buscar alguém com quem você se sinta compreendido e acolhido pode ser um passo fundamental para lidar com essa ansiedade, a hipervigilância e a dificuldade de espontaneidade que você descreve.


  • Tenho ansiedade intensa e faço uso de fluoxetina 40mg. Ultimamente, venho enfrentando uma autoestima

    Tenho ansiedade intensa e faço uso de fluoxetina 40mg. Ultimamente, venho enfrentando uma autoestima muito baixa e constante, que me causa sofrimento e interfere no meu dia a dia. Me cobro e me comparo o tempo todo, o que aumenta minha ansiedade e tristeza.

    Tenho pensamentos muito negativos e recorrentes, principalmente em relação a mim mesma, com uma sensação frequente de inutilidade. Quase tudo me deixa mal, cansada emocionalmente, triste e desconfortável. Em alguns momentos, esses pensamentos se tornam impulsivos e difíceis de controlar, o que intensifica meu desânimo.

    Apesar disso, ainda consigo realizar algumas atividades, mas existem dias em que me sinto completamente paralisada emocionalmente. Nesses períodos mais intensos de ansiedade e tristeza, acontece algo que me preocupa, ou mesmo não acontecendo nada perco a vontade de tomar o antidepressivo, como se eu não tivesse energia ou desejo de melhorar naquele momento.

    Gostaria de saber se esses sinais podem estar relacionados a um quadro depressivo associado à ansiedade, poderiam me dizer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Diante do que você relata, é importante que seja acompanhada de forma mais próxima pelos profissionais que já te atendem. O ideal é um cuidado combinado, com o acompanhamento psiquiátrico para avaliar como está o uso da medicação, se a dose segue adequada ou se há necessidade de algum ajuste, e o acompanhamento psicológico para trabalhar a autoestima, as cobranças excessivas, os pensamentos negativos recorrentes e o impacto disso na sua rotina. O psicólogo, por estar em contato frequente com o que você vive, pode ajudar a compreender como esses sintomas se organizam e o que os intensifica, enquanto o psiquiatra poderá avaliar os aspectos medicamentosos. Levar essas questões para ambos é fundamental para construir um cuidado mais alinhado ao momento que você está vivenciando.


  • Saí do meu primeiro relacionamento tem quase 1 mês, durou 8 meses. Eu tenho 29 anos, estou com um ce

    Saí do meu primeiro relacionamento tem quase 1 mês, durou 8 meses. Eu tenho 29 anos, estou com um certo medo de não encontrar um novo amor ou a pessoa certa nunca aparecer. Esse medo é normal depois de um término? Ao mesmo tempo vejo que finalmente superei a minha ex. Sou muito caseiro e introvertido, como posso mudar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Esse medo é comum após um término, já que foi o seu primeiro relacionamento, porque além da perda da pessoa, também se perde uma ideia de futuro que estava sendo construída. A terapia pode ajudar muito a compreender esse receio de não encontrar um novo amor e a olhar para como você se sente diante disso, principalmente considerando a forma como se descreve como caseiro e introvertido, o que pode dar a sensação de que será mais difícil se relacionar novamente. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que, mesmo com essas características, você já teve um relacionamento, o que mostra que é possível construir vínculos. O processo terapêutico pode ajudar a ressignificar essas percepções, fortalecer a confiança e pensar em formas de se abrir para novas experiências.


  • Por que sinto que estou me enganando frequentemente? Durante a maior parte da minha vida tenho prob

    Por que sinto que estou me enganando frequentemente?
    Durante a maior parte da minha vida tenho problemas em acreditar nos meus sentidos, quando me vejo no espelho ou em fotos sinto que minha mente está me enganando e aquela não sou eu de verdade, como se estivesse tentando amenizar minha imagem real que seria perturbadora. Houve um tempo em que cheguei a não me reconhecer no espelho, parecia uma pessoa totalmente desconhecida.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Essa sensação de estar se enganando, de não confiar nos próprios sentidos ou de não se reconhecer no espelho pode estar relacionada a uma desconexão com a própria experiência e com a forma como você se percebe. A terapia pode ajudar a compreender melhor de onde vem essa falta de reconhecimento, o que sustenta essa sensação de estranhamento em relação a si e como isso foi se construindo ao longo da sua existência. Com acompanhamento psicológico, é possível trabalhar essa relação com a própria imagem e com a própria percepção, fortalecendo o contato consigo mesmo e reduzindo esse sentimento que hoje te causa angústia.


  • Olá boa noite eu tomo cipralexa de manhã e a noite quetiapine mas hoje enganeime e tomei os dois a n

    Olá boa noite eu tomo cipralexa de manhã e a noite quetiapine mas hoje enganeime e tomei os dois a noite o que vai a contecer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Nessa situação, o mais indicado é entrar em contato com o seu psiquiatra o quanto antes para tirar essa dúvida e receber uma orientação adequada, já que só o profissional que acompanha o seu tratamento conhece seu quadro, as doses prescritas e pode avaliar com segurança o que fazer. Caso perceba qualquer efeito diferente ou mal-estar, procure orientação médica.


  • Quais são as características de pais com perfil invalidante?

    Quais são as características de pais com perfil invalidante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pais com um perfil invalidante costumam apresentar dificuldades em reconhecer e legitimar a experiência emocional dos filhos. Com frequência minimizam sentimentos, tratam emoções como exagero ou fraqueza, desestimulam a expressão emocional, respondem mais com críticas do que com acolhimento e tendem a priorizar desempenho, obediência ou resultados em vez de escuta. Também podem comparar os filhos com outras pessoas, impor expectativas rígidas, ter dificuldade em respeitar limites emocionais e reagir de forma defensiva ou punitiva quando o filho expressa frustração, tristeza ou raiva. Muitas vezes esse perfil não surge por limitações emocionais dos próprios pais, que acabam dificultando o desenvolvimento da autonomia emocional dos filhos.


  • Como o ambiente invalidante afeta o desenvolvimento da criança?

    Como o ambiente invalidante afeta o desenvolvimento da criança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Um ambiente invalidante pode impactar o desenvolvimento da criança ao enfraquecer a confiança em si mesma e na própria experiência emocional. Quando sentimentos, percepções e necessidades são constantemente desconsiderados, a criança pode aprender a duvidar do que sente, ter dificuldade em se expressar, em reconhecer emoções e em comunicar limites. Com o tempo, isso pode gerar insegurança, medo de errar, necessidade excessiva de aprovação e dificuldades nas relações, já que a criança cresce sem referências internas firmes para confiar em si e no que vivencia.


  • Pais "bons" podem ser invalidantes? .

    Pais "bons" podem ser invalidantes? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, pais considerados “bons” também podem ser invalidantes em algumas situações. Isso pode acontecer mesmo quando há cuidado, proteção e boas intenções, mas falta espaço para reconhecer e acolher as emoções, limites e percepções dos filhos. Muitas vezes a invalidação não é intencional, surge de tentativas de ensinar, corrigir ou proteger, mas ainda assim pode fazer com que a criança aprenda a duvidar do que sente ou a não se expressar. Ou seja, não é preciso que os pais sejam negligentes ou abusivos para que ocorram experiências invalidantes; elas podem aparecer de forma sutil no cotidiano das relações.


  • Eu terminei com minha ex 1 ano atrás, voltamos a nos falar alguns meses depois, mas eu não queria um

    Eu terminei com minha ex 1 ano atrás, voltamos a nos falar alguns meses depois, mas eu não queria um namoro então ela foi embora, o que é justo. Recentemente ela voltou, disse que queria voltar, mas foi sincera logo de início e me disse que ficou com algumas pessoas. Gosto dela, quero voltar com ela, mas não sei se consigo lidar com isso, pois eu não tentei ficar com ninguém desde que terminamos mesmo tendo oportunidades, e agora descubro que ela ficou.
    Minha dúvida é qual profissional procuro, considerando que preciso resolver o motivo de eu terminar (muito medo de apego, intimidade) e lidar com o fato de que ela ficou com outros (que eu sei que não é traição por parte dela, mas ainda me magoa por eu ter me mantido "fiel" mesmo sendo uma escolha exclusiva minha, mas não consigo deixar de lado esse sentimento). Ambos temos 20 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    O incômodo que você descreve envolve tanto a forma como você lida com vínculo, apego e intimidade quanto os sentimentos que surgem ao saber que ela se relacionou com outras pessoas enquanto estavam separados. Um psicólogo pode ser o profissional mais indicado para te ajudar a compreender de onde vem esse medo de se envolver, por que essa situação te afeta dessa maneira e como você se vê hoje diante dessa relação. A terapia pode oferecer um espaço para elaborar esse sofrimento sem julgamentos, diferenciar o que é uma escolha sua do que é uma expectativa colocada no outro e, a partir disso, decidir com mais clareza se e como deseja retomar esse relacionamento.


  • Conheci minha ex terapeuta através do Instagram, de forma aleatória. Quando a vi presencialmente ach

    Conheci minha ex terapeuta através do Instagram, de forma aleatória. Quando a vi presencialmente achei ela muito bonita e isso despertou meu interessa sobre ela.
    Ao procurar sobre ela, comecei a admira-la pela história de vida entre outras coisas. Não, pessoal, eu não conhecia ela só no setting. Eu conhecia sobre ela na vida vida pessoal… Enfim, me apaixonei e já vivi todas as fases, encantamento, paixão, gostar e hoje, posso dizer que a amo. Durante anos me declarei para ela de todas as formas possíveis e ela nunca disse absolutamente nada(nem um ok) simplesmente ficava muda. O bom de passar de todas as fases de um sentimento é que quando se torna amor o sentimento é saudável e você encontra forças para se retirar. E foi o que fiz. Ela não queria que eu saisse( todas as vezes q eu queria sair ela não deixava) mas eu saí porque nunca a enxerguei como terapeuta e não aguentava mais esconder coisas que eram necessárias serem trabalhadas em consulta…
    Faz 1 ano que saí definitivamente da terapia, mas nunca a esqueci e sempre me lembro dela com saudade( não de desabafar com ela, mas dos momentos em que o enquadre escava. Acreditem! Eles existiam). Estudo psicologia e psicanálise e com tudo que passei não acredito que tenha sido apenas transferência. O sentimento persistiu e persiste e além da beleza ela tem qualidades muito bonitas(além de termos a mesma idade e os mesmos gostos).

    A minha dúvida é: Por que ela nunca disse nada e por que ela nunca me deixava sair da terapia?

    Enfim, se puderem me ajudar com isso…

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    O que você está perguntando sobre o comportamento da sua ex-terapeuta são coisas que apenas ela poderia responder. Somente ela sabe quais foram suas intenções, pensamentos e sentimentos naquele período, então qualquer interpretação seria especulação. Talvez valha refletir por que para você seria importante ter essas respostas e como elas poderiam impactar a forma como você lida com essa experiência e com os sentimentos que ainda persistem.


  • Quando vou encontrar uma pessoa, fico inicialmente um pouco ansioso, com leve ofegância e sensação d

    Quando vou encontrar uma pessoa, fico inicialmente um pouco ansioso, com leve ofegância e sensação de frio. Após o encontro começar e a conversa fluir, esses sintomas diminuem e consigo me acalmar.

    No entanto, quando a situação evolui para um momento íntimo, a ansiedade aumenta de forma intensa. Nessa hora, sinto frio forte no corpo, tremor nas pernas, fico ofegante e percebo o coração acelerar. Quando fico nesse estado de ansiedade, acabo também ejaculando muito rapidamente, o que não acontece quando estou mais tranquilo.

    Esses sintomas acontecem com frequência e acabam atrapalhando o momento, mesmo eu tendo vontade de estar ali.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    O que você descreve é uma reação do seu corpo à ansiedade. Sensações como frio, tremores, ofegância, aceleração do coração e a ejaculação precoce nesse contexto são manifestações físicas de estresse e nervosismo diante de situações que geram pressão ou expectativa, como momentos íntimos. Elas não significam que algo está “errado” com você, mas mostram como o corpo reage quando a ansiedade aumenta. Reconhecer esses sinais é um primeiro passo, e técnicas de respiração, relaxamento e acompanhamento psicológico podem ajudar a lidar melhor com esses sintomas e permitir que você aproveite os momentos com mais tranquilidade.


  • O que é um "ambiente invalidante" no contexto parental?

    O que é um "ambiente invalidante" no contexto parental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    No contexto parental, um ambiente invalidante é aquele em que as experiências emocionais, percepções e necessidades da criança ou do adolescente são frequentemente desconsideradas, minimizadas, ridicularizadas ou negadas. Isso pode acontecer quando sentimentos são tratados como exagero, fraqueza ou falta de motivo, quando a criança não é escutada ou quando só recebe aceitação se corresponde a expectativas externas. Nesse tipo de ambiente, a pessoa aprende a duvidar do que sente, a buscar validação constante fora de si ou a suprimir emoções para evitar rejeição ou conflito, o que pode impactar a forma como se relaciona consigo mesma e com os outros na vida adulta.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.