Perguntas do paciente (1175)

  • Quais são os comportamentos parentais específicos que podem ser invalidantes?

    Quais são os comportamentos parentais específicos que podem ser invalidantes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Alguns comportamentos parentais podem ser considerados invalidantes quando, de forma repetida, desautorizam a experiência emocional da criança. Isso inclui minimizar ou desqualificar sentimentos, como dizer que é “drama”, “exagero” ou “frescura”, ridicularizar reações emocionais, ignorar ou não escutar quando a criança tenta se expressar, responder apenas com críticas ou correções sem acolhimento, comparar constantemente com outras crianças, condicionar afeto ao desempenho ou ao bom comportamento, não respeitar limites emocionais, invalidar percepções dizendo que a criança “entendeu errado” ou “inventou coisas”, e reagir com punição, silêncio ou rejeição quando emoções difíceis são expressas. Ao longo do tempo, esses comportamentos podem ensinar a criança a desconfiar do que sente e a suprimir emoções para manter o vínculo.


  • Quais exemplos de comportamentos invalidantes em um ambiente familiar?

    Quais exemplos de comportamentos invalidantes em um ambiente familiar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Alguns exemplos de comportamentos invalidantes em um ambiente familiar incluem minimizar ou desqualificar sentimentos, dizendo que é exagero, drama ou que “não é nada”, ridicularizar emoções, ignorar tentativas de diálogo, interromper ou não escutar quando a criança tenta se expressar, comparar constantemente com irmãos ou outras pessoas, condicionar afeto ao bom comportamento ou ao desempenho, desconsiderar limites, negar acontecimentos dizendo que a criança “entendeu errado” ou “inventou”, reagir com punição, silêncio ou afastamento quando emoções difíceis são expressas e exigir maturidade emocional incompatível com a idade. Esses comportamentos, quando repetidos, podem ensinar a criança a reprimir o que sente e a desconfiar da própria experiência.


  • Estou em um relacionamento há quase 10 meses. Minha namorada tem uma amiga de muitos anos, com quem

    Estou em um relacionamento há quase 10 meses. Minha namorada tem uma amiga de muitos anos, com quem já ficou no passado, e elas se chamam de “amor”. Isso me gera ciúmes, raiva e desconforto, principalmente após situações envolvendo envio de conteúdos sexuais por essa amiga.
    Sempre que essa amiga é mencionada, fico mais fria, evito carinho e não sei como lidar com esses sentimentos sem prejudicar o relacionamento.
    Gostaria de orientação sobre como compreender esses gatilhos emocionais e lidar com o ciúmes de forma saudável.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Ciúmes, raiva e desconforto costumam surgir quando alguma situação toca em inseguranças, medos ou no receio de perder o lugar na relação. Um passo importante é tentar identificar com mais clareza o que exatamente te incomoda, se é o histórico entre elas, a forma como se tratam hoje ou o envio de conteúdos sexuais, e o que tudo isso desperta em você. Compreender esses sentimentos ajuda a reconhecer seus próprios limites e necessidades. Também pode ser importante conversar com a sua namorada de forma aberta e cuidadosa, compartilhando como você se sente, ao mesmo tempo em que se dispõe a ouvir como ela se sente e a entender melhor como é o vínculo de amizade entre elas atualmente. Esse tipo de diálogo pode favorecer mais segurança, compreensão mútua e caminhos mais saudáveis para o relacionamento.


  • Estou saindo há mais ou menos um mês com uma pessoa. Os encontros são sempre muito agradáveis, muito

    Estou saindo há mais ou menos um mês com uma pessoa. Os encontros são sempre muito agradáveis, muito intensos, mas desde o início fico ruminando na cabeça o que pode sair disso, fico imaginando se de repente isso pode virar um namoro e como isso seria na prática.
    Normalmente quando estou com ela aproveito bastante, mas especialmente depois dos encontros parece que fica na cabeça um pensamento: será que gosto dela realmente, será que vou perder o interesse, ou então me pego questionando, o que é paixão, o que é amar?
    Tenho um histórico de relacionamentos que começavam e eu sempre terminava por falta de interesse.
    É algo um pouco paradoxal, porque ao mesmo tempo que eu aproveito esses encontros, vem esses sentimentos, uma angústia. Sem contar que também depois que conheci ela foi como se estivesse esquecido de outras coisas da minha vida. É uma sensação estranha. Me sinto impotente por não saber o que fazer, como lidar com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo seu relato, os pensamentos mais frequentes parecem estar ligados a uma preocupação excessiva com o futuro e também com o que já aconteceu no passado. Esse movimento de tentar prever o que vai acontecer ou de usar experiências anteriores como parâmetro pode acabar afastando você da experiência tal como ela está acontecendo agora. Talvez seja importante tentar se colocar mais no presente, permitindo-se viver os encontros como eles são, observando o que sente neles, sem que isso precise ser uma repetição do passado ou uma justificativa para prever um resultado futuro. Quando a atenção fica muito voltada para essas antecipações, a tendência é que a ansiedade aumente e a vivência perca espaço.


  • É possível reverter os efeitos de um ambiente invalidante na idade adulta?

    É possível reverter os efeitos de um ambiente invalidante na idade adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, é possível. Embora um ambiente invalidante deixe marcas importantes, na vida adulta existe a possibilidade de se reconhecer como alguém que hoje tem mais recursos, escolhas e autonomia do que tinha no passado. Isso passa por olhar para a própria história sem negá-la, mas também por avaliar o que é possível fazer agora com as condições que você tem, assumindo a responsabilidade pelo cuidado de si, pelos limites que pode construir e pelas mudanças que deseja realizar. Esse processo não apaga o que foi vivido, mas pode transformar a forma como isso continua operando na sua vida.


  • Olá! Eu quero um conselho sobre uma situação, não sei o que fazer e estou extremamente ansiosa: A

    Olá! Eu quero um conselho sobre uma situação, não sei o que fazer e estou extremamente ansiosa:

    Aconteceu uma situação comigo, que se tornou uma bola de neve por conta da minha empatia em excesso e medo de conflitos.
    Há um tempo atrás eu estava ficando com uma pessoa. Essa pessoa não estava sendo saudável para mim e nem eu para ela. Discutíamos com frequência e eu sentia que estava me tornando dependente, então decidi pedir um tempo sozinha, quando o fiz, essa pessoa me xingou, me chamou de "autista doente", de "puta nojenta", entre outras coisas, eu falei que tudo bem, que deseja tudo de bom pra ela, mesmo que ela tenha me desejado mal.
    Um tempo depois ela me pediu desculpas e eu aceitei as desculpas, embora ainda doesse, já que entre as coisas que essa pessoa falou, ela usou o meu relato de estupro, que confiei a ela contra mim. Porém, eu resolvi perdoar, eu não consigo sentir raiva, nem guardar rancor ninguém, tenho muita empatia pelas pessoas e isso está me consumindo de certa forma.
    O que aconteceu foi que, no momento em que houve essa discussão em que ela me xingou, meus pais tinham ido me visitar (eu tenho 21 anos, moro sozinha por conta da faculdade), eles chegaram e eu estava chorando com o celular na mão, como eu não conseguia falar nada, eles pegaram e leram as mensagens, e desde então, não gostam dela.
    Mas, como eu falei eu desculpei ela, só que eu não contei pra ela que meus pais sabiam disso tudo, e que eles não gostavam quando eu ia ver ela, mesmo que fosse só na amizade. Eu não contei pq eu não queria envolver eles em uma situação que era minha e dela apenas. No entanto, recentemente eu acabei tendo que contar, porque eu vim passar as férias na casa dos meus pais que fica na cidade em que ela mora, ela estava no mesmo bairro que os meus pais moram e me chamou para ir na casa da avó dela, e eu falei que iria, mas quando comuniquei meus pais (afinal, eu estava na casa deles), meus pais falaram que eu era idiota por continuar falando com ela, e coisas assim, já que ela me tratou daquela maneira. Eu expliquei, que apesar do que ela disse, ela me pediu desculpas e que ela só falou isso, pq se sentiu magoada, e eu entendi isso, mas também entendo o lado dos meus pais, então eu tive que contar para ela. Só que ela não lidou bem com a situação, basicamente me chamou de infantil, e isso fica girando na minha mente. Sempre que eu tento consertar as coisas, fazer de tudo para não magoar ninguém, eu acabo magoando. Para mim, tá sendo muito difícil continuar sendo amiga dessa pessoa, é desgastante emocionalmente, em muitos níveis, mas eu não quero magoar ela mais do que eu já magoei, e uma parte minha, não quer que ela tenha pensamentos ruins sobre mim, pq eu não guardo nenhum pensamento ruim sobre ela. Eu não sei o que deveria fazer, eu sinto que tudo isso só aconteceu por conta da minha extrema capacidade de sentir muita empatia e não querer magoar e nem arrumar conflito. Eu não lido bem com conflitos, nem com brigas, me sinto ansiosa e com dor no estômago, meus rituais do toc (diagnosticado) estão aumentando em decorrência da minha ansiedade. Não sei o que fazer, eu sei que eu fui errada, eu fui infantil, eu fui imatura, mesmo que eu só não quisesse magoar ninguém, e eu sei que eu tenho 21 e eu decido com quem sair, mas eu só não queria ter que ficar em um clima ruim com os meus pais, sendo que estou passando as férias na casa deles. Ela costuma jogar muito a culpa em mim, e eu costumo aceitar, porque sei que eu tbm erro e que ela está no direito de sentir dor, eu só queria sumir, mas não posso fazer isso, não é justo.
    Constantemente sinto que faltei no dia em que ensinaram como se viver e como lidar com as pessoas, eu não consigo entender pessoas, por mais que eu tente, me sinto como uma criança o tempo inteiro, talvez pq eu tenha atitudes imaturas, como ela mesma pontuou, eu só quero sumir e dormir, não quero ouvir nada, não quero sentir nada, não quero ver nada, não quero falar nada, eu sinto que vou colapsar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, na tentativa constante de não magoar os outros e evitar conflitos, quem acaba se machucando é você. A empatia, que é uma qualidade importante, parece estar sendo vivida sem limites e isso te coloca repetidamente em situações de sofrimento e desgaste emocional. O que essa pessoa fez com você foi muito violento, ao usar algo tão íntimo e doloroso contra você, e é compreensível que seus pais tenham reagido tentando te proteger. Ao longo de tudo isso, você vai se responsabilizando pela dor de todos enquanto minimiza a sua própria, e manter esse vínculo, mesmo dizendo que é apenas amizade, está claramente afetando sua ansiedade, seus sintomas de TOC e sua qualidade de vida. Cuidar de si, colocar limites ou se afastar não significa ser cruel, infantil ou imatura, mas reconhecer o que hoje te faz mal. Olhar para essa dificuldade de lidar com conflitos e com a culpa que surge quando você tenta se posicionar pode ser um passo importante, e a terapia pode ajudar muito nesse processo, oferecendo um espaço para compreender essa necessidade de agradar, aprender a sustentar frustrações alheias e construir formas mais saudáveis de se colocar nas relações.


  • Como identificar que um relacionamento está prejudicando minha saúde emocional e quando é indicado b

    Como identificar que um relacionamento está prejudicando minha saúde emocional e quando é indicado buscar ajuda profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Você pode identificar que um relacionamento está prejudicando sua saúde emocional quando percebe impactos no seu bem-estar, quando sua autoestima diminui, quando vive em constante alerta, insegurança ou medo, quando passa a se anular para evitar conflitos ou quando seus sentimentos, necessidades e limites não são considerados. Se você sentir necessidade de buscar ajuda, busque. A terapia pode ajudar a compreender de que forma esse relacionamento está te afetando e a entender melhor o que está acontecendo. Você pode, inclusive, levar essa dificuldade de identificar o que está te fazendo mal, e o psicólogo vai te ajudar a explorar isso com acolhimento e segurança.


  • Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se

    Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    O estresse comum no trabalho geralmente é pontual e tende a melhorar após descanso, férias ou resolução da situação que o causou. Já o burnout é um processo contínuo que vai crescendo, se acumulando e começa a afetar outras áreas da vida da pessoa, trazendo exaustão intensa, sensação de ineficácia, irritabilidade, queda de desempenho e até uma depreciação profunda de si mesmo. Quando esses sintomas passam a interferir no dia a dia, no humor, nas relações e na capacidade de funcionar no trabalho, é recomendável buscar ajuda profissional e, em alguns casos, considerar um afastamento para recuperação.


  • Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia

    Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A tristeza passageira costuma estar ligada a algo específico, tem começo, meio e fim, e mesmo que seja desconfortável, não impede totalmente que a pessoa siga com a rotina. Com o tempo, tende a diminuir. Já a depressão envolve um conjunto de sintomas que permanecem por semanas ou meses e começam a afetar diversas áreas da vida. Além da tristeza profunda, pode haver perda de interesse nas coisas que antes davam prazer, alterações no sono e no apetite, cansaço intenso, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa, inutilidade ou vazio, irritabilidade e até pensamentos depreciativos. A diferença principal está na duração, na intensidade e no impacto na vida. Quando os sintomas persistem e começam a comprometer o dia a dia e não melhoram com descanso ou atividades prazerosas, é recomendável buscar acompanhamento psicológico e, se necessário, avaliação psiquiátrica. A terapia ajuda a compreender o que está acontecendo e a construir caminhos de cuidado.


  • Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem

    Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A ansiedade não precisa chegar ao ponto de uma crise de pânico para merecer atenção. Sinais como preocupação constante e difícil de controlar, tensão física, sensação de estar sempre “em alerta”, irritabilidade, dificuldade de relaxar, alterações no sono, pensamentos acelerados e sintomas físicos como aperto no peito, falta de ar e enjoo já indicam que a ansiedade está mais intensa do que o comum. Quando isso começa a afetar sua rotina, seu descanso, sua concentração ou seus relacionamentos, é recomendável procurar ajuda profissional para compreender o que está acontecendo e receber o suporte adequado.


  • Como sei que estou trabalhando demais? Quais sintomas devo me atentar?

    Como sei que estou trabalhando demais? Quais sintomas devo me atentar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Você pode começar observando como tem se sentido no seu dia a dia. Como você percebe o seu corpo e suas emoções durante e depois do trabalho? De forma geral, alguns sinais podem indicar que você está trabalhando além do limite, como cansaço constante, dificuldade de concentração, irritabilidade, sensação de estar sempre “no limite”, alterações no sono, dores físicas sem causa aparente, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas e a sensação de que nunca consegue “desligar” da rotina profissional. Se você notar esses sintomas ou sentir que o trabalho tem ocupado um espaço maior do que deveria na sua vida, vale buscar ajuda profissional para compreender melhor o que está acontecendo e cuidar de você.


  • Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Para ansiedade, você pode começar buscando um psicólogo. Muitas vezes, apenas a psicoterapia já é suficiente. Caso haja necessidade, o próprio psicólogo faz o encaminhamento para um psiquiatra. Em alguns casos, o tratamento combinado entre psicoterapia e psiquiatria é o mais indicado, mas isso é avaliado individualmente.


  • Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e int

    Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e intrusivos, medo de que se não fizer determinada coisa de um jeito especifico algo ruim irá acontecer, ansiedade constante queria saber se devo primeiro buscar um psiquiatra ou um psicologo, e como melhora esses sintomas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Você pode começar buscando um psicólogo. O psicólogo é quem vai te ajudar a compreender melhor o que está acontecendo, avaliar seus sintomas e, se houver necessidade, fazer o encaminhamento para um psiquiatra. Em muitos casos, o tratamento do TOC é combinado, com psicoterapia e medicação, por isso iniciar pela psicologia é uma boa forma de entender o quadro com mais clareza. Sobre a melhora dos sintomas, ela acontece ao longo do processo terapêutico, você vai aprender a lidar com os pensamentos obsessivos, diminuir a necessidade das compulsões, entender de onde vem essa ansiedade constante e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com o medo de que “algo ruim aconteça”. O mais importante é dar esse primeiro passo em busca de ajuda.


  • Tenho muito medo de me posicionar, principalmente no ambiente de trabalho, fico tão nervosa quando p

    Tenho muito medo de me posicionar, principalmente no ambiente de trabalho, fico tão nervosa quando preciso falar alguma coisa para as minhas chefes, ou quando não posso fazer alguma coisa, eu começo a tremer e sinto que meus batimentos aceleram, e geralmente não consigo falar o que penso, também costumo me arrepender das coisas que falo ou da maneira como falo, me sinto insegura, e sempre penso em não ser boa o suficiente, de ser demitida, ou de ter que lidar com alguém me tratando de forma diferente por esse motivo, prefiro que os outros decidam por mim, e acabo aceitando mas depois me sinto mal, tenho TOC e tomo medicação a mais de 10 anos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, essa reação parece estar muito relacionada à ansiedade. O tremor, o coração acelerado, a dificuldade de se posicionar, o medo de desagradar, a insegurança e o arrependimento depois de falar são sinais de que seu corpo e sua mente entram em um estado de alerta muito intenso nessas situações. Isso é comum em quadros de ansiedade e pode se intensificar quando já existe um histórico, como no seu caso com o TOC. Mesmo com a medicação, ainda podem surgir momentos em que a ansiedade se manifesta dessa forma. A terapia pode te ajudar a entender melhor essas reações, a trabalhar sua autoconfiança e a construir formas mais seguras de se posicionar, pouco a pouco e no seu ritmo.


  • Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino

    Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
    Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    É compreensível que essa situação traga preocupação e insegurança sobre como agir. Diante do que aconteceu, pode ser importante manter algum controle sobre o que ele acessa, justamente para proteger a segurança dele. Também pode ser válido abrir um espaço de conversa com o seu filho, com calma, para entender o que ele viu, o que ele buscava e se ele compreende os riscos envolvidos em conversas com pessoas desconhecidas. Assim, você consegue orientá-lo sobre segurança digital e sexualidade sem recorrer apenas à punição, ajudando-o a elaborar o que aconteceu e fortalecendo a confiança entre vocês.


  • Tenho 27 anos, em outubro de 2024 fui diagnosticada com autismo, TDAH, transtorno de ansiedade e tra

    Tenho 27 anos, em outubro de 2024 fui diagnosticada com autismo, TDAH, transtorno de ansiedade e transtorno depressivo.

    Atualmente tomo os seguintes remédios: 2 comprimidos de sertralina 50mg (1 de manhã e 1 a noite); 2 comprimidos de quetiapina de 25mg a noite; 1 comprimido do concerta de 36mg de manhã.

    Quando passei a tomar esses remédios eu senti uma melhora incrível, tem pouco mais de 1 ano que tomo. Meu foco melhorou, fiquei mais animada, não procrastinava mais e não tinha mais devaneios.

    Porém, hoje, as coisas não estão mil maravilhas. Estou seria, sem muitas emoções, voltei a procrastinar um pouco, tendo crises depressivas e de choro com um pouco regulares, mas oq mais me irrita e me deixa cansada são os devaneios.

    Eu passo o dia todo vivendo duas vidas: a minha real e a minha imaginária. E isso cansa demais! Quando o trabalho fica um pouco tedioso eu largo tudo, deito, coloco música e fujo pro meu mundo criado. Não muito tempo depois, eu volto a realidade e volto ao trabalho, e isso acontece o dia todo. Sem contar quando eu estou falando e interpretando os personagens ao vivo, sozinha, ou seja, eu tiro da cabeça e passo a viver no dia a dia.

    Eu sempre tive isso, mas quando eu era mais nova, 18, 20, 21 anos, isso não me incomodava... Mas agora, eu fico com raiva, porque não consigo viver. Eu não quero viver presa na minha cabeça, eu não quero saber ter controle só na minha cabeça. Eu sair com minha família e viver o momento, ficar feliz, e não ficar "tirando foto" da realidade para depois eu deitar e ficar imaginando oq poderia ter feito, oq seria perfeito. Não quero isso! Eu quero viver o agora na vida real e não só em imaginação.

    Eu já pesquisei sobre esse assunto e já vi várias pessoas falando várias coisas: falta de dopamina, um dom que eu não deveria me preocupar, hormônios desregulados, sintomas de depressão, sintomas do TDAH, faz dieta tal que ajuda, toma tal coisa que ajuda... E aí vai!

    Mas, por favor!!!! Alguém pode me dizer oq devo procurar, quem devo buscar ajuda, oq devo fazer, pq eu não aguento mais!!! Por favor!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, acredito que seria muito importante manter um acompanhamento combinado com psicólogo e psiquiatra. No seu caso, além da psicoterapia, é essencial ter consultas regulares com o psiquiatra, até porque os sintomas que voltaram a aparecer podem indicar a necessidade de avaliar a medicação, ajustar doses ou pensar em outras alternativas. As medicações atuam de forma muito específica no organismo e, com o tempo, podem realmente precisar de reajustes para continuar fazendo efeito da melhor maneira possível. A psicoterapia também pode ajudar muito a compreender o que está acontecendo, olhar para a forma como você tem vivido esses devaneios e construir outras possibilidades de estar no mundo e se relacionar com a própria existência. Buscar esse cuidado conjunto pode trazer mais clareza e alívio.


  • Como posso lidar com a minha bissexualidade? Sou homem e sempre tive interesse afetivo por mulher

    Como posso lidar com a minha bissexualidade?

    Sou homem e sempre tive interesse afetivo por mulheres, mas, de tempos em tempos, acabo assistindo pornografia gay e vendo imagens de homens nus.

    Recentemente, comecei a sair com garotos de programa (passivo) e também com um colega gay afeminado (versátil - ativo e passivo). O grande problema é que tenho uma namorada por quem sempre senti atração, mas, ultimamente, percebo que meu desejo por homens (másculo e viris) — e gays afeminados — tem sido mais intenso. Além disso, tenho um fetiche de usar lingeries.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Entender a própria sexualidade pode gerar muitas dúvidas, conflitos internos e sentimentos intensos, principalmente quando isso acontece ao mesmo tempo em que você está em um relacionamento. A terapia pode ajudar muito nesse processo, porque oferece um espaço seguro para você explorar com calma os seus desejos, entender como eles se manifestam, refletir sobre o que faz sentido para você e sobre como quer conduzir sua vida afetiva e sexual. É um cuidado importante para lidar com as suas questões sem julgamento e construir mais clareza sobre quem você é e o que deseja para si.


  • Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?

    Interrompi a terapia e quero retomar. Preciso “começar do zero”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Não começa do zero, e sim a partir do que você já construiu. Essa sensação de recomeço pode aparecer quando iniciamos com um novo profissional, já que ele não tem acesso ao que foi trabalhado anteriormente por conta do sigilo psicológico. Ainda assim, você pode se sentir à vontade para compartilhar o que considerar importante e seguir a partir daí, com tudo o que já existe na sua história e no seu processo.


  • Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, a terapia pode ajudar. Trabalhar limites envolve compreender melhor o que acontece com você nesses momentos, reconhecer o que sente quando precisa dizer não e aprender a construir respostas mais alinhadas ao que é importante para você. Esse é um processo que pode ser desenvolvido ao longo do acompanhamento terapêutico, com cuidado e no seu tempo.


  • Tenho dificuldade de me abrir em terapia; começo por onde?

    Tenho dificuldade de me abrir em terapia; começo por onde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Você pode começar dizendo exatamente isso: que tem dificuldade de se abrir. O espaço da terapia é seu, e você pode usá-lo da maneira que fizer sentido, no seu tempo e no seu ritmo. Não existe obrigação de falar sobre algo que ainda não esteja pronto para ser compartilhado. O profissional vai acompanhar o que você trouxer, respeitando seus limites e acolhendo o que aparecer aos poucos. Às vezes, começar falando sobre a dificuldade já é o primeiro passo para que o processo se torne mais confortável para você.


Perguntas frequentes

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