Perguntas do paciente (1175)

  • Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha

    Como cortar laços com família ruim e disfuncional? Meus pais me "aceitam" gay desde que eu não tenha determinados comportamentos. Como lidar com o corte de laços familiares pois sinto que não pertenço aqui sendo que até mesmo minha mãe disse que meu sobrinho nasceu na família errada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Parece que você já identificou que esse ambiente e essas relações têm te causado sofrimento e que existe um desejo de se distanciar. Nesse caso, pode ser importante pensar em estratégias para construir mais autonomia e definir quais limites fazem sentido para você, entendendo que cortar ou reduzir contato não precisa acontecer de uma vez só. Talvez o foco possa estar em se aproximar cada vez mais de espaços, pessoas e relações onde você se sinta acolhido, respeitado e confortável para ser quem é, sem precisar estar o tempo todo lidando com situações que você percebe como prejudiciais. Ao mesmo tempo, vale lembrar que esse tipo de afastamento costuma envolver perdas, dúvidas e sentimentos ambivalentes, justamente porque estamos falando de pessoas importantes na nossa história. O acompanhamento psicológico pode ajudar a sustentar esse processo e a construir formas de cuidado consigo mesmo enquanto você decide quais vínculos deseja manter e de que maneira.


  • É normal eu imaginar cenários em que eu esteja conversando/interagindo com um grupo de K-pop famoso?

    É normal eu imaginar cenários em que eu esteja conversando/interagindo com um grupo de K-pop famoso? Pois eu gosto muito do grupo, me sentia "confortável"/bem ao assisti-las e acompanhava bastante conteúdos das integrantes, que não eram apenas sobre música especificamente.

    Era quase como se eu me sentisse um amigo mesmo, estava engajado ao ponto de defender o grupo contra haters, sem xingar e sem ofender, apenas mostrando contrapontos a alguns comentários negativos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, isso pode acontecer e não significa necessariamente que haja algo de errado. Essa imaginação pode estar relacionada ao quanto você se sente envolvido com esse grupo, ao interesse que desenvolveu pelas integrantes e ao conforto que encontra ao acompanhar seus conteúdos. Quando gostamos muito de algo ou de alguém, é comum imaginarmos conversas, encontros ou situações em que interagimos com aquilo que admiramos, principalmente quando existe um vínculo afetivo construído ao longo do tempo por meio desse acompanhamento. Pelo que você descreve, parece que esse grupo ocupou um lugar importante na sua rotina e no seu bem-estar, fazendo com que você se sentisse próximo das integrantes, mesmo sabendo que essa relação acontece à distância. Talvez seja interessante pensar no que exatamente você encontrava nesse grupo que o fazia se sentir tão confortável e conectado, já que isso pode ajudar a compreender o significado que essa experiência tem para você.


  • Como a ausência emocional dos pais afeta o homem gay? O que ele deve fazer quando não teve e não tem

    Como a ausência emocional dos pais afeta o homem gay? O que ele deve fazer quando não teve e não tem ninguém pra contar na família e ele se sente solitário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A ausência emocional dos pais pode afetar qualquer pessoa de diferentes formas, e quando falamos de um homem gay, essa dor pode ganhar contornos ainda mais difíceis quando aquilo que se esperava encontrar na família, como acolhimento, apoio e reconhecimento, não está disponível. Faz sentido que isso gere solidão, principalmente porque os pais costumam ocupar um lugar muito importante na vida de muitas pessoas. Pode ser necessário buscar confiança, apoio e pertencimento em outros espaços, relações e vínculos. Isso não significa substituir os pais ou apagar a falta que eles fazem, porque a sensação de solidão pode continuar existindo por estar relacionada a algo que se desejava viver com eles. Mas construir relações onde você se sinta visto, acolhido e respeitado pode oferecer sustentação para seguir em frente sem precisar carregar tudo sozinho. O acompanhamento psicológico também pode ser um espaço importante para elaborar essa ausência e compreender como ela continua impactando sua vida hoje.


  • É possível ter traços borderline sem ter mais o transtorno completo?

    É possível ter traços borderline sem ter mais o transtorno completo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, é possível uma pessoa apresentar alguns traços que costumam estar associados ao Transtorno de Personalidade Borderline sem necessariamente preencher os critérios para o diagnóstico. Um traço isolado não determina a presença de um transtorno, já que a avaliação diagnóstica é um processo cuidadoso, que considera a frequência, intensidade, duração e o impacto dessas características na vida da pessoa. Além disso, muitos traços podem aparecer em diferentes momentos da vida ou até serem compartilhados por pessoas sem qualquer diagnóstico. Por isso, se houver dúvidas sobre a presença ou não de um transtorno, o mais indicado é procurar um psiquiatra ou um psicólogo que trabalhe com avaliação psicológica e psicodiagnóstico para uma investigação mais aprofundada.


  • Olá, gostaria de saber como funciona, pois sinto luto profundo por alguém que não tive proximidade.

    Olá, gostaria de saber como funciona, pois sinto luto profundo por alguém que não tive proximidade. Agora parece que foi alguém que esteve ao meu lado a vida toda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Isso pode acontecer. O luto nem sempre está relacionado apenas ao grau de proximidade que tivemos com alguém, mas também ao significado que essa pessoa ocupava na nossa vida. Mesmo que vocês não fossem próximos, ela pode ter representado algo importante para você, e a perda pode ter mobilizado sentimentos profundos. Além disso, algumas perdas também nos colocam em contato com a questão da finitude, da vulnerabilidade e das despedidas, o que pode ampliar ainda mais o impacto emocional. Talvez seja interessante se perguntar o que essa pessoa representava para você e o que exatamente parece ter sido perdido com a partida dela. Essas reflexões podem ajudar a compreender melhor a intensidade desse luto.


  • Ao pesquisar sobre alguma patologia que nos acomete, geralmente nos deparamos com um dos seguintes m

    Ao pesquisar sobre alguma patologia que nos acomete, geralmente nos deparamos com um dos seguintes manejos: Controlar o estresse. O que exatamente seria controlar o estresse? Como qualquer curioso tendemos a pesquisar isso também, o que lemos é: Atividade Física, lazer, tomar chá de camomila e ou erva doce. Bom, é isso mesmo? Me imagino logo fazendo essas coisas stressado e ficando mais stressado por não fica livre do estreasse

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Controlar o estresse não significa eliminar completamente o estresse ou nunca mais se sentir sobrecarregado. Na prática, está mais relacionado a encontrar formas de lidar com ele para que não tome conta da sua rotina, da sua saúde ou da sua qualidade de vida. Atividade física, momentos de lazer, técnicas de relaxamento e outras estratégias costumam ser citadas porque ajudam muitas pessoas, mas isso não significa que funcionarão da mesma forma para todo mundo. Se você não se identifica com essas atividades, talvez o mais interessante seja buscar outras que sejam prazerosas para você e que favoreçam uma sensação de descanso, bem-estar ou relaxamento. O importante não é fazer exatamente o que aparece nas listas, mas encontrar recursos que façam sentido para a sua realidade e que possam te ajudar a diminuir a sobrecarga que está vivendo. Afinal, tentar se forçar a fazer algo que não combina com você pode acabar gerando ainda mais estresse.


  • Oi, se um paciente já possui o acompanhamento com um psicólogo da família, é possível manter um indi

    Oi, se um paciente já possui o acompanhamento com um psicólogo da família, é possível manter um individual também? Não quero perder a oportunidade de ter dois profissionais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Não sei se entendi totalmente a sua pergunta, mas se você faz, por exemplo, terapia de casal ou familiar, é até interessante que exista também um acompanhamento individual. Isso porque os espaços de casal e família costumam focar mais nas questões relacionais e dinâmicas entre as pessoas envolvidas, enquanto o acompanhamento individual oferece um espaço voltado apenas para você, para as suas questões, vivências e demandas pessoais, com uma atenção mais direcionada ao que você sente e vive individualmente.


  • Eu tive vários sonhos dentro de vários sonhos e eu tive uma experiência muito intensa, que mexeu mui

    Eu tive vários sonhos dentro de vários sonhos e eu tive uma experiência muito intensa, que mexeu muito e demais comigo seja interno, seja dentro de mim, marcou demais em mim, e ficou muito na minha mente um último sonho meu que ele é meio pesado. Eu queria saber o porquê sonhar várias vezes dentro de vários sonhos e experiências profundas e que mexem demais. Porque sonhar várias vezes dentro de vários sonhos? Porque sentir tão profundo e forte e não conseguir sair do sonho de ser tão profundo e difícil? É porque sonhar com um homem totalmente desconhecido que eu não conheça pessoalmente e nem no sonho mais eu conversar com ele e o homem falar comigo e conversar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Os sonhos podem aparecer como uma forma de expressão de questões, conflitos, angústias, medos, desejos ou experiências que estão sendo vividas e elaboradas de alguma maneira por você, mas não existe uma definição única ou universal sobre o que exatamente um sonho significa. Sonhar “dentro de sonhos”, ter experiências muito intensas ou sentir dificuldade de sair daquele estado pode acabar gerando bastante impacto emocional pela profundidade com que aquilo foi vivido por você. E sobre esse homem desconhecido, o mais interessante talvez não seja tentar descobrir “quem ele é”, mas pensar no que essa presença despertou em você, como você se sentia naquele sonho, o que foi dito e o que ficou marcado. Muitas vezes o sentido do sonho vai sendo construído a partir da forma como a própria pessoa fala sobre ele, das emoções envolvidas e do lugar que aquilo ocupa na sua vida. A terapia pode ser um espaço importante para elaborar essas experiências e construir possíveis significados para o que te atravessou de maneira tão intensa.


  • Estou em um relacionamento com uma mulher que era hetero e hoje é lésbica . Estou em um relaciona

    Estou em um relacionamento com uma mulher que era hetero e hoje é lésbica .

    Estou em um relacionamento a 1 ano e pouco com ela que era hetero e ao me conhecer cê relacionamos amorosamente. Só que depois de um tempo ela passou a ter um desconfiança imensa de mim ,passou a ter pensamento na mente de coisas q ela achava que eu fazeris com ela porque eu sou lésbica e é impossível na cabeça dela uma pessoa lésbica não desejar outras pessoas ,e mesmo eu jurando meu amor todo por ela e ela saber qur eu amo ela e faço de tudo por ela ,quando tem mulheres por perto de mim ou na frente dela ,ela começa com esses pensamentos ruins achando que eu vou desejar elas ,que vou olhar pra elas ,pro corpo delas ,mesmo ela vendo q na frente dela eu não faço isso,mais ela acha que sem ela ou até com ela mesmo eu iria querer outras pessoas por causa da minha sexualidade,eu não sei mais o que fazer ,já provei pra ela que não tô em um relacionamento pra isso ,já fiz de tudo ,já jurei amor ,já evitei muitas pessoas tudo ,e mesmo assim ela fiz não conseguir de jeito nenhum acreditar e confiar em mim .. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, isso parece estar muito mais ligado aos medos e inseguranças dela do que a algo que você esteja fazendo de fato. Esses ciúmes parecem surgir muito associados ao medo de perder e também a ideias que ela construiu sobre a sua sexualidade, como se ser lésbica automaticamente significasse desejar qualquer mulher ao redor, o que não corresponde à realidade. Você pode conversar com ela sobre as expectativas que vocês têm para o relacionamento, sobre confiança e sobre o que esperam uma da outra dentro dessa relação, mas existe um limite do que você consegue resolver sozinha. Quando alguém já recebeu demonstrações de amor, cuidado e comprometimento e ainda assim continua desconfiando constantemente, isso aponta para questões que pertencem mais à própria pessoa do que ao parceiro. O acompanhamento psicológico pode ajudar ela a compreender melhor esses medos, inseguranças e essa necessidade de vigilância constante no relacionamento.


  • Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela

    Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?

    Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Isso pode acontecer porque emoções muito intensas também exigem muito de você emocionalmente e até fisicamente. Mesmo quando a situação é resolvida, o corpo e a mente podem demorar um pouco mais para voltar ao que seria um estado considerado “normal”, então depois dessa mobilização toda pode surgir uma sensação de desânimo, cansaço ou falta de energia, como se você tivesse gastado muito para sustentar aquilo que sentiu naquele momento.


  • Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca s

    Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca sobre o namoro do meu irmão hétero e sinto que o tratamento é diferente quando saio com homem. Ela não me aceita gay, não esteve ao meu lado e não acreditou em mim quando passei por um inferno no trabalho. Não a amo por isso, sinto que não pertenço mais ao lugar que nasci e sinto que a maioria das pessoas não prestam. O que fazer quando a autoestima e iniciativa própria são mais difíceis pra mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Talvez seja importante buscar esse sentimento de pertencimento, acolhimento e reconhecimento em outros espaços, pessoas e relações, já que isso parece não estar conseguindo ser vivido dentro da relação com a sua mãe da forma como você gostaria e esperava. Ver o seu irmão recebendo uma abertura diferente da sua também pode intensificar essa sensação de diferença, exclusão e desvalorização. Quando alguém cresce tendo partes importantes de si pouco reconhecidas ou aceitas, isso pode afetar muito a autoestima, a iniciativa e até a forma como passa a enxergar as outras pessoas e os vínculos. O acompanhamento psicológico pode ajudar a elaborar essas experiências, fortalecer a forma como você se percebe e construir outras referências de afeto, pertencimento e apoio para além desse lugar onde hoje você sente tanta dor.


  • O que significa “existir através do olhar do outro”?

    O que significa “existir através do olhar do outro”?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Existir através do olhar do outro pode ser entendido como quando a pessoa passa a reconhecer a própria existência, valor ou identidade principalmente a partir da forma como é vista, validada ou nomeada pelos outros. O olhar do outro funciona quase como um espelho que ajuda a construir quem somos, já que nos desenvolvemos nas relações e somos afetados por elas. O problema é quando essa validação externa se torna a principal ou única forma de sustentar a própria existência, fazendo com que a pessoa dependa constantemente do reconhecimento, aprovação ou desejo do outro para conseguir se sentir alguém.


  • A autenticidade pode parecer perigosa para quem cresceu invalidado?

    A autenticidade pode parecer perigosa para quem cresceu invalidado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, porque para alguém que cresceu sendo invalidado, se mostrar de forma mais autêntica pode parecer perigoso por ser algo desconhecido ou que, em outros momentos da vida, pode ter sido recebido com crítica, rejeição ou desvalorização. Então muitas vezes a pessoa aprende a se adaptar, esconder partes de si ou tentar corresponder ao que espera-se dela para se proteger. A autenticidade pode gerar medo porque envolve se posicionar e sustentar quem se é, mas isso também pode ser construído aos poucos, em relações e espaços onde a pessoa se sinta mais segura para existir de uma forma menos defensiva.


  • Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir e

    Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir embora não sei pra onde se ele esta na casa dele
    Ai as vezes eu pergunto pra ele quer ir embora pra onde ? Ele me diz pra casa da minha vó lá é a minha casa
    E ele fala isso que quer ir embora
    Sem eu tá brigando com ele
    Não tô entendendo essa atitude dele
    Será que eu devo de levar ele a um psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Você pode tentar perguntar ao seu filho, com calma e curiosidade, o que ele quer dizer quando fala que quer ir embora e o que tem na casa da avó que faz ele querer estar lá, porque às vezes para a criança isso pode ter um significado diferente do que o adulto imagina. Pode ser um lugar onde ele associa a brincadeiras, atenção, rotina diferente ou sensação de conforto, por exemplo. Observar em quais momentos ele fala isso também pode ajudar a entender melhor. Caso você sinta necessidade, levar ele para um acompanhamento psicológico pode sim ser importante, principalmente em um espaço de ludoterapia, onde a criança consegue se expressar através das brincadeiras, desenhos e histórias, muitas vezes comunicando coisas que ainda não consegue explicar diretamente em palavras.


  • Tenho 29 anos e namoro há 4 anos. Amo minha namorada, ela é minha parceira pra tudo, mas percebo que

    Tenho 29 anos e namoro há 4 anos. Amo minha namorada, ela é minha parceira pra tudo, mas percebo que meu desejo sexual diminuiu muito nos últimos anos. Acabei criando o hábito de consumir pornografia escondido porque é mais “fácil” do que iniciar relação, conversar ou lidar com a pressão de transar. O problema é que agora parece que quanto mais pornografia vejo, menos vontade tenho de estar presente de verdade com ela. Quando tentamos ter relação eu fico ansioso, às vezes perco a ereção ou termino rápido. Ela já percebeu que tem algo errado e acha que não sinto mais atração por ela, mas não é isso. Tenho vergonha de falar sobre o quanto isso virou um ciclo. Isso pode ter relação com pornografia, ansiedade ou problema no relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Apenas com essa descrição não é possível afirmar exatamente o que está acontecendo ou apontar uma causa única, porque isso pode envolver diferentes fatores, como ansiedade, dinâmica do relacionamento, questões emocionais e até a forma como a pornografia passou a ocupar um lugar na sua rotina. Talvez seja importante você pensar em como e em que momentos isso foi mudando ao longo da relação, quando percebeu essa diminuição do desejo e o que você buscava ou sentia ao recorrer à pornografia. Também pode ser interessante refletir sobre de que forma esse conteúdo te impacta hoje, se funciona como uma fuga da pressão, da ansiedade ou da dificuldade de se envolver emocionalmente naquele momento. O fato de isso ter se tornado um ciclo já mostra que existe algo aí que merece ser olhado com mais cuidado, sem necessariamente reduzir tudo à pornografia ou ao relacionamento. O acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender melhor essa dinâmica, sem julgamento, e pensar caminhos mais saudáveis para lidar com o que você está vivendo.


  • Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva

    Dificuldade para tomar decisões, e medo de sair da zona de conforto, tem haver com timidez excessiva?
    Preciso de ajuda, pois estou cada vez mais pra baixo com essas situações. Tenho uma dificuldade mt grande em sair da zona de conforto, principalmente relacionado à algo social ( conversar com quem Nao conheço, abordar uma mulher na rua, na minha cabeça é impossível). O que posso fazer, qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Essa dificuldade pode sim ter relação com a timidez, mas também pode estar ligada à ansiedade, insegurança ou ao medo de rejeição e exposição, principalmente quando envolve situações sociais. Quando isso começa a prejudicar a sua vida, gerar sofrimento e fazer você se sentir cada vez mais para baixo, pode ser importante buscar acompanhamento psicológico. O psicólogo pode te ajudar a entender de onde vêm esses medos, como essas dificuldades foram sendo construídas ao longo da sua vida e trabalhar formas mais saudáveis e possíveis de lidar com situações sociais, respeitando o seu tempo e sem te forçar a mudanças bruscas. O processo terapêutico também pode ajudar no fortalecimento da autoconfiança e na construção de mais autonomia para enfrentar situações que hoje parecem impossíveis para você.


  • Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afe

    Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afetaram desde pequeno. Hoje sinto que isso ainda influencia muito minha vida diária.

    Eu vivo um conflito constante:

    Por um lado, sinto que preciso conquistar autonomia, independência financeira, rotina, trabalho e eventualmente sair de casa, porque o ambiente em que vivo ainda me faz mal emocionalmente.

    Por outro lado, sinto que estou tão desgastado emocionalmente que tenho dificuldade de manter constância, disciplina, foco, energia e estabilidade pra conseguir justamente construir essa independência.

    Então entro num looping:

    - não consigo crescer porque estou emocionalmente mal e vivendo num ambiente ruim;
    - mas continuo preso nesse ambiente porque ainda não consegui crescer.

    Queria entender:

    - até que ponto o ambiente atual pode estar mantendo meus problemas emocionais?
    - sair de casa costuma ajudar pessoas nesse tipo de situação?
    - devo priorizar primeiro estabilidade emocional/terapia ou construir independência mesmo ainda estando emocionalmente mal?
    - como diferenciar “preciso me esforçar mais” de “meu sistema emocional está realmente sobrecarregado”?
    - qual seria uma forma saudável e realista de construir autonomia nesse estado?
    - dá pra carregar todo esse sofrimento e todos esses traumas e ainda conseguir manter rotina, crescimento pessoal pra conseguir independência e sair de casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, é possível carregar esse sofrimento e ainda assim construir autonomia, rotina e independência, mas isso costuma acontecer aos poucos e não de forma linear. O ambiente em que você vive hoje pode sim estar mantendo ou intensificando muitos desses desgastes emocionais, principalmente quando é um lugar associado a negligência, tensão e sofrimento contínuo, porque o corpo e a mente acabam permanecendo em estado de alerta ou exaustão. Sair desse ambiente não significa automaticamente que tudo vai melhorar de imediato, mas um novo lugar pode oferecer mais segurança, tranquilidade e espaço para você construir algo para além do que existe hoje, o que pode fazer você se sentir mais disposto. Sobre priorizar terapia ou independência, talvez não precise ser uma escolha entre um ou outro, porque muitas vezes esses processos caminham juntos, o cuidado emocional pode te ajudar a sustentar melhor as mudanças práticas, enquanto pequenos movimentos em direção à autonomia também podem fortalecer sua sensação de capacidade. E diferenciar “preciso me esforçar mais” de “estou emocionalmente sobrecarregado” passa muito por perceber se esse cansaço é apenas dificuldade de começar ou se existe um desgaste profundo, persistente, que afeta seu corpo, sua concentração, sua energia e até tarefas básicas. Construir autonomia nesse estado talvez exija metas mais realistas, menores e possíveis dentro da sua condição atual, entendendo que esse movimento depende de esforço, mas também de tempo, suporte e de não exigir de si mesmo uma transformação imediata.


  • Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas c

    Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas coisas na minha vida, minha vó descobriu que estava com câncer de mama e minha mãe quebrou o pé. Comecei a ficar numa onda depressiva novamente, como eu já estive em um relacionamento no qual a pessoa não estava bem emocionante, sei o quanto isso é ruim. Então falei pra ele meio que me dar um tempo até às coisas melhorarem.
    Bom as coisas melhorarem, mas não sei como conversar com ele, só sei que gosto muito dele e quero fazer dar certo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Se é importante para você retomar esse contato, você pode tentar se aproximar enviando uma mensagem explicando um pouco do que aconteceu, do momento difícil que você estava vivendo e do porquê precisou se afastar, e também expressar que ainda tem interesse em se reaproximar. Mas é importante lembrar que qualquer relacionamento é uma construção e envolve duas pessoas, então ele também tem os próprios sentimentos, percepções e escolhas, e isso vai influenciar no que pode acontecer a partir desse contato. Você pode se colocar, mas sem garantir o resultado, entendendo que a continuidade disso depende do encontro entre vocês dois.


  • Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses

    Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses de forma tão abrupta com o paciente? Não estou me referindo aos casos em que o psicólogo vai mudar de cidade ou trocar de profissão. E sim aos casos de término com um paciente de forma individual.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Os motivos podem ser diversos e muitas vezes são pessoais e específicos de cada caso, então apenas o próprio psicólogo poderia explicar o que levou a essa decisão, mas de forma geral um término mais abrupto pode acontecer quando o profissional percebe dificuldade em conduzir aquele caso dentro dos limites da sua formação ou experiência e entende que outro profissional poderia oferecer um cuidado mais adequado, também pode estar relacionado a questões éticas, limites na relação terapêutica ou algo que surja no processo e demande encaminhamento, ainda assim quando possível espera-se que esse encerramento seja comunicado e conduzido com cuidado por se tratar de um vínculo importante, e se isso te afetou pode ser interessante levar essa experiência para um novo processo terapêutico para elaborar como foi vivido e o que isso despertou em você.


  • . Como a sobrecarga emocional se transforma em comportamentos impulsivos?

    . Como a sobrecarga emocional se transforma em comportamentos impulsivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Quando há uma sobrecarga emocional, a pessoa pode chegar a um nível de exaustão em que fica mais difícil pensar, refletir e sustentar decisões com calma, então agir de forma impulsiva acaba sendo uma maneira de responder mais rapidamente ao que está sentindo, sem envolver tanto esforço, como se fosse uma tentativa de aliviar ou escapar daquela intensidade, mas que muitas vezes pode acabar gerando mais sobrecarga depois, justamente pelas consequências dessas atitudes.


Perguntas frequentes

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