Perguntas do paciente (1175)
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Eu tenho 25 anos e nos últimos anos tenho me sentido muito vazia, triste e ninguém me entende de fat
Eu tenho 25 anos e nos últimos anos tenho me sentido muito vazia, triste e ninguém me entende de fato, então eu guardo tudo pra mim. Eu não consigo ter vontade de sair de casa, de ficar feliz pelas coisas, de viver. O que eu posso fazer pra me ajudar a sair dessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Buscar um acompanhamento psicológico pode ser um passo importante, porque esse pode ser um espaço para você não precisar guardar tudo sozinha, podendo falar sobre o que sente e ser escutada de forma mais cuidadosa. A terapia pode te ajudar a entender melhor de onde vem essa sensação de vazio, essa tristeza e essa falta de vontade, além de pensar em estratégias que façam sentido para você e que não sejam invasivas, respeitando o seu tempo. Aos poucos, também pode te ajudar a se reconectar com pequenas coisas do dia a dia e compreender o que está por trás desse desânimo, para que você consiga encontrar outras formas de se sentir e viver.
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Como a pessoa pode parecer estável e ainda estar em sofrimento profundo?
Como a pessoa pode parecer estável e ainda estar em sofrimento profundo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma pessoa pode parecer estável porque consegue se manter funcional no dia a dia, cumprir responsabilidades, trabalhar, estudar e se relacionar minimamente, mas isso não significa que internamente ela não esteja lidando com um sofrimento intenso. Muitas vezes, ela aprende a sustentar essa aparência de “estar bem” enquanto, por dentro, enfrenta angústias, conflitos, tristeza ou vazio que não são visíveis para os outros. Esse funcionamento pode até ser uma forma de adaptação, de seguir apesar das dificuldades, mas não elimina o que está sendo vivido internamente, por isso é importante olhar para além do que aparece externamente e considerar também o que a pessoa sente e não consegue expressar.
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O que caracteriza o fim saudável da dependência terapêutica?
O que caracteriza o fim saudável da dependência terapêutica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fim saudável da dependência terapêutica é caracterizado quando o paciente passa a ter mais autonomia para conduzir a própria vida, conseguindo colocar em prática o que foi trabalhado nas sessões sem precisar constantemente de validação ou autorização do profissional. Ele começa a confiar mais nas próprias percepções, consegue refletir sobre as situações do dia a dia, adaptar o que aprendeu para a sua realidade e tomar decisões de acordo com suas possibilidades. Nesse momento, o terapeuta deixa de ocupar um lugar de referência central e o paciente se reconhece como capaz de sustentar suas escolhas, lidar com dificuldades e seguir sem a necessidade de depender do espaço terapêutico da mesma forma que antes.
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O que diferencia vínculo terapêutico de relação pessoal?
O que diferencia vínculo terapêutico de relação pessoal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O vínculo terapêutico é uma relação profissional, construída entre psicólogo e paciente, que pode ser acolhedora, próxima e até afetuosa no sentido de cuidado, mas não é uma relação de afeto pessoal, ela existe com um propósito clínico e é fundamental para o andamento e o sucesso do acompanhamento, pois favorece a confiança, a abertura e o engajamento no processo. Já a relação pessoal, como o próprio nome diz, acontece fora desse contexto profissional, envolve troca mútua, intimidade, interesses compartilhados e faz parte da vida social e afetiva do dia a dia, com amigos, familiares ou parceiros. São relações diferentes, com funções e limites distintos, e essa diferença é justamente o que protege o espaço terapêutico e permite que ele seja um ambiente seguro para o paciente.
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Dependência terapêutica pode se disfarçar de “confiança”?
Dependência terapêutica pode se disfarçar de “confiança”?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode sim se confundir, e por isso é importante ter cuidado. A confiança no vínculo terapêutico é saudável e necessária, ela permite que o paciente se abra, se sinta seguro e se engaje no processo, mas quando essa confiança começa a vir acompanhada de uma necessidade constante de validação, dificuldade de tomar decisões sem o terapeuta ou sensação de não conseguir lidar com a própria vida sem esse apoio, pode ser um sinal de dependência. A diferença está justamente no nível de autonomia: a confiança fortalece o paciente, enquanto a dependência tende a limitar, então observar como essa relação está se construindo ao longo do tempo é fundamental.
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Qual a diferença entre vínculo terapêutico e dependência terapêutica?
Qual a diferença entre vínculo terapêutico e dependência terapêutica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O vínculo terapêutico é a relação construída entre profissional e paciente ao longo do processo, baseada em confiança, escuta, respeito e segurança, e ele é fundamental para o andamento da terapia, pois favorece o comprometimento, o engajamento e a abertura para trabalhar as questões trazidas. Já a dependência terapêutica não se apresenta de forma tão positiva, porque acontece quando o paciente passa a colocar o profissional em um lugar que não é saudável, como alguém de quem ele depende excessivamente para tomar decisões ou se sentir bem, o que pode dificultar sua autonomia. Enquanto o vínculo fortalece o processo e ajuda o paciente a se desenvolver, a dependência tende a limitar esse crescimento, sendo algo que precisa ser observado e trabalhado dentro da própria terapia.
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Como a terapia pode ajudar um adulto que tem comportamentos muito imaturos, pode haver mudanças?
Como a terapia pode ajudar um adulto que tem comportamentos muito imaturos, pode haver mudanças?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode haver mudanças, mas isso está relacionado ao quanto a pessoa se engaja e se compromete com o processo terapêutico. A terapia pode ajudar a compreender de onde vêm esses comportamentos considerados imaturos, em quais situações eles aparecem e que função eles têm na vida da pessoa, porque muitas vezes não são apenas “jeitos de ser”, mas formas aprendidas de lidar com emoções, conflitos ou inseguranças. A partir dessa compreensão, é possível construir novas formas de se posicionar, desenvolver mais autonomia e ampliar a responsabilidade sobre as próprias escolhas. Esse é um processo que leva tempo e exige disponibilidade para se olhar, mas pode sim gerar mudanças importantes na forma como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros.
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Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?
Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de pensar no que fazer, pode ser importante entender o porquê de nunca ter namorado, se isso aconteceu por escolha, por circunstâncias da vida ou se houve alguma influência, insegurança ou dificuldade que acabou te afastando dessa experiência. Olhar para isso com mais clareza pode te ajudar a entender melhor a sua própria história. Também vale se perguntar, hoje, aos 28 anos, se existe de fato o desejo de se relacionar, porque nem todo mundo tem esse interesse no mesmo tempo ou da mesma forma, e isso também precisa ser respeitado. Caso exista essa vontade, o próximo passo pode ser pensar no que pode te aproximar disso, como se permitir mais interações, trabalhar possíveis inseguranças, ampliar espaços de convivência ou até entender quais expectativas você tem sobre um relacionamento. O mais importante é que isso faça sentido para você e não apenas como uma cobrança baseada no que se espera socialmente.
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Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionai
Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionais, sou visto como uma pessoa fria, principalmente em atividades que fogem do currículo do trabalho, como reuniões ou bate papos casuais, prefiro evitar tais encontros porque não contribuo nelas e, sinceramente não vejo o ponto de socializar com meus colegas de trabalho que não tenho amizade. Minhas amizades também aos poucos parecem me evitar, ou eu não tenho interesse suficiente para manter elas... Sempre me questionei se eu simplesmente não sinto falta de pessoas ao meu redor, se não consigo sentir saudades e acabo esquecendo amigos e família. Não é que eu não reconheça a emoção que eu deveria estar sentindo, eu simplesmente não sinto e acabo sozinho ou não consigo networkings necessários para conseguir oportunidades na minha profissão...
Vistos esses comportamentos e entre outros (Sempre fui calado, desde criança; Algumas sensibilidades que não vejo em outras pessoas e que me irritam muito; Ansiedade que por vezes me causam problemas intestinais e inflamações na pele; Poucas memórias do meu passado; Pessoas as vezes dizem que eu tenho um tom agressivo, mesmo sem eu ter a intenção ou me sentir irritado; Já tomei medicamentos para TOC para pensamentos obsessivos, por não conseguir dormir ao não controlar meus pensamentos), me pergunto se eu possa ter um diagnóstico de TEA... Gostaria de saber opiniões e como eu conseguiria conversar com um profissional capaz de afirmar ou negar minhas dúvidas. Isso tem afetado demais minha vida e não consigo lidar comigo mesmo. Obrigado!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, existem várias questões que têm te acompanhado ao longo da vida e que hoje estão impactando suas relações, seu trabalho e a forma como você se percebe, então é compreensível que surja essa dúvida sobre um possível diagnóstico, mas não é possível afirmar ou negar algo assim apenas por esse relato. O mais importante nesse momento parece ser olhar para o quanto isso tem te causado sofrimento e dificuldade de lidar consigo mesmo, e a partir disso buscar um acompanhamento psicológico, que pode te ajudar a compreender melhor esses padrões, como você se relaciona com as pessoas, com suas emoções e com sua própria história. Esse espaço também pode te ajudar a organizar essas dúvidas sobre um possível TEA e, se fizer sentido, o próprio profissional pode te encaminhar para uma avaliação mais específica com profissionais capacitados para diagnóstico, como psicólogos especializados em avaliação ou psiquiatras. Iniciar esse acompanhamento pode ser um passo importante não só para investigar essa hipótese, mas principalmente para te ajudar a encontrar formas mais possíveis de lidar com tudo isso que você vem vivendo.
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Tenho uma sensação de vazio constante, um buraco no peito. Parece que nada me preenche, nem minha fa
Tenho uma sensação de vazio constante, um buraco no peito. Parece que nada me preenche, nem minha família, amigos, trabalho, etc. Já tomo remédio e faço terapia e mesmo assim esse vazio não vai embora. O que devo fazer? Me sinto perdida.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de vazio que você descreve pode ser muito angustiante quando parece que nada consegue preencher ou aliviar isso, mesmo com tratamento. Talvez um caminho importante seja tentar, aos poucos, se aproximar desse vazio e nomeá-lo, entender do que exatamente ele é feito e como foi construído, porque muitas vezes ele não é apenas “um vazio”, mas pode envolver sentimentos como tristeza, solidão, frustração, falta de sentido ou até algo que ainda não encontrou forma de ser dito. Dar nome ao que se sente pode ajudar a tornar essa experiência um pouco mais compreensível e menos difusa. Como você já faz terapia e uso de medicação, pode ser importante levar essa percepção para os profissionais que te acompanham, para que juntos possam explorar melhor esse sentimento e pensar em outras possibilidades de cuidado. Esse processo pode levar tempo, mas olhar para esse vazio com mais curiosidade e menos julgamento pode ser um passo importante para começar a compreendê-lo.
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Tenho 47 anos,negra e sou virgem.Nunca nem namorei.Sempre fui a "feia da turma",(que ninguém queria
Tenho 47 anos,negra e sou virgem.Nunca nem namorei.Sempre fui a "feia da turma",(que ninguém queria por perto, e nem os garotos queriam se aproximar)pelas carcaterísticas físicas(nariz chato...) ,magra demais e minha timidez,que piorou com várias situações vexatórias que passei ao longo dos anos,tentando me tornar mais sociável.Hj além do vazio,tenho sentido uma tristeza pesada,vergonha de mim mesma,sensação de fracasso como mulher.
Como superar esses sentimentos ruins que tomaram conta da minha vida?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve fala de um sentimento de desvalorização e depreciação que parece ter sido construído ao longo de muitos anos, atravessado por experiências difíceis, rejeições e situações que marcaram a forma como você passou a se ver, não é algo que surgiu agora, mas algo que foi sendo reforçado ao longo da sua história, afetando a sua autoestima e a sua autoimagem. Esses sentimentos de vergonha, vazio e sensação de fracasso não definem quem você é, mas mostram o quanto essas vivências foram dolorosas e o quanto ainda impactam a forma como você se percebe hoje, e a terapia pode ser um espaço muito importante para trabalhar tudo isso, pois permite olhar com mais cuidado para essa construção, entender como essas experiências foram se acumulando e, aos poucos, ressignificar essa relação com você mesma, sendo um processo de reconstrução que leva tempo, mas que pode te ajudar a se reconhecer para além desses rótulos e fortalecer sua autoestima, criando novas formas de se relacionar consigo e com os outros.
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Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensam
Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensamento nao faz sentido. Isso pode ser classificado como uma paranoia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é possível classificar isso diretamente como uma paranoia apenas com essa descrição, mas é importante olhar com cuidado para esses pensamentos. Você mesmo já percebe que eles não fazem muito sentido, o que mostra uma capacidade de questionamento preservada. Talvez seja interessante se perguntar de onde vem essa sensação de repetição, por que está difícil enxergar algo novo ou diferente no seu cotidiano e o que pode estar provocando essa percepção de que tudo é sempre igual. Às vezes esse tipo de pensamento pode estar mais relacionado a um momento emocional específico, como ansiedade, desânimo ou sensação de estagnação, do que a algo fixo ou definitivo. Observar quando esses pensamentos aparecem, em quais contextos e como você está se sentindo nesses momentos pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo, e o acompanhamento psicológico pode ser um espaço importante para explorar isso com mais profundidade.
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O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não acredita no diagnóstico porque acha que a doenç
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não acredita no diagnóstico porque acha que a doença está “na cabeça” dele. Como explicar isso melhor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante explicar utilizando dados de realidade, de forma clara e acolhedora, que o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não é uma doença “da cabeça”, mas sim uma condição autoimune real, em que o próprio sistema imunológico passa a atacar o organismo, podendo afetar diferentes partes do corpo como pele, articulações, rins e outros órgãos. O diagnóstico geralmente não é feito apenas com base no que a pessoa sente, mas envolve exames laboratoriais, avaliação médica e critérios clínicos bem estabelecidos. Pode ser que os sintomas sejam confusos ou variem ao longo do tempo, o que faz com que a pessoa duvide do diagnóstico, mas isso não significa que a doença não exista. Ao mesmo tempo, é válido reconhecer que o impacto emocional de receber esse diagnóstico pode gerar negação, dúvida ou dificuldade de aceitação. Explicar que é uma doença física, com bases biológicas e critérios médicos objetivos, pode ajudar na compreensão, e o acompanhamento psicológico pode ser um suporte importante para lidar com essa dificuldade de aceitar e elaborar o diagnóstico.
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Como ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a acreditar que os sintomas não vão de
Como ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a acreditar que os sintomas não vão desaparecer sem tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante conscientizar o paciente, de forma clara e acolhedora, sobre a natureza do Lúpus Eritematoso Sistêmico, explicando que se trata de uma doença autoimune crônica, em que os sintomas podem oscilar, mas não tendem a desaparecer de forma sustentada sem tratamento adequado. Utilizar dados de realidade pode ajudar, como explicar que o tratamento tem como objetivo controlar a atividade da doença, prevenir crises e evitar complicações em órgãos importantes. Também pode ser útil apresentar uma previsibilidade, mostrando que, com a adesão ao tratamento, muitas pessoas conseguem estabilizar os sintomas, ter mais qualidade de vida e reduzir significativamente as crises, enquanto a ausência de tratamento pode levar à piora progressiva ou a novos comprometimentos. Ao mesmo tempo, é importante escutar o que faz com que ele duvide ou resista ao tratamento, porque essa resistência pode estar ligada ao medo, à negação ou à dificuldade de aceitar o diagnóstico, e o acompanhamento psicológico pode ajudar nesse processo de compreensão e adesão ao cuidado.
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Como lidar com um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que não acredita no diagnóstico e a
Como lidar com um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que não acredita no diagnóstico e acha que está apenas “muito cansado”?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma forma de lidar é apresentar, de maneira clara e acessível, as diferenças entre o cansaço comum do dia a dia e o cansaço relacionado ao lúpus. É natural que qualquer pessoa se sinta cansada em alguns momentos, e esse cansaço costuma melhorar com descanso ou atividades de relaxamento. Já no caso do Lúpus Eritematoso Sistêmico, o cansaço tende a ser mais intenso, persistente e não se resolve de forma tão simples ou rápida, mesmo após repouso. Ajudar o paciente a perceber essas diferenças pode favorecer uma maior compreensão do que está acontecendo no próprio corpo. Ao mesmo tempo, é importante não invalidar o que ele sente, mas ampliar a percepção sobre o quadro, utilizando informações concretas e, se possível, articulando com a equipe médica. O acolhimento, junto com a conscientização, pode ajudar aos poucos a reduzir a negação e aumentar a abertura para compreender e cuidar da condição.
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O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se recusa a aceitar que está lidando com uma doença
O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) se recusa a aceitar que está lidando com uma doença crônica e não quer mudar seus hábitos. Como ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante, antes de tudo, compreender que a recusa pode estar ligada à dificuldade de aceitar o diagnóstico e às mudanças que ele exige, então o caminho não costuma ser a imposição, mas a construção de consciência. Ajudar esse paciente passa por, aos poucos, conscientizá-lo sobre o quanto a mudança de hábitos é importante não apenas por conta do diagnóstico, mas pela qualidade de vida e pela preservação da saúde a longo prazo. Trazer informações claras, com base na realidade, sobre como o tratamento e os cuidados influenciam diretamente na redução de crises e na prevenção de complicações pode favorecer essa compreensão. Ao mesmo tempo, é importante escutar o que está por trás dessa resistência, porque muitas vezes ela envolve medo, negação ou sensação de perda de autonomia. O acompanhamento psicológico pode auxiliar nesse processo, ajudando o paciente a elaborar o impacto da doença e a se tornar, gradualmente, mais aberto a pequenas mudanças que façam sentido para ele, sem que isso seja vivido como uma imposição, mas como um cuidado consigo mesmo.
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Como a autoimagem pode ser afetada no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e qual a importância do supo
Como a autoimagem pode ser afetada no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e qual a importância do suporte psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Lúpus Eritematoso Sistêmico, a autoimagem pode ser bastante afetada porque a pessoa passa a se deparar com um corpo que apresenta características e um desempenho diferentes do que estava acostumada, muitas vezes com mudanças que fogem do seu controle, como alterações na aparência, cansaço intenso, dores ou limitações físicas. Isso pode gerar estranhamento, insegurança, impacto na autoestima e até uma sensação de perda da identidade que antes estava mais associada a um corpo saudável e previsível. Nesse contexto, o suporte psicológico se torna importante para ajudar o paciente a elaborar essas mudanças, reconstruir a relação com o próprio corpo e consigo mesmo, acolher os sentimentos que surgem e encontrar formas possíveis de se reconhecer para além da doença, promovendo mais qualidade de vida e um cuidado que considere não só o físico, mas também o emocional.
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Qual é o papel da terapia cognitivo-comportamental (TCC) no tratamento psicológico de pacientes com
Qual é o papel da terapia cognitivo-comportamental (TCC) no tratamento psicológico de pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não consigo responder pela TCC, mas posso falar a partir da abordagem fenomenológico-existencial, que é a minha referência. Nesse sentido, o cuidado não se limita ao diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico, mas busca compreender a pessoa para além da doença. A proposta é escutar esse paciente em sua totalidade, entendendo como ele vive, sente e significa essa experiência, considerando sua história, seus vínculos, seus medos, suas possibilidades e tudo aquilo que continua sendo construído mesmo com o lúpus. A doença é reconhecida como parte da existência dessa pessoa, mas não define por completo quem ela é. A terapia, então, se torna um espaço de escuta e acolhimento, onde o paciente pode se perceber para além do diagnóstico, ressignificar sua relação com o próprio corpo e com a vida, e encontrar maneiras possíveis de existir com mais sentido, mesmo diante das limitações que possam surgir.
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Como os psicólogos podem ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com o isolam
Como os psicólogos podem ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com o isolamento social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os psicólogos podem ajudar oferecendo um espaço de escuta para compreender como o paciente se sente diante desse isolamento, o que significa para ele e de que forma impacta sua vida. A partir disso, é possível construir, junto com o paciente, estratégias para que esse isolamento se torne mais suportável e, dentro do possível, até mais confortável, respeitando seus limites e seu momento. Isso pode envolver pensar em formas de manter vínculos, mesmo que de maneira adaptada, ampliar possibilidades de contato social que façam sentido para ele e trabalhar os sentimentos que surgem nesse contexto, como solidão, tristeza ou sensação de afastamento. O foco não é forçar uma socialização, mas ajudar o paciente a encontrar maneiras possíveis de se relacionar com o outro e consigo mesmo, sem que o isolamento se torne um sofrimento ainda maior.
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Quais são os desafios emocionais enfrentados por pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?
Quais são os desafios emocionais enfrentados por pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) podem enfrentar diversos desafios emocionais, principalmente por se depararem com um corpo que agora apresenta sintomas da doença, o que pode gerar estranhamento e exigir uma nova forma de se relacionar consigo mesmos. Essa mudança pode impactar a autoestima, a sensação de controle e a identidade, já que aquilo que antes era previsível no próprio corpo passa a ser incerto. Além disso, podem surgir sentimentos como medo, ansiedade, tristeza, frustração e até revolta diante das limitações, das oscilações dos sintomas e da necessidade de um tratamento contínuo. A imprevisibilidade da doença também pode gerar insegurança em relação ao futuro, dificultando planos e expectativas. Tudo isso faz com que o paciente precise, aos poucos, reconstruir sua relação com o próprio corpo e com a vida, o que pode ser um processo desafiador e que muitas vezes se beneficia do acompanhamento psicológico para ajudar na elaboração dessas mudanças.
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Perguntas frequentes
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