Perguntas do paciente (1175)
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Como os familiares podem apoiar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que está em negaçã
Como os familiares podem apoiar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que está em negação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os familiares podem apoiar oferecendo acolhimento, sem pressionar ou forçar uma aceitação imediata do diagnóstico. A negação pode ser uma forma de lidar com o impacto emocional da doença, então é importante respeitar o tempo do paciente, escutar sem julgamentos e se mostrar disponível. Estar presente, demonstrar cuidado e abrir espaço para que ele fale quando se sentir preparado pode ser mais efetivo do que tentar convencer ou confrontar diretamente. Esse acolhimento ajuda a criar um ambiente de segurança, que aos poucos pode favorecer uma maior abertura para compreender e aceitar a condição.
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O que é necessário para que o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) aceite a condição de ma
O que é necessário para que o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) aceite a condição de maneira positiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez seja importante começar entendendo que nem todo paciente vai conseguir receber o diagnóstico de forma positiva, e isso não significa que algo esteja errado, aceitar uma condição crônica como o Lúpus Eritematoso Sistêmico é um processo e pode envolver negação, raiva, tristeza e medo. Em vez de buscar uma aceitação “positiva”, o mais realista é ajudar esse paciente a se tornar mais receptivo ao diagnóstico, minimamente disposto a olhar para o que está acontecendo e aberto a tentar se cuidar. Isso pode ser construído aos poucos, oferecendo informações claras sobre a doença, acolhendo os sentimentos que surgem, respeitando o tempo dele e ajudando a desenvolver estratégias para lidar com a nova realidade. O acompanhamento psicológico pode contribuir muito nesse processo, auxiliando o paciente a elaborar o impacto do diagnóstico, a ressignificar a relação com a doença e a encontrar formas possíveis de seguir a vida com mais autonomia e qualidade, mesmo diante das limitações que podem surgir.
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É normal sentir raiva durante o tratamento de quimioterapia?
É normal sentir raiva durante o tratamento de quimioterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é normal sentir raiva durante o tratamento de quimioterapia. Esse é um momento muito delicado, em que a pessoa está lidando com uma situação difícil, muitas vezes inesperada, e com diversas mudanças na própria vida. A raiva pode surgir como uma reação ao que está acontecendo, ao cansaço do tratamento, às limitações e também a uma sensação de perda, como a perda da saúde, da rotina de antes ou até da sensação de controle sobre a própria vida. Esses sentimentos não significam que há algo errado com você, mas sim que está reagindo a uma situação muito intensa. Falar sobre isso, seja com pessoas de confiança ou em acompanhamento psicológico, pode ajudar a elaborar melhor essas emoções e tornar esse processo um pouco mais suportável.
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Quando buscar ajuda psicológica durante o tratamento de linfoma?
Quando buscar ajuda psicológica durante o tratamento de linfoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe um momento “certo” ou ideal para buscar ajuda psicológica durante o tratamento de linfoma, isso pode acontecer em qualquer fase, desde o diagnóstico até depois do tratamento, sempre que você sentir necessidade. Muitas pessoas procuram apoio quando percebem que estão emocionalmente sobrecarregadas, com medo, ansiedade, tristeza, irritação ou dificuldade para lidar com as mudanças que a doença e o tratamento trazem, mas não é preciso esperar chegar a um limite. A psicoterapia pode ser um espaço de cuidado desde o início, ajudando a compreender e atravessar esse momento com mais suporte emocional, acolhendo o que você sente e auxiliando na adaptação às mudanças que vão acontecendo ao longo do processo.
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Como a psicoterapia pode ajudar no tratamento do linfoma?
Como a psicoterapia pode ajudar no tratamento do linfoma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia pode somar de forma importante no tratamento do linfoma ao oferecer um espaço de acolhimento para tudo o que essa experiência mobiliza emocionalmente, como medo, ansiedade, tristeza, raiva e incertezas. O acompanhamento psicológico ajuda a pessoa a compreender e expressar o que está sentindo, a lidar melhor com as mudanças na rotina, no corpo e na percepção de si, além de auxiliar na construção de estratégias para enfrentar o tratamento. Também pode contribuir para reduzir o sofrimento emocional, melhorar a comunicação com familiares e equipe de saúde e favorecer uma maior adesão ao tratamento. Não substitui o cuidado médico, mas atua junto, ampliando o cuidado para além do físico e promovendo mais qualidade de vida durante esse processo.
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Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha
Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha e desde então não tenho dormido direito, acordado com o coração acerelado tenho crises às vezes várias vezes ao dia e é como se eu estivesse vivendo aquelo todos os dias. Se eu imaginar ter um outro cachorro na minha casa ou só de ver ouvir sobre cachorros, começo entrar em pânico.nao estou conseguindo lidar e nem seguir em frente. As vezes me culpo pelo ocorrido. Me sinto meio estranha como se fosse uma tristeza com pouco de vazio. Só não queria ter passado por essa situação, gostaria de voltar no tempo. Gostaria de ajudar para entender isso que estou sentindo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo tem a ver com o luto pela perda da sua cachorrinha, e é compreensível que esteja sendo tão intenso, principalmente porque foi recente e existia um vínculo afetivo importante entre vocês, então a tristeza, o vazio, a dificuldade para dormir, as crises de ansiedade e até essa reação mais forte ao ver ou pensar em cachorros podem acontecer, porque tudo isso ativa a lembrança da perda. A culpa também é um sentimento comum no luto, muitas vezes a pessoa fica revivendo o que aconteceu e pensando no que poderia ter sido diferente como uma forma de tentar dar sentido ao que foi vivido. É importante lembrar que outro cachorro não substitui o que existiu, porque o vínculo que você teve com ela é único, e esse momento em que você deseja voltar no tempo ou que tudo tivesse sido diferente faz parte de uma tentativa de lidar com a perda. Agora, talvez o mais importante seja permitir-se sentir essa tristeza e reconhecer o quanto essa relação foi significativa, mas aos poucos tentar não se entregar completamente a esse sofrimento, e como você já tem um diagnóstico de TAG e percebe um aumento das crises, o acompanhamento psicológico pode ajudar muito na elaboração desse luto, no entendimento dessas reações e em encontrar formas de atravessar esse momento com mais cuidado e suporte emocional.
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Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q
Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.
Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É natural sentir insegurança quando você está diante de uma decisão importante ou de algo novo, ainda mais quando envolve o seu futuro, mas quando essa dúvida começa a te paralisar, gerar angústia constante e impedir que você siga com aquilo que já escolheu, é um sinal de que isso precisa ser olhado com mais cuidado e atenção. Pelo que você descreve, essa indecisão pode estar muito mais relacionada a uma forma da sua ansiedade se manifestar do que necessariamente a um traço fixo da sua personalidade, principalmente por esse movimento de dúvida constante, comparação e dificuldade de sustentar uma escolha mesmo quando ela faz sentido racionalmente. É importante também considerar que toda escolha envolve abrir mão de outras possibilidades, e isso pode gerar a sensação de perda ou de estar ficando para trás, mas isso faz parte de qualquer caminho que você decidir seguir. Inclusive, não escolher também é uma escolha, e muitas vezes é a que mais mantém você preso nesse ciclo. Talvez o foco agora não seja eliminar completamente a dúvida, mas aprender a seguir mesmo com ela presente, sustentando uma decisão que faz sentido para você hoje, e se aproximando cada vez mais de um caminho que te represente, ao invés de buscar uma certeza absoluta que dificilmente vai existir. Nesse processo, o acompanhamento psicológico pode te ajudar a entender melhor como essa ansiedade funciona em você e a construir mais segurança para lidar com essas oscilações sem que elas te paralisem.
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Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza tod
Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza todos os dias. Os senhores profissionais pela psicológia acham quem a pornografia que pode estar causando isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Só com essa informação não é possível afirmar que a pornografia seja a causa direta desse vazio e dessa tristeza, mas é algo que pode ser investigado com mais cuidado. É importante olhar para o que existe para além do consumo em si, como quando isso começou, com que frequência acontece ao longo do tempo, como você se sente antes, durante e depois de assistir, e como é a sua rotina, seus pensamentos e suas emoções nos momentos em que não está consumindo esse tipo de conteúdo. Às vezes o comportamento pode estar mais ligado a uma forma de lidar com sentimentos difíceis do que sendo a causa principal deles, e entender esse contexto pode ajudar melhor no que está acontecendo. O acompanhamento psicológico pode ser um espaço importante para explorar essas questões com mais profundidade e encontrar outras formas de lidar com o que você tem sentido.
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Respiração lenta e profunda por vários minutos induz a sensação de querer dormir?
Respiração lenta e profunda por vários minutos induz a sensação de querer dormir?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ajudar. A respiração lenta e profunda é uma técnica de relaxamento que ativa o sistema nervoso parassimpático, responsável por acalmar o corpo. Ao diminuir o ritmo da respiração, o corpo tende a reduzir a frequência cardíaca, aliviar a tensão e entrar em um estado mais tranquilo, o que pode favorecer a sensação de sonolência e ajudar no início do sono, especialmente quando a pessoa está ansiosa ou agitada.
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Ultimamente to sentindo muita sensação de incapacidade sinto que nunca vou ser capaz ou suficiente p
Ultimamente to sentindo muita sensação de incapacidade sinto que nunca vou ser capaz ou suficiente pra nada na vida, e isso me gera crises de ansiedade, nunca fiz nada comigo , mais meus pensamentos são muito intenso quando penso essas coisas, querendo ser outras pessoas pra não ter que sofrer com nada na vida, crises de choro desespero tudo de ruim, e uma sensação que isso nunca vai parar ou mudar me sinto angustiada ansiosa por tudo todos os dias é uma luta mental, tenho ansiedade generalizada e acho que posso tá tendo depressao associado a ansiedade muito forte para eu ter esses pensamentos ruins o que isso poderia ser ? (Tomo medicação também antidepressivo e ansiolítico já faz 1)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seria irresponsável afirmar exatamente o que pode estar acontecendo apenas a partir desse relato, porque um diagnóstico ou compreensão mais precisa depende de uma avaliação cuidadosa feita por profissionais que acompanham você. Pelo que você descreve, esses pensamentos intensos de incapacidade, as crises de ansiedade e o sofrimento emocional mostram o quanto esse momento tem sido difícil para você. Como você já faz uso de medicação, é muito importante que o tratamento não fique restrito apenas a ela, e que exista também um acompanhamento psicológico. A combinação entre medicação e psicoterapia costuma ser muito importante nesses casos, porque enquanto a medicação ajuda na regulação dos sintomas, a terapia oferece um espaço para falar sobre o que você sente, compreender esses pensamentos e desenvolver formas de lidar com eles. Se você já tem profissionais acompanhando seu tratamento, se faz importante compartilhar com eles sobre essa percepção que você descreveu aqui, de como tem se sentido e da intensidade desses pensamentos, para que o cuidado possa ser ajustado da melhor forma possível.
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Minha casa caio em uma tempestade muito forte...não aconteceu nada comigo mas eu tinha 10 anos de id
Minha casa caio em uma tempestade muito forte...não aconteceu nada comigo mas eu tinha 10 anos de idade
Minha mãe teve as pernas quebrada por esse motivo tenho medo de tempestade quando estou sozinha pior ainda quando o céu começa escurecer fico já com muito medo e começa dar vontade de ir ao banheiro fazer o número 2 e faço. Tem alguma explicação? Devo buscar um profissional? Qual?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, é possível que essa reação esteja relacionada ao episódio marcante que você viveu na infância. Passar por uma situação em que sua casa caiu durante uma tempestade e ver sua mãe se machucar gravemente pode ter sido uma experiência traumática para uma criança de 10 anos. Quando algo assim acontece, o corpo e a mente podem passar a associar situações parecidas, como o céu escurecendo ou o início de uma tempestade, a uma ameaça. Mesmo que hoje você esteja segura, o corpo pode reagir como se estivesse novamente em perigo. Essas reações físicas, como medo intenso, ansiedade e até vontade urgente de ir ao banheiro, podem acontecer porque o organismo entra em estado de alerta, como uma forma de defesa diante do que ele reconhece como risco. Nesse caso, buscar acompanhamento psicológico pode ser muito importante, porque a terapia pode ajudar você a elaborar essa experiência que ficou marcada, compreender melhor essas reações e, aos poucos, reduzir o medo e a intensidade das respostas do corpo quando surgem situações parecidas com aquela que você viveu.
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Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu
Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu namorado porque fui elogiada por outra pessoa; como isso nunca tinha acontecido antes, ouvir aquelas palavras foi maravilhoso para mim. Comecei a me relacionar com essa pessoa, mas logo percebi que tudo aconteceu porque busco incessantemente a aprovação alheia.
Meu namorado me elogia e sempre faz minhas vontades, mas parece que nada é suficiente para suprir o que carrego desde a infância. Sofri muito com críticas da família e de outras pessoas sobre o meu corpo. Agora, além desse trauma, enfrento outra crise: meu namorado descobriu a traição e me perdoou, mas sinto que o amor acabou e eu não consigo parar de pensar na outra pessoa.
Apesar disso, não consigo terminar por medo de ficar sozinha, já que sinto uma necessidade de 'atenção total'. Além disso, tenho medo de terminar meu curso e ficar ociosa, pois quando não estou ocupada, começo a ter pensamentos ruins. Para completar, sinto dificuldade em conseguir um emprego por ser excessivamente tímida. É um mix de emoções e não tenho ideia do que fazer para melhorar tudo isso..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Percebo, pelo que você compartilhou, que existem muitas questões importantes atravessando esse momento da sua vida, desde experiências da infância, a forma como você percebe a si mesma, até as dificuldades que tem enfrentado nos relacionamentos e na sua vida atual. Tudo isso pode gerar muita confusão emocional mesmo. A psicoterapia pode ser um espaço seguro para olhar com mais cuidado para essas experiências, compreender como elas têm te afetado e, aos poucos, encontrar formas mais saudáveis de lidar com esses sentimentos e situações.
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda de alguém tão importante, ainda mais de forma repentina, costuma provocar reações profundas e muito dolorosas, e sentimentos como tristeza intensa, saudade, culpa, vazio e dificuldade de retomar a rotina podem fazer parte do processo de luto. Cada pessoa vive esse processo de uma maneira e em um tempo diferente, e não existe um prazo exato para que a dor diminua. Ainda assim, quando o sofrimento permanece muito intenso, como você descreve, com choro frequente, cansaço emocional, perda de interesse pelas coisas que antes gostava e dificuldade de seguir com a rotina, pode ser muito importante buscar um acompanhamento psicológico. A terapia pode oferecer um espaço seguro para você falar sobre a sua mãe, sobre a falta que ela faz, sobre a culpa que aparece e sobre tudo o que essa perda tem mobilizado em você, ajudando aos poucos a elaborar esse luto e a encontrar, no seu tempo e no seu ritmo, maneiras de retomar atividades que antes lhe faziam bem ou até descobrir novos interesses, além de aprender como é continuar vivendo e realizando as tarefas da vida mesmo diante da ausência dela.
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Olá! Estou passando por dias difíceis. Estou trabalhando com atendimento ao público para ser preci
Olá!
Estou passando por dias difíceis.
Estou trabalhando com atendimento ao público para ser precisa como operadora de caixa. Não tenho diagnóstico, mas tudo me faz pensar que tenho ansiedade social não sei se chega a ser um transtorno. Na minha infância e adolescência sofri bastante bullying relacionado a minha aparência hoje estou melhor com isso a minha aparência me agrada mais, mais sofro as consequências sou insegura e me cobro demais. Me julgo ser estranha, mas não apenas eu me chamam de medida, séria quieta e até acham que estou com raiva, mas sou uma pessoa com um bom coração e essas vem de clientes e isso me faz desanimar sempre que sinto uma melhora esse comentário vem e não tenho controle para lidar com isso me faz querer parar parece que meu jeito de ser é está no mundo incomoda as pessoas e elas fazem questão de falar isso o que só piora a ansiedade e eu sei que posso sim está sendo estranha, mais só estou ansiosa. Eu sou uma boa pessoa, não sou metida e nem desinteressada não sei por se incomodam tanto comigo. Quero aprender a me acolhe, me aceitar de tal forma que esses comentários, mas é difícil quanto estou tentando me curar e só reforçam esse medo. Existe solução para isso ou sempre o meu jeito de ser vai incomoda é difícil conseguir melhorar assim e ainda tem os sintomas a mão tremendo e fico desajeitada. O caminho da cura é me aceitar como lidar com esse tratamento das pessoas. Isso me faz querer desistir do emprego.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo toca em feridas antigas da sua história, como o bullying e a insegurança, mas é importante perceber que são comentários de pessoas que não te conhecem, baseados apenas em uma primeira impressão rápida, que estão ganhando um peso enorme dentro de você, quase como se fossem uma verdade absoluta sobre quem você é. Clientes convivem com você por poucos minutos, em um contexto de trabalho, enquanto você está concentrada e possivelmente ansiosa, e isso não define a sua identidade. Quando alguém diz que você parece séria, metida ou quieta, isso pode falar mais sobre a expectativa daquela pessoa do que sobre você, mas como já existe uma dor ligada à rejeição, esses comentários ativam sua ansiedade e reforçam pensamentos de que há algo errado com você ou de que você incomoda as pessoas. Perceba como a opinião do outro acaba se tornando central a ponto de gerar tremor nas mãos, tensão e vontade de desistir do emprego. Talvez o caminho não seja mudar quem você é, mas entender por que a validação externa tem tanto peso na sua autoestima, e a terapia pode ajudar muito nesse processo, tanto para trabalhar a ansiedade social quanto para fortalecer sua segurança e aprender a diferenciar opinião de verdade, desenvolvendo recursos para lidar com esses comentários sem que eles te desestruturem. Existe possibilidade de melhora, mas ela passa por autoconhecimento e por construir uma base mais sólida sobre quem você é, independentemente das impressões momentâneas das pessoas.
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Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao tra
Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao trabalho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com a sensação de fracasso profissional quando a sua identidade está muito ligada ao trabalho é realmente difícil, porque parece que não é só o desempenho que está em jogo, mas quem você é. Quando o trabalho ocupa a maior parte do tempo, da energia e do reconhecimento, é natural que qualquer frustração nele atinja diretamente a autoestima. Mas talvez o caminho comece justamente por tentar se enxergar para além da função que exerce. Quem você é quando não está trabalhando? Do que você gosta? Quais valores, relações, interesses e características suas existem independentemente da sua produtividade? O trabalho é uma parte importante da vida, mas não é a totalidade dela. Pode haver outras formas de realização, sucesso e sentido fora do âmbito profissional, e fortalecer essas áreas ajuda a equilibrar a forma como você se percebe. Isso não significa desistir da vida profissional, mas ampliar sua identidade para que ela não fique inteira apoiada em um único pilar. Esse movimento pode inclusive trazer mais estabilidade emocional para continuar buscando o que você considera sucesso, sem que cada obstáculo se transforme em uma ameaça à sua própria identidade.
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Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sent
Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sentir isso ou preciso de tratamento urgente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Está permitido você se sentir assim. Amar os filhos não anula o cansaço, a sobrecarga e até momentos de arrependimento em relação à rotina da maternidade. A maternidade é exigente, contínua e muitas vezes solitária, e esses sentimentos podem ser um reflexo do que você está vivendo hoje, do nível de apoio que tem, do acúmulo de responsabilidades e de como essa dinâmica tem impactado você como mulher para além do papel de mãe. Isso, por si só, não significa que exista algo errado com você nem que precise de um tratamento urgente como se fosse necessariamente um transtorno. Porém, o acompanhamento psicológico pode ser muito importante como um espaço seguro para você falar sobre esses sentimentos sem culpa, entender de onde vêm, reorganizar expectativas e pensar em formas de tornar essa experiência mais leve e possível para você.
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Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante considerar que a adolescência, por si só, já é uma fase de muitas mudanças, é um período em que a pessoa está se descobrindo no mundo, tentando entender quem é, buscando pertencimento a algum grupo e construindo sua identidade, e isso naturalmente se reflete na forma de se vestir, de falar, de se posicionar e até na maneira como se relaciona com a família, além de oscilações de humor, momentos em que está mais próxima e outros em que pode estar mais irritada ou distante. Ao mesmo tempo, não podemos deixar de considerar tudo o que ela já viveu, perder a mãe e o padrasto em tão pouco tempo, ainda tão nova, é algo muito marcante, e o luto pode se manifestar de diferentes formas ao longo dos anos, inclusive com mudanças de comportamento mais intensas conforme ela cresce e passa a compreender essa perda de outra maneira. Diante desse contexto, o acompanhamento psicológico pode sim ser muito benéfico, não necessariamente porque haja algo errado, mas porque pode oferecer a ela um espaço seguro para elaborar o luto, as mudanças da adolescência e os conflitos internos que talvez ela não consiga expressar em casa, e manter um diálogo aberto, evitando críticas excessivas e buscando compreender o que está por trás dos comportamentos, também pode ajudar bastante no fortalecimento do vínculo.
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Eu fiz hoje o exame psicológico para a primeira habilitação e fui "aprovado" mas tenho que voltar em
Eu fiz hoje o exame psicológico para a primeira habilitação e fui "aprovado" mas tenho que voltar em um ano pra refazer o teste, a psicologa que aplicou o teste disse que ficou *bem preocupada* com o meu teste palográfico, que eu tenho uma personalidadee fechada mas que eu gosto de me impor. Eu realmente sou muito fechado, mas não entendi a segunda parte, do jeito que ela falou ficou parecendo que eu tenho algum problema de personalidade. Eu deveria solicitar a entrevista devolutiva pra receber uma explicação detalhada, ou, é só paranóia minha mesmo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se essa dúvida continua te incomodando, não é exagero e nem paranóia querer entender melhor o que foi dito. Quando uma devolutiva fica vaga ou gera insegurança, é válido buscar esclarecimento. Você pode, sim, solicitar uma conversa com a psicóloga que aplicou e avaliou o teste para pedir explicações mais detalhadas sobre o resultado, sobre o que ela quis dizer com “personalidade fechada” e “gosta de se impor”. Às vezes são apenas características de traço, não necessariamente algo patológico, mas a forma como é comunicado pode gerar interpretações diferentes.
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Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista
Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista. Ele disse que sofro de hipervigilância e que devo tratar isso com psicoterapia. Não entendi ainda o que é essa hipervigilância e como a psicoterapia pode me auxiliar nisso. Poderiam me ajudar, por favor? Agradecido.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A hipervigilância é um estado em que o corpo e a mente ficam em alerta constante, como se estivessem sempre procurando sinais de ameaça ou perigo, e no caso da TPPP isso pode significar uma atenção excessiva às sensações do próprio corpo, principalmente às relacionadas ao equilíbrio e à tontura, o que acaba mantendo ou até intensificando o sintoma, porque quanto mais você observa e teme a sensação, mais ela se reforça, criando um ciclo difícil de interromper. A psicoterapia pode ajudar justamente nesse ponto, pois é um espaço para você falar sobre como se sente, sobre o medo das crises, sobre o impacto disso na sua rotina e na sua qualidade de vida, e ao compreender melhor seus pensamentos, emoções e reações físicas, é possível reduzir esse estado constante de alerta, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade associada e diminuir o ciclo que mantém a hipervigilância ativa, promovendo mais segurança emocional e uma melhor qualidade de vida.
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Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?
Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante entender que nem toda fase ruim é abusiva, mas uma fase ruim pode, sim, se caracterizar como abusiva quando envolve desrespeito constante, medo, controle ou violência. Um relacionamento abusivo não se define apenas por agressão física, ele pode envolver falas e comportamentos que diminuem, humilham, manipulam, controlam ou fazem você duvidar da própria percepção. Comentários que atacam sua autoestima, tentativas de isolar você de amigos e familiares, ciúmes excessivos com controle de redes sociais ou rotina, chantagem emocional, explosões frequentes de raiva, ameaças, desvalorização constante e inversão de culpa são alguns sinais importantes. Em uma fase ruim saudável, pode haver conflitos, estresse e distanciamento, mas ainda existe respeito, diálogo e responsabilidade pelos próprios atos. A pergunta central pode ser: você se sente segura, respeitada e livre para ser quem é nessa relação, ou sente medo, culpa constante e necessidade de se moldar para evitar conflitos? Se houver sofrimento frequente, sensação de estar pisando em ovos ou perda de autonomia, é importante olhar com atenção e, se possível, buscar apoio psicológico para avaliar a situação com mais clareza.
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…