Perguntas do paciente (640)
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Boa Noite como trato minha ansiedade não consigo mais dormir me sinto muito mal com isso me ajuda
Boa Noite, como trato minha ansiedade? não consigo mais dormir, me sinto muito mal com isso, me ajuda
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja tudo bem.
Sinto muito que você esteja passando por isso. Quando a ansiedade começa a afetar o sono, é comum que o sofrimento aumente ainda mais, pois o cansaço pode dificultar a concentração, a regulação emocional e o enfrentamento das demandas do dia a dia.
Embora existam estratégias que podem ajudar a reduzir a ansiedade, como manter uma rotina de sono regular, reduzir o uso de telas antes de dormir, praticar exercícios físicos quando possível e utilizar técnicas de respiração ou relaxamento, é importante compreender que essas medidas nem sempre são suficientes quando a ansiedade está muito intensa.
Algo que costuma acontecer é que, quanto mais tentamos forçar o sono ou lutar contra a ansiedade, mais atentos ficamos aos sinais do corpo e aos pensamentos preocupantes, o que pode acabar mantendo o estado de alerta. Por isso, além de buscar formas de relaxamento, pode ser importante compreender quais fatores estão contribuindo para essa ansiedade e como você tem lidado com ela.
Como você relata que não está conseguindo dormir e está se sentindo muito mal, acredito que uma avaliação com um psicólogo seja um passo importante. Dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação médica também pode ser indicada para auxiliar no cuidado.
Você não precisa enfrentar isso sozinho(a). A ansiedade tem tratamento, e buscar ajuda profissional pode ser um caminho importante para recuperar sua qualidade de vida e seu sono.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá, gostaria de tentar entender pq toda vez que tento me tocar (masturbar) tenho crises de choro mu
Olá, gostaria de tentar entender pq toda vez que tento me tocar (masturbar) tenho crises de choro muito fortes, ao ponto de ficar com falta de ar e até chegar a ficar com as mãos enrijecidas. Fico com uma sensação pesada no coração e não consigo controlar essa tristeza que bate simplesmente do nada, e por mais que eu tente me acalmar isso dura bastante tempo. Normalmente sou uma pessoa que não consegue ter interesse por nenhum dos sexos e meio que tenho medo de tá muito próximo de alguém ou que alguém me toque. Posso até achar uma pessoa bonita mas nada ao ponto de querer namorar ou tocar aquela pessoa. Tenho nojo/agonia de tocar em outra pessoa, de tá muito próximo ao ponto de sentir o cheiro de alguém, não consigo comer ou beber em algo que alguém já tocou ou usou pq tenho muito nojo de tudo que envolve outra pessoa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Obrigado por compartilhar algo tão delicado. Pelo seu relato, parece que essa experiência tem sido fonte de bastante sofrimento, e acredito que merece ser acolhida com cuidado, sem julgamentos.
O que mais chamou minha atenção foi que a masturbação parece desencadear uma reação emocional muito intensa, com crises de choro, sensação de peso no peito, falta de ar e dificuldade para se acalmar. Isso sugere que esse momento pode estar ativando emoções ou significados muito profundos para você, e não apenas uma questão relacionada ao desejo sexual.
Além disso, você relata não sentir interesse em manter relacionamentos afetivos ou sexuais, sentir desconforto intenso com a proximidade física e experimentar nojo ou agonia diante do contato com outras pessoas e até de objetos que elas utilizaram. Esses aspectos merecem uma investigação mais ampla, pois podem estar relacionados a diferentes fatores psicológicos, e não é possível determinar a causa apenas por uma mensagem.
É importante dizer também que não sentir atração sexual ou romântica pode fazer parte da diversidade da experiência humana. Algumas pessoas se identificam como assexuais e vivem essa condição sem sofrimento. No entanto, no seu caso, o sofrimento parece estar menos relacionado à orientação ou à ausência de interesse e mais à intensidade das reações emocionais e ao desconforto que você descreve diante da intimidade e do contato interpessoal.
Essas experiências podem estar associadas a diferentes processos psicológicos, como vivências traumáticas, sentimentos de culpa, ansiedade, padrões relacionados ao medo de contato ou até outras condições que precisam ser avaliadas cuidadosamente. Por isso, não seria adequado chegar a uma conclusão ou atribuir um diagnóstico apenas com base no seu relato.
Acredito que a psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender a origem dessas reações, explorar a história por trás delas e ajudá-lo(a) a construir uma relação mais tranquila consigo mesmo(a), respeitando sua forma de vivenciar a sexualidade e os relacionamentos.
Você não precisa enfrentar essas dúvidas sozinho(a), e o fato de estar buscando entender o que acontece já é um passo importante.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Eu tenho uma filha de 15 anos, ela é muito estressada, não pode falar nada que já responde com um to
Eu tenho uma filha de 15 anos, ela é muito estressada, não pode falar nada que já responde com um tom de voz muito alta ,pode ser na presença de qualquer pessoa, qual profissional devo procurar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A adolescência é um período marcado por muitas mudanças emocionais, sociais e biológicas, e é comum que alguns jovens apresentem maior irritabilidade, impulsividade ou dificuldade para lidar com frustrações. No entanto, quando essas reações são frequentes, intensas ou estão causando prejuízos nos relacionamentos familiares, escolares ou sociais, vale a pena buscar uma avaliação profissional.
Nesse caso, um psicólogo pode ser um bom ponto de partida. A avaliação permitirá compreender melhor o contexto em que esses comportamentos acontecem, os fatores que podem estar contribuindo para eles e quais estratégias podem ajudar a adolescente e a família a lidar com a situação de forma mais saudável.
Também é importante observar se existem outras mudanças associadas, como alterações de humor, sono, rendimento escolar, isolamento social ou dificuldades emocionais. Dependendo da avaliação, pode ser indicado o acompanhamento de outros profissionais, como um psiquiatra infantil e juvenil.
Além de buscar ajuda para sua filha, pode ser muito útil que a família participe desse processo. Muitas vezes, compreender os padrões de interação dentro de casa ajuda a construir formas mais eficazes de comunicação e manejo dos conflitos.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.
tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, procurar um psicólogo pode ser uma boa opção, especialmente se a timidez e a ansiedade estiverem causando sofrimento ou dificultando áreas importantes da sua vida, como relacionamentos, estudos, trabalho ou situações sociais do dia a dia.
É importante lembrar que a timidez, por si só, não é um problema. Muitas pessoas são naturalmente mais reservadas e conseguem viver bem dessa forma. No entanto, quando o medo de ser avaliado, criticado ou rejeitado começa a limitar escolhas importantes ou gerar sofrimento intenso, vale a pena buscar ajuda para compreender melhor o que está acontecendo.
A psicoterapia pode auxiliar na identificação dos fatores que mantêm a ansiedade, no desenvolvimento de habilidades para lidar com situações sociais e na construção de uma relação mais flexível com pensamentos e emoções difíceis.
Você não precisa esperar que os sintomas se tornem muito graves para procurar ajuda. Muitas pessoas iniciam a terapia justamente porque desejam entender melhor a si mesmas e desenvolver mais confiança para lidar com os desafios da vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Estou me sentindo muito mal ultimamente, não como, não tenho vontade de sair de casa, fico somente t
Estou me sentindo muito mal ultimamente, não como, não tenho vontade de sair de casa, fico somente trancada no meu quarto... Perdi a vontade de tudo. Isso já vem acontecendo a um tempo, a uns 3 anos atrás onde ainda estava em um relacionamento tóxico. Emagreci mais de 10 quilos e hoje sofro com isso, baixa autoestima, dificuldade em engordar novamente, eu até ganho uns quilinhos mas perco eles num piscar de olhos. Isso tem me afetado tanto, já procurei uma nutricionista e nada. Eu só choro, não consigo comer, não sinto fome, me sinto péssima por não me alimentar bem e estar emagrecendo cada vez mais. Me sinto insegura, insuficiente, acho que todos são melhores que eu em absolutamente tudo, me comparo sempre com outras pessoas, acredito que tenho o transtorno de ansiedade, já tive muitas crises durante o antigo relacionamento, eu só queria voltar a viver bem, não aguento mais sofrer, me sinto mal todos os dias ao ponto de pensar que seria melhor não existir ....
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por tudo isso. Pelo que você descreve, esse sofrimento vem se prolongando há bastante tempo e tem afetado diversas áreas da sua vida, como a alimentação, o peso, a autoestima, o isolamento e a forma como você enxerga a si mesma.
Chamou minha atenção o fato de você relatar perda de vontade de fazer as coisas, dificuldade para sair de casa, falta de apetite, emagrecimento importante, sensação constante de inferioridade, comparações frequentes com outras pessoas e pensamentos de que seria melhor não existir. Esse conjunto de sintomas merece uma avaliação profissional o quanto antes.
Embora não seja possível estabelecer um diagnóstico apenas por uma mensagem, os sintomas que você descreve podem estar presentes em quadros como depressão e transtornos de ansiedade. Além disso, a experiência de um relacionamento tóxico pode deixar marcas emocionais importantes, que muitas vezes continuam influenciando a forma como a pessoa se sente e se percebe mesmo após o término.
Também é importante destacar que a dificuldade para se alimentar e recuperar o peso pode estar relacionada ao sofrimento psicológico. Quando alguém vive um estado prolongado de ansiedade ou depressão, é comum haver perda de apetite e alterações no peso. Isso não significa que a questão seja "falta de força de vontade", mas sim que seu organismo pode estar respondendo ao sofrimento emocional.
Você comenta que procurou uma nutricionista, o que foi uma iniciativa importante. No entanto, considerando o impacto emocional que você relata, acredito que neste momento seria fundamental também buscar acompanhamento com um psicólogo e um psiquiatra. Muitas vezes, o tratamento conjunto oferece melhores resultados do que tentar cuidar apenas da alimentação.
Gostaria de dar uma atenção especial ao trecho em que você diz que pensa que seria melhor não existir. Quando esse tipo de pensamento aparece, ele indica que a dor emocional está muito intensa e merece ser acolhida com urgência. Se esses pensamentos estiverem ficando mais frequentes, mais fortes ou se você sentir que corre risco de agir contra si mesma, procure ajuda imediatamente. Converse com alguém de sua confiança e procure um serviço de urgência ou emergência em saúde mental. No Brasil, você também pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo telefone 188, que oferece apoio emocional 24 horas por dia.
Mesmo que hoje pareça difícil acreditar, o que você está vivendo tem tratamento. Muitas pessoas que passaram por situações semelhantes conseguiram recuperar o prazer pela vida, a autoestima e a qualidade de vida com o acompanhamento adequado.
Você não precisa enfrentar tudo isso sozinha.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Ultimante so tenho vontade de sumir ir para algun lugar onde não tenha ninguém. Nao me sinto bem per
Ultimante so tenho vontade de sumir ir para algun lugar onde não tenha ninguém. Nao me sinto bem perto de pessoas, sinto que não me encaixo em lugar nenhum. Por isso tenho mania de inventar historis na minha cabeça onde fico horas imaginando uma vida ipotetica. Acho que to ficando louco.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Obrigado por compartilhar como você tem se sentido.
Pelo que você descreve, parece que você tem vivido uma sensação persistente de não pertencimento, um desejo de se afastar das pessoas e de estar sozinho. Além disso, você relata passar horas imaginando histórias e uma vida hipotética, como uma forma de escapar da realidade ou encontrar um lugar onde se sinta melhor. Isso pode acontecer quando o sofrimento emocional se torna intenso e a imaginação passa a funcionar como uma forma de aliviar, ainda que temporariamente, esse desconforto.
Também gostaria de tranquilizá-lo em relação a uma preocupação sua: o fato de imaginar histórias por longos períodos não significa, por si só, que você esteja "ficando louco". Muitas pessoas recorrem à fantasia como uma forma de lidar com sentimentos difíceis, solidão ou frustração. No entanto, quando isso passa a ocupar grande parte do tempo ou a substituir a vida cotidiana e os relacionamentos, vale a pena investigar o que está por trás dessa necessidade de se desligar da realidade.
Além disso, o desejo de "sumir", o isolamento, a sensação de não se encaixar em lugar nenhum e o sofrimento que você relata podem estar presentes em diferentes condições psicológicas, como quadros de ansiedade, depressão ou outras dificuldades emocionais. Por isso, é importante que você seja avaliado por um psicólogo, que poderá compreender sua história de forma mais ampla e ajudá-lo a entender o que está acontecendo.
Gostaria de chamar atenção para um ponto do seu relato: quando você diz que tem vontade de "sumir", isso pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Se essa vontade representa apenas o desejo de se afastar de tudo por um tempo, ainda assim é um sinal de que você está sobrecarregado emocionalmente. Mas, se em algum momento ela passar a incluir pensamentos de machucar a si mesmo ou de que a vida não vale a pena, procure ajuda imediatamente e converse com alguém de confiança ou procure um serviço de urgência. Você não precisa enfrentar isso sozinho.
Mesmo que hoje pareça que você não pertence a lugar nenhum, esse sentimento não define quem você é nem precisa ser permanente. Com apoio adequado, é possível compreender essas experiências e encontrar novas formas de lidar com elas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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UM TERAPEUTA PODE TRATAR DEPRESSÃO E / OU ESSES OUTROS TRANSTORNOS COMO ANSIEDADE , E AJUDAR UMA PES
Um terapeuta pode tratar depressão e ou esses outros transtornos como ansiedade, e ajudar uma pessoa que pode ter algum bloqueio por trauma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim. O psicólogo é um dos profissionais mais indicados para o tratamento de condições como depressão, transtornos de ansiedade e dificuldades emocionais relacionadas a experiências traumáticas.
A psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores que contribuem para o sofrimento, desenvolver estratégias para lidar com emoções difíceis, modificar padrões que mantêm o problema e retomar atividades importantes que foram sendo abandonadas ao longo do tempo.
Quando existem experiências traumáticas envolvidas, o trabalho terapêutico também pode auxiliar a pessoa a processar essas vivências de forma mais saudável, reduzindo o impacto que elas exercem sobre sua vida atual. Muitas vezes, aquilo que é percebido como um "bloqueio" está relacionado a tentativas de proteção desenvolvidas ao longo da história da pessoa e que hoje podem estar gerando sofrimento ou limitações.
Dependendo da intensidade dos sintomas, o acompanhamento psicológico pode ocorrer em conjunto com o acompanhamento psiquiátrico, quando necessário.
Portanto, sim, a terapia pode ser uma ferramenta importante tanto para o tratamento da depressão e da ansiedade quanto para questões relacionadas a traumas e dificuldades emocionais associadas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como posso me acalmar durante uma situações em público? Quando vou ler algo, sinto falta de ar, uma
Como posso me acalmar durante uma situaçao em público? Quando vou ler algo, sinto falta de ar, uma tremedeira e sensação de que o coração vai sair pela boca, há jeitos de se acalmar antes dessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve é uma experiência bastante comum em pessoas que sentem ansiedade em situações de exposição, como falar em público ou ler diante de outras pessoas. Sintomas como falta de ar, tremores, coração acelerado e a sensação de que "vai dar tudo errado" fazem parte da resposta de ansiedade e, embora sejam muito desconfortáveis, não significam que você esteja em perigo.
Muitas pessoas tentam eliminar completamente a ansiedade antes de falar, mas isso nem sempre é possível. Em alguns casos, quanto mais a pessoa luta para não sentir ansiedade, mais intensa ela se torna. Por isso, além de técnicas de regulação fisiológica, também é importante aprender a mudar a forma de se relacionar com essas sensações.
Algumas estratégias que podem ajudar são:
Antes da apresentação, procure fazer uma respiração lenta e confortável, sem forçar inspirações muito profundas. Isso pode ajudar a reduzir a sensação de falta de ar.
Lembre-se de que sentir o coração acelerado ou as mãos trêmulas não significa que você fará uma apresentação ruim. Muitas pessoas apresentam esses sintomas e conseguem desempenhar bem a tarefa.
Evite exigir de si mesmo que esteja completamente calmo para começar. Muitas vezes, a ansiedade diminui depois que a atividade já foi iniciada.
Sempre que possível, pratique essas situações gradualmente. Ler primeiro para uma pessoa de confiança, depois para pequenos grupos e, aos poucos, aumentar o nível de exposição costuma ser mais eficaz do que evitar completamente essas experiências.
Se esse medo tem sido frequente, faz você evitar apresentações ou está interferindo nos estudos, no trabalho ou na sua vida social, vale a pena procurar um psicólogo. A psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores que mantêm essa ansiedade e desenvolver estratégias para enfrentá-la de forma gradual e consistente.
Você não precisa esperar deixar de sentir ansiedade para conseguir falar em público. Muitas vezes, o objetivo do tratamento é justamente aprender que é possível seguir em frente mesmo quando ela aparece.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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O que eu faço com um filho com depressão e que não quer tratamento? E que tem medo de comer ou bebe
O que eu faço com um filho com depressão e que não quer tratamento?
E que tem medo de comer ou beber tudo que faço?
Não sei mais o que fazer me ajudem por favorRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja vivendo essa situação. Imagino o quanto deve ser difícil ver um filho sofrendo e sentir que, apesar da sua vontade de ajudar, ele não aceita tratamento.
Pelo que você descreve, ele apresenta um quadro de depressão e, além disso, passou a ter medo de comer ou beber o que você prepara. Esse comportamento merece atenção, pois pode estar relacionado a pensamentos de desconfiança, medo intenso ou outras alterações que precisam ser avaliadas por um profissional.
Quando uma pessoa está com depressão, é relativamente comum que ela não reconheça a necessidade de tratamento ou acredite que nada poderá ajudá-la. Isso não significa que você deva desistir de oferecer apoio, mas também é importante compreender que você não conseguirá resolver essa situação sozinha.
Minha orientação é que tente conversar com ele em um momento de calma, demonstrando preocupação e acolhimento, evitando críticas ou confrontos. Em vez de insistir que ele "precisa reagir", pode ser mais útil dizer algo como: "Percebo que você está sofrendo e estou preocupada com você. Gostaria de encontrar uma forma de te ajudar."
Também considero importante envolver outras pessoas de confiança da família, caso isso seja possível. Muitas vezes, o apoio de mais de um familiar facilita a aceitação do tratamento.
Se ele estiver se alimentando muito pouco, perdendo peso, apresentando comportamentos de intensa desconfiança, falando que não quer mais viver ou se houver qualquer risco para a própria segurança, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, mesmo que ele resista. Nessas situações, a prioridade é preservar a saúde e a vida.
Um psiquiatra poderá avaliar o quadro de forma mais completa, e a psicoterapia também costuma ser uma parte importante do tratamento. Mesmo que ele ainda não aceite ajuda, você pode buscar orientação para si. Conversar com um psicólogo pode ajudá-la a entender como lidar com essa situação, proteger sua própria saúde emocional e aprender estratégias para apoiar seu filho da melhor forma possível.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Há profissionais preparados para ajudar tanto quem está sofrendo quanto os familiares que convivem com essa realidade.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166
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Boa noite , estou sendo acompanhado com psiquiatra e psicólogo e tomando medicação, tive crises de a
Boa noite , estou sendo acompanhado com psiquiatra e psicólogo e tomando medicação, tive crises de ansiedade e pânico , depois de alguns dias venho sentindo sensação de irrealidade , como se estivesse num sonho , ambiente estranho e sinto muito medo disso , parece não ter fim , queria saber se isto é normal ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, essa experiência pode acontecer em algumas pessoas que estão passando por períodos de ansiedade intensa ou crises de pânico.
A sensação de que o ambiente está estranho, como se você estivesse em um sonho ou de que as coisas ao redor parecem "menos reais", é frequentemente descrita como desrealização. Algumas pessoas também podem sentir como se estivessem estranhas em relação a si mesmas, o que é chamado de despersonalização. Embora essas experiências sejam muito assustadoras, elas podem ocorrer em quadros de ansiedade e pânico, especialmente após um período de crises intensas.
Um aspecto importante é que, na desrealização, a pessoa reconhece que essa sensação é estranha e percebe que o mundo não mudou de fato, mesmo que a experiência pareça muito convincente. Esse insight ajuda a diferenciar esse fenômeno de outros transtornos em que há perda do contato com a realidade.
Também é comum que o medo da própria sensação faça com que ela pareça durar mais. Muitas pessoas passam a monitorar constantemente se "já voltou ao normal", e essa vigilância acaba mantendo a atenção voltada para o sintoma, aumentando a angústia.
Como você relata que já está em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo, considero importante conversar abertamente com ambos sobre essa sensação. Ela faz parte de informações importantes para o tratamento e pode orientar ajustes na condução terapêutica ou medicamentosa, caso sejam necessários.
Embora a sensação possa parecer interminável, ela não costuma ser permanente. Em muitas pessoas, à medida que a ansiedade é tratada e deixa de ocupar um papel central, a desrealização tende a diminuir gradualmente.
Enquanto isso, tente evitar testar constantemente se o ambiente "voltou ao normal" ou buscar uma certeza absoluta de que a sensação irá desaparecer. Em abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), trabalhamos justamente o desenvolvimento de uma relação diferente com essas experiências internas, permitindo que elas percam força sem que seja necessário lutar continuamente contra elas.
Portanto, sim, esse tipo de sensação pode ocorrer em quadros de ansiedade e pânico, e o fato de você já estar em tratamento é um passo muito importante. Continue compartilhando essas experiências com os profissionais que o acompanham, para que o tratamento possa ser ajustado às suas necessidades.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Bom dia acabei de dar uma crise ansiedade ou nem sei o que e isso sinto muita falta de ar como se fo
Bom dia acabei de dar uma crise ansiedade ou nem sei o que e isso sinto muita falta de ar como se fosse uma pressão muito grande subindo na minha cabeça e sem ar nariz entope e é derretendo dormindo já acordo correndo pra fora no quintal porq não aguento ficar dentro de casa impressão e q viu morrer alguém pode me ajudar pelo amor de Deus
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, essa experiência deve ter sido muito assustadora.
Os sintomas que você relata falta intensa de ar, sensação de pressão subindo para a cabeça, nariz entupido, acordar desesperado e precisar sair para o quintal com a impressão de que vai morrer podem ocorrer durante uma crise de ansiedade ou de pânico, mas não é possível confirmar isso apenas por uma mensagem.
Se essa crise estiver acontecendo pela primeira vez, se os sintomas forem muito intensos, diferentes do habitual ou se você ainda estiver com falta de ar importante, dor forte no peito, desmaio ou qualquer outro sintoma preocupante, procure imediatamente um serviço de urgência para uma avaliação médica. É importante descartar outras causas antes de concluir que se trata apenas de ansiedade.
Caso os médicos confirmem que os sintomas estão relacionados à ansiedade, saiba que eles costumam ser muito intensos e podem dar a sensação de que algo grave está acontecendo, mesmo sem representar um perigo físico imediato. Felizmente, existem tratamentos eficazes.
Como você está demonstrando um sofrimento importante, acredito que seja fundamental procurar acompanhamento com um psicólogo e, se necessário, também com um psiquiatra. A psicoterapia ajuda a compreender o que está desencadeando essas crises e a desenvolver estratégias para lidar com elas, enquanto o psiquiatra pode avaliar a necessidade de medicação, quando indicada.
Enquanto busca atendimento, tente não enfrentar isso sozinho. Se houver alguém de confiança por perto, conte o que está acontecendo e peça para que fique com você até que se sinta mais seguro ou consiga ser avaliado.
Você não precisa conviver com esse sofrimento sem ajuda. Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem reduzir significativamente as crises e recuperar a qualidade de vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Eu tenho sentindo um vazio enorme sem sentimentos não tô conseguindo sentir nada pela minha namorada
Eu tenho sentindo um vazio enorme sem sentimentos não tô conseguindo sentir nada pela minha namorada minha falta de empatia aumentou não consigo ligar pra mais nada meu coração e mente dizem pra mim desistir terminar pq o amor sumiu e não consigo sentir nada por ela mais eu quero ficar com ela,ela é perfeita,tenho lutado contra isso todos os dias e anda me sinto triste diariamente e não consigo sentir nada por ela sinto que tô ficando frio demais, é uma luta constante oq pode ser isso??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, essa situação parece estar causando bastante sofrimento.
Algo que me chamou atenção é que você diz, ao mesmo tempo, que não consegue sentir o que sentia pela sua namorada e que quer continuar com ela porque a considera uma pessoa importante. Essa diferença é relevante. Muitas vezes, quando alguém está sofrendo emocionalmente, a percepção dos próprios sentimentos pode mudar, sem que isso signifique necessariamente que o relacionamento tenha deixado de fazer sentido.
A sensação de vazio, a dificuldade de sentir emoções, a tristeza frequente e a impressão de estar "frio" podem estar presentes em diferentes condições psicológicas, como episódios depressivos, ansiedade intensa, esgotamento emocional ou outros quadros. Por isso, não é possível concluir apenas pelo seu relato que você tenha deixado de amar sua namorada.
Também é comum que, em momentos de sofrimento, a mente apresente pensamentos insistentes como "você deveria terminar" ou "o amor acabou". Esses pensamentos podem parecer muito convincentes, mas nem sempre refletem aquilo que a pessoa realmente deseja ou aquilo que está acontecendo no relacionamento. O fato de você estar lutando contra isso e dizer que quer permanecer com ela sugere que vale a pena compreender melhor o que está por trás dessas experiências antes de tomar uma decisão importante.
Acredito que seria muito importante procurar um psicólogo para uma avaliação. A psicoterapia pode ajudá-lo a entender se essa dificuldade em sentir emoções está relacionada ao momento que você está vivendo, a algum transtorno emocional ou a outros fatores, além de auxiliá-lo a tomar decisões de forma menos influenciada pelo sofrimento atual.
Se essa tristeza vier acompanhada de perda de prazer em outras áreas da vida, alterações importantes no sono, no apetite, na energia ou pensamentos de que a vida não vale a pena, também é recomendável procurar um psiquiatra para uma avaliação.
Você não precisa enfrentar isso sozinho. Muitas pessoas passam por períodos em que sentem um distanciamento das próprias emoções, e compreender a origem desse sofrimento costuma ser o primeiro passo para recuperar o bem-estar.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Meu filho sofre de depressão por achar se feio mas ele é um homem lindo. Como resolver isso '?
Meu filho sofre de depressão por achar se feio mas ele é um homem lindo. Como resolver isso '?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo sua preocupação. Ver um filho sofrer dessa forma pode ser muito doloroso, especialmente quando você o enxerga de maneira tão diferente da forma como ele se vê.
Algo importante é que, quando uma pessoa está deprimida ou com a autoestima muito abalada, o sofrimento geralmente não está apenas na aparência física em si. Muitas vezes, a aparência se torna o foco de sentimentos mais amplos de inadequação, rejeição, vergonha ou falta de valor pessoal. Por isso, dizer que ele é bonito pode ser verdadeiro e importante, mas nem sempre é suficiente para aliviar o sofrimento que ele está vivendo.
Também vale lembrar que a depressão pode influenciar a maneira como a pessoa percebe a si mesma, fazendo com que qualidades, elogios e evidências positivas tenham menos impacto do que críticas ou defeitos percebidos.
Em vez de tentar convencê-lo de que ele é bonito, pode ser útil criar espaços de conversa em que ele se sinta ouvido e compreendido. Tentar entender o que existe por trás dessa percepção de si mesmo costuma ser mais produtivo do que discutir se ela é correta ou não.
Se ele realmente está sofrendo com isso e apresenta sintomas de depressão, como tristeza persistente, isolamento, desânimo, perda de interesse pelas atividades ou alterações importantes no funcionamento diário, é recomendável buscar ajuda profissional. Um psicólogo poderá ajudá-lo a compreender melhor essas experiências e desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo.
Você já está fazendo algo importante ao se preocupar e buscar formas de ajudá-lo. Muitas vezes, acolhimento, escuta e apoio para procurar tratamento fazem uma grande diferença.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Minha dúvida é, geralmente tenho muito medo do tempo, futuro ou morte.. sim, de perceber o tempo pas
Minha dúvida é, geralmente tenho muito medo do tempo, futuro ou morte.. sim, de perceber o tempo passar, de ver ruas, casas e pessoas envelhecerem, medo das pessoas em minha volta falecerem e como cada dia que passa é menos um dia para todos que eu amo e para mim mesmo, por mais que eu saiba que a morte e o tempo são coisas que não conseguimos controlar, e tudo isso se intensificou quando soube que uma pessoa da família está com uma doença muito grave. Resumindo, o medo da morte e do tempo podem significar que estou desenvolvendo ansiedade? algumas vezes sinto tonturas e coceiras em meu corpo sem nenhum motivo aparente também.. Nunca fui em um especialista ser avaliada e meu objetivo aqui é saber como devo proceder nessa situação, se é algo normal ou se devo realmente realizar uma consulta com um especialista.
Obrigada pela atenção de todos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve medo intenso da morte, do tempo passando, preocupação com o futuro e com perdas, além de sintomas físicos como tontura e coceiras pode sim estar relacionado à ansiedade, especialmente quando esses pensamentos começam a se tornar frequentes e a gerar sofrimento.
É importante diferenciar duas coisas:
sentir medo da morte e do tempo faz parte da experiência humana; porém, quando esse medo se torna constante, intrusivo, difícil de controlar e começa a afetar o bem-estar emocional e físico, ele pode estar dentro de um quadro de ansiedade.
No seu caso, há alguns pontos que chamam atenção:
intensificação após uma situação real de ameaça (doença grave na família), o que é um gatilho comum
pensamentos recorrentes e difíceis de desligar
sintomas físicos associados (tontura, sensações no corpo sem causa médica aparente)
sofrimento emocional associado a essas preocupações
Na ansiedade, o corpo pode reagir mesmo sem uma causa física direta identificável, porque o sistema nervoso fica em estado de alerta, o que pode gerar sintomas como tontura, tensão, alterações na respiração e sensações corporais estranhas. Ainda assim, sempre é importante descartar causas médicas quando os sintomas aparecem.
O mais importante aqui é: isso não é “apenas normal” no sentido de ter que ser suportado sozinho. É compreensível dentro do contexto que você viveu, mas já é um sinal de que vale buscar cuidado.
A recomendação mais adequada seria procurar um psicólogo, que poderá te ajudar a compreender melhor esses medos, o impacto da experiência de perda na sua vida emocional e a forma como esses pensamentos têm se organizado. Em alguns casos, uma avaliação com psiquiatra também pode ser útil, dependendo da intensidade dos sintomas.
Você não precisa esperar piorar para procurar ajuda. Pelo contrário: quanto mais cedo esse tipo de sofrimento é cuidado, mais fácil tende a ser de manejar.
Se quiser, posso te explicar formas iniciais de lidar com esse medo do tempo e da morte no dia a dia.
Espero ter ajudado.
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Jogar futebol pode curar a depressão? Ou é necessário tratamento também? E mais uma pergunta, como o
Jogar futebol pode curar a depressão? Ou é necessário tratamento também? E mais uma pergunta, como o pensamento suicida evolui em uma pessoa depressiva? E esse pensamento pode aparecer em qualquer fase da depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A prática de futebol, assim como outros exercícios físicos, pode ser uma excelente aliada no tratamento da depressão, mas geralmente não é suficiente para "curar" a doença quando ela está instalada.
A atividade física possui benefícios bem estabelecidos, como melhora do humor, redução de sintomas de ansiedade, melhora da qualidade do sono, aumento da disposição e maior sensação de bem-estar. Além disso, esportes coletivos como o futebol podem favorecer o convívio social e proporcionar experiências de prazer e realização, que muitas vezes ficam reduzidas durante um episódio depressivo.
No entanto, quando a depressão é moderada ou grave, o tratamento costuma envolver psicoterapia e, em muitos casos, acompanhamento psiquiátrico para avaliar a necessidade de medicação. Essas intervenções podem ser complementares, e não excludentes. Ou seja, jogar futebol pode fazer parte do tratamento, mas não substitui uma avaliação profissional quando os sintomas são persistentes ou intensos.
Em relação aos pensamentos suicidas, eles não surgem da mesma forma em todas as pessoas. Algumas nunca os apresentam, enquanto outras podem desenvolvê-los em diferentes momentos da doença. Eles podem aparecer desde fases iniciais até fases mais avançadas da depressão e variam em intensidade.
Também é importante entender que pensamentos suicidas não significam necessariamente que a pessoa queira morrer. Muitas vezes, eles refletem um desejo intenso de interromper um sofrimento que parece não ter fim. É justamente por isso que devem ser levados a sério e discutidos com um profissional de saúde mental.
Se uma pessoa percebe que esses pensamentos estão surgindo, tornando-se frequentes ou intensos, é fundamental informar o psicólogo ou psiquiatra o quanto antes. Isso permite que o tratamento seja ajustado e que medidas de proteção sejam adotadas quando necessário.
A boa notícia é que a depressão tem tratamento, e, para a maioria das pessoas, os pensamentos suicidas diminuem ou desaparecem à medida que o quadro melhora.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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como controlar o nervosismo antes de falar em publico??
como controlar o nervosismo antes de falar em publico??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sentir nervosismo antes de falar em público é uma experiência muito comum. Em certa medida, esse nervosismo faz parte da resposta natural do organismo diante de uma situação em que nos sentimos avaliados. O problema surge quando ele se torna tão intenso que impede a pessoa de se expressar ou faz com que ela evite esse tipo de situação.
Embora não seja possível eliminar completamente a ansiedade, existem estratégias que costumam ajudar a reduzir seu impacto:
Prepare-se com antecedência. Conhecer bem o conteúdo aumenta a sensação de segurança. Em vez de decorar cada frase, procure compreender as ideias principais e ensaiar a apresentação algumas vezes.
Aceite que algum nervosismo é esperado. Muitas pessoas tentam lutar contra a ansiedade ("não posso ficar nervoso"), mas isso costuma aumentar ainda mais a tensão. Um certo grau de ansiedade não significa que sua apresentação será ruim.
Redirecione o foco da atenção. Em vez de monitorar constantemente seus sintomas ("será que estão percebendo minha voz tremendo?"), procure direcionar sua atenção para a mensagem que deseja transmitir e para o conteúdo da apresentação.
Respire de forma lenta e profunda antes de começar. Isso pode ajudar a reduzir a ativação fisiológica e facilitar o início da fala.
Pratique gradualmente. Sempre que possível, comece falando para pessoas de confiança ou em grupos menores. A repetição dessas experiências tende a aumentar a confiança ao longo do tempo.
Também é importante lembrar que as pessoas costumam perceber muito menos os sinais de nervosismo do que imaginamos. Quem está apresentando geralmente superestima o quanto sua ansiedade é visível para os outros.
Se esse medo é tão intenso que faz você evitar apresentações, compromete seus estudos, trabalho ou outras áreas da vida, vale a pena procurar um psicólogo. A psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores que mantêm esse medo e desenvolver estratégias para enfrentá-lo de forma mais eficaz.
O objetivo não é falar em público sem ansiedade, mas conseguir fazê-lo mesmo na presença dela, sem que o nervosismo determine suas escolhas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?
Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não, sentir crises de pânico todos os dias não é considerado “normal” no sentido de ser algo esperado ou saudável, mas é algo que pode acontecer em quadros de ansiedade mais intensa e que merece atenção e tratamento.
As crises de pânico são episódios de medo ou desconforto muito intensos, geralmente acompanhados de sintomas físicos como falta de ar, coração acelerado, tontura, sensação de desmaio ou de perda de controle. Quando elas passam a ser frequentes, isso costuma indicar que o nível de ansiedade basal da pessoa está elevado e que há um padrão de funcionamento emocional que precisa ser avaliado com cuidado.
Mesmo sendo muito assustadoras, as crises de pânico não costumam representar um perigo físico direto, mas podem causar grande sofrimento e levar a pessoa a evitar situações do dia a dia, o que acaba reforçando o problema.
Quando isso acontece com frequência, é importante buscar ajuda profissional. O acompanhamento com psicólogo é fundamental para entender os padrões que mantêm as crises e desenvolver formas mais seguras de lidar com as sensações. Em muitos casos, a avaliação com psiquiatra também pode ser necessária, especialmente se os sintomas estiverem muito intensos ou incapacitantes.
Você não precisa enfrentar isso sozinho(a). Com tratamento adequado, é possível reduzir bastante a frequência e a intensidade dessas crises.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá. Sempre que entro em algum carro (uber, carona..) eu passo mal. A respiração fica fraca, a boca
Olá. Sempre que entro em algum carro (uber, carona..) eu passo mal. A respiração fica fraca, a boca fica seca, às vezes até sinto sensação de asfixia e membros formigando. Melhora assim que eu desço do carro. Tem chances de ser algo físico ou fisiológico ou é claramente emocional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve passar mal ao entrar em carros, com sensação de falta de ar, boca seca, respiração mais difícil, formigamento e melhora rápida ao descer é muito compatível com uma resposta de ansiedade, especialmente algo próximo de uma crise de pânico situacional ou ansiedade ligada a contextos específicos.
Em situações assim, o corpo pode interpretar o ambiente como “ameaçador”, mesmo sem haver um perigo real. Isso ativa o sistema de alerta do organismo, gerando uma série de reações físicas: alteração na respiração, aumento da tensão muscular, sensação de sufocamento, tontura e formigamentos. Esses sintomas podem ser bastante intensos e assustadores, mas fazem parte da resposta fisiológica da ansiedade.
O fato de melhorar rapidamente quando você sai do carro é um elemento importante, porque costuma indicar que o sintoma está diretamente ligado à situação e não a uma condição física contínua. Em quadros médicos orgânicos, geralmente os sintomas não desaparecem de forma tão rápida apenas com a mudança de ambiente.
Ainda assim, não é possível afirmar com certeza absoluta apenas por esse relato. Sempre que sintomas físicos são frequentes ou intensos, é válido fazer uma avaliação médica básica para descartar causas clínicas e trazer mais segurança.
Se não houver alterações físicas identificadas, a hipótese de ansiedade situacional ganha bastante força, e nesse caso a psicoterapia pode ajudar muito. O tratamento costuma focar em entender o que esse contexto representa para você, como o corpo entra nesse estado de alerta e como reduzir gradualmente essa resposta automática ao entrar em carros.
Esse tipo de reação é mais comum do que parece e tem bom potencial de melhora com tratamento adequado.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá , tenho uma filha de dois anos , mas sinto que nunca me curei da depressão pós parto , estou a c
Olá , tenho uma filha de dois anos , mas sinto que nunca me curei da depressão pós parto , estou a cada dia mais triste e sem motivações , me sinto muito irritada o tempo todo e não sinto prazer em absolutamente nada , não tenho mais paciência com minha filha e sinto que estou começando a rejeita-la , minha vida não tem mais sentido e só ainda não cometi o suicídio por que não tem quem cuide da minha filha caso eu faça isso , mas odeio a minha vida com todas as forças e desejo morrer todos os dias , estou desesperada o que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por tudo isso.
O que mais me chamou atenção na sua mensagem foi quando você diz que deseja morrer todos os dias e que só não cometeu suicídio porque sua filha precisa de você. Esse é um sinal de que o sofrimento chegou a um nível muito intenso e, por isso, considero fundamental que você procure ajuda profissional o quanto antes.
Embora a depressão pós-parto costume surgir nos primeiros meses após o nascimento do bebê, algumas mulheres podem permanecer com sintomas por muito mais tempo quando não há uma recuperação completa. Além disso, também é possível que você esteja vivendo um episódio depressivo que merece avaliação, independentemente do nome do diagnóstico.
A irritabilidade constante, a perda de prazer nas atividades, a falta de sentido na vida e a dificuldade em sentir proximidade com sua filha são sintomas que podem ocorrer em quadros depressivos. É importante dizer que sentir esse afastamento não significa que você seja uma mãe ruim. Muitas vezes, a própria depressão interfere na capacidade de experimentar afeto, prazer e conexão com as pessoas que mais amamos.
Neste momento, minha principal recomendação é que você procure atendimento com um psiquiatra e um psicólogo o mais rapidamente possível. A depressão tem tratamento, e, quando os sintomas chegam à intensidade que você descreve, pode ser necessário combinar psicoterapia e medicação.
Além disso, peço que você não enfrente isso sozinha. Se houver alguém de sua confiança — um familiar, seu companheiro, uma amiga ou outra pessoa próxima — conte como você está se sentindo. Você não precisa carregar esse sofrimento em silêncio.
Como você relata pensamentos frequentes de morte, se em algum momento sentir que pode agir contra si mesma ou perceber que não consegue se manter em segurança, procure imediatamente um serviço de urgência ou peça para alguém levá-la ao hospital mais próximo. Nesses momentos, sua segurança deve ser a prioridade.
Mesmo que hoje seja difícil acreditar, a forma como você está se sentindo pode mudar com o tratamento adequado. Você merece receber ajuda para atravessar esse momento.
Espero sinceramente que você busque esse apoio o quanto antes.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sin
Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sinto sozinho, angustiado e cansado, pode ser depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve tristeza frequente, choro diário, sensação de solidão, angústia e cansaço pode sim estar associado a um quadro depressivo, mas somente uma avaliação profissional pode confirmar um diagnóstico.
Mais importante do que o nome em si é observar que você está vivendo um nível de sofrimento emocional significativo e contínuo. Quando a tristeza deixa de ser algo pontual e passa a estar presente na maior parte do tempo, afetando energia, bem-estar e a forma como você se sente consigo mesmo, isso já é um sinal importante de que algo precisa de cuidado.
Na depressão, além da tristeza, também podem aparecer:
sensação de vazio ou desesperança
perda de interesse nas coisas
cansaço persistente
isolamento social
dificuldade de sentir prazer
alterações no sono e no apetite
Mesmo que nem todos esses sintomas estejam presentes, o que você relata já indica que vale muito a pena buscar ajuda.
O ideal é procurar um psicólogo, que poderá te escutar, entender melhor o que está acontecendo e te acompanhar nesse processo. Em alguns casos, também pode ser importante uma avaliação com psiquiatra, especialmente se os sintomas estiverem mais intensos ou persistentes.
Você não precisa esperar “chegar no limite” para procurar ajuda. O fato de isso estar acontecendo todos os dias já é motivo suficiente para buscar cuidado.
Se quiser, posso te ajudar a entender melhor como é o processo de tratamento e o que esperar da terapia nesse momento.
Espero ter ajudado.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…