Perguntas do paciente (640)
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Não tenho vontade de fazer nada não consigo me alimentar direito e tenho medo de sair de casa sinto
Não tenho vontade de fazer nada não consigo me alimentar direito e tenho medo de sair de casa sinto que alguma coisa ruim vai acontecer, e acabo passando isso para meus filhos por achar que se eles saírem vai acontecer alguma coisa. Demoro a dormir e durmo pouco durante o dia percebi que estou perdendo peso. Vivo de um jeito que parece que nada mas faz sentido já desejei perder a memória e lembrar só dos meus. Se não fossem eles acho que nem aqui estaria mais.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, o seu sofrimento parece ser muito intenso e está afetando diversas áreas da sua vida.
Chamou minha atenção o fato de você relatar perda de vontade de fazer as coisas, dificuldade para se alimentar, perda de peso, medo de sair de casa, insônia, sensação de que nada mais faz sentido e, principalmente, quando diz que, se não fossem seus filhos, acha que nem estaria mais aqui. Esse último ponto merece um cuidado especial.
Embora não seja possível fazer um diagnóstico apenas por uma mensagem, esse conjunto de sintomas pode estar presente em quadros como depressão e transtornos de ansiedade, e eles justificam uma avaliação profissional o quanto antes.
Você não precisa esperar que esses sentimentos "passem sozinhos". Considero importante que procure um psicólogo e também um psiquiatra para uma avaliação. Muitas pessoas que vivem um sofrimento semelhante conseguem melhorar com um tratamento adequado, que pode incluir psicoterapia, medicação ou a combinação de ambos.
Também gostaria de dizer que você não precisa enfrentar isso sozinha. Se esses pensamentos de não querer mais viver estiverem ficando mais frequentes, mais intensos ou você sentir que pode agir de acordo com eles, procure ajuda imediatamente. Conte para alguém de confiança da sua família ou da sua rede de apoio e procure um serviço de urgência ou emergência em saúde. No Brasil, você também pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo telefone 188, que funciona 24 horas por dia, para conversar com um voluntário enquanto busca atendimento.
Uma coisa me chamou atenção de forma positiva no seu relato: você fala dos seus filhos. Apesar de toda a dor, eles parecem representar um motivo importante para continuar. Esse vínculo é muito valioso e pode ser um ponto de apoio neste momento. Ao mesmo tempo, você não precisa carregar esse sofrimento sozinha nem permanecer vivendo apenas por eles. Você também merece receber ajuda, aliviar essa dor e voltar a encontrar sentido na própria vida.
Existe tratamento para esse tipo de sofrimento, e muitas pessoas conseguem recuperar a qualidade de vida mesmo quando, em determinado momento, parecia que não havia saída.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá! Estou vivendo coisas boas na minha vida, e eu estou feliz e bem, experiências q eu nunca vivi.
Olá! Estou vivendo coisas boas na minha vida, e eu estou feliz e bem, experiências q eu nunca vivi. Porém, não tem nada dando errado, e eu estou achando isso estranho, ser feliz, n ter muito pra reclamar, nem para ficar triste ou desapontada. Acho que nao estou conseguindo viver os momentos bons, pois parece tão irreal eu estar vivendo algo bom….
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve é mais comum do que muitas pessoas imaginam.
Quando alguém passa muito tempo convivendo com dificuldades, decepções, sofrimento ou instabilidade, o cérebro e o corpo podem se acostumar a viver em estado de alerta, sempre esperando que algo dê errado. Nesses casos, quando finalmente surgem momentos de tranquilidade, realização ou felicidade, a experiência pode parecer estranha, irreal ou até desconfortável.
Às vezes, a pessoa não sofre porque algo ruim está acontecendo, mas porque não consegue confiar totalmente que as coisas boas podem permanecer. Surge uma sensação de que "há algo errado por tudo estar dando certo" ou uma expectativa silenciosa de que, a qualquer momento, alguma coisa ruim vai acontecer.
Do ponto de vista psicológico, isso não significa que você não esteja feliz. Pelo contrário, parece que coisas importantes e positivas estão acontecendo. O desafio pode estar justamente em permitir-se entrar em contato com essas experiências sem precisar analisá-las o tempo todo ou testar se elas são reais.
Curiosamente, algumas pessoas se acostumam tanto a lutar contra problemas que, quando os problemas diminuem, surge uma sensação de estranhamento. Como se a mente perguntasse: "E agora? O que eu faço se não há nada para resolver?"
Talvez a questão não seja aprender a ser feliz, mas aprender a permanecer presente quando a felicidade aparece. Nem sempre precisamos ter uma explicação para os momentos bons. Às vezes, eles podem simplesmente ser vividos.
Se essa sensação de irrealidade ou dificuldade de aproveitar os momentos continuar acontecendo, a psicoterapia pode ajudar a explorar a história que existe por trás desse estranhamento. Muitas vezes, descobrimos que o problema não é a felicidade em si, mas a dificuldade de confiar nela quando ela finalmente chega.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Olá prezado (a), estou sentindo uma leve pressão acima do externo na região da garganta, parece sens
Olá prezado (a), estou sentindo uma leve pressão acima do externo na região da garganta, parece sensação de bolo, ou como se tivesse alguém pressionando essa área. Ela vai vem. As vezes mais fraca e as vezes mais forte. Já fiz todos os exames para descartar causas orgânicas e nada foi identificado. Um médico me recomendou ir até um psiquiatra ou psicologo. Minha dúvida é, isso realmente pode ter ligação psicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso pode ter relação com fatores psicológicos, especialmente com ansiedade.
A sensação que você descreve pressão na região da garganta, “bolo na garganta” ou algo apertando que vai e vem é muito comum em quadros de ansiedade e estresse. Em muitos casos, isso é chamado de sensação de globus faríngeo, que é justamente essa percepção de algo preso ou pressionando a garganta, mesmo sem uma causa orgânica identificável nos exames.
Quando estamos ansiosos, o corpo entra em estado de alerta e pode ocorrer:
aumento da tensão muscular na região do pescoço e garganta
alteração na respiração (mais curta ou superficial)
maior atenção às sensações corporais
hipervigilância, que faz pequenas sensações parecerem mais intensas
Isso pode gerar exatamente esse tipo de desconforto que vai e vem ao longo do dia, variando de intensidade.
O fato de você já ter feito exames e não ter sido identificada uma causa orgânica é um dado importante, porque reforça a possibilidade de um componente funcional/ansioso envolvido. Ainda assim, isso não significa que “é coisa da sua cabeça” no sentido de ser imaginário — a sensação é real e física, mas pode estar sendo modulada pelo estado emocional e pelo nível de ansiedade.
Nessas situações, o acompanhamento com psicólogo pode ajudar bastante, principalmente para entender o padrão de ansiedade que mantém essas sensações e trabalhar a forma como você reage a elas. Em alguns casos, também pode ser indicado acompanhamento com psiquiatra, dependendo da intensidade dos sintomas.
O ponto mais importante é: quando o corpo está sob tensão emocional, ele pode sim manifestar sintomas físicos reais, como o que você está sentindo.
Se isso estiver te incomodando bastante, vale muito buscar esse cuidado psicológico, porque esse tipo de sintoma costuma melhorar bastante quando a ansiedade é tratada.
Espero ter ajudado.
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Tenho 2 meses que tive bebe, e estou cm crises de pensamentos negativos,isso pode ser pós parto?
Tenho 2 meses que tive bebe, e estou cm crises de pensamentos negativos,isso pode ser pós parto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso pode estar relacionado ao período pós-parto.
Nos primeiros meses após o nascimento de um bebê, é relativamente comum que ocorram mudanças importantes no corpo e na vida emocional da mulher. Alterações hormonais, privação de sono, sobrecarga de responsabilidades e adaptação à nova rotina podem contribuir para o surgimento de tristeza, ansiedade e pensamentos negativos.
Em alguns casos, isso pode estar dentro do chamado “baby blues”, que costuma ser mais leve e passageiro. Em outros, pode evoluir ou já se apresentar como um quadro de depressão ou ansiedade pós-parto, especialmente quando os sintomas são mais intensos, duradouros ou começam a afetar o cuidado consigo mesma e com o bebê.
Os “pensamentos negativos” que você menciona podem aparecer tanto como parte da ansiedade (preocupações excessivas, medo de que algo ruim aconteça) quanto em quadros depressivos (desânimo, culpa, sensação de incapacidade ou desesperança).
É importante observar a intensidade e a frequência desses sintomas, especialmente se eles estão causando sofrimento significativo, prejuízo no sono, no apetite ou na sua capacidade de descansar e se cuidar.
O mais importante é saber que você não precisa passar por isso sozinha. Um acompanhamento com psicólogo pode te ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e a atravessar esse período com mais suporte emocional. Em alguns casos, também pode ser indicada avaliação com psiquiatra, principalmente se os sintomas estiverem mais intensos.
Se esses pensamentos estiverem muito invasivos ou assustadores, buscar ajuda o quanto antes é fundamental existe tratamento e melhora é possível.
Você está em um período de muita mudança, e pedir ajuda agora é um ato de cuidado com você e com o seu bebê.
Espero ter ajudado.
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Me sinto muito bem quando estou comendo, mas quando termino vem o arrependimento a tristeza, pensame
Me sinto muito bem quando estou comendo, mas quando termino vem o arrependimento a tristeza, pensamentos negativos e prometo pra mim mesma que no outro dia vai ser diferente, aí no outro dia começa tudo de novo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve é um padrão emocional que merece atenção, principalmente por estar se repetindo de forma cíclica e gerando sofrimento.
O fato de você se sentir bem durante a alimentação e, logo após, surgir arrependimento, tristeza, pensamentos negativos e promessas de mudança para o dia seguinte pode indicar que não se trata apenas de uma questão com a comida em si, mas também da forma como você está lidando emocionalmente com esse momento.
Esse tipo de ciclo pode aparecer em diferentes contextos. Em alguns casos, está relacionado a dificuldades de regulação emocional, em que a comida acaba funcionando como uma forma de alívio temporário de tensão, ansiedade ou desconforto, seguido depois por sentimentos de culpa ou autocrítica. Em outros casos, pode estar associado a padrões mais próximos de transtornos alimentares ou a uma relação conflituosa com a alimentação e com o próprio corpo.
Também é importante considerar o papel dos pensamentos automáticos que surgem após comer, como culpa, julgamento e a sensação de “ter feito algo errado”. Esses pensamentos costumam intensificar o sofrimento e reforçar o ciclo que você descreve: emoção difícil → alimentação → alívio momentâneo → culpa → promessa de controle → repetição.
Não é possível, apenas pelo seu relato, definir um diagnóstico, mas o que fica claro é que existe sofrimento e um padrão repetitivo que pode ser trabalhado em psicoterapia. A terapia pode ajudar você a compreender o que está levando a esse ciclo, desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as emoções e construir uma relação mais tranquila com a comida e consigo mesma.
Se isso estiver impactando seu bem-estar ou sua autoestima, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante. Quanto mais cedo esse padrão é compreendido, mais fácil tende a ser interromper o ciclo de sofrimento.
Você não precisa lidar com isso sozinha.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Chorar desesperado é um dos sintomas de ansiedade?
Chorar desesperado é um dos sintomas de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, chorar de forma intensa ou desesperada pode acontecer em momentos de ansiedade elevada.
Quando a ansiedade atinge níveis muito altos, a pessoa pode sentir uma sobrecarga emocional tão grande que o choro surge como uma forma de expressão e descarga desse sofrimento. Nesses momentos, podem aparecer também sensação de desespero, aperto no peito, falta de ar, tremores, medo intenso, sensação de perda de controle ou de que algo ruim vai acontecer.
No entanto, o choro intenso não é um sintoma exclusivo da ansiedade. Ele também pode estar presente em situações de luto, depressão, esgotamento emocional, conflitos pessoais ou outros momentos de sofrimento psicológico significativo.
Por isso, mais importante do que o choro em si é observar o contexto em que ele acontece. Se ele vem acompanhado de preocupação excessiva, tensão constante, sintomas físicos de ansiedade e sensação de alerta frequente, pode estar relacionado a um quadro ansioso. Se estiver associado a tristeza persistente, desesperança ou perda de interesse pela vida, outras hipóteses também precisam ser consideradas.
Se esses episódios têm sido frequentes ou estão causando sofrimento importante, vale a pena procurar um psicólogo para uma avaliação mais aprofundada. Você não precisa esperar que a situação piore para buscar ajuda.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Qualquer coisinha é gatilho pra mim chorar, sinto formigamento nas minhas mãos e uma adrenalina pass
Qualquer coisinha é gatilho pra mim chorar, sinto formigamento nas minhas mãos e uma adrenalina passando pelo meu corpo, eu sinto a energia e tenho uma vontade enorme de chorar, como se eu tivesse acumulado choros e mágoas passadas. Oque pode ser? Ansiedade, depressão ou só tristeza?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você descreve, parece que suas emoções têm ficado muito intensas e facilmente ativadas. O fato de "qualquer coisinha" desencadear uma vontade muito forte de chorar, acompanhada de formigamento nas mãos, sensação de adrenalina pelo corpo e uma impressão de que existem muitas mágoas acumuladas, indica que esse sofrimento merece ser acolhido e investigado com cuidado.
Esses sintomas podem estar presentes em diferentes condições. A ansiedade, por exemplo, pode provocar formigamentos, sensação de descarga de adrenalina, tensão corporal e uma resposta emocional muito intensa. Já a depressão também pode aumentar a sensibilidade emocional, favorecendo crises de choro, tristeza persistente e perda de energia. Além disso, situações de estresse prolongado, luto ou outras experiências difíceis também podem fazer com que a pessoa se sinta emocionalmente "no limite".
Também me chamou atenção quando você diz que sente como se tivesse "acumulado choros e mágoas passadas". Muitas vezes, emoções que não puderam ser expressas ou elaboradas em determinados momentos da vida acabam se tornando mais presentes quando estamos emocionalmente sobrecarregados. Isso não significa que essa seja necessariamente a causa do que está acontecendo, mas é um aspecto que pode ser explorado em um processo terapêutico.
Não é possível dizer, apenas pelo seu relato, se isso se trata de ansiedade, depressão ou outra condição. O mais importante é observar que esses sintomas estão causando sofrimento e merecem uma avaliação psicológica. Um psicólogo poderá compreender melhor a frequência, a intensidade e o contexto em que eles aparecem, ajudando a identificar o que está contribuindo para esse quadro.
Caso essas crises estejam se tornando muito frequentes, interfiram na sua rotina ou venham acompanhadas de desesperança intensa ou pensamentos de que a vida não vale a pena, também é importante procurar uma avaliação psiquiátrica.
Você não precisa descobrir sozinho(a) qual é o diagnóstico para buscar ajuda. O sofrimento que você descreve já é um motivo suficiente para cuidar da sua saúde emocional.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tenho Síndrome do Pânico! Tomo Alprazolan 1 mg e citalopram. Ultimamente mesmo tomando a medicação,
Tenho Síndrome do Pânico! Tomo Alprazolan 1 mg e citalopram. Ultimamente mesmo tomando a medicação, eu tenho algumas crises. Fico dias sem querer sair da cama! Sei que estou precisando de ajuda! Mas não consigo decidir entre um Psicólogo ou Terapeuta.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pelo que você descreve, parece que os sintomas ainda estão causando um impacto importante na sua vida, mesmo com o uso da medicação. As crises persistentes e os períodos em que você passa dias sem vontade de sair da cama merecem atenção e uma reavaliação do tratamento.
Sobre sua dúvida, é importante esclarecer que "terapeuta" é um termo bastante amplo. Existem diferentes profissionais que podem utilizar essa denominação, com formações variadas. Já o psicólogo é um profissional com formação específica em Psicologia, habilitado para realizar avaliação psicológica e psicoterapia.
Considerando que você já possui diagnóstico de Síndrome do Pânico e está em acompanhamento psiquiátrico, minha sugestão seria buscar um psicólogo que trabalhe com psicoterapia baseada em evidências. A combinação entre acompanhamento psiquiátrico e psicológico costuma ser uma das estratégias mais eficazes para quadros de ansiedade e pânico.
Além disso, como você relata que os sintomas persistem apesar da medicação, também pode ser importante conversar novamente com seu psiquiatra. Em alguns casos, ajustes na dose, no medicamento ou na estratégia terapêutica podem ser necessários.
Algo que me chamou atenção foi a frase "fico dias sem querer sair da cama". Dependendo da intensidade, isso pode estar relacionado não apenas ao pânico, mas também a sintomas depressivos, esgotamento emocional ou outras dificuldades que merecem ser avaliadas com mais profundidade.
Portanto, se eu tivesse que escolher um caminho inicial com base no que você relatou, recomendaria procurar um psicólogo e manter o acompanhamento com seu psiquiatra. O trabalho conjunto entre os dois profissionais costuma oferecer um cuidado mais completo.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tive uma crise nervosa e não consigo lembrar do que aconteceu. Mas há quem diga que fiquei violento,
Tive uma crise nervosa e não consigo lembrar do que aconteceu. Mas há quem diga que fiquei violento, mas sempre fui uma pessoa pacífica. Isso é possível?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso é possível.
Em situações de crise emocional intensa, algumas pessoas podem apresentar um estado de desregulação extrema, no qual há perda parcial do controle sobre o comportamento e, em alguns casos, alterações na memória do que aconteceu durante o episódio. Isso pode ocorrer em contextos de ansiedade muito elevada, ataques de pânico intensos, episódios dissociativos ou outras situações de sobrecarga emocional.
A dificuldade de lembrar o que aconteceu pode estar relacionada a um fenômeno chamado amnésia dissociativa parcial, em que a mente “desconecta” parcialmente da experiência como uma forma de proteção diante de um nível muito alto de estresse. Nesses momentos, o comportamento pode parecer diferente do habitual, inclusive com irritabilidade ou reações mais impulsivas.
No entanto, é importante ter cautela com relatos de terceiros. Em uma situação de crise, a percepção de quem está observando também pode estar influenciada pelo contexto emocional, e nem sempre descreve com precisão o que ocorreu.
O fato de você se perceber como uma pessoa pacífica no dia a dia é relevante, pois sugere que esse comportamento não é seu padrão habitual, mas sim algo ligado a um estado emocional muito intenso e possivelmente passageiro.
Mesmo assim, como houve uma perda de memória associada a um episódio de possível perda de controle comportamental, é importante buscar avaliação com um psicólogo e, se possível, também com um psiquiatra. Em alguns casos, pode ser necessário investigar fatores como níveis de estresse, ansiedade, uso de substâncias, privação de sono ou outras condições que podem contribuir para esse tipo de episódio.
Se esse tipo de crise voltar a acontecer, ou se você notar novos episódios de “apagão” de memória ou comportamento fora do habitual, isso deve ser acompanhado com mais atenção profissional.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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O embotamento pode ser ocasionado devo uma perda afetiva?
O embotamento pode ser ocasionado devido a uma perda afetiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, o embotamento emocional pode acontecer em alguns contextos de perda afetiva, especialmente quando a pessoa está lidando com um sofrimento intenso.
Em situações de luto, rompimentos ou perdas significativas, o psiquismo pode “reduzir” temporariamente a intensidade das emoções como uma forma de proteção. Em vez de sentir dor, tristeza ou saudade de forma muito intensa o tempo todo, a pessoa pode experimentar uma espécie de “anestesia emocional”, sensação de vazio ou dificuldade de sentir tanto emoções positivas quanto negativas.
Além disso, o embotamento também pode estar presente em quadros como depressão, ansiedade intensa ou em estados de estresse prolongado. Em alguns casos, ele aparece justamente após períodos de muita dor emocional, como se o organismo “desligasse” parte da resposta emocional para conseguir lidar com a sobrecarga.
No entanto, é importante lembrar que o embotamento não é exclusivo de uma única causa. Ele precisa ser avaliado dentro do contexto da vida da pessoa, considerando o que aconteceu antes do início desse sintoma, a duração, a intensidade e o impacto no dia a dia.
Quando esse tipo de experiência começa a gerar sofrimento ou sensação de desconexão consigo mesmo, a psicoterapia pode ajudar bastante a compreender o que está acontecendo e a reconstruir gradualmente o contato com as emoções.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Ola tenho claustrofobia estou gravida e com muito medo de fazer cesaria como poderia vencer isso.
Ola tenho claustrofobia, estou gravida e com muito medo de fazer cesaria, como poderia vencer isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A claustrofobia pode tornar a ideia de uma cesariana especialmente angustiante, principalmente pela sensação de estar deitada, com movimentos limitados e em um ambiente hospitalar. No entanto, isso não significa que você não conseguirá passar pelo procedimento caso ele seja necessário.
Um passo importante é conversar sobre esse medo tanto com seu obstetra quanto com o anestesiologista antes do parto. Muitas vezes, a equipe pode adotar estratégias para tornar a experiência mais confortável, como explicar previamente cada etapa do procedimento, manter uma comunicação constante durante a cirurgia, permitir a presença de um acompanhante (quando possível) e reduzir situações que aumentem a sensação de perda de controle.
Além disso, se ainda houver tempo até o parto, a psicoterapia pode ajudar bastante. Técnicas utilizadas em abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) podem auxiliar a compreender melhor esse medo, reduzir a ansiedade antecipatória e desenvolver formas de lidar com o desconforto sem que ele domine a situação.
Também é importante lembrar que ter claustrofobia não significa que você obrigatoriamente entrará em pânico durante uma cesariana. Muitas pessoas conseguem atravessar o procedimento justamente porque se sentem acolhidas, preparadas e acompanhadas por uma equipe que conhece seus receios.
Meu principal conselho é que não guarde esse medo apenas para você. Informe sua equipe médica desde o pré-natal. Quanto mais eles souberem sobre sua claustrofobia, maiores serão as possibilidades de adaptar os cuidados e oferecer suporte durante o parto.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade estou tomando as medicações
Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade? estou tomando as medicações e ainda não tenho melhorado
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja bem!
Sinto muito que você esteja passando por isso. Conviver com depressão e ansiedade pode ser bastante desgastante, especialmente quando você já está em tratamento e ainda sente pouca melhora.
É importante lembrar que a ausência de prazer e bem-estar costuma ser um dos sintomas centrais da depressão. Muitas pessoas acabam esperando sentir motivação ou disposição para então voltar a realizar atividades importantes, mas, frequentemente, o processo acontece de forma inversa: pequenas ações significativas vêm primeiro, e as sensações de prazer e bem-estar tendem a surgir gradualmente ao longo do caminho.
Também vale a pena conversar com o médico responsável pelo seu tratamento sobre a falta de melhora, para que ele possa avaliar a evolução do quadro e verificar se há necessidade de ajustes na conduta terapêutica.
Além da medicação, a psicoterapia pode ajudar a identificar padrões que mantêm o sofrimento e a construir estratégias para retomar atividades que sejam importantes para você, mesmo que neste momento não pareçam tão prazerosas. Em muitos casos, reconectar-se aos poucos com pessoas, interesses, rotinas e valores pessoais faz parte do processo de recuperação.
Por fim, procure não interpretar a falta de melhora atual como um sinal de que você permanecerá assim para sempre. Quando estamos sofrendo, é comum que a mente nos apresente essa impressão, mas ela nem sempre corresponde ao que acontecerá no futuro.
Se os sintomas persistirem, busque apoio profissional e converse com sua equipe de tratamento. Você não precisa enfrentar esse momento sozinho(a).
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Uma pessoa com transtorno de personalidade antissocial (psicopatia) pode ter como comorbidade a ansi
Uma pessoa com transtorno de personalidade antissocial (psicopatia) pode ter como comorbidade a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso é possível.
Embora o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS) seja frequentemente associado à baixa sensibilidade ao medo e à menor reatividade emocional, isso não significa que todas as pessoas com esse diagnóstico sejam incapazes de sentir ansiedade.
Em psiquiatria, é relativamente comum que um mesmo indivíduo apresente mais de um transtorno ao mesmo tempo (comorbidade). Assim, uma pessoa com TPAS pode também preencher critérios para um transtorno de ansiedade, como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico ou outros quadros ansiosos.
Além disso, é importante destacar que o termo "psicopatia" não é sinônimo de Transtorno de Personalidade Antissocial. Embora exista sobreposição entre eles, a psicopatia é um construto clínico que inclui características como frieza emocional, superficialidade afetiva, manipulação e baixa empatia, enquanto o TPAS é um diagnóstico psiquiátrico baseado principalmente em um padrão persistente de desrespeito às normas e aos direitos dos outros. Nem toda pessoa com TPAS apresenta traços elevados de psicopatia, e nem toda pessoa com traços psicopáticos preenche critérios para TPAS.
Mesmo entre indivíduos com traços psicopáticos, a ansiedade pode variar bastante. Pesquisas sugerem, por exemplo, que existem perfis diferentes de psicopatia: alguns apresentam níveis muito baixos de ansiedade, enquanto outros podem apresentar ansiedade significativa, especialmente quando coexistem outros transtornos ou experiências de vida que contribuam para isso.
Portanto, a presença de ansiedade não exclui um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Antissocial, nem torna esse diagnóstico mais ou menos provável. Cada quadro precisa ser avaliado de forma individual, considerando o conjunto de características da pessoa, sua história de vida e seu funcionamento psicológico.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Ola ! Aparentemente não tenho motivos para me sentir triste e desanimada, mas tem alguns meses que a
Ola ! Aparentemente não tenho motivos para me sentir triste e desanimada, mas tem alguns meses que ando triste, insegura não sinto mais felicidade e isto vem afetando a minha vida matrimonial e até mesmo como mãe e também no social. Ando pegando birras de algumas pessoas talvez até sem motivo aparente . Gostaria de um feedback
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve merece atenção e cuidado, mesmo que “aparentemente não exista um motivo claro” para esse desânimo. Em muitos casos, o sofrimento emocional não surge necessariamente de um evento específico, mas de um conjunto de fatores que vão se acumulando ao longo do tempo, afetando o humor, a energia, a segurança emocional e a forma como a pessoa se relaciona com os outros.
Sentir tristeza persistente, insegurança, perda de prazer nas coisas, irritabilidade e impacto na vida familiar e social pode indicar que você está passando por um período de sobrecarga emocional ou possível quadro de sofrimento psíquico que precisa ser olhado com mais profundidade.
Um ponto importante é que emoções como irritação e “birras” muitas vezes aparecem não como algo isolado, mas como uma forma indireta de expressar cansaço emocional, frustração ou sensação de estar sobrecarregada. Quando isso começa a afetar relacionamentos e o papel de mãe, por exemplo, é um sinal de que não se trata apenas de algo passageiro.
Você não precisa ter “um grande motivo” para buscar ajuda. O fato de isso estar durando meses e impactando sua vida já é suficiente para considerar um acompanhamento psicológico. Na terapia, será possível compreender melhor o que está sustentando esse estado emocional e encontrar formas mais leves e saudáveis de lidar com ele no dia a dia.
Se os sintomas estiverem muito intensos ou acompanhados de alterações importantes no sono, apetite ou energia, também pode ser interessante uma avaliação com psiquiatra, para uma visão mais completa.
Você não está sozinha nesse processo, e buscar ajuda nesse momento pode ser um passo importante de cuidado com você e com sua família.
Espero ter ajudado.
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Olá, eu gostaria de saber, homens (e meninos) podem ter anorexia?
Olá, eu gostaria de saber, homens (e meninos) podem ter anorexia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, homens e meninos também podem desenvolver anorexia nervosa. Embora esse transtorno seja mais frequentemente diagnosticado em mulheres, sabe-se hoje que ele pode afetar pessoas de qualquer sexo.
Infelizmente, ainda existe o mito de que os transtornos alimentares são um problema exclusivamente feminino. Isso faz com que muitos homens demorem mais para procurar ajuda ou até tenham seus sintomas menos reconhecidos por familiares e profissionais.
Nos homens, a anorexia pode se manifestar de forma semelhante, com restrição alimentar intensa, perda significativa de peso, medo de ganhar peso e grande preocupação com a aparência corporal. Em alguns casos, porém, o foco pode estar menos no desejo de ser magro e mais na busca por um corpo considerado mais "definido" ou com baixo percentual de gordura, o que pode dificultar a identificação do problema.
Também é importante lembrar que nem todo homem com transtorno alimentar apresenta anorexia. Outros quadros, como a bulimia nervosa, o Transtorno Alimentar Restritivo/Evitativo da Ingestão de Alimentos (ARFID) e a vigorexia (dismorfia muscular), também podem ocorrer.
Independentemente do sexo, quando há perda importante de peso, restrição alimentar persistente, preocupação excessiva com o corpo ou sofrimento relacionado à alimentação, é fundamental buscar uma avaliação profissional. O tratamento costuma envolver uma equipe multiprofissional, incluindo psicólogo, médico e nutricionista, conforme as necessidades de cada caso.
Quanto mais cedo o transtorno é identificado, maiores são as chances de recuperação.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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estou com muita ansiedade, minha falta de ar começou nos ultimos 6 meses de emprego, muitas cobrança
estou com muita ansiedade, minha falta de ar começou nos ultimos 6 meses de emprego, muitas cobranças, pressão, metas e tudo mais, hoje tem 2 meses que estou desempregado e essa falta de ar continua todos os dias, no momento estou estudando e sofro muito com isso nao sei mais o que fazer, alguma dica de como controlar, ou tratar o que fazer ????
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja tudo bem!
Sinto muito que você esteja passando por isso. A sensação de falta de ar é um sintoma que pode gerar bastante sofrimento e preocupação, especialmente quando se torna frequente e interfere na rotina.
Pelo que você relata, os sintomas começaram em um período de intenso estresse no trabalho, marcado por cobranças, pressão e metas. Situações como essa podem contribuir para o surgimento ou agravamento de sintomas de ansiedade. No entanto, mesmo após o fim do fator estressor, é possível que o organismo continue funcionando em estado de alerta por algum tempo, o que pode fazer com que sintomas como a falta de ar persistam.
Também é importante lembrar que não é possível afirmar a causa dos sintomas apenas por uma resposta online. Por isso, caso ainda não tenha realizado uma avaliação médica, é recomendável buscar orientação profissional para descartar outras condições que possam estar contribuindo para o quadro.
Em relação ao manejo da ansiedade, algumas pessoas se beneficiam de estratégias como exercícios de respiração, prática regular de atividade física, sono adequado e momentos de lazer e descanso. No entanto, quando os sintomas estão presentes diariamente e causando prejuízos importantes, o acompanhamento psicológico pode ser fundamental para compreender os fatores envolvidos e desenvolver formas mais eficazes de lidar com eles.
Algo que me chamou a atenção é que, mesmo estando afastado do ambiente de trabalho há dois meses, a falta de ar continua acontecendo. Isso sugere que talvez não seja apenas a situação profissional em si que esteja mantendo o sofrimento, o que reforça a importância de uma avaliação mais aprofundada.
Você não precisa enfrentar isso sozinho. Compreender melhor o que está acontecendo e buscar ajuda especializada pode ser um passo importante para recuperar sua qualidade de vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Oi gente tudo bom? Preciso muito de um feedback...agradeço a atenção. Bom, é aquele classico, sa
Oi gente tudo bom? Preciso muito de um feedback...agradeço a atenção.
Bom, é aquele classico, sabe? não tenho vontade de fazer quase nada, não vejo sentido nas coisas, em planos futuros porque sinto que o que devia ser importante pra mim nao é. Me isolo das pessoas que podia ser mais amiga, sou muito medrosa. Eu não sou conhecedora de coisas populares que as sabem e nem tenho muito desejo de conhecer, só sei falar bobagem. Não tenho gostos series/musicas/filmes favoritos.
Eu me sinto diferente dos outros, meio distante, sinto que os outros conseguem se distrair mais fácil. Com uma letra de musica triste, eu fico noiada achando que aquilo deve ter algum significado para minha vida.Perdi minha personalidade fazem 7 anos em um relacionamento abusivo de 1 ano.
Eu era inteligente, perseverante, um pouco mais confiante, tinha hobbies e paixões, desenhava muito, lia sempre algum livro, escrevia muito bem, falava muito bem, me vestia como eu queria, cheia de inspiração.
Agora eu não sei quem eu sou, não gosto de ler, meus desenhos não me agradam mais tanto, não escrevo nada com nada e me visto no automático.
Eu não vejo sentido nem muita alegria na vida, além de estar namorando um cara muito gentil e do bem.
Enfim, me sinto incompleta, quebrada, por favor me ajudem, abraços!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Espero que esteja tudo bem com você.
Obrigado por compartilhar sua experiência de forma tão sincera. Ao ler seu relato, chamou minha atenção o quanto você consegue descrever com clareza não apenas o sofrimento que está vivendo, mas também a pessoa que sente ter sido antes desse período difícil.
Você menciona que, no passado, tinha interesses, hobbies, projetos, inspirações e uma sensação maior de conexão consigo mesma. Hoje, parece haver uma sensação de distanciamento daquilo que era importante para você, acompanhada de dúvidas sobre quem você é e do sentido das coisas. Imagino o quanto isso possa ser doloroso.
Algo que me chamou a atenção é que, apesar de dizer que perdeu sua personalidade, você ainda consegue se lembrar do que valorizava: desenhar, ler, escrever, expressar sua forma de se vestir e cultivar seus interesses. Talvez essas partes não tenham desaparecido completamente, mas estejam encobertas pelo sofrimento acumulado ao longo dos anos.
Muitas vezes, quando passamos por experiências difíceis, especialmente em relacionamentos que nos machucam, podemos nos afastar gradualmente de aspectos importantes da nossa identidade. Nesses momentos, o caminho nem sempre é "descobrir quem somos", mas reconstruir aos poucos a conexão com aquilo que faz sentido para nós.
Também vale a pena olhar com cuidado para a falta de prazer, o isolamento, a perda de interesse e a sensação persistente de vazio que você descreve. Esses sinais merecem atenção e podem ser trabalhados em um processo psicoterapêutico.
Você não me parece uma pessoa sem personalidade ou "quebrada". Pelo contrário, seu relato sugere alguém que está sofrendo e tentando reencontrar partes importantes de si mesma.
Buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo valioso nesse processo de reconexão com quem você deseja ser e com a vida que deseja construir.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como faço pra controlar a ansiedade fui fazer a prova do Detran eu estava bem segura mais nervosa e
Como faço pra controlar a ansiedade? fui fazer a prova do Detran eu estava bem segura mais nervosa e quando entrei no carro e comecei minha perna tremia muito e não consegui controlar a embreagem.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que aconteceu com você é mais comum do que parece. Muitas pessoas conseguem realizar uma atividade normalmente no dia a dia, mas, quando estão sendo avaliadas, apresentam sintomas intensos de ansiedade, como tremores, coração acelerado, suor, tensão muscular e dificuldade para executar movimentos que antes pareciam automáticos.
No seu caso, parece que a ansiedade interferiu mais na execução da prova do que na sua capacidade de dirigir. Quando o organismo entra em estado de alerta, há uma maior liberação de adrenalina, o que pode provocar tremores nas pernas e dificultar o controle fino dos movimentos, como acontece ao utilizar a embreagem.
Isso não significa que você não seja capaz ou que nunca conseguirá passar na prova. Muitas vezes, a dificuldade está na forma como o corpo reage à situação de avaliação, e não na falta de habilidade.
Para reduzir esse tipo de ansiedade, é importante aprender estratégias de manejo, como técnicas de respiração, regulação da tensão muscular e formas de lidar com os pensamentos de medo de errar ou reprovar. Além disso, quanto mais a pessoa compreende o funcionamento da ansiedade, menor tende a ser o impacto que ela exerce durante situações semelhantes.
Se você percebe que esse tipo de reação acontece apenas em momentos de avaliação, vale a pena trabalhar isso em psicoterapia. O tratamento pode ajudar a desenvolver recursos para enfrentar essas situações com mais segurança e diminuir a intensidade dos sintomas físicos.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Toda vez q eu me masturbo começo a chorar, e quando outra pessoa masturba tb tenho essas crises de c
Toda vez q eu me masturbo começo a chorar, e quando outra pessoa masturba tb tenho essas crises de choro, por conta disso eu nunca tive um orgasmo, pq isso acontece? Oq eu posso fazer p ter uma relação sexual normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você esteja passando por isso.
O choro durante a masturbação ou em situações de intimidade sexual pode acontecer por diferentes motivos e, por si só, não significa necessariamente que haja algo "errado" com você. Algumas pessoas vivenciam essa reação devido a conflitos relacionados à sexualidade, experiências difíceis do passado, sentimentos de culpa ou vergonha, ansiedade intensa, dificuldades em lidar com a vulnerabilidade emocional ou outras questões que merecem ser compreendidas com cuidado. Em alguns casos, também podem existir fatores físicos ou hormonais envolvidos.
Como você relata que isso acontece sempre e que nunca conseguiu atingir o orgasmo por causa dessas crises de choro, seria importante buscar uma avaliação com um psicólogo e também com um ginecologista. Essa investigação ajuda a compreender quais fatores estão contribuindo para essa experiência e qual o tratamento mais adequado para o seu caso.
Na psicoterapia, não buscamos apenas eliminar o choro, mas entender o significado dessa reação na sua história de vida e desenvolver formas mais saudáveis de vivenciar a sexualidade, respeitando seus limites e seu tempo.
Com o acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem compreender melhor o que está acontecendo e construir uma relação mais tranquila e satisfatória com a própria sexualidade.
Espero ter ajudado. Estou à disposição. Um abraço!
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Faz um tempo q sinto que preciso deixar certas coisas de um jeito, como, vou dormir e tenho que deix
Faz um tempo q sinto que preciso deixar certas coisas de um jeito, como, vou dormir e tenho que deixar a porta fechada de um certo modo se não aquilo vai me incomodar, ou antes de dormir tenho q ficar limpando a tela do meu celular até algo em mim falar "ok, pode guardar ele" se não fico com o sentimento que vai acontecer algo de ruim com alguém da minha família... Antes era só com a porta, agora é com literalmente tudo em que eu toco e eu não sei do pq.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve a necessidade de fazer certos “rituais” (como deixar a porta de um jeito específico, limpar a tela do celular repetidamente) e a sensação de que, se não fizer isso, algo ruim pode acontecer com sua família é algo que pode estar relacionado a um padrão de ansiedade com características obsessivo-compulsivas.
Nesses casos, costuma existir um ciclo: surge um pensamento ou sensação de ameaça (“se eu não fizer isso, algo ruim vai acontecer”), isso gera ansiedade, e a pessoa faz um comportamento repetitivo ou ritual (checar, limpar, repetir até “sentir que está certo”) para aliviar essa ansiedade. O problema é que esse alívio costuma ser temporário, e aos poucos o cérebro passa a “pedir” mais rituais em outras situações, como você mesma percebeu quando isso começou a se expandir para várias coisas.
É importante dizer que isso não significa que algo realmente vá acontecer se você não fizer esses rituais. Esses pensamentos são produzidos pela ansiedade e funcionam mais como um “alarme falso” do sistema de ameaça do cérebro.
O fato de isso estar aumentando e se espalhando para mais situações é um sinal importante de que vale a pena buscar ajuda profissional. A psicoterapia, especialmente abordagens baseadas em evidências para ansiedade e sintomas obsessivo-compulsivos, pode ajudar muito a interromper esse ciclo e reduzir a necessidade desses rituais.
Você não precisa esperar isso piorar ainda mais para procurar ajuda. Quanto mais cedo esse tipo de padrão é compreendido e tratado, mais fácil costuma ser o manejo.
Se quiser, posso te explicar também como esse ciclo funciona na prática e quais tipos de tratamento costumam ajudar mais.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…