Perguntas do paciente (519)

  • O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) deve ser ajustado após o bullying?

    O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) deve ser ajustado após o bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    O bullying pode funcionar como um gatilho poderoso para intensificar os sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). A experiência de ser humilhado, rejeitado ou ridicularizado alimenta a ansiedade e fragiliza a autoestima — exatamente os terrenos em que o TOC costuma se fortalecer. Nesses casos, muitas vezes não basta apenas manter o tratamento padrão: é preciso ajustar o processo terapêutico para incluir também o impacto emocional do bullying.

    Isso significa olhar não só para os rituais e pensamentos obsessivos, mas também para as feridas de relação, para a dor de ter sido alvo do olhar cruel do outro. Em terapia, trabalhamos tanto a regulação da ansiedade quanto a elaboração simbólica dessas experiências, ajudando o paciente a reconstruir sua confiança e resgatar sua identidade para além da marca do bullying.

    Portanto, sim: o tratamento pode e deve ser ajustado quando o bullying atravessa a história do paciente. Cada pessoa tem um modo singular de viver essa dor, e é fundamental que a abordagem seja sensível a isso.

    Se você sente que o bullying intensificou seus sintomas ou deixou marcas difíceis de lidar, eu te convido a buscar esse cuidado comigo. No espaço terapêutico, vamos trabalhar juntos para que o TOC não dite quem você é e para que essas experiências de dor possam ser transformadas em caminhos de fortalecimento e liberdade.
    Grande abraço!


  • Como posso lidar com o Bullying e com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) juntos?

    Como posso lidar com o Bullying e com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    Lidar ao mesmo tempo com o bullying e com o TOC pode ser extremamente desafiador. O bullying fere diretamente a autoestima, fragiliza o senso de pertencimento e pode intensificar sentimentos de inadequação. Já o TOC, com seus pensamentos intrusivos e rituais compulsivos, costuma aumentar a ansiedade e a sensação de perda de controle. Quando essas duas experiências se encontram, o sofrimento tende a se multiplicar: a crítica externa alimenta o medo interno, e os sintomas do TOC podem se tornar ainda mais fortes como forma de proteção.

    Mas é importante saber: você não é definido pelo bullying, nem pelo TOC. Ambos falam de dores que precisam ser tratadas — uma que vem de fora, e outra que nasce dentro de você. O que vai fazer diferença é ter um espaço onde possa elaborar essas experiências, fortalecer sua identidade e desenvolver recursos para lidar com os pensamentos obsessivos sem se aprisionar neles.

    A terapia é esse lugar. Ali, você pode ressignificar as marcas do bullying, compreender o que o TOC está tentando comunicar e construir formas de viver com mais liberdade e confiança em si mesmo.

    Se você sente que está carregando esse peso sozinho, eu te convido a iniciar esse processo comigo. Vamos trabalhar juntos para que você encontre um espaço seguro, onde suas dores sejam escutadas e transformadas em caminhos de fortalecimento e cura.
    Grande abraço


  • Como o bullying afeta emocionalmente as pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Como o bullying afeta emocionalmente as pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    Bom dia.
    O bullying é uma experiência profundamente desorganizadora e, em pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), ele costuma tocar em feridas muito sensíveis. O TOC já nasce de um terreno interno marcado pela necessidade de controle, pelo medo da perda e por uma tentativa de conter o caos através de rituais e pensamentos repetitivos. Quando alguém que carrega essa estrutura é exposto ao bullying, a dor se multiplica.

    A humilhação, o medo do julgamento e a rejeição social ativam intensamente o sentimento de vulnerabilidade, e o cérebro passa a funcionar em estado de alerta constante. Na tentativa de se proteger, a pessoa com TOC pode intensificar rituais, checagens, orações ou pensamentos obsessivos tudo para tentar conter a ansiedade e recuperar uma sensação mínima de segurança.

    Mas, além da dimensão biológica, há uma ferida emocional muito mais sutil: o bullying reforça a crença inconsciente de que “algo em mim é errado”, de que “sou inadequado”, de que “preciso ser perfeito para não ser rejeitado”. É essa crença que alimenta o ciclo obsessivo, onde o controle se torna uma defesa contra o medo de ser ridicularizado, abandonado ou odiado.

    Do ponto de vista psicanalítico, o bullying reativa fantasias antigas de exclusão e desamparo, transformando o sintoma obsessivo em uma tentativa de sobreviver emocionalmente. A pessoa não repete rituais por vaidade ou mania mas porque, em algum nível, sente que se não o fizer, o mundo interno pode ruir.

    O tratamento é o caminho para reconstruir essa base de confiança para que o controle dê lugar à presença, e o medo, à segurança interna. Na terapia, é possível compreender o que o sintoma tenta comunicar, curar a ferida da rejeição e aprender a existir sem precisar se proteger o tempo todo.

    Se você sente que o bullying deixou marcas profundas em você, ou que o TOC tem te prendido em um ciclo de medo e perfeccionismo, eu te convido a iniciar esse processo comigo. Juntos, podemos transformar a dor em clareza e abrir espaço para que você viva com mais leveza, liberdade e paz.
    Grande abraço!


  • Quais atividades podem ajudar a reduzir a ansiedade no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Quais atividades podem ajudar a reduzir a ansiedade no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), a ansiedade costuma ser o combustível que mantém os pensamentos intrusivos e os rituais repetitivos. Por isso, atividades que ajudam a reduzir essa tensão interna podem ser grandes aliadas no tratamento.

    Algumas práticas que podem auxiliar:

    Exercícios de respiração e relaxamento: técnicas simples de respiração consciente ajudam a acalmar o corpo e criar espaço mental antes que o impulso para o ritual apareça.

    Atividade física regular: caminhar, correr, dançar ou praticar esportes libera endorfina, melhora o humor e reduz a ansiedade de base.

    Mindfulness e meditação guiada: fortalecem a capacidade de observar os pensamentos sem se fundir a eles, diminuindo a urgência de responder ao impulso compulsivo.

    Atividades criativas: escrever, desenhar, tocar um instrumento ou qualquer forma de expressão simbólica ajuda a deslocar a energia da ansiedade para algo construtivo.

    Rotina de sono e autocuidado: o descanso adequado diminui a vulnerabilidade emocional e torna mais fácil lidar com os sintomas.

    Mas é importante lembrar: essas atividades são recursos complementares, não substituem o tratamento psicoterápico ou, quando necessário, o acompanhamento médico. O mais transformador acontece quando você aprende a compreender a raiz da ansiedade e encontra novas formas de lidar com ela dentro do processo terapêutico.

    Se você sente que o TOC tem limitado sua vida, eu te convido a iniciar esse caminho comigo. Juntos, podemos transformar a ansiedade que hoje te aprisiona em um movimento de liberdade e reconexão com você mesmo.


  • Que atividades podem ser utilizadas para desenvolver as habilidades socioemocionais em adultos com T

    Que atividades podem ser utilizadas para desenvolver as habilidades socioemocionais em adultos com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o desenvolvimento de habilidades socioemocionais pode ser um recurso complementar muito valioso. Isso porque o TOC costuma trazer não apenas rituais e pensamentos intrusivos, mas também dificuldades de comunicação, autocontrole, autocompaixão e manejo das relações. Trabalhar essas competências abre novas possibilidades de vida e fortalece o tratamento clínico.

    Algumas atividades que podem ajudar nesse processo são:

    Treino de comunicação assertiva: práticas em grupo ou em terapia para aprender a expressar necessidades e limites sem rigidez ou evasão.

    Dinâmicas de empatia: exercícios de role-playing, escrita de cartas ou práticas reflexivas que ajudam a colocar-se no lugar do outro, suavizando a autocrítica e ampliando a compreensão das relações.

    Atividades de autorregulação emocional: técnicas de respiração, relaxamento muscular progressivo e meditação guiada, que fortalecem a capacidade de sustentar a ansiedade sem recorrer ao ritual compulsivo.

    Práticas de autoconsciência: diários reflexivos, mindfulness e grupos de partilha, para reconhecer gatilhos emocionais e padrões de pensamento.

    Exercícios de cooperação: jogos em grupo, trabalhos colaborativos ou até projetos voluntários, que ampliam a flexibilidade e a tolerância à incerteza.

    Cultivo da autocompaixão: práticas de escrita terapêutica e exercícios guiados que ajudam a transformar a dureza do superego em cuidado consigo mesmo.

    Essas atividades não substituem a psicoterapia ou o acompanhamento médico, mas ampliam o repertório de enfrentamento e tornam o paciente mais confiante em suas relações sociais e em sua própria capacidade de lidar com a ansiedade.

    Se você sente que o TOC tem limitado não só seus comportamentos, mas também sua forma de se relacionar e se expressar, eu te convido a começar esse processo comigo. Juntos, podemos transformar o espaço interno marcado pelo medo em um território de presença, liberdade e novas conexões.
    Grande abraço


  • Como o comportamento impulsivo pode ser visto em relação à liberdade?

    Como o comportamento impulsivo pode ser visto em relação à liberdade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    A impulsividade muitas vezes se disfarça de liberdade.
    Parece o direito de fazer o que se quer, no instante em que o desejo surge. Mas, na verdade, quando agimos sem pensar, não estamos escolhendo, estamos sendo escolhidos pelo impulso. É como se a nossa liberdade fosse sequestrada pelo imediatismo, e ficássemos reféns de algo que nos atravessa sem que possamos realmente decidir.

    A verdadeira liberdade nasce quando conseguimos pausar, refletir e escolher de forma consciente. É nesse espaço entre o impulso e a ação que se revela o poder de ser sujeito da própria vida, e não apenas alguém arrastado por forças internas.

    Se você sente que, em alguns momentos, a impulsividade tem falado mais alto do que sua vontade real, pode ser um chamado para olhar para dentro de si. No espaço terapêutico, é possível compreender de onde vem esse ímpeto, o que ele tenta encobrir ou expressar, e transformar essa energia em escolhas que refletem quem você é de verdade.

    Eu te convido a viver essa experiência comigo. Juntos, podemos transformar a urgência do impulso na força criadora da sua liberdade.


  • Como a ansiedade me leva a agir impulsivamente? .

    Como a ansiedade me leva a agir impulsivamente? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    A ansiedade cria um estado de urgência dentro de nós. É como se o corpo dissesse: “preciso agir agora, ou algo ruim vai acontecer”. Nesse turbilhão, a mente perde a clareza e o impulso ocupa o lugar da escolha. Assim, o gesto impulsivo não é liberdade, mas uma tentativa apressada de aliviar a angústia que parece insuportável.

    Só que esse alívio é momentâneo. Logo depois, pode vir a culpa, o arrependimento ou a sensação de não estar no controle. É um ciclo que se retroalimenta: quanto mais ansioso você se sente, mais busca saídas rápidas — e quanto mais age no impulso, mais se distancia de quem gostaria de ser.

    No espaço terapêutico, aprendemos a dar nome a essa ansiedade, a compreendê-la como mensagem e não apenas como ameaça. Quando você consegue sustentar a pausa, mesmo diante da urgência, abre espaço para transformar o impulso em escolha verdadeira.

    Se você sente que a ansiedade tem te arrastado para atitudes das quais depois se arrepende, eu te convido a iniciar um processo terapêutico comigo. Será um espaço seguro para compreender suas emoções, aprender a regulá-las e recuperar a sensação de liberdade sobre a sua própria vida.


  • Como o meu comportamento impulsivo afeta minhas relações com os outros?

    Como o meu comportamento impulsivo afeta minhas relações com os outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    O comportamento impulsivo pode afetar suas relações de maneiras sutis e, ao mesmo tempo, muito profundas. Quando você age sem pensar, pode acabar dizendo palavras duras, tomando decisões apressadas ou se afastando de quem ama, sem que essa fosse, de fato, a sua intenção. Para o outro, isso pode soar como desinteresse, instabilidade ou até rejeição.

    O impulso cria rupturas: uma hora aproxima, outra hora afasta; uma hora encanta, na outra fere. Esse vai-e-vem pode gerar insegurança nas pessoas ao redor, porque elas nunca sabem exatamente o que esperar de você. E, aos poucos, a relação deixa de ser um lugar de confiança para se tornar um espaço de tensão.

    Mas há algo importante: a impulsividade não fala apenas de falta de controle. Ela revela emoções que ainda não encontraram um caminho de expressão saudável. Quando você aprende a dar forma a esses sentimentos de maneira consciente, o que antes afastava pode se transformar em ponte — em comunicação verdadeira e em vínculos mais estáveis.

    Se você percebe que a impulsividade tem prejudicado suas relações, eu te convido a começar esse processo comigo. Na terapia, você encontrará um espaço para compreender o que move suas ações e transformar essa energia em presença, em escolhas que nutrem seus vínculos ao invés de feri-los.

    Grande abraço!


  • Como a liberdade e a responsabilidade se relacionam com a ansiedade existencial?

    Como a liberdade e a responsabilidade se relacionam com a ansiedade existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel


    A ansiedade existencial surge justamente no ponto em que nos deparamos com a liberdade. Ser livre significa poder escolher — e cada escolha abre caminhos, mas também fecha outros. Essa consciência de que somos responsáveis pelo rumo da nossa vida pode despertar um vazio, um medo da falha, uma angústia de não estar à altura do que desejamos ou imaginamos ser.

    A liberdade, então, não é apenas possibilidade: ela também é peso. **Responsabilidade e liberdade caminham juntas**, e é nesse cruzamento que nasce a ansiedade existencial. Ela nos lembra de que não existe roteiro pronto, que não há garantias absolutas, que somos nós que precisamos sustentar as consequências do que escolhemos (ou do que deixamos de escolher).

    Mas essa mesma ansiedade também pode ser vista como sinal de vitalidade: ela aponta que estamos diante do mistério da vida, que ainda há muito por criar e descobrir. Quando aprendemos a suportar esse desconforto sem paralisar, a ansiedade deixa de ser paralisante e se transforma em impulso de crescimento.

    No processo terapêutico, trabalhamos para que a ansiedade existencial não seja uma prisão, mas uma porta: a chance de se apropriar da própria história e de viver a liberdade como criação, não como condenação.

    Se você sente que essa angústia tem te sufocado, eu te convido a iniciar esse caminho comigo. Juntos, podemos transformar a ansiedade em consciência e a liberdade em escolha verdadeira.


  • Quais são as características da agressividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Quais são as características da agressividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    A agressividade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma das expressões mais intensas do sofrimento psíquico. Ela não se reduz a “raiva” ou a “violência”, mas nasce de um caldeirão interno de medo, abandono e desamparo.

    Algumas características marcantes dessa agressividade são:

    Intensidade desproporcional: pequenas frustrações ou sinais de rejeição podem ser vividos como ameaças devastadoras, gerando explosões emocionais.
    Oscilação entre amor e ódio: a idealização súbita do outro pode rapidamente se transformar em desvalorização, como defesa contra o medo de perder o vínculo.
    Agressividade voltada contra si: muitas vezes, a raiva não se expressa apenas para fora, mas retorna em forma de autoagressão, automutilação ou comportamentos autodestrutivos.
    Impulsividade nas reações: a raiva surge como descarga imediata, sem espaço para reflexão, acompanhada de palavras duras, rompimentos bruscos ou atitudes que depois trazem arrependimento.
    Fundo relacional: a agressividade não é gratuita; ela se enraíza no medo profundo de ser abandonado, rejeitado ou não reconhecido.
    Caráter paradoxal: o gesto agressivo, embora machuque, também é uma forma de manter o vínculo vivo — mesmo que pela dor.

    Do ponto de vista psicanalítico, essa agressividade revela uma luta entre a necessidade de proximidade e o pavor da perda. É uma defesa contra a sensação de vazio, contra a angústia de aniquilação, contra a experiência de não ser sustentado pelo olhar do outro.

    Por isso, mais do que “controlar explosões”, o tratamento precisa oferecer um espaço de escuta e simbolização, onde essa energia agressiva possa ser compreendida como expressão de dor e, aos poucos, transformada em possibilidade de construção.

    Se você sente que a agressividade tem machucado você ou seus vínculos, eu te convido a iniciar esse processo comigo. No espaço terapêutico, vamos decifrar juntos essa linguagem da dor e transformá-la em um caminho de presença, consciência e novos laços.

    Grande abraço e fico a disposição


  • Como o vazio interior se relaciona com o medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline

    Como o vazio interior se relaciona com o medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel


    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o **vazio interior** não é apenas a ausência de algo, mas a vivência de um espaço sem forma, sem contorno, onde o sujeito sente que pode se perder de si mesmo. É um buraco psíquico ligado a experiências precoces de falta de holding, de vínculos instáveis ou de ausência de reconhecimento.

    Esse vazio se conecta diretamente ao **medo existencial**. Afinal, quando não se sente sustentado internamente, o borderline vive a angústia de aniquilação: o pavor de não existir, de não ser visto, de não ter consistência própria. É um medo que não se limita a perder o outro, mas que toca a sensação de dissolução do próprio ser.

    Muitas vezes, para escapar desse abismo, o paciente pode recorrer a comportamentos impulsivos, relações intensas ou até autoagressões — como tentativas desesperadas de preencher ou dar borda ao vazio. Porém, cada preenchimento é passageiro, e a sensação de falta retorna.

    Do ponto de vista psicanalítico, o vazio interior e o medo existencial são duas faces da mesma ferida: a dificuldade de simbolizar o desamparo. No espaço terapêutico, essa vivência pode ser acolhida e, pouco a pouco, transformada. A relação transferencial oferece o que faltou lá atrás: um continente psíquico capaz de sustentar a angústia até que ela se converta em palavras, em consciência, em novos modos de existir.

    Se você se identifica com esse vazio ou sente que o medo de “não ser” tem te aprisionado, eu te convido a iniciar um processo terapêutico comigo. Juntos, podemos transformar esse espaço de dor em possibilidade de criação e reconstrução de si.


  • Quais são as características do medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Quais são as características do medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    Quando você me pergunta sobre o medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline, eu escuto algo muito profundo aí não é apenas medo de algo concreto, é um medo de deixar de existir emocionalmente para o outro.

    No TPB, o medo não costuma ser só “medo de ficar sozinho”. É um medo de abandono que toca numa sensação mais primitiva: a de que, se o outro se afasta, você desaparece. Como se a sua identidade dependesse intensamente da presença, do olhar e da validação do outro. Pequenos sinais uma demora na resposta, uma mudança de tom, um cancelamento de plano podem ser vividos como ameaças de ruptura total, quase como uma morte psíquica.

    Outra característica é o sentimento crônico de vazio. Muitas pessoas com TPB relatam uma sensação de não saber quem são quando não estão em relação com alguém. É como se faltasse um eixo interno estável. Esse vazio alimenta o medo existencial, porque gera a pergunta angustiante: “Quem sou eu quando estou só?”

    Também há uma hipersensibilidade à rejeição. O mundo pode ser experimentado como instável e imprevisível. Isso cria um estado de alerta constante, como se você precisasse vigiar o vínculo o tempo todo para garantir que ele não vá se romper. Essa vigilância gera ansiedade intensa e, às vezes, comportamentos impulsivos na tentativa de evitar o abandono mesmo que esses comportamentos acabem, paradoxalmente, afastando o outro.

    O medo existencial no TPB também pode aparecer como uma oscilação entre idealização e desvalorização. Quando o outro está presente e disponível, ele pode ser visto como perfeito, salvador. Quando frustra, pode ser sentido como totalmente mau ou indiferente. Essa oscilação é uma tentativa psíquica de lidar com a angústia de perda e com a dificuldade de integrar aspectos bons e ruins da mesma pessoa.

    No fundo, estamos falando de uma fragilidade na sensação de continuidade do eu. A angústia não é só “você vai me deixar”, mas “se você me deixar, eu não sei se continuo sendo”.

    Mas eu quero que você saiba algo importante: esse medo, por mais intenso que seja, tem história. Ele não nasce do nada. Geralmente está ligado a experiências precoces de invalidação, inconsistência emocional ou rupturas afetivas. E, na psicoterapia, especialmente num espaço seguro e estável, é possível fortalecer essa base interna, construir uma identidade mais integrada e desenvolver recursos para que o vínculo não seja vivido como questão de sobrevivência.

    Se esse medo faz parte da sua experiência, nós podemos olhar para ele juntos. Ele não é um defeito seu ele é uma tentativa da sua psique de se proteger de uma dor que já foi grande demais.


  • Quais são os mecanismos centrais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que o modelo transd

    Quais são os mecanismos centrais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) que o modelo transdiagnóstico aborda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o modelo transdiagnóstico busca entender os mecanismos centrais que sustentam os sintomas, independentemente das categorias diagnósticas tradicionais. Esse modelo foca em processos psicológicos comuns que atravessam diferentes transtornos, e no caso do TPB, alguns desses mecanismos são especialmente relevantes.

    Primeiro, um dos mecanismos centrais é a regulação emocional disfuncional. Pessoas com TPB frequentemente experimentam emoções intensas e têm dificuldade em gerenciá-las, o que pode levar a reações impulsivas e comportamentos autodestrutivos.

    Outro mecanismo importante é a instabilidade nas relações interpessoais. Isso está ligado a uma sensibilidade elevada a rejeição e abandono, que gera medo intenso e respostas emocionais desproporcionais, dificultando a manutenção de vínculos estáveis.

    Além disso, o modelo transdiagnóstico destaca a dificuldade na tolerância à angústia — a incapacidade de suportar estados emocionais negativos sem recorrer a estratégias prejudiciais, como automutilação ou abuso de substâncias.

    Por fim, há também a presença de padrões cognitivos disfuncionais, como pensamentos extremos (tudo ou nada), que contribuem para a instabilidade emocional e comportamental.

    Em resumo, o modelo transdiagnóstico no TPB enfatiza que esses mecanismos — regulação emocional, instabilidade interpessoal, baixa tolerância à angústia e padrões cognitivos rígidos — são centrais para compreender e tratar o transtorno, focando no processo e não apenas nos sintomas isolados.

    Se quiser, posso explicar como esses mecanismos são trabalhados na terapia para promover mudanças duradouras.


  • Qual o objetivo da terapia psicanalítica em relação à roupagem psíquica?

    Qual o objetivo da terapia psicanalítica em relação à roupagem psíquica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    O objetivo da terapia psicanalítica em relação à roupagem psíquica é possibilitar que o sujeito construa, reconheça e ressignifique as formas como organiza sua vida interna, especialmente os modos de se proteger, se apresentar ao mundo e lidar com seus conflitos inconscientes. A ideia de roupagem psíquica pode ser entendida como esse conjunto de defesas, identificações e narrativas que revestem o sujeito e dão uma aparência de coesão ao eu, mas que muitas vezes também encobrem conteúdos recalcados, traumas ou desejos não elaborados. Nesse sentido, a psicanálise não busca simplesmente retirar essa roupagem, mas sim torná-la consciente, mais flexível e menos rígida, permitindo que o indivíduo tenha maior liberdade psíquica. Ao longo do processo analítico, por meio da fala, da associação livre e da interpretação, o paciente pode acessar camadas mais profundas de si mesmo, compreender a origem de seus sintomas e transformar modos de funcionamento que antes eram automáticos. Assim, o objetivo não é eliminar defesas, mas favorecer uma reorganização psíquica mais integrada, em que o sujeito possa sustentar sua singularidade com menos sofrimento e maior capacidade de simbolização e elaboração.


  • Quem tem funcionamento intelectual borderline (limítrofe) pode ter altas habilidades/superdotação ?

    Quem tem funcionamento intelectual borderline (limítrofe) pode ter altas habilidades/superdotação ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    Quando falamos de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), estamos nos referindo a um padrão complexo de instabilidade emocional, de relacionamentos, de autoimagem e de impulsividade. É um transtorno que afeta profundamente a forma como a pessoa se sente, pensa e se relaciona com o mundo.

    Agora, a sua pergunta é se alguém com TPB pode ter altas habilidades ou superdotação. E a resposta é um sim categórico.

    Não há nenhuma incompatibilidade entre ter um diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline e possuir altas habilidades ou superdotação. Na verdade, muitas pessoas com TPB são extremamente inteligentes, criativas, sensíveis e com uma capacidade de percepção aguçada.

    Pense comigo:

    Intensidade Emocional: A mesma intensidade que pode trazer sofrimento no TPB, muitas vezes está ligada a uma profundidade de percepção e a uma capacidade de sentir e expressar emoções que pode ser a base de uma grande sensibilidade artística, musical ou de uma compreensão profunda de questões humanas.
    Criatividade: Muitas pessoas com TPB demonstram uma criatividade notável em diversas áreas, seja na escrita, nas artes visuais, na música ou em outras formas de expressão. A complexidade de suas experiências internas pode alimentar uma rica vida imaginativa.
    Inteligência: O TPB não é um transtorno cognitivo. Pessoas com TPB podem ter um QI muito elevado e uma capacidade intelectual aguçada para aprender, analisar e resolver problemas. A dificuldade reside mais na regulação emocional e nos padrões de relacionamento, e não na capacidade intelectual em si.
    Percepção Aguçada: A sensibilidade que acompanha o TPB pode, em alguns contextos, significar uma capacidade de perceber nuances e detalhes que outras pessoas não notam, o que pode ser uma vantagem em campos que exigem observação e análise detalhada.
    O desafio, para quem tem TPB e altas habilidades, muitas vezes reside em como gerenciar a intensidade emocional e a instabilidade para conseguir canalizar e utilizar essas habilidades de forma construtiva. O tratamento do TPB, como a Terapia Dialética Comportamental (DBT), por exemplo, visa justamente a desenvolver ferramentas para a regulação emocional e interpessoal, permitindo que a pessoa possa florescer e usar todo o seu potencial.

    Então, sim, é absolutamente possível ter TPB e ser uma pessoa com altas habilidades ou superdotação. Uma coisa não anula a outra. O importante é reconhecer e valorizar essas capacidades, ao mesmo tempo em que se busca apoio para lidar com os desafios do transtorno.

    Estou aqui para você, para conversarmos sobre isso e sobre o que mais precisar. Sinta-se à vontade para compartilhar seus pensamentos.


  • Quais são as maneiras de praticar a atenção plena para pensamentos intrusivos ?

    Quais são as maneiras de praticar a atenção plena para pensamentos intrusivos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    Pensamentos intrusivos são aqueles que surgem de forma inesperada, muitas vezes indesejada, e podem causar desconforto ou ansiedade. A atenção plena oferece estratégias para que você possa se relacionar com esses pensamentos de maneira mais saudável, sem se deixar dominar por eles.

    Aqui estão algumas maneiras eficazes de praticar a atenção plena para esses pensamentos:

    Reconhecer o Pensamento sem Julgamento: Quando um pensamento intrusivo surgir, o primeiro passo é simplesmente notar que ele está ali, sem tentar reprimi-lo ou se culpar por tê-lo. Você pode mentalmente dizer para si mesmo: “Aqui está um pensamento”, reconhecendo sua presença de forma neutra.
    Observar com Curiosidade: Em vez de lutar contra o pensamento, observe-o como se fosse um objeto estranho que passou por sua mente. Pergunte-se: “Que forma ele tem? Que sensação ele traz no meu corpo?” Essa curiosidade ajuda a diminuir o impacto emocional.
    Deixar o Pensamento Passar: Imagine que o pensamento é uma nuvem ou uma folha que flutua em um rio. A prática é permitir que ele venha e vá, sem se agarrar ou tentar empurrar. Isso cria um espaço entre você e o pensamento.
    Focar na Respiração ou no Corpo: Quando o pensamento intrusivo vier, redirecione sua atenção para a respiração, sentindo o ar entrando e saindo, ou para sensações físicas no corpo. Isso ajuda a ancorar sua mente no presente e reduz a ruminação.
    Praticar a Aceitação: Aceitar que pensamentos intrusivos fazem parte da experiência humana, sem tentar controlá-los, reduz a luta interna e a ansiedade associada.
    Usar Meditações Guiadas de Atenção Plena: Existem práticas específicas que orientam você a observar pensamentos sem se envolver, o que pode ser muito útil para treinar essa habilidade.
    Em resumo, a atenção plena para pensamentos intrusivos é sobre mudar a relação que você tem com esses pensamentos — de resistência e luta para aceitação e observação consciente. Com a prática regular, você ganha mais liberdade para escolher como responder, em vez de reagir automaticamente.


  • Como a atenção plena pode ser aplicada no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Como a atenção plena pode ser aplicada no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    No tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), a atenção plena não é uma cura por si só, mas uma ferramenta poderosa que complementa outras abordagens.

    A ideia central da atenção plena é ajudar a pessoa a observar seus pensamentos obsessivos e impulsos compulsivos sem julgamento e sem se engajar neles. Em vez de tentar lutar contra a obsessão ou ceder à compulsão, a atenção plena ensina a criar um espaço entre o pensamento e a reação.

    Aqui estão os mecanismos principais de como ela pode ser aplicada:

    Observação sem Julgamento: A atenção plena treina a pessoa a notar a chegada de um pensamento obsessivo ("E se eu não fechei a porta?") ou de uma sensação de ansiedade, sem se prender a ele ou tentar analisá-lo. É como observar nuvens passando no céu – elas vêm e vão, mas você não precisa subir nelas.
    Desidentificação: Ajuda a perceber que "eu tenho um pensamento obsessivo" é diferente de "eu sou meu pensamento obsessivo". Isso reduz o poder que a obsessão tem sobre a identidade e o bem-estar da pessoa.
    Tolerância à Angústia: Ao invés de reagir imediatamente com uma compulsão para aliviar a ansiedade, a atenção plena ensina a pessoa a permanecer com a sensação desconfortável por um tempo, observando-a diminuir naturalmente. Isso fortalece a capacidade de tolerar a angústia sem recorrer a rituais.
    Foco no Presente: O TOC muitas vezes puxa a pessoa para preocupações futuras ou ruminações passadas. A atenção plena traz o foco para o momento presente – para a respiração, para as sensações corporais, para o ambiente – desviando a atenção do ciclo obsessivo-compulsivo.
    Redução da Reatividade: Com a prática, a pessoa se torna menos reativa aos gatilhos do TOC. A urgência de realizar a compulsão diminui, e há uma maior capacidade de escolher uma resposta mais adaptativa.
    Em resumo, a atenção plena no TOC não busca eliminar os pensamentos obsessivos (o que é quase impossível), mas sim mudar a forma como a pessoa se relaciona com eles. Ela capacita o indivíduo a ser um observador consciente de sua própria mente, ganhando mais controle sobre suas reações e, consequentemente, sobre o impacto do transtorno em sua vida.

    Se tiver mais alguma dúvida ou quiser aprofundar em algum ponto, estou à disposição.


  • Não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, nem falar em grupo, somente consigo conversar com uma

    Não consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, nem falar em grupo, somente consigo conversar com uma pessoa só. Se estou conversando e alguém me fala alguma coisa eu não consigo pensar, preciso parar uma pessoa para entender a outra. Também não consigo contar nenhuma história, facilmente perco a linha do raciocínio e não sei mais o que estou falando, o que ia falar, queria melhorar isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    É compreensível que você esteja enfrentando dificuldades para lidar com múltiplas tarefas ao mesmo tempo e para se comunicar efetivamente em situações de grupo. Estas dificuldades podem indicar a necessidade de uma avaliação mais profunda com um psicólogo para entender melhor as causas subjacentes e desenvolver estratégias específicas para lidar com essas questões. Uma abordagem para melhorar essas habilidades pode envolver práticas de atenção plena, concentração e técnicas de comunicação, mas um profissional de saúde mental pode fornecer orientação personalizada e apoio necessário nesse processo de melhoria. Considerando isso, buscar ajuda de um psicólogo pode ser um passo importante para entender e superar essas dificuldades.


    Te convidamos para uma consulta


  • É normal viver completamente desconectado da realidade? Ouvi dizer que é um sintoma de depressão por

    É normal viver completamente desconectado da realidade? Ouvi dizer que é um sintoma de depressão por ou algo do tipo, mas normalmente essa "desconexão" não vêem junto a nenhum sentimento de tristeza, mas é como estar inerte a tudo que acontece. Mesmo coisas graves, tendem a não chocar tanto, o que parecer útil, mas na verdade assusta bastante, por ser algo contrário ao normalmente esperado de um humano saudável.
    Há algum problema em viver desconectado da realidade? Há algum problema em se isolar completamente do mundo exterior?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    Viver desconectado da realidade ou se isolar completamente do mundo exterior pode indicar problemas de saúde mental, como depressão ou transtornos dissociativos. Essa desconexão pode resultar em consequências negativas, incluindo isolamento social, dificuldades nos relacionamentos, redução do prazer na vida, risco de situações perigosas e impacto na tomada de decisões. É crucial procurar ajuda de um profissional de saúde mental para identificar a causa subjacente e desenvolver um plano de tratamento adequado, visando recuperar o contato com a realidade e melhorar a qualidade de vida.


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  • Desde criança não sinto deslumbre por nada. Assim como quando conheci o mar a primeira vez (embora g

    Desde criança não sinto deslumbre por nada. Assim como quando conheci o mar a primeira vez (embora goste muito), andei de avião a primeira vez ou de barco, ou conheci um lugar paradisíaco. Não tenho o sentimento de deslumbre e fico mal por não conseguir me sentir extremamente feliz como vejo os outros se sentindo. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Stephanie Von Wurmb Helrighel

    Bom dia, é normal não sentir um deslumbramento intenso ou uma emoção extrema em certas situações, mesmo quando essas situações são consideradas emocionantes ou especiais por outras pessoas. Cada indivíduo é único e experimenta emoções de maneira diferente, e isso é perfeitamente normal.

    Algumas pessoas são naturalmente mais reservadas em expressar suas emoções, enquanto outras podem expressar entusiasmo de forma mais evidente. Além disso, a capacidade de sentir deslumbramento ou extrema felicidade pode ser influenciada por uma variedade de fatores, incluindo personalidade, experiências passadas, estado de saúde mental e contexto cultural.

    Se você se sente mal por não experimentar essas emoções da mesma forma que vê outras pessoas experimentando, pode ser útil refletir sobre o que é importante para você e o que traz significado à sua vida. Nem todos encontram felicidade ou realização nas mesmas coisas, e é importante valorizar suas próprias experiências e emoções, independentemente de como elas se comparam às dos outros.

    Se você está preocupado com sua capacidade de experimentar emoções ou se isso está afetando sua qualidade de vida, pode ser útil conversar com um profissional de saúde mental, como um psicólogo que pode ajudá-lo a explorar essas questões com mais profundidade e oferecer suporte adequado.
    Fico a disposição






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Perguntas frequentes

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