Perguntas do paciente (519)
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Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin
Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por estares passando por tudo isso, sem dúvida é muito sofrimento. Talvez você esteja se sentindo muito sozinha para lidar com coisas pesadas demais...
Procure um psicoterapeuta, ele vai dividir esse fardo contigo e vai te ajudar a entender melhor o que se passa. Não desiste.
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fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep
fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é muito mais comum e muito mais profundo do que parece.
Esse vai e vem entre querer estar perto e querer estar longe fala de algo muito humano: a oscilação entre o desejo de fusão e o medo de perder a própria liberdade. Quando você está com ele, talvez sinta o peso das repetições, dos conflitos, das partes de si que se anulam para manter o vínculo. Quando está longe, vem o vazio, a saudade, o medo da solidão — e, com ele, a esperança de que dessa vez possa ser diferente.
Mas não se trata apenas de “não saber o que quer”. O que está acontecendo aí é um **movimento emocional ambivalente**, típico de vínculos afetivos em que há feridas antigas sendo tocadas medo de abandono, necessidade de segurança, e, ao mesmo tempo, pavor de se perder no outro. Esse ciclo de separações e reconciliações costuma ter raízes muito mais antigas do que o relacionamento atual; ele reflete padrões de apego e de repetição afetiva que vêm desde a infância.
Do ponto de vista psicanalítico, quando o amor dói e atrai na mesma medida, é porque algo dentro de nós ainda está tentando resolver uma história passada e o parceiro se torna o espelho dessa história.
Por isso, antes de recomeçar com ele, talvez o passo mais importante seja recomeçar com você. Entender o que em você se liga a esse ciclo e o que te impede de sustentar o amor sem precisar fugir dele. Isso não se resolve com força de vontade se transforma através da consciência e do autoconhecimento.
A psicanálise é o espaço ideal para isso: um lugar onde você pode se escutar de verdade, sem culpa, sem julgamento, e compreender o que repete, o que teme e o que deseja.
Você não está sozinha, nem errada por sentir esse conflito. Isso é apenas o seu inconsciente tentando te mostrar que algo precisa ser visto.
Se quiser, posso te acompanhar nesse processo. Juntas, podemos entender o que dentro de você pede por equilíbrio, para que o amor seja por ele ou por alguém novo não nasça mais do medo, mas da liberdade.
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Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, t
Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, trava! Tenho várias coisas em mente mais não sai...
E também tenho medo da feminidade da mulher (eu) com palavras, no jeito de falar..
Algum conselho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas pessoas sentem exatamente isso: conseguem se expressar melhor quando estão atrás de uma tela, em silêncio, com tempo para pensar, sem o olhar direto do outro. No ambiente virtual, existe uma sensação de proteção — você se sente no controle da forma e do tempo da sua fala. Já no contato presencial, onde há olhar, tom de voz, corpo e presença, tudo parece expor demais… e o corpo “trava”.
Essa trava não é falta de conteúdo — pelo contrário, é excesso de emoção. Há tanto dentro de você que, diante do outro, as palavras parecem se perder. O que trava é a voz do medo: medo de não ser compreendida, medo do julgamento, medo de que, ao se expressar, algo de muito íntimo se revele.
Você menciona também o medo da feminilidade, do seu próprio jeito de ser mulher. Isso é algo profundo — e, na psicanálise, vemos com frequência. Muitas mulheres, por experiências passadas ou por padrões familiares e culturais, aprenderam que o feminino pode ser perigoso, frágil ou “demais”. Assim, acabam reprimindo a própria expressão — a voz, os gestos, o brilho, o desejo — por medo de não caber, de incomodar, de ser vistas demais.
Mas o feminino não é o perigo — é a potência.
Essa sensibilidade, essa forma de perceber o mundo com tanta intensidade, é justamente o que te torna viva e autêntica. O medo que você sente hoje é o mesmo que protegeu essa feminilidade quando ela não foi acolhida lá atrás. Agora, ela precisa de espaço, de um ambiente seguro onde possa voltar a se expressar.
Meu conselho é: não lute contra o silêncio. Comece por ele. Escreva. Continue colocando em palavras tudo o que sente nas redes, nos diários, nas mensagens. Escrever é uma forma legítima de falar — é o primeiro passo para que a voz comece a nascer de dentro. Aos poucos, no espaço terapêutico, essa escrita pode se transformar em fala, e a fala em presença.
Na terapia, você poderá compreender a origem desse medo e reconstruir o vínculo com sua própria voz e com o seu feminino — um vínculo que não assusta, mas acolhe.
Você não precisa se forçar a falar antes de estar pronta. O processo é lento, mas é belo: a voz nasce quando o medo se sente escutado.
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Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!
Como superar os pensamentos intrusivos?
Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensamentos intrusivos podem ser assustadores, principalmente quando surgem após a gravidez — um período em que corpo, mente e emoções passam por transformações profundas. Muitas mulheres relatam imagens ou ideias indesejadas, às vezes até perturbadoras, que aparecem de repente e parecem fora de controle.
A primeira coisa que você precisa saber é: **ter pensamentos intrusivos não significa que você é uma pessoa ruim, nem que vai colocá-los em prática**. Eles são fruto da ansiedade, do cansaço, das mudanças hormonais e, muitas vezes, do medo inconsciente de não dar conta dessa nova fase.
Para começar a lidar com eles:
* **Não lute contra o pensamento**: quanto mais você tenta expulsá-lo, mais ele cresce. Tente observá-lo como algo passageiro, que vem e vai.
* **Respire e ancore-se no presente**: técnicas de respiração ou mindfulness ajudam a acalmar o corpo e a reduzir o impacto da ansiedade.
* **Fale sobre isso**: compartilhar em um espaço seguro tira o peso da culpa e ajuda a compreender o que esses pensamentos querem comunicar.
* **Cuide de você**: sono, alimentação, atividade física leve e pausas de descanso fazem diferença no funcionamento da mente.
Mas o passo mais transformador é o acompanhamento terapêutico. Na terapia, esses pensamentos deixam de ser monstros secretos e passam a ser compreendidos como expressões de emoções não elaboradas.
Se você sente que esses pensamentos têm te angustiado e te afastado da tranquilidade que deseja viver nessa fase, eu te convido a iniciar esse processo comigo. Juntas, vamos escutar o que sua mente está tentando dizer e transformar essa experiência em um caminho de consciência, cuidado e liberdade.
Grande abraço.
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Tenho um.filho dd 17 anos, ele uma.hr fala q quer ser algo e logo apos muda, ele nao tem paciencia .
Tenho um.filho dd 17 anos, ele uma.hr fala q quer ser algo e logo apos muda, ele nao tem paciencia . Ele ta bem e daqui a pouco ta de mal humor. Tem duvidas sobre o q ser. Nao trm paciencia . Ele mesmk pediu ajuda pq acha q é problematico. Nao sei qual profissional levar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Comece com um psicólogo, ele fará uma avaliação e se necessário um encaminhamento.
Abraço e fico a disposição.
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Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,porém tenho focado nisso na m
Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,porém tenho focado nisso na minha vida ultimamente,porém apaixonei pela minha terapeuta e não tenho coragem nenhuma de falar para ela. O que eu devo fazer? Mudar de terapeuta? preciso de uma ajuda!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi tudo bem?
Em primeiro lugar você não precisa sentir vergonha, é natural que ocorra algum tipo de transferencia erotizada como forma de resistencia ao tratamento. Te diria o seguinte, se tu tens uma boa relação com a tua terapeuta, volta lá e abre teu coração, ela vai trabalhar isso contigo e se tu tiveres coragem de superar isso certamente será uma alavanca no teu tratamento. Acredita em ti mesmo e te mantém firme no tratamento, o importante é não interrompe-lo e de preferencia terminá-lo. Abraço e fico a disposição.
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Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?
Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade, de certa forma, é um dos modos que a mente encontra para dizer que está sobrecarregada. Todos nós sentimos ansiedade em algum momento — antes de algo importante, quando estamos inseguros ou vivendo mudanças. Mas quando essa sensação começa a aparecer sem motivo aparente, de forma constante, trazendo medo, tensão ou desconforto físico, ela pode estar mostrando que algo dentro de você precisa ser olhado com mais cuidado.
O transtorno de ansiedade é quando esse estado de alerta deixa de ser passageiro e passa a ocupar o seu dia a dia. O corpo e a mente agem como se houvesse perigo o tempo todo, mesmo quando está tudo bem. É como se o cérebro não conseguisse “desligar”. Isso pode causar palpitações, falta de ar, aperto no peito, insônia, irritabilidade, sensação de descontrole e pensamentos que não param.
Mas por trás da ansiedade, há sempre uma mensagem. Do ponto de vista psicanalítico, ela é um sinal de que algo dentro de você — talvez uma emoção reprimida, um medo antigo ou uma exigência interna muito forte — está pedindo para ser escutado. A ansiedade não é o problema em si, é o sintoma de uma alma que está tentando se reorganizar.
O tratamento não é apenas aprender a controlar os sintomas, e sim compreender o que os provoca, para que você possa retomar o equilíbrio de forma duradoura. Com o acompanhamento certo, é possível recuperar o prazer de viver, a tranquilidade e a confiança em si mesmo.
Se você sente que a ansiedade tem te tirado o sono, a concentração ou a leveza, eu te convido a dar o primeiro passo. Na terapia, você vai encontrar um espaço de escuta verdadeira, onde pode falar sem medo, compreender suas emoções e aprender a transformar essa inquietação em consciência e calma.
Você não precisa enfrentar isso sozinho. Há um caminho para reencontrar sua paz — e ele começa quando você decide se cuidar.
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Tenho 17 anos, ando me sentindo muito triste mas n sei o motivo ao certo, ando me sentindo muito soz
Tenho 17 anos, ando me sentindo muito triste mas n sei o motivo ao certo, ando me sentindo muito sozinha, incapaz, insuficiente e confusa, tenho dificuldade em manter as pessoas perto, e nunca me envolvi amorosamente, será q tenho depressão? Devo procurar um profissional? Ou é só confusões da adolescência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá querida, que difícil em.
Pode ser que sim, pode ser que não... Essa resposta tu só vai ter fazendo uma avaliação com um profissional (psicólogo ou psiquiatra). Mas independentemente do resultado da sua avaliação eu recomendo que faças terapia, esse será um momento especial contigo mesma para se reencontrar e se ressignificar.
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Meu namorado disse que há um tempo atrás foi diagnosticado com transtorno bipolar,mais lendo a respe
Meu namorado disse que há um tempo atrás foi diagnosticado com transtorno bipolar,mais lendo a respeito vi que os bipolares são frios,ele é totalmente o contrário,muito carinhoso...há possibilidade dele não ter esse tal transtorno bipolar?ou o bipolar tbm pode ser amoroso?Grata...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Existe, sim, a possibilidade de uma pessoa com transtorno bipolar ser extremamente carinhosa, afetuosa e até intensa emocionalmente. O que você leu sobre “frieza” provavelmente se refere a um tipo específico de comportamento que pode aparecer em alguns momentos da doença, mas não define quem o bipolar é em essência.
O Transtorno Bipolar é uma condição marcada por oscilações de humor intensas — períodos de euforia (ou hipomania) alternados com períodos de tristeza profunda. Em fases de estabilidade, a pessoa pode ser absolutamente amorosa, atenciosa, empática e envolvente. Em outros momentos, dependendo do estágio da doença e do equilíbrio medicamentoso, pode se tornar mais retraída, irritada ou distante.
Mas isso não quer dizer que o carinho que ele demonstra é “falso” ou “fora do comum”. Pelo contrário: muitos bipolares têm uma afetividade expansiva, profunda, calorosa — e amam com intensidade. É parte da sensibilidade emocional que, quando bem acompanhada, pode se expressar de maneira saudável e bonita.
Também é importante lembrar que cada pessoa é única, e que o diagnóstico bipolar não deve ser lido como uma sentença de comportamento. O que mais importa é se ele está em acompanhamento psiquiátrico e psicológico, e se consegue reconhecer e cuidar dos próprios ciclos emocionais.
A psicanálise nos ensina que o afeto no bipolar não é falta ou excesso: é um fluxo que precisa de contorno. Quando tratado e compreendido, esse mesmo fluxo se transforma em potência, criatividade e amor genuíno.
Então sim — ele pode ser amoroso, verdadeiro e bipolar ao mesmo tempo. O carinho dele não invalida o diagnóstico, apenas mostra que o transtorno não define a totalidade de quem ele é.
Se você desejar, posso te ajudar a compreender melhor como lidar emocionalmente com alguém que vive o transtorno bipolar — sem medo, com afeto e com consciência.
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Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.
Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em primeiro lugar você precisa entrar em tratamento combinado (psicólogo e psiquiatra). Normalmente com psicólogo sua frequência será de no mínimo uma vez na semana e inicialmente com o seu psiquiatra de 15 em 15 e depois vai espaçando... Entenda que para o tratamento funcionar você vai precisar ser persistente, a sua melhora DEPENDE do seu grau de comprometimento, ou seja: sem faltas, aproveitar bem as sessões e seguir pensando a respeito depois delas, tentar associar as coisas pensadas em sessão com os acontecimentos do dia-a-dia, etc. Tome as medicações indicadas e siga as orientações do seu médico até o final do tratamento. Lembre-se de que haverão altos e baixos no seu tratamento, faz parte e esta tudo bem. Não desista... Procure estabelecer e manter uma rotina organizada e limpa, boa alimentação, boa higiene do sono, interações sociais de qualidade e exercícios físicos regulares.
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Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e
Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está trazendo é muito importante: quando escutamos o sofrimento do outro, especialmente alguém querido, podemos acabar carregando um peso maior do que conseguimos sustentar sozinhos. Isso acontece porque, ao tentar ajudar, entramos em contato também com as nossas próprias dores; algumas conscientes, outras mais profundas, inconscientes.
Não é que você precise “parar de ajudar”, mas sim compreender que não é sua responsabilidade salvar o outro. O que sua colega precisa é de um espaço de cuidado profissional, onde o sofrimento dela possa ser escutado de forma adequada. E o que você precisa é de um espaço em que também possa ser cuidada, sem se sentir sobrecarregada ou confusa.
O fato de você chorar muito ou se sentir triste quase o tempo todo é um sinal de que algo está pedindo atenção em você. Olhar para isso não é egoísmo, é autocuidado. Só conseguimos estar verdadeiramente presentes para alguém quando também cuidamos de nós mesmos.
Por isso, eu te convido a procurar um espaço terapêutico comigo, onde você poderá falar livremente sobre essas experiências, entender melhor os seus sentimentos e construir formas mais saudáveis de se relacionar com o outro e consigo mesma.
Grande abraço!
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Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra
Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, o ritual faz parte do quadro de TOC, não fazer os rituais pode te deixar muito ansioso, mas se estes rituais não estiverem ligados a algo do real, da necessidade real (ex: desligar o fogão 1 vez), tu não terás problemas em deixar de fazê-los. O que pode estar acontecendo é que tua propria mente está tentando interromper essa teu sofrimento, mas acredito que para que você possa superar isso sem mais sofrimentos tão intensos, seja extremamente recomendado acompanhamento psicológico e psiquiatrico.
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O paciente cleptomaníaco pode sair depois de quantos anos de tratamento? Hão reincidências, sabendo
O paciente cleptomaníaco pode sair depois de quantos anos de tratamento? Hão reincidências, sabendo que a cleptomania não tem cura? Se sim, como pode haver reincidências? Quais são os fatores ambientais de uma possível reincidência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa tarde.
Cada pessoa, independente de seu diagnóstico, é uma pessoa diferente da outra. Por mais que se tenham diagnósticos parecidos, a compreensão do caso e o tratamento escolhido serão montados de acordo com a tua demanda em particular. Neste sentido faz-se impossível precisar coisas como tempo exato de tratamento e reincidências. É possível é claro que existam reincidências, mas com o tratamento, espera-se que este comportamento pare.
Concordo com o colega quando diz que é importante compreender a razão de manter-se com determinado sintoma ou comportamento. Quer dizer, a serviço de que ele existe? Acho que é um bom caminho para que inicies teu tratamento. Grande abraço!
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Tenho pais que acumulam animais. Sem querer, eu reforço esse comportamento deles às vezes. Sei que
Tenho pais que acumulam animais. Sem querer, eu reforço esse comportamento deles às vezes. Sei que preciso de tratamento psicológico. Mas em relação a eles, como devo ajudá-los ? Eles não entendem que precisam de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, imagino que não deva ser fácil admitir e aceitar que precisa de ajuda. Isso significa que tens sensibilidade e coragem. Com relação a como ajudar seus pais, inicialmente, por esta atitude que comentastes ter, de reforçar o comportamento deles mesmo que sem querer. Acredito que para ajudá-los, você precisa primeiro se fortalecer, compreender porque tens essa atitude e tratar isso em você. Sabemos que não é fácil conviver com pessoas acumuladoras, neste sentido é importante que tu trate o teu sofrimento antes de desejar ajudá-los, sabemos que a gente só pode ajudar sem adoecer junto quando já estamos fortes. Concordo com os colegas que comentam a importância de incentivá-los ao tratamento. Um profissional com toda a certeza terá capacidade e técnica para isso. No mais, acredito que ir mostrando aos poucos, com carinho e zelo que acumular animais não é normal, que pode ser prejudicial para vocês e para eles... Este tipo de coisa junto ao incentivo para o tratamento e ver você se tratando acredito que serão suficientes. Reforço a colocação do colega, ninguém vai se tratar sem sofrimento, por isso é importante que antes de tudo eles compreendam o quanto podem estar se prejudicando e prejudicando os próprios animais. Para qualquer dúvida ou informação, me coloco a disposição.
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Gostaria de saber , o motivo de ser emotiva de mais?
Gostaria de saber , o motivo de ser emotiva de mais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, cada ser humano é único neste mundo. Jamais poderia generalizar o seu caso com o de outros pacientes. Talvez você se sinta mais vulnerável a estímulos do que outras pessoas. Mas para compreender o seu caso em particular em profundidade e descobrir as raízes disso, acredito que apenas com análise. Me coloco a disposição caso haja interesse. Abraço
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Pode ocorrer mais de um transtorno de personalidade em uma pessoa?
Pode ocorrer mais de um transtorno de personalidade em uma pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A resposta para esta pergunta é mais complexa do que parece, prefiro inicialmente explicar o que é uma personalidade e um transtorno de personalidade. Uma personalidade normal ou patológica é formada pela junção de um desenvolvimento físico, psíquico, cultural, etc. A minha personalidade vai dizer muito a respeito da minha história e das minhas vivências. Neste sentido, ela é constituída por muitos fatores, sendo os principais, as relações que se estabelecem com os cuidadores (pais, familiares, etc) e com o mundo. Nos transtornos de personalidade observamos traços emocionais e comportamentais de um indivíduo que podem ser definidos como severamente inflexíveis e mal ajustados. Isso gera grande dificuldade do sujeito se adaptar a vida de forma funcional e prazerosa em todos os seus campos. Esses distúrbios comprometem a qualidade de vida dos pacientes e dos que estão por perto. Acredita-se que muitos fatores genéticos e ambientais estejam envolvidos na origem desta desadaptação da percepção de vida e de si, que geram este transtorno. Além disso, para cada tipo de transtorno de personalidade, pode haver uma causa diferente. Neste sentido, os diagnósticos que vemos hoje, como por exemplo, "transtorno de personalidade narcisista" contempla um olhar médico classificatório e voltado para o tratamento medicamentoso. Como sabemos, o ser humano é complexo e a compreensão geral de uma personalidade precisa ir muito além de um olhar classificador e reducionista. Sendo assim, é possível sim que uma mesma pessoa possua traços de caráter predominante de um diagnóstico porém, apresente muitas outras características importantes de outra estrutura de personalidade.
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À 6 meses sofro de dores crônicas e por vezes incapacitantes, fiz vários exames, RMcranio, coluna,
À 6 meses sofro de dores crônicas e por vezes incapacitantes, fiz vários exames, RMcranio, coluna, abdômen,eletroneuromiografia, reumatologicos, tds ok. Internada por 2 vezes a médica sugeriu ser síndrome somatoforme, já me trato à 4 meses com Amitriptilina, Venlanfaxina Fluxtar. Demora a ver resultados?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Um bom dia para você. Respondendo sua pergunta, as questões relacionadas ao soma (corpo) que possuem fonte na psique (mente) se manifestam muitas vezes através do corpo. Pacientes com questões somáticas como parece ser o seu caso, manifestam os sintomas psíquicos através do corpo. O corpo está comunicando o que você não está conseguindo expressar através da palavra. No caso quando temos uma infecção o corpo avisa pela febre, quando há algo no psíquico, sintomas como ansiedade aparecem. Quando mesmo pelos sintomas psíquicos não há compreensão e elaboração do problema, então o corpo e a mente usam de ser recurso primordial para avisar a pessoa de que há um problema, uma luz vermelha piscando. No seu caso, estes problemas que vens apresentando. Primeiramente é sempre importante descartar a possibilidade de ser algo orgânico com um médico especialista. Descartada esta hipótese o tratamento de referência é psicológico. Fico a disposição caso hajam maiores dúvidas.
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Criança de 08 anos com muita birra, super nervoso (basta lhe pedir pra não fazer determinada coisa)
Criança de 08 anos com muita birra, super nervoso (basta lhe pedir pra não fazer determinada coisa) que já fica estressado ao ponto de se achar superior aos adultos de casa. Daí avança teimando, gritando e avança para agredir aos adultos da casa com força tremenda que sinto dificuldade em acalmá-lo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia,
a criança de 8 anos está em um momento do desenvolvimento chamado latência. Cronologicamente, esse período localiza-se aproximadamente entre os seis e dez anos de idade.
O início desse período é mais tenso e conflituoso que sua finalização, uma vez que a criança vai, aos poucos, interagindo melhor com o mundo que a cerca. Ou seja, a fase de latência corresponde a um aumento gradual no tempo de espera pela satisfação dos desejos da criança.
Aconselho que procure ajuda profissional, para que possas compreender o que está se passando com o seu filho e melhorar a relação de vocês. Me coloco a disposição. Abraço!
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Como posso resolver uma compulsão sexual?
Como posso resolver uma compulsão sexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Venha fazer uma primeira avaliação comigo, vou te ajudar a compreender melhor o que se passa contigo e se necessário te encaminho para um profissional complementar como por exemplo um psiquiatra.
Perguntas frequentes
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Quem é vegetariano pode consumir alimentos que contém lactobacilos?
O tipo Ovolactovegetariano não come carne, mas consome leite, ovos e derivados.…