Perguntas do paciente (119)

  • Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afe

    Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afetaram desde pequeno. Hoje sinto que isso ainda influencia muito minha vida diária.

    Eu vivo um conflito constante:

    Por um lado, sinto que preciso conquistar autonomia, independência financeira, rotina, trabalho e eventualmente sair de casa, porque o ambiente em que vivo ainda me faz mal emocionalmente.

    Por outro lado, sinto que estou tão desgastado emocionalmente que tenho dificuldade de manter constância, disciplina, foco, energia e estabilidade pra conseguir justamente construir essa independência.

    Então entro num looping:

    - não consigo crescer porque estou emocionalmente mal e vivendo num ambiente ruim;
    - mas continuo preso nesse ambiente porque ainda não consegui crescer.

    Queria entender:

    - até que ponto o ambiente atual pode estar mantendo meus problemas emocionais?
    - sair de casa costuma ajudar pessoas nesse tipo de situação?
    - devo priorizar primeiro estabilidade emocional/terapia ou construir independência mesmo ainda estando emocionalmente mal?
    - como diferenciar “preciso me esforçar mais” de “meu sistema emocional está realmente sobrecarregado”?
    - qual seria uma forma saudável e realista de construir autonomia nesse estado?
    - dá pra carregar todo esse sofrimento e todos esses traumas e ainda conseguir manter rotina, crescimento pessoal pra conseguir independência e sair de casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendo o seu momento, estou me sentindo estagnado nas minhas condições atuais, mas não consigo decidir o que é melhor para mim. É melhor dar um passo pra fora da minha realidade ou fazer outra coisa para meu bem estar emocional?
    Pois bem, a situação que você se encontra é conhecida, você já sabe o que esperar dela. Eu te recomendo procurar um(a) profissional da Psicologia, ele irá te ajudar a identificar as causas desse mau estar emocional e aos poucos, você poderá identificar as melhores formas de sair dessa situação. Muitas vezes, sair de casa amadurece as pessoas, mas também pode trazer incertezas quanto a autosubsistencia. O que é perigoso para a autoestima. Prioriza o seu autoconhecimento e gradualmente você encontrará a melhor forma de controlar esse ambiente.
    Espero te-lo ajudado. Um grande abraço. Boa sorte!


  • Minha filha de 5 anos...está muito emotiva...chora por tudo..e na escola as amiguinhas muitas vezes

    Minha filha de 5 anos...está muito emotiva...chora por tudo..e na escola as amiguinhas muitas vezes não quer brincar com ela..Como ajudá-la? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, uma coisa importante de lembrar é que crianças pequenas não sabem dizer o que sentem. O choro, a emoção além do normal, são formas da criança demonstrar que algo no ambiente onde ela vive não está sendo compreendido ou aceito. Se este estado permanece há mais de duas semanas é bom investigar.
    Em primeiro lugar, eu recomendo que você se aproxime mais dela, sem cobrá-la de uma resposta, brinque com ela, deixa a imaginação fluir para relaxá-la. Neste momento ela precisa de acolhimento. Por outra via, vá até a escola e converse com professores e psicólogos, pergunte se eles perceberam alguma mudança. Em casa, veja todas as mudanças que ocorreram, quem cuida, animais de estimação, brinquedos, pessoas que a deixam desconfortáveis. Normalmente, esse pente fino ajuda a conhecer um pouco mais o universo dela.
    Mas se mesmo assim você não encontrar nenhum indício, sim, procure um especialista, um(a) psicólogo(a) infantil.
    Espero tê-la ajudado. Boa sorte!


  • Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas c

    Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas coisas na minha vida, minha vó descobriu que estava com câncer de mama e minha mãe quebrou o pé. Comecei a ficar numa onda depressiva novamente, como eu já estive em um relacionamento no qual a pessoa não estava bem emocionante, sei o quanto isso é ruim. Então falei pra ele meio que me dar um tempo até às coisas melhorarem.
    Bom as coisas melhorarem, mas não sei como conversar com ele, só sei que gosto muito dele e quero fazer dar certo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, que bom, uma pessoa que escreve sobre amor e empatia. Pela sua descrição você é uma pessoa empática, consegue se envolver com os problemas daquele que ama, isso é muito bom. Sugere que de algum modo, você aprendeu que a vida é muito mais do que ter as coisas, a vida é sentir as emoções e explorar os sentimentos.
    Você não precisa se preocupar em como dizer sobre seus sentimentos. Apenas o procure, se aproxime e seja você. Provavelmente, por ser uma pessoa tão sensível, não terá dificuldades em demonstrar o seu amor. E ele, conhecendo você pelo relacionamento anterior, irá entender que uma reaproximação é possível.
    Só não deixe de viver esses sentimentos, pois as oportunidades que parecem ser boas não acontecem todos os dias. Se há relacionamento e amor, vale a pena tentar. Dê para você o mesmo carinho e atenção que dá para os outros. Boa sorte!


  • Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses

    Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses de forma tão abrupta com o paciente? Não estou me referindo aos casos em que o psicólogo vai mudar de cidade ou trocar de profissão. E sim aos casos de término com um paciente de forma individual.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá! Sua pergunta toca em um ponto muito delicado e importante da clínica. Como cada caso possui particularidades únicas, qualquer resposta direta sem conhecer o histórico poderia ser imprecisa. Por isso, convido você a refletir sobre alguns conceitos gerais da prática terapêutica.
    Na psicologia, o vínculo entre o profissional e o cliente é o alicerce de todo o processo. Esse relacionamento é decisivo: ele pode tanto impulsionar o desenvolvimento emocional quanto, em certos momentos, encontrar pontos de bloqueio.
    Quando esse bloqueio é identificado — seja por parte do paciente ou por percepção do próprio psicólogo sobre suas limitações naquele caso — a ética recomenda que a continuidade seja avaliada. Em muitos casos, interromper a relação e realizar um encaminhamento é o ato mais cuidadoso e profissional para garantir que o paciente continue seu processo de cura com o suporte adequado.


  • Eu sinto muito a falta de ter um relacionamento, e isso vem me afetando a algum tempo. Tenho 18 anos

    Eu sinto muito a falta de ter um relacionamento, e isso vem me afetando a algum tempo. Tenho 18 anos e nunca tive essa experiência, mas isso é algo que toma muito tempo dos meus pensamentos. Tenho uma boa vida social, não paro minha vida por isso, mas por muitas vezes é angustiante não ter alguém. Gostaria de saber como fazer para não deixar isso me afetar tanto.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua pergunta é bem interessante, ao mesmo tempo você fala sobre um desejo muito bonito e natural de ter alguém ao seu lado, como também você fala do sofrimento por não ter esse alguém. Dá pra notar que você, aos 18 anos, está cheia de sonhos e desejos e o fato deles não serem realizados te faz pensar, pensar e repensar nos motivos pelos quais não acontecem, justamente com você.
    Isto posto, é preciso considerar que nem todas as pessoas encontram alguém que caibam nos sonhos, nos desejos, nas expectativas do outro. Olha quantas facetas as pessoas precisam se encaixar para ter um relacionamento. Talvez no seu tempo de vida, aos 18 anos, esse encontro ainda não tenha ocorrido pelas expectativas serem diferentes.
    Outro ponto a considerar, apesar de você escrever que "não paro a minha vida por isso", a angustia causada pela solidão te faz sofrer, bem como, o não entender o motivo pela qual ela ainda acontece. O seu mundo emocional(desejos) não está harmonizado com o seu mundo racional(realidade).
    Respondendo a sua pergunta, você precisa de um pouco de autoconhecimento, entender seus sentimentos e o ambiente em que você vive. Assim você poderá entender e ter mais repertório para não sofrer e até ter mais qualidade de vida.
    Eu recomendo, se seu nível de sofrimento te incomoda, procure um profissional da Psicologia. Ele te auxiliará nessa jornada. Boa sorte!


  • Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social. Desde a infância, sem

    Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social.
    Desde a infância, sempre tive dificuldade em interações sociais, preferência por ambientes mais tranquilos e sensibilidade a estímulos como sons, cheiros e algumas texturas.
    Também percebo dificuldade em entender certos tipos de piadas ou linguagem indireta, além de desconforto com contato visual prolongado. Em ambientes muito movimentados, costumo ficar em estado de alerta e desconfortável.
    Gostaria de saber: esses sintomas podem estar relacionados apenas à ansiedade social ou podem indicar a necessidade de investigação para algo mais aprofundado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua pergunta é bem descritiva dos seus sintomas emocionais e sensoriais. Esses sintomas são avaliados em escalas gradativas. Partem do nível mais baixo ou até inexistente para níveis mais altos e picos.
    Dentre os sintomas sensoriais que você descreve não há uma relação direta com o Transtorno de Ansiedade Social. Porém, a TAS gera uma hipervigilância que pode alterar as formas como você sente o ambiente. Quando você descreve que desde a infância há dificuldades no relacionamento social sugere um estado crônico e persistente.
    A melhor maneira de averiguar a coexistência desses sintomas, a intensidade deles e a relação com a TAS ou a outras psicopatologias é você falar com os profissionais que te acompanham e relatar essa dúvida. Pode ser sim que a TAS tenha indiretamente causado sintomas sensoriais, ou os órgãos sensoriais estão mais sensíveis por outra condição ainda não diagnosticada em seu organismo.
    Caso você não tenha uma equipe de profissionais que te acompanham, procure um profissional da Saúde Mental (Psicologia ou Psiquiatria) e inicie esse processo de autoconhecimento.
    Boa sorte!


  • Estou muito desanima sem vontade de fazer as coisas e sem vontade de trabalhar depois q comecei a to

    Estou muito desanima sem vontade de fazer as coisas e sem vontade de trabalhar depois q comecei a tomar o sertralina oq eu faço ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, as reações adversas da medicação acontecem de várias formas, variam no tempo, na intensidade, de pessoa para pessoa, de organismo para organismo.
    Por isso, a melhor forma de fazer é falar com o médico que te receitou o uso da Sertralina. Ele entenderá as reações ou sintomas e te esclarecerá os procedimentos necessários. Não deixe de falar com o seu médico para fazer esses ajustes. Boa sorte!


  • Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito r

    Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito rápido. Não estou conseguindo dormir direito pois a minha mente não consegue desligar do trabalho, nem mesmo quando estou fazendo outra atividade como ler. Quando preciso ir para o presencial parece que tudo piora. Às vezes acordo com a mente pesada uma agonia que reflete para o estômago e parece que não sinto as pernas. Domingo sempre bate a agonia por ter que começar tudo de novo. Também comecei a ter muitos pensamentos pessimistas. Sinto cansaço que não acaba, quando acordo é pior ainda. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    O que você descreve é um quadro clássico de esgotamento profundo, onde o corpo e a mente atingiram o limite. Seu organismo está emitindo sinais de alerta — a agonia no estômago, o esquecimento, a dormência nas pernas — porque sua vida está em total desarmonia com suas necessidades básicas.

    É preciso entender por que você se tornou responsável por tantas atividades que, se reparar, dizem mais sobre os outros do que sobre você. Às vezes a vida passa e deixamos nossos desejos ficarem pequenos diante das obrigações. Convido você a olhar para sua jornada com esse olhar existencial: como você chegou até aqui?

    Sim, procure um especialista. O psicólogo é essencial para analisar esse desequilíbrio entre razão e desejo e ajudá-la a harmonizá-los. Ele será seu companheiro de jornada para entender que nenhuma vida é simples, podendo também guiá-la a outras especialidades médicas ou terapias complementares que ajudem seu corpo a relaxar. Boa sorte e cuide do seu tempo


  • Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida

    Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, a necessidade por pornografia e masturbação, conforme suas palavras, é um excesso que surge justamente nos momentos em que você precisa buscar o Eu maior dentro de você. Nos momentos de estresse para se acalmar, nos momentos de ansiedade para entender que é uma preocupação excessiva e nos momentos de tédio, para se encontrar de modo calmo e tranquilo. Me parece que está faltando essa parte de centramento emocional em sua vida, e o excesso que você menciona é justamente para preencher esse vazio procurando o prazer. Espero que você note que a pornografia e masturbação são sintomas de alguém que precisa entender esse vazio interno.
    Respondendo a sua pergunta, não há terapia melhor. A melhor terapia é você dar o primeiro passo em busca do autoconhecimento. Simplesmente, escolha um profissional de Psicologia de uma dessas linhas e comece as sessões. Em ambas você irá se conhecer e entender as causas desses sintomas em excesso. Confie no processo do psicoterapeuta, se entregue ao seu lado existencial.
    Espero tê-lo ajudado, boa sorte!


  • Tenho uma filha de 7 anos, ela está no 2º ano do fundamental, tenho percebido que ela vem com alguns

    Tenho uma filha de 7 anos, ela está no 2º ano do fundamental, tenho percebido que ela vem com alguns comportamentos que estão bem diferentes do que ela é. Na hora de escrever é perfeccionista ao ponto de escrever certo de primeira, mas se tiver uma letra maior ou menor, apaga quantas vezes forem precisos para corrigir e diz que nao está entendendo que letra é aquela e fala que escreve muito feio, que tem a letra horrível...(tentei varias vezes conversar com ela e ela nao acredita em mim). Não sai dali até terminar para passar para uma outra atividade da escola, está com dermatite atopica grave (pele bem inflamada) se coça de madrugada inconcientemente.(tenho passado pomada, cremes hidratantes próprio para isso), tem vergonha dos braços e pernas quando vai para a escola e não quer que ninguém veja ou fale alguma coisa...isso está afetando de um jeito que sensibiliza com qualquer palavra e fica triste. Há duas semanas teve crises de asma, (agora voltei com o tratamento para asma para controlar os episódios). Tem dormido pouco, acorda de madrugada perguntando se já terminou a tarefa da escola( caso a gente fale para ela que falta pouco ou que já terminou, ela acorda no meio da noite querendo terminar e volta na mesma tecla dizendo que não sabe escrever, não está enxergando a letra). Me separei do meu marido há quase 2 meses...não dava mais..estava muito sofrido para mim. e não sei se isso tem haver...mas gostaria de saber qual profissional cuida desta parte... ela muda de comportamento repentinamente...faz as coisas e depois não lembra...ja fiz de tudo para saber o que está acontecendo e não sei mais quem procurar..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, pelas sua descrição, os sintomas da sua filha demonstram um grau de autocobrança muito severo. Me parece que esse quadro já está ficando crônico pela gravidade das emoções(autocritica, autocobrança, irritabilidade, isolamento, nervosismo, perfeccionismo) e dos sintomas na pele. Deve ter se iniciado há mais tempo do que 2 meses, mas não se pode descartar o processo da separação desde o início. Enfim, me parece que há no mínimo dois fatores, a estrutura emocional da família e o processo de separação, que devem ser considerados como importantes na formação emocional dela.
    Para ajuda-la, por favor, procure um profissional da Psicologia que atenda crianças, ele saberá conduzir um tratamento que utiliza métodos lúdicos e irá orientar a família sobre possíveis necessidades dos adultos. Boa sorte!


  • Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança

    Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, pela sua descrição há uma história familiar e social que carece de cuidados e novos entendimentos. Ao meu ver, essa é a principal causa de uma vida com tanto sofrimento emocional. Procure um Psicólogo que ele irá analisar a sua história, os seus sintomas, as suas necessidades e te encaminhará a outros profissionais se for o caso. O psicólogo é fundamental para acompanhamento semanal das suas questões.
    Espero tê-la ajudado numa direção de cuidado, constância e consistência da sua vida. Boa sorte!


  • Porque sinto que nao sou querida entres meus irmaos?

    Porque sinto que nao sou querida entres meus irmaos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua dúvida é muito profunda e específica segundo a dinâmica da sua família. Mas, a princípio me parece que eles não te tratam do mesmo modo como você os trata, ou , eles não te tratam do mesmo modo que você espera. Eu imagino que você tem uma expectativa de comportamento ou você está comparando o comportamento entre eles, que pode demonstrar um bem querer maior do que aquele que você recebe. E logicamente você sente que não é querida do mesmo modo.
    As histórias nas famílias são muito complexas, podem existir muitas pessoas, podem coexistir temperamentos muito diferentes, certamente existem preferências, divergências, convergências e tudo mais que uma família produz. Veja como a sua pergunta é profunda diante dessa complexidade de papeis familiares.
    Se esse sentimento de não ser querida te incomoda, gera sofrimento, eu recomendo que você procure um profissional da Psicologia, ele te auxiliará a entender a sua história e os efeitos emocionais dela. Assim você poderá avaliar se é um sentimento real e como ter habilidades para abrandá-lo ou se é uma expectativa vazia.
    Espero tê-la ajudado um pouco. Boa sorte!


  • todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade

    todos os psicologos que passei me falaram que eu fico preso em querer um diagnotico ,tenho ansiedade generalizada ,tdm e possivel trantono de Borderline ,entao ....o psicologo nao precisa de um diagnostico para o tratamento correto ?pq a tcc e o antidepressivo nao ajudou ainda um ano e pouco ja dos dois,Ja me disseram que eu nao quero melhorar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua dúvida é bem presente hoje em dia. O diagnóstico serve para explicar os sintomas, dá uma esperança de controle, de cura. Mas ele não explica as causas das suas queixas. E talvez seja isso que os psicólogos estão te falando, é preciso olhar para dentro e entender a sua história de vida e o que os fatos marcantes construíram emocionalmente em você. Enquanto você não se entender, compreender que precisa mudar a forma de ver certas situações, os sofrimentos continuaram e os diagnóstico não os dissolveram.
    Com relação ao uso da medicação, procure tomá-los na prescrição correta e caso não haja a ação esperada retorne ao psiquiatra, provavelmente ele dará uma nova prescrição.
    Não desista de se entender, olhe para dentro, esqueça rótulos e diagnósticos.
    Espero tê-lo ajudado com essas palavras. Boa sorte!


  • Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela

    Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela totalmente.

    Eu acho errado sentir atração física por mulheres que eu não tenho intenção de construir um relacionamento, e acredito que não tenha como "desligar" esse sentimento, apenas mudar a forma como enxergo ele, a questão é que eu não vejo a atração com bons olhos, eu me sinto sujo, perverso ... Eu apenas converso com um atendente, por exemplo, e às vezes acho ela atraente e eu não consigo achar certo considerar uma mulher atraente dessa maneira, no caso apenas pelos aspectos físicos, sendo que, como eu disse anteriormente, nem estou construindo um relacionamento com a moça.

    Eu realmente preciso de uma direção, pois isso uma hora ou outra vai me desgastar, eu sinto uma repulsa tão grande desses pensamentos que me traz um sentimento de vergonha e culpa tão forte depois que não dá nem vontade de sair de casa de novo, sim, é nesse nível, mas eu ainda saio, é só para ilustrar a tamanha aversão que eu tenho da atração física que eu sinto. O que fazer? Devo buscar ajuda de um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendi a sua situação, o seu desejo está sendo censurado pelos seus valores morais.
    A atração física é um coisa normal entre os humanos, mas me parece que os valores morais que você aprendeu foram muito fortes. São tão fortes que o sentimento de culpa domina sua libido, inclusive tentando reprimir a sua sociabilidade.
    Respondendo a sua pergunta, sim, você deve buscar o tratamento com um profissional da Psicologia para equilibrar o seu desejo e os seus valores morais. Você precisa entender a causa desse sofrimento e assim se permitir viver uma vida com o fluxo mais leve, ter bem estar em relacionamentos sociais. Boa sorte!


  • Eu tenho um adolescente que com 15 anos era um adolescente alegre que e enturmava com todos tinha vá

    Eu tenho um adolescente que com 15 anos era um adolescente alegre que e enturmava com todos tinha vários amigos depois que completou 16 se isolou só quer fica dentro do quarto no celular se afastou dos amigos se afastou da família,ele fala que não tem amigos gosta de ficar sozinho, gosta de ler livros de desenho,gosta de desenhar não quer ir de jeito nenhum em psicólogo dormir tarde anda triste desanimado não conversa não olha na cara da gente não é com toda que ele conversa as vezes ele está ótimo depois do nada fica triste desanimado isolado as vezes sai às vezes não quer sair fala que ele não tem amigos fala que ele não está na idade de namorar ela está com 17 anos vai fazer 18 anos em outubro ele fala que os jovens de hj só fica fazendo coisas erradas tento conversar com ele mais ele não conversa só conversar quando está precisando de alguma coisa ou quando está sentindo alguma coisa
    O que fazer? Como ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua pergunta demonstra um grande preocupação, e você está certa em estar assim. Normalmente, na adolescência, devido ao crescimento hormonal, a variação das emoções é muito grande e rápidas, do modo como você descreveu. Muitos pais de adolescentes se sentem como você. Apesar de ser uma situação frequente nos consultórios de Psicologia, para quem passa é um fase de medo, preocupação e muito sofrimento.
    Respondendo sua pergunta, você deve deixar a porta aberta para o dialogo, e se houverem mais pessoas na família, orientá-los a fazer o mesmo. O adolescente deseja ser adulto, mas ainda tem muita imaturidade, ele procura definir a sua identidade e para isso procura pessoas que pensem do mesmo modo, ou as mesma coisas, para se sentir pertencente a um grupo social. E muitas vezes, pelo impacto dos hormônios, o adolescente com as emoções a flor da pele se chateia com aqueles que até um momento da sua vida eram aqueles que o validavam, o aceitavam como é. E nesse momento, o adolescente deixa de acreditar nele e nos outros, e de forma ainda imatura, para se proteger, se isola para não ter outras decepções.
    É uma fase de adaptação e aprendizado muito grande, é preciso paciência e se possível ter uma ajuda profissional para a família. Eu entendi que ele não aceita passar por terapia, é muito compreensível, pois os amigos o decepcionaram, a família não vai me entender, imagine se um estranho irá me compreender.
    Por esses motivos expostos acima, estar sempre próxima dele para o diálogo é demonstrar afeto e aceitação. Ele precisa sentir que tem um lugar que pode se recolher e ser compreendido. Pode parecer que ele não tem esta noção, mas é o conviver sem críticas que o fortalecerá.
    Espero tê-la ajudado. Boa sorte!


  • Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai aco

    Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai acontecer, como uma traição. Isso me deixa ansiosa e eu não consigo relaxar. Quando ele sai entro em p}ânico, não durmo, vivo no alerta, choro muito e não consigo controlar que penso. Se ele meche no celular sem eu estar perto sinto como se algo está errado, e isso me cansa. o que fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, você começou a sua pergunta muito bem, "eu vivo em alerta". Pessoa que vivem em estado de alerta normalmente tem o estado emocional mais irritadiço, reativo, pois sempre esperam que algo incontrolável vai acontecer. Você também disse que não há motivos concretos, o que sugere que a manutenção do estado de alerta é alimentado por você.
    Me parece que você tem medo de perdê-lo.
    Nessas situações, de cansaço emocional, estresse, medo sem precedentes, eu recomendo que vocês conversem, se já não o fazem. Dividir com ele o seu medo é uma forma de envolvê-lo com co-responsável pelo estado emocional do casal.
    Ainda pensando no seu bem-estar físico e emocional, se perdurar esse medo mesmo sem motivo real, procure um profissional da Psicologia para ele te auxiliar a entender as origens desse sofrimento na sua história de vida. Sendo online ou presencial, você precisa de um lugar para expressar suas emoções e tirá-las do peito. O psicólogo(a) poderá direciona-la de forma coerente e necessária.
    Boa sorte!


  • Desenvolvi um medo de que não consigo controlar meus próprios pensamentos e emoções depois de uma ex

    Desenvolvi um medo de que não consigo controlar meus próprios pensamentos e emoções depois de uma experiência bastante exaustiva de auto cobranças por uma seleção de pós graduação. Fico me vigiando pra ver se consigo controlar pensamentos, tento provar que x y pensamento não faz sentido. Mas quanto mais faço isso mais fico remoendo e mais sinto falta de controle. Passei a entender que meu problema é que estou com uma ideia muito rígida de controle mental e que ela não falta de capacidade emocional, estou no caminho certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, a sua experiência com o curso da pós-graduação ocorre com muitas pessoas. Os pré-requisitos são imensos, a concorrência é enorme e as provas de seleção e qualificação são rigorosas. Para algumas pessoas, esse tipo de processo é tão marcante que acaba sensibilizando as suas emoções como se fosse uma experiência traumática, algo que "violentou" os seus princípios e valores de maneira única em sua vida. Seu organismo responde a esse "trauma", produz hormônios que te deixam em estado de alerta, como se algo fosse acontecer e você deve estar preparado. É uma sensação de sobrevivência e estado de alerta continuo.
    Dito isto, sim, você está no caminho certo. Provavelmente, você precisará de um profissional da Psicologia para conduzir uma dessensibilização emocional de redução do estado de alerta e produção dos hormônios que a provocam fisicamente.
    Espero tê-lo ajudado com essa questão. Boa sorte!


  • Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida

    Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, essa sua dúvida já trás um desabafo. E é muito compreensível você se sentir assim.
    A não aceitação pela família e o preconceito social são fatores que marcam a personalidade das pessoas homossexuais. As marcas são profundas pois desde criança, assim como você descreveu, o seu aprendizado emocional sempre recebeu menos compreensão do que desejava. Imagine um criança que desde pequeno, todos os dias, nas situações mais frágeis, se sente sem apoio. Sintomas como tristeza, sensação de rejeição e a impressão de não pertencer onde se vive afetam muito a autoestima. Nos ambientes externos a família, como profissional, social, amoroso, etc... o preconceito das pessoas é muito claro, o que potencializa os sintomas escritos anteriormente. Por vezes, essa rotina de sintomas não positivos pode gerar esses pensamentos de desistir de tudo. Pois, chega um momento, que a esperança no presente e no futuro, de que nada mudará, fica muito presente em seus pensamento.
    Mas não desista, procure tratamentos psicológicos e protetivos em centros de referência especializados. Por exemplo, em São Paulo há redes de apoio e proteção à população LGBTQIA+ mais estruturadas do Brasil. Existem centros especializados que oferecem desde acolhimento psicológico e jurídico até assistência social para pessoas que enfrentam rejeição familiar, social ou institucional. Faça uma pesquisa na internet que você provavelmente encontrará uma rede que te atenderá com a experiência necessária. Boa sorte!


  • Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepç

    Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepções C ele no passado hoje meu objetivo de está C ele somente é crescer juntos trabalhar juntos temos uma vida como marido e mulher nos respeitamos mas eu n amo.meu objetivo e vive C ele p um cuidar do outro na velhice e crescer juntos financeiramente.o q vcs me diz sobre???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, essa pergunta é muito importante. Mas eu acho que você precisa pensar em algumas coisas. Vou te provocar com alguns pensamentos. Espero que os leve em consideração como provocações psicológicas e não como críticas.

    Eu não sei quantos anos você tem, mas me parece, pelas suas palavras, que você já sentenciou o seu futuro. Quantos anos de vida você tem em média pela frente? Considerando que você tenha uns 35 anos, provavelmente você ainda viverá de 30 a 40 anos. Será que esses 8 anos podem sentenciar seu futuro de décadas?

    Uma outra coisa que me chamou atenção é a noção de controle que você demonstra. Se eu continuar assim, tudo continuará nessa zona de conforto. Tudo será igual e constante no seu futuro e do dele também. Será que vocês têm brilho nos olhos? Aquele que me faz buscar uma superação, uma nova realidade, um novo amor, uma mudança positiva. Por que você está tão passiva diante de sua vida?
    Você vê que as provocações são complexas, existenciais e valem por uma vida. Sendo assim, eu recomendo que você procure um profissional da Psicologia, pois ele te conduzirá de forma organizada a encontrar resposta e reflexões compatíveis com a sua história. Boa sorte!!!!!


  • Estou a 5 meses lutando contra a dermatite, toda vez que passo por uma fase mais difícil/ansiosa as

    Estou a 5 meses lutando contra a dermatite, toda vez que passo por uma fase mais difícil/ansiosa as alergias aparecem! Os dermatologistas só falam que é emocional. E isso me deixa mais nervosa! Porque a TAG nós ataca não só emocionante, mas também fisicamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, é perfeitamente compreensível a sua frustração. Ouvir que algo é "emocional" muitas vezes soa como se o problema fosse imaginário ou como se a culpa fosse sua por não estar "calma". Quando a ansiedade (TAG) dispara, seu cérebro entende que você está em perigo e libera muitos hormônios, principalmente o cortisol. Esse hormônios são concentrados e direcionados para os membros superiores e inferiores, é uma forma de você estar pronta para sobreviver, lutar ou fugir. E nesse momento e nas horas seguintes a pele fica mais desprotegida, o que a deixa sensível ao ambiente, por vezes causando as inflamações e o ciclo das coceiras.
    Como você pode ver, é um processo sistêmico de sobrevivência provocado pelo estresse emocional. O tratamento deve ser feito com a combinação da Dermatologia e a Psicologia. A primeira atenuará os sintomas e a segunda atenuará as causas.
    Espero te-la ajudado um pouco a entender a TAG e o corpo. Boa sorte!


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