Perguntas do paciente (119)

  • Sinto uma ansiedade constante depois de sofrer um acidente de carro. Não consigo dormir como antes,

    Sinto uma ansiedade constante depois de sofrer um acidente de carro.
    Não consigo dormir como antes, fico com medo de andar de carro, e às vezes fico lembrando de algumas cenas desconexas do dia do acidente. Essas cenas vem do nada e me deixam aflita, minha mão sua e meu coração dispara. Ela falou que estou com trauma.
    Conversei com uma amiga psicóloga e ela me recomendou terapia EMDR; mas moro no interior de São Paulo e não tem ninguém que atenda assim na minha cidade.
    O que seria mais recomendado? Fazer online com alguém que atenda assim ou fazer presencial com outro profissional na minha cidade? Online tem resultado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua amiga psicóloga tem razão, você passou por uma situação muito marcante e assustadora em sua vida. Quando isso acontece nosso sistema nervoso e os orgãos sensoriais guardam o momento na memória, inclusive as sensações, cheiros, luminosidade e as condições do acontecimento. E por causa dessas novas informações que são traumáticas nosso emocional tenta processá-las para compreender de um modo mais aceitável o que aconteceu. Enquanto isso não acontece, a assimilação do trauma, a ansiedade é uma das reações de alerta que nosso corpo pode apresentar.
    Eu recomendo que você procure um profissional da psicologia para entender as ramificações desse acontecimento traumático de uma outra forma, e assim reduzir as consequências emocionais e físicas.
    E, sim, a terapia online funciona! O que vale numa terapia é o vinculo entre você e o profissional de psicologia, ou seja, independe da mídia. Pode confiar, é comprovado por estudos científicos, tanto que o Conselho de Psicologia recomenda.
    Espero tê-la ajudado. Boa sorte! Abs


  • Tenho TPAS e sinto muita raiva ... é a única coisa que sinto basicamente..porque e de onde vem toda

    Tenho TPAS e sinto muita raiva ... é a única coisa que sinto basicamente..porque e de onde vem toda minha raiva ???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua pergunta é muito importante, como também reflete um pouco da sua história de vida.
    O Transtorno de Personalidade Antissocial é uma condição emocional que desconsidera o outro ou o ambiente e as regras existentes, em poucas palavras. A pessoa com TPAS, muitas vezes, não teve oportunidades de conviver socialmente e entender os limites normais e reais impostos. O outro ou as condições do ambiente foram interpretadas como ameaças e a raiva passou a ser uma grande defesa. É como se a pessoa operasse sob a lógica de que "atacar antes de ser atacado" ou "ignorar antes de ser ignorado.
    Respondendo a sua pergunta, a sua raiva vem da sua história e do tipo de relacionamento que teve com as pessoas, tanto com as pessoas próximas, quanto com as outras pessoas. Foi o modo como você aprendeu a conviver com as pessoas que potencializou a raiva.
    Eu recomendo que você procure um profissional da Psicologia, pois é preciso entender a sua história para criar condições para novos caminhos.
    Boa sorte!


  • Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, ac

    Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, acho que elas estão me julgando ou avaliando, quando saio de casa sozinha é quando a minha rua está vazia, sempre fui muito tímida,evito ir a eventos,locais com muita gente e muito barulhentos,será que é normal ser assim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, o sua pergunta revela pontos profundos sobre como você percebe a si mesma e como sente que o mundo percebe você. Mais do que se sentir normal ou anormal, o principal é entender o sentido que esse comportamento tem na sua vida hoje.
    Para o seu Eu maior, o olhar do outro é percebido como uma ameaça à sua integridade. Existe uma distância entre quem você é e quem você acha que "deveria ser" para não ser julgada.
    Pela sua pergunta, você se compara com as outras pessoas e, normalmente, se acha a quem da normalidade de convívio. Não é mesmo?
    Se está dúvida, da normalidade, te incomoda tanto, recomendo que você procure um psicólogo para te ajudar a entender o sentido dessa timidez, como também entender as causas dela e as formas de mais liberdade no ambito social.
    Espero tê-la ajudado um pouco nesse sentido do crescimento pessoal. Boa sorte!!!!!


  • O vínculo é igual em todas as abordagens psicológicas?

    O vínculo é igual em todas as abordagens psicológicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, gostei da sua dúvida, é bem genérica, muitas pessoas nem sabem o que é o vínculo e se ele pode variar de abordagem par abordagem.
    Vamos lá. O vínculo entre o paciente e o psicólogo, chamado de Aliança Terapêutica, é o alicerce de todo o processo de cura. Na psicologia, não o vemos apenas como uma "amizade profissional", mas como um componente ativo, é um grande fator que prediz o sucesso de uma terapia, independentemente da abordagem utilizada.
    Espero ter ajudado com rápidas palavras, mas de grande significado, assim como a profundidade de uma terapia. Abraços


  • estou prestes a sair de um relacionamento abusivo de 18 anos ! qual profissional devo procurar após

    estou prestes a sair de um relacionamento abusivo de 18 anos ! qual profissional devo procurar após me separar dele ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua dúvida é bastante pertinente. O relacionamento abusivo é marcado por uma forte assimetria de poder, onde uma pessoa se sobrepõe à outra, enquanto esta última muitas vezes permanece estática, alimentada pela esperança de que o sacrifício valerá a pena. Nesse processo, muitos acabam se 'esgueirando' na própria relação para sobreviver, abrindo mão de seus valores e crenças em função do outro.
    Ao longo do tempo, desejos, pensamentos e a própria identidade são deixados de lado, o que abala profundamente a autoestima. É comum que você se sinta hoje mais reagindo ao medo do que agindo por vontade própria.
    Recomendo que você consulte um psicólogo para te ajudar a compreender esse processo e a redescobrir partes suas que talvez estejam esquecidas. O suporte profissional é fundamental para reorganizar essas emoções e fortalecer sua autonomia para os próximos passos


  • Tenho dificuldade em diferenciar quando algo é um problema real que preciso resolver com uma ação e

    Tenho dificuldade em diferenciar quando algo é um problema real que preciso resolver com uma ação e quando é só um problema mental que fico tentando resolver na minha cabeça.

    Essa dúvida começou quando, durante uma seleção de pós, passei a me questionar muito sobre minha capacidade intelectual e tentei “resolver” isso pensando, como se o próprio ato de pensar eventualmente calasse o pensamento e a dúvida, mas isso só me manteve em um loop mental.

    A partir dessa experiência, desenvolvi um medo de perder o controle sobre meus próprios pensamentos. Comecei a pensar e se eu tivesse x y pensamento?

    Reconheço que confundo descontrole com entrar em ruminação ao tentar resolver algo que é puramente mental.

    Mas sinto dificuldade de parar de ficar analisando pensamentos e sensações. Desconfio que isso se deve a um desejo de retorno, como se eu precisasse "voltar" a um momento anterior, antes de ter engatilhado aquele primeiro lool.

    Minha dúvida é: como saber, na prática, quando devo agir de forma concreta e quando estou apenas preso em um ciclo de pensamento que não tem solução? E, nesses casos, como lidar melhor com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, eu acho que você ao formular a sua pergunta já associou alguma solução. Entendo a sua situação, ela é muito difícil de enfrentar, pois os pensamentos repetitivos e reentrantes dominam a sua mente e isso acaba desgastando muito suas energias mentais e físicas. O que pode piorar a qualidade do processamento das informações, a avaliação da realidade e a sensibilidade emocional. Olha o tamanho da sobrecarga psíquica que você, e outras pessoas na mesma situação, têm.
    Uma regra muito usada pela TCC para avaliar a necessidade dos pensamentos é se eles resolvem o problema do mundo real. Se sim, normalmente, os pensamentos aparecem por causa de uma necessidade, usam a base histórica da memória, produzem uma ação e acabam com o problema. Os pensamentos reentrantes, por sua vez, não são provocados por uma necessidade real, surgem por causa de uma necessidade emocional da pessoa, são circulares, não trazem uma solução e voltam ao reinício.
    Quando essa dúvida ocorrer, faça essa verificação. Espero tê-lo auxiliado um pouco sobre sua pergunta. Boa sorte!


  • Como a terapia pode ajudar um adulto que tem comportamentos muito imaturos, pode haver mudanças?

    Como a terapia pode ajudar um adulto que tem comportamentos muito imaturos, pode haver mudanças?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, a sua dúvida é muito comum para vários adultos, você vai ajudar muitas pessoas com a sua pergunta.
    Sim, a psicoterapia auxilia a pessoa a entender o seu estado atual, muitas vezes denominado de imaturidade, as causas que a mantem presa nesta situação, como também auxilia a pessoa a entender a realidade de um modo diferente. E assim, a pessoa começa um processo de amadurecimento emocional, logicamente, dentro do seu modo de ser, no seu tempo de dedicação aos aprendizados e às novas vivências.
    Muitas vezes a imaturidade é sentida como uma culpa que gera sofrimento pessoal. Porém, a imaturidade é um sintoma causado por vários fatores que influenciam a vida da pessoa, como criação, ambientes que frequenta, fatores genéticos, ambiente social em que está inserido, dentre vários outros. Entender as origens desses fatores e aprender a entendê-los de modo diferente é o objetivo da psicoterapia.
    Espero tê-lo ajudado a entender um pouco a questão da psicoterapia para imaturidade. Boa sorte!


  • Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?

    Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, a sua pergunta é direta e surpreendente.
    Eu recomendo que você comece um processo de autoconhecimento. Quais são as causas para que você não tenha tido um relacionamento amoroso até sua idade? Pela sua pergunta me parece que você se compara com as outras pessoas. Porém, ainda falta você entender o por que. Você precisa fazer uma viagem emocional pra dentro de você e entender suas bases e valores morais e pessoais.
    Recomendo que você procure um(a) profissional da Psicologia, ele te ajudará a entender esses meandros da sua história e provavelmente abrirá novos repertórios para você conviver com as outras pessoas e se permitir conhecer e ser conhecido.
    Espero tê-lo ajudado. Boa sorte!


  • Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionai

    Olá, tenho 31 anos e venho sofrendo a minha vida inteira com relacionamentos sociais ou profissionais, sou visto como uma pessoa fria, principalmente em atividades que fogem do currículo do trabalho, como reuniões ou bate papos casuais, prefiro evitar tais encontros porque não contribuo nelas e, sinceramente não vejo o ponto de socializar com meus colegas de trabalho que não tenho amizade. Minhas amizades também aos poucos parecem me evitar, ou eu não tenho interesse suficiente para manter elas... Sempre me questionei se eu simplesmente não sinto falta de pessoas ao meu redor, se não consigo sentir saudades e acabo esquecendo amigos e família. Não é que eu não reconheça a emoção que eu deveria estar sentindo, eu simplesmente não sinto e acabo sozinho ou não consigo networkings necessários para conseguir oportunidades na minha profissão...

    Vistos esses comportamentos e entre outros (Sempre fui calado, desde criança; Algumas sensibilidades que não vejo em outras pessoas e que me irritam muito; Ansiedade que por vezes me causam problemas intestinais e inflamações na pele; Poucas memórias do meu passado; Pessoas as vezes dizem que eu tenho um tom agressivo, mesmo sem eu ter a intenção ou me sentir irritado; Já tomei medicamentos para TOC para pensamentos obsessivos, por não conseguir dormir ao não controlar meus pensamentos), me pergunto se eu possa ter um diagnóstico de TEA... Gostaria de saber opiniões e como eu conseguiria conversar com um profissional capaz de afirmar ou negar minhas dúvidas. Isso tem afetado demais minha vida e não consigo lidar comigo mesmo. Obrigado!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sua pergunta é uma declaração muito corajosa e um grande desabafo. Obrigado por compartilhar neste forum o seu estado emocional.
    Pela suas palavras nota-se que sua relação com outras pessoas não se dá por uma questão de querer envolver-se, as descrições mostram uma grande dificuldade em entender o outro e às vezes o ambiente onde está inserido.
    A psicoterapia pode ajudar você a entender essa relação desigual com as pessoas. Por que desigual, você não se sente à vontade em entendê-las, e do mesmo modo, elas não conseguem se aproximar de você. Essa desigualdade de interesses vai mantendo o ambiente social vazio.
    O nosso passado, desde criança, como você mesmo disse, é um ninho de emoções e relações. É de pequeno que se aprende quem sou eu e até onde eu posso confiar no outro. Me parece que você precisa rever esse momento da sua vida do passado para poder reescrever o presente.
    Espero tê-lo ajudado um pouquinho a entender o objetivo da psicoterapia para você. Boa sorte


  • Eu sofri um acidente de moto há alguns anos atras onde perfurei o dorso da mao e bati contra um carr

    Eu sofri um acidente de moto há alguns anos atras onde perfurei o dorso da mao e bati contra um carro, na época so viram que não tinha fratura e fizeram a sutura, atualmente noto que o tendão na hora de fechar a mao vai para o lado com um estalo, isso me causa dor e perde de força na mao. Fiz um teste palografico e meu resultado ficou abaixo do esperado isso pode ter haver com o problema na mao?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, é uma pergunta muito técnica e delicada. Primeiramente, a resposta é sim, o teste Palografico se baseia na força empregada no papel e nos traços feitos em cada letra. Se o problema da fratura te trouxe problemas físicos, como a perda da força, provavelmente ele também interferirá na sua escrita. E assim os resultados do teste também refletiram essa fratura.
    Em segundo lugar, é muito importante você ouvir a interpretação do teste feita pelo especialista. Muitos estados emocionais surgem após traumas físicos. Desencantamento pelo novo momento, nervosismo devido a dores ou novos inconvenientes devido a lesão, dentre outras coisas.
    Como você trouxe essa dúvida até aqui, me parece que está num momento de mudança existencial após o acidente. Recomendo que você entenda os resultados, sempre com o apoio de um profissional, e procure as possíveis respostas ou reflexos desse acidente. É muito importante para que você aproveite melhor a sua vida.
    Espero te-lo ajudado. Abs


  • Tenho 47 anos,negra e sou virgem.Nunca nem namorei.Sempre fui a "feia da turma",(que ninguém queria

    Tenho 47 anos,negra e sou virgem.Nunca nem namorei.Sempre fui a "feia da turma",(que ninguém queria por perto, e nem os garotos queriam se aproximar)pelas carcaterísticas físicas(nariz chato...) ,magra demais e minha timidez,que piorou com várias situações vexatórias que passei ao longo dos anos,tentando me tornar mais sociável.Hj além do vazio,tenho sentido uma tristeza pesada,vergonha de mim mesma,sensação de fracasso como mulher.
    Como superar esses sentimentos ruins que tomaram conta da minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, como você mesma descreve em sua pergunta, há uma história de 47 anos cheia de preconceitos e uma relação com a autoimagem muito frágil que foram colocadas a prova inúmeras vezes, muitas delas não ocorreram do modo como você desejava, não é mesmo?
    Imagine que sua história é como a construção de uma grande pirâmide, ou seja, a cada decepção foi uma pedra assentada nas paredes da sua vida. Já imaginou o peso de cada pedra dessas e a força que foi preciso para movê-la e assenta-la.
    Pois é, a superação dos sentimentos ruins não tem uma receita simples e única. O melhor caminho é você procurar um tratamento psicológico para entender cada pedra assentada, retirá-la do lugar, analisá-la e assimilá-la de um outro modo. É um processo que vai olhar as fragilidades da sua vida, te fazer entender os motivos destas e dar um novo significado a sua vida. Como você pode ver, depois de 47 anos, não será um processo fácil, mas é necessário para voce aproveitar os 30, 35 ou 40 anos que tem de vida pela frente.
    Espero tê-la inspirado em renascer. Boa sorte!


  • O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não acredita que a doença afete a sua vida como os

    O paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não acredita que a doença afete a sua vida como os médicos dizem, pois ele se sente saudável em muitos momentos. Como esclarecer isso e ajudá-lo a aceitar o impacto do LES na saúde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, é uma fase muito dolorosa emocionalmente para quem acaba de saber sobre problemas sérios de saúde. E é uma dúvida muito comum.
    Ao meu ver a relação médico paciente é assimétrica, de um lado existe um especialista com muita experiência e conhecimento, do outro lado existe uma pessoa leiga que recebe um diagnóstico muitas vezes impensado por toda uma vida. É um grande impacto, uma notícia que vai mudar o futuro dessa pessoa, que provavelmente entrará em processo de negação.
    Eu recomendo que a pessoa procure o conhecimento sobre o seu diagnóstico. Atualmente existem várias instituições que são referência em LES. Nas instituições a pessoa poderá entender as causas, as evoluções, as nuances e as formas de tratar e conviver com a doença. O letramento sobre a doença é o melhor caminho para reduzir a distância entre a medicina e a pessoa.
    A rede de apoio da pessoa pode auxilia-la entendendo e reconhecendo a fase de medo e negação, como também pode auxiliar no esclarecimento sobre o Lupus. Seguem algumas fontes que podem ajudar.
    . Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
    . Lupus Brasil
    . Lupus Foundation of America (LFA)
    . Grupos de Apoio Regionais
    Caso a pessoa ainda tenha maiores dificuldade em aceitar ou tratar do assunto, recomendo aconselhamento profissional com psicólogo, pois pode ajudá-la no entendimento da sua situação atual, inclusive contemplando a instrução junto a família.
    Espero ter ajuda um pouco no esclarecimento de sua dúvida. Boa sorte!


  • Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensam

    Estou tendo pensamentos de que a vida esta se repetindo do mesmo jeito eternamente. Sei que o pensamento nao faz sentido. Isso pode ser classificado como uma paranoia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, seu pensamento faz sentido sim!
    Muitas vezes, as pessoas se sentem vazias porque estão tentando navegar a vida adulta com 'mapas' que receberam na infância. Aprendemos valores e padrões com nossos pais e cuidadores que, na época, faziam sentido. Porém, quando a realidade de hoje nos mostra algo diferente e insistimos em pensar do modo antigo, surge o sofrimento. É como se a vida se "repetisse em círculos", porque o pensamento não foi atualizado ou readequado.
    Esse tipo de situação emocional não é característica de Paranóia, ela acontece com as pessoas que mantem seus mapas mentais distantes da realidade que vivem. Para uma melhor avaliação procure um psicólogo, ele auxiliará no entendimento da realidade da pessoa e do ambiente onde está inserida.
    Espero te-lo ajudado a entender um pouco a sensação que a vida se repete. Boa sorte!


  • Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou apó

    Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou após uma noite em claro, quando fui dormir muito tarde depois de estudar no tablet e não consegui dormir, o que me deixou bastante ansioso. Isso veio após semanas já ruins de sono por conta de uma alergia.

    Depois disso, entrei em um ciclo em que a preocupação com o sono passou a atrapalhar. Consultei um psiquiatra e comecei Donaren 50 mg, tendo cerca de uma semana de melhora. Porém, um episódio em que um barulho atrapalhou meu sono (dormi só cerca de 2 horas) reativou a ansiedade. Desde então, ao deitar, fico ansioso com a possibilidade de não dormir.

    Sempre tive um intervalo normal de 30 a 60 minutos para pegar no sono, mas agora esse tempo virou gatilho de ansiedade.

    Minha higiene do sono está bem estruturada: desligo o celular às 20h, uso luz baixa e amarela, tomo banho antes de dormir, mantenho o quarto fresco e uso melatonina sublingual.

    Durante o dia, a ansiedade é bem menor (às vezes nem penso nisso), mas à noite surge uma antecipação do problema.

    O que eu poderia fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, o Donaren é um indutor de sono muito utilizado atualmente, mas pela sua descrição, mesmo com seu uso, há algo em estado de alerta na sua mente que está te deixando ansioso.
    Ao meu ver, o episódio do estudo no tablet foi uma gota dágua num copo que estava por transbordar. A preocupação com o objetivo causou um estresse emocional que se somou a algo já presente em seu emocional.
    Me parece uma preocupação latente, pois durante o dia, quando está produtivo no trabalho, ela não se manifesta. Mas ao repousar ela aparece a ponto de ser maior do que o efeito da medicação no meio da madrugada.
    Isto posto, eu te recomendo procurar um psicólogo(a) para ajudá-lo a entender essa preocupação e até mesmo na avaliação da necessidade de outros recursos terapêuticos para relaxamento emocional e aprofundamento do sono. É importante dizer, que em muitos casos o trabalho conjunto entre psicólogo e psiquiatra alcança ótimo e rápidos resultados.
    Espero ter esclarecido um pouco a visão sobre ansiedade latente. Boa sorte!


  • Estimados psicólogos e psicólogas, boa noite! Meu médico disse que as minhas tonturas frequentes são

    Estimados psicólogos e psicólogas, boa noite! Meu médico disse que as minhas tonturas frequentes são uma doença pouco conhecida chamada Vertigem Fóbica. Nesse caso, devo procurar um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra? Como será o tratamento desse doença no caso de recorrer a um psicólogo/a? Agradeço desde já pela atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, que bom que você escreveu sobre essa dúvida. Esclarecer o papel do psicólogo e do psiquiatra é sempre bom.
    Vamos lá, como você já deve saber as suas tonturas estão relacionada ao medo de algo, de alguém ou de alguma situação/ambiente.
    O papel do psicólogo(a) é junto com você descobrir o motivo desse medo e começar a desconstruí-lo. E aos poucos, ao enfrentar estas situações você verá que terá melhores condições de vida e menores quantidade de tontura. O psicólogo também poderá auxiliar na avaliação se é necessário algum outro encaminhamento, por exemplo com o psiquiatra. Este ultimo poderá prescrever medicações dependendo do diagnóstico.
    Ambos também poderão prescrever atividades ou terapia integrativas como forma de abrandamento emocional.
    Espero ter esclarecido um pouco como os profissionais da saúde mental podem auxiliar você. Boa sorte!


  • Ultimamente to sentindo muita sensação de incapacidade sinto que nunca vou ser capaz ou suficiente p

    Ultimamente to sentindo muita sensação de incapacidade sinto que nunca vou ser capaz ou suficiente pra nada na vida, e isso me gera crises de ansiedade, nunca fiz nada comigo , mais meus pensamentos são muito intenso quando penso essas coisas, querendo ser outras pessoas pra não ter que sofrer com nada na vida, crises de choro desespero tudo de ruim, e uma sensação que isso nunca vai parar ou mudar me sinto angustiada ansiosa por tudo todos os dias é uma luta mental, tenho ansiedade generalizada e acho que posso tá tendo depressao associado a ansiedade muito forte para eu ter esses pensamentos ruins o que isso poderia ser ? (Tomo medicação também antidepressivo e ansiolítico já faz 1)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendi o dilema que você vive, a ansiedade está te paralisando e aumentando a depressão por não fazer o que precisa, inclusive cuidar de você. É um cenário bem complexo, a gente não sabe por onde começa os problemas e muito menos por onde eles poderiam acabar.
    O fato de você já estar medicada por psiquiatra é muito bom, mas é necessário procurar um psicólogo para você identificar as raízes desses pensamentos repetitivos negativos. Ainda mais se alguens pensamentos forem ameaçadores a sua segurança física.
    Espero ter te ajudado com a orientação, por favor considere agir nesse sentido para ter uma melhor qualidade de vida. Boa sorte!


  • Minha casa caio em uma tempestade muito forte...não aconteceu nada comigo mas eu tinha 10 anos de id

    Minha casa caio em uma tempestade muito forte...não aconteceu nada comigo mas eu tinha 10 anos de idade
    Minha mãe teve as pernas quebrada por esse motivo tenho medo de tempestade quando estou sozinha pior ainda quando o céu começa escurecer fico já com muito medo e começa dar vontade de ir ao banheiro fazer o número 2 e faço. Tem alguma explicação? Devo buscar um profissional? Qual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, a sua dúvida é muito importante. Muitas pessoas passam por esse efeito, medo-sistema nervoso-fezes.
    O nosso sistema digestivo é extremamente sensível ao sistema nervoso. Quando o "céu começa a escurecer", o seu cérebro interpreta a chegada da noite como um momento de vulnerabilidade ou perigo (medo) justamente pelo o que ocorreu com você e sua mãe. Sua memória associou que o céu escuro e tudo que acompanha significa que algo dará muito errado.
    É uma reação física causada pelo emocional. O medo dispara a liberação de adrenalina e cortisol. E ai o corpo se prepara para uma "ameaça", ele precisa ficar "leve". Essa liberação de estímulos se distribui para todos os órgãos, as contrações intestinais intestinais aumentam a frequencia para esvaziar o reto rapidamente. O medo ou a ansiedade forte geralmente geram a vontade imediata de ir ao banheiro.
    Como você pode ver suas memórias emocionais são a causa principal. Recomendo que você procure um psicólogo para descontruir essa ideia de que sempre haverá uma tragédia associada a escuridão do céu.
    Espero te-laajudado. Boa sorte!


  • Estou a muito tempo sem falar com a minha namorada. Ainda gosto muito dela, mas eu não consigo falar

    Estou a muito tempo sem falar com a minha namorada. Ainda gosto muito dela, mas eu não consigo falar sobre os meus próprios sentimentos e sinto que tenho magoado muito ela. É melhor insistir no relacionamento ou deixar ir de vez?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá! Que dúvida crucial. Você parece estar dividido entre emoções que causam sofrimento e um amor que te traz alegria. Esse tipo de dilema existencial é comum em nossa jornada.
    O ponto principal é entender que a vida não precisa ser uma escolha entre 'cuidar das emoções' ou 'viver um grande amor'. Uma coisa não impede a outra — ou, pelo menos, não deveria. A vida não é um jogo de polarização (ou certo ou errado, ou sozinho ou acompanhado).
    Recomendo que você busque o caminho do meio entre esses polos. Se o sentimento é positivo e há abertura, por que abrir mão dele? É perfeitamente possível retomar o relacionamento e, ao mesmo tempo, cuidar da sua saúde emocional com o suporte de um terapeuta. O profissional ajudará a identificar o que te abala, fortalecendo-o gradualmente. Um ponto importante: não coloque sobre ela a expectativa de que ela entenda ou resolva seus dilemas internos; essa é uma construção sua.


  • Eu tenho uma filha que acabou de fazer 18 anos, aos 16 ela conheceu um menino dois anos mais velho q

    Eu tenho uma filha que acabou de fazer 18 anos, aos 16 ela conheceu um menino dois anos mais velho que ela , que sempre estava a me desrespeitar e desafiar no sentido de manipular minha filha contra mim, indo em minha casa na minha ausência enquanto trabalhava,
    Falei com a família dele, e proibi ele de entrar em minha casa de novo, informei a família dele,
    O que estava acontecendo e não queria minha filha com ele , minha filha continuou se encontrando escondido com ele , ele continuiu indo na minha casa até que um dia bom mais cedo e peguei ele dentro de casa. Expulsei ele de la e informei a família dele pessoalmente o que estava acontecendo,andei minha filha pro pai , por um tempo pra se afasta dele duas horas de viagem , passaram dois anos ela voltou morar comigo, e ele de alguma forma soube. Na pressão de não perder minha filha aceitei o namoro , em novembro do ano passado 2025.
    Essa semana ele desrespeitou meu esposo chamando ele de babaca e a mim também , fui tomar satisfações e ele saiu andando .
    Continua manipulando minha filha contra mim.
    O que eu poderia fazer pra que ela pudesse enxergar que esse menino não é futuro pra ela , que um homem que desrespeita família pode respeitar ela agora mas que no futuro pode fazer pior com ela . Meu esposo proibiu ele em casa.
    E eu não quero ele mas com ela . Só não falei isso a minha filha com medo de perde lá pra sempre.
    Ela está cega por ele. E não escuta .
    O qué posso fazer ?
    Ele tem espectro autista.e uma família totalmente desistruturada .
    E eu criei minha filha em uma bolha, na igreja, com todos valores familiares, respeito. E valores morais .o que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendo a sua preocupação, realmente o cenário que você expõe é bem complexo. Existem alguns fatores que são importantes que fazem parte, como o desenvolvimento da identidade na adolescência/juventude, as particularidades de conviver com uma pessoa autista, mesmo que seja Nível 1 de Suporte; e a dinâmica familiar sob muita tensão.
    Mas, o fator que chamou mais atenção é o confronto do papel de mãe presente e ativa versus a maneira como uma pessoa autista se comporta. Peço que leia com a intensão de esclarecimento, não como crítica. O autista pode ser extremamente direto. A interpretação de "falta de respeito" pode ser a incapacidade dele de usar as "mentiras sociais" ou a etiqueta que a família espera. Se a pessoa autista não gosta de algo, ela diz, e isso pode soar agressivo ou desrespeitoso para quem não compreende o funcionamento neurodivergente. Essa pessoa pode ter dificuldade em entender as intenções e sentimentos presentes na sua família, e assim agir de forma que pareça fria ou desafiadora, sem que essa seja a intenção consciente.
    Nessa tríade, você, sua filha e o namorado, estão sob tensão extrema. Eu recomendo que você procure uma orientação parental com psicólogo, pois existem posicionamentos muito contraditórios, como a estrutura de costumes da sua família versus a estrutura da família dele, ter uma expectativa para filha que não tem problemas neurodivergentes versus receber um namorado neurodivergente contrário as suas expectativas e a busca da identidade dos adolescente/jovens versus a realidade.
    Nessa fase que a tríade está, é preciso buscar esclarecimento sobre expectativas de todos, sobre o autismo em si e a compreensão do mundo , entender os limites e desejo deles; e a possibilidade de deixar a porta aberta para evitar o que você tem mais medo. É um processo difícil, mas necessário para aumentar a capacidade de entendimento e permitir uma vida mais saudável.
    Espero ter ajudado com essas recomendações e alertas. Boa sorte!


  • Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem,

    Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem, em novembro começou a morder alguns coleguinhas. Esse ano ele continua na mesma sala só que com outros amigos pq ele continuou por conta da idade e os amigos avançaram. E aí ele apresentou a questão de morder novamente, fiz uma rotina de dia a dia e ele parou de morder, mais agr está batendo coisa que não fazia antes, beliscando, chorando por qualquer coisa e não quer dividir com os amigos. Os novos amigos são menores que ele. O que eu devo fazer ? Devo me preocupar com algum transtorno ou é somente questão da idade e da mudança ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendo a sua preocupação com seu filho. Mas não se preocupe tanto. Essa situação é muito comum em crianças nessa faixa etária, esse comportamento não é "agressividade" por maldade, mas sim uma forma de comunicação diante de uma quebra de vínculo importante.
    Nessa idade eles ainda não sabem nomear sentimentos como saudade, exclusão ou insegurança. Ela "fala" através do corpo.
    Falando um pouco do ano passado, a mordida é uma reação instintiva e oral. Quando a criança se sente ameaçada ou invadida por "estranhos" (os novos colegas), como entrar na escolinha, ela usa a boca para se defender ou para tentar controlar o ambiente. É uma maneira de dizer "eu estou aqui e estou sofrendo".
    Neste ano, houve uma nova readaptação, pois os colegas são novos. As referências foram embora e ele tem que adaptar socialmente de novo. A agressividade através de objetos e brinquedos é uma outra forma dele dizer que ele quer ser respeitado. O choro e a irritabilidade são outras formas do corpo mostrar o desconforto emocional.
    Mamãe, esse é um processo de adaptação social que é necessário para toda criança. É como entrar no mar num dia não tão quente. É aos poucos, primeiros os pés, depois as canelas, e assim por diante, até mergulhar e sentir o acolhimento das águas.
    Nessa fase é muito importante o acolhimento dele e a sua aproximação com a escola. Não deve haver punições ou castigos, mas validação do que ele está sentido. Em vez de dizer "não morda" ou “não bata”, você pode nomear o que ela sente: "Eu sei que você está com saudade dos seus amigos antigos, mas não podemos bater". Isso ajuda na construção da inteligência emocional.
    Espero ter ajudado com essa orientação singela, que seja uma boa semente para seu jardim. Boa sorte para vocês.


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