Perguntas do paciente (119)

  • Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente

    Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.

    Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.

    Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.

    O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.

    Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.

    Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.

    O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, pelas suas palavras tão profundas dá para notar que você está sem esperança de dias melhores. Mesmo tendo seus pais, um relacionamento amoroso, o estudo na graduação, provavelmente um trabalho, ou seja, atividades importantes para o seu desenvolvimento, você não está sentindo prazer, não está satisfeito com sua vida atual. Nessa situação, a pornografia é a sua única forma de prazer, é ela que te dá a sensação de controle que você a procura, e ainda pode te dar a inspiração que você tanto gostaria de ter expressa no ápice da masturbação. Espero que essas descrições façam sentido para você.
    O fato de você não falar sobre esse assunto em terapia é uma defesa psíquica. Você está preservando a maior forma de controle e prazer que tem no seu momento atual. Você entende isso?
    Mas, ainda sobre suas palavras, me parece que o desanimo e a pornografia são sintomas. Você ainda precisa encontrar a causa desse desanimo em terapia. Recomendo que você leve ao seu terapeuta todas as situações que te incomodam no dia-a-dia, inclusive sobre a pornografia. É muito importante o terapeuta ter uma visão ampla sobre você. Só assim sua vida poderá retornar a ter o potencial de uma jovem pessoa.
    Espero ter ajudado essas explicações e orientações. Boa sorte!


  • Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem

    Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
    Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendo sua preocupação, a compulsão controla os pensamentos ainda mais quando aparecem os estímulos. E muitas vezes esses estímulos nem são sexualizados normalmente, mas já estimulam a sexualidade.
    Recomendo você procurar um Psicólogo que tem especialidade na Sexologia Clínica, ou um Psicólogo Sexólogo. Outras abordagens também podem auxiliar, como a TCC, Psicanálise e Análise do Comportamento. Boa sorte!


  • Olá boa noite gostaria saber quando agente sonha pensando alguém no sonho significa o que?

    Olá boa noite gostaria saber quando agente sonha pensando alguém no sonho significa o que?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, essa é uma pergunta muito comum nos consultórios de psicologia. O sonho, por mais que pareça real, nunca é literal. Quando uma pessoa ou acontecimento aparecem no sonho é uma emanação de um desejo da sua mente, muitas vezes do inconsciente. O sonho não é uma previsão, é um processamento emocional e simbólico. Às vezes, refletem preocupações reais com setores da vida da pessoa, como o relacionamento, o lado profissional, as questões sociais. Podemos entender que os sonhos são um modo de personificação dos desejos e medos da pessoa. Carl Jung dizia que o sonho pode ser comparado a um paragrafo dentro de um livro sobre a vida da pessoa. Apesar de ser marcante é apenas um fragmento naquele momento da existência.
    Ainda respondendo a sua pergunta, quando você sonhar com alguém, sempre tente identificar qual é o sentimento que essa pessoa te desperta no sonho? E a partir dai, tente olhar para dentro de você e encontrar o significado em sua vida.
    Espero ter esclarecido um pouco a expressão dos sonhos para você. Bons sonhos!


  • Meu filho tem 3 anos e 5 meses,começou esse ano na creche e não está se adaptando,ele chora o tempo

    Meu filho tem 3 anos e 5 meses,começou esse ano na creche e não está se adaptando,ele chora o tempo todo a professora diz que nada distrai ele,nem mesmo a parquinho,ele só para de chorar quando me vê,só fica bem na escola se eu estiver com ele na sala,não sei o que fazer,se eu saio da sala e começar a chorar e não faz mais nada. Qual a orientação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, mamãe, quantas emoções suas e dele envolvidas nessa nova interação com pessoas e ambiente novo. Mas, tudo bem. É normal esse tipo de acontecimento, para algumas crianças há mais exigências, já para outras há menos exigências emocionais. Aos 3,5 anos, a criança vive em um universo onde ela é o centro, e sua segurança depende inteiramente das figuras de apego (pais ou cuidadores principais). A separação, mesmo que para ir à escola, é interpretada pelo sistema nervoso dela como uma perda temporária de proteção.
    É como você entrar no mar quando ele está mais frio. Você entra aos poucos e o corpo vai se dessensibilizando, não é assim?
    Respeitar o tempo de 'aquecimento' da criança é o maior investimento que os pais podem fazer na saúde mental de seus filhos. Então, se possível, mostre a ele as coisas boas do ambiente, dos brinquedos, as outras crianças, brinque com a professora para reduzir a tensão entre vocês três. É um processo de socialização que será muito importante para vocês. Espero ter ajudado. Boa sorte!


  • Sou estudante de psicologia estou no 8° semestre, estou muito preocupada com essa nova abordagem poi

    Sou estudante de psicologia estou no 8° semestre, estou muito preocupada com essa nova abordagem pois estudamos 5 anos aprendemos muitas abordagens, estudamos vários teóricos fazemos atendimentos supervonados com muito cuidado e ética e muita responsabilidade.Fui informada que para ser um terapeuta TRG o curso dura no máximo um um ano e meio e a pessoa está apto para atender e popodendo cobrar por sessão cerca de $ 150,00 minha reflexão, vale a pena os 5 anos estudando para enfim se deparar com essa situação??...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, a formação na graduação é generalista, ela procura abrir o olhar do aluno para as mais importantes escolas da Psicologia. E o mais interessante que apesar das diferenças entre elas, o entendimento da psique é muito semelhante. A formação abre um leque enorme para que você identifique a escola que mais tem haver com a sua personalidade, forma de pensar e abordar a realidade. Após sua formação, você deverá se especializar com o intuito de se aprofundar naquela escola que mais se aproximou de você. Então, sim, vale muito a pena você olhar para a graduação em Psicologia como uma grande foto panorâmica de todas as possibilidades de entendimento do indivíduo e do ambiente. Ao final da graduação, você terá condições melhores de escolher uma técnica, um terapia ou uma abordagem que se enquadre ao seu gosto. Inclusive em avaliar a TRG dentro do seu jeito de ser. Espero ter te ajudado. Boa sorte!


  • Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu

    Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu namorado porque fui elogiada por outra pessoa; como isso nunca tinha acontecido antes, ouvir aquelas palavras foi maravilhoso para mim. Comecei a me relacionar com essa pessoa, mas logo percebi que tudo aconteceu porque busco incessantemente a aprovação alheia.
    ​Meu namorado me elogia e sempre faz minhas vontades, mas parece que nada é suficiente para suprir o que carrego desde a infância. Sofri muito com críticas da família e de outras pessoas sobre o meu corpo. Agora, além desse trauma, enfrento outra crise: meu namorado descobriu a traição e me perdoou, mas sinto que o amor acabou e eu não consigo parar de pensar na outra pessoa.
    ​Apesar disso, não consigo terminar por medo de ficar sozinha, já que sinto uma necessidade de 'atenção total'. Além disso, tenho medo de terminar meu curso e ficar ociosa, pois quando não estou ocupada, começo a ter pensamentos ruins. Para completar, sinto dificuldade em conseguir um emprego por ser excessivamente tímida. É um mix de emoções e não tenho ideia do que fazer para melhorar tudo isso..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendi a situação emocional. Vejo que você sabe muito sobre ações e consequências, como também demonstra saber também sobre possíveis causas com origem na sua infância. Mas parece que há tantas informações, pessoas, oportunidades e inseguranças em sua vida que está tudo misturado e confuso. Tomar decisões neste momento pode ser precipitado.
    Eu recomendo que você procure logo um profissional da Psicologia para entender a sua baixa autoestima, as reais origens e assim reorganizar os pensamentos e emoções. A partir dai você terá melhores condições para decidir sobre pessoas, trabalhos, futuros, e tudo mais que precisar decidir. Espero que essas palavras façam sentido para você nesse momento tão conturbado. Boa sorte!


  • Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza

    Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendo seu pensamento e sua dúvida expressa autoconhecimento, isso é muito bom.
    O luto é um processo emocional, cognitivo e físico natural em resposta à perda de algo ou alguém com quem se tinha um vínculo significativo. Pela sua descrição, realmente você está na fase de “depressão”, quando a perda se torna real e inevitável. Essa fase causa mesmo um recolhimento necessário. Não há um tempo médio estipulado para esta fase, cada pessoa tem o seu modo de viver e jeito se ser.
    Parece, pela sua pergunta, que a dor está impedindo você de realizar tarefas básicas nos vários setores da sua vida (social, familiar, profissional, amoroso) como também o sofrimento parece estagnado, não melhora e ainda resiste na base da desesperança. Nesse caso eu recomendo o apoio profissional, pois pode ajudar a transformar essa dor paralisante em uma saudade que permite a continuidade da sua vida.
    Espero ter de dado uma direção de autoconhecimento e renascimento. Boa sorte!


  • Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao tra

    Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao trabalho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendo a sua frustração. Lidar com a sensação de fracasso quando a identidade está totalmente fundida à profissão é um grande desafio nos dias atuais. Quando um único pilar, o trabalho, sustenta todo o peso do seu valor como pessoa, e ele balança, a sensação é de que o "Eu" inteiro está desmoronando.
    O fato de você ter notado a sua fixação pelo trabalho já é um grande passo. Agora, você precisa separar você daquilo que faz. Separar o homem do trabalho será essencial para criar um novo caminho mais existencial equilibrado com o laboral.
    O “fracasso” foi o resultado de uma fase, dentro de uma empresa, atrelado a resultados focados num pequeno universo. Ele não define você, que tem uma história, cultura, formação e outros predicativos que não se encerram por causa do fracasso. É muito importante você se olhar como potencial, não como resultado. As expectativas que você construiu associadas a imagem de sucesso, quando não confirmadas pelo outro, doem muito. Mas como disse antes, os resultados são localizados numa empresa, num momento, num objetivo, não quer dizer que tudo o que construí antes disso está perdido. E também não quer dizer que o seu futuro não poderá ser de sucesso.
    Uma recomendação para você é aumentar os pilares da sua existência, redistribua a atenção e as expectativas, assim você colherá mais satisfações do que autocobranças. Caso você sinta sintomas de depressão como isolamento, alteração do peso, irritação, angústia, por um tempo maior que o desejado, procure um profissional da Psicologia.
    Espero tê-lo ajudado com um pouco de inspiração. Boa sorte!


  • Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sent

    Amo meus filhos, mas me sinto exausta e às vezes arrependida da rotina da maternidade. É normal sentir isso ou preciso de tratamento urgente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, sim, é absolutamente normal, comum e, do ponto de vista clínico, perfeitamente compreensível.
    A rotina da maternidade envolve o que chamamos de trabalho invisível. Não é apenas trocar fraldas ou fazer comida, ou levar na escola, médicos, atividades complementares, mas a gestão mental de tudo: horários, saúde, educação, bem-estar emocional do filho e a manutenção da casa. Um outro fator importante é a possível fragmentação do sono que também prejudica o sistema nervoso.
    O cérebro da mãe fica em estado de hipervigilância 24 horas por dia. Esse estado consome uma quantidade massiva de energia mental e emocional, o que gera exaustão.
    Muitas mulheres sentem que deixaram de ser um indivíduo e foram “engolidas” pelas responsabilidades de “Mãe”. Essa sensação de perda de autonomia também gera um cansaço existencial. A rotina repetitiva priva o cérebro de novidades e prazeres individuais, o que pode levar a um quadro de perda de interesse em coisas que antes davam prazer.
    Espero ter ajudado com uma pequena luz nesse momento existencial. Boa sorte!


  • Como a psicanálise lida com o racismo estrutural? O analista leva em conta o sofrimento que vem de f

    Como a psicanálise lida com o racismo estrutural? O analista leva em conta o sofrimento que vem de fora, da sociedade, ou foca só na minha infância?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, importante a sua pergunta. Tanto a Psicanálise quanto a Psicologia consideram o aspecto social do ambiente em que você está inserido, quanto a sua história de vida. O que ocorre muitas vezes, dependendo do tópico que você trás, o profissional precisa entender as bases do seu pensamento, como você aprendeu certos valores, importantes para o andamento da sessão. Como nós somos seres biopsicoespiritosociais recebemos muitas interferências do ambiente em nosso jeito de ser, elas vão se acumulando em nossa personalidade, desde pequenos até os dias atuais. Algumas coisas parecem ser apenas uma visão da infância, mas na verdade foram as bases para a pessoa enfrentar o dia-a-dia.
    Eu recomendo que você converse com seu terapeuta, expresse a sua dúvida. Com certeza ele terá mais condições de te responder sobre o método de trabalho dele junto a você.
    Boa sorte!


  • Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess

    Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá! Pela sua descrição, vejo que você é uma avó muito atenta e sensível às mudanças da sua neta. Esse engajamento familiar e a prontidão amorosa são fundamentais, especialmente para uma geração que atravessou perdas e medos reais durante a pandemia.

    A adolescência é justamente esse 'divisor de águas': o jovem quer deixar de ser criança, mas ainda não possui a maturidade do adulto. É um período de 'tempestade hormonal' que redesenha pensamentos, a percepção do corpo e a busca pela independência. É natural que, nesta fase, o adolescente questione os valores de casa para buscar sua própria identidade no grupo de amigos.

    Essas transformações geram oscilações de humor e comportamentos que, por vezes, chocam os responsáveis. Embora seja uma fase normal do desenvolvimento, ela pode ser muito desconfortável para todos. Se essas mudanças estão gerando mais dúvidas do que certezas, recomendo sim a busca por um acompanhamento psicológico. Isso ajudará tanto a jovem quanto a família a atravessarem essa transição com mais equilíbrio. Espero ter ajudado e desejo boa sorte!


  • Eu fiz hoje o exame psicológico para a primeira habilitação e fui "aprovado" mas tenho que voltar em

    Eu fiz hoje o exame psicológico para a primeira habilitação e fui "aprovado" mas tenho que voltar em um ano pra refazer o teste, a psicologa que aplicou o teste disse que ficou *bem preocupada* com o meu teste palográfico, que eu tenho uma personalidadee fechada mas que eu gosto de me impor. Eu realmente sou muito fechado, mas não entendi a segunda parte, do jeito que ela falou ficou parecendo que eu tenho algum problema de personalidade. Eu deveria solicitar a entrevista devolutiva pra receber uma explicação detalhada, ou, é só paranóia minha mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, você teve dois extremos no mesmo evento, aprovado na direção e contestado no teste Palografico. Imagino como você possa ter ficado dividido. Mas, apesar disso, parabéns pela aprovação.
    Agora falando sobre avaliação da psicóloga, ela se baseou num teste muito utilizado pela Psicologia na avaliação rápida de pessoas que são candidatos a empregos, a serem motoristas e outras funções.
    Como imagino que você seja uma pessoa jovem, eu recomendo que você peça a devolutiva, não por ser uma paranóia, mas para autoconhecimento. É sempre bom saber sobre nossas forças e fraquezas para termos uma vida mais saudável emocionalmente. Espero tê-lo ajudado nessa fase tão importante de começo da vida adulta. Boa sorte!


  • Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista

    Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista. Ele disse que sofro de hipervigilância e que devo tratar isso com psicoterapia. Não entendi ainda o que é essa hipervigilância e como a psicoterapia pode me auxiliar nisso. Poderiam me ajudar, por favor? Agradecido.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendo a sua dúvida, ela é muito válida para o entendimento e a concordância com a psicoterapia. O que é a Hipervigilância: é um estado de alerta extremo e constante. Não é apenas uma "preocupação", mas sim um mecanismo orgânico composto (biológico e psicológico) que deixa o sistema sensorial em alerta, buscando incessantemente por ameaças no ambiente, mesmo quando não há perigo real.
    A psicoterapia auxilia a pessoa nesse estado a entender o motivo de tamanha preocupação, atenuando o nível de alerta e promovendo o retorno do bem estar. É um processo de investigação onde você e seu psicólogo trabalharão juntos sobre seus sentimentos, emoções, sua história de vida e acontecimentos importantes. Com certeza, a luz sobre as causas do estado de alerta te darão maior repertório para o dia-a-dia. Espero ter esclarecido um pouco como a Psicologia pode auxiliá-lo nessa jornada de autoconhecimento. Boa sorte!


  • Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?

    Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, é uma dúvida genuína, pois ela carrega a esperança de dias melhores numa área tão importante que é o relacionamento amoroso.
    O relacionamento abusivo está presente em diversos contextos, desde o familiar até o ambiente profissional, impacta significativamente a saúde mental, física e emocional dos indivíduos.

    Identificar um relacionamento abusivo nem sempre é fácil, pois o abuso muitas vezes começa de forma sutil, disfarçado de "excesso de cuidado" ou "proteção".
    Existem algumas características que você pode notar: Ocorrem em ciclos, começa com uma tensão entre o casal, é seguido por uma explosão pelo agressor (gritos, ofensas, agressão); e se encerra com a o pedido de desculpas, arrependimentos e promessas de um relacionamento melhor.
    Esse ciclo gera dependência da pessoa agredida, pois esse pico de estresse, seguido de uma "Lua de Mel" causa uma sensação de paz. Porém, é uma paz passageira, pois o relacionamento abusivo é repetitivo e muitas vezes apresenta um comportamento crescente do agressor.
    Caso você tenha dificuldade em identificar esse tipo de relacionamento ou de entender os motivos de cada fase do ciclo, procure um profissional da psicologia.


  • O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir

    O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir falar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, que bom, você já conseguiu falar. Olha só como é fácil.
    Na primeira sessão de terapia você vai falar sobre o que te incomoda no dia a dia. Assim como você fez com sua pergunta. Eu quero fazer terapia, mas não sei o que dizer. Pronto.
    É com essa vontade de verbalizar uma dúvida que você vai falar sobre as coisas ou situações que te incomodam. Até mesmo, se você não se sentir à vontade com o terapeuta. Ele saberá entender e te auxiliar nesse momento, com certeza.
    Em uma sessão de terapia não espere uma perfeição, pois ela inibe a sua naturalidade e do psicólogo também. Simplesmente fale de você. Espero ter te ajudado. Boa sorte!


  • Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos

    Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
    Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
    Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
    Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
    Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?

    obrigado pela ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, eu entendo a sua situação, quando nos casamos temos a expectativa do amor eterno, da família padrão, de algo perpétuo. Mas, as situações diárias não são tão controláveis como gostaríamos. Muitos fatores externos e internos interferem na personalidade de uma pessoa. Numa família, por exemplo, esses valores são trocados e adaptados muitas vezes, não é mesmo? Depois de tantos anos juntos, talvez você também se ache diferente daquele homem que um dia foi o namorado.
    É sempre bom lembrar que o amor exige a liberdade do outro. Talvez você note essa liberdade na criação das meninas, cada qual na sua fase e com suas exigências próprias. Me parece que sua ex-esposa necessitou de novos valores no decorrer dos anos. Tentar forçar uma permanência ou não aceitar a decisão dela fere a dignidade de ambos e das meninas. O maior gesto de força que você pode ter agora é respeitar o espaço dela e o seu. Insistir em algo que não é mais mútuo apenas desgasta as boas memórias que restaram.
    Espero ter ajudado em uma reflexão sobre aceitar as mudanças de algo que não será mais igual ao que foi um dia. Caso esta aceitação esteja muito difícil, procure um profissional da psicologia. Boa sorte!


  • É normal pessoas com a natureza tão ruim que é até de dar vontade vomitar?

    É normal pessoas com a natureza tão ruim que é até de dar vontade vomitar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, entendo a sua decepção com algumas pessoas. Vou ponderar um pouco sobre o conviver, pois é conhecendo as pessoas que criamos afinidades, repulsas e muitos aprendizados. Se não fosse o conviver social, nós humanos, seres racionais, seríamos iguais por toda vida. Imagine só como seria monótona a existência. Espero que essa ideia inicial faça sentido para você.
    Sim, a vontade de vomitar é uma reação psicossomática real. O nosso sistema digestivo está intimamente ligado ao sistema nervoso. Quando nos deparamos com comportamentos que ferem nossos valores morais ou nos causam repulsa extrema, o corpo pode reagir fisicamente.
    A sensação de náusea diante de uma situação ou pessoa 'tóxica' é o cérebro interpretando aquele evento como algo que precisa ser expelido, tal como uma comida estragada. É um mecanismo de defesa e rejeição.
    Importante: Se essa sensação tem sido frequente ou paralisante, pode indicar que você está sob um estresse emocional severo ou que possui uma sensibilidade aguçada a conflitos. Nesses casos, a psicoterapia aliada a práticas que equilibram o sistema nervoso podem ser muito eficazes para fortalecer seus limites emocionais e reduzir esse desconforto físico.
    Espero ter ajudado com algumas ideias iniciais segundo a visão da Psicologia.


  • tomava oxalato de 10mg dai comecei com canabidiol e fazendo o desmame de oxalato pra 5mg fiquei 4 di

    tomava oxalato de 10mg dai comecei com canabidiol e fazendo o desmame de oxalato pra 5mg fiquei 4 dias sem tomar o oxalato que acabou comprei novamente e comecei de novo os 5mg.Pode dar diarreia de novo?por que desde que comecei a tomar de novo meu intestino bagunçou

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, eu recomendo que você procure o seu psiquiatra de acompanhamento clínico. O organismo é muito sensível a estímulos externos e internos. No caso da medicação psiquiatrica o organismo precisa de um período de adaptação e estabilização. A combinação com o Canadibiol nesse período de reintrodução de medicação pode causar reações muito fortes físicas e emocionais.
    Nesse sentido, buscando um cuidado maior com a sua saúde, só o médico psiquiatra pode avaliar a interação dessas medicações e afirmar as reações adversas. Boa sorte!


  • Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapi

    Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapia por um ano, Há dois anos atrás. Aparentemente, parecia uma depressão. A psicóloga me passou que ele tinha um pouco de fobia social. Como ele apresentou uma certa melhora, a psicóloga disse que não havia mais necessidade de terapia. Porém, eu percebo qie ele é diferente, já cheguei a pensar que ele talvez seja autista. Mas, hoje ele (chorando) me disse que não queria nos decepcionar e me contou que ele não se sente um menino e sim menina(desde pequeno). Ele tem 17 anos.Ele não demonstra nenhum estereótipo feminino. Já chegou a se apaixonar por uma menina. Ele diz que apesar de se sentir assim,.sexualmente, ele não tem interesse em se relacionar com menino, e sim, com menina
    Comentou também sobre a mudança de identidade, de transição de gênero e que pode acontecer dd mesmo ele se tornando uma menina ele se relacionar com outra menina. Hoje em dia os jovens tem muito mais informação. Pra mim é um pouco confuso , sei qie mesmo que ele tenha informações, tenho certeza que não é fácil lidar com isso. Pois, sabemos os desafios e situações que iremos enfrentar. Jamais agendei com uma psicóloga, mas gostaríamos de mais esclarecimentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Pela sua descrição, seu filho parece estar oscilando na definição da identidade e na orientação sexual. Ele gostaria de ser homem, e não decepcionar vocês, mas ele sente algo diferente e oposto, que o decepciona.
    Dentro de um coração jovem e com tantas dúvidas existenciais é recomendável conversar com ele e propor o retorno a terapia, se possível com um profissional especializado nas questões da adolescência e sexualidade.


  • Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino

    Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
    Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Tadeu Manfroni

    Olá, o fato de você estar perto do seu filho e ser atenciosa as ações dele foi muito importante. O que fazer agora?
    O primeiro passo e acolher seu filho sem castigá-lo, assim ele se sentirá protegido e não ameaçado. Mantenha um canal aberto de comunicação, pois a verdade deve aproximar os membros da família. Procure saber mais sobre as redes sociais e sobre as ameaças existentes nela, converse e esclarece para seu filho sobre a existência de riscos. Crie conhecimento na família sobre esse tipo de ameaça virtual, mesmo que soe como exagero. Porém, não exagere. Acompanhe.

    Bloqueio os contatos maliciosos, mas não apague as provas, tire prints se possível. Podem ser uteis em casos de golpes e chantagens, principalmente quando houve troca de informações pessoais. Se possível faça uma denúncia na plataforma em questão.

    E por ultimo, avalie os impactos psicológicos que podem ter acontecido com o menor. Se não souber avaliar , procure um psicólogo.


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