Perguntas do paciente (139)

  • Sou muito magro mas tenho barriga (sou um falso magro) e queria perder essa barriga e ganhar massa m

    Sou muito magro mas tenho barriga (sou um falso magro) e queria perder essa barriga e ganhar massa muscular.
    Porém, tenho 15 anos e não quero treinar pesado e nem fazer dietas severas, pois tenho um medo de que isso dê errado e me traga algum mal. Então queria saber uma resposta da parte de um profissional, se praticar atividades físicas (jogar bola ou andar de bicicleta, por exemplo) e manter uma dieta saudável (livre de doces, refrigerantes, bolos, etc) pode me ajudar em alguma coisa nessa idade? Ou terei que optar em ir na academia e fazer uma dieta mais severa (que corta carboidrato).

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Você não precisa fazer uma “dieta severa” nem começar a treinar pesado para melhorar seu corpo nessa idade. Na verdade, aos 15 anos, o mais importante é criar hábitos saudáveis e sustentáveis, porque seu corpo ainda está em fase de crescimento e desenvolvimento.

    O que você descreve como “falso magro” geralmente significa pouca massa muscular associada a um acúmulo maior de gordura corporal. E sim: praticar atividades físicas regularmente e melhorar a alimentação já pode ajudar bastante nisso.

    Atividades como futebol, bicicleta, caminhada, corrida ou qualquer esporte ajudam no gasto energético, na saúde cardiovascular e até na sensibilidade à insulina, o que favorece a redução de gordura corporal ao longo do tempo. Além disso, manter uma alimentação equilibrada, reduzindo refrigerantes, excesso de doces, ultraprocessados e exageros, já costuma trazer resultados importantes.

    Sobre musculação: ela não é indispensável no seu caso, mas pode ser uma excelente ferramenta quando feita de forma adequada e orientada. Existe muito mito sobre treino “pesado” fazer mal para adolescentes. Na prática, musculação bem supervisionada tende a ser segura e pode ajudar no ganho de massa muscular, postura, força e saúde metabólica.

    Outro ponto importante: cortar carboidrato não é necessário para perder barriga. Carboidratos são uma fonte importante de energia, especialmente na adolescência. O que normalmente faz diferença é a qualidade da alimentação como um todo, a regularidade da atividade física, o sono e a constância dos hábitos.

    Então, resumindo:

    Sim, melhorar a alimentação e praticar esportes já pode ajudar bastante;
    Você não precisa fazer dietas radicais;
    Não precisa “virar atleta” nem treinar exageradamente;
    Musculação pode ser positiva, desde que bem orientada;
    Resultados reais vêm de consistência, não de extremos.

    O ideal é procurar acompanhamento profissional para receber orientações adequadas à sua idade, rotina e fase de crescimento, evitando estratégias desnecessárias ou restritivas demais.


  • Olá boa tarde! Gostaria de poder contar com ajuda da equipe de profissionais acima sobre a avaliação

    Olá boa tarde! Gostaria de poder contar com ajuda da equipe de profissionais acima sobre a avaliação bioimpedância.
    Quais os profissionais da área da saúde pode fazer avaliação.
    Profissional da área de Educação Física estar habilitado a fazer à avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Olá, boa tarde!

    Sim, na verdade a Bioimpedância é um exame bem simples, podendo ser feito inclusive em casa tendo uma balança apropriada e de qualidade para tal. Claro que aparelhos profissionais tendem a ser muito mais precisos.

    Profissionais de Educação Física podem realizar avaliação por bioimpedância e avaliação física, assim como nutricionistas e outros profissionais da saúde dentro das competências da sua formação e regulamentação profissional.

    Inclusive, muitos profissionais de Educação Física possuem excelente capacitação em avaliação corporal, dobras cutâneas, circunferências e acompanhamento de composição corporal.

    É importante apenas entender que a bioimpedância é uma ferramenta complementar e que seus resultados sofrem com muita facilidade influência de diversos fatores como:

    hidratação;
    alimentação recente;
    prática de exercícios;
    retenção de líquidos;
    jejum prolongado;
    horário do exame.

    Por isso, apesar de ser bastante popular, a bioimpedância muitas vezes é supervalorizada como se fosse um exame extremamente preciso, quando na prática os resultados devem ser interpretados com bastante cautela pois com frequencia apresentam equivocos.

    Em muitos casos, uma avaliação física bem feita, utilizando:

    dobras cutâneas;
    circunferências;
    peso;
    fotos comparativas;
    análise clínica e evolução ao longo do tempo,

    pode fornecer informações até mais úteis e consistentes do que depender apenas do percentual de gordura apresentado pela bioimpedância.

    O mais importante costuma ser a experiência do profissional, a padronização da avaliação e a interpretação adequada dos resultados dentro do contexto de cada pessoa.


  • Estou muito abaixo do peso e queria ganhar mais uns quilinhos,o que fazer?

    Estou muito abaixo do peso e queria ganhar mais uns quilinhos,o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Para ganhar peso de forma saudável, é necessário consumir mais energia do que o corpo gasta, mas sem depender apenas de doces, frituras ou alimentos ultraprocessados. Pode ajudar aumentar gradualmente as porções, fazer mais refeições ao longo do dia e incluir alimentos nutritivos e calóricos, como azeite, abacate, castanhas, pasta de amendoim, ovos, laticínios e vitaminas de frutas. Exercícios de força também favorecem o ganho de massa muscular. Tudo depende do contexto e das suas particularidades. Como você relata estar muito abaixo do peso, é importante procurar um nutricionista para avaliar sua alimentação e, se necessário, investigar possíveis causas dessa dificuldade antes de montar uma estratégia individualizada.


  • Por que as mulheres não podem fazer o exame de bioimpedância menstruadas?

    Por que as mulheres não podem fazer o exame de bioimpedância menstruadas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Na verdade, mulheres podem fazer bioimpedância durante a menstruação. Essa não é uma contraindicação. A ressalva existe porque algumas mulheres apresentam maior retenção de líquidos nesse período, e a hidratação pode interferir nas estimativas de gordura e massa muscular. Entretanto, estudos não encontraram diferenças significativas entre as fases do ciclo menstrual. Para acompanhar a evolução com maior precisão, o ideal é repetir o exame em condições semelhantes e, caso haja muito inchaço, considerar adiá-lo.


  • Eu treino e minha meta na academia e o ganho de massa muscular. Como posso me alimentar de forma sau

    Eu treino e minha meta na academia e o ganho de massa muscular. Como posso me alimentar de forma saudável, onde eu consiga crescer e não acabar emagrecendo mais como já aconteceu? Qual o meio termo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Para ganhar massa muscular sem acabar emagrecendo excessivamente, o principal ponto é entender que “alimentação saudável” não significa comer pouco. Muitas pessoas começam a treinar, tentam “comer limpo” de forma exagerada e acabam entrando sem perceber em um déficit calórico, dificultando o ganho de massa.

    O meio termo normalmente está em manter uma alimentação equilibrada, suficiente em calorias e com boa distribuição de carboidratos, proteínas e gorduras, sem extremismos.

    Um erro muito comum é acreditar que o ganho de massa depende apenas de proteína. Na prática, carboidratos também são fundamentais para:

    fornecer energia;
    melhorar rendimento nos treinos;
    auxiliar recuperação muscular;
    ajudar a preservar e construir massa magra.

    Arroz, feijão, pão, frutas, aveia, macarrão, batata e outros carboidratos podem fazer parte tranquilamente de uma estratégia para hipertrofia.

    Além disso, não existe necessidade de consumir quantidades exageradas de proteína como muitas vezes é divulgado na internet. Uma ingestão adequada e constante ao longo do dia costuma ser suficiente para a maioria das pessoas.

    Outro ponto importante é que ganhar massa muscular é um processo gradual. Muitas pessoas esperam mudanças rápidas e acabam mudando a dieta o tempo todo ou entrando em estratégias muito restritivas.

    Na prática, os melhores resultados normalmente vêm de:

    constância nos treinos e atividades físicas;
    alimentação equilibrada e suficiente;
    sono adequado;
    progressão ao longo do tempo;
    paciência com o processo.

    Se mesmo treinando e se alimentando bem você continua perdendo peso ou não consegue evoluir, uma avaliação individualizada pode ajudar bastante a ajustar quantidade alimentar, rotina e estratégia nutricional de forma mais precisa.


  • É possível não consumir mais de 10 g de carboidrato e mesmo assim não entrar em cetose?

    É possível não consumir mais de 10 g de carboidrato e mesmo assim não entrar em cetose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Sim, embora isso seja incomum. A cetose nutricional não depende apenas da quantidade de carboidratos consumida, mas também de fatores como a ingestão de proteínas, o consumo total de energia, o nível de atividade física, a quantidade de glicogênio armazenada, características individuais do metabolismo e até mesmo do tempo que a pessoa mantém essa restrição.

    Na maioria das pessoas, consumir menos de 10 g de carboidratos por dia é suficiente para induzir a cetose, mas isso não acontece obrigatoriamente em todos os casos nem no mesmo intervalo de tempo. Algumas pessoas entram em cetose após um ou dois dias de restrição importante de carboidratos, enquanto outras podem demorar mais.

    É importante entender também que entrar em cetose não significa necessariamente emagrecer mais ou queimar mais gordura corporal. Esse é um dos maiores mitos relacionados à dieta cetogênica. Durante a cetose, o organismo realmente passa a utilizar mais gordura como fonte de energia, mas isso acontece principalmente porque a alimentação passou a fornecer muito mais gordura e muito menos carboidratos. Ou seja, o corpo passa a oxidar mais gordura porque há mais gordura disponível como combustível, e não porque passa automaticamente a utilizar mais gordura corporal.

    A perda de gordura continua dependendo principalmente do déficit calórico ao longo do tempo. Diversos estudos comparando dietas cetogênicas com outras dietas contendo maior quantidade de carboidratos mostram que, quando proteínas e calorias são semelhantes, a perda de gordura corporal costuma ser muito parecida. Portanto, a cetose, por si só, não confere uma vantagem metabólica significativa para o emagrecimento.

    Outro aspecto frequentemente esquecido é que a dieta cetogênica pode dificultar o desempenho em atividades físicas de alta intensidade. Exercícios como musculação, corrida em ritmo intenso, esportes coletivos e treinos intervalados utilizam o glicogênio muscular como uma importante fonte de energia. Com estoques reduzidos de glicogênio, muitas pessoas apresentam queda de rendimento, menor capacidade de treinar com intensidade e, consequentemente, mais dificuldade para ganhar ou preservar massa muscular durante o processo de emagrecimento.

    Isso não significa que seja impossível ganhar massa muscular em dieta cetogênica, mas, para a maioria das pessoas, uma alimentação com quantidade adequada de carboidratos costuma favorecer melhor desempenho nos treinos e criar um ambiente mais favorável para hipertrofia muscular.

    Também é comum que a rápida perda de peso observada nos primeiros dias da dieta cetogênica seja interpretada como uma grande perda de gordura. Na realidade, boa parte dessa redução inicial ocorre pela diminuição dos estoques de glicogênio e da água associada a eles. Quando os carboidratos voltam a ser consumidos, parte desse peso tende a retornar, sem que isso represente recuperação da gordura perdida.

    Atualmente, as evidências científicas não mostram que a dieta cetogênica seja superior a outras estratégias alimentares equilibradas para pessoas saudáveis que desejam emagrecer. Ela pode funcionar para algumas pessoas por facilitar o controle do apetite ou por preferência alimentar, mas isso não significa que seja a melhor opção nem que ofereça vantagens metabólicas exclusivas.

    A dieta cetogênica possui indicações bem estabelecidas em algumas situações específicas, como determinados tipos de epilepsia de difícil controle, e vem sendo estudada em outras condições clínicas. No entanto, para a maioria das pessoas saudáveis, não há evidências consistentes de que ofereça benefícios superiores aos de uma alimentação equilibrada e sustentável, rica em alimentos minimamente processados e adaptada às necessidades e aos objetivos individuais.


  • Eu li em alguns sites, que, com uma alimentação rica em alho, aveia, azeite extra virgem, frutas com

    Eu li em alguns sites, que, com uma alimentação rica em alho, aveia, azeite extra virgem, frutas com pectina, abacate moderadamente e romã, além de consumir de 7-8 copos de água podem ajudar a desentupir as artérias a longo prazo. Não só prevenindo, como combatendo arteriosclerose. Isso é verdade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Alguns desses alimentos realmente estão associados a benefícios cardiovasculares e podem contribuir para melhora do perfil metabólico e redução de risco cardiovascular ao longo do tempo. Porém, é importante tomar cuidado com a ideia de que determinados alimentos “desentopem artérias”, porque isso acaba sendo uma simplificação exagerada muito comum na internet.

    A aterosclerose é uma condição complexa, influenciada por fatores como:

    genética;
    tabagismo;
    pressão alta;
    diabetes;
    sedentarismo;
    obesidade;
    qualidade geral da alimentação;
    sono e estresse.

    Alimentos como aveia, azeite de oliva, frutas, alho, abacate e outras fontes de fibras e gorduras insaturadas podem sim fazer parte de um padrão alimentar cardioprotetor. A aveia, por exemplo, possui beta-glucanas, que podem auxiliar no controle do colesterol. Já o azeite extra virgem e o abacate fornecem gorduras associadas a melhor saúde cardiovascular dentro de uma alimentação equilibrada.

    Porém, isso não significa que exista evidência forte de que esses alimentos, isoladamente, “limpem” ou revertam placas arteriais de forma significativa.

    Além disso, muitas vezes o maior benefício ocorre porque pessoas que passam a consumir mais desses alimentos também melhoram outros hábitos:

    praticam mais atividade física;
    reduzem ultraprocessados;
    controlam peso corporal;
    param de fumar;
    melhoram o sono e rotina.

    Outro ponto importante é que não existem alimentos milagrosos. Mesmo alimentos considerados saudáveis precisam estar inseridos em um contexto alimentar equilibrado.

    Beber água adequadamente também é importante para saúde geral, mas consumir 7 ou 8 copos por si só não “desentope artérias”.

    Na prática, os maiores benefícios cardiovasculares costumam vir da combinação de bons hábitos mantidos de forma consistente ao longo dos anos, e não de um alimento específico isolado.


  • Boa tarde, eu queria saber se o Beritin Bc da muita fome?

    Boa tarde, eu queria saber se o Beritin Bc da muita fome?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    O Beritin BC é um medicamento que contém vitaminas do complexo B associadas à ciproeptadina, uma substância conhecida por estimular o apetite. Por isso, é relativamente comum que algumas pessoas percebam aumento da fome durante o uso.

    No entanto, essa resposta pode variar de pessoa para pessoa. Além do aumento do apetite, a ciproeptadina também pode causar efeitos como sonolência em alguns indivíduos.

    É importante que o uso desse tipo de medicamento seja feito com orientação médica, principalmente se a intenção for ganhar peso ou tratar falta de apetite. Muitas vezes, também é possível trabalhar estratégias alimentares com um nutricionista para melhorar o consumo alimentar de forma equilibrada e adequada às necessidades de cada pessoa.

    Caso tenha dúvidas sobre seu caso específico, vale conversar com um médico ou nutricionista para uma avaliação individualizada.


  • Quem está tomando antibiotico/cortecoide pode fazer uma dieta alcalina/cetogenica?

    Quem está tomando antibiotico/cortecoide pode fazer uma dieta alcalina/cetogenica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Na maioria dos casos, o uso de antibióticos ou corticoides não é uma contraindicação absoluta para dietas chamadas “alcalinas” ou cetogênicas. Porém, é importante entender que essas estratégias alimentares não são necessárias para a maioria das pessoas e não apresentam benefícios superiores de forma geral quando comparadas a uma alimentação equilibrada e adequada ao contexto individual.

    A chamada “dieta alcalina”, por exemplo, é bastante difundida na internet, mas a ideia de que os alimentos conseguem alterar significativamente o pH do sangue não encontra respaldo fisiológico relevante em pessoas saudáveis, já que o organismo possui mecanismos muito rigorosos de controle do pH.

    Já a dieta cetogênica pode ter aplicações específicas em algumas condições clínicas, como epilepsia refratária e situações muito particulares, mas também não é obrigatória nem superior para emagrecimento, saúde ou melhora metabólica na maioria das pessoas.

    Além disso, durante o uso de antibióticos ou corticoides, muitas vezes o mais importante é:

    manter boa hidratação;
    garantir ingestão adequada de nutrientes;
    preservar consumo proteico adequado;
    evitar restrições alimentares desnecessárias;
    respeitar tolerância gastrointestinal.

    Dietas muito restritivas nesse período podem até dificultar adesão alimentar, piorar desconfortos gastrointestinais e reduzir variedade nutricional.

    Na prática, salvo orientações médicas específicas, a maioria das pessoas tende a se beneficiar muito mais de uma alimentação equilibrada, variada e sustentável do que de estratégias extremas ou da exclusão exagerada de grupos alimentares.


  • Quando está tratando da H pylori, qual queijo pode comer ?

    Quando está tratando da H pylori, qual queijo pode comer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Durante o tratamento para Helicobacter pylori, geralmente não há uma proibição específica em relação a queijos. A maioria das pessoas pode consumir queijo normalmente, desde que não cause desconforto gástrico individual.

    De forma geral, costuma-se dar preferência a queijos mais leves e com menor teor de gordura, pois são mais fáceis de digerir. Alguns exemplos incluem:

    Ricota

    Cottage

    Minas frescal

    Já queijos muito gordurosos, muito curados ou muito condimentados podem causar maior desconforto em algumas pessoas com gastrite ou irritação gástrica, que frequentemente estão presentes quando há infecção pela H. pylori.

    Outro ponto importante é evitar alimentos que costumam irritar a mucosa do estômago, como excesso de álcool, pimenta, frituras e café em grandes quantidades, principalmente durante o tratamento.

    Como a tolerância pode variar bastante entre as pessoas, o ideal é que a alimentação seja individualizada e ajustada conforme os sintomas. Um nutricionista pode ajudar a montar um plano alimentar adequado durante essa fase do tratamento.


  • O consumo de líquidos e a atividade física podem interferir no resultado elevando a gordura corporal

    O consumo de líquidos e a atividade física podem interferir no resultado elevando a gordura corporal ou aumentando o peso? Ou diminui ambos? Todas as respostas que vi disseram que atrapalham, mas não foram conclusivas quanto a essa questão.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Sim, tanto o consumo de líquidos quanto a prática de atividade física podem interferir significativamente nos resultados da bioimpedância, e esse é justamente um dos principais motivos pelos quais esse método apresenta limitações importantes de precisão na prática clínica.

    A bioimpedância estima composição corporal com base na passagem de uma corrente elétrica pelo corpo, e essa estimativa depende diretamente do estado de hidratação. Pequenas variações de água corporal já são suficientes para alterar os resultados de forma relevante. Por exemplo, estar mais hidratado pode reduzir artificialmente a estimativa de gordura corporal, enquanto estar desidratado pode aumentar essa estimativa. O mesmo vale para retenção hídrica, consumo recente de sódio, álcool e até o horário do exame.

    A atividade física também influencia bastante. Após o exercício, ocorre redistribuição de líquidos, alterações temporárias na hidratação muscular e mudanças no glicogênio, que está ligado à retenção de água. Isso pode fazer com que o exame varie mesmo sem qualquer mudança real na composição corporal.

    Por esse motivo, na prática, é muito difícil garantir condições padronizadas ideais para todas as avaliações de bioimpedância ao longo do tempo. Essa variabilidade acaba prejudicando o acompanhamento evolutivo, já que pequenas mudanças no estilo de vida podem gerar oscilações nos resultados que não necessariamente refletem ganho ou perda real de gordura ou massa muscular.

    Justamente por isso, muitos profissionais consideram a bioimpedância uma ferramenta útil, mas limitada, principalmente para acompanhamento longitudinal.

    Na prática clínica, quando bem executada por um profissional capacitado, a avaliação antropométrica com dobras cutâneas e circunferências frequentemente oferece maior consistência e sensibilidade para acompanhar mudanças reais na composição corporal ao longo do tempo, justamente por ser menos sensível às variações agudas de hidratação.

    O mais importante, independentemente do método, é interpretar os dados dentro de um contexto completo, considerando evolução de medidas, fotos comparativas, desempenho nos treinos e evolução clínica do paciente, e não apenas um número isolado.

    Espero ter ajudado!


  • A ingestão recomendada de proteína é de no máximo 2gkgMC para quem está engajado em treinamento de f

    A ingestão recomendada de proteína é de no máximo 2gkgMC para quem está engajado em treinamento de força? Essa quantidade normalmente já é superior ao necessário

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Na maioria dos casos, uma ingestão de até 2 g de proteína por kg de peso corporal por dia já é mais que suficiente para pessoas que praticam treinamento de força e buscam hipertrofia muscular. Inclusive, para muitos indivíduos, quantidades menores já são capazes de atender plenamente às necessidades para ganho e manutenção de massa muscular.

    No entanto, não existe um único valor que sirva para todas as pessoas. A necessidade proteica pode variar de acordo com fatores como peso corporal, percentual de gordura, quantidade de massa muscular, idade, nível de treinamento, ingestão calórica total e objetivo atual (ganho de massa muscular, emagrecimento ou manutenção de peso).

    Por exemplo, uma pessoa com obesidade nem sempre deve calcular a ingestão proteica utilizando o peso corporal total, enquanto indivíduos muito magros, atletas ou pessoas em fase de emagrecimento podem exigir estratégias diferentes.

    Por isso, embora o valor de 2 g/kg seja frequentemente utilizado como referência prática e já esteja acima do necessário para muitas pessoas, o ideal é que a recomendação seja individualizada e baseada no contexto de cada paciente, e não apenas em uma fórmula fixa.

    Espero ter ajudado!


  • Quais são os benefícios em se tomar Vinagre de Maçã todos os dias?

    Quais são os benefícios em se tomar Vinagre de Maçã todos os dias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Apesar da fama que ganhou nos últimos anos, as evidências científicas mostram que o vinagre de maçã oferece poucos benefícios relevantes para a maioria das pessoas quando consumido diariamente.

    Alguns estudos observaram pequenas reduções da glicemia após as refeições e uma discreta melhora na saciedade em algumas pessoas. No entanto, esses efeitos costumam ser modestos, variam bastante entre os indivíduos e estão longe de justificar as promessas frequentemente divulgadas nas redes sociais, como emagrecimento acelerado, "desintoxicação" do organismo, queima de gordura, aceleração do metabolismo ou cura de diversas doenças. Atualmente, não existem evidências científicas robustas que sustentem esses supostos benefícios.

    Na prática, para pessoas saudáveis, o principal benefício do vinagre de maçã costuma ser simplesmente tornar a alimentação mais saborosa para quem aprecia seu sabor. Isso pode facilitar o consumo de saladas e outros vegetais, contribuindo indiretamente para uma alimentação mais saudável, mas esse efeito está relacionado ao padrão alimentar como um todo, e não a uma propriedade exclusiva do vinagre.

    Vale lembrar também que outros tipos de vinagre, como o de vinho tinto, vinho branco ou álcool, apresentam composição bastante semelhante em relação ao ácido acético, que é o principal componente estudado. Até o momento, não há evidências consistentes de que o vinagre de maçã seja superior aos demais tipos de vinagre para promover benefícios à saúde.

    Além disso, o consumo frequente ou em grandes quantidades não é isento de riscos. O vinagre é bastante ácido e pode favorecer erosão do esmalte dos dentes, irritação do esôfago e do estômago, especialmente quando ingerido puro. Pessoas que utilizam medicamentos para diabetes ou que apresentam doenças gastrointestinais também devem ter atenção, pois podem existir situações em que seu consumo não seja recomendado.

    Portanto, se você gosta do sabor do vinagre de maçã, ele pode fazer parte de uma alimentação saudável, principalmente como tempero para saladas e legumes. Entretanto, não há motivo para consumi-lo diariamente esperando benefícios expressivos para emagrecimento, controle da glicemia ou melhora da saúde. Uma alimentação equilibrada, associada à prática regular de atividade física e a um estilo de vida saudável, continua sendo muito mais importante do que qualquer alimento isolado.


  • Boa tarde. Tenho metabolismo acelerado, faço todas refeições a base de carboidratos e proteinas, re

    Boa tarde.
    Tenho metabolismo acelerado, faço todas refeições a base de carboidratos e proteinas, realizo treino de crossfit, mas não consigo aumentar o peso. Tenho 1.90 e peso 80kg, quero chegar a 90kg, mas por mais que faço a alimentação correta, não consigo aumentar o peso.
    O quê eu posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Boa tarde. Ganhar peso pode ser tão desafiador quanto emagrecer, principalmente para pessoas jovens, fisicamente ativas e que praticam modalidades de alta intensidade, como o CrossFit. Mesmo consumindo bastante comida, o gasto energético diário pode ser tão elevado que dificulta a criação do excedente calórico necessário para aumentar o peso.

    Além disso, é importante diferenciar ganhar peso de ganhar massa muscular. Se o objetivo é chegar aos 90 kg com qualidade, preservando um bom percentual de gordura, esse costuma ser um processo de médio a longo prazo. Para uma pessoa com 1,90 m, 80 kg e praticante de CrossFit, ganhar cerca de 10 kg de massa corporal de forma saudável pode levar muitos meses ou até mais de um ano, dependendo da resposta individual ao treinamento e à alimentação.

    Diversos fatores podem limitar esse ganho. Nem sempre o problema é apenas comer pouco. A ingestão total de calorias precisa ser suficiente para superar o gasto energético, mas também é importante que haja uma boa distribuição de proteínas, carboidratos e gorduras ao longo do dia. Além disso, a qualidade da alimentação, a ingestão adequada de vitaminas e minerais, o sono, a recuperação entre os treinos, o nível de estresse e até a composição corporal inicial influenciam bastante os resultados.

    No caso específico do CrossFit, outro aspecto merece atenção. Por combinar exercícios de força com um elevado componente cardiovascular, essa modalidade pode gerar um gasto energético muito alto. Em algumas pessoas, isso exige um consumo calórico significativamente maior do que o esperado apenas para manter um superávit energético.

    Dependendo do seu objetivo, também pode valer a pena repensar a modalidade de treino durante essa fase. Para pessoas com metabolismo naturalmente acelerado e dificuldade para ganhar peso, o CrossFit nem sempre é a estratégia mais eficiente para maximizar a hipertrofia, justamente pelo elevado volume de atividade aeróbica e pelo alto gasto energético. Nesses casos, um período priorizando a musculação, ou mesmo uma combinação de musculação com uma menor frequência de treinos de CrossFit, pode favorecer o ganho de massa muscular. Isso não significa que o CrossFit seja uma modalidade ruim, mas sim que diferentes objetivos podem exigir estratégias diferentes de treinamento.

    Também vale a pena investigar se realmente existe dificuldade para ganhar massa muscular ou apenas a impressão de que isso acontece. Uma avaliação da composição corporal permite verificar se houve aumento de massa muscular ao longo do tempo, mesmo que o peso tenha mudado pouco. Em algumas situações, a pessoa ganha músculo, reduz gordura e acaba observando pouca alteração na balança.

    Quando a evolução não ocorre como esperado, pode ser necessário reavaliar toda a estratégia nutricional. Em alguns casos, aumentar a densidade calórica das refeições, ajustar a quantidade e a distribuição dos carboidratos e das proteínas, rever os horários das refeições e utilizar suplementos alimentares, quando bem indicados, pode facilitar o ganho de peso.

    Infelizmente, algumas pessoas recorrem aos hormônios anabolizantes na tentativa de acelerar esse processo. Embora eles possam promover um ganho de massa muscular mais rápido, seu uso sem indicação médica está associado a diversos riscos para a saúde, como alterações cardiovasculares, hormonais, hepáticas e reprodutivas, além de outros efeitos adversos potencialmente graves. Por isso, não são uma estratégia recomendada para quem busca hipertrofia.

    Por fim, se você realmente já mantém uma alimentação adequada e continua sem evolução, vale a pena realizar uma avaliação individualizada com um nutricionista. Assim, será possível estimar seu gasto energético, analisar sua composição corporal, verificar se existe um superávit calórico suficiente e identificar ajustes que possam favorecer um ganho de massa muscular consistente, seguro e sustentável ao longo do tempo.


  • Gostaria de orientação quanto à alimentação antes da academia. Na primeira vez que fui tomei um café

    Gostaria de orientação quanto à alimentação antes da academia. Na primeira vez que fui tomei um café com torradas e voltei pra casa em estado de exaustão total, muito fraca e com queda de pressão. Ale´m de hidratar qual a melhor alimentação para exercícios físicos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    A alimentação antes do treino é importante, mas existe um equívoco muito comum sobre esse assunto. Muitas pessoas acreditam que o desempenho durante a atividade física depende principalmente do que foi consumido poucos minutos antes do exercício. Na realidade, para a maioria dos treinos, o que mais influencia o rendimento é a alimentação das muitas horas anteriores e até mesmo dos dias anteriores.

    Os carboidratos armazenados na forma de glicogênio nos músculos e no fígado representam a principal fonte de energia durante exercícios de intensidade moderada a alta. Esses estoques são abastecidos pelas refeições realizadas ao longo do dia e não apenas pelo lanche imediatamente antes da academia. Por isso, uma alimentação equilibrada e adequada durante todo o dia costuma ser muito mais importante do que um pré-treino específico.

    Na maioria das situações, a refeição antes do exercício tem duas funções principais: evitar que você inicie o treino com fome e, quando necessário, ajudar a manter a glicemia durante atividades mais longas ou muito intensas. Isso significa que nem sempre é preciso fazer uma refeição grande antes da academia, principalmente se você já se alimentou adequadamente algumas horas antes.

    No seu caso, a queda de pressão e a exaustão podem ter várias explicações. O café com torradas dificilmente foi "o culpado". Muitas pessoas acreditam que passaram mal porque "comeram errado", quando, na verdade, o problema costuma ser uma combinação de sedentarismo, intensidade excessiva no primeiro treino, hidratação inadequada e condicionamento físico ainda baixo. É possível que você tenha iniciado o treino em intensidade acima do que seu condicionamento permitia, que tenha permanecido muitas horas em jejum antes do café com torradas, que a quantidade ingerida tenha sido insuficiente para suas necessidades ou até que exista alguma condição clínica que mereça investigação. Por isso, um episódio isolado não permite concluir que o problema tenha sido apenas a alimentação.

    Na verdade, em pessoas iniciando a prática de atividade física, a causa mais comum desse tipo de mal-estar costuma ser simplesmente a intensidade do exercício acima do que o organismo estava acostumado. Nesses casos, o corpo tende a se adaptar progressivamente nas semanas seguintes.

    De forma geral, quando há necessidade de fazer uma refeição próxima ao treino, costuma-se priorizar alimentos ricos em carboidratos de fácil digestão, como frutas, pães, tapioca, aveia ou iogurte, podendo associar uma fonte de proteína, dependendo do intervalo disponível até o exercício. Refeições muito volumosas, muito gordurosas ou muito ricas em fibras imediatamente antes da atividade física podem causar desconforto gastrointestinal em algumas pessoas.

    A hidratação também merece atenção. Chegar ao treino já desidratado pode reduzir o desempenho e aumentar a sensação de fadiga. Por isso, o ideal é manter uma boa ingestão de líquidos ao longo do dia, e não apenas beber bastante água imediatamente antes da atividade.

    Outro ponto importante é que o pré-treino ideal varia conforme a modalidade praticada. Um treino de musculação de 45 minutos, uma corrida de longa distância e uma aula intensa de spinning, por exemplo, apresentam demandas energéticas diferentes e, por isso, podem exigir estratégias nutricionais distintas.

    Se esse episódio aconteceu apenas na primeira aula, provavelmente não há motivo para preocupação. É comum que pessoas iniciantes sintam um cansaço maior até que o organismo se adapte ao exercício, principalmente quando a intensidade do treino é elevada. Caso sintomas semelhantes passem a se repetir com frequência, vale a pena conversar com o profissional que está acompanhando seus treinos e, se necessário, buscar uma avaliação para identificar se existe algum fator além da alimentação contribuindo para esse desconforto.

    Portanto, mais do que buscar o "melhor alimento antes da academia", o mais importante é manter uma alimentação equilibrada durante todo o dia, adequada às suas necessidades energéticas e ao tipo de exercício praticado. Na maioria das pessoas, essa estratégia exerce um impacto muito maior sobre o desempenho e a recuperação do que qualquer alimento consumido isoladamente poucos minutos antes do treino.


  • Oi Boa tarde, queria saber se o Beritin Bc engorda?

    Oi Boa tarde, queria saber se o Beritin Bc engorda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    O Beritin BC não engorda diretamente. Ele contém vitaminas do complexo B associadas à ciproeptadina, uma substância que pode aumentar o apetite em algumas pessoas.

    Por isso, o que pode acontecer é um aumento da ingestão de alimentos durante o uso do medicamento e, consequentemente, ganho de peso. No entanto, isso não ocorre com todas as pessoas e depende muito do quanto a alimentação acaba aumentando nesse período.

    Se a intenção for ganhar ou perder peso, o ideal é avaliar os hábitos alimentares e o estilo de vida como um todo. O acompanhamento com um nutricionista pode ajudar a ajustar a alimentação de forma adequada e saudável para atingir esse objetivo.


  • Todos alimentos possui suas qualidades nutricionais, mais qual alimento considerado rico em maior qu

    Todos alimentos possui suas qualidades nutricionais, mais qual alimento considerado rico em maior quantidade de nutrientes bons para nosso corpo, um alimento que nunca deveria faltar,?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Não existe um único alimento que seja “o mais completo” ou que sozinho forneça tudo o que o corpo precisa. Essa ideia de “superalimento” costuma ser mais uma simplificação da internet do que algo realmente sustentado pela ciência.

    Na prática, saúde e nutrição dependem muito mais da qualidade do padrão alimentar como um todo do que de um alimento isolado.

    Dito isso, existem alimentos bastante interessantes do ponto de vista nutricional por concentrarem boa quantidade de proteínas, fibras, vitaminas, minerais e gorduras de qualidade, como por exemplo:

    ovos;
    feijão;
    frutas;
    vegetais;
    aveia;
    peixes;
    iogurtes naturais;
    oleaginosas;
    arroz e feijão juntos, que inclusive formam uma excelente combinação nutricional.

    O feijão, por exemplo, muitas vezes é subestimado apesar de ser extremamente rico nutricionalmente e muito presente na alimentação brasileira. Já frutas e vegetais ajudam bastante no fornecimento de fibras, vitaminas e compostos bioativos importantes.

    Outro ponto importante é que nenhum alimento “nunca deveria faltar” obrigatoriamente para todas as pessoas. Necessidades, preferências, cultura alimentar, tolerâncias e condições clínicas variam muito.

    Além disso, focar excessivamente em um alimento “perfeito” pode até desviar a atenção do que realmente faz diferença:

    regularidade dos hábitos;
    variedade alimentar;
    equilíbrio;
    prática de atividade física;
    sono;
    redução de ultraprocessados;
    sustentabilidade da rotina ao longo do tempo.

    Na prática, uma alimentação simples, variada e consistente costuma trazer muito mais benefício do que buscar um alimento milagroso.


  • Posso comer 8 ovos por dia ? E quantas bananas por dia ?

    Posso comer 8 ovos por dia ? E quantas bananas por dia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Na maioria das pessoas saudáveis, consumir ovos e bananas diariamente não costuma ser um problema. Porém, não existe um número “mágico” ideal para todo mundo, porque isso depende do contexto da alimentação, necessidades individuais, rotina, nível de atividade física, exames, tolerância e quantidade total consumida ao longo do dia.

    Sobre os ovos, hoje sabemos que eles podem fazer parte de uma alimentação saudável e que o colesterol presente no alimento não impacta o colesterol sanguíneo da forma simplificada que se acreditava antigamente. Então, para muitas pessoas, consumir vários ovos ao dia pode ser perfeitamente possível dentro de uma dieta equilibrada.

    Por outro lado, isso não significa que “quanto mais melhor”. Comer 8 ovos por dia pode acabar sendo exagerado ou desnecessário dependendo da sua alimentação total, principalmente se isso estiver substituindo variedade alimentar.

    Além disso, existe um mito muito difundido de que é necessário consumir quantidades extremamente altas de proteína para ganhar massa muscular ou ter resultados físicos, quando na prática uma ingestão adequada já costuma ser suficiente.

    Sobre as bananas, também não existe um limite universal. Banana é uma fruta nutritiva, rica em carboidratos, potássio e fibras, e pode fazer parte tranquilamente de uma alimentação saudável. A quantidade ideal vai depender da necessidade energética, rotina e contexto alimentar da pessoa.

    Na prática, muito mais importante do que focar em números isolados é observar:

    equilíbrio da alimentação;
    variedade;
    qualidade geral da dieta;
    prática de atividade física;
    sono;
    constância dos hábitos.

    Uma alimentação saudável normalmente não depende de exageros nem da exclusão desnecessária de alimentos.


  • Vejo que em lojas de alimentos para dieta tem muitos produtos com adição de maltodextrina no lugar

    Vejo que em lojas de alimentos para dieta tem muitos produtos com adição de maltodextrina no lugar do açúcar. Não da na mesma? A maltodextrina tbm engorda como o açúcar de cozinha. Ou estou enganada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Em muitos casos, sim. A maltodextrina costuma ser utilizada pela indústria como substituição ao açúcar comum em produtos “fit”, “diet” ou “saudáveis”, mas isso não significa automaticamente que o alimento seja melhor do ponto de vista nutricional.

    A maltodextrina é um carboidrato de rápida absorção e pode elevar a glicemia de forma semelhante, ou até mais rápida em alguns contextos, do que o açúcar comum. Além disso, ela também fornece calorias, então a ideia de que “não engorda” é incorreta.

    Muitas vezes isso acaba gerando uma falsa impressão de produto saudável apenas porque o rótulo destaca “sem açúcar”, enquanto o alimento continua sendo altamente processado e rico em carboidratos refinados.

    Claro que existem situações específicas em que a maltodextrina pode ter aplicação útil, como em estratégias esportivas e reposição energética para atletas. Porém, para o consumo cotidiano da maioria das pessoas, ela não deve ser vista como uma grande vantagem nutricional em relação ao açúcar.

    Outro ponto importante é que nenhum ingrediente isolado define sozinho se um alimento “engorda” ou não. Ganho de gordura corporal depende principalmente do contexto geral da alimentação, quantidade consumida, nível de atividade física e hábitos mantidos ao longo do tempo.

    Na prática, vale muito mais observar a qualidade global do alimento e da dieta como um todo do que confiar apenas em frases de marketing presentes na embalagem.


  • A nutricionista me recomendou usar stevia pra adoçar o que for necessário na minha dieta, pode substituir

    A nutricionista me recomendou usar stevia pra adoçar o que for necessário na minha dieta, pode substituir pelo xylitol?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Elias

    Na maioria dos casos, sim. A estévia pode ser substituída pelo xilitol, desde que essa troca esteja de acordo com os objetivos da sua alimentação e com sua tolerância digestiva. Ambos são adoçantes que ajudam a reduzir o consumo de açúcar e, quando utilizados nas quantidades habituais, não provocam aumentos importantes da glicemia.

    A principal diferença entre eles é que a estévia é um adoçante de alta intensidade, ou seja, uma pequena quantidade já adoça bastante e praticamente não fornece calorias. Já o xilitol é um poliol, também conhecido como álcool de açúcar. Ele adoça em intensidade semelhante à do açúcar comum, fornece cerca de 40% menos calorias que o açúcar e, apesar de conter calorias, **não provoca o mesmo impacto sobre a glicemia**, pois é absorvido e metabolizado de forma diferente da sacarose. Por isso, costuma ser uma alternativa interessante para pessoas que desejam reduzir o consumo de açúcar ou precisam de um melhor controle da glicemia. Além disso, oferece melhor textura em algumas preparações culinárias.

    Por outro lado, os polióis, como o xilitol, podem causar desconfortos gastrointestinais quando consumidos em maiores quantidades. Estufamento, gases, cólicas e diarreia são os efeitos mais comuns, especialmente em pessoas com síndrome do intestino irritável ou maior sensibilidade intestinal. Isso acontece porque parte do xilitol não é absorvida no intestino delgado e acaba sendo fermentada pelas bactérias do intestino grosso.

    Por esse motivo, se você pretende substituir a estévia pelo xilitol, o ideal é começar com pequenas quantidades para avaliar sua tolerância. Muitas pessoas conseguem utilizá-lo sem qualquer problema, enquanto outras apresentam sintomas mesmo com doses relativamente baixas.

    Também vale lembrar que existem outros polióis, como eritritol, sorbitol e maltitol. Embora pertençam à mesma família, eles não são iguais. O eritritol, por exemplo, costuma ser melhor tolerado pelo intestino porque é absorvido em maior proporção antes de chegar ao cólon, enquanto sorbitol e maltitol costumam causar desconfortos digestivos com mais frequência. Assim como o xilitol, esses adoçantes podem fornecer alguma quantidade de calorias, mas, em geral, têm um efeito muito menor sobre a glicemia do que o açúcar comum.

    Outro ponto importante é que a escolha do adoçante deve considerar não apenas a quantidade de calorias, mas também o contexto da alimentação, o sabor, a tolerância individual e a finalidade de uso. Para adoçar bebidas, a estévia costuma ser uma excelente opção. Já para receitas, o xilitol pode oferecer um resultado culinário mais próximo do açúcar.

    Por fim, vale destacar que tanto a estévia quanto o xilitol são considerados seguros pelas principais agências reguladoras quando consumidos dentro das quantidades habituais da alimentação. A melhor escolha é aquela que atende aos seus objetivos, proporciona boa aceitação do sabor e não causa efeitos indesejáveis no trato gastrointestinal.


Perguntas frequentes

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