A hipersensibilidade é um traço de personalidade normal ou sempre um transtorno?
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A hipersensibilidade é um traço de personalidade normal ou sempre um transtorno?
Falando com você como profissional da saúde mental, quero esclarecer algo muito importante: a hipersensibilidade, por si só, não é um transtorno.
Ser sensível faz parte da diversidade humana. Algumas pessoas nascem com um sistema emocional mais atento, empático e profundo. Elas percebem nuances, se afetam mais com o ambiente, sentem emoções com intensidade e, muitas vezes, têm grande capacidade de cuidado, criatividade e conexão. Isso é um traço de personalidade, não uma doença.
O que diferencia um traço saudável de um transtorno não é a intensidade do sentir, mas o quanto isso gera sofrimento e prejuízo na vida da pessoa.
A hipersensibilidade passa a fazer parte de um transtorno quando:
as emoções se tornam intensas e difíceis de regular com frequência,
pequenas situações disparam reações muito dolorosas,
há prejuízo nos relacionamentos, no trabalho ou na autoestima,
a pessoa vive em constante medo de rejeição ou abandono,
surgem comportamentos impulsivos ou autodestrutivos para aliviar a dor.
No caso do Transtorno de Personalidade Borderline, a hipersensibilidade costuma estar associada a uma história de invalidação emocional e, muitas vezes, de trauma. O sistema emocional não só sente mais, como demora mais para se acalmar. Não é uma escolha, é um padrão aprendido de sobrevivência.
Mas é fundamental dizer: ter hipersensibilidade não significa, automaticamente, ter TPB ou qualquer transtorno. Muitas pessoas sensíveis vivem de forma equilibrada quando aprendem a compreender e regular suas emoções em ambientes seguros.
Quando a sensibilidade vem acompanhada de sofrimento intenso, confusão emocional e sensação de descontrole, a terapia pode ajudar a diferenciar o que é traço, o que é ferida emocional e o que pode ser cuidado. A psicoterapia não busca tirar sua sensibilidade, mas ajudá-lo(a) a transformá-la em recurso, não em dor.
Se você sente que sua sensibilidade tem sido um peso difícil de carregar, eu te convido a considerar a terapia como um espaço de escuta, acolhimento e aprendizado emocional. Você merece viver com mais equilíbrio, sem precisar se endurecer para sobreviver.
Ser sensível faz parte da diversidade humana. Algumas pessoas nascem com um sistema emocional mais atento, empático e profundo. Elas percebem nuances, se afetam mais com o ambiente, sentem emoções com intensidade e, muitas vezes, têm grande capacidade de cuidado, criatividade e conexão. Isso é um traço de personalidade, não uma doença.
O que diferencia um traço saudável de um transtorno não é a intensidade do sentir, mas o quanto isso gera sofrimento e prejuízo na vida da pessoa.
A hipersensibilidade passa a fazer parte de um transtorno quando:
as emoções se tornam intensas e difíceis de regular com frequência,
pequenas situações disparam reações muito dolorosas,
há prejuízo nos relacionamentos, no trabalho ou na autoestima,
a pessoa vive em constante medo de rejeição ou abandono,
surgem comportamentos impulsivos ou autodestrutivos para aliviar a dor.
No caso do Transtorno de Personalidade Borderline, a hipersensibilidade costuma estar associada a uma história de invalidação emocional e, muitas vezes, de trauma. O sistema emocional não só sente mais, como demora mais para se acalmar. Não é uma escolha, é um padrão aprendido de sobrevivência.
Mas é fundamental dizer: ter hipersensibilidade não significa, automaticamente, ter TPB ou qualquer transtorno. Muitas pessoas sensíveis vivem de forma equilibrada quando aprendem a compreender e regular suas emoções em ambientes seguros.
Quando a sensibilidade vem acompanhada de sofrimento intenso, confusão emocional e sensação de descontrole, a terapia pode ajudar a diferenciar o que é traço, o que é ferida emocional e o que pode ser cuidado. A psicoterapia não busca tirar sua sensibilidade, mas ajudá-lo(a) a transformá-la em recurso, não em dor.
Se você sente que sua sensibilidade tem sido um peso difícil de carregar, eu te convido a considerar a terapia como um espaço de escuta, acolhimento e aprendizado emocional. Você merece viver com mais equilíbrio, sem precisar se endurecer para sobreviver.
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