A hipersensibilidade é um traço de personalidade normal ou sempre um transtorno?

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A hipersensibilidade é um traço de personalidade normal ou sempre um transtorno?
 Stephanie Von Wurmb Helrighel
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Falando com você como profissional da saúde mental, quero esclarecer algo muito importante: a hipersensibilidade, por si só, não é um transtorno.

Ser sensível faz parte da diversidade humana. Algumas pessoas nascem com um sistema emocional mais atento, empático e profundo. Elas percebem nuances, se afetam mais com o ambiente, sentem emoções com intensidade e, muitas vezes, têm grande capacidade de cuidado, criatividade e conexão. Isso é um traço de personalidade, não uma doença.

O que diferencia um traço saudável de um transtorno não é a intensidade do sentir, mas o quanto isso gera sofrimento e prejuízo na vida da pessoa.

A hipersensibilidade passa a fazer parte de um transtorno quando:

as emoções se tornam intensas e difíceis de regular com frequência,

pequenas situações disparam reações muito dolorosas,

há prejuízo nos relacionamentos, no trabalho ou na autoestima,

a pessoa vive em constante medo de rejeição ou abandono,

surgem comportamentos impulsivos ou autodestrutivos para aliviar a dor.

No caso do Transtorno de Personalidade Borderline, a hipersensibilidade costuma estar associada a uma história de invalidação emocional e, muitas vezes, de trauma. O sistema emocional não só sente mais, como demora mais para se acalmar. Não é uma escolha, é um padrão aprendido de sobrevivência.

Mas é fundamental dizer: ter hipersensibilidade não significa, automaticamente, ter TPB ou qualquer transtorno. Muitas pessoas sensíveis vivem de forma equilibrada quando aprendem a compreender e regular suas emoções em ambientes seguros.

Quando a sensibilidade vem acompanhada de sofrimento intenso, confusão emocional e sensação de descontrole, a terapia pode ajudar a diferenciar o que é traço, o que é ferida emocional e o que pode ser cuidado. A psicoterapia não busca tirar sua sensibilidade, mas ajudá-lo(a) a transformá-la em recurso, não em dor.

Se você sente que sua sensibilidade tem sido um peso difícil de carregar, eu te convido a considerar a terapia como um espaço de escuta, acolhimento e aprendizado emocional. Você merece viver com mais equilíbrio, sem precisar se endurecer para sobreviver.

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