Qual é a importância do tratamento contra o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas
Qual é a importância do tratamento contra o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O tratamento é muito importante porque ajuda a reduzir o sofrimento emocional, diminuir impulsividade e comportamentos de risco, melhorar os relacionamentos e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com as emoções. Sem acompanhamento, o TPB pode causar crises intensas e prejuízos na vida pessoal, familiar e profissional; já com tratamento, muitas pessoas conseguem ter mais estabilidade e qualidade de vida.

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Dra. Ana Carolina Gomes Da Silva
Psicanalista, Psicólogo
São Luís
Fazer análise pessoa, como alternativa eficaz e eficiente para o TPB, ajuda o sujeito a perceber-se, observar seus gatilhos, conhecer seus medos e inseguranças, tornar consciente suas angústias que antes, não eram questionáveis e quando em análise, passam a ser ressignificadas. Ajuda a pessoa a ter qualidade de vida.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A importância do tratamento no Transtorno de Personalidade Borderline é que ele não se limita a “reduzir sintomas”, ele muda o curso da vida da pessoa. Sem tratamento, muita gente fica presa em ciclos repetitivos de crise, impulsividade, rompimentos, culpa, vergonha e sensação de vazio, como se estivesse sempre apagando incêndios emocionais. Com tratamento bem conduzido, esse ciclo começa a perder força, e a pessoa aprende a atravessar emoções intensas sem se destruir e sem destruir os vínculos mais importantes.

Outro ponto central é que o TPB costuma afetar áreas sensíveis, relacionamentos, trabalho, autoestima, identidade e capacidade de tomar decisões com clareza. Terapia baseada em evidências ajuda a construir repertório real de regulação emocional, tolerância ao desconforto, comunicação mais assertiva e leitura mais equilibrada de situações de rejeição ou abandono. Não é virar alguém “frio(a)”, é ganhar espaço interno para escolher melhor o que fazer quando a emoção sobe, em vez de ser sequestrado(a) pela urgência do momento.

Quando há comorbidades como depressão, ansiedade, uso de substâncias ou risco aumentado em crises, integrar acompanhamento psiquiátrico pode ser necessário para estabilizar o pico emocional e aumentar a segurança. Isso não substitui a psicoterapia, mas pode dar sustentação para que o trabalho psicológico renda mais e para que a pessoa tenha mais previsibilidade no dia a dia.

Pensando em você ou em alguém próximo, o que te preocupa mais hoje: as crises e impulsos, o desgaste nos relacionamentos, ou a sensação de viver no limite por dentro? O que você já tentou que ajudou um pouco, e o que você percebe que só alivia na hora, mas depois piora? E como seria, de forma bem concreta, uma vida um pouco mais estável emocionalmente para você?

Caso precise, estou à disposição.

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