A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência de que seu ciúme é prejudi

3 respostas
A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência de que seu ciúme é prejudicial ?
 Virginia Lopes
Psicólogo, Psicanalista
Governador Valadares
Se essa pessoa nao faz um acompanhamento psicologico dificilmente conseguira perceber esse prejuizo na relaçao, isso porque ha uma certa distorçao das situações vividas, que para a pessoa com diagnostico de borderline, é vivido de forma muito mais intensa, profunda e pessoalizada. Nesses casos em quem falamos de percepçao, embora seja de suam importancia a medicaçao para a estabilização do humor e outras comorbidades, so a psicoterapia conseguira propor a reflexão em cima do sentir.

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O Transtorno de Personalidade Borderline é marcado pelos relacionamentos instáveis, medo de abandono, idealização do outro, impulsividade, desproporcionalidade de sentimentos.

Sobre a sua pergunta, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline tem consciencia do seu ciume excessivo, mas pode não conseguir controlá-lo, especialmente por conta desse medo de abandono característico do TPB.
Depende. Muitas pessoas têm, sim, algum nível de consciência de que o ciúme pode ser prejudicial, especialmente após a intensidade emocional diminuir. No momento em que o ciúme está ativado, porém, a emoção costuma ser vivida como uma verdade absoluta, acompanhada de medo intenso de abandono e sensação de ameaça real à relação. Nesses momentos, a capacidade de reflexão fica reduzida, e a pessoa pode agir de forma impulsiva, mesmo sabendo, em algum nível, que isso pode gerar conflitos.

Depois que a crise passa, é comum surgir culpa, vergonha ou arrependimento, junto com a percepção de que o ciúme foi excessivo ou desproporcional. Isso pode gerar um ciclo doloroso, em que a pessoa se critica, tenta se controlar excessivamente ou teme repetir o comportamento, o que acaba aumentando ainda mais a ansiedade nas relações.

Com acompanhamento terapêutico, a consciência sobre esse padrão tende a aumentar de forma mais estável. A pessoa aprende a reconhecer os primeiros sinais do ciúme, a entender suas origens emocionais e a intervir antes que ele se transforme em comportamentos prejudiciais. Assim, a consciência deixa de vir apenas depois da crise e passa a funcionar como uma ferramenta de cuidado e escolha mais consciente nas relações.

(Esta explicação tem caráter informativo e psicoeducativo e NÃO substitui uma avaliação ou acompanhamento com um profissional de saúde mental, que é fundamental para compreender cada caso de forma individualizada e adequada.)

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